Prêmio São Paulo de Literatura 2009 anuncia 10 finalistas em duas categorias, durante o II festival da Mantiqueira



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Prêmio São Paulo de Literatura 2009 anuncia

10 finalistas em duas categorias,

durante o II Festival da Mantiqueira
Milton Hatoum, Moacyr Scliar e José Saramago estão entre os dez

finalistas que disputam R$ 200 mil na categoria “Melhor Livro do Ano”, enquanto Contardo Calligaris, Vanessa Barbara e Emilio Fraia fazem parte

dos dez finalistas da categoria de estreantes
No sábado (30.05), durante o II Festival da Mantiqueira – Diálogos com a Literatura, em São Francisco Xavier (distrito de São José dos Campos, 138 km de SP), foram anunciados os 10 finalistas nas duas categorias do Prêmio São Paulo de Literatura 2009, concedido pelo Governo do Estado de São Paulo. O resultado final com o vencedor de cada categoria - que receberá R$ 200 mil cada - será anunciado na segunda-feira (03.08), em cerimônia no Museu da Língua Portuguesa em São Paulo.
“Além da qualidade, a diversidade é a marca da primeira etapa deste segundo ano do Prêmio. A seleção desses 10 autores já consagrados e outros 10 autores estreantes entre os 217 inscritos nas duas categorias evidencia livros muito comentados no ano passado, como ‘Órfãos do Eldorado’, de Hatoum, e ‘A viagem do elefante’, de Saramago, e outros ainda desconhecidos do grande público”, diz André Sturm, coordenador do Prêmio São Paulo de Literatura.

Os livros finalistas foram escolhidos após avaliação de júri formado pelos professores Ivan Marques e Marcos Moraes, escritores Menalton Braff e Fernando Paixão, livreiros Paula Fabrio e José Carlos Honório, críticos literários Marcelo Pen e Josélia Aguiar e leitores Márcia de Grandi e Mario Vitor Santos. A avaliação final será feita por um segundo grupo de jurados.


Veja abaixo a lista completa dos finalistas (em ordem alfabética).
Melhor Livro do Ano (de 2008):
Carola Saavedra, Flores azuis (Companhia das Letras)
João Gilberto Noll, Acenos e afagos (Record)
José Saramago, A viagem do elefante (Companhia das Letras)
Lívia Garcia-Roza, Milamor (Record)
Maria Esther Maciel, O livro dos nomes (Companhia das Letras)
Milton Hatoum, Órfãos do Eldorado (Companhia das Letras)
Moacyr Scliar, Manual da paixão solitária (Companhia das Letras)
Ronaldo Correia de Brito, Galiléia (Editora Objetiva)
Silviano Santiago, Heranças (Rocco)
Walther Moreira Santos, O ciclista (Autêntica Editora)

Melhor Livro do Ano - Autor Estreante (de 2008):
Altair Martins, A parede no escuro (Record)
Contardo Calligaris, O conto do amor (Companhia das Letras)
Estevão Azevedo, Nunca o nome do menino (Editora Terceiro Nome)
Francisco Azevedo,O Arroz de Palma (Record)
Javier Arancibia Contreras, Imóbile (7 Letras)
Marcus Vinicius de Freitas, Peixe morto (Autêntica Editora)
Maria Cecília Gomes dos Reis, O mundo segundo Laura Ni (Editora 34)
Rinaldo Fernandes, Rita no pomar (7 Letras)
Sérgio Guimarães, Zé, Mizé, Camarada André (Record)
Vanessa Barbara e Emilio Fraia, O verão do Chibo (Editora Objetiva)
Premiados em 2008 – Um dos livros mais comentados do ano passado, o do curitibano Cristóvão Tezza, venceu a primeira edição do Prêmio São Paulo de Literatura. A obra O filho Eterno foi premiada na categoria “melhor livro do ano (de 2007)”. Tatiana Salem Levy, com A chave de casa, venceu na categoria “melhor livro do ano – autor estreante”. Os dois autores participaram de bate-papos durante o II Festival da Mantiqueira – Diálogos com a Literatura, na tenda principal. Tezza reencontrou os finalistas Beatriz Bracher, Menalton Braff e Wilson Bueno no sábado (30.05), às 11h, enquanto às 17h Tatiana esteve ao lado dos estreantes Cecília Giannetti, Tiago Novaes, Wesley Peres e Eduardo Baszczyn.

CONFIRA ABAIXO A SINOPSE DOS LIVROS FINALISTAS (EM ORDEM ALFABÉTICA):

(Os textos são de autoria do escritor Menalton Braff)


Finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura

Categoria Melhor Livro do Ano
Autor: Carola Saavedra

Título: Flores azuis

Editora: Companhia das Letras

Um homem acaba de se separar e em sua nova casa recebe uma carta cujo destinatário é o antigo morador. Não resiste à tentação e abre o envelope. Dentro há uma carta de amor. As cartas se repetem, transtornando inteiramente sua vida e interferindo em seu relacionamento com a ex, a filha e com a misteriosa remetente. Alternando as cartas com o relato em terceira pessoa do cotidiano e da perturbação mental do homem que as lê, Flores azuis pode ser visto como uma atualização crítica do gênero do romance epistolar. Seu desfecho inesperado e vertiginoso instiga o leitor a construir novos nexos e imaginar toda uma outra história oculta.


Carola Saavedra: a jovem escritora nasceu no Chile, Santiago, em 1973, chegando ainda criança ao Brasil. Fez mestrado na Alemanha, morou na França e na Espanha, residindo, hoje, no Rio de Janeiro.
Autor: João Gilberto Noll

Título: Acenos e afagos

Editora: Record

Noll narra a história de um homem que abandona uma vida monótona para buscar sua verdadeira identidade e suas paixões - uma epopéia libidinal, como define, em certo momento, divertidamente, o personagem-narrador. Sem nenhum complexo de culpa ou busca de expiação, um corpo latejante e sensual dirige a narrativa perseguindo sua plenificação como entidade física. Sua prosa livre de qualquer embaraço, às vezes crua, muitas vezes humorística, criou para o autor um lugar bem claro na literatura brasileira contemporânea.


João Gilberto Noll nasceu em Porto Alegre, onde cursou Letras e trabalhou como jornalista e revisor. Algumas de suas obras foram adaptadas para o cinema. Foi agraciado com o APCA, diversas vezes com o Jabuti, tendo um de seus contos incluso na coletânea Os cem melhores contos do século.
Autor: José Saramago

Título: A viagem do elefante

Editora: Companhia das Letras

Dom João III, rei de Portugal, recebe de Goa, via marítima, Salomão, um elefante, que provoca o pasmo e a admiração dos lisboetas, que espantados o viam pela primeira vez e não sabiam se se tratava do demônio ou de um de seus mensageiros. Mais tarde, por ocasião das núpcias do arquiduque Maximiliano II, da Áustria, o rei de Portugal, seu parente, pensa em dar-lhe um presente que seja raro e resolve enviar-lhe por terra o paquiderme. Carretas com água e pasto, soldados a cavalo, e um domador hindu, lá segue por meses e meses a caravana, tendo de atravessar boa parte da Europa para chegar a seu destino. As peripécias desta viagem, os obstáculos que enfrentam, isso é a matéria com que Saramago tece um de seus romances mais bem-humorados.


José Saramago, nascido no Ribatejo, interior de Portugal, em 1928, vive hoje na ilha espanhola de Lanzarote. Iniciou-se na literatura com o lançamento de Terra do pecado, em 1947, mas só se tornou conhecido 35 anos mais tarde, com Memorial do convento, 1982. É o único escritor da língua portuguesa a ser contemplado com o Nobel de Literatura.
Autor: Lívia Garcia-Roza

Titulo: Milamor

Editora: Record

Encontros e desencontros amorosos de várias mulheres, contados por Maria, uma mulher às vésperas dos 60 anos, que luta contra o envelhecimento e descobre no amor serôdio uma razão a mais de apego à vida. Os conflitos e desajustes com a filha, casada, divorciada, casada novamente, com quem vive, vão aos poucos sendo superados, ou melhor, tolerados. A narradora, Maria, usa uma linguagem elegante e sensível para tecer uma trama delicada e intimista da melhor qualidade.


Lívia Garcia-Roza, psicanalista carioca, estreou na ficção em 1995 com o romance Quarto de menina (Selo de Altamente Recomendável concedido pela Fundação Nacional do Livro Infanto-Juvenil). Foi finalista de vários prêmios, como o Jabuti e Portugal Telecom.
Autor: Maria Esther Maciel

Título: O livro dos nomes

Editora: Companhia das Letras

Organizando seus personagens em ordem alfabética, de Antônio a Zenóbia, Maria Esther Maciel joga com o formato dos dicionários de nomes, descobrindo ou inventando etimologias, erigindo crenças, teorias e clichês para dissipá-los logo em seguida. Parece dizer que a vida não cabe nas classificações, escapando sempre pelas entrelinhas. Narrativa elíptica, fragmentada e concisa, O livro dos nomes multiplica seus sentidos e seu alcance humano à medida que a leitura avança. O leitor participa ativamente da composição desse mosaico que, como a própria vida, nunca fica pronto. Cada uma das personagens, e há uma para cada letra, aparece com suas idiossincrasias, com seus dramas e obsessões.


Maria Esther Maciel pertence a uma forte corrente de escritoras mineiras. Nasceu em Patos de Minas, em 1963, e hoje mora em Belo Horizonte, onde é professora e pesquisadora de Teoria da Literatura na UFMG. É poeta, ensaísta, contista e romancista, com vários livros publicados.
Autor: Milton Hatoum

Título: Órfãos do Eldorado

Editora: Companhia das Letras

No fundo do rio, a Cidade Encantada, livre de injustiças e maldade, é o sonho/crença dos povos ribeirinhos. Arminto Cordovil, narrador-protagonista, conta essa e outras histórias da Amazônia, matéria-prima preferencial do autor. A novela é o relato de sonhos de grandeza, homens que riem da morte enquanto constroem um mundo em que se disputa o poder com violência, e que vai iniciar sua decadência com o fim do fastígio da borracha e a consequente derrocada de empresas de transporte naval. O narrador vai entremeando as histórias gerais com seus dramas amorosos, numa linguagem límpida e atraente.


Milton Hatoum, um dos autores mais premiados da nova literatura brasileira, nasceu em Manaus em 1952. Em 1989, ano de sua estréia na literatura, conquistou o Jabuti com Relato de um certo Oriente. Seguiram-se mais dois Jabutis, além do Bravo!, APCA e Portugal Telecom.
Autor: Moacyr Scliar

Título: Manual da paixão solitária

Editora: Companhia das Letras

Um Congresso de Estudos Bíblicos é o pretexto para que narradores como Shelá e Tamar desenvolvam de seus pontos de vista o que acontece com a família de Judá, o modo como Tamar se envolve com os três filhos do patriarca (Er, Onan e Shelá), incluindo a prática do onanismo, e como depois, por imposição dos costumes da época, entre hebreus, a bela Tamar conhece o próprio sogro e dele consegue um herdeiro. É o terceiro romance de Moacyr Scliar em que é explorada a história bíblica, o que se inicia com o premiado A mulher que escreveu a Bíblia. O estilo anafórico dá ao texto (e isso adequadamente) certo sabor barroco a António Vieira.



Moacyr Scliar, nascido em Porto Alegre (1937), o médico sanitarista, ex-professsor da UFRGS, desde os tempos de estudante viria publicar seus primeiros contos na imprensa de sua cidade. Várias vezes vencedor do Prêmio Jabuti, também já fez jus ao APCA e ao Casa de las Américas. É membro da ABL.
Autor: Ronaldo Correia de Brito

Título: Galiléia

Editora: Objetiva

Galiléia é o nome da fazenda de Raimundo Caetano e não é por acaso também o título da obra, que valoriza o espaço mítico onde se desenrolarão as principais ações como um dos elementos mais importantes da narrativa. É de lá que Ismael, Davi e Adonias um dia escapam pensando em jamais voltar. Vão viver em centros modernos, vão correr mundo, considerando a terra de origem como verdadeira maldição. Mas um dia devem voltar, e tudo aquilo de que fugiram, adultério, violência, dramas familiares, volta a se abater sobre os primos como um destino inelutável, portanto trágico. “Escrever é um ofício custoso. É necessário ler muito, aguentar o tranco da solidão, ser capaz de uma viagem interior e estar sempre aberto às novas experiências da escrita.”, como disse o autor.


Ronaldo Correia de Brito é médico de formação, autor teatral de sucesso, nasceu em 1950 no Ceará e vive atualmente em Pernambuco. Inicialmente contista, com livros bem recebidos pela crítica, resolveu aventurar-se no romance, segundo ele, por necessidade de mais espaço.
Autor: Silviano Santiago

Título: Heranças

Editora: Rocco

Remanescente da família Ferreira Ramalho, Walter, na velhice, escolhe o lugar onde quer ser enterrado, e volta, de Belo Horizonte, para o Rio de Janeiro. Em seu apartamento à beira-mar, Ipanema, ele começa a redigir uma espécie de testamento moral: as peripécias de sua vida de “filhinho de papai”, que, a partir da herança que lhe cabe, envolve-se em negócios e negociatas, até tornar-se imensamente rico. Machadiano em vários sentidos, o autor permeia seu texto com digressões reflexivas, numa linguagem rica em recursos retóricos, e, como o Bruxo do Cosme Velho, lança mão de fina ironia, metalinguagem e interlocução. O narrador é parente de Bentinho e de Paulo Honório nas razões de seu relato, e, como eles, é um clássico. Um périplo pelo Brasil de várias décadas é o “pano de fundo” para a narrativa.


Silviano Santiago (1936), um dos mais importantes ensaístas da contemporaneidade brasileira, o autor é também ficcionista, com romances, contos e poesia premiados, como Uma história de família, ganhador do Prêmio Jabuti de Romance em 1993.
Autor: Walther Moreira Santos

Título: O ciclista

Editora: Autêntica Editora

Emocionante e surpreendente. Assim pode ser definido o livro O ciclista, obra premiada e com boa aceitação da crítica especializada. Segundo o autor, Walther Moreira dos Santos, trata-se de um livro sobre a beleza do perdão, da esperança e da compaixão. Com uma narrativa atraente, O ciclista tem ingredientes capazes de conquistar e envolver o leitor que aprecia uma história bem contada, com personagens interessantes que se relacionam de forma intrigante e curiosa. É uma narrativa construída com a competência de quem conhece suas ferramentas. Segundo Maurício Melo Júnior, “Aqui e ali surge algo realmente novo, onde a elaboração narrativa e até linguística não aparece como exigência de uma suposta vanguarda, mas como pressuposto da narrativa”. Ele refere-se a O ciclista.


Walther Moreira Santos nasceu em Vitória de Santo Antão, Pernambuco, já publicou treze livros e conquistou dezenas de prêmios dos mais importantes do Brasil. Ele é dramaturgo, com várias peças encenadas e romancista.


Finalistas do Prêmio São Paulo de Literatura

Categoria Melhor Livro – Autor Estreante
Autor: Altair Martins

Título: A parede no escuro

Editora: Record

Duas famílias, repentinamente, ficam sem a figura paterna - Adorno, dono de uma padaria e pai de Maria do Céu, com quem tem uma relação difícil, é morto em um atropelamento; Forjo - o pai do atropelador - está em estado grave no hospital, cercado por tubos, aumentando ainda mais a angústia do filho. Em uma narrativa densa, os diversos narradores deste romance expõem e expiam suas culpas e sentimento de perda. A linguagem é urbana e moderna, com incursões no cruísmo. É considerado como uma das melhores revelações da literatura do Rio Grande do Sul, segundo boa parte da crítica.


Altair Martins nasceu em Porto Alegre e com 3 anos foi morar na cidade de Guaíba. Bacharel em Letras pela UFRGS, atuou como chargista, em jornal local, e como ator de grupos teatrais gaúchos. Leciona Literatura Brasileira em cursos pré-vestibular de Porto Alegre.
Autor: Contardo Calligaris

Título: O conto do amor

Editora: Companhia das Letras

"Nunca soube bem o que fazer com aquela estranha 'confidência' do meu pai na hora de sua morte. Claro, fui para Monte Oliveto e tudo, mas não achei nada. Nada, a não ser uma ficção. E toda ficção é, quem sabe, um pouco isto: um jeito de continuar um diálogo que ficou truncado na realidade." Não por acaso, a trama nascida dessa inspiração tem como principal tema a busca da identidade. Como o autor, Carlo Antonini, protagonista da história, é um psicanalista que atende em Nova York. Trata-se de uma aventura com lances de mistério e descobertas surpreendentes. Uma tela de eras remotas é encontrada por Carlo, e nela ele identifica seu próprio pai.


Contardo Calligaris nasceu em Milão, em 1948, tendo escolhido o Brasil como sua casa. É doutor em Psicologia Clínica pela Universidade de Provença, onde defendeu a tese "A Paixão de Ser Instrumento", estudo sobre a personalidade burocrática. É colunista da Folha de São Paulo.
Autor: Estevão Azevedo

Título: Nunca o nome do menino

Editora: Terceiro Nome

Em Nunca o nome do menino, a personagem principal, uma mulher, nos relata os dias de sua vida que se seguiram ao momento em que ela descobre seu status de personagem de uma ficção que não aprecia e cujo autor despreza. Em seu labirinto literário, dois tempos distantes de sua vida nos são narrados, duas linhas que se estendem da primeira à última página como serpentes ávidas por devorar o próprio rabo e criar uma narrativa de vertigem, repleta de ciclos e espelhamentos, mas também de sentimentos e paixões. A linguagem é veloz, ofegante, alucinada, mas rigorosamente precisa e lírica, e nos arrasta por um texto que é mais sobre como as pessoas sentem do que sobre como elas pensam.


Estevão Azevedo nasceu em 1978, em Natal, Rio Grande do Norte. É formado em Jornalismo e em Letras. Em 2005, publicou a coletânea de contos O som do nada acontecendo.
Autor: Francisco Azevedo

Título: O arroz de Palma

Editora: Record

Romance que trata da imigração portuguesa para o Brasil no século XX, este livro narra a saga de uma família em busca de um futuro melhor, superando todas as dificuldades. Nos cem anos acompanhados da vida desta família, irmãos brigam e fazem as pazes. Uns casam e são felizes; outros se separam. Os filhos ora preocupam, ora dão satisfação. Tudo sempre acompanhado pelo arroz jogado no casamento dos patriarcas da família, em 1908, e que serve de fio condutor a esta história.



Francisco Azevedo é dramaturgo e roteirista cinematográfico, poeta e ex-diplomata. Nasceu no Rio de Janeiro, em 1951. Começou a dedicar-se à literatura quando venceu um concurso da OEA, em 1967.
Autor: Javier Arancibia Contreras

Título: Imóbile

Editora: 7 Letras

Em Navisur, cidade latino-americana oprimida por uma onda de calor, homem desperta de mais uma das noites intranquilas que o mantém em constante degradação física e mental e se vê com as mãos lavadas em sangue e empunhando um pequeno revólver. Sem compreender nada com clareza e absorto numa crise de amnésia temporária, ele se vê perseguido por um policial solitário, mas principalmente pelas dúvidas e culpas que tem do passado e do presente. Imóbile é uma história sobre a incomunicabilidade e sobre como o martírio da dúvida de uma decisão pode afetar toda uma vida.


Javier Arancibia Contreras nasceu em 1976. Jornalista, foi repórter policial durante anos em São Paulo. Atualmente trabalha na TV1 Comunicação e Marketing, importante agência paulistana. Escreveu o livro-reportagem Plínio Marcos – A crônica dos que não têm voz (Boitempo, 2002).
Autor: Marcus Vinicius de Freitas

Título: Peixe morto

Editora: Autêntica Editora

“Os peixes inundavam a boca. Meia dúzia de acarás foi enfiada pela boca do morto, com os rabos deixados para fora, presos por uma espécie de cambão de arame que varava as bochechas, num arremedo de anzol. O corpo boiava meio de lado, massa inerte entre a marola e a sujeira da lagoa, mordiscado por carazinhos. Não notei logo o inusitado da boca – o pescador foi quem me apontou o detalhe grotesco – pois o estado terrível do corpo absorvia toda a atenção.”


Marcus Vinicius de Freitas nasceu em 1959, em Belo Horizonte, onde se graduou e fez o mestrado em Literatura. Leciona na UFMG. É ensaísta, poeta e romancista. Autor premiado, faz sua estréia no romance.
Autor: Maria Cecília Gomes dos Reis

Título: O mundo segundo Laura NI

Editora: 34

Em sua obra de estréia na ficção, Maria Cecília Gomes dos Reis narra um dia na vida de Laura Ni, uma pesquisadora de letras clássicas, e de seu marido Mario, diretor-financeiro de uma empresa multinacional em São Paulo. A partir de vozes e de gêneros narrativos díspares, incorporados de forma criativa ao enredo e à paisagem psíquica de Laura, a prosa desvela, entre mergulhos vertiginosos na consciência dos personagens e rastreamentos na superfície de situações prosaicas, a porosidade do pensamento humano e as afecções da realidade sobre ele.


Maria Cecília Gomes dos Reis é professora de filosofia e tradutora. Com notas de comentários e uma introdução, a autora traduziu De anima, de Aristóteles, diretamente do grego.
Autor: Rinaldo Fernandes

Título: Rita no pomar

Editora: 7 Letras

Como diz Silviano Santiago no posfácio do livro, “Rita no pomar é um esdrúxulo mónologo-a-dois”, onde a personagem-título libera seu fluxo de consciência para Pet, seu cachorro. Sua vida solitária serve como matéria-prima tanto para esses desabafos quanto para seu diário e para alguns contos, que se intercalam ao longo do romance. Rinaldo Fernandes conta a história de Rita aos pedaços; sua narrativa é entremeada por reticências e lacunas, que prendem o fôlego do leitor e o convidam a participar de sua criação. Rita no pomar mereceu críticas e resenhas de grandes nomes das letras nacionais.


Rinaldo Fernandes, paraibano, é professor de literatura da Universidade Federal da Paraíba, organizador de coletâneas e hoje um blogueiro. Este é seu primeiro romance.

Autor: Sérgio Guimarães

Título: Zé, Mizé, camarada André

Editora: Record

Vencedor do Prêmio Sesc de Literatura 2007. Neste livro, um brasileiro recebe uma caixa com fitas cassetes que revelam conversas entre um jornalista estrangeiro e uma angolana em plena revolução vivida pelo país africano. O romance é todo construído em diálogos entre esses dois personagens, que comentam desde o processo político, a ligação com o comunismo, até as mudanças sociais e de costumes que Angola passava no período pós-independência.


Sérgio Guimarães nasceu em Santo Anastácio, São Paulo, 1951. É representante da Unicef em Honduras, e vive entre São Paulo e Tegucigalpa, Honduras. Viveu alguns anos em Angola.
Autor: Vanessa Bárbara e Emilio Fraia

Título: O verão do Chibo

Editora: Objetiva

O verão do Chibo revela a habilidade narrativa de dois autores que já podem ser incluídos entre os mais originais da nova geração de escritores brasileiros. Obra sutil, muitas vezes cômica, outras vezes emocionante, trata, sobretudo, dos mistérios que cercam o amadurecimento. No livro, um menino de cerca de sete anos, mergulhado num universo muito particular, descreve suas aventuras nas férias de verão, embrenhado num milharal ao lado de outros amigos. Mas esse é um verão diferente, pois Chibo, seu irmão mais velho, some misteriosamente, e os outros garotos parecem seguir o mesmo caminho.  
Vanessa Bárbara e Emilio Fraia são ambos paulistanos, nascidos no mesmo ano de 1982 e têm a mesma formação: jornalistas. Os dois ainda são colaboradores da revista Piauí.
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