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PREFEITURA MUNICIPAL DE ITANHAÉM

Secretaria de Governo

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19.03.12
HISTÓRIA – Itanhaém mantém viva a memória do religioso através de seus monumentos turísticos


Há 478 anos, nascia o Padre José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil
Ele foi uma figura importante do período colonial do País. Nascido na Espanha há exatos 478 anos, o Padre José de Anchieta, o Apóstolo do Brasil, deixou um legado que inclui o trabalho de catequese junto aos índios no Litoral Paulista e a sua consequente beatificação em 1980 pelo Papa João Paulo II.

Itanhaém reverencia a memória do Padre Anchieta de diversas formas. Em vários pontos da Cidade há monumentos em sua homenagem. Uma estátua na Praça Narciso de Andrade, no Centro, mostra o religioso caminhando, exatamente como fazia em suas peregrinações pelo Litoral Paulista. A obra foi esculpida pelo artista plástico Luiz Morrone.


Há ainda a Cama de Anchieta, uma formação rochosa, onde segundo a lenda, o religioso costumava descansar durante os trabalhos no Litoral. O acesso ao local foi beneficiado com a implantação de uma passarela de madeira, construída com recursos municipais e da cidade espanhola de Tenerife, terral natal do santo padre.
Além disso, foram instalados os Painéis de Anchieta no alto do Morro do Paranambuco. As obras estão nas paredes do reservatório de água da Sabesp, com imagens que ilustram a passagem do religioso pela Cidade e pelo Litoral.
O Paço Municipal, sede do Governo Municipal, recebeu o seu nome. E um decreto municipal consagrou o dia 9 de junho, data de seu falecimento, como feriado municipal.
José de Anchieta nasceu na Ilha de Tenerife, uma das Ilhas Canárias dominadas pela Espanha no final do século XV, a 19 de março de 1534, Dia de São José, motivo que inspirou seu nome. Filho de uma próspera família, tendo por pais Juan de Anchieta e Mência de Clavijo y Llarena, teve a oportunidade de estudar desde a mais tenra idade, provavelmente com os dominicanos. Aos quatorze anos iniciou seus estudos em Coimbra, no renomado Colégio de Artes.
Recebeu uma educação renascentista, principalmente filológica e literária.
Com 17 anos de idade ingressou na Companhia de Jesus, ordem fundada por Inácio de Loyola em 1539 e aprovada em 1540, pelo papa Paulo III. No ano de 1553, no final de seu noviciado, fez seus primeiros votos como jesuíta.
Veio ao Brasil com a segunda leva de jesuítas, junto com a esquadra de Duarte da Costa, segundo governador-geral do Brasil. Em 1554 participou da fundação do colégio da Vila de São Paulo de Piratininga, núcleo da futura cidade que receberia o nome de São Paulo, onde também foi professor. Exerceu o cargo de provincial entre os anos de 1577 a 1587. Escreveu cartas, sermões, poesias, a gramática da língua mais falada na costa brasileira (o tupi) e peças de teatro, tendo sido o representante do Teatro Jesuítico no Brasil.
Sua obra pode ser considerada como a primeira manifestação literária em terras brasileiras. Contribuiu, dessa maneira, para a formação do que viria a ser a cultura brasileira. De toda a sua obra, destacam-se a Gramática da língua mais falada na costa do Brasil, Poema da Bem-aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus e Cartas de Anchieta. A coleção de Obras Completas do Padre José de Anchieta é dividida sob três temáticas: poesia, prosa e obras sobre Anchieta.
José de Anchieta faleceu na cidade de Reritiba (atual Anchieta) na Capitania do Espírito Santo, em 9 de junho de 1597. Graças ao seu papel ativo no primeiro século de colonização do Brasil, ganhou vários títulos, tais como: “Apóstolo do Novo Mundo”, “fundador da cidade de São Paulo”, “curador de almas e corpos”, “carismático”, “santo”, entre outros.
Religioso pode ganhar

santurário em Itanhaém
Itanhaém quer construir um santuário em homenagem ao Padre José de Anchieta no Bairro Cibratel. O projeto do complexo turístico religioso foi apresentado no início do ano para o Governo do Estado, que está analisando a viabilidade econômica para concretizar a obra, orçada em torno de R$ 12 milhões.
O complexo projetado para o alto do Morro do Paranambuco, no Bairro Cibratel, conta com um monumento em homenagem a José de Anchieta na fachada, uma capela com capacidade para 400 pessoas, sendo 200 sentadas, além de uma central de atendimento ao romeiro, com 20 lojas e cinco restaurantes. A fachada da capela contará com uma fonte de água e uma área de convivência em forma circular.
Para garantir o acesso ao alto do morro estão sendo analisadas duas propostas: um teleférico ou uma esteira rolante, que facilitaria inclusive a acessibilidade de pessoas portadoras de deficiência ao local.
A capela em homenagem ao Apóstolo do Brasil terá inspirações jesuíticas, do período colonial do Brasil. Segundo o arquiteto Marcio Lupion, autor do projeto, a edificação é autosustentável no plano ambiental.
O projeto prevê cerca de 11 mil metros quadrados de área construída e tem prazo de execução estimado em 18 meses.
Legenda da foto: Monumentos em Itanhaém ajudam a preservar a memória do padre conhecido como o Apóstolo do Brasil
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