Plano de contas



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PLANO DE CONTAS

(Cfe. Ribeiro, 2005, p.44-53)


Como pode ser observado, o plano de contas de uma empresa industrial é bem semelhante ao de uma comercial. O que difere, são as contas que registram os estoques e algumas do Ativo Permanente, como destaca Ribeiro:

Na empresa comercial, uma conta de estoque é suficiente: Estoque de Mercadorias. Na empresa industrial, por ser maior a variedade dos materiais em estoque, colocamos no Plano as seguintes contas:

104.1 Estoque de Matérias-primas

104.2 Estoque de Materiais Secundários

104.3 Estoque de Materiais de Embalagem

104.4 Estoque de Produtos em Elaboração

104.5 Estoque de Produtos Acabados

104.6 Estoque de Subprodutos

104.7 Estoque de Materiais de Expediente

104.8 Estoque de Materiais de Limpeza

104.9 Estoque de Combustíveis e Lubrificantes

104.10 Estoque de Materiais Diversos

104.11 (-) Provisão para Redução ao Valor de Mercado

(RIBEIRO, 2005, p.53-4)
Como se dá a movimentação e registro destas contas
104.1, 104.2 e 104.3 – na compra, estas contas são debitadas; e na transferência para a produção, são creditadas. Neste caso, a conta que será debitada é do grupo 33 – Custo Integrado.

104.4 – utilizada quando há produtos em elaboração no último dia do exercício. É realizado o débito nesta e o crédito dá-se na conta 330.1 – Custo em Formação.

104.5 – registra os produtos prontos para a venda. A conta que será creditada será 330.1 – custos em Formação. Quando da venda destes produtos, a conta a ser debitada será 500.1 – Custo dos Produtos Vendidos (CPV).

104.6 – debita-se pelo valor dos subprodutos que estiverem disponíveis para venda. É creditada a conta 330.1 – Custo em Formação. Quando da venda, uma conta do circulante será debitada e credita-se a respectiva.

104.7, 104.8, 104.9 e 104.10 – debitada quando houver compra dos respectivos materiais. Quando estes materiais foram transferidos para outros departamentos, faz-se o crédito, sendo debitada a conta de Despesa ou Custo, conforme o caso.

104.11 – conforme disposição contida na Lei 6.404/76 (Lei das S/As). Serve para ajustar o valor dos estoques ao valor de mercado, quando este for inferior.


COMPRAS
A conta a ser debitada será a que corresponder com a espécie de material adquirido (matéria-prima, embalagens, etc.), do subgrupo Estoques e credita-se a conta Caixa, Bancos, Duplicatas a Pagar o Fornecedores, conforme o caso.
Exemplo: Um indústria comprou do Fornecedor MM, 200m2 de madeira, tendo pago em dinheiro a importância de R$ 50.000, conforme Nota Fiscal 1.234.

Contabilização no livro Diário:


104.1 Estoque de Matérias-primas

100.1 a Caixa

Paga NF 1.234, do Fornecedor MM,

referente a 200m2 de madeira ............................ 50.000


Fatos que Alteram o Valor das Compras
- Despesas Acessórias: fretes e seguros quando estão a cargo do destinatário. Estes valores são acrescidos à conta Estoque.

- Descontos ou abatimentos incondicionais que constem na própria NF de compra. É registrado o valor líquido, já descontado os abatimentos incondicionais.

- Devoluções de compras ou compras anuladas (total ou parcial). Devem ser baixados da conta Estoque.
Impostos Incidentes Sobre as Compras
ICMS – quando tratar-se de materiais utilizados na produção para posterior venda, o valor desse imposto, na compra, deve ser excluído do custo da aquisição.
IPI – nas compras de materiais com incidência do mesmo, o seu valor será contabilizado a débito numa conta própria (conta 102.2 – IPI a Recuperar). Nas vendas de produtos com incidência do IPI, seu valor será contabilizado a crédito numa conta própria (conta 202.3 – IPI a Recolher).

O valor do IPI incidente nas vendas não deve integrar o valor da Receita Bruta de vendas, pois, para fins fiscais, a empresa funciona meramente como agente arrecadar do referido imposto que pertence ao Governo Federal. (RIBEIRO, 2005, p.77).
CONTROLE DE ESTOQUES
No inventário periódico, o controle é feito de períodos em períodos, no momento da apuração do resultado do exercício. Esse intervalo de tempo pode ser semanal, quinzenal, mensal, semestral, anual etc.

Um intervalo de tempo considerado adequado para se apurar resultado em uma empresa é o mensal, sendo que possíveis correções de planejamento e controle podem ser efetuadas em espaço de tempo menor e conseqüentemente diminuir situações indesejáveis de resultado ou o seu respectivo impacto.

No inventário permanente o controle é feito permanentemente pela empresa, ou seja, a qualquer momento a empresa tem as informações totais do seu estoque, por exemplo, custo da mercadoria que está sendo vendida, total das compras, total das vendas etc.

Um exemplo completo de contabilização de estoques pelo inventário periódico e a seguir pelo inventário permanente, levando em consideração alguns critérios de avaliação de estoques (PEPS, UEPS e CMP), bem como a análise dos resultados obtidos em cada um dos critérios.



CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DOS ESTOQUES
Para determinar o custo de produtos estocados e destinados a venda é preciso considerar o valor pago na aquisição de tais mercadorias, deduzido o ICMS e acrescido das despesas relativas ao frete e seguro pagos pelo comprador.

Tendo em vista que a empresa poderá adquirir um mesmo tipo de produto em datas diferentes, pagando por ele preços variados, o custo dessas mercadorias estocadas poderá ser determinado por meio dos seguintes critérios: preço específico, PEPS, UEPS e custo médio.


1. Preço Específico
Consiste em atribuir a cada unidade do estoque o preço efetivamente pago por ela. Esse critério só pode ser utilizado para produtos de fácil identificação física, como por exemplo: automóveis e máquinas de grande porte.
2. Primeiro que Entra, Primeiro que Sai – PEPS
Nesse critério, a empresa dá saída nos estoques dos produtos mais antigos, ou seja, adquiridos primeiro, permanecendo estocados os produtos de aquisição mais recente.
3. Último que Entra, Primeiro que Sai – UEPS
Adotando esse critério, a empresa dará baixa em primeiro lugar nos estoques mais recentes ficando estocado sempre os produtos mais antigos.
4. Custo Médio
Os produtos serão avaliados pela média dos custos de aquisição, sendo estes atualizados a cada compra efetuada.
Exemplo – CONTROLE DE ESTOQUE

A Cia. ATMB possui em seu estoque a seguinte composição em 01/novembro/2006: 100 pares de sapatos, com custo unitário de $20,00, totalizando $2.000,00. Operações realizadas durante o mês de novembro/2006:





INVENTÁRIO PERIÓDICO
CMV = EI + C – EF
No final de novembro será apurado o estoque físico e atribuído o valor desse estoque sendo então calculado o custo da mercadoria vendida nesse período. O cálculo fica da seguinte forma:

CMV = $2.000 + $1.320 – $105

CMV = $3.215

 

Ou seja:



 EI = $2000 (valor do início do período)

C = compras do período = $900 + $420 = $1320



EF = estoque final = valor apurado extra-contábil
Os registros contábeis ficam da seguinte forma:





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