Pneumatologia ou parakletologia



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INTRODUÇÃO
De forma simples e sucinta compartilharemos nesta matéria de bibliologia a história da Bíblia, a sua canonização, a sua inspiração, as diversas traduções e versões e a origem dos apócrifos.

BIBLIOLOGIA

1.0. REVELAÇÃO DE DEUS A HUMANIDADE

1.1. O que é revelação?

Revelar, expor, tirar o véu

Desvendar. Ação divina que

Hebraico – GALÃH comunica aos homens os

desígnios de Deus e a



Grego – APOKALYPTO verdade que estes envolvem

Sobretudo, através da palavra

consignada nos livros sagrados.

É o ato pelo qual Deus comunica uma verdade escondida.



Latim – REVELATIONE – ato ou efeito de revelar-se.

1.2. Há dois tipos de revelação divina

1.2.1. Revelação Geral é a automanifestação de Deus a todos. É feita a todas as pessoas em todos os tempos e lugares. Inclui tudo o que Deus revelou no mundo a nossa volta, inclusive o homem. Apresenta a evidência da existência de Deus e como Ele é.

- É chamada de teologia natural. Alguns chamam de revelação da pré-queda.

- Pode ser dividida em duas categorias:

- Natural, externa natureza, criação (Sl.19:1; Rm.1:20). Natureza e a história da providência.



- Consciência ou moral, interna, personalidade o senso inato da deidade e da consciência.

Todas as pessoas possuem um conhecimento rudimentar de Deus como criador (Rm.1:18-20). Esse conhecimento elementar de Deus é adquirido pela reflexão racional sobre a ordem criada (Mt.5:45; At.14:17; Rm.2:14,15; 1:20) significa perceber com os sentidos e entender com a mente.



- Por que Revelação Geral?

- Metodologia, ou seja, utiliza meios universais como o calor do sol (Sl.19:4-6), consciência (Rm.2:14,15).

- No aspecto geográfico – encobre todo o planeta.

- Ela transmite a convicção de que Deus existe e que Ele é autossuficiente, transcendente, imanente, eterno, poderoso, sábio, bom e justo.



1.2.2. Revelação Especial Manifestação específica e particular em épocas específicas. Inclui as várias maneiras que Ele usou para comunicar a sua mensagem, compilada na Bíblia (Hb.1:1).

Exs: sistema de lançar sortes, Urim e Tumim, sonhos, visões, teofania, anjos, eventos na história, profetas, Jesus Cristo, Bíblia.

É chamada de teologia revelada, revelação redentora, pós-queda ou sotérica. Pode ser dividida em duas categorias.



Palavra viva Filho (Jo.1:1, 14; I Jo.1:1).

Cristo um dos principais meios dessa revelação especial. Ele revelou o Pai (Jo.1:18).

Mostrou a natureza de Deus (Jo.10:30).

O poder de Deus

A sabedoria de Deus

A glória de Deus (Jo.1:14)

A vida de Deus e o amor de Deus.

Palavra Escrita Bíblia (2Tm.3:16; 2Pe.1:21).

A Bíblia serve como meio mais inclusivo de todos os tipos de revelação, pois engloba o registro de muitos aspectos dessa revelação.

Antes de haver a escrita, Deus revelava a sua vontade e soberania ao homem de forma oral. A primeira revelação escrita foi o decálogo.

A revelação de Deus já está completa, definida e concluída (Ap.22:18 19; Pv.30:5,6).



Exemplos de livros religiosos que dizem suplementar a Bíblia ou substituí-la: Livro de Mórmon, TNM, alcorão (foi revelado por Deus durante 20 anos começando por volta do ano 610 d.C., através dos sonhos, anjo Gabriel e Deus diretamente), Ellen White.

Alguns afirmam que Deus ainda tem dado outras revelações inspiradas, as quais podem se comparar com a Bíblia.



1.3. Como se deu a revelação de Deus ao homem?

- Revelação progressiva ou parcial – aumentam gradualmente em definição, clareza e compreensão espiritual.

Exs: Trindade, Salvação, inferno, diabo, Espírito Santo e etc.

2.0. TERMINOLOGIA

- Bíblia – a folha de papiro preparada para escrita dos gregos chamava de BIBLOS, e o rolo pequeno de papiro de BIBLION e ao plural destes chamavam de Bíblia.

Grego: BIBLOS – folha de papiro, preparada para escrita



BIBLION – rolo pequeno de papiro

BIBLIONS – coleção de livros, biblioteca.

- Até o século IV não era chamado de Bíblia.

Este nome foi usado pela primeira vez por João Crisóstomo em 398-404 d.C (347-407 d.C).

Ele foi o patriarca de Constantinopla, em 389 (capital de Roma Oriental), grande reformador e doutor da igreja.

381 – Diácono

386 – Presbítero

389-389 – Patriarca, Bispo.

Recebeu o apelido de Crisóstomo (boca de ouro), devido a sua dedicação ao ministério da pregação.



3.0. MATERIAL DA ESCRITA DA BÍBLIA

- Amuletos – pedaços de madeira

- Tábuas de pedra (Ex.31:18) Ex: código de Hamurabi

- Tábuas cobertas de cera

- Ostraca – cacos ou fragmentos de cerâmicas, material comum e fácil de encontrar na Mesopotâmia (Lc.1:63; Is.8:1).

Era muito usado para inscrição de pequenas notas.



- Papiro (papyrus) – planta aquática as margens do rio Nilo, Líbano, África. Usada para escrita 3.000 anos a.C.

É o papel mais antigo. Era considerada sagrada pelos egípcios, porque a sua flor era semelhante aos raios do sol.



- Pergaminho – usados pelos egípcios e babilônicos. Pelas curtidas e amaciadas de cabras, ovelhas e bezerros (2Tm.4:13; Jo.38:14). Era mais resistente que o papiro.

Eram fixados dois cabos de madeiras para facilitar o manuseio.

- Tinta – para usar no papiro e no pergaminho. Mistura de carvão negro (vegetal) pulverizado com goma de azeite, ou seja, mistura de pó de carvão e uma substância líquida semelhante à goma arábica.

4.0. TIPOS DA ESCRITA

Uncial – maiúscula

Cursiva – minúscula

Manuscrito – escritos à mão. Os escritores do Mss o faziam de forma lenta e laboriosa.



4.1. Regras Para a Cópia

1 – Tinha que pronunciar bem alto cada palavra antes de escrever.

2 – Tinha de limpar a pena com muita reverência antes de escrever o nome de Deus.

3 – As letras e palavras eram contadas.

4 – Um erro numa folha inutilizava-a, três erros numa folha inutilizavam todo o rolo.

4.2. Códices

O papiro era posto em forma de códices semelhantes aos livros de hoje, só que unidos por cordões amarrados a orifícios no alto da folha.



4.3. O Prelo

O papel foi inventado no século II pelos chineses.

A inovação do prelo foi do Alemão Gutemberg em 1.450 ou 1.454 a máquina tipográfica.

Depois destas duas invenções, a Bíblia foi o primeiro livro da história e o maior a ser impresso em 1.450 ou 1.454 inaugurando a era da imprensa.



5.0. FORMAÇÃO DA BÍBLIA

- Período – cerca de 1.500 a 1.600 anos. Acerca de 3.000 a.C.

- Autores – 40 legisladores, pescadores, reis, poetas, sacerdotes, estadistas, teólogos, boiadeiros, generais, funcionários públicos, médicos, pastores de ovelhas.

Todos foram judeus com exceção um: Lucas.

- Línguas – hebraica uma das línguas mais antiga que se tem notícias entre as civilizações.

Somente alguns trechos dos livros de Daniel, Ester e Jeremias foram escritos em aramaico, um dialeto semita.

Aramaico – Dn.2:4; 7:28



Et.4:8 à 6:8

Jr.10:11.

- Grego – KOINÊ- NT. popular. Era a língua da erudição e da filosofia. Apesar de na Palestina entre as camadas populares a língua falada ser o aramaico.



5.1. Quando Começou ser escrito o AT?

Os escritos sagrados dos judeus transmitidos oralmente por gerações começaram a ser escritos por volta do ano 1.400 a 1.406 por Moises e terminou por volta do ano 400 a 434 a.C por Malaquias.

Os últimos escritores foram Neemias e Malaquias.

O canôn do AT. ficou completo desde o tempo de Esdras aproximadamente 445 a.C. Quem reuniu os rolos canônicos, ficando encerrado em seu tempo foi Esdras (escriba e sacerdote).



5.2. Quando Começou ser escrito o NT.?

Começou a ser escrito por volta de 45 a 50 d.C. com Paulo, e terminou com João.



5.3. A Formação da Bíblia é um milagre

A Bíblia foi escrita:

- Lugares diferentes: Ásia, África, Europa

- Em épocas diferentes: 1.500 a 1.600 anos

- Em culturas diferentes: Judaica, Grego, Romana, Persa,

Babilônia, Egípcia.

- Autores diferentes: profissões diferentes, classes sociais diferentes.

Entretanto há unidade – unidade e harmonia perfeita doutrinária na mensagem da Bíblia. Portanto é um milagre porque se fosse humano resultaria num papel indecifrável. Constitui uma unidade orgânica.


6.0. ESTRUTURA DA BÍBLIA

- Dois Testamentos = AT. e NT.

O que é testamento? Aliança,

Hebraico – BERITH concerto, Grego – DIATHEKE – HEKAINE DIATHEKE pacto.

Deus é o autor de ambos. Ambos pregam o mesmo Cristo, impõem os mesmos deveres morais sobre o homem.

O AT. e NT. são inerentes. Exs: Lv = Hb

Pv = Tg


Ex – Dt = Rm, Gl.

6.1. Divisão do AT. Cristã

39 livros – dividido em quatro partes (cristã)

- Pentateuco – Cinco livros – Gn – Dt.

- Históricos – 12 livros – Js – Et, retratam a história de Israel em seus vários períodos: Teocracia, monarquia, divisão do reino, cativeiro, pós-cativeiro.

- Poéticos - 5 livros - Jó – Ct. por causa da forma como foram escritos e por causa do seu conteúdo.

- Profetas – maiores – 05 Is – Dn.

menores – 12 Os – Ml.

17

929 capítulos



23.214 versículos.

6.2. Divisão do AT. Judaica

24 livros – dividido em 3 partes.



- Lei – Toráh – 5- Gn – Dt.

- Profetas – NEBI≤IM – 8- são eles: Is, Jr, Ez (profetas posteriores ou últimos); Js, Jz, Sm, Rs (profetas anteriores ou primeiros); Jl, Os, Am, Ob, Jn, Mq, Naum, Hab, Sof, Ag, Zc, Ml (12=1).

3 profetas posteriores

4 profetas anteriores



1 profeta os 12 menores.

8.

Escrituras ou Hagiográfos – escreve sobre a vida dos santos.



- Escritos – KETUBIM – 11 – são eles: Sl, Pv, Jó (poéticos); Et, Ct, Rt, Lm, Ecl, Dn, Nem, Cr.

Eram lidos anualmente cinco rolos:

Ct – na páscoa

Rt – pentecoste

Et – purim

Ec. – tabernáculo

Lm – ABIBE – relembrar a destruição de Jerusalém.

Por que tem apenas 24 livros?

I e II Sm = Sm 1

I e II Rs = Rs 1

I e II Cr = Cr 1

Esd e Nem = Nem 1

Profetas menores = 1 1

5

E os demais = 19



24

A Bíblia judaica é chamada de TANAK ou TANACH.

TANAK – KETUBIM

toráh nevi≤im



6.3. Divisão do NT.

27 livros divididos em quatro partes:



- Evangelhos – 4 (Mt – Jo) biográficos? São considerações da

vida de Jesus.



- Histórico – 1 (At.) igreja primitiva.

Capitulo 1 – ascensão de Jesus

Capitulo 2 – a descida do Espírito Santo

Capítulos 3-7 – o evangelho em Jerusalém.

Capítulos 8-12 – o evangelho na Judéia e em Samaria

Capítulos 13-28 – o evangelho até os confins da terra.

Paulinas 13 – Rm à Fm

As igrejas 9 – Rm à Ts

Pastorais 3 – I Tm à Tt

- Epístolas – 21 Pessoal 1 – Fm.

Gerais 8 – Hb à Jd.

Anônima 1 - Hb

7 com o nome dos autores.



- Proféticos – 1 – Ap. – retrata a volta de Jesus e o que acontecerá posteriormente.

Capítulos 260

Versículos 7.959.

6.4. Estrutura geral da Bíblia

Livros – 66

Capítulos – 1.189

Versículos – 31.173

Maior capítulo – Sl.119 com 176 versículos.

Menor capítulo – Sl.117 com 2 versículos.

Maior versículo – Et. 8:9

Menor versículo – Ex.20:13 ou Lc.20:30.

Maior livro – Sl. com 150 capítulos.

Menor livro – 2Jo. com 13 versículos.



7.0. ORIGEM DOS CAPÍTULOS

AT. – Cardeal caro no ano de 1.236 d.C.

NT. – Stephan Langton – Arcebispo de Cantuária em 1.206 na Universidade de Paris.

Outra data: 1.227. A Bíblia passou a ser dividida em capitulos para facilitar a memorização e a citação de trechos.

As divisões em capítulos não são inspiradas, nem infalíveis, embora seja útil. As divisões em capítulos e versículos às vezes quebram o sentido biparte do texto e altera toda a linha de pensamento.

Exemplos:



Is.53 começa em Is.52:13

Jo.7:53 termina em Jo.8:1

Cl.3 termina em Cl.4:1

Mt.10 começa em Mt.9:35

2Rs.7 começa em 2 Rs.6:24

At.5 começa em At.4:32.

8.0. ORIGEM DOS VERSÍCULOS

AT. – As divisões em versículos do AT. foram feitas no século X pelos escribas conhecidos como Massoreta.

NT. – Foram feitas em 1.551 por Robert Estevão ou Robert Stephanus (francês), introduziu quando estava refugiado em Genova. É dito que ele fez a divisão enquanto andava a cavalo e ao sabor do balanço do animal.

Exemplos de divisões em versículos falíveis:

1 – Ef.1:5 devia começar com as duas últimas palavras de Ef.1:4.

2 – ICo.2:9,10 deviam ser um só versículo.

3 – Jo.5:39,40 deviam ser um só versículo.

A divisão em versículos não é a mesma em todas as versões. Exs: Lc.20:30 MA, ARC corresponde a Lc.20:30,31 na tradução brasileira.



9.0. Sinais de Pontuação

Isto foi introduzido na arte de escrever em época recente.



10.0. CRONOLOGIA DA BÍBLIA

A Bíblia não está em ordem cronológica. Por quê?

1 – Os escritores da Bíblia nunca se preocuparam com datas, todos relataram fatos.

2 – Toda cronologia antiga é incerta, as datas eram contadas tornando-se por base eventos importantes.



10.1. Cronologia do AT.

Jó, Gn, Ex, Lv, Nm, Dt, Js, Jz, Rt, I Sm, 2 Sm, I Rs, II Rs, Sl, Ct, I e II Cr, Pv, Ecl, Jl, Jn, Am, Os, Is, Mq, Sf, Na, Jr, Lm, Hab, Dn, Ez, Ob, Ag, Zc, Esd, Nem, Ml.



10.2. Cronologia do NT.

ITs, 2Ts, ICo, Gl, Rm, Mt, Ef, Tg, Fp, Cl, Fm, Lc, Hb, At, I Tm, IPe, Tt, Mc, 2Pe, 2Tm, Jd, Jo, IJo, 2Jo, 3Jo, Ap.



11.0. CONSIDERAÇÕES IMPORTANTES DA BÍBLIA

1 – A Bíblia completa pode ser lida em 70 horas e 40 minutos. O AT. leva 52 horas e 20 minutos

O NT. leva 18 horas e 20 minutos.

2 – Et e Ct. não mencionam o nome de Deus.

3 – Existem 8.000 menções a Deus.

4 – Existem 177 menções ao diabo sob vários nomes.

5 – Jesus é o personagem central da Bíblia.

6 – A vinda do Senhor é citada 1.845 vezes

1527 no AT.

318 no NT.

7 – Os números 3 e 7 predominam na Bíblia.

8 – O livro de Is. é uma miniatura da Bíblia com 66 capítulos. O NT. termina mencionando o novo céu, o mesmo ocorre com Is.66:22.

9 – O nome Jesus consta no primeiro e último versículo do NT.

12.0. MANUSCRITOS ORIGINAIS

Os manuscritos originais ou autógrafos são obras escritas pelos escritores que foram inspirados por Deus para os registros sagrados. Eles não existem mais.



12.1. Por que os manuscritos originais não existem mais?

- Razão teológica:

Providência divina para ninguém adorar os manuscritos.



- Razões históricas:

1 – Os Judeus enterravam os manuscritos estragados para evitar sua mutilação ou interpolação espúria (os autógrafos estão perdidos, não resistiram aos anos).

2 - Os reis destruíram (Jr.36:20-26)

Antíoco Epifanes, rei da Síria (175 – 164 a.C)

Deocleciano imperador romano (284 – 305 d.C)

3 – A inquisição queimou.

4 – Cruz de Paulo empilharam 150 cestos obrigaram os crentes atearem fogo.

5 – Voltaire, Thomas Paine.



12.2. Cópias dos manuscritos originais

Existem inúmeras cópias dos manuscritos originais: 1.500 AT; 5.000 NT.

As três principais são as seguintes:

1 – Ms Vaticano de Roma

2 – O Ms Sinaítico de Londres

3 – O Ms Alexandrino de Londres.

Estes manuscritos foram corroborados pelos manuscritos encontrados na caverna de Qunram na região do Mar Morto em 1974. Profeta Isaias em hebraico do ano 100-152 a.C. Tornou-se o mais velho manuscrito da atualidade. São plenamente harmônicos com os já existentes.

13.0. CANONIZAÇÃO DA BÍBLIA

Definição:

CANON – Grego – KANÕN

Hebraico – QÁNEH (Ez.40:3).

Originalmente significa vara de medir.

Depois metaforicamente – regra de ação.

Depois encontrou lugar no vocabulário eclesiástico. No sentido religioso aquilo que serve de regra e norma.

A partir do quarto século d.C. o termo foi aplicado a Bíblia.

No grego apenas a lista de escritos sagrados. No Latim: tornou-se nome para a própria Escritura. E a Escritura é a regra de autoridade divina.



Então o que é o CÂNON? É a coleção encerrada de escritos inspirados pelo Espírito Santo de autoridade normativa e considerada como regra para nossa fé cristã.

13.1. O Cânon no tempo de Esdras

Foi a partir de Esdras e Neemias que foram reunidos no ano 480 a.C. na grande reforma religiosa uma parte considerável dos livros do AT. formando o Cânon do AT. (Ed.7; Nem.8,10).



13.2. Quando aconteceu a canonização do AT.?

Foi no sínodo de Jabne ou Jamnia com o Rabinato Judaico presidido por Johanan Bem Zakai em 90 d.C. que encerrou o cânon do AT. e fixou os seus limites.



13.2.1. Por que só no ano 90 d.C. é estabelecido e encerrado o Cânon do AT.?

1 – Havia outros livros escritos

2 – A LXX tinha mais de 39 livros

3 – Houve discussões sobre livros canônicos: Et., Ct., Ecl., Pv.

13.3. Por que os judeus não aceitaram os outros livros?

1 – Não haviam sido inspirados;

2 – O tempo que veio a existência os livros particulares.

13.4. O que foi considerado para ter esses 39 livros como sagrados?

1 – Moisés formou o livro da aliança e o povo reconheceu a autoridade divina (Dt.31:9-13).

2 – Livros históricos: 1 – Descrevem os intercursos do Senhor e o seu povo;

2 – Fazem-no mesmo espírito da lei e os profetas (Esd, Nem, Rs, Cr, Sm, Rt, Et).

3 – Os autores são pessoas oficiais.

3 – Proféticos – as predições sobre desastre cumpriram-se. Um profeta cita outro.

4 – Escritos – Ct. – exegese alegórica

Sl .– formulários para o santuário,

Pv .– os autores.

13.5. O CÂNON DO NOVO TESTAMENTO

No ano 100 d.C. todos os livros do AT. já estavam escritos.



13.5.1. Período de formação do Cânon do NT.

100 a 400 d.C. Foi aos poucos sendo fixado. No século II d.C. 20 a 26 livros já eram tidos como sagrados. Foi excluída apenas a Epístola de Tiago.

Finalmente em 397 d.C. no 3° concílio de Cartago, foi definitivamente reconhecido e fixado o Cânon do NT, com os mesmos 27 livros que conhecemos até hoje.

Cartago – cidade da costa da África do Norte foi uma potência na antiguidade disputando com Roma o controle do mar mediterrâneo, numa península próxima da qual se encontra hoje a cidade de Túnis na Tunísia.

Península - porção de terra cercada de água por todos os lados, menos um.

13.5.2. Por que demorou tanto a canonização?

1 – O aparecimento de escritos heréticos e espúrios.

Então os pais da igreja redobraram o cuidado no estudo e selecionamento dos livros.

13.5.3. Quais os critérios principais estabelecidos para reconhecer a inspiração divina de um livro?

1 – Circulação universal (alguns circulam apenas em certos setores ou apenas por alguns indivíduos).

2 – Autoria dos apóstolos ou dos discípulos dos apóstolos (Paulo e Pedro Lc. e Mc.).

3 – Cristocêntrico

4 – Ortodoxia

5 – Testemunho interno (Pedro cita Paulo)

6 – Testemunho externo (os pais da igreja e os concílios)

7 – Harmonia

8 – Provas históricas.

14.0. LIVROS APÓCRIFOS

Definição: APOKRYPHOS.

No sentido primitivo: Oculto, escondido. Nome empregado por certas seitas a respeito de livros seus, que eram guardados para seu próprio uso. Apesar de não serem aprovados para o ensino público, não obstante tem valor para o estudo e a edificação particular.

No sentido religioso: Não genuíno, espúrio.

Hoje: Livros não canônicos.



Muitos livros foram excluídos dos textos sagrados e considerados apócrifos.

Do AT., não foram incluídos no cânone da igreja: Apocalipse de Adão; Apocalipse de Baruc; Apocalipse de Moisés; Apocalipse de Sidrac; As três estrelas de Seth; Segundo Tratado do Grande Seth; Ascensão de Isaias; Ascensão de Moisés; Caverna dos Tesouros; Epístola de Aristéias; Livro dos Jubileus; Martírio de Isaias; Oráculos Sibilinos; Prece de Manassés; Primeiro Livro de Adão e Eva; Segundo Livro de Adão e Eva; Vida de Adão e Eva; Primeiro Livro de Enoc; Segundo Livro de Enoc; Primeiro Livro de Esdras; Segundo Livro de Esdras; Revelação de Esdras; Terceiro Livro dos Macabeus; Quarto Livro dos Macabeus; Salmo 151; Salmos de Salomão; Testamento de Abraão e Testamento de dos Doze Patriarcas.

Do NT, foram excluídos: A Hipótese de Arcontes; Apocalipse da Virgem; Apocalipse de João, o Teólogo; Apocalipse de Paulo; Apocalipse de Pedro; Apocalipse de Tomé; Atos de André; Atos de André e Mateus; Atos de Barnabé; Atos de Filipe; Atos de João; Atos de João, o Teólogo; Atos de Paulo; Atos de Pulo e Tecla; Atos de Pedro; Atos de Pedro e André; Atos de Pedro e Paulo; Atos de Pedro e os doze apóstolos; Atos de Tadeu; Atos de Tomé; Consumação de Tomé; Correspondência entre Paulo e Sêneca; Declaração de José de Arimatéia; Descida de Cristo ao inferno; Discurso de Domingo; Ditos de Jesus ao Rei Abgaro; Ensinamentos de Silvano; Ensinamentos do Apóstolo Tadeu; Ensinamentos dos Apóstolos; Epístolas aos Laodicenses; Epístola de Herodes a Pôncio Pilatos; Epístola de Pedro a Filipe; Epístola de Pôncio Pilatos a Herodes; Epístola de Pôncio Pilatos ao Imperador; Epístola de Tibério a Pôncio Pilatos; Epístola do Rei Abgaro a Jesus; Epístola dos Apóstolos; Eugnostos, o Bem-Aventurado; Evangelho Apócrifo de João; Evangelho Apócrifo de Tiago; Evangelho Árabe de infância; Evangelho Armênio de infância; Evangelho da Verdade; Evangelho de Bartolomeu; Evangelho de Filipe; Evangelho de Marcião; Evangelho de Maria Madalena; Tradições de Matias; Evangelho de Nicodemos; Evangelho de Pedro; Evangelho de Tomé, o Dídimo; Evangelho do Pseudo Mateus; Evangelho do Pseudo Tomé; Evangelho dos Ebionitas; Evangelho dos Egípcios; Evangelho dos Hebreus; Evangelho Secreto de Marcos; Exegese sobre a Alma; Exposições Valentinianas; História de José, o Carpinteiro; Infância do Salvador; Julgamento de Pôncio Pilatos; Livro de João, o Teólogo, sobre a Assunção da Virgem Maria; Martírio de André; Martírio de Bartolomeu; Martírio de Mateus; Morte de Pôncio Pilatos; Natividade de Maria; O Pensamento de Norea; O Testemunho da verdade; O Trovão, Mente Perfeita; Passagem da Bem Aventurada Virgem Maria; Pistris Sophia; Prece de Ação de Graças; Prece do Apóstolo Paulo; Primeiro Apocalipse de Tiago; Segundo Apocalipse de Tiago; Proto-Evangelho de Tiago; Retrato de Jesus; Retrato do Salvador; Revelação de Estevão; Revelação de Paulo; Revelação de Pedro; Sabedoria de Jesus Cristo; Sentença de Pôncio Pilatos sobre Jesus; Sobre a Origem do Mundo; Testemunho sobre o oitavo e o nono; Tratado sobre a Ressurreição; Vingança do Salvador e Visão de Paulo. Entre os manuscritos encontrados em Qumran, podemos citar A Nova Jerusalém; A Sedutora; Antologia Messiânica; Benção de Jacó; Bênçãos; Cânticos do Sábio; Cânticos para o Holocausto do Sábado; Comentários sobre a Lei; Comentários sobre Habacuc; Comentários sobre Isaias; Comentários sobre Miquéias; Comentários sobre Naum; Comentários sobre Oséias; Comentários sobre Salmos; Consolações; Eras da Criação; Escritos do Pseudo Daniel; Exortação para a Busca da Sabedoria; Gênese Apócrifo; Hinos de Ação de Graças; Horóscopos; Lamentações; Maldições de Satanás e seus Partidários; Melquisedec, O Príncipe Celeste; O Triunfo da Retidão; Oração Litúrgica; Orações Diárias; Orações para as Festividades; Os Iníquos e os Santos; Os Últimos Dias; Palavras das Luzes Celestes; Palavras de Moisés; Pergaminho de Cobre; Pergaminho do Templo; Prece de Nabonidus; Preceito da Guerra; Preceito de Damasco; Preceito do Messianismo; Regra da Comunidade; Rito de Purificação; Salmos Apócrifos; Samuel Apócrifo; Testamento de Amran. Há ainda outros escritos, como o Histórico do Sábio Ahicar; Livro do Pseudo-Filon, além de dezenas de fragmentos, muitos ainda sendo estudados.

Tobias - Uma curta história piedosa sobre um hebreu justo pertencente aos cativos do Norte. Sofreu perseguições por socorrer seus colegas sob o governo ESAR-HODOM. Ficou cego e foi sustentado pela mulher ora para morrer. Ao mesmo tempo uma mulher hebréia é perseguida por um demônio Asmodeus. O anjo Rafael é enviado para curar a ambos.

O anjo aconselha Tobias (filho) a preservar o fígado, o fel e o coração do peixe. Ele casa com Sara, na noite de núpcias ele queima... e espanta o demônio para o Egito. Tobias cura o pai com o fel do peixe. Uma narrativa lendária, dois séculos a.C.



Judite - História de uma jovem judia, corajosa, ela visita no Lofernes sob o pretexto de transmiti-lhe segredos militares e o atrai com seus encantos, banquetea com ele sozinho à noite e o decapita. E ao voltar leva a cabeça do inimigo. E o exército assírio recua. Essa história é uma franca ficção, dois séculos a.C.

Adições a Daniel - 1. No capítulo 3 - adicionada a oração de Azarias na fornalha e o cântico dos 3 Hebreus no meio do fogo. Esse é o Benedicite da adoração cristã.

2 - A história de Suzana - esposa de um rico judeu na Babilônia. Dois anciãos do povo a cobiçam... Ou cede ou é acusada. E Daniel no segundo julgamento descobre a mentira.

3 - Bel e o dragão - tem a intenção de ridicularizar a idolatria. Bel um deus não comia as ofertas noturnas e sim os seus sacerdotes. Então Daniel destrói a imagem.

Dragão - era adorado na Babilônia e é destruída por Daniel.



Adições a Ester - Há 6 passagens adicionais:

1 - Um sonho de Mordecai para avisar ao Rei sobre a conspiração.

2 - O edito real que decretava a destruição dos judeus.

3 - A oração de Ester e Mordecai. 114 a.C.

4 - A audiência de Ester perante o rei. Um certo filho de

5 - A autodefesa dos judeus. Photolomeu, de

6 - A interpretação do sonho de Mordecai. Jerusalém.

Livro de Baruque - Exibe louvores de sabedoria. Um lamento de Jerusalém por causa dos exilados e uma exortação para que Jerusalém seja consolada.

14.1. Quando surgiram os apócrifos do AT?

No período interbíblico – 400 anos a.C. entre Ml. e Mt.

Não há registros canônicos, catalogados por Deus.

Nada foi escrito a semelhança dos 39 livros do AT.



14.2. Por que surgiram os apócrifos?

1 – Tentativas de preencher lacunas (Ml. a Mt. 3 a 4 séculos)

2 – Uma espécie de homenagem aos personagens bíblicos.

3 – Produto do misticismo da época ou de grupos heréticos.



14.3. CLASSIFICAÇÃO DOS APÓCRIFOS

1 – Deuterocanonicos DEUTE – posterior canônicos

Canônicos - sagrados de 2° classe

Eclesiástico, Baruque, Sabedoria de Salomão, acréscimos a Ester e acréscimo a Daniel.

Estes foram introduzidos na Bíblia católica. Sete livros a mais, mais os acréscimos a Ester e Daniel.

Ester – 6 capítulos e 10 versículos a mais.

Daniel – 2 capítulos a mais.



2 – Outros apócrifos do AT.

Livro de Enoque (usado por Judas), Martírio de Isaias, Assunção de Moisés, testamento dos 12 patriarcas...



3 – Pseudoepígrafes – Pseudo - falso escritos

Epígrafes - escritos falsos.

NT. Evangelhos: Tomé, Bartolomeu, Filipe, Tiago, Maria Madalena, Nicodemos, Pedro...

Atos: Paulo, Pedro, Matias, André, Mateus, João, Tadeu, dos 12 apóstolos...

Apocalipse: Pedro, Paulo, Tomé, Virgem...

14.4. Quando e quais os apócrifos que entraram na Bíblia?

No concílio do Trento em 08/04/1546.

Entraram apenas os Deuterocanonicos.

Estes apócrifos constavam na LXX.

Estes apócrifos foram incluídos na Vulgata.

14.5. Por que a Igreja Católica aprovou estes apócrifos?

1 – Para combater a reforma protestante.

Os protestantes eram contra as doutrinas romanista: Purgatório, oração pelos mortos, salvação pelas obras, adoração a imagens...

14.6. Por que os apócrifos não podem ser considerados canônicos?

1 – Estes apócrifos não aparecem nas versões evangélicas e nem na Bíblia hebraica.

2 – Nunca foram reconhecidos pelos judeus, alguns aceitos pelos judeus de Alexandria, alguns são citados no talmude.

3 – Nunca foram citados por Jesus.

4 – Nunca foram citados pelos apóstolos e nem reconhecidos pela igreja primitiva.

5 – A maior parte dos pais da igreja rejeitou os apócrifos (Atanásio, Jerônimo admite-os apenas para fins de edificação particulares, Agostinho, Julio Africano...)

6 – Contem ensinos errados ou heresia

7 – Contradizem a Bíblia

8 – Contem erros históricos e geográficos (Senaqueribe filho de Salmanasser, em vez de Sargão II).

9 – Contem histórias fictícias, lendárias e absurdas.

10 – Ensinam artes mágicas ou de feitiçarias como método de exorcismo (Ex: Tobias.6:5-9).

11 – A igreja Anglicana, Lutero não aceitou, apenas admite-os para fins de edificação particular.

12 – Os católicos não foram unânimes quanto à inspiração divinas desses livros. O papa Gregório declarou que I Macabeus não é Canônico. O papa Leão X aprovou.

14.7. HERESIAS DOS APÓCRIFOS

Tobias – Justificação pelas obras (4:7-11; 12:8)

Uma história lendária de um hebreu justo pertencente aos cativos do Norte.



200 a.C. – Mediação dos santos (12:12)

Superstições (6:5,7-9; 19)

Um anjo engana Tobias e o ensina a mentir (5:16-19).

Judite – A própria história de Judite é uma grande heresia

130 a. C. - uma história de libertação dos judeus de Holofernes, general persa, pela coragem da heroína Judite.

Baruque – Contêm a intercessão pelos mortos (3:4)

100 a.C. – uma profecia feita por Baruque na Babilônia.

Eclesiástico – Justificação pelas obras (3:33,34)

180 a.C. – trato cruel aos escravos (33:26 e 30; 42: 1 e 5) coleção de ditos prudentes, incentiva o ódio aos samaritanos (50:27 e 28) semelhante ao livro de provérbios.

Sabedoria de Salomão – estilo o livro de Provérbios, corpo prisão da alma (9:15)

40 a.C ou 50 à 10 a.C. – salvação pela sabedoria (9:19)

I Macabeus – descreve a história de três irmãos da família Macabeus

100 a.C.

II Macabeus – oração pelos mortos

Culto e missa pelos mortos

Intercessão pelos santos.

Acréscimos a Daniel – cântico de três jovens Benedicite, Suzana, Bel e o dragão.

Acredita-se que os livros apócrifos foram escritos num tempo bem distante dos originais do AT, por filósofos da lendária biblioteca de Alexandria.



15.0. Como provar que a Bíblia é um livro verdadeiro?

1 - Provas Históricas

A história do cativeiro Babilônico

A história do cativeiro Império Medo Persa, Grego, Romano.

2 - Fatos Científicos.

O suporte gravitacional da terra (Jó.26:7; 38:6)

A rotação da terra (Is.24:19,20; Lc.17:34-37)

A expansão vazia do norte do universo (Jó.26:7)

A forma da terra (Is.40:22)

A lua não tem luz própria (Jó.25:5)

O número das estrelas (Gn.22:17)

Os signos e constelações (Jó.38:31-33; 9:9; Gn.5:8)

Três constelações do zodíaco: Orion, sete estrelas, Ursa.

O peso do vento (Jó.26:28)



3 - Arqueológicos:

Dilúvio, Sodoma e Gomorra, Éden, Zeus e Júpiter (At.13:7)



4 - As Profecias

A dispersão de Israel (Jr.15:4; 16:13; Os.3:4)

O nascimento e reinado de Ciro (Is.44:28)

5 - Unidade Orgânica da Bíblia

6 - Preservação.

Milhares de volumes já foram destruídos, proibida a circulação, porém ninguém e nada conseguiu destruí-la.



7 - Poder, Influência

A Bíblia tem transformado multidões de pessoas em todos os tempos e partes do mundo.



8 - Atualidade

Sua mensagem é atual.



16.0. TRADUÇÕES

A Bíblia não podia ficar restrita aos idiomas originais.

Com o passar do tempo foi sendo traduzida para diversos idiomas diferentes. A evangelização mundial só seria possível com a tradução da Bíblia para todas as línguas.

1 - LXX - esta foi a primeira tradução da Bíblia (apenas o AT.).

250 a 285 a.C. foi concluída 100 anos após ou 39 anos ou 72 dias. Por 70 a 72 homens judeus alexandrinos.

Sob as ordens do imperador Egípcio Ptolomeu II.

2 - Vulgata - quer dizer popular, vulgo-versão do povo.

São Jerônimo

Concluída em 405 d.C. (toda a Bíblia)

Local Belém da Palestina.



3 - King James - versão do Rei Tiago 47 sábios.

1.611 Inglaterra linguagem predileta dos ingleses.



4 - Lutero traduziu para o alemão - unificando a linguagem alemã em 1.534.

16.1. Tradução em Português

1 - A primeira tradução em português foi a de João Ferreira de Almeida (pastor da igreja Holandesa). Traduziu o NT. em 1.670 e só foi impresso em 1.681 em Amsterdã na Holanda (a tradução foi feita na Batávia, então capital da Ilha de Java na Oceania).

Traduziu o AT. até Ez.48:21 quando faleceu em 1691.

Seus amigos missionários completaram a tradução.

Jacob Opdem Akker.

A tradução completa foi publicada em 1.748 ou 1.753.

2 - 100 anos depois em 1.896 foi feita do padre Figueiredo baseado na Vulgata Latina.

16.2. HISTÓRIA DAS TRADUÇÕES

Vulgata - língua popular, fácil de divulgar.

- Latim não clássico

- Não segue a LXX.

- Não inclui os apócrifos.

Quando Jerônimo fez a vulgata não a chamou de vulgata, este nome surge depois.

Jerônimo não colocou os apócrifos na vulgata. Foi no concílio de Trento que se colocaram os apócrifos.

Nome de Jerônimo: Sofronius Eusebius Hieronymus. Nasceu por volta de 348 (Norte da Itália).

LXX - versão grega do AT.

Traduzida no tempo de Ptolomeu Filadelfo III (século III a.C.).

- 72 anciãos traduziram em 72 dias (hoje uma tradução dura 10 anos).

- 72 páginas, são seis de cada tribo - 12 x 6 = 72.

- Incluem alguns apócrifos (Jesus Bem Siraque).

- Alguns livros são comentários.

- Nos poéticos e paráfrase.

- O livro de Jeremias é 1/8 menor do que na hebraica. E os capítulos não estão em ordem diferentes.

- Não há uniformidade na tradução.

- A nossa divisão da Bíblia veio da LXX: Lei, história, profetas maiores e menores, poéticos.



HEXAPA - elaborada por Orígenes por volta de 245 d.C.

Tinha seis colunas: 1 - Texto hebraico

2 - Transliteração para o grego

3 - Versão de Áquila (tradução grega-versão de Áquila)

4 - Versão de Sínaco.

5 - Texto da LXX

6 - Teodósio (outra versão grega).

7- King James (KJV) - versão inglês feita em 1.614.



17.0. O que é tradução?

Passar um texto para outra língua, de um idioma para o outro.



18.0. O que é versão?

1 - É o mesmo idioma revisado. É a revisão e atualização da linguagem sem alterar o sentido.

2 - Variantes, diversas formas do mesmo vocabulário. Existe a necessidade de atualização da linguagem.

Exs: Vosmecê Vossemecê Vossa mercê Você.

Na prática versão e tradução é a mesma coisa.

Versões da Bíblia Católica Versões Evangélicas

Mais conhecidas

MS → Mato Soares BV → Bíblia Viva

AM → Ave Maria NVI

EV → Editora Vozes LH

BJ → Bíblia Jerusalém

19.0. INSPIRAÇÃO

Definição:

2Tm.3:16: Soprada ou inspirada por Deus. A referência é ao escrito. É o próprio Deus falando.

Toda - PASA → é traduzida como: todo, totalidade, cada parte.

2Pe.1:21: PHERÔ → movidos ou conduzidos. A referência é aos homens (escolhidos para receber a palavra inspirada e passá-la para a forma escrita).

Deus não anulou as características humanas (personalidades, estilos, sentimentos, vocabulários, individualidade, liberdade...). Eles não escreveram por iniciativa própria, porém movidos pela iniciativa divina.



Guiados - indica a investigação de documentos, a coleção de fatos, o arranjo do material, a escolha de palavras, é todo processo que entra na composição.

19.1. O que não é inspiração?

1 - O autor ficar num estado anormal

2 - Visões, vozes estranhas

3 - Aniquilação da personalidade do autor



19.2. TEORIAS DA INSPIRAÇÃO

- Inspiração Dinâmica → a inspiração atinge apenas os ensinamentos e preceitos doutrinários, as verdades desconhecidas dos homens (autores) apenas as palavras de Jesus.

- Inspiração do ditado ou mecânica → os escritores foram meros amanuenses, excluindo a autoria humana. Apenas máquina.

- Inspiração natural ou intuição → é um discernimento superior das verdades moral e religiosa, por parte do homem natural. Exclui a autoridade divina.

- Inspiração mística ou iluminação → uma elevação das percepções religiosas do crente.

- Inspiração parcial → inspiração dos conceitos e não das palavras. Deus transmitiu idéias e não palavras. Apenas pensamentos.

- Graus de inspiração → há inspiração em três graus, algumas partes da Bíblia são mais inspiradas que outras.

- Inspiração Verbal plenária → cada palavra e todas as palavras foram inspiradas. Os homens escreveram com suas palavras, porém sob a influência do Espírito Santo. É o Espírito Santo capacitando, dirigindo e preservando-os de erros e omissões. O Espírito Santo não permitiu que sua natureza pecaminosa se expressasse. Palavras verbais (ICo.2:7-13).

Conclusão

Como vimos à matéria de bibliologia é de fato de suma importância, pois nos esclarece a construção e preservação milagrosa da Bíblia. E também atesta a historicidade e a genuinidade incontestável da mesma. Bem como a evidência de que a Bíblia não é apenas uma literatura comum, mas a sublime Palavra de Deus.



BIBLIOGRAFIA

1- BANCROFT, E.H.D.D - Teologia elementar doutrinária e conservadora - Ed. Imprensa batista regular -SP, 1° Edição - 1966.

2- CLARK, S., David, A. M., D. D. - Compêndio de teologia sistemática -Ed. Casa editora Presbiteriana - SP. -3° edição

3- ERICKSON, Millard, J. - Introdução a teologia sistemática - Ed. Vida nova - SP., 1° edição-1997.

4- GEISLER, Norman, L. - A inerrância da Bíblia - Ed. Vida nova-SP, 1° Edição- 2001.

5- LADD, George Eldon - Teologia do Novo testamento - Ed. Hagnos - SP, 1° Edição - 2001.

6- LANGSTON, A. B. - Esboço de teologia sistemática - Ed. Juerp-Rj, 12° Impressão - 1999.

7- LASOR, William - Introdução ao antigo testamento - Ed. Vida nova - SP, 1° edição - 1999.

8- OLIVEIRA, Raimundo Ferreira de - As grandes doutrinas da Bíblia - Ed. CPAD - Rj. , 1º edição - 1987.

9- RYRIE, C. Charles - Teologia básica ao alcance de todos - Ed. Mundo cristão - SP, 1° Edição - 2004.

10- VIELHAUER, Philipp - História da literatura cristã primitiva, introdução ao novo testamento, aos apócrifos e aos pais apostólicos - Ed. Academia cristã LTDA - SP, 1° edição - 2005.



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