Página de Marcação Iniciação ao Hermetismo



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O Plano Mental

Assim como o corpo possui o seu plano terreno e o corpo astral ou alma o seu plano astral, o espírito também possui o seu plano próprio, chamado de esfera mental ou plano mental. É a esfera do espírito, com todas as suas propriedades.


Ambas as esferas, tanto a material densa quanto a astral, surgiram através dos quatro elementos, do princípio do Akasha ou das Coisas Primordiais da esfera correspondente. A esfera mental também se formou dessa maneira, partindo do princípio akáshico do espírito.
O que ocorre com o corpo mental na esfera mental ou espiritual é análogo ao que ocorre com o corpo astral, isto é, através do trabalho correspondente o espírito forma um magneto quadripolar dentro de si, a exterioriza o fluido eletromagnético em sua polaridade, como um fenômeno produzido pelo efeito dos elementos. Assim como o corpo astral forma uma matriz astral (o assim chamado "astralod") através do fluido eletromagnético do mundo astral, o fluido eletromagnético do mundo mental também forma uma matriz mental, que liga o corpo mental ao corpo astral. Essa matriz mental, ou "mentalod", a assim chamada matéria mental, é a forma mais sutil do Akasha, que regula a mantém a atividade do espírito no corpo astral. Como já observamos, essa matéria mental é ao mesmo tempo eletromagnética a funciona como condutora dos pensamentos a das idéias à consciência do espírito, que entra
em atividade através dos corpos astral a material denso. Assim a matriz mental ou "mentalod" com seu fluido bipolar é a matéria mais sutil que podemos imaginar no corpo.
A esfera mental é ao mesmo tempo a esfera dos pensamentos, que têm sua origem no mundo das idéias, portanto no Akasha do espírito. Cada pensamento é antecedido por uma idéia básica que assume uma determinada forma segundo a sua característica e chega à consciência do "eu" através do princípio etérico, portanto da matriz astral, como forma-pensamento ou imagem plástica.
De acordo com isso, o homem não é o criador dos pensamentos; a origem de todo pensamento localiza-se na mais elevada esfera do Akasha ou plano mental. O espírito do homem é ao mesmo tempo um receptor, uma antena dos pensamentos do mundo das idéias, conforme o local ou a situação em que ele se encontra. Como o mundo das idéias é o tudo no todo, cada nova idéia e cada nova invenção, em resumo, tudo aquilo que o homem acredita ter criado foi extraído desse mundo das idéias. Esse ato de extrair novas idéias depende da postura a da maturidade do espírito. Cada pensamento possui em si um elemento puro completo, sobretudo quando ele contém idéias abstratas. Se existirem, no pensamento, diversas combinações do mundo das idéias, então serão muitos os elementos atuantes entre si, tanto em sua forma quanto em sua irradiação. Só os pensamentos abstratos possuem elementos puros, a também irradiações polares puras, pois eles derivam diretamente do mundo primordial de uma idéia.
Com base nesse conhecimento podemos perceber que existem pensamentos que, quanto a suas atuações, são puramente magnéticos, indiferentes a neutros. Relativamente à sua idéia, na esfera mental cada pensamento possui forma a irradiação (vibração) próprias. Dessa maneira o pensamento chega à consciência através do magneto quadripolar, e é por ele guiado até a sua realização final. Todas as coisas criadas no mundo material denso têm portanto sua origem a naturalmente também seu reflexo no mundo das idéias, através do pensamento a da consciência do espírito. Quando não se trata diretamente de uma idéia abstrata, então são várias as formas de pensamento que podem alcançar uma expressão. Esses pensamentos são elétricos, magnéticos ou eletro-magnéticos, conforme as características dos elementos predominantes.
O plano material denso está ligado ao tempo a ao espaço. O plano astral, a esfera do espírito passageiro ou imutável, está ligada ao espaço, enquanto a esfera mental é isenta de espaço a de tempo. A mesma coisa vale para algumas características do espírito. Só a assimilação de um pensamento no corpo mental através do aglutinante das matrizes mental a astral, que na sua forma completa estão ligadas ao tempo a ao espaço, é que precisa de um certo tempo para chegar à consciência. O curso dos pensamentos se dá de modo diferente em cada pessoa, de acordo com a maturidade de seu espírito; quanto mais madura a espiritualizada a pessoa, tanto mais rápidos serão os seus pensamentos no espírito.
Assim como o plano astral possui seus habitantes, o plano mental também os tem. Além das formas pensamento, eles são sobretudo os falecidos, cujos corpos astrais se dissolveram através dos elementos, devido à sua maturidade, a que mantêm suas moradias nas regiões da esfera mental correspondentes a seus graus de evolução.
Além disso a esfera mental é também a esfera dos elementares, que são seres criados consciente ou inconscientemente pelos homens, em função de um pensamento intenso a constantemente repetido. O ser elementar ainda não é suficientemente denso a ponto de poder construir ou assumir um invólucro astral. Sua atuação portanto limita-se à esfera espiritual.
A diferença entre uma forma pensamento a um elementar é que a forma pensamento possui uma ou várias idéias como origem, enquanto que o elementar é constituído de uma certa porção de consciência a portanto de um impulso de auto-preservação. Mas no restante ele não se diferencia muito dos outros seres vivos mentais a pode até ter o mesmo formato da forma pensamento. O iniciado utiliza-se desses seres elementares de várias maneiras. Na parte prática deste livro eu explico como um elementar desse tipo é criado, mantido e utilizado para diversas finalidades.
Ainda há muito a se dizer sobre a esfera mental, principalmente sobre as características específicas de cada ser individualmente. Mas como estímulo ao trabalho a para esclarecimento da esfera mental em linhas gerais, acredito que isso seja o suficiente.

Verdade

Abandonaremos agora o microcosmo, portanto o homem com seus corpos terreno, astral a mental, a passaremos a tratar de outras questões, cuja solução também preocupa o futuro iniciado. Um desses problemas é sobretudo o problema da, verdade. Inúmeros filósofos já se ocuparam a ainda se ocupam, e a nós também cabe essa tarefa.


Consideraremos aqui só aquelas verdades cujo conhecimento exato somos obrigados a dominar. A verdade depende do reconhecimento de cada um, a como não temos todos a mesma concepção das coisas, também não podemos generalizar essa questão. É por isso que cada um de nós, se for sincero, possui a sua própria verdade de acordo com o seu grau de maturidade e a sua concepção das coisas. Só aquele que domina a conhece as leis absolutas do macro a do microcosmo pode falar de uma verdade absoluta. Certos aspectos da verdade absoluta com certeza serão reconhecidos por todos.
Ninguém duvidará da existência de uma vida, uma vontade, uma memória a uma razão; ninguém contestará tais coisas tão evidentes. Nenhum verdadeiro iniciado forçará alguém que não está suficientemente maduro a aceitar a sua verdade, pois a pessoa em questão só passaria a encará-la de seu próprio ponto de vista. É por isso que seria inútil conversar sobre as verdades supremas com os não-iniciados, a menos que se tratem de pessoas que desejam muito conhecê-las, a que portanto estão começando a amadurecer para elas. Todo o resto seria profanação, a incorreto do ponto de vista mágico. Lembrem-se das palavras do grande mestre do cristianismo: "Não joguem pérolas aos porcos!"
À verdade pertence também a distinção correta entre a capacidade, o conhecimento e a sabedoria. Em todos os campos da existência humana o conhecimento depende da maturidade, da capacidade de assimilação da memória, da razão a da inteligência, sem considerar se esse conhecimento foi enriquecido através da leitura, da comunicação ou de outro tipo qualquer de experiência.
Entre conhecimento a sabedoria existe uma diferença imensa, e é muito mais fácil obter conhecimento do que sabedoria. A sabedoria não depende nem um pouco do conhecimento, apesar de ambos serem, numa certa medida, até idênticos. A fonte da sabedoria está em Deus, a portanto no princípio das coisas primordiais (no Akasha), em todos os planos do mundo material denso, do astral a do mental.
Portanto, a sabedoria não depende da razão e da memória, ma;; da maturidade, da pureza a da perfeição da personalidade de cada um. Poderíamos também considerar a sabedoria como uma condição da evolução do "eu". Em função disso a cognição chega a nós não só através da razão, mas principalmente através da intuição ou da inspiração. O grau de sabedoria determina portanto o grau de evolução da pessoa. Mas com isso não queremos dizer que se deve menosprezar o conhecimento; muito pelo contrário, o conhecimento e a sabedoria devem andar de mãos dadas. Por isso o iniciado deverá esforçar-se em evoluir, tanto no seu conhecimento quanto na sabedoria, pois nenhum dos dois deve ser negligenciado nesse processo.
Se o conhecimento e a sabedoria andarem lado a lado no processo de evolução, então o iniciado terá a possibilidade de compreender, reconhecer a utilizar algumas leis do micro a do macrocosmo, não só do ponto de vista da sabedoria, mas também em seu aspecto intelectual, portanto dos dois pólos.
Já tomamos conhecimento de uma dentre muitas dessas leis, a primeira chave principal, ou seja, o mistério do Tetragrammaton ou do magneto quadripolar, em todos os planos. Como se trata de uma chave universal, ele pode ser empregado na solução de todos os problemas, em todas as leis a verdades, em tudo enfim, sob o pressuposto de que o iniciado saberá usá-lo corretamente. Com o passar do tempo, à medida em que ele for evoluindo a se aperfeiçoando na ciência hermética, ele passará a conhecer outros aspectos dessa chave e a assimilá-los como leis imutáveis. Ele não terá que tatear na escuridão a no desconhecido, mas terá uma luz em suas mãos com a qual poderá romper todas as trevas da ignorância.
Esta breve descrição deve ser suficiente para que o futuro iniciado saiba como se posicionar diante do problema da verdade.



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