Procedimentos de biosseguridade na criaçÃo de



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PROCEDIMENTOS DE BIOSSEGURIDADE NA CRIAÇÃO DE

AVES CAIPIRAS

Introdução

É recomendável que todo sistema de produção respeite os recursos naturais e tenha por objetivo auto-sustentação, com vistas a preservar a biodiversidade dos ecossistemas, bem como a saúde do consumidor e a obtenção de um produto de alta qualidade.

O sistema de produção intensivo de aves contribui de maneira indispensável para o suprimento de proteínas, atendendo satisfatoriamente à demanda do mercado consumidor. No entanto, uma parcela desse mercado tem demonstrado interesse em consumir alimentos com características diferenciadas, optando por produtos menos industrializados.

O sistema deve respeitar o bem-estar animal, dispor de instalações funcionais e confortáveis com alto nível higiênico em todo o processo criatório. Deve ainda adotar medidas preventivas para o controle de afecções nos rebanhos avícolas, respeitando as normas de saúde pública vigentes.

O controle de infecções que afetam a saúde de um plantel deve priorizar a saúde da avicultura como um todo, visando a obtenção de melhores resultados de produção e a viabilidade do setor em âmbito regional e nacional.

Aspectos básicos de biosseguridade

Compreende-se por biosseguridade a implantação de medidas aplicadas em todos os segmentos da criação das aves, objetivando diminuir o risco de infecções, minimizar a contaminação do ecossistema e resguardar a saúde do consumidor do produto.



Principais fatores a considerar

É importante salientar que mesmo não apresentando sintomas, muitas vezes, as aves podem estar infectadas e permanecerem portadoras de determinados agentes patogênicos, sem apresentar os sintomas característicos da enfermidade, mas capazes de contaminar aves sadias.

Com o objetivo de preservar a saúde dos plantéis avícolas, algumas normas devem ser observadas quanto à localização de criações de aves e ao manejo sanitário dessa produção, conforme descritos a seguir

Localização

Os cuidados de biosseguridade devem iniciar na escolha do local onde será conduzida a criação. Protegido de ventos, com pouca declividade e boa drenagem, deve permitir fácil acesso à entrada das aves e insumos e à saída das aves para comercialização.

O local escolhido para fixar o aviário e piquetes deve ser tranqüilo e distante de outros plantéis avícolas, delimitado por cercas de segurança, com um único acesso para evitar que as aves se afastem do local de criação, bem como para coibir o livre trânsito de pessoas, veículos e outros animais.

O plantio de árvores que propiciem bom sombreamento, presença de matas naturais e elevações topográficas servem de barreiras sanitárias naturais. Com base em normas já estabelecidas, alguns cuidados devem ser seguidos ao ser projetado um plantel de aves coloniais. A exemplo da normatização já existente para produções avícolas destinadas à reprodução e produção comercial de aves em confinamento, a criação de aves coloniais deverá respeitar normas com o objetivo de resguardar o controle da saúde do plantel avícola nacional. Com base na Instrução Normativa no 04/1998 do Ministério da Agricultura (MA), para plantéis de reprodução e produção comercial, algumas distâncias mínimas entre o aviário de aves coloniais e outros estabelecimentos já devem ser observadas quando da sua implantação. O aviário, deverá ser localizado a uma distância mínima de 5.000 metros tanto de uma fábrica de ração como de um abatedouro.

Estabelecimentos avícolas de produção de frangos coloniais são considerados de controle eventual, quais sejam os produtores de frangos de corte (engorda) para produção comercial de carnes. Até o momento não existem normas específicas que regulamentem distâncias mínimas entre um plantel de aves coloniais e outros plantéis avícolas. No entanto, recomenda-se respeitar uma distância mínima de 5.000 metros entre plantéis de reprodução industrial intensiva e o aviário colonial. Observar uma distância mínima de 500 metros, entre os limites periféricos da propriedade.

Aquisição dos pintos

A aquisição de pintos para a criação no sistema colonial deve ser feita de incubatórios livres de micoplasmas, aspergilose e salmonelas. Todos os pintos devem ser vacinados, ainda no incubatório, contra a doença de Marek.


Procedimentos no manejo
A adoção de estratégias para reduzir os riscos de infecção nos plantéis é imprescindível tanto para a proteção das aves com características de produção e genéticas que propiciam maior rusticidade, como para resguardar a saúde das demais produções avícolas.

O frango colonial requer um tempo mínimo aproximado de 85 dias de alojamento e acesso a pastoreio. Devido a essas condições, deve-se fazer o vazio das instalações de pelo menos 21 dias entre um alojamento e outro, após a limpeza e desinfecção do abrigo e realizar o remanejamento dos piquetes.

Os frangos devem ser criados no sistema "todos dentro, todos fora" ou seja, alojar aves de mesma idade e procedência no mesmo abrigo até o abate. Especial atenção deve ser dada à qualidade da água a ser fornecida às aves. Essa deve ser limpa e livre de microorganismos patogênicos. A água de bebida das aves deve estar a uma temperatura aproximada de 21oC e ser fornecida abundantemente.

Higienização

O processo de higienização compreende os procedimentos de limpeza e desinfecção do sistema de produção, controle de vetores e destino das carcaças eliminadas. A redução da carga microbiana no sistema de produção baseia-se em MEDIDAS PREVENTIVAS, sendo que para a desinfecção somente é permitida a utilização de produtos biodegradáveis.

A higienização deve iniciar imediatamente após a retirada dos frangos. Proceder à limpeza do abrigo, retirando-se todos os equipamentos e a cama. Passar a vassoura de fogo para eliminar detritos e restos de penas, lavar com água sob pressão, direcionando o jato de água com movimentos de cima para baixo, em toda a extensão da instalação. Deixar secar e proceder à desinfecção.

Na avicultura intensiva, tradicionalmente são utilizados produtos como: formol, iodo, amônia quaternária, fenóis, cresóis e cloro. Também é preconizada a utilização de desinfetantes biodegradáveis como: sabão, sais minerais solúveis, soda cáustica, hipoclorito de sódio em solução 1:1000 e cal.

Todos os equipamentos (bebedouros, comedouros, cortinas e demais utensílios) devem ser lavados e desinfetados. Para obter melhores resultados na desinfecção, devemos reduzir ao máximo a matéria orgânica nas superfícies a serem desinfetadas e observar a necessidade de um tempo mínimo de contato do produto com os microorganismos a serem eliminados. Ao optar por determinado desinfetante, devem ser considerados a eficiência do produto e o período de atuação desse.

Nos arredores do abrigo e junto às telas que separam os piquetes, passar lança chamas para eliminar restos de penas.

É de conhecimento comum que carcaças em decomposição podem ser fontes de enfermidades tais como botulismo entre outras. O controle da proliferação de ratos e moscas diminui o risco de contaminação e perdas, além de tornar o ambiente mais agradável. O controle dos ratos pode ser feito através da utilização de armadilhas (ratoeiras), manutenção da limpeza e remoção de entulhos nas imediações do aviário e piquetes.

A redução da multiplicação de moscas é obtida pelo adequado manejo e descarte dos resíduos da produção. Esses podem ser trabalhados em compostagem ou enterrados em fossas sépticas, localizadas longe de fontes de água, preferencialmente na parte baixa do terreno, reduzindo o risco de extravasamento do conteúdo.

Outro procedimento indicado para o controle sanitário é incinerar as carcaças e demais resíduos.

Procedimentos de criação

O controle de doenças deve ser feito através do uso de vacinas e, principalmente, pela implantação de técnicas de produção que priorizem a biosseguridade em todos os estágios da vida das aves. Os frangos criados nesse sistema permanecem um período maior na propriedade, motivo pelo qual é necessário que o Médico Veterinário, responsável pela produção, determine a situação epidemiológica e sanitária da região e estabeleça o esquema de vacinação necessário para o plantel.

As chamadas doenças da produção manifestam-se com mais freqüência nas aves criadas em confinamento, devido ao manejo e às características das linhagens do sistema intensivo. Enfermidades como a Doença de Gumboro, Doença de Newcastle, Bronquite Infecciosa das Aves e Varíola Aviária são controladas através da vacinação. Salmoneloses, micoplasmoses e a Doença de New Castle são enfermidades de controle obrigatório. Medidas de restrições ao trânsito (veículos, pessoas e/ou animais), objetivando o controle de enfermidades e a obrigatoriedade da vacinação contra Doença de New Castle e de outras doenças que coloquem em risco o plantel avícola nacional e a saúde pública, poderão ser estabelecidas pelo MAPA quando se fizer necessário.

Aves criadas em sistemas que propiciam maior contato com o solo apresentam com freqüência, problemas de parasitoses. A coccidiose é uma enfermidade causada por protozoários que acarreta lesões na mucosa intestinal, reduzindo a absorção dos alimentos, causando elevadas perdas à produção. A ocorrência dessa enfermidade pode ser evitada através da vacinação dos pintos nos primeiros dias de idade.

O combate às verminoses requer redobrada atenção às normas de biosseguridade e eliminação das possíveis fontes contaminantes (água contaminada, elevada concentração de fezes e contaminantes no meio ambiente).

A utilização de antimicrobianos para o combate à enfermidades deve ser cuidadosa. De modo geral, é proibido o uso de medicamentos convencionais, exceto para garantir a saúde ou quando houver risco de vida para os animais, na inexistência de substituto permitido, poder-se-ão usar medicamentos convencionais, respeitando o período de carência e com a correta indicação do uso do medicamento feita por um Médico Veterinário.



ASPECTOS DE BIOSSEGURIDADE PARA

PLANTÉIS DE MATRIZES DE CORTE



Biosseguridade é a implantação de um conjunto de normas sobre os cuidados necessários para proteger um rebanho da introdução de doenças. Dentre essas normas destacam-se:

1 Localização e isolamento das instalações

A granja deve estar situada em local tranqüilo e distante de outras criações, protegida por barreiras naturais e físicas:



1.1 Barreiras Naturais

Reflorestamentos com árvores não frutíferas, matas naturais, bem como a presença de elevações topográficas, servem de barreiras sanitárias naturais, diminuindo o risco de contaminação entre as unidades avícolas e o estresse para as aves.



1.2 Barreiras Físicas

As barreiras físicas servem para estabelecer os limites da granja e dos núcleos, para evitar o livre acesso de pessoas, veículos e animais. É feita pela colocação de cercas de tela. Dentro da granja devem ser delimitadas as seguintes áreas, considerando os graus de contaminação:

_ A área limpa abrange corredores de acesso aos núcleos, através dos quais são feitos transportes de ração, aves e equipamentos.

_ A área suja compreende a região externa da granja e acesso de saída dos núcleos, pela qual se procede retirada de camas e aves de cada núcleo.



1.3 Distâncias mínimas recomendadas entre granjas

Estão determinadas na Instrução Normativa no 4/1998 do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), as distâncias mínimas a serem observadas entre a granja e outros estabelecimentos.

Distância entre Granja e Abatedouro 5.000 m

Distância entre Núcleos e Limites Periféricos da Propriedade 100 m

Distância entre Núcleo e Estrada Vicinal 500 m

Distância entre Núcleos de Diferentes Idades 500 m

Distância entre Recria e Produção 500 m.

2. Acesso a granja:

2.1 Controle de entrada de pessoas, veículos, equipamentos e insumos

É necessário restringir e monitorar visitas, entrada de veículos e equipamentos na granja. Para entrarem na granja, funcionários e visitantes, devem seguir normas, como evitar contato com outros plantéis, tomar banho, trocar de roupas e calçados. Rigorosa limpeza e desinfecção deve anteceder a introdução de quaisquer equipamentos na granja.



2.2 Fluxo do trânsito interno da granja

O fluxo de acesso aos aviários deve ser respeitado, observando limites entre área limpa e suja. Considerar a idade das aves (visitar primeiro as mais jovens). Havendo suspeita de enfermidade em um lote, somente o funcionário e o veterinário responsável pela granja, poderão ter acesso a ele.



3. Cuidados com ração e água

É fundamental primar pela qualidade nutricional e microbiológica das rações. Ingredientes como farinhas de carne, vísceras, penas, ossos e peixes, têm apresentado alta freqüência de contaminação com agentes patogênicos, por isso, recomenda-se não adicionar esses produtos à ração.

A água da granja deve ser captada numa caixa d´água central para posterior distribuição, precisa ser abundante, limpa, fresca e isenta de patógenos. Deve ser monitorada e, se necessário, tratada. A cloração é feita pela adição de 1 a 3 ppm de Cloro na água de bebida. É importante ressaltar que a água usada para vacinações das aves, não pode ser clorada.

4. Manejo sanitário

É fundamental implantar o sistema de criação de lotes com idade única no mesmo núcleo. Diariamente, proceder a limpeza dos bebedouros, retirada de aves mortas e machucadas.



4.1. Limpeza e desinfecção das instalações

Proceder diariamente limpeza e desinfecção na sala de ovos (após a saída dos ovos do dia), bem como os equipamentos existentes nos respectivos locais. Nos aviários com aves alojadas, remover a poeira de telas, ninhos e lâmpadas, pelo menos uma vez por semana e limpar os bebedouros diariamente.



Após a saída do lote, limpar imediatamente os aviários, desmontar os equipamentos e retirar a cama. Antes de retirá-la, deve-se umedecê-la para diminuir a formação de poeira. Comedouros e silos deverão ser esvaziados e as sobras de ração eliminadas. Todos os equipamentos móveis deverão ser retirados, lavados e desinfectados. Varrer o aviário e limpar os equipamentos, passar lança chamas no piso e muretas, para queimar as penas restantes. Na seqüência, lavar piso, paredes, teto, vigas e cortinas, com água sob pressão. Limpar e desinfectar as calçadas externas, silo, caixa d´água e tubulações. Após a secagem, proceder a desinfecção do aviário e a recolocação da cama e equipamentos. Para finalizar, fumigar o aviário, deixando-o totalmente fechado, por 24 horas. Recomenda-se fazer vazio sanitário de, no mínimo, 15 dias antes de alojar outro lote. Os desinfetantes mais utilizados no processo de desinfecção são: Formol, Iodo, Amônia Quaternária, Fenóis, Cresóis e Cloro. É recomendado fazer o rodízio periódico do princípio ativo.

4.2 Controle de vetores

Aviários e locais para armazenamento de alimentos ou ovos, devem ser mantidos livres de insetos e roedores. Quanto mais limpo e organizado o setor, menor a multiplicação de ratos e moscas. Manter o esterco seco, reduz a proliferação de moscas e a utilização de proteções de tela nas aberturas, evita o acesso de ratos e pássaros.



4.3 Destino das aves mortas

As aves mortas deverão ser incineradas, enterradas em fossa séptica revestida e coberta por laje de concreto ou utilizadas na compostagem. Da mesma forma, dar correto destino aos demais resíduos da produção (estercos, restos de ovos, embalagens).



4.4 Vacinações

Cabe ao veterinário responsável pela granja, elaborar o programa de vacinação. Esse programa, deve atender as condições reais de cada empresa, de acordo com os desafios sanitários da região e basear-se em resultados laboratoriais e técnicos.

A vacinação deve proteger as matrizes e dar-lhes condições de transmitir aos pintos, suficiente imunidade contra doenças como Gumboro, Bronquite Infecciosa e Newcastle e Encefalomielite. Todas as aves devem ser vacinadas no incubatório, contra a doença de Marek. Certos cuidados determinam o êxito da vacinação: Deve-se planejá-la com antecedência, seguir o cronograma proposto, respeitar os prazos de validade das vacinas, as vias de aplicação e as diluições indicadas. As vacinas devem ser conservadas a 4oC. Aves doentes não devem ser vacinadas.

CONTROLE INTEGRADO DE MOSCAS EM


AVICULTURA INTENSIVA DE POSTURA:

1. CONTROLE DA CRIAÇÃO DE MOSCAS NO ESTERCO
Em avicultura de postura, devem ser constantes os cuidados com o controle de moscas. É importante lembrar que a produção excessiva de moscas pode causar, além de prejuízos para o próprio avicultor pela transmissão de doenças, baixa produção dos operários pelo contínuo incômodo causado pela presença dos insetos, diminuição na qualidade dos ovos por sujidades depositadas pelas moscas e, também, prejuízos e incômodos aos vizinhos, ocasionando reclamações e demandas.

As moscas são insetos que se reproduzem rapidamente fazendo seis a oito posturas de 100 a 120 ovos durante seu curto período de vida (de 25 a 45 dias). Após a postura, os ovos eclodem em menos de 24 horas e as larvas se desenvolvem em 4 a 6 dias. Depois de alimentadas, as larvas buscam a parte mais seca do esterco ou o solo onde se transformam em pupas. Após 5 a 6 dias, nascem as moscas adultas.

Para nutrição das larvas, no caso da mosca doméstica, é necessário cerca de um grama de esterco. Pode-se aqui avaliar o potencial de criação de moscas em um plantel de poedeiras, onde centenas delas são mantidas confinadas. Nas granjas de postura, além dos ovos e das aves de descarte, o esterco deve ser considerado como um dos produtos resultantes da atividade pecuária, demandando investimentos e cuidados contínuos.

O manejo de aves de postura implica na permanência do esterco sob as gaiolas, por longos períodos. O desconhecimento sobre o seu manejo adequado e aplicação de medidas corretas de controle de criação de moscas, fazem com que ocorram idéias errôneas tanto sobre as causas do problema de excesso de moscas, quanto sobre as possíveis soluções. A visualização dos montes de esterco embaixo das gaiolas sugere ao observador uma falta de cuidado do granjeiro. Ao contrário, quando se formam esses montes de esterco, significa que o mesmo está seco e, nesse caso, não permite a criação de larvas de moscas. Essas só se criam no esterco úmido ou molhado (com umidade acima de 50%). A secagem desse material e a preservação da fauna de predadores e parasitos de ovos e larvas, mantém a situação em equilíbrio, ou seja, com poucas moscas. O controle da criação de moscas pode ser efetuado através de medidas de controle integrado que inclui as medidas de controle mecânico, tanto do esterco quanto das carcaças e resíduos de ovos, medidas de controle biológico e medidas de controle químico.



Medidas de controle mecânico

As medidas de controle mecânico têm como objetivo manter o esterco seco impedindo a proliferação das moscas. Entre elas tem-se:

1.O uso de gradeado de madeira sob as gaiolas que facilita, além da secagem, também a remoção do esterco (tábuas de 5 cm de largura apoiadas sobre traves colocadas a cerca de 15 cm do solo). Onde o uso desse recurso não é possível (gaiolas com pés de barras de ferro ou muito próximas do

solo) a vigilância sobre a umidade do esterco deve ser maior.

2. Diariamente deve-se verificar o esterco para identificar pontos de vazamento dos bebedouros, encanamentos e, ainda, outras possibilidades de causas de umedecimento do esterco. Tomando-se medidas corretivas imediatas, previne-se as condições que favorecem a criação de moscas. Considere-se que, se for permitido o nascimento de uma grande quantidade de moscas, após a tomada de medidas de controle mecânico, a população de adultos só será eliminada com uso de produtos químicos ou após o tempo de vida desses insetos (de 20 a 45 dias). Essa vigilância deve ser feita por pessoa que permaneça continuamente nos aviários. A secagem do esterco pode ser acelerada espalhando-se a parte molhada sobre o esterco seco ou colocando-se cal, o que impede a instalação de larvas e diminui o custo do controle.

3. Nos galpões em que a camada de esterco fica no mesmo nível do terreno, deve ser feito um dreno (valo) para que a água que escoa do telhado não molhe esse esterco ou efetuar o rebaixamento de nível de todo o corredor.

4. A vegetação ao redor dos galpões deve ser mantida baixa, pois facilita a ventilação e com isso a secagem do esterco. Só deve ser permitida a vegetação de grande porte como barreira mecânica entre um grupo de galpões e outro.

5. Cuidados maiores devem ser dispensados em determinados período da criação, como o início do ciclo de postura de um novo lote, em época de muda e, mesmo, em plantéis de determinadas linhagens de galinhas que produzem esterco mais líquido. Nesse caso o uso serragem acelera a secagem do esterco e a cal deve ser usada nos locais mais úmidos.



Medidas de controle biológico

O controle biológico é realizado pelos inimigos naturais das moscas, como os besouros (cascudinhos), lacrainhas e ácaros, entre outros, que se alimentam de ovos e larvas de moscas. Esse controle biológico pode ser estimulado da seguinte forma:

1. Deixando-se uma parte do esterco, cerca de 5 cm, quando é feita a sua retirada durante o período de produção (em geral com 46 semanas);

2. Colocando-se uma camada de esterco velho (com cascudinhos e outros insetos predadores) no início de um novo lote;

3. Com o uso de serragem no início do lote para facilitar a secagem do esterco e criação de predadores.

4. Não aplicando inseticidas sobre o esterco para preservar os insetos predadores.



Medidas de controle químico

No controle químico, o uso de produtos adulticidas (que matam moscas adultas) deve se limitar a aplicações nos locais onde a presença de moscas é indesejável. Como já foi visto os adulticidas não devem ser aplicados sobre o esterco por causarem a morte de predadores, desequilibrando ainda mais esse sistema. O uso de larvicidas administrados via ração deve ser racionalizado para evitar o desenvolvimento de resistência. Como os problemas de criação de moscas ocorrem quando o esterco demora a secar, ou seja, em épocas de chuvas, no início de lote e na fase de muda (forçada ou natural), o produto deve ser estrategicamente utilizado só nesses períodos e se prolongar até que sejam formados os montes de esterco, demonstrando a secagem do material que impossibilita a criação de moscas. A conscientização dos empregados da granja, obtida pela transmissão de conhecimentos na área de controle de moscas, permite um trabalho eficiente com resultados satisfatórios. A educação do pessoal da granja deverá ser contínua dada a rotatividade da mão de obra.

AVICULTURA ALTERNATIVA: CARNE E OVOS PELO SISTEMA DE PASTEJO
A avicultura alternativa sobre pastejo é apenas uma fonte alternativa, como bem diz o nome, de produzir aves e ovos nos sítios, chácaras e quintais deste país, diminuindo custos com alimentação das aves e obtendo produtos com sabor, textura e cores diferenciados, chamados carne e ovos "caipiras".

Objetivos da produção

Como principais objetivos da implantação de um sistema de produção de aves sob pastejo podemos citar:

• o aproveitamento dos espaços ociosos dentro da propriedade rural ou urbana;

• a obtenção de produtos (carne e ovos) de boa qualidade para o consumo familiar;

• a comercialização do excedente da produção a preços maiores do que os preconizados para os produtos industriais;

• a diversificação das atividades na propriedade rural;

• a obtenção de esterco de ótima qualidade para ser aproveitado na propriedade;

• a produção e comercialização de pintinhos de raça.

Raças preconizadas:

Para o sistema de galinheiros preconizamos as raças puras e melhoradas geneticamente ou ainda o cruzamento entre galos de raças puras com galinhas caipiras, visando obter aves resistentes e produtivas. As raças puras mais preconizadas são as que mais facilmente podem ser encontradas no mercado - New Hampshire, Plymouth Rock Barrada e a Rhode Island Red. Esta última deve ser recomendada para locais frios e úmidos por apresentar maior deposição de gordura na carcaça. Outras raças poderão ser utilizadas: Orpington, Gigante Negra de Jersey, Leghorn Branca ou Perdiz (dourada), Cornish (para a produção de carne), Susex (aves com bom arcabouço ósseo), Wyandotte, Brahma Light e as atualmente famosas galinhas de pescoço pelado. Sobre as mesmas posso afirmar que existe bom material genético no país (brancas, vermelhas e carijós).

A escolha por determinada raça vai depender de dois fatores fundamentais: o objetivo da criação, isto é, se o produtor deseja direcionar sua criação para a produção de ovos brancos ou castanhos, se deseja voltá-la para a produção de carne diferenciada, ou se deseja os dois produtos (ovos e carne). Outro fator fundamental no momento da escolha da raça é a disponibilidade da mesma na região e se ela irá adaptar-se bem ao clima da região.

O futuro avicultor deverá adquirir as aves bem novinhas, isto é, quando ainda pintinhas para acompanhar todo o seu desenvolvimento e para garantir-lhes uma nutrição balanceada desde os primeiros dias de vida. Ao adquirir os pintos não se preocupe muito com a beleza externa das aves; preocupe-se sim com os parâmetros produtivos do plantel da qual vieram os pintos - se produzem bem, se os ovos são grandes, se nas aves existem muitos casos de ovos deformados ou gemas com manchas de sangue, se a viabilidade das aves é boa, enfim, procure pesquisar o histórico produtivo do plantel. Observe também o aspecto sanitário das aves e as condições higiênicas do local onde irá adquirir os pintinhos. Questione junto ao produtor de pintinhos se as vacinações são feitas regularmente, quais as vacinas são administradas às aves e se já existiram surtos de doenças mais comuns na avicultura. Resumindo, ao adquirir as aves o avicultor deverá preocupar-se mais com o histórico produtivo e sanitário do plantel do que com aspectos de beleza e padrão das mesmas.

Sistemas de produção

Irão variar de acordo com a atividade que se pretende exercer. A produção de aves pelo sistema "caipira" para que seja viável deverá ser direcionada para a alimentação alternativa e utilização de pastos. Confinar aves caipiras ou de raça que têm um pico de postura entre 50 e 60% e alimentá-las exclusivamente com ração concentrada (ração comercial) é prejuízo certo, mesmo comercializando os ovos a um preço mais acima do preconizado para ovos produzidos industrialmente. Como cerca de 75% dos custos de produção de aves e ovos estão relacionados à alimentação, a procura por alimentos alternativos e sistemas de pastejos é a saída encontrada neste tipo de atividade avícola. Entre os alimentos alternativos mais utilizados na alimentação das "caipiras" podemos citar as minhocas, os tenébrios (insetos da ordem Coleoptera que atacam grãos armazenados e que, na forma de larva e pupa servem para alimentar aves, répteis e anfíbios), grãos de Guando (Cajanus cajan) ou de Leucaena (Leucaena leucocephala), alfafa (Medicago sativa) verde ou fenada, feno de anilheira (Indigofera hirsuta), rami verde ou fenado (Boehmeria nivea) e o confrei (Symphtum peregrinum).

Todo o material proveniente de hortas poderá ser utilizado na alimentação das aves de quintal. Para maior facilidade de ingestão aconselho a picar as verduras antes de fornecê-las às aves.Tendo em mente que o sistema de produção de galinhas caipiras deverá estar sustentado por uma alimentação nutritiva e de baixo custo, vamos agora sugerir dois tipos de sistemas: o de pastejo direto e o de fornecimento de vegetais às aves picados (verdes) ou fenados (incorporados à ração). O pastejo direto caracteriza-se como sendo o ato das aves consumirem gramíneas (capins) ou leguminosas à vontade, e ainda de ciscarem o terreno à procura de insetos, minhocas e larvas, que possam completar sua alimentação. É certo que a necessidade de fibras pelas aves é baixa quando comparada com as necessidades de outros animais. Logo, o consumo de vegetais é pequeno e, uma alimentação balanceada suplementar é indiscutivelmente necessária para manter boa saúde e bons índices produtivos. A alimentação vegetal pode suprir cerca de 25 a 30% das exigências nutricionais das aves, sendo o restante suplementado com a ingestão de minhocas ou tenébrios e ração bem balanceada. A ingestão de capins, leguminosas e outras fontes vegetais fornece vitaminas e minerais às aves, conferindo-lhes resistência às doenças e modificando a qualidade de seus produtos (carne com pele avermelhada e ovos com gema rica em vitamina A). O fornecimento de vegetais às aves também pode ser feito por via indireta, isto é, os vegetais são cultivados, colhidos e picados e fornecidos às aves duas vezes ao dia. O inconveniente deste processo seria a mão-de-obra necessária para esta tarefa, mas para quem dispõe de área para pastos, esta é a solução.

Pastos para aves:

Antes de iniciar-mos uma empreitada deste tamanho devemos pensar na parte econômica do projeto e devemos ter em mente que todo o trabalho com formação e manejo de pastos deverá compensar. Para isso devemos ter como alvo principal um mercado consumidor exigente, geralmente encontrado nas grandes cidades, que paga mais caro por um produto diferenciado. Não podemos pensar em criar galinhas numa imensidão de terras boas e produtivas. Por isso, a correta implantação dos pastos, um correto manejo dos mesmos sob a forma de rodízio e taxas de lotação (número de aves por área de acordo com a capacidade da forrageira de resistir ao pastejo e de continuar produzindo) coerentes são os princípios fundamentais de sucesso nesta atividade tão pouco difundida. As pesquisas nesta área da zootecnia são escassas e os valores relacionados com o número de aves por área são conflitantes. João Brunini, em seu livro "Manual de Avicultura" de 1966 citou que num alqueire paulista caberiam 1.500 aves sob pasto de gramíneas consorciadas com trevos, isto é, 16 metros quadrados/ave. Já o autor americano Morley A. Jull, citou em seu livro "Successful Poultry Management" que, para pastos constituídos por boa gramínea perene não mais que 750 aves poderiam ser introduzidas em 1 hectare, isto é, cerca de 13 metros quadrados/ave. Em trabalho feito na Escola Superior de Agricultura de Lavras, os pesquisadores do Departamento de Zootecnica chegaram à conclusão de que, o valor de cinco metros quadrados por ave seria conveniente quando houvesse rodízio de pasto e, de dez metros quadrados por ave quando não houver rodízio. O trabalho feito em Lavras foi conduzido com o capim Quicuiu da Amazônia (Brachiaria humidicola) e com aves das raças New Hampshire, Plymouth Rock Barrada e Rhode Island Red. Como os dados de pesquisas sobre o assunto são raros e controvertidos, talvez em função do tipo de forrageira utilizada e do clima, recomendo aos futuros avicultores que sigam observações rigorosas do comportamento do seu pasto, aumentando ou diminuindo o número de aves de acordo com a capacidade da forrageira, em função do solo e do clima regional.

Características desejáveis a uma forrageira que irá compor pastos para aves.

Para o sucesso garantido das pastagens avícolas vários fatores estão em jogo; desde a escolha do terreno, que não deve ser demasiadamente acidentado, até o preparo do solo para o plantio das mudas. Um fator que não deve ser esquecido é a escolha da(s) forrageira(s) que irá(ão) compor os pastos. Uma boa forrageira para esta caso específico deve ter as seguintes qualidades:

• Ser perene;

• rizomatosa e/ou estolonífera;

• agressiva, dominando o terreno em pouco tempo;

• de fácil propagação;

• resistente ao pastejo e à seca;

• de pequeno porte;

• que proporcione grande quantidade de massa verde/hectare e que seja nutritiva;

• de ciclo longo;

• que se adapte bem ao clima regional;

• que responda bem a uma irrigação.

As gramíneas (capins) mais utilizadas para a formação de pastos avícolas são o quicuiu da Amazônia (Brachiaria humidicola), a grama forquilha ou Batatais (Paspalum notatum) e a grama barbante ou paulista (Cynodon dactylon). Brachiaria humidicola. Conhecida vulgarmente como capim agulha, espetudinha, pontudinha ou Quicuiu da Amazônia é uma gramínea perene, ereta e rizomatosa de cor verde clara. Trata-se de uma gramínea pouco exigente em fertilidade do solo, que vegeta bem em locais secos ou úmidos e que possui notável resistência à geada. Sua propagação pode ser feita por sementes ou por mudas.

Cynodon dactylon. Conhecido vulgarmente como grama seda, grama de cidade, grama de burro, grama estrela, bermuda. É uma espécie perene, rasteira com inúmeros estolhos e rizomas que a tornam extremamente invasora. Prefere solos úmidos porém bem drenados. Vegeta bem desde o nível do mar até regiões altas. Resiste bem a seca e a geada. Sua multiplicação pode ser feita por sementes ou mudas mas o terreno deverá estar bem gradeado e pulverizado (solo bem fofo), já que as sementes e mudas são muito sensíveis, desidratando-se com facilidade.

Instalações

As instalações necessárias para quem deseja produzir ovos e frangos de corte são: um pinteiro onde permanecerão as aves até os trinta dias de idade; um frangueiro para os machos que serão destinados ao abate; uma frangueira, onde serão criadas franguinhas até o início da postura e, finalmente um galinheiro para as aves em produção. Como podemos analisar, as instalações vão de encontro com as diversas categorias animais existentes. Cada categoria deverá conviver separada uma da outra pelo fato de que, além do aspecto nutricional, isto é, cada categoria possui necessidades diferentes, existe também o aspecto hierárquico dentro das comunidades animais, sendo que animais adultos dominam sobre os mais jovens, desfavorecendo os mesmos em termos de alimentação e espaço físico do pasto ou do galinheiro.

Todas as instalações deverão estar voltadas para o Norte ou para o Leste. Para diminuir os custos das construções recomendo que a tela seja utilizada em lugar de alvenaria mas, o uso de cortinas para proteger as aves dos ventos fortes se faz necessário. Os materiais utilizados para os pinteiros, frangueiros e galinheiros deverão ser de baixo custo, fáceis de serem encontrados na região, duráveis e resistentes, de baixa condutividade térmica e atóxicos.

Todas as instalações deverão estar em contato com pastos e, desde cedo os pintinhos deverão estabelecer contato com seu futuro alimento, os pastos. Por isso, para o pinteiro recomendo a utilização da gramínea denominada Cynodon dactylon, por ser suculenta e por apresentar suas folhas finas e delicadas, sendo mais apropriadas para as aves de menor idade. O contato entre o pintinho e as forrageiras deverá começar aos 15 dias de vida, quando as avezinhas deverão ser soltas no pasto por algumas horas no período matinal após a secagem do orvalho.

O frangueiro deverá ser suspenso do solo em 1,00 m, seu fundo deverá ser ripado com as ripas distanciadas umas das outras em 1,5 cm. A idéia neste caso é o aproveitamento do esterco acumulado e o confinamento dos animais para corte, que somente serão soltos durante 2 a 3 horas pela manhã, no seu pasto próprio.

O galinheiro deverá ser construído em tela, podendo ser suspenso ou não, fixo ou móvel. Quando o galinheiro é móvel podemos transportá-lo para outros pontos do pasto, o que é uma grande vantagem em termos de manejo e recuperação dos pastos. No seu interior devemos ter ninhos e poleiros. Os comedouros e bebedouros deverão situar-se externamente ao galinheiro, protegidos da chuva e do sol. Os ninhos deverão ser de 1 para 5 galinhas e com as seguintes dimensões: 0,40 x 0,40 x 0,40m. Os ninhos deverão ter uma tampa para recolhimento dos ovos externa ao galinheiro, visando facilitar o trabalho de coleta dos ovos. Cada ninho deverá ter seu fundo revestido por serragem ou palha de grama, sendo que este material deverá ser trocado a cada três semanas e limpeza e desinfecção dos ninhos a cada dois meses. Os ninhos deverão ser de madeira ou compensado, nunca de palha trançada, evitando desta maneira o acúmulo de poeira e sujeira que tanto desvalorizam os ovos para consumo.

O fundo do galinheiro pode ser de terra batida ou cimentado. Para ambos os casos recomendamos a utilização de uma cama de sepilho ou palha de grama para amortecer as quedas dos animais e diminuir a umidade do galinheiro. Esta cama deverá ser trocada toda semana ou revolvida para maior durabilidade.

Os materiais desaconselháveis para a construção do galinheiro são:

telhas de zinco, telhas de cimento amianto sem que estejam pintadas de branco (dos dois lados), bambu, madeira de qualidade duvidosa, arames farpados, alvenaria (evitando assim gastos desnecessários), plásticos rígidos ou maleáveis, tecidos (servindo como cortinas) e materiais vegetais servindo como telhado (cobertura). Um bom galinheiro é feito totalmente de madeira e telado por todo o lado; com telhas de barro. Não necessita ser feito de tijolos e concreto.

O galinheiro deverá estar centralizado no pasto e, ao seu redor, deverá existir uma área de pelo menos 1,5 metros sem capim, preferencialmente com areia, onde serão instalados bebedouros e comedouros. Todo o pasto deverá ser cercado com tela de malha média numa altura de 1,80 metros, presa por moirões firmes e duráveis. Bebedouros e comedouros deverão estar estrategicamente posicionados ao redor do galinheiro e bem distribuídos em função do número de aves criadas.

Recomendações finais

Ao futuro avicultor caseiro que pretende trabalhar com o sistema de pastejo recomendo sobretudo calma e perseverança. Como já foi comentado, os trabalhos nesta área são poucos e os dados são raros. Por isso comece com pequeno número de aves por área de pasto e aumente este valor à medida que perceber que há capacidade de pasto para mais aves. Proceda um rodízio de pastos para recuperar a forrageira e para evitar maiores problemas de verminoses, tão comuns neste sistema de criação de aves. Tenha pelo menos dois pastos para cada categoria de aves que estiver trabalhando. Mesmo tendo pasto cultive forrageiras pois as mesmas poderão salvar as aves num momento difícil (seca prolongada ou excesso de chuvas). Solte as aves no pasto depois de secar todo o orvalho da manhã. Plante árvores de pequeno porte nos pastos para fornecer sombra às aves e alimentos (grãos) - plante então Leguminosas arbustivas, dando preferência para o Guando e Leucena.

BOX: Índices preconizados

Início da Postura - entre 5 a 6 meses para raças citadas

Relação Galo/Galinhas - 1:10

Substituição do Galo - a cada 18 meses

Substituição das Galinhas - cada 20 meses

Não cruze galos com suas netas visando animais para reposição

Categorias - pintinhos e pintinhas até 30 dias, franguinhos para engorda, cria de franguinhas destinadas à postura, galinhas destinadas à postura.

Área de galinheiro - será calculada em função do número de aves a serem criadas. Para raças de grande porte = 3 aves/m² ; aves de médio porte = 5 aves/m² .

Número de ninhos - 1 ninho para cada 5 aves de 0,40 x 0,40 x 0,40 cm

Recolhimento ou coleta dos ovos - feita pelo menos duas vezes por dia

Ração farelada - de acordo com cada categoria animal

Não utilize aves híbridas neste sistema

Consumo de ração/ave/dia - 40 gramas + milho grão

Incubação dos ovos férteis - feita por chocadeira elétrica.








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