Processo de canonizaçÃo de marcelino champagnat 1ª Parte depoimentos a respeito de marcelino champagnat



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PROCESSO DE CANONIZAÇÃO DE MARCELINO CHAMPAGNAT



1ª Parte



DEPOIMENTOS A RESPEITO DE MARCELINO CHAMPAGNAT



VOLUME I

INVESTIGAÇÃO DIOCESANA


TEXTOS COMPLETOS DOS DEPOIMENTOS, TESTEMUNHOS E ESCRITOS RECEBIDOS PELO TRIBUNAL DIOCESANO DE LIÃO

(OUTUBRO DE 1888 a DEZEMBRO DE 1890)

POR OCASIÃO DO PROCESSO INFORMATIVO "ORDINÁRIO" PARA A INTRODUÇÃO DA CAUSA DE BEATIFICAÇÃO E DE CANONIZAÇÃO DE

MARCELINO JOSÉ BENTO CHAMPAGNAT.

Transcritos e apresentados pelo Ir. Agustín C. Carazo A.

Serviço da Postulação Geral

Roma, 1992

Diagramação: Secretariado Interprovincial Marista


TÍTULO OFICIAL DO PROCESSO1


SACRAE RITUUM CONGREGATIONI
Exemplum sive transumptum publicum et authenticum integri processus auctoritate ordinaria in civitate Lugdunensi a Rev. mis D. D. Adolpho Jeannerot et Augustino Bonnardet judicibus, atque Paulo Coupat, Florido Devile, Roberto Ardaine et Antonio Coste adjunctis a Rev. mo et Em. mo D. no Cardinali Josepho Foulon Archiepiscopo Lugdunen, etc. deputaits in Causa Beatificationis et Canonizationis Servi Dei MARCELLIN JOSEPHI BENEDICTI CHAMPAGNAT presbyteri Societatis Mariae, et Fundatoris Parvolorum Fratrum Mariae, super Fama Sanctitatis Vitae, Virtutibus et Miraculis, praesentandum et exhibendum eidem S. Congregationi vel ejus R. P. D. Secretario, et non nisi de mandato ejusdem S. R. Congregationis aperiendum.

ROMAM.


Ita est

Paulus Pagnon,

Notarius in Actuarium deputatus

Nos Cardinalis Josephus Foulon, Archiepiscopus Lugdunensis, etc. Notum facimus atque testamur supradictum Paulum Pagnon esse Notarium publicum in hac Causa per Nos in Actuarium specialiter deputatum, ejusque attestationibus, scripturis atque instrumentis plenam in Judicio et extra adhibitam fuisse et adhuc adhiberi fidem ab ominibus, et ita dicimus et testamur.

Datum Lugduni die vigesima secunda mensis decembris anni millesimi octingentesimi nonagesimi primi, Indictione romana.
Pedro Meunier (Ir. Euberto) - Secretário Geral

Se o número (11) dos membros do Tribunal parece muito elevado, isso permitirá substituições, no decorrer das 78 sessões. Mas este ponto motivará uma objeção ("animadversione") em Roma, da parte do Promotor da Fé. "Foi constituído, dirá, uma espécie de tribunal duplo cujos membros participavam às sessões não conjuntamente, mana quarta

Joseph Card. Foulon Arch. Lugd.

Tradução


À SAGRADA CONGREGAÇÃO DOS RITOS

Exemplar ou transcrição pública e autêntica do conjunto do Processo instaurado na cidade de Lião sob a autoridade ordinária do Rvmo. e Exmo. Card. José Foulon, arcebispo de Lião.

Pelos Senhores Adolfo Jeannerot e Agostinho Bonnardet, juizes deputados, e pelos Senhores Paulo Coupat, Fleury Deville, Roberto Ardaine e Antônio Costa, Juizes adjuntos deputados, a respeito da fama de santidade de vida, sobre as virtudes e os milagres, do Servo de Deus MARCELINO JOSÉ BENTO CHAMPAGNAT, sacerdote da Sociedade de Maria e Fundador dos Pequenos Irmãos de Maria, em vista da Causa de Beatificação e de Canonização.

Esta transcrição deve ser mostrada e apresentada à Sagrada Congregação ou a Sua R. P. Secretário, e não deve ser aberta sem o mandato da supra-dita Sagrada Congregação dos Ritos, em Roma.

Paulo Pagnon,

Notário Atuário deputado.

Nós, José Foulon, Cardeal Arcebispo de Lião, fazemos saber e atestamos que o acima mencionado Paulo Pagnon é Notário público que temos especialmente deputado como Atuário dessa Causa e a fé plena que lhe fizemos, seja também concedida por todas às suas atestações, às suas observações escritas e aos instrumentos inclusos no Processo ou fora; assim dizemos e certificamos.

Dado em Lião, em 22 do mês de dezembro de 1891, quarto ano da indicação romana (do Processo).

José Card. Foulon, Arc. de Lião

CRONOLOGIA DO PROCESSO INFORMATIVO ORDINÁRIO



PRIMEIROS PASSOS:


02 de fevereiro de 1886: Circular do R. Ir. Teofânio, Superior Geral, anunciando aos Irmãos a próxima introdução da Causa.

1/8 de março de 1886 Carta do R. Ir. Teofânio aos vigários das paróquias onde trabalham os Irmãos, pedindo-lhes depoimentos.

15 de dezembro de 1887: O R. P. Cláudio Nicolet, nomeado Postulador da Causa, apresenta os "artigos" ao Cardeal Arcebispo de Lião.

SESSÕES PRINCIPAIS:


1ª sessão, 21/07/1888 Constituição do Tribunal diocesano.

4ª sessão, 22-10-1888 Início da audição das testemunhas induzidas pelo Postulador, até a ...

30ª sessão, 01-07-1889: Fim dos depoimentos "apresentados"

Sessão especial, 12-10-1889: Visita ao túmulo, exumação e reconhecimento dos restos do Servo de Deus.

33ª sessão, 22-09-1890: Audição de co-testemunhas em Notre Dame de l'Hermitage.

34ª sessão, 23-09-1890: Audição de co-testemunhas em Lavalla

35ª sessão, 24-09-1890: Audição de co-testemunhas em Notre Dame de l'Hermitage

36ª sessão, 25-09-1890: Audição de co-testemunhas em Marlhes.

44ª sessão, 15-12-1890: Fim da audição dos seis testemunhas "ex officio"

45ª sessão, 12-02-1891: Nomeação dos copistas do Processo para fazer uma cópia autêntica dele.

46ª sessão, 01-06-1891: Começo da confrontação da cópia com as atas originais.

77ª sessão, 03-08-1891: Fim da confrontação.

78ª sessão, 22-12-1891: Encerramento do Processo ordinário.

Em 12 de janeiro de 1892, os Irmãos Teofânio e Berilo depositam o "transumptum" (cópia autêntica do Processo) , na Congregação dos Ritos, em Roma, cujo Prefeito é o Cardeal Cajétan A. Masella.

Em 29 de janeiro temos o decreto de abertura do processo, e um rescrito de 5 de março nos dispensa da obrigação de traduzir em italiano as peças que estão escritas em francês. Então, os copistas romanos começam a fazer a "Copia Publica" para a Postulação. Ela nos será entregue no começo do ano de 1893.

Essa "Copia pública", que nos pertencia, desapareceu desde então. A esse respeito podem-se ler as "notas preliminares" da sessão 46...

Há, porém, uma observação mais encorajadora que quero fazer para encerrar esta cronologia:

É preciso dizer que os cinco primeiros anos de trabalho, em vista da introdução da Causa "em curso em Roma" (período 1886-1892) , foram anos de grande entusiasmo e forte atividade, tanto da parte dos Irmãos como das autoridades eclesiásticas diocesanas, dos padres amigos, até das pessoas que tinham conhecido o Padre Champagnat. Pode-se falar de uma verdadeira "mobilização" diocesana em torno de Marcelino Champagnat, Fundador dos Irmãos Maristas.

Nos anos seguintes, quando a causa chegou em Roma e que viam os primeiros resultados favoráveis, o entusiasmo dos Irmãos e dos responsáveis pela Causa, sobretudo do Ir. Teofânio, S. G. e do Pe. Nicolet, Postulador, se reacendeu.

Fiquemos, no entanto, no primeiro período e entremos em seguida no desenvolvimento do Processo Informativo diocesano ou "ordinário"




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