Parasitos Internos



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Parasitos Internos
Introdução

Os principais parasitos internos nos bovinos são:



  • Vermes redondos ou nematóides gastrintestinais e pulmonares, encontrados no abomaso, no intestino delgado, no intestino grosso e no trato respiratório

  • Vermes chatos (cestóides), encontrados no intestino delgado

  • Vermes foliares (trematódeos), encontrados no fígado (dutos biliares) 

Etiologia

Os agentes etiológicos causadores do parasitismo interno dos bovinos estão localizados nos seguintes órgãos:



  • Estômago (Abomaso):

    • Haemonchus contortus

    • Haemonchus placei (77% presentes na região Centro-Oeste)

    • Haemonchus similis (80% presentes na região Norte)

    • Ostertagia ostertagi (inclusive larvas hipobióticas - inibidas)

    • Ostertagia lyrata

    • Trichostrongylus axei

  • Intestino Delgado:

    • Trichostrongylus colubriformis

    • Cooperia oncophora

    • Cooperia punctata

    • Cooperia pectinata

    • Bunostomum phlebotomum

    • Nematodirus filicollis

    • Strongyloides papillosus

    • Neoascaris vitulorum

    • Moniezia benedeni

  • Intestino Grosso:

    • Oesophagostomum radiatum

    • Trichuris spp

  • Pulmões:

    • Dictyocaulus viviparus

  • Fígado:

    • Fasciola hepatica

Nematóides redondos gastrintestinais e pulmonares  

Os nematóides redondos gastrintestinais e pulmonares são parasitos que se alimentam de sangue (hematófagos), fluidos tissulares (restos de tecidos) e de nutrientes fornecidos através dos alimentos.

As lesões causadas pelo parasitismo dos vermes gastrintestinais adultos, podem evoluir para um processo inflamatório agudo/crônico, acompanhado de uma eosinofilia, formação de úlceras e nódulos, podendo interferir na absorção de alimentos, pela destruição que exercem das células produtoras de suco gástrico e outras células no aparelho gastrintestinal dos bovinos.

Uma das mais importantes parasitoses por vermes redondos gastrintestinais é a hemoncose, causada pelo Haemonchus spp.

Por serem hematófagos, são parasitos de grande patogenicidade, podendo levar o animal à morte por anemia.

O Trichostrongylus axei é um parasito pequeno porém em infestações maciças pode causar muitos danos no abomaso, onde são encontrados em úlceras na mucosa.

No Brasil vários casos de diarréias causadas por infecções maciças de Trichostrongylus axei já foram relatados em vacas de corte.

Parasitos do gênero Cooperia spp são muito comuns, porém somente infecções maciças levam à alterações graves, como alteração do quadro hematológico, em que dependendo do nível de infestação levam à perda de 25 a 30% do volume total dos eritrócitos circulantes, principalmente nos animais jovens.

Os animais adultos, por terem uma maior atividade do sistema hematopoiético, podem compensar a perda de sangue, causada pelo parasitismo.

Presentes no duodeno, produzem um processo inflamatório catarral com exsudato fibro-necrótico, com espessamento da mucosa do intestino.

O gênero Bunostomum tem uma patogenia semelhante à causada pelo Haemonchus spp, causando hemorragias e anemias se presentes em altas infecções. Acredita-se que este gênero comum em regiões quentes, faça a hipobiose.

O Oesophagostomum spp também é um parasito de grande incidência, sendo encontrado em todas as regiões do Brasil.

A sua principal patogenia é causada pela presença de suas larvas na mucosa intestinal, formando grande quantidade de nódulos.

A formação de nódulos na serosa do intestino grosso interferem na absorção de nutrientes, proporcionando uma reação inflamatória contendo pequenos grânulos parasitários, que se transformam em nódulos encapsulados, formados por fibroblastos, contendo no seu interior as larvas do Oesophagostomum spp.

Nas infestações por Strongyloides papillosus, a doença em adultos pode ser assintomática, porém quando acomete bezerros a partir dos 15 dias de idade causa uma enterite de grande gravidade, que se não for tratada nas primeiras semanas, predispõe os animais à infecções secundárias que podem levá-los à morte.

As infestações vão diminuindo à medida que os animais vão se desenvolvendo, desaparecendo quando se aproximam dos 120 dias e nos locais onde ocorrem as invasões das larvas, pode ocorrer uma dermatite transitória com eritema e um prurido intenso.

Nos pulmões, as larvas migratórias do Strongyloides papillosus, causam uma inflamação leve que pode evoluir para grave, destróem os capilares pulmonares e penetram nos alvéolos, provocando uma broncopneumonia, pela invasão de microorganismos Gram + e Gram -, aparecendo ainda edema, irritação e inflamação, formação de exsudato, enfisema pulmonar e obstrução de vasos sanguíneos.

Na infecção causada por Ostertagia spp, os efeitos patogênicos causados pela presença das larvas inibidas do parasito é de grande importância, pois ao ocuparem uma glândula abomasal, causam uma redução funcional desta glândula.

O fenômeno da hipobiose e a patogenia estão relacionados com o fato da retomada do desenvolvimento de milhares de larvas de 3º estágio de Ostertagia spp, que se encontram inibidas na mucosa do abomaso por vários meses, sendo muito comum nas regiões do Sul do Brasil.

A formação de nódulos pela presença da Ostertagia spp e o crescimento das larvas inibidas levam à compressão das glândulas, determinando uma diminuição da produção de ácido clorídrico, pela substituição de células não produtoras de ácido, destruindo as estruturas celulares das glândulas secretoras de pepsinogênio e ácido clorídrico.

Ao abandonarem os nódulos para voltarem à luz intestinal, ocorre uma grande destruição de células gástricas acentuando a deficiência de ácido clorídrico com elevação do pH do abomaso que se situa entre 2 e 3 para 7, interferindo assim diretamente na digestão péptica, em virtude da diminuição da atividade de pepsina, que é inibida em ambiente de pH acima de 4,5.

Com a elevação do pH acima de 7, o meio alcalino predispõe ao desenvolvimento de bactérias anaeróbias que se exarcebam e desencadeam o processo diarréico.

A redução na acidez do fluido do estômago (Abomaso) e a elevação do pH, incapacitam-no de ativar pepsinogênio em pepsina e, portanto, desnaturar as proteínas.

Pode ocorrer também a queda do efeito bacteriostático exercido pelo pH ácido nesse órgão.

Quando as larvas inibidas de Ostertagia spp que estavam em hipobiose reiniciam o seu desenvolvimento, voltando à luz intestinal, aparece um quadro de diarréia característico.

A presença do Dictyocaulus viviparus nos pulmões determina uma irritação do epitélio das vias aéreas superiores, estimulando a produção de exsudato rico em eosinófilos, que levam ao bloqueio dos pequenos brônquios e bronquíolos, resultando em um processo de atelectasia dos alvéolos, principalmente na extremidade deste órgão.

A Dictiocaulose pode levar a sérias complicações pulmonares, como edema pulmonar, enfisema compensatório e bronquiectasia.

Invasões bacterianas secundárias podem acontecer levando a uma broncopneumonia verminótica, de caráter agudo, que pode levar o animal à morte.

Ovos de Dictyocaulus viviparus podem ser aspirados para o parênquima pulmonar, provocando o aparecimento de células de defesa, desencadeada pela presença de um processo inflamatório, produzindo uma acentuada consolidação dos lóbulos pulmonares.

Macroscopicamente, os principais efeitos patogênicos causados pelas formas adultas e jovens dos nematóides gastrintestinais e pulmonares, são os seguintes:



  • Irritação da mucosa intestinal causando espessamento

  • Formação de nódulos, pelas larvas hipobióticas

  • Competicão nutricional, exercida pelos parasitos adultos, que se alimentam dos conteúdos intestinais

  • Competição nutricional, exercida pelas larvas imaturas, que se alimentam na mucosa gastrintestinal

  • Formação de úlceras e tumores na parede do estômago e intestinos

  • Abertura para invasões bacterianas secundárias

Tênias   

A tênia mais comum dos bovinos é a Moniezia benedeni.

São parasitos comensais, que se alimentam de fluidos intestinais, não causando grandes prejuízos, a não ser, quando se tem uma infestação muito alta, podendo haver uma obstrução intestinal, dando como consequência cólicas e até a morte de animais jovens.

Existem relatos de distúrbios metabólicos ligados às vitaminas do complexo B.

A patogenia causada pelos vermes chatos é um dos temas mais discutidos entre os especialistas que trabalham com endoparasitoses.

A maioria dos estudos efetuados demonstraram que as tênias (M. benedeni) não são patogênicas, em que os animais infectados na maioria das vezes apresentam um aumento do apetite, o que pode ser atribuído pela competição nutricional que ocorre entre o parasito e o hospedeiro.

Muitas das vezes em infecções mistas quando na realização de um diagnóstico, a patogenia encontrada pode ser atribuída às tênias por serem maior e de fácil visualização.

Animais jovens com infestações maciças de M. benedeni podem apresentar quadros de enterotoxemias.

Estudos e achados post-mortem nos abates ocorridos sob inspeção federal do Ministério da Agricultura, têm encontrado um índice significativo de cisticercose bovina, forma larval da Taenia saginata, conhecida no homem como "solitária", pois se encontra, na maioria das vezes, apenas um exemplar adulto parasitando à luz intestinal do homem.

Esta tênia tem dois hospedeiros diferentes, sendo o homem o seu hospedeiro definitivo e o bovino o seu hospedeiro intermediário.



Vermes Foliares   

A Fasciola hepatica, cuja doença é denominada de fasciolose, também conhecida por baratinha do fígado ou saguaipé, é uma das grandes responsáveis pela condenação de fígados nos abatedouros.

A patogenia da fasciolose está íntimamente ligada com a presença do trematódeo no fígado, com as formas jovens, com idade de 1 a 4 semanas, produzindo fasciolose aguda, as formas jovens com idade de 4-8 semanas produzindo a fasciolose subaguda e a forma adulta, com idade superior a 8 semanas, produzindo fasciolose crônica.

Na forma aguda ocorre a invasão do fígado por grandes quantidades de formas jovens do parasito, onde ocasionam destruição do parênquima hepático, lnsuficiência hepática e hemorragias na cavidade peritonial.

Na forma crônica, a doença se desenvolve mais lentamente, com a presença dos parasitos adultos nos dutos biliares. Ocorre uma combinação de colangite, obstrução dos dutos biliares com fibrose hepática, pela destruição do tecido hepático e posterior liberação de uma toxina hemolítica produzida pelo trematódeo.

Em 0ut/1993, Alfeu Antonio Beck, publicou na Revista A Hora Veterinária, uma revisão bibliográfica sobre a Fasciolose, onde encontram-se dados interessantes sobre esta parasitose.

É uma doença originária da Europa e sua distribuição por um País tropical como o Brasil foi facilitada pelas condições climáticas aqui encontradas, como áreas alagadiças e pantanosas, propriedades com numerosos córregos e áreas imensas inundadas por cheias de rios ou riachos, portanto é uma doença cujo desenvolvimento e aparecimento de surtos está diretamente correlacionado com fatores climáticos, como temperatura, umidade, disponibilidade de água e a presença de hospedeiros intermediários, moluscos semi-aquáticos do gênero Lymnea.

Atualmente é uma doença reconhecidamente como causadora de significativos prejuízos para a pecuária nacional, como retardo de desenvolvimento e crescimento, redução da produção de carne e leite, interferência na fertilidade, aumento das taxas de morbilidade e mortalidade.

Embora a Fasciolose esteja associada à áreas restritas nos estados do Sul e Vale do Paraíba, focos da doença já aparecem no Estado do Rio, Minas Gerais e outros estados onde bovinos são criados extensivamente e em áreas alagadiças, inclusive até com diagnóstico no homem, sendo que a sua distribuição já pode ser considerada cosmopolita.

Ciclo Evolutivo

O ciclo evolutivo dos vermes redondos gastrintestinais e pulmonares são muito parecidos, porém com algumas diferenças básicas que são importantes na sua epidemiologia.

Existem diversos fatores que favorecem ou desfavorecem o aparecimento das verminoses gastrintestinais e pulmonares, dentre eles os fatores físicos, tais como:


  • Clima



    • Chuva

    • Umidade relativa do ar

    • Temperatura

  • Evapo-transpiração

  • Radiação solar

  • Umidade e temperatura do solo

O helminto passa por várias fases de desenvolvimento, do ovo até a sua eclosão e da liberação das larvas até a forma adulta do parasito, sofrendo várias mudas ou ecdises.

Se a temperatura e a umidade relativa do ar estão favoráveis, os ovos que são iliminados juntamente com as fezes na fase de mórula, contendo de 8 a 16 células eclodem e liberam as larvas de 1º estágio ou L1, que passam por 2 mudas, a L2 e a L3, que é a larva infectante.

Os estágios de L1 e L2 se alimentam de bactérias e fungos existentes nas fezes e no solo, onde sofrem as mudas.

O período que vai desde a ingestão da larva infectante até a fase adulta, em que esta fêmea começa a liberar ovos ou larvas, é chamada de período pré-patente.

O ciclo de vida de desenvolvimento dos helmintos é dividida em "Fase de Vida Livre", que vai de ovo a larva infectante ( L3) e Fase Parasitária, de larva infectante ( L3) até a forma adulta.

Os estágios de L3 se mantêm protegidos do meio ambiente pela cutícula que ficou retida quando mudaram do 2º para o 3º estágio, não se alimentam e se mantêm vivas pelas reservas energéticas, normalmente lipídicas, que acumularam durante os dois primeiros estágios.

A cutícula retida, da à larva infectante uma proteção contra as adversidades externas.

O período pré-patente ou pré-parasitária nos nematóides gastrintestinais e pulmonares, que se inicia com a eliminação de ovos ou larvas nas pastagens junto com as fezes, duram em média de 5 a 7 dias.

O período patente dos nematóides gastrintestinais e pulmonares, isto é, o período que um parasito pode viver parasitando um bovino, varia de 10 a 15 meses, dependendo de vários fatores, como imunidade, idade do animal, sensibilidade etc..

A fase de vida parasitária, que se inicia após a ingestão das larvas infectantes dura, em média de 18 à 28 dias, dependendo das espécies de helmintos.

Isto quer dizer que em cada 40 dias temos em média uma geração de vermes, ou seja 9 a 10 gerações anuais dependendo do clima, estando os parasitos presentes durante todo o ano, com um aumento de infestações no final de verão e início de outono.

O clima é o principal fator para a manutenção e sobrevivência das larvas no meio ambiente, sendo que temperaturas entre 18 a 28 graus e umidade relativa do ar acima de 60%, favorecem o desenvolvimento de formas de vida livre.

Em temperaturas muito altas as larvas se tornam superativas, esgotando as suas reservas energéticas e em temperaturas muito baixas, as larvas se tornam menos ativas, mais lentas, tendo o seu metabolismo reduzido.

As larvas dos helmintos nas pastagens nativas ou cultivadas, têm a sua sobrevivência e manutenção controladas pelas condições climáticas, com amplitude maior de contaminação no início dos períodos de maior precipitação (maior disponibilidade de água) e menor contaminação nos períodos de baixa precipitação pluviométrica (menor disponibilidade de água).

Portanto, se as condiçoes são favoráveis,elas permanecem viáveis por todo o ano, em que a translação (movimentação ou transferência) das larvas, podem ser controladas, como por exemplo no período seco onde ela é menos rápida e durante o período chuvoso, onde a translação é mais rápida.

Larvas podem permanecer durante meses nos bolos fecais, que são depositados no início do período seco e que se encontram espalhados nas pastagens (cerca de 6 meses ou mais).

Estes bolos fecais são excelentes fonte de L3 (larvas infectantes) e quando liberadas da massa fecal, essas larvas infectantes podem sobreviver até dois meses na vegetação.

Hipobiose ou Desenvolvimento Larval Inibido

É o período em que as larvas de 4 º estágio dos nematóides, têm o seu desenvolvimento interrompido ou inibido no trato gastrintestinal dos animais, no qual as larvas infectantes após ingeridas pelo hospedeiro, se deslocam para o seu local de parasitismo penetrando na mucosa do tubo digestivo, onde se alimentam de células descamadas e fluidos tissulares, dando início a uma fase chamada de histotrófica ou tecidual.

É um fenômeno que ocorre numa pequena proporção de espécies de vermes, sendo que algumas têm alta tendência para se inibirem, como a Ostertagia ostertagi.

A presença de grandes quantidades de larvas de um mesmo estágio no trato gastrintestinal de um animal, em uma época não favorável para obtenção de uma infecção, caracteriza a hipobiose.

O ambiente tem influência direta no desenvolvimento do processo de inibição que ocorre dentro do trato gastrintestinal, em que a hipobiose se caracteriza pela localização das larvas de 4 º estágio na submucosa do estômago e intestino dos animais, onde permanecem em processo de hibernação.

Sempre que as condições externas são desfavoráveis, portanto nos períodos frios e secos (Junho, Julho) e nos períodos quentes (Janeiro, Fevereiro), o número de larvas inibidas é significativamente maior.

Coincidentemente, quando as condições externas de temperatura e umidade, são favoráveis para a sobrevivência dos parasitas, como por exemplo no início da primavera, voltam à luz do estômago e intestino, onde completam a sua maturação sexual e ovipositam grandes quantidades de ovos.

Com isto, determinam o aumento da quantidade de larvas infectantes nas pastagens, provocando grandes surtos de verminoses, levando a um processo de diarréia nos animais, que pode confundir com a diarréia causada por broto de capim.

Ainda não se conhece o mecanismo que faz com que as larvas inibidas deixem a submucosa para se desenvolverem para formas adultas.

Acredita-se que este processo seja determinado por uma alteração no organismo do animal, causando mudanças fisiológicas internas, desencadeando todo o processo.

É como se o animal mandasse um aviso para as larvas; saiam que o ambiente lá fora está favorável para o crescimento e manutenção de sua família.

O processo de inibição pode também ser desenvolvido como resultado de uma imunidade adquirida, como também em situações de faixa etária dos animais, sendo importantes num processo de epidemiologia.

Neste processo de inibição deve-se considerar como importante, a sua maturação em ocasiões do ciclo de reprodução dos animais, como nas proximidades do parto ou no próprio parto.

A hipobiose sob o ponto de vista epidemiológico, tem muita importância, por dois motivos: primeiro, assegura a sobrevivência dos parasitos quando as condições externas à ela são desfavoráveis e segundo, aumenta a contaminação das pastagens por larvas infectantes.

Resumindo, a hipobiose proporciona um reservatório de infecções inaparentes de larvas, que podem ou não, complicar um tratamento com anti-helmíntico e interferir nos resultados dos programas de controle.

Aumento Pós-Puerperal

E ste fenômeno é conhecido como Aumento Peripuerperal (APP), que ocorre no período que antecede o parto e no período pós-parto, havendo um aumento na eliminação de ovos nas fezes, o que é demonstrado quando na realização do OPG.

Estudos desenvolvidos em ovinos para descoberta das causas deste fenômeno , demonstraram que sua etiologia pode ser resultado de uma queda temporária da imunidade associada à alterações nos níveis circulantes do hormônio da lactação, a prolactina.

Parece haver uma relação entre a queda da imunidade, parasitismo e aumento da produção de prolactina, em que o parasitismo aumenta quando o nível de prolactina está alto.

Isto quer dizer que, uma vaca de alta produção, no seu pico de produção leiteira, sem apresentar uma sintomatologia clínica de uma infestação por verminose, está mais sensível aos efeitos patogênicos de uma verminose, do que uma vaca fora deste pico, ocorrendo uma queda na produção de leite, que não é percebida pelo criador.

As causas principais do Aumento Pós-Puerperal, são os seguintes:



  • Em função da queda de imunidade do hospedeiro, ocorre uma maturação de larvas inibidas

  • Há um aumento das infecções adquiridas nos pastos e uma redução na renovação dos vermes adultos, ocorrendo assim um aumento na população de vermes no trato gastrintestinal, com aumento da patogenia

  • Os vermes adultos aumentam a sua capacidade reprodutiva, aumentando a sua fecundidade e consequentemente aumentando o nível de infestação das pastagens. 

Sintomas

Os efeitos do parasitismo gastrintestinal e pulmonar dos bovinos de corte é variável, em que fatores como idade, grau de resistência e nutrição, são fundamentais para determinação do grau de morbidade e mortalidade dos animais infectados.

Os sintomas das verminoses gastrintestinais podem ser divididos em duas fases: Fase aguda e fase crônica.

Na fase aguda temos uma anemia moderada, gastroenterite catarral, desidratação, retardo de desenvolvimento e crescimento, diarréia líquida ou pastosa e pêlos arrepiados e sem brilho.

Na fase crônica, período mais avançado dos sintomas, observa-se debilidade orgânica geral, edema submandibular e nas partes baixas (sinal de uma infestação por Haemonchus spp), diminuição significativa na produção de leite e carne, emagrecimento, anemia acentuada e morte.

As diarréias podem aparecer ou não em verminoses crônicas.

Nas infecções por Strongyloides papillosus nos animais jovens pode ocorrer uma dermatite transitória com eritema e intenso prurido, que são fácilmente reconhecidas, quando afastamos os pelos do abomen e os animais adultos apresentam os mesmos sintomas na região das patas.

Nas fases de migração das larvas quando na passagem por órgãos e tecidos, podem ocorrer processos inflamatórios edematosos, que podem evoluir para uma gastroenterite hemorrágica.

Nas verminoses pulmonares aparecem acessos de tosse, dispnéia e nos casos crônicos corrimento nasal, muco purulento persistente, incoordenação motora e caquexia.

A presença das verminoses pulmonares leva a uma redução da imunidade do animal que fica suscetível à infecções secundárias causadas por bactérias, vírus, micoplasmas e outros microorganismos, que levam este animal pela debilidade orgânica existente, aapresentar quadros de pneumonias, gastroenterites e infecções generalizadas.

Nas tênias os sinais e sintomas principais são aumento do apetite, pela competição exercida entre o parasitismo e o organismo animal e a presença de proglotes que são eliminados nas fezes.

Em animais jovens se houver uma infestação maciça, podem ocorrer diarréias causadas pela irritação da mucosa intestinal.

Não existem sintomas claros por cisticercose nos bovinos.

Na fasciolose, ao contrário de outras parasitoses, a apresentação dos sintomas é de forma pouco aparente, sendo que 5% dos casos encontrados se manifestam de maneira clara e visível, em que a exteriorização dos seus efeitos se dá a longo prazo, de forma muito lenta.

O enfraquecimento dos animais, pelas lesões hepáticas, os tornam vulneráveis a outras enfermidades, que normalmente não os afetariam, porém com a presença da fasciolose, o animal que estará debilitado orgânicamente, morrerá pela exacerbação ou aparecimento de outra doença que pode ser de origem virótica, bacteriana ou até verminótica.

Na fasciolose aguda, aparece uma emaciação rápida e alta mortalidade.

Na fasciolose crônica, dependendo do grau de infecção, poderá ocorrer anemia, inapetência, sinais de desnutrição, edema submandibular e anorexia. Mesmo após tratamento, com Fasciolicidas, o fígado lesado dos animais não apresenta recuperação.

Portanto, a sintomatologia clássica de uma infecção verminótica, tem os seguintes sinais:



  • Inapetência

  • Anorexia

  • Anemia

  • Fezes líquidas ou pastosas, negras ou amarronzadas

  • Pelos secos, arrepiados e sem brilho

  • Vassoura da cauda quebradiça

  • Emagrecimento progressivo

  • Tosse

  • Corrimento nasal muco-purulento

  • Edema submandibular

  • Abdomen distendido

Diagnóstico

Em geral é realizado:



  • Por um diagnóstico clínico, pela observação dos sintomas clínicos apresentados

  • Por diagnóstico laboratorial, através de exames coproparasitológicos

  • Pela necrópsia

Diagnóstico Clínico

É realizado pela observação dos sinais e sintomas clínicos apresentados pelo animal parasitado.

Como suporte para confirmação de um diagnóstico clínico, pode-se recorrer a um exame coprológico do animal e se houver morte, efetuar a necrópsia.

Diagnóstico Coproparasitológico

É realizado mediante a presença de ovos, larvas e proglotes nas fezes, de acordo com o grupo de parasitos envolvidos, sendo identificados pelas técnicas de sedimentação simples e MacMaster, ou seja:



  • Para os vermes redondos gastrintestinais, pela presença de ovos

  • Para os vermes redondos pulmonares, pela presença de larvas de 1º estágio

  • Para os vermes chatos (tênias), pela presença de proglotes e ovos

  • Para os vermes foliares (trematódeos), pela presença dos ovos das fasciolas com forma, tamanho e coloração características

Para que o exame coproparasitológico transcorra da melhor maneira possível, sem que haja qualquer interferência no exame que será realizado, alguns cuidados e técnicas de manejo deverão ser tomados, como:

  • Manuseio e Colheita das Fezes

  • Remessa do Material Coletado

  • Colheita e Fixação dos Helmintos

  • Técnicas Coproparasitológicas

  • Interpretação de OPG de nematódeos gastrintestinais 

Diagnóstico por Necrópsia

A necrópsia sempre que possível deve ser utilizada como complemento de um diagnóstico preciso de uma infestação verminótica, associando-se os achados de necrópsia com o diagnóstico clínico, os resultados obtidos no OPG e com a Coprocultura, para que possam ser tomadas medidas corretas de controle com medicamentos e profilaxia.

Os achados de necrópsia são importantes para


  • Revelar a quantidade e as espécies de parasitos presentes na infecção

  • Revelar as principais lesões e sinais como:

    • Enterite catarral

    • Úlceras

    • Nódulos

    • Espessamento de mucosa

    • Processos inflamatórios e edematosos de mucosa gastrointestinal

    • Pontos hemorrágicos

    • Hemorragias da mucosa gastrointestinal

    • Gastrite

    • Necrose de órgãos e tecidos gastrintestinais

    • Obstrução intestinal

    • Bronquites e bronquiolites

    • Erosão de mucosa gástrica

    • Marmorização dos lóbulos pulmonares

Profilaxia

Estudos epidemiológicos têm sido desenvolvidos para controle das helmintoses.

Em um estágio mais avançado já podemos trabalhar por região com identificação dos helmintos mais importantes e estudando a sua epizootiologia, a sintomatologia clínica e a sua dinâmica populacional, permitindo a utilização de esquemas de profilaxia.

A profilaxia tem como objetivo reduzir a contaminação das pastagens por larvas de helmintos e a carga parasitária de formas imaturas e adultas nos animais, levando-se em consideração os seguintes pontos:



TRATAMENTOS

  • Tático, curativo ou emergencial

  • Estratégico

Tático, Curativo ou Emergencial

É baseado em uma decisão de momento, quando os resultados elevados nos exames de fezes efetuados em um determinado lote de animais, levam a um surto de verminose, como por exemplo, em decorrência da concentração de grande número de animais nos piquetes ou ocasionalmente chuvas excessivas durante o período seco, como também quando da aquisição de animais de outras proprieadades.

Consiste no uso de anti-helminticos, sempre que houver sintomatologia clínica, mortalidade por verminose ou detecção de resultados elevados em termos de exames de fezes (OPG), realizados em um lote de animais.

É importante na escolha de um vermífugo, adotar como critério os seguintes pontos:



  • Ter uma eficácia superior a 95%

  • Ter excelente tolerância, não causando nenhuma reação sistêmica

  • Se for injetável não causar irritação ou lesões no local da aplicação

  • Ser utilizado em dose única

  • Ser atóxico, não deixando resíduos no leite e na carne, sem causar nenhum efeito colateral no homem e no animal, principalmente os efeitos carcinogênicos, embriotóxicos e teratogênicos

  • Ser Vermicida, larvicida e Ovicida

Quando o resultado do OPG (ovos por grama de fezes) em bovinos, alcançar números superiores a 500, recomenda-se o tratamento, com exceção para uma infecção por Haemonchus spp, que pode ser efetuado mesmo com resultados inferiores.

Portanto, o controle tático consiste das seguintes medidas:



  • Vermifugação dos animais, sempre que introduzir novos animais no rebanho procedente de outras propriedades, ou de pastagens distantes na mesma fazenda

  • Após vermifugados, manter os animais em uma quarentena de pelo menos 12 horas

  • O objetivo desta quarentena é evitar a eliminação de ovos nas pastagens, quando na utilização de produtos que não tenham ação ovicida, quando na transferência de bovinos infestados provenientes de propriedades com pastagens infestadas, para aquelas livres de parasitos ou até transferir parasitos de espécies diferentes não existentes em uma propriedade infestada para uma não infestada

  • Vermifugar as fêmeas antes da cobertura ou da inseminação artificial, durante o período da estação de monta

Estratégico

É baseado em estudos da epidemiologia na região a ser trabalhada, para conhecer a dinâmica populacional dos parasitos, tanto no hospedeiro e no meio ambiente, permitindo o uso de anti-helminticos em épocas menos favoráveis à sobrevivência e desenvolvimento das larvas dos helmintos.

Consiste em controlar o parasita no hospedeiro durante o período seco e controlar o parasitismo clínico durante o período chuvoso.

Portanto a recomendação de no mínimo dois tratamentos anuais, sendo um no final do outono (abril e maio) e outro no início da primavera (setembro), tem a finalidade de eliminar as infecções adquiridas durante o verão (período chuvoso) e no inverno (período seco).

Pode-se fazer uma terceira dosificação, no mês de julho, com a finalidade de eliminar os parasitos adultos que se encontram em hipobiose ou que foram adquiridos por uma infestação ocorrida no final do outono (maio) e início do inverno (junho).

Com este esquema a chance dos animais serem infectados após o tratamento é reduzida sistematicamente.

No Nordeste, o controle estratégico é um pouco diferente, e devido não ter as 4 estações do ano bem definidas, os tratamentos devem ser feitos no início do período seco (junho ou julho) e outro no final do período seco (novembro).

Podem ser feitos outros dois tratamentos, 60 dias após cada período, se o nível de infestação for alto, o que dependerá da precipitação pluviométrica na região.



Práticas de Manejo associadas à profilaxia

S ão medidas de controle que podem ser associadas ao uso de anti-helmínticos, com o objetivo de promover a descontaminação das pastagens, levando-se em consideração o tipo de exploração da propriedade. As medidas são:



Pastoreios mistos

Significa colocar numa mesma pastagem espécies diferentes de animais, pois acredita-se que a maioria dos vermes não são comuns a todos, com exceção do Trichostrongylus axei, que é comum a bovinos, ovinos, caprinos e equinos.

Com este manejo, espécies de helmintos que são ingeridos por um animal que não é suscetível a este, não se desenvolvem e não completam o seu ciclo, sendo destruídos no trato gastrintestinal do hospedeiro.

Pastoreio Alternado com animais jovens

Consiste na colocação de animais jovens após vermifugados, em uma pastagem descontaminada, que receberá posteriormente animais adultos, que são menos suscetíveis aos vermes gastrintestinais.

Portanto, os animais jovens,com baixa carga parasitária utilizaram pastagens antes dos animais adultos.

Lotação de pastagens:



  • Em um processo de superlotação de pastagens, a pressão de eliminação de fezes é muito grande, aumentado a quantidade de ovos e larvas nas pastagens

  • A taxa de lotação ideal para um bom controle de verminose é a de 1,4 unidade/animal por hectare, pois assim, em uma lotação adequada de pastos, as fezes ficam mais espalhadas, permitindo um pisoteio melhor, fazendo com que ovos e larvas fiquem mais espostos às condições climáticas e sofram uma maior dessecação por parte do sol

Descanso da pastagem

Diversas condições climáticas como alta ou baixa temperatura, umidade relativa do ar e inimigos naturais como fungos, leveduras, ácaros, coleópteros etc. são fatores limitantes para a sobrevivência de larvas infectantes nas pastagens.



Rotação de Pastagens

O uso do sistema de rotação das pastagens tem a vantagem de reduzir o nível de infecçção nos animais e a redução da contaminação ambiental, desde que feito com intervalos nunca inferiores àqueles que possam comprometer a qualidade do capim.

Por exemplo, em épocas de chuvas, o rodízio de pasto deve ser de no mínimo 40 dias e em outras épocas de no mínimo 35 dias, antes que o capim se torne muito fibroso.

Dados confirmam que a redução de infestação das larvas nas pastagens, pode ser reduzida em até 50 %.

Busca-se com este manejo a manutenção das pastagens livres de animais por um período de no mínimo 35 dias, fazendo com que os ovos e larvas presentes, morram por dessecação, (ação do frio ou calor), sabendo-se que 90% dos parasitos (ovos e larvas) estão presentes nas pastagens e somente 10% no animal.

Sabe-se que bolos fecais contendo ovos de helmintos, que são depositados nos pastos ao início do período seco, permanecem por 6 meses ou mais como fonte de contaminação por larvas de 3º estágio de helmintos.

Estas larvas ainda, ao serem liberadas do bolo fecal, sobrevivem até por 2 meses protegidas pela vegetação.

Este técnica de profilaxia tem uma outra vantagem de evitar o deslocamento de animais por longas distâncias nos períodos secos, que por ser uma época crítica, de pouca disponibilidade de pastagens, evita o manejo de animais enfraquecidos e ou sujeitos a doenças, para serem submetidos a tratamentos. 



Medidas Adicionais de Controle

S ão medidas importantes, que podem ser adotadas como apoio no controle das verminoses.

São elas:


  • Manter sempre limpa e desinfetada as instalações, utilizando-se desinfetantes pelo menos uma vez por semana, em estábulos leiteiros e de preferência efetuar duas caiações (pintar com tinta a cal) por ano

  • Construir esterqueiras na fazenda

  • Separar os animais quando possivel por faixa etária, pois os animais jovens são mais suscetíveis às verminoses do que os adultos

O sucesso na implantação de um programa profilático, depende do clima e de outras variáveis que devem ser consideradas, porém nada terá valor se não houver alimentação adequada, através do fornecimento de pastagens de boa qualidade e de sais minerais de boa procedência.

Sem nutrição, os animais estarão vulneráveis ao parasitismo, que aproveita a debilidade orgânica pela carência nutricional, para levá-los a uma alta morbidade e mortalidade.



Tratamento

A eliminação total dos helmintos gastrintestinais e pulmonares é praticamente impossível, devido à estreita relação existente entre o hospedeiro, o parasito e o meio ambiente.

O que se busca é a diminuição da carga parasitária no animal e no meio externo, pela adoção de tratamentos táticos e estratégicos, buscando uma minimização das perdas causadas pelo parasitismo.

Na escolha do anti-helmíntico utilizado nos programas de everminação, entra a assistência do Médico Veterinário, pois este profissional tem a certeza que, ao lançar mãos das melhores condições de controle das verminoses, como manejo e profilaxia, conseguirá obter o máximo de produtividade e lucratividade em um rebanho.

Um anti-helmíntico, por melhor que seja, tem os seus prós e contras. Tratando-se da escolha do mais adequado, é uma decisão técnica que exige conhecimento de epidemiologia e farmacologia.

Mesmo assim, por mais que se tenha conhecimento técnico, ainda resta a dúvida sobre qual medicamento é mais apropriado para se iniciar o tratamento anti-helmíntico.

Além disto, os detalhes da implantação de um programa de controle de verminose dependem ainda do conhecimento por parte do executor e das condições da propriedade que será trabalhada.

O Vermífugo ideal é aquele que deve ser eficaz contra os vermes redondos, chatos e foliares, combatendo todas as formas do desenvolvimento do parasito, como ovo, larvas, larvas inibidas e adultos.

O exame de OPG é uma boa opção para saber qual o momento exato de um tratamento anti-helmíntico, necessitando de uma adequada interpretação. Segue um exemplo:

Em animais de cria com OPG de 250 deHaemonchus spp, pode ser efetuada a recomendação de tratamento, enquanto num exame OPG de 500 ovos de Cooperia spp ainda pode se pensar numa vermifugação mais a frente.

Os anti-helmínticos utilizados no tratamento das verminoses gastrintestinais tem dois mecanismos de ação, ou seja:


  • Pelo rompimento dos processos de energia por parte dos vermes, esgotando suas reservas e matando-os por inanição

  • Expulsando-os, pela condição que leva o parasito a um estado de paralisação neuromuscular, sendo assim eliminado pelo hospedeiro

Em 1980, Prichard etal. classificaram os anti-helmínticos em



  • Grupo I - Os Benzimidazóis

  • Grupo II - Os Imidatiazóis e Pirimidinas

  • Grupo III - As Salicilanilidas e Substitutos Fenólicos

  • Grupo IV - Os Organofosforados

Na década de 70, apareceram as Lactonas Macrocíclicas, que revolucionaram o mercado antiparasitário, pois estas drogas possuem propriedades antiparasitárias diferenciadas, combatendo os principais ectoparasitos e endoparasitos dos animais domésticos, sendo então denominadas de endectocidas.

Com o aparecimento de focos de resistência, os endectocidas são a primeira opção no controle das ecto/endoparasitoses.

No controle da Fasciola hepatica algumas moléculas têm sido utilizadas, como por exemplo o Triclabendazole, pertencente ao grupo dos benzimidazóis. O triclabendazole é reconhecido como o mais efetivo fasciolicida, por possuir ação antiparasitária sobre os 3 estágios de desenvolvimento da Fasciola hepatica, ou seja, a forma imatura, jovem e adulta.

Solução Intervet

O uso estratégico de produtos anti-helmínticos em rebanhos de corte, em animais na fase de cria, recria e engorda, em programas integrados associados à práticas de manejo e profilaxia, irão auxiliar e muito na diminuição da contaminação das pastagens por larvas infestantes.

A diminuição da população de larvas infestantes de helmintos nas pastagens, irá refletir na melhora do crescimento e no desenvolvimento dos animais jovens, levando a um aumento do desfrute do rebanho, pela redução da perda produtiva determinada por verminoses gastrintestinais e pulmonares que acometem os ruminantes.

A INTERVET possui na sua linha de anti-helmínticos vários produtos para o controle dos principais nematóides redondos gastrintestinais e pulmonares dos bovinos de corte, tais como:



  • Endectocidas injetáveis de Longa Ação

    • IVOTAN® LA - à base de Ivermectina

    • AVOTAN® LA - à base de Abamectina

  • Endectocida de Uso POUR ON (sem Longa Ação)

    • AVOTAN® POUR ON - à base de Abamectina

  • Anti-helmínticos de uso oral

Os Endectocidas de Longa Ação da INTERVET, indicados para o controle das endoparasitoses, podem ser utilizados em programas de dosificações estratégicas ou táticas, de curto, médio e longo prazo nos animais de cria, recria e engorda.



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