Planejamento e manejo de atividades turísticas Regiane Vilas Boas1



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Planejamento e manejo de atividades turísticas

Regiane Vilas Boas1

Turismo e recreação têm uma influência importante sobre o uso e o desenvolvimento de áreas naturais. Em todo o mundo todo, o turismo tem sido o setor de maior crescimento, desde a Segunda Guerra Mundial, empregando cerca de 100 milhões de pessoas e gerando uma renda de 250 bilhões de dólares por ano, no mundo todo. Isso se deve ao fato de que assuntos relacionados ao ambiente estão sendo considerados cada vez mais importantes para a sociedade, que sente a necessidade de uma maior relação entre o homem e a natureza.

Conseqüentemente, essas formas e atividades de lazer têm ganhado um valor significante, não somente no setor de marketing mas também na migração temporária, sendo que essas oportunidades ocorrem entre uma grande variedade de recursos incluindo florestas, fazendas, parques, etc.

No entanto, o significado do turismo e recreação é visto primariamente de maneira a contribuir para a economia regional (Lengeek, te Kloeze e Brouwer, 2000). Marion e Farell (1998) enfatiza que essas atividades tem sido o assunto de muitos debates a respeito de credenciais ambientais e manejo, procurando uma maior integração entre muitos objetivos conflitantes: proteção de recursos naturais e culturais, fornecimento de oportunidades recreativas e geração de benefícios econômicos.

Em geral, locais com planejamento desenvolvido cuidadosamente e com a participação da comunidade local, experimenta mais sucesso em termos de satisfação por parte dos visitantes, benefícios econômicos e mínimos impactos negativos sobre o local (Timoty, 1998). Portanto, a comunidade local pode participar de diversas fases do planejamento turístico, mantendo contato com diferentes estilos de lazer e tornando-se aptos a ampliar seus padrões econômicos, sua qualidade de vida e seu nível de educação, sem comprometer seu patrimônio natural e cultural.

Atividades de recreação e de turismo podem oferecer preservação e reconstrução de valores altamente valiosos. Portanto, essa situação leva-nos a uma importante questão: como promover turismo e recreação em áreas naturais proporcionando experiências e prazer para os turistas e ao mesmo tempo encontrar a conservação diária? A regra geral é que zonas destinadas ao desenvolvimento de recreação e turismo requerem planejamento e manejo. Mais especificamente, Drumm (1998) afirma que a participação da comunidade no desenvolvimento desses planos faz-se essencial. Para Getz (1987), este procedimento é amplamente visto como uma maneira de maximizar os benefícios do turismo em uma área e mitigar seus problemas que poderiam ocorrer como forma de desenvolvimento. Assim, o planejamento é um processo o qual procura otimizar a contribuição do turismo para melhorar o comportamento humano e a qualidade ambiental.

Como resultado do planejamento participativo, Murphy (1985) observa que cada comunidade deve identificar seus próprios objetivos, desejos e atividades que vão de encontro as necessidades locais. Diferenças entre estágios de vida, estilo de vida, comportamentos, experiências e tipo de atividades de recreação e turismo são exemplos de parâmetros que podem ser utilizados no planejamento turístico e recreativo em contato com natureza.

Finalmente, devido a importância dessas informações na elaboração de programas turísticos e de recreação, o presente artigo tem como objetivos tecer discussões a respeito de pontos chaves, tais como turismo, recreação, planejamento e comunidade local.

Se tivermos o intuito de planejar com a finalidade de atingir várias experiências recreativas, precisamos perguntar, o que é turismo e o que é recreação? Jubenville (1976) define recreação como uma atividade que ocorre após o trabalho e rejuvenece-nos, fazendo-nos melhor como cidadãos. Recreação é vista como uma parada na rotina diária, enquanto turismo na visão de Wilkinson (1997) ocorre de maneira mais rara na vida diária: pessoas viajam, permanecem a noite e ficam por longos períodos em um local que não pode ser alcançado durante uma pequena parada na rotina diária. De acordo com Lengkeek, te Kloeze e Brouwer (2000), recreação e turismo fundi entre si e portanto é difícil fazer uma distinta divisão entre eles.

Tradicionalmente, turismo tem sido descrito como um complexo fenômeno, envolvendo a integração de muitos atores (turistas, residentes locais, fornecedores, e administradores) e múltipla funções. Esses atores se interagem em uma relação simbiótica envolvendo a idéia do turismo como um meio de desenvolvimento econômico e promoção da conservação dos recursos naturais.

A necessidade por desenvolvimento ou diversificação econômica é freqüentemente o inicial objetivo do desenvolvimento turístico. Seguindo as idéias de Inskeep (1991); Long e Lane (2000), o principal propósito é gerar benefícios econômicos e Cordell, Hendee e Stevens (1983) reconhecem que o turismo serve também como um catalisador para o desenvolvimento de outros setores econômicos tais como agricultura, pesca, floresta e manufatureiro.

Socialmente, residentes percebem que se desenvolvido apropriadamente, o turismo melhora a qualidade de vida das comunidades locais através do fornecimento de uma variedade de estruturas recreativas, atividades culturais, facilidades comerciais e serviços (King et al., 1993 e Swarbrooke, 1996).

Por outro lado, recreação e turismo podem também gerar vários problemas, influenciado por uma variedade de mudanças globais. Portanto, tais problemas podem ser a perda dos benefícios econômicos potenciais, a perda da identidade cultural, distorções econômicas locais, degradações ambientais e conflitos entre grupos usuários (Inskeep, 1991; Hendricks, 1995; Hammitt e Cole, 1998).

Com a finalidade de se tornar destinos recreativos prósperos, a necessidade por um planejamento adequado tem sido amplamente reconhecido. O plano de ação portanto, deve refletir os valores das comunidades locais e partes interessadas. Mais que qualquer outra indústria, o desenvolvimento do turismo depende da boa vontade e cooperação da população local (Murphy, 1985). A comunidade local precisa acentuar a qualidade e a variedade de suas atrações, a infra-estrutura recreativa e os aspectos culturais, de modo a torná-los mais atrativos para os visitantes (Getz, 1994).
O planejamento de atividades turísticas e de recreação com base em tendências, participação e demanda tem se tornado amplamente reconhecido e prevalecente nos últimos anos. Locais os quais permitem o desenvolvimento do turismo sem o benefício do planejamento, freqüentemente experimentam de problemas sociais e ambientais, aumentando os custos com resolução de conflitos.

Associado ao público, o planejamento é uma arte, uma ciência, uma atividade e uma profissão. É o processo pelo qual os planos de ação são implementados. De acordo com Logsdon (1983), o planejamento tem raízes em ciência física e comportamental e utiliza-se de ambas disciplinas em seu processo de desenvolvimento.

Um plano é uma ferramenta, a qual busca informação com a finalidade de facilitar o estabelecimento de ações, é um documento que articula seu processo pretendido, usualmente após ter sido focalizado em debate político e consulta pública. A formulação de um plano, entretanto, é complexa devido a um grande número de variáveis envolvidas que precisam ser consideradas e a rapidez com as quais variam no tempo (Mitchell, 1983). Na opinião de Torkildsen (1986), realismo é essencial e infra-estrutura e programas precisam ser alcançados dentro de uma razoável escala de tempo. Portanto, planos não devem ser inflexíveis pois a sociedade está sempre em mudanças. Eles devem, portanto ser flexíveis de modo alcançar as mudanças necessárias.

Muitos paradigmas relacionados ao planejamento turístico têm emergido de tradições referentes a planejamento urbano e regional. Experiências têm demonstrado que o planejamento proporciona guias para coordenar esforços e produz resultados de como evitar impactos negativos de âmbito social, econômico e ambiental (Jensen e Thorstenson, 1997; Gunn, 1993; Veal, 1997). Entretanto, faz-se necessário o entendimento do que são planos, quais suas finalidades e o que eles realmente podem ou não fazer.

O planejamento com base na consulta da população local é considerado vital pela maioria das organizações. É considerado um dos maiores dogmas do turismo sustentável e é importante especialmente quando novos desenvolvimentos são propostos que podem levar a uma mudança no caráter fundamental de uma comunidade (McKercher, 2001).

O termo participação em comunidade tem sido definido de maneira variada por acadêmicos, pesquisadores, instituições e ONGs. Portanto, o termo participação pode ser visto como um direito humano (FAO, citado por Shetty, 1991), como um meio segurança e de autonomia; ou como a habilidade de grupos ou indivíduos influenciar a direção e o resultado do desenvolvimento de programas que afetam eles próprios.

Participação em planejamento, refere-se a uma participação eqüitativa e pode entender a um espectro de consulta e debate, onde o público é engajado em discussões e a opinião das pessoas é analisada. Conseqüentemente, a pesquisa participativa é parte de um paradigma: processo, divisão, conhecimento local e aprendizagem (Berardi e Donnelly, 1999).

A participação é uma mudança positiva e bem vinda proporcionando eficiência. Tal envolvimento, significa ativa participação por parte do público e de acordo com Torkildsen (1986) existem várias vantagens na utilização da participação como ferramenta no planejamento turístico e recreativo.

Freeman (1984), em sua teoria, sugere que um planejamento turístico deve ser caracterizado pela relação entre vários grupos e indivíduos, incluindo empregados, clientes, fornecedores, governantes e membros da comunidade, como pode ser observado na Figura 1. O planejamento baseado na participação da comunidade é um esforço de envolver todos aqueles indivíduos ou grupos provavelmente afetados por alguma ação no processo de tomada de decisão as quais carecem de ação. Esse processo não só envolve a coordenação de programas oficiais (governamental), mas também alcança objetivos sociais, físicos e econômicos a nível de comunidade através da participação de grupos nacionais, estaduais e regionais, além de residentes locais e grupos de interesse. Isso deve incluir todos os indivíduos, grupos, ou organizações diretamente influenciadas pelas ações capazes de solucionar um problema e fornecer forças para os projetos.

É necessário o envolvimento da comunidade local, a qual poderá promover uma distribuição mais justa dos benefícios, visando bem estar da população e formas de turismo sustentável (Warner, 1997). A participação da comunidade também pode garantir um maior suporte local para a utilização e conservação dos recursos naturais. O poder por parte dos residentes de um determinado destino no processo de desenvolvimento do turismo poderá reagir como maiores conseqüências sobre o próprio ambiente local.



Objetivos comuns - Membros eleitos, oficiais, instituições, organizações voluntárias e pessoas da comunidade trabalham juntas para o desenvolvimento de objetivos comuns.

Cooperação - É preferível que pessoas trabalhem em cooperação, que isoladas. Interesses pessoais são limitados e há um melhor entendimento.

Comunicação - A comunicação é aprimorada e alcançada entre os grupos e comunidade local.

Entendimento das necessidades - É possível um maior entendimento das necessidades e desejos da comunidade.

Entendimento das autoridades - É possível uma maior compreensão das instituições públicas e autoridades locais pela comunidade.

Informação - Todos os tipos de informações disponíveis podem ser usadas com a finalidade de maximizar os benefícios em vez de grupos trabalhando sozinhos.

Melhor utilização - Poderá ocorrer um melhor uso dos recursos por parte da comunidade, incluindo fontes de financiamento e permitindo uma maior flexibilidade de orçamentos.

O envolvimento de vários participantes pode ter significantes benefícios para a sustentabilidade. Em particular, a participação por múltiplos atores pode encorajar uma maior consideração por fatores sociais, culturais, ambientais e políticos de modo afetar o desenvolvimento da sustentabilidade (Bramwell e Lane, 1993). Autores como MacEwen (1982) também reconhecem a importância da participação e ação da comunidade: "O aumento da pressão por parte de indivíduos e grupos da comunidade pela participação na tomada de decisões, a qual afeta suas localidades tem sido um notável movimento da década passada... existe um entusiasmo crescente para a ação local a qual oferece grande espaço para a construção..."


Critérios no planejamento participativo

A consulta pode ser tida como um meio de colher informações gerando novas idéias, o que pode ser visto como essencial no processo de tomada de decisão, envolvendo opiniões e atitudes de diferentes grupos. Através da participação, o público tem a oportunidade de identificar problemas, formular alternativas, planejar atividades e distribuir renda (Backman, Petrick, Wright, 2001). Neste contexto, com o intuito de melhorar a qualidade da informação, é necessário certos requerimentos de modo a promover um envolvimento mais efetivo por parte da comunidade na tomada de decisão no planejamento turístico (Figura 2).

Funcionalmente, para o planejamento turístico ser uma solução, ou pelo menos mitigar conflitos existentes, Dabrowski (1994) afirma que um grande número de informações é requerida. A consulta, de acordo com Wight (2000), poderá ser desenvolvida através de uma variedade de formas, incluindo: encontros, entrevistas, exibições públicas, produção e distribuição de material impresso/vídeo, grupos focais e levantamentos por meio de questionários.

Critérios a serem considerados no planejamento participativo:

° Não estabeleça um conselho formado apenas por pessoas que não tenha nada a dizer ou a complementar.

° Prepare uma orientação para os cidadãos.

° Procure desenvolver um sistema de valores diferente daquele empregado pela maioria dos profissionais.

° Assegure uma atmosfera que encoraje as pessoas a falar livremente.

° Não impeça assuntos da discussão como "política de diretores".

° Escute atentamente o que as pessoas tenham a dizer.

° Tenha um completo entendimento da questão participante antes de responsabilizar-se pelo planejamento.
Atitude, interesse e opinião da comunidade local

As pessoas são usuárias das oportunidades recreativas em contato com a natureza. Individualmente, elas obtêm prazer dessas atividades (Jensen e Thorstenson, 1977) e os turistas reivindicam por experiências e locais autênticos (Henderson, 2000).

Uma vez estabelecido os objetivos das atividades de lazer (com base nas necessidades e desejos da comunidade) é necessário selecionar várias oportunidades de lazer que os satisfaça. A Figura 3, de acordo com Bannon (1976), oferece um modelo de como determinar o que a comunidade espera do serviço prestado pelas atividades de lazer. Como mostrado na ilustração, é necessário examinar a relação existente entre preferências das pessoas por atividades de lazer e valores que suportam tais preferências.



Planejamento e tomada de decisão

Para eliminar problemas futuros no planejamento turístico e recreativo, é recomendado que se comece com um plano bem definido. De acordo com Jubenville e Becker (1983), é necessário visualizar o planejamento recreativo e turístico como um todo e não apenas em fragmentos. Bannon (1976) oferece um sistema essencial, o qual inclui investigação e processo integrado para o planejamento de atividades turísticas e de recreação com o fornecimento de implementação, avaliação e feedback Na opinião desse autor, o planejamento é o reconhecimento de uma necessidade antecipada, uma atividade multidimensional e procura ser integrativo. De acordo com Rose (1984) e Raemaekers (2000), o planejamento engloba fatores sociais, econômicos, políticos, antropológicos, tecnológicos e ambientais. O planejamento busca informações passadas, do presente e do futuro.

De fato, os planejadores acreditam que o planejamento não é uma disciplina isolada mas sim uma combinação de muitas outras (Gunn, 1993). A maioria das autoridades sentem que o planejamento deveria ser representativo do que as pessoas querem, imaginativo em sua projeção do que poderia ser e realista em reconhecer o que realmente é possível. Eles consideram o planejamento como um contínuo processo e um meio de antecipar ou reagir às mudanças.

Planos requer constante manejo, monitoramento, avaliação constante, aprendizagem e adaptação. Dessa maneira, planejamento não é apenas a resolução de problemas e sim a prevenção (Veal 1997 e Backman, 2001).


Conclusão

Estudos tem demonstrado que as atitudes dos residentes locais criam ambientes hospitaleiros para os turistas. O desenvolvimento do turismo sem a integração dos valores locais pode trazer danos sociais, culturais, ambientais e econômicos. Para reverter os impactos negativos do turismo sobre a comunidade local, a literatura sugere o envolvimento dos residentes no planejamento turístico e recreativo. Portanto, para o turismo ser sustentável, faz-se necessário o envolvimento da comunidade local e uma avaliação contínua das percepções dos residentes.

Deve-se lembrar, portanto, que a comunidade local também visita a área a qual é de interesse para os turistas. Nesse âmbito, a comunidade torna-se também visitante. Outro fator de importância, é que os residentes locais também contribuem para autenticidade local, a qual a maioria dos visitantes procuram. Assim, um planejamento bem sucedido e o manejo de atividades turísticas e recreativas devem em primeira instância fornecer atividades para a população. Um grande ambiente para a comunidade será também um notável ambiente para os visitantes.




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Fonte: www.turismosertanejo.com.br

1 Engenheira Florestal, aluna de doutorado da Wageningen University – Holanda






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