Os segredos das mulheres inteligentes steven carter



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OS SEGREDOS DAS MULHERES INTELIGENTES STEVEN CARTER & JULIA SOKOL

Autores de:

O que toda mulher inteligente deve saber

Aprenda a se valorizar e a evitar relacionamentos destrutivos
Se você é como a maioria das mulheres, deve viver criticando seu corpo, seu cabelo, sua pele, sua família, sua conta bancária, seu emprego... e não entende por que seus relacionamentos sempre dão errado.
A explicação está justamente nesse comportamento. Criticar-se por detalhes sem importância causa um enorme dano à sua autoestima. E, num círculo vicioso, quanto mais baixa está sua autoestima, mais você se deprecia.
Para ajudá-la a acabar de vez com esse problema e fazê-la ter consciência de seu valor, a famosa dupla de experts em comportamento feminino Steven Carter e Julia Sokol escreveu este verdadeiro manual de sobrevivência.
Aqui você vai aprender os segredos fundamentais das mulheres inteligentes e descobrir como romper com padrões de comportamento que a colocam para baixo. Dessa forma, será capaz de adotar atitudes positivas que vão dar uma guinada em sua vida.
Com uma linguagem divertida e repleto de exemplos bem-humorados, este livro traz dicas poderosas para todas as pessoas que têm alguma dificuldade de enxergar seu próprio valor, não importa em que área da vida.

STEVEN CARTER & JULIA SOKOL

Os segredos das mulheres inteligentes

Aprenda a se valorizar e a evitar relacionamentos destrutivos

SUMÁRIO

Introdução, 3

Segredo 1: Você é quem você pensa que é, 12

Segredo 2: Seus valores e objetivos não são negociáveis, 15

Segredo 3: Aceitar sua própria história torna você mais forte, 18

Segredo 4: A autoestima é algo que se constrói, não se compra, 22

Segredo 5: A autoestima nasce do autorrespeito, 24

Segredo 6: É inútil se criticar por problemas insignificantes, 27

Segredo 7: A verdadeira beleza começa com a autoaceitação, 29

Segredo 8: Quando se trata de sexo, você só deve fazer o que deseja, 32

Segredo 9: Proteger-se dos homens fortalece a autoestima, 40

Segredo 10: Limites claros protegem sua autoestima, 43

Segredo 11 :A construção da autoestima é um trabalho de equipe, 47

Segredo 12: Ser gentil com os outros ajuda a ser gentil consigo mesma, 51

INTRODUÇÃO


Quando se trata de amor, todos nós vamos cometer pelo menos alguns erros ao longo da vida. Isso já é esperado. Algumas mulheres, porém, têm um talento fora do comum para arruinar seus relacionamentos e escolher os parceiros errados. Por que isso acontece? Por que algumas mulheres fazem boas escolhas e tomam decisões acertadas sobre suas relações amorosas enquanto outras parecem não ter a menor ideia do que estão fazendo? Responder a essa pergunta é muito fácil: a mulher que tem mais sucesso no amor é aquela que possui uma autoestima elevada e enxerga a si mesma como um verdadeiro "troféu". Ela se gosta, se admira e demonstra isso em seu comportamento, aproximando-se de homens que sabem valorizá-la. Por outro lado, a que tem baixa autoestima tende a se envolver em relacionamentos nos quais aceita muito menos do que merece.

Aqui está algo que toda mulher inteligente precisa saber: aumentar sua autoestima pode transformar e melhorar muito sua vida amorosa. Essa mudança vai influenciar não apenas sua escolha de parceiros, como também o que você espera e aceita deles. Parece bastante simples, não é? Entretanto, toda mulher que já se sentiu tentada a criticar qualquer aspecto de si mesma — seja sua aparência, seu peso, seu endereço, seus laços familiares, seu nível de instrução, sua conta bancária, ou até mesmo suas ideias - sabe que a autoestima não é algo que se compra pronto.

Então, o que você precisa saber para dar uma guinada em sua vida amorosa? Que segredos se escondem por trás de uma autoestima forte e poderosa?
As mulheres inteligentes sabem que...

ter autoestima é fundamental.

Se você costuma se envolver com homens que não a tratam bem nem lhe fazem bem, é provável que precise resolver alguns problemas relacionados à sua autoestima.

Muitas mulheres se identificam de imediato com essa si­tuação. Elas sabem que não se dão o devido valor e estão can­sadas disso. Sentem-se prontas para melhorar a maneira como enxergam e tratam a si mesmas — o que já é um grande passo.

Por outro lado, algumas estão igualmente fartas de aceitar relacionamentos insatisfatórios, mas não acreditam que sua autoestima tenha algo a ver com isso. Elas dizem coisas como: "Gosto de mim mesma, mas atraio os parceiros erra­dos." Ou: "O problema não é o que eu penso sobre mim, mas o que Anthony pensa sobre mim." Ou ainda: "A questão não é a minha autoestima, e sim a dele; William precisa me­lhorar a maneira como vê a si mesmo para, então, ser capaz de apreciar uma mulher que se importa com ele." Nós compreendemos o porquê dessas reações, mas gostaríamos que você as deixasse de lado até aprender o significado da autoestima e descobrir de que maneira ela influencia seus relacionamentos.


O que é autoestima?
Se procurarmos a palavra estima em um dicionário, vere­mos que seu significado é respeito e admiração. Sendo assim, autoestima significa autorrespeito e autoaceitação. Uma mulher com autoestima elevada valoriza a pessoa preciosa que ela é. Por isso, tende a atrair bons parceiros e a evitar homens que façam mal a ela.

Já uma mulher com baixa autoestima parece ter um ímã interior que atrai sujeitos problemáticos; esse ímã conduz seu "navio sentimental" sempre para a direção errada. Quando ela gosta de um homem, presta mais atenção às necessidades dele do que às suas. E logo perde a capacidade de perceber quem ela é e o que deseja da vida. A baixa autoestima obscurece seu discernimento, tornando-a suscetível às falsas promessas dos aproveitadores de plantão. As mulheres vulneráveis evitam questionar as atitudes duvidosas dos homens com quem se envolvem. Até podem enxergar os sinais de alerta e pressentir o perigo, mas nem sempre agem de maneira a se proteger. Quando percebem indícios de problemas no relacionamento, em vez de se resguardar, preferem se convencer de que tudo não passa de uma falsa impressão. A baixa autoestima consegue transformar até a mulher mais independente em alguém que parece carente. E nem é preciso lembrar o poder que a carên­cia tem de afastar boas companhias.

A próxima questão é bastante óbvia: por que algumas mu­lheres têm tanta autoestima enquanto outras têm tão pouca?


Ninguém nasce com baixa autoestima
Problemas de autoaceitação são criados ao longo de nossa complexa história individual. A autoestima é produto do cres­cimento emocional e dos desafios que enfrentamos durante a vida — dos milhares de momentos e mensagens que vamos armazenando pelo caminho. Tudo tem início quando ainda somos crianças. Muitas dessas mensagens são bastante sutis: o sorriso de aprovação do pai, o olhar amoroso da mãe, uma repreensão, um ar de desprezo ou desinteresse. Outras são mais diretas: palavras de encorajamento e de incentivo, elo­gios, respostas ríspidas, indiferença, grosserias ou irritação. Cada mensagem e cada momento transmitem um universo de informações, criando e reforçando seu amor-próprio.

Reflita sobre isto: antes mesmo de ter idade suficiente para pronunciar suas primeiras palavras, você já havia formado muitas ideias a respeito de si mesma - se era uma pessoa boa ou má, bonita ou feia, brilhante ou tola. Mais importante ainda, já tinha começado a se convencer de sua posição como um ser desejado ou rejeitado, digno ou indigno de ser amado.

Em resumo, os primeiros anos de formação são decisivos. A maneira como seus pais e parentes próximos enxergavam você e uns aos outros, assim como a relação de sua família com a comunidade, é o que determina o grau de autoestima com que você dá seus primeiros passos. Mas, à medida que você ama­durece, passa por uma grande evolução emocional. O desen­volvimento do senso de valor interno é um processo que se es­tende pela infância e pela adolescência, continua durante os 20, os 30, os 40 anos e segue por toda a vida. Quando você começa a frequentar a escola e a sofrer a influência de pes­soas que não fazem parte de sua família, sua autoestima tam­bém passa a ser estimulada por professores, colegas, vizinhos e amigos — ou seja, por qualquer pessoa que atue em sua vida.

Imagine que você tenha uma professora extremamente amá­vel e solidária no jardim de infância, sempre pronta a esti­mular e elogiar suas atitudes. Todas as vezes que você pega um lápis de cor e uma folha de papel, cada vez que cantarola uma canção infantil, essa professora afirma que você é uma grande artista em desenvolvimento. Todas as vezes que você lê uma frase de um livro ou usa os dedos para contar até 10, ela praticamente aplaude em êxtase. Ao terminar o jardim de infância, você terá um sentimento muito positivo sobre si mesma, e o resultado será o florescimento de sua autoestima na escola. Você entrará no ensino fundamental com a expec­tativa de que se sairá muito bem. E se você tiver a experiên­cia oposta? Imagine que sua professora seja sempre crítica e exigente e aja como se nada do que você faz tivesse valor. Suponha que ela lhe diga que sua leitura é deficiente, que lhe falta talento para as artes, que você não é capaz de cantar uma única nota com afinação e que jamais, em toda a sua vida, estará apta a contar até 10. E claro que você não vai se sentir tão otimista quanto ao seu lugar neste mundo quando chegar ao ensino fundamental.

Uma educação cuidadosa por parte dos pais, combinada a uma série de boas experiências na escola e na comunidade, aumenta as chances de que você desenvolva uma visão segura de si mesma. Tomemos a história de Maria como exemplo. Maria teve uma mãe acolhedora e presente, que sempre fez o que pôde para ajudar a menina a crescer e a desenvolver suas potencialidades. A mãe a estimulava a pensar por si mesma e a desenvolver uma visão racional das próprias habilidades. O pai também era dedicado e caloroso. Quando a menina demons­trou interesse por música, ele sugeriu que fizesse aulas de piano; se ela tirava boas notas em matemática, ele comprava livros com exercícios mais avançados; depois que Maria mani­festou vontade de jogar tênis, ele passava horas ajudando-a a melhorar seu saque. Os pais também a estimulavam a cuidar da sua formação espiritual e faziam todo o possível para que a filha tivesse princípios e determinação. Eles a orientavam, mas confiavam nela para que tomasse decisões baseadas em seu instinto. Além disso, a família da menina sempre foi res­peitada e admirada na comunidade em que vivia, fazendo com que ela se sentisse imensamente segura e confortável em seu ambiente. Não é preciso dizer que Maria é uma garota de sorte por ter esses pais. Durante toda a sua vida, ela foi tratada como uma pessoa digna de respeito, admiração e aceitação. Portanto, não é nenhuma surpresa que, na idade adulta, seja assim que enxergue a si mesma.

A maioria de nós não tem a mesma sorte que Maria. Nossas histórias pessoais nem sempre são positivas e justas. Talvez sua mãe fosse amável e acolhedora, mas seu pai, distante e auste­ro. É possível que seus pais tenham se divorciado quando você era criança, deixando poucas, ou indesejáveis, lembranças de um deles ou de ambos. Talvez sua mãe tivesse problemas em relação ao próprio peso e ficasse obcecada com a aparência dos filhos. Ou, quem sabe, seus avós, tias ou tios fossem muito crí­ticos e depreciadores. Pode ser que você tenha passado por experiências desagradáveis com uma série de babás, parentes, professores e outros adultos que deveriam servir-lhe de modelo. Talvez seus pais tratassem você bem, mas vivessem às voltas com tantas dificuldades que acabaram por afetar a visão que você construiu de si mesma. Talvez seus familiares tenham enfrentado problemas financeiros ou emocionais que a leva­ram a se sentir diferente de seus colegas. É possível que um de seus pais abusasse de álcool ou drogas ou então tivesse algum hábito que a fizesse ser vista pelos outros com desconfiança, gerando constrangimento ou até mesmo vergonha. Tudo isso pode ter provocado efeitos desastrosos em sua autoestima.

Porém, por mais adversas que sejam as circunstâncias — con­siderando que a vida não é completamente negativa —, você também deve ter tido experiências que estimularam sua au­toestima e reforçaram seu amor-próprio. Você pode ter sido uma boa atleta ou uma aluna responsável. Talvez todos admi­rassem a sua beleza. Ou você sentisse orgulho de sua família e de tudo o que ela conquistou. Talvez as pessoas elogiassem seu sorriso doce, seu senso de humor, sua personalidade. Tudo isso faz uma grande diferença na maneira como você percebe a si mesma.
As mulheres inteligentes sabem que...

... nem sempre é possível se sentir bem em relação a todos os aspectos da vida.


Todos nós temos experiências positivas e negativas, e nossa autoestima tende a refletir essa combinação. Isso significa que sua visão de si mesma pode ser diferente, dependendo da circunstância. Lorena, por exemplo, considera-se boa amiga, ótima mãe e uma parceira carinhosa e romântica. Ela tem consciência de sua personalidade agradável e de seu senso de humor. Infelizmente, Lorena também acredita que suas per­nas são feias, que sua pele é oleosa demais, que seus quadris são gigantescos e seus seios, inexistentes. Quando está em casa, com sua família, ela se sente bem, mas se for a uma festa, à praia, ou mesmo ao supermercado, se incomoda com a pos­sibilidade de que as pessoas riam de seu corpo. A insegurança a respeito da própria aparência leva Lorena a se esquivar de muitos eventos sociais.

Tereza sabe que é bonita, inteligente e capaz. Ela possui diploma universitário e um bom emprego. No trabalho, é confiante e competente. Entretanto, quando é apresentada a um homem, nada disso parece ter importância. A família de Tereza não tinha dinheiro nem status, por isso ela se sente profundamente insegura quanto ao seu lugar no mundo. Quando vai a um evento social ligado ao trabalho, fica com a sensação de que não deveria estar ali. Ela acha que não sabe como se comportar nessas situações. Quando conhece um pos­sível pretendente, sua maior preocupação é o que vai revelar sobre as dificuldades que enfrentou no passado. Tereza tem a sensação de ser uma farsa.

Dina é a primeira a reconhecer que tem sérios problemas de autoestima. É uma mulher muito atraente e agradável, que todos adoram. Entretanto, ela jamais se sentiu importante.

Quando era criança, sua mãe tinha tendência a depreciar a maioria de suas escolhas. Parecia determinada a criticar seus amigos, suas roupas, seu peso. A mãe era incapaz de lhe ofere­cer qualquer tipo de orientação. E, para piorar, costumava com­parar Dina a outras meninas, ressaltando seus pontos fracos. Dina tem consciência de que possui uma péssima autoimagem e de que passa tempo demais preocupada com a própria apa­rência. Todos os seus relacionamentos foram com homens com sérios defeitos. Um não conseguia se manter no emprego, outro bebia demais e usava drogas, outro era casado. Dina está jun­tando dinheiro para fazer uma cirurgia plástica que acredita que irá mudar sua vida. Quando comenta sobre seus planos, ela diz: "Tenho tantos problemas que nem sei por onde começar." Mas, apesar de todas essas dificuldades, Dina é muito segura em cer­tas áreas. Ela se considera uma boa mãe para a filha adolescente, uma boa irmã mais velha e uma excelente amiga.

Em outras palavras, uma mulher pode se sentir bem em algumas esferas e, ao mesmo tempo, mal em outras. Esse é um ponto importante que deve ser sempre lembrado, pois a osci­lação entre confiança e vulnerabilidade é bastante complexa.
Como a baixa autoestima atrapalha os relacionamentos? Aqui estão algumas maneiras:
• As mulheres com baixa autoestima procuram parceiros que as façam se sentir bem consigo mesmas, pois são inca­pazes de conseguir isso sozinhas. Essa postura as deixa vulneráveis aos homens dissimulados, que sabem o que dizer para conquistar a atenção de uma mulher no início de um relacionamento.
Como não se aceitam verdadeiramente, essas mulheres cos­tumam se envolver com homens que também não as aceitam e que as depreciam, muitas vezes sem que elas percebam.
As mulheres que não se valorizam tendem a se contentar com sujeitos problemáticos. A lógica que seguem é: "Há tantas coisas erradas com o João que ele provavelmente não vai reclamar do meu peso, dos meus seios pequenos, da minha mãe bêbada, da minha conta zerada no banco, das marcas de acne no meu rosto", etc.
Pelo fato de estarem sempre se desculpando por suas "deficiências", elas não desenvolvem a habilidade de se relacionar com justiça e igualdade. Mais uma vez, seguem uma lógica tortuosa: "João não pode reclamar dos meus defeitos. Afinal de contas, eu tolero seu comportamento inaceitável e faço mais do que deveria para manter nosso relacionamento."
As mulheres com problemas de autoestima frequente­mente usam a própria insegurança como desculpa para evitar eventos sociais. Elas se escondem atrás de frases como: "Ninguém vai me achar bonita mesmo, então por que eu deveria tentar me arrumar?"
• Elas se sentem tão desvalorizadas que ficam gratas aos homens que aparecem em suas vidas - simplesmente por estarem com elas. Sem dúvida, esse tipo de atitude cria relacionamentos desiguais e insatisfatórios.
Alguma dessas afirmações lhe soa familiar? Então, chegou a hora de aprender os segredos das mulheres inteligentes.

As mulheres inteligentes sabem que...

Segredo 1: Você é quem você pensa que é
A sua autoestima depende da sua maneira de pensar em si mesma. Você pode ser a mulher mais encantadora e charmosa do mundo, mas, se tiver um crítico interno sempre fazendo com que se lembre de seus defeitos, vai se considerar uma pobre coitada. Todas nós já lemos biografias de mulheres lin­das e famosas que confessaram jamais terem se sentido segu­ras em relação à sua aparência ou ao seu talento. Elas nunca conseguiram relaxar e desfrutar a vida. Quando lemos relatos assim, achamos difícil acreditar, mas eles nos dão um bom exemplo de como a baixa autoestima cria problemas sem nenhum fundamento.

Sabemos que muitas das dificuldades que você teve na cons­trução de uma autoimagem saudável foram criadas ainda na infância ou então por circunstâncias que estavam fora do seu controle. Talvez as pessoas à sua volta não tenham conseguido ajudá-la a se sentir bem consigo mesma. Mas isso foi no pas­sado. Hoje você é uma mulher adulta e chegou a hora de assu­mir as rédeas de sua vida. Primeiro, é preciso reconhecer que seus pensamentos formam a base de sua autoestima. E se qui­ser aprender a se valorizar, você deve se enxergar como um ser único, digno e precioso. Em outras palavras, comece a pensar em si mesma de uma maneira diferente.




Comece aprendendo uma nova linguagem
Não é francês, nem alemão ou italiano. A língua a que nos referimos é o idioma do amor-próprio: a linguagem da autoes­tima. A forma como você fala consigo mesma reflete o que você pensa a seu respeito. Essa conversa interior é um elemento fundamental na construção (ou destruição) de uma autoimagem positiva. Isso significa que certas palavras e expressões precisam ser eli­minadas do seu vocabulário, enquanto inúmeras outras devem ser introduzidas. Cada vez que você se critica cruelmente, causa em sua autoestima o impacto de uma arma, ferindo-a grave­mente. Algumas dessas críticas incluem frases como: "Eu estou horrível", "Eu odeio, odeio o meu nariz", "Quem pode­ria se interessar por uma pessoa com estas coxas?", "Sou des­preparada demais para esse emprego", "Como sou imbecil!" e "Minha família me mata de vergonha, ninguém jamais vai me aceitar", "Nunca estou arrumada o suficiente". Sempre que se agride com uma frase dessas, você se desvaloriza ainda mais, o que só aumenta sua dificuldade de sentir-se verdadeiramente bem consigo mesma.

A linguagem da autoestima positiva tem expressões total­mente diferentes das citadas acima. Ela contém afirmações como: "Eu mereço isso", "Fiz um excelente trabalho!", "Estou tão orgulhosa de minhas conquistas!", "Sou uma pessoa extraor­dinária por ter superado uma infância tão difícil, qualquer um ficaria impressionado com a minha trajetória", "Fico muito bem com essa roupa", "Eu me sinto ótima". Você percebe a diferença entre essas duas linguagens? Mude a sua maneira de pensar em si mesma e aprenda a se valorizar.

Você deve estar imaginando: "Isso é tudo maravilhoso, mas afirmar que sou linda e magra não vai me fazer caber num jeans 38 se meu tamanho for 48." Isso é verdade, mas seus pensamentos são muito poderosos e, embora você não possa usá-los para mudar a cor de seus cabelos ou seu manequim, pode, sim, lançar mão deles para se manter em contato com o que realmente importa. Empregue sua força metal para des­viar a atenção de assuntos superficiais e enfocar os pontos positivos que a tornam uma pessoa maravilhosa. Você é única! Não há ninguém igual a você!

Faça agora mesmo uma lista com pelo menos 10 de suas maiores qualidades. Pegue uma folha de papel e escreva de que forma você demonstra ser uma pessoa gentil, solidária e atenciosa. Liste aquilo que a torna uma boa amiga, irmã, mãe, tia. Você é boa ouvinte? Anote isso. Faz as pessoas rirem? Anote. De que maneira você acredita que contribui para o mundo que a cerca? Enumere suas conquistas, por menores que sejam, na escola, no trabalho, nos esportes. Você sobrevi­veu a uma infância sofrida? A um relacionamento doloroso? Tome nota. Essas são conquistas importantes e você precisa se parabenizar por elas. Escreva todos os dias alguma coisa boa sobre si mesma da qual consiga se lembrar. Tente acrescentar algo novo diariamente. É nessas qualidades que você precisa pensar, são elas que você deve reforçar. Essa é a sua "lista prin­cipal", o que você realmente é. Sempre que começar a fazer comentários autodepreciativos, pise no freio! Não se deixe envolver nessa espiral de negatividade e dirija, consciente­mente, seu pensamento para suas qualidades. Se for preciso, leia sua lista em voz alta. Faça isso várias vezes por dia. Afaste--se das ideias destrutivas e cerque-se de pensamentos que lhe proporcionem amor e apoio — aqueles que evocam tudo o que a torna especial. Essa é uma maneira simples mas poderosa de estimular sua autoestima.


As mulheres inteligentes entendem a importância de usar palavras carinhosas ao falar consigo mesmas.



As mulheres inteligentes sabem que...

Segredo 2: Seus valores e objetivos não são negociáveis
O que você deseja da vida? Em que acredita? Quais são seus valores? E seus maiores objetivos? Aonde você pretende che­gar daqui a cinco anos? Ou 10? Ou 50? Escreva cinco metas que quer alcançar. Leia a lista em voz alta. Leia outra vez.

Agora experimente este pequeno exercício: pense nas cinco qualidades que mais valoriza em si mesma. Anote-as. Leia a lista em voz alta. Leia outra vez.

Uma das coisas mais importantes que você pode fazer por sua autoestima é ter clareza em relação aos seus princípios e ao que deseja alcançar na vida. Isso diz muito a respeito de quem você é. Se está no mercado de trabalho, você deve saber que as empresas que não operam de acordo com os próprios valores fundamentais raramente têm sucesso. Pense em si mesma como uma empresa. Quais são os seus valores fundamentais?

Muitas vezes, mulheres que têm baixa autoestima perdem a noção do que é realmente importante para elas.

Vejamos o exemplo de Bárbara. Quando lhe perguntam o que ela mais valoriza na vida, a resposta é sempre Jéssica, sua filha de 12 anos. Então, por que ela permite que seu namora­do agressivo passe tanto tempo em sua casa? Ele faz mal a todos ao seu redor! Por que Bárbara permite que ele exerça influência sobre sua filha? Ainda que Jéssica e ele não tenham muito contato direto, a menina está assistindo à própria mãe se envolver em um relacionamento destrutivo. Isso não pode fazer bem a alguém tão jovem; não é um bom exemplo de como construir relacionamentos saudáveis quando atingir a idade adulta.

Suzana afirma que valoriza a honestidade acima de tudo. Então, por que está sempre namorando homens mentirosos? Por que continua com eles? Por que ela não vai embora no instante em que ó cara conta a primeira mentira, seja para ela ou para outra pessoa?

O que Linda mais prioriza na vida é seu lado espiritual e sua fé. Então, por que não procura homens que tenham princípios semelhantes? Por que está sempre tentando salvar algum sujeito que não deseja ser salvo?

Pamela sabe exatamente o que quer da vida: tornar-se assis­tente social e ajudar crianças carentes. Ela está envolvida com um homem que acha que seus objetivos são bem-intenciona­dos, porém tolos. Ele a considera uma mulher bonita, mas não respeita seus valores. Será que Pamela acredita que a atitude dele vai mudar?

Melissa quer se formar em Direito. Então, por que largou os estudos e se mudou para outra cidade a fim de ficar com um homem que ainda está envolvido com a ex-mulher e que não consegue se manter no emprego? Por que um sujeito tão confuso é mais importante do que seus objetivos?

Luiza afirma que sua grande meta na vida é formar uma família, ser uma boa esposa e uma mãe dedicada. Então, por que está perdendo tempo com um sujeito que tem fobia a com­promisso e que não quer se casar e ter filhos? Por que continua tentando mudá-lo, em vez de procurar alguém que tenha ideais afinados com os seus? A resposta de Luiza é que está tentando ajudar o namorado a realizar os sonhos dele. Esse tipo de lógica só funciona se os seus objetivos e os do seu par­ceiro forem compatíveis. Se ele sonha em assaltar bancos, isso pode não combinar com seus princípios...

As mulheres inteligentes que gostam de si mesmas se levam a sério. Elas sabem quem são e o que é importante em sua vida. Não abrem mão de seus valores ou de seus objetivos só porque conhecem um homem sedutor por quem se sentem atraídas. Uma regra fundamental: não fique se justificando pelas coisas que valoriza ou pelo que deseja. Se seus filhos, seus estudos, seus animais de estimação ou sua fé vêm em primeiro lugar, não se desculpe. Ponha no topo da lista tudo o que real­mente importa para você!

Seus valores e objetivos não são negociáveis; são parte inte­grante de quem você é e da pessoa que quer se tornar.


Se você não deseja cometer erros tolos sua vida, evite pessoas tolas.
As mulheres inteligentes se mantêm focadas naquilo que realmente importa.

As mulheres inteligentes sabem que...

Segredo 3: Aceitar sua própria história torna você mais forte

Existem passagens na história de Suzana sobre as quais ela não gosta muito de pensar. Na infância, era uma das meninas mais pobres da escola. Isso a deixava constrangida. Tinha ver­gonha de convidar as amigas para visitá-la, pois não queria que vissem como sua família vivia. Jamais comprava roupas da moda e outros objetos que as garotas da sua idade pos­suíam. Agora, mesmo que use roupas caras e esteja bonita, ela nunca acha que está arrumada o suficiente. No fundo de sua mente há uma voz monótona que repete: "Nunca vou estar realmente bem. Não importa o que eu vista ou diga, nunca vou pertencer a esse mundo. Sempre vou me sentir como se estivesse representando."

Dora também gostaria de esquecer sua história. Nunca conhe­ceu bem o próprio pai, que saiu de casa quando ela tinha apenas 3 anos. Embora não queira admitir, Dora sempre se sentiu abandonada e traída. Uma irritante voz interior lhe diz: "Meu pai não me amou o bastante para ficar. Não sou digna de ser amada por um homem."

Alguns detalhes da vida de Brenda a deixam envergonhada: a mãe é neurótica, o irmão é alcoólatra e está sempre desempre­gado e a irmã pesa quase 150 quilos. Brenda não sabe como será possível levar um homem "normal" para conhecê-los. Ela ouve uma voz punitiva que diz: "No instante em que o cara vir a sua família, vai sair correndo — e com razão."

A história de Georgiana é repleta de incidentes que lhe dão calafrios. Quando pensa neles, o que não acontece com muita frequência, percebe que os pais instilaram nela uma vergonha profunda. Eles faziam com que ela sentisse que todas as suas atitudes, escolhas e palavras eram erradas. Criticavam sua apa­rência, suas roupas e seus amigos. Não importava o que fizesse, os dois sempre encontravam algum defeito. A crítica voz inte­rior lhe diz: "Você não passa de um erro monumental!"

Michele tem medo de nunca ser capaz de superar seu pas­sado: quando tinha 18 anos, casou-se com um sujeito que andava em más companhias e vivia se metendo em confusão. Pouco depois de terem tido um filho, ele foi parar na prisão. Michele jamais revela às pessoas toda a história sobre o ex--marido, que já está de volta às ruas. Na verdade, quando ela fala sobre o ex, tenta fazer com que ele pareça mais interes­sante do que realmente é, para que ninguém perceba quan­to se sente envergonhada. Michele ama o filho e sabe que não há como cortar todos os laços com o ex-marido. Sua voz interior diz: "Por causa desse homem, minha vida e a de meu filho ficaram marcadas para sempre, e temos que conviver com a possibilidade de que apronte novamente. Onde vou encontrar alguém decente que esteja disposto a se meter nesta confusão?"

Nem todo mundo tem uma história perfeita. Nem todo mun­do tem um pai dedicado e bem-sucedido que faz a família se sentir protegida e segura. Nem todo mundo tem uma mãe ca­rinhosa, amável e atenciosa. Nem todo mundo tem a chance de cursar uma faculdade. Nem todo mundo tem dinheiro sufi­ciente para não precisar se preocupar com isso. Nem todo mun­do pode comprar roupas de boa qualidade. Nem todo mundo tem uma família amorosa que lhe dê apoio. Nem todo mun­do mora em uma bela casa, com móveis confortáveis e lindos objetos de decoração. Nem todo mundo leva uma vida perfeita.

Na realidade, muitos de nós crescemos em famílias com algum tipo de problema. Temos parentes sobre quem preferi­mos não falar, pais ausentes, mães egoístas, assim como irmãos e primos que pedimos a Deus que nunca apareçam para nos visitar, nem mesmo em reuniões de família. Muitos de nós não estudamos tanto quanto gostaríamos, não possuímos casas luxuosas e, para piorar, temos dívidas a pagar. Cometemos muitos erros tolos. Sobrevivemos a maus relacionamentos e escolhas profissionais equivocadas e temos as cicatrizes que comprovam isso.

Em resumo, todos nós temos histórias. Quando falamos de autoestima, nosso passado pode ser um problema se continuar a nos embaraçar. A vergonha provoca um desejo profundo de camuflar ou esconder os fatos que a causam. Com frequência, nos sentimos constrangidos por questões que fogem à nossa responsabilidade. Beth, por exemplo, morre de vergonha de seu pai ter falido e tido amantes. Por que ela deveria sentir vergonha pelos fracassos e transgressões dele? Entretanto, Beth se sente assim, e muitos de nós nos identificamos com essa situação. Mulheres que sofreram violência ou abuso sexual costumam ter essa mesma reação. Elas são vítimas, mas de alguma maneira culpam a si mesmas.

A vergonha é inimiga direta da autoestima. Ela pode fazer com que você se veja como uma pessoa indesejada e sem valor. Pode levá-la a se sentir rejeitada e sozinha. Ou fazê-la acreditar que ninguém é capaz de compreender o que você viveu e su­portou. Pode alimentar seu medo de ser abandonada e torná-la uma pessoa visivelmente carente.

Levada ao extremo, a vergonha pode convencê-la de que você está sempre tomando atitudes erradas ou dizendo as pala­vras inadequadas, fazendo com que se sinta na obrigação de pedir desculpas por tudo o que não dá certo em seus relacio­namentos. Quando Georgiana, por exemplo, descobriu que seu namorado era compulsivamente infiel, passou horas conver­sando com as amigas, tentando descobrir o que ela teria feito ou deixado de fazer para provocar esse comportamento. Talvez tivesse sido o fato de não saber cozinhar direito, ou algo estú­pido que houvesse dito. Quem sabe a cor de seus cabelos não o agradasse ou suas lingeries não fossem suficientemente sexy. Georgiana acreditava, no fundo de seu coração, que se ela mu­dasse, ele também mudaria. Mas se esqueceu de um detalhe importante: o tal namorado havia sido infiel a todas as mulhe­res com quem tinha se relacionado.

As mulheres com um histórico de vergonha enfrentam outro grande problema em sua vida amorosa: elas aceitam dos ho­mens mais do que deveriam. Georgiana, por exemplo, tem esperança de que, se aceitar os defeitos de um pretendente -seja excesso de bebida, drogas, ou qualquer outra coisa —, ele irá retribuir perdoando aquilo que ela considera "vergonhoso" em si mesma. Ela faz esses acordos secretos em sua própria cabeça, mas até agora essa lógica não funcionou.

Assim sendo, se existe algo em sua história de vida que a deixa constrangida ou envergonhada, o que você deve fazer?

Comece analisando essas questões com cuidado e reconhe­cendo como a vergonha cria obstáculos à construção de uma autoestima forte e positiva. Todo mundo tem problemas. Encare os seus. Reflita com seriedade sobre como o excesso de constrangimento pode estar sabotando a sua autoestima. Encontre alguém com quem conversar a respeito dos episó­dios da sua vida que a incomodam. O ideal seria um terapeu­ta. Mas se você não puder pagar um especialista, procure um amigo ou uma amiga em quem confie - talvez alguém que a conheça bem, mesmo que vocês nunca tenham discutido seus problemas. Converse sobre seus sentimentos. Você precisa per­ceber como a vergonha é paralisante e desnecessária.

As mulheres inteligentes não se punem por não serem perfeitas.

As mulheres inteligentes não assumem a responsabilidade por coisas que fogem ao seu controle.


As mulheres inteligentes não deixam o passado destruir seu futuro.

As mulheres inteligentes sabem que...

Segredo 4: A autoestima é algo que se constrói, não se compra
É sexta-feira à tarde e Ana está insatisfeita com todos os aspectos de sua vida. Ela odeia seu emprego, acabou de ter uma séria discussão com a mãe, está sem namorado e não tem nem mesmo um pretendente. Nada está dando certo — na ver­dade, tudo parece estar dando errado. Mas o que ela mais odeia é a espinha que apareceu no seu queixo! E também a irritante pele molenga que balança sob seus braços.

Vamos encarar os fatos: Ana está infeliz com a vida e consigo mesma, inclusive com seu estado de espírito. Ela não quer pas­sar o fim de semana inteiro deprimida; quer fazer alguma coisa que a ajude a se sentir melhor. O que ela realmente gostaria é de se submeter a uma cirurgia plástica - quem sabe diminuir a barriga e fazer uma lipo nas coxas. Mas Ana não tem dinheiro para isso e precisa ficar mais animada AGORA!

O que poderia fazer? Ana fica pensando nisso. 0 que teria o poder de mudar a maneira como se sente? O quê?

Então tem uma ideia: no caminho de volta para casa, vai parar em sua loja predileta — mas não para comprar nada, ape­nas para olhar. Duas horas depois, Ana está caminhando pelas ruas da cidade carregando três elegantes sacolas de compras.

Sem dúvida, ela se sente muito melhor. Pode-se dizer até que está eufórica. Mas há apenas um problema: o bom humor dela só irá resistir até a tarde de sábado. Ana gastou o equiva­lente a mais de uma semana de trabalho e comprou apenas 22 horas e 15 minutos de alegria.

Aqui estão algumas coisas que Ana precisa saber:



  • Um maravilhoso par de sapatos pode fazê-la sentir-se ótima... por pouco tempo.

  • Um nariz diferente vai fazê-la sentir-se mais bonita... por pouco tempo.

  • Uma incrível bolsa Gucci pode fazê-la sentir-se eston­teante... por pouco tempo.

  • Um sofisticado tratamento facial vai fazê-la sentir-se res­plandecente... por pouco tempo.

  • Um exclusivo vestido Versace pode fazê-la sentir-se atraente... por pouco tempo.

• Três novos tons de brilho labial e dois caros cremes faciais podem fazê-la sentir-se incrível... por pouco tempo.

• Botox vai fazê-la sentir-se uma artista de cinema... por pouco tempo.

0 problema é que tudo isso dura pouco tempo.

É muito fácil confundir com verdadeira autoestima e auto­confiança a alegria extasiante mas passageira de "sentir-se bem". Sim, você pode comprar minutos, horas, dias, ou até semanas de bem-estar. Mas todo o dinheiro do mundo não é suficiente para comprar autoestima. Basta observar algumas pessoas ricas e mal resolvidas que você conhece. Não importa quanto dinheiro se tenha ou deixe de ter, diminuir o saldo da sua conta bancária e aumentar suas dívidas não são atitudes capazes de mudar a maneira como você se enxerga.

Muitas mulheres estão pagando um preço ainda mais alto. Elas buscam seios maiores, peles mais lisas, narizes mais finos, bronzeados mais duradouros. Pergunte a si mesma se precisa passar por cirurgias para sentir-se especial. Está disposta a alterar tudo o que vê no espelho para tentar mudar um senti­mento que, na verdade, mora dentro de você?

Quando seu cérebro e seu corpo estão gritando "aquele ves­tido, aqueles sapatos e uma lipo na barriga farão toda a dife­rença", o que estão realmente lhe dizendo? Que você vai se sentir incompleta sem isso ou que uma parte de você se sente incompleta... ou inferior... ou insuficiente? Você precisa fazer essa distinção antes de torrar seu tão suado salário. E saber dife­renciar uma coisa da outra é o que irá guiá-la pela estrada que leva à autoestima.

Tantas pessoas já disseram isso que pode parecer uma afir­mação tola, mas a autoestima é realmente construída de den­tro para fora. Ela vem da aceitação de si mesmo, de se tratar com amor, gentileza, cuidado, respeito e admiração e de agir assim permanentemente.

O dinheiro pode comprar muitas coisas, mas não a autoestima.


Se você está à procura de um lugar seguro

para aplicar seu dinheiro, invista em seu

crescimento pessoal!
As mulheres inteligentes sabem que...

Segredo 5: A autoestima nasce do autorrespeito
Quando você era criança, seus pais e outras pessoas que cui­davam de você deveriam ter lhe ensinado, com demonstrações de carinho, amor e respeito, a construir sua autoestima. Se essa tarefa não foi desempenhada com sucesso, é possível que agora, na vida adulta, você não se valorize. Talvez não saiba cuidar de si mesma ou tenha uma tendência a se relacionar com parcei­ros que não a respeitam.

Vejamos o exemplo de Márcia. Ela reconhece que tem pro­blemas de autoestima e que se envolveu com vários homens que a maltratavam. "Se tudo começou quando eu era criança", pergunta ela, "o que posso fazer agora?" Bem, existe algo que Mareia pode fazer. Ela precisa começar a ser uma boa "mãe" para si mesma, estimulando comportamentos positivos e desen­corajando os autodepreciativos e autodestrutivos.

A melhor estratégia para qualquer mulher resolver seus problemas de autoestima, não importa onde ou como foram criados, é tratar a si mesma com respeito.

Construindo o autorrespeito - Um programa de cinco passos




1. Comece a desenvolver hábitos saudáveis
Você sabe o que deve fazer em benefício de sua própria vida. Precisa de uma dieta mais saudável? Precisa estabelecer uma rotina de exercícios? Precisa caminhar mais e comer menos carboidratos? Precisa dormir mais? Precisa ir ao médico com mais frequência? Tudo o que você faz por sua saúde e seu bem--estar físico aumenta seu respeito por si mesma e desenvolve sua autoestima.
2. Dedique algum tempo ao seu desenvolvimento intelectual
Isso pode ser algo tão simples quanto ver menos TV e ler mais; ou pode ser algo mais complexo, como voltar a estudar, fazer um curso ou obter um grau acadêmico mais elevado. Não importa. O essencial é que você esteja exercitando seu cérebro e oferecendo a ele o respeito e o estímulo que merece.


3.o esqueça seu lado espiritual

Você está cuidando de sua alma? Está honrando seus valo­res e crenças mais profundos? As pessoas manifestam sua espi­ritualidade de maneiras diferentes. Algumas vão à igreja e rezam; outras fazem meditação ou ioga. Outras, ainda, se dedi­cam a organizações sociais ou realizam trabalhos voluntários em instituições beneficentes. O essencial é que você reconheça a importância da espiritualidade em sua vida. Isso é autor-respeito em seu mais alto nível.



4. Abandone hábitos e atividades que tragam arrependimento
Bons pais desestimulam comportamentos autodestrutivos. Cada vez que faz algo que sabe que não será bom para você, diminui o respeito por si mesma. Em outras palavras, se pre­tende se cuidar bem, precisa evitar atitudes que vão levá-la a se arrepender depois. Liste tudo o que você faz durante a semana que possa prejudicar sua saúde física, emocional ou espiritual. É hora de começar a construir uma vida que você respeite.
5. Trabalhe sua saúde emocional e mental
Uma mulher inteligente faz tudo o que pode para estimu­lar seu amadurecimento emocional e proteger sua saúde. Ela busca mudanças construtivas em sua vida. Jamais diga a si mesma que não pode mudar. Todos nós mudamos o tempo todo. Você não quer que sua mudança seja negativa; não dese­ja ficar aprisionada a comportamentos e pensamentos que a colocam para baixo. Existem inúmeras maneiras de estimular o crescimento emocional. Vá a uma biblioteca ou faça uma pesquisa na internet sobre as questões que estão atormentando sua vida. Hoje em dia é possível obter uma ajuda valiosa em livros e na web. Enfrente seus dilemas, seus medos. Talvez você encontre um grupo de apoio que instigue seu crescimento. Quem sabe um bom psicólogo consiga ajudá-la a cuidar melhor de si mesma e possa lhe ensinar algumas habilidades que você não tinha desenvolvido até agora. Além disso, a terapia tem um grande poder de cura.

Sabemos que a palavra "terapia" provoca arrepios em algu­mas pessoas. Mas é essencial que toda mulher compreenda que procurar ajuda profissional não é sinal de fraqueza, e sim de saúde. Significa que ela tem coragem e força. Demonstra que tem autoestima suficiente e que leva a sério tudo o que diz respeito a si mesma.



As mulheres inteligentes sabem que...

Segredo 6: É inútil se criticar por problemas insignificantes
Helena passa muito tempo remoendo seus fracassos e pon­tos fracos. Agora mesmo ela está no carro, a caminho do casa­mento de uma prima, pensando numa série de bobagens do tipo: Será que este vestido me cai bem ou eu deveria ter esco­lhido outro? Estou parecendo gorda? O sutiã está marcando? Será que esses sapatos são cafonas? Por que não cortei o cabe­lo mais curto? Ou teria sido melhor deixá-lo crescer? Será que as pessoas vão achar que estou encalhada por não ter encon­trado um marido até agora? Será que foi um erro terminar com o meu ex-namorado? Ele provavelmente estará lá com a nova namorada... Por que resolvi ser corretora de imóveis em vez de dentista, como a minha prima? Acho que eu odiaria passar o dia inteiro olhando para a boca dos outros, mas, tal­vez, se tivesse feito essa opção, eu agora estivesse me casando com um paciente...

Estou parecendo gorda?

Ai, meu Deus, acho que disse uma bobagem quando estava conversando com a tia Célia durante o jantar que os pais dos noivos ofereceram à nossa família. Será que ela percebeu? Alguém mais teria percebido?

Estou parecendo gorda?

Será que comprei o carro certo? Será que escolhi o sofá erra­do para a casa nova? Será que aluguei a casa errada? Comprei o computador errado? Por que não saí com aquele rapaz (como era mesmo o nome dele?) que sabia tudo de informática? Talvez ele tivesse resolvido todos os meus problemas... sem falar que instalaria mais memória no meu laptop."

Todas as pessoas têm alguma dose de insegurança sobre o que são e como parecem aos olhos dos outros. Todo mundo tem dias ruins. Cada um de nós já disse e fez coisas que se arrependeu de ter falado e ter feito. E daí? Na maioria das vezes, isso não tem a menor importância - e mesmo que pare­ça ter, a única coisa que podemos fazer a respeito é aprender com os erros e seguir em frente. Censurar a si mesma não ajuda nada. Punir-se não ajuda nada. Ficar paranóica por causa desses momentos não ajuda nada. Desculpar-se por sua indig­na existência não ajuda absolutamente nada! Tudo isso só serve para diminuir sua autoestima.

A autoaceitação e o amor-próprio são componentes da au­toestima. Se deseja se valorizar, precisa acolher e reconhecer como seu tudo o que faz parte de você - inclusive sua celulite. Até sua família complicada! Todos os grandes guias espiri­tuais dizem a mesma coisa: o objetivo fundamental da vida é aprender a amar incondicionalmente. Algumas vezes, porém, parece que a pessoa mais difícil de amar somos nós mesmos.

Se você é uma daquelas mulheres que não conseguem dei­xar de se repreender nem mesmo pelas situações que não podem ser mudadas, precisa começar a se libertar da negati­vidade. Ninguém é perfeito. E importante reconhecer isso para aprender a se libertar das coisas que a colocam para baixo. Algumas pessoas consideram a terapia uma opção muito bené­fica em casos assim. Outras preferem recorrer a exercícios, ioga ou meditação.

Eis uma técnica simples que você pode usar na próxima vez que tiver um pensamento negativo sobre si mesma. Inspire pelo nariz, contando até três. Expire, contando até três. Enquanto solta o ar, livre-se de todos os pensamentos negativos. Libere-os à medida que for relaxando os músculos. Traga para dentro de seu corpo um ar purificador, coloque para fora os pensamen­tos ruins. Repita isso três vezes. Assegure-se de relaxar a cada repetição.
Lembre-se: você é única, incrível

e merece ser amada incondicionalmente.




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