Panorama da desertificaçÃo no estado do maranhão equipe de elaboraçÃO: Daniel Silva da Luz – Consultor Pesquisadoras: Rosangela Paixão Pinheiro



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Figura 11 - Aspectos da pilha de madeira nativa para comercialização de carvão na Fazenda Palmeira (SLC Agrícola)



Figura 12 - Queima de madeira nativa para produção de carvão na Fazenda Palmeira (SLC Agrícola)

7 CONSIDERAÇÕES FINAIS
A carência de documentos institucionais sobre clima, condições seca, semi-árido e desertificação, na região Leste do Estado do Maranhão, impõe enormes limitações e ate impossibilita um diagnóstico preciso sobre a questão mas mesmo com estas limitações é possível tecer as seguintes considerações:

- existe a necessidade de se criar uma estrutura institucional para estudar de modo criterioso as questões geológicas, geomorfológicas, pedológicas, climatológicas, as condições de sobrevivências em ambiente seco, ensinar e difundir conhecimentos ambientais para o desenvolvimento sustentável na região leste do Estado do Maranhão;

- existe a necessidade de estudos e ações interdisciplinares envolvendo as diferentes esferas governamentais;

- existe a necessidade de estabelecer políticas públicas ambientais e sócio-econômicas, diferenciadas para o leste maranhense;

- aspectos ambientais de natureza litológicas e geomorfológicas são fundamentais para compreender as situações climáticas, entretanto não tem sido estudados e considerados;

- as condições climáticas variam ao longo de um ano e tem relação com altimétria (localização das estações), esses aspectos devem ser considerados e

-os danos produzidos pela seca têm que ser considerados mesmo que o processo de desertificação não esteja caracterizado.

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1 Programa de Ação Nacional de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca.

2 Água Doce do Maranhão, Anapurus, Araioses, Barreirinhas, Barão do Grajaú, Belagua, Brejo, Buriti, Chapadinha, Humberto de Campos, Magalhães de Almeida, Mata Roma, Matões, Milagres do Maranhão, Morros, Parnarama, Paulino Neves, Primeira Cruz, Santa Quitéria do Maranhão, Santana do Maranhão, São Benedito do Rio Preto, São Bernardo, São Francisco do Maranhão, Timom, Tutóia, Urbano Santos.


3 Tais discussões se mostraram compatíveis, em parte ou no todo com os valores e características tipológicas climáticas apresentadas pelo IBGE (1984), Nimer (1989), Nimer e Brandão (1989).


4 Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, no capítulo 12 da Agenda 21 Global.


5 Segundo Nimer (1989), correspondem a sistemas do norte e de oeste respectivamente. A primeira atuando de maneira mais forte no verão (janeiro) até o outono (abril-maio), quando alcança posicionamento mais meridional e, a segunda ao longo de todo o verão.


6 De modo simplificado o período chuvoso ocorre de novembro a abril e o período seco de maio a outubro.

7 De acordo com Nimer&Brandão (1989).

8 De acordo com Nimer e Brandão (op.cit).

9 Segundo UEMA (2002), “quando predomina céu claro o que contribui para a maior incidência da radiação solar na superfície”.


10 Classificação Segundo IBGE (1984). No contexto, a UEMA (op.cit) classifica como: Subúmido – C2WAa – com moderada deficiência de água no inverno, megatérmico, com evapotranspiração potencial inferior a 48% em relação à evapotranspiração anual. E, subúmido seco – C1dAa – pouco ou nenhum excesso de água, megatérmico, com evapotranspiração potencial inferior a 48% em relação à evapotranspiração anual.


11 Formada ao longo das Eras Paleozóica Mesozóica (IBGE:1984).


12 Período Cretáceo (Era Mesozóica) e Terciário e Quaternário (Era Cenozóica).

13 Classificada pelo IBGE (1984) como Superfície Maranhense com Testemunhos.

14 Góes Filho et al. (1973) ao estudar esta região, diz que esta se encontra representada pela mistura das espécies da Floresta Decidual, Cerrado e Caatinga constituindo uma faixa de grande complexidade climática, devido à marcante diferença das floras que contatam e à aparente unidade geológica, com possíveis diferenças pedológicas. Neste cenário a vegetação de caatinga encontra-se condicionada a áreas com relevo irregular e mais baixo, deprimidas e rochas argilosas pouco permeáveis.


15 Conforme definiram Japiassu et al. (1973) e Veloso et al. (1973).

16 De acordo com Odum (1983).

17 Toda discussão sobre ocupação populacional está baseada em estudos do IBGE (1980) e BRASIL (1991: 93-94) – Ocupação da População e Sistema Viário.

18 Dados inferidos a partir do Censo Demográfico – 2000.


19 Os dados e características sobre a condição de vida da população está baseado em documentos como, Perfis Municipais e PAN-Brasil.


20 Os dados e características organizadas a partir de Perfis Municipais.


21 Situação discutida a partir de SUDENE. O Fenômeno das Secas. Disponível em http://www.suedene.gov.br. Acesso em 06 de outubro de 2005.

22 Prática que consiste em atrelar a grandes máquinas (tratores), extensas e fortes correstes, com objetivo de retirar toda a cobertura vegetal e usar a área em plantios de monoculturas agroindustriais.

23 o GT de Combate a Desertificação e a Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco realizou-se no dia 26.09.2003 em Teresina-PI um encontro de trabalho para estabelecer o protocolo de cooperação entre a CODEVASF e a ASA, da qual participaram o presidente da CODEVASF Francisco Guedes e o representante da ASA, João Otávio Malheiros da ASAMaranhão.

24 De acordo com Vasconcelos Sobrinho (1983).


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