Palestina e faixa de gaza



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PALESTINA E FAIXA DE GAZA



Palestina, região histórica cuja extensão passou por grandes variações desde a antiguidade, situa-se na costa oriental do mar Mediterrâneo, a sudoeste da Ásia. Atualmente, é dividida em grande parte entre Israel, os territórios independentes palestinos da Cisjordânia e da faixa de Gaza e a Jordânia.

Em geral, a região divide-se em quatro zonas paralelas. São elas, de oeste para leste: a planície costeira; as colinas e montanhas da Galiléia, Samaria e Judéia; o vale do Jordão, que separa a Cisjordânia da Transjordânia; e o planalto oriental. No extremo sul, encontra-se o deserto acidentado Neguev.

No III milênio a.C., os cananeus estabeleceram-se em diversas cidades-estados, uma das quais foi Jericó. Sua localização transformou a Palestina em ponto de encontro de influências religiosas e culturais procedentes do Egito, da Síria, da Mesopotâmia e da Ásia Menor. Foi também o campo de batalha natural das grandes potências da região e esteve sob o domínio dos impérios vizinhos, como o Egito.

A partir do século XIV a.C., quando o poder egípcio começou a declinar, apareceram os hebreus e os filisteus. Os israelitas, uma confederação de tribos hebréias, derrotaram os cananeus por volta do ano 1125 a.C. O Estado estabelecido pelos filisteus na costa meridional da Palestina foi derrotado por Davi, que estabeleceu um grande reino independente, que tinha Jerusalém como capital. Em 922 a.C., o reino foi dividido em dois: Israel, ao norte, e Judá, ao sul. Israel caiu diante a Assíria nos anos 722 e 721 a.C., e Judá foi conquistada pela Babilônia em 586 a.C.

Exilados, os judeus puderam manter a sua identidade nacional e religiosa. Ciro o Grande, da Pérsia, que conquistou a Babilônia em 539 a.C., permitiu que eles regressassem para a sua terra. Sob o domínio persa, desfrutaram de considerável autonomia. Reconstruíram as muralhas de Jerusalém e codificaram a lei mosaica, a Torá.

Alexandre o Grande, conquistou a região em 333 a.C. Tentou impor a cultura e religião helenísticas à população, mas os judeus rebelaram-se e organizaram um estado independente (141-63 a.C.), que perdurou até Pompeu conquistar a Palestina para Roma e transformá-la em uma província governada por judeus. Durante o reinado de Herodes, o Grande (37-4 a.C.), nasceu Jesus Cristo. Explodiram duas revoltas judias contra o domínio romano. Após a segunda, a dura repressão romana provocou a dispersão dos judeus.

A Judéia passou a chamar-se Palestina, que começou a receber uma atenção especial quando Constantino I legalizou o cristianismo em 313 d.C. Desde então, a Palestina, na qualidade de Terra Santa, transformou-se no centro das peregrinações cristãs. A maioria da população helenizou-se (ver Helenismo) e cristianizou-se.

Em 638 d.C., os muçulmanos conquistaram Jerusalém. A maior parte dos palestinos adotaram a cultura árabe e islâmica. A Palestina sofreu desordens e a dominação sucessiva dos selêucidas, dos fatímidas, dos cruzados europeus (ver Califado; Cruzadas) e dos mamelucos. Os turcos otomanos governaram de 1517 a 1917. No século XIX, as potências européias, em busca de matérias-primas e mercados, e movidas também por interesses estratégicos, voltaram-se para o Oriente Médio.

A intensificação do anti-semitismo estimulou os judeus europeus a buscar refúgio em sua terra prometida, a Palestina. Alguns dirigentes palestinos reagiram alarmados à imigração e tornaram-se opositores ferrenhos do sionismo. Os britânicos expulsaram os turcos da Palestina. As organizações sionistas começaram a considerar a formação de um Estado judeu em toda a Palestina. Essa atitude provocou o repúdio dos palestinos, temerosos de ser expropriados de seus territórios. A emigração aumentou bruscamente com a chegada do regime nazista à Alemanha.

A luta pela Palestina foi retomada em 1945. Em 1947, finalmente os britânicos transferiram o problema para as Nações Unidas. Os palestinos superavam os judeus em número, mas esses estavam melhor preparados. Os palestinos recusaram-se a aceitar o plano da ONU que estabelecia a divisão da zona em dois Estados, um árabe e outro judeu.

O Estado de Israel foi formado em 1948. Cinco exércitos árabes atacaram imediatamente, mas foram derrotados pelas forças israelenses, e o novo Estado aumentou o seu território. A Jordânia tomou a margem oeste do rio Jordão e o Egito ocupou a faixa de Gaza. A guerra provocou o exílio de 780.000 palestinos, que se espalharam pelos países vizinhos. Em 1967, durante a Guerra dos Seis Dias, Israel conquistou a Cisjordânia e a faixa de Gaza.

Em 1993, após décadas de conflitos violentos entre palestinos e israelenses, os seus dirigentes Yasser Arafat e Yitzhak Rabin firmaram o acordo de pacificação da região. O plano contemplava a autonomia da faixa de Gaza e Jericó. A administração palestina dessas áreas começou em maio de 1994. As atitudes intransigentes de extremistas judeus (por exemplo, assassinato de Yitzhak Rabin em 1995) e do grupo palestino Hamas põem em perigo os acordos do tratado de paz.



Faixa de Gaza, território palestino no sudoeste da Ásia. Limita-se ao sul com o Egito, a oeste com o mar Mediterrâneo e a leste e ao norte com Israel. Seu relevo é plano e arenoso, com solos de pouco férteis. A grande maioria dos habitantes são árabes palestinos. Cerca de 40% dos empregos estão em Israel e a agricultura não consegue sustentar a população.

 

As fronteiras, a segurança e os assuntos externos da área são administrados por Israel. Mas o dia-a-dia dos palestinos é dirigido pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que tem como presidente Yasser Arafat, sob a administração da Autoridade Nacional Palestina (ANP).



 

Antes da chegada dos filisteus no século XIII a.C., a cidade de Gaza serviu de residência para o governador egípcio de Canaã. As cidades e terras ao redor trocaram muitas vezes de mãos nos dois mil anos seguintes. Sob governo egípcio a partir de 1948, o território suportou a carga dos refugiados palestinos. Na Guerra dos Seis Dias, Israel conquistou a região.


Desde a eclosão do levante palestino (Intifada) em Gaza em 1987, as forças islâmicas vêm disputando o controle dessa região. Em 1994, a ANP assumiu o controle de Gaza segundo os termos do acordo entre Israel e a OLP. Mesmo assim, os grupos Hamas e Yihad Islâmica, que se opõem ao plano de paz, continuam tentando desestabilizar o território.

 

Sua superfície é de 360 km2 e sua população, segundo estimativas de 1995, é de 750.000 habitantes.



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