Os Reinos Perdidos



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ZECHARIA SITCHIN


OS REINOS PERDIDOS
Crônicas da Terra 4

Tradução de Luiz fernando martins estevez



Novas pesquisas e descobrimentos vem surgindo para uma nova consciência para a humanidade, através dos estudos de Zecharia Sitchin que contribuem para um despertar de consciência. A partir dessas informações e de tantas outras que pudemos reuni-las e verificar um pequeno e importante “quebra-cabeças” que surgiu devido a nossos estudos de muitos anos. A importância dessas informações será compreendida ou não pelo grau de consciência de cada um, pois existe uma reunião de informações entre o velho e o novo mundo, pois essas informações estão por aí à fora e é só reuni-las e chegar a essas conclusões no qual chegamos e como essas informações estão agindo e criando uma nova realidade no planeta e em toda a humanidade.

Essas novas descobertas você poderá analisar melhor no site:



www.adescoberta.pop.com.br

SUMÁRIO
Prefácio .............................7



1. Eldorado ............................ 9

2. O reino perdido de Caim? ................. 29

3. O reino dos deuses serpentes ................ 56

4. Observadores celestiais na selva .............. 81

5. Estranhos do outro lado dos mares ............ 105

6. O reino do cetro de ouro .................. 131

7. O dia em que o sol parou .................. 154

8. Os caminhos do céu ..................... 180

9. Cidades perdidas e encontradas ..............203

10. "A Baalbek do Novo Mundo" ............... 236

11. Uma terra de onde vêm os lingotes ........... 261

12. Deuses das lágrimas de ouro ............... 290

Fontes ............................... 317

PREFÁCIO
Nos anais europeus, a descoberta do Novo Mundo aparece como o El Dorado — a permanente busca de ouro. Os conquistadores não perceberam, porém, que estavam apenas repetindo na Terra, e nas novas terras, uma busca iniciada milhares de anos antes.



Transparecia, também, nas crônicas da época, sob os registros e histórias de saque, avareza, destruição desnecessária que as riquezas recém-descobertas deflagraram, a surpresa dos europeus por encontrarem civilizações tão parecidas com as do Velho Mundo: reinos e cortes, cidades e áreas sagradas, arte e poesia, templos elevados, sacerdotes, além do símbolo da cruz e da crença num Criador de tudo. Falava-se com igual importância de lendas sobre deuses brancos e barbados, que haviam partido com a promessa de retornar.

Os mistérios e enigmas dos maias, dos astecas, dos incas, e de seus predecessores, que tanto intrigaram os conquistadores, ainda espantam estudiosos e leigos, cinco séculos depois. Como, quando e de que modo se desenvolveram civilizações tão importantes no Novo Mundo? Seria mera coincidência que, quanto mais se descobre sobre elas, mais parecem moldadas nas civili­zações do antigo Oriente Médio?

Estas respostas, acreditamos, podem ser encontradas aceitan­do-se o fato — e não o mito — da presença na Terra dos anunnaki, "Aqueles Que Vieram do Céu Para a Terra".

Esse livro fornece as evidências.



1

ELDORADO
Toledo é hoje uma cidade provinciana ao sul de Madri, distante cerca de uma hora de carro. Ainda assim, é impossível imaginar que alguém vá à Espanha e não a visite, pois no interior de suas muralhas se encontram, preservados, monumentos de diversas culturas e lições de história. Segundo lendas locais, ela remonta a dois milênios antes da era cristã, tendo sido fundada, dizem, por descendentes de Noé. O nome, muitos sustentam, vem do hebreu Toledoth ("História das Gerações"). Suas casas antigas e magníficos templos são tes­temunhas da ascensão e queda dos mouros e do domínio mu­çulmano, da erradicação da esplêndida herança judaica e da cris­tianização completa da Espanha. Para Toledo, para a Espanha e para todas as outras terras, 1492 foi um marco. Três eventos ocorridos naquele período no território espanhol, geograficamente conhecido como Ibéria — a única explicação para o nome está no termo hebraico Ibri (hebreu) pelo qual seus primitivos habitantes ficaram conhecidos —, mu­daram sua história.



Os reinos espanhóis, até então divididos e em guerra entre si, depois de terem perdido grande parte da península Ibérica para os muçulmanos, viram sua primeira chance de união quando Fernando de Aragão casou com Isabel de Castela, em 1469. No espaço de dez anos após este casamento, uma grande ofensiva foi lançada contra os mouros, unindo a Espanha sob a bandeira do catolicismo. Em janeiro de 1492, os mouros foram finalmente derrotados com a queda de Granada, e a Espanha, a partir daí, se transformou em território cristão. Dois grande feito, em março, o rei Fernando e a rainha Isabel assinaram um édito, determinando a expulsão das terras espanholas de todos os judeus que não se convertessem ao cristianismo até 31 de agosto daquele ano. Enquanto isso, a 3 de agosto de 1492, Cristóvão Colombo — Cristóbal Cólon para os espanhóis — par­tia de Paios, sob bandeira espanhola, decidido a encontrar uma rota ocidental marítima para as índias.

Avistou terra a 12 de outubro de 1492. Retomou à Espanha em janeiro de 1493. Como prova de seu sucesso levava consigo quatro "índios" e, como reforço, para justificar uma nova expedição sob seu comando, ofereceu à rainha badulaques de ouro obtidos dos nativos e uma história fantástica sobre uma cidade do ouro, onde os habitantes usariam braceletes e adornos de ouro, sendo o metal precioso encontrado em uma mina próxima à cidade.

Do primeiro estoque de ouro proveniente das novas terras desembarcado na Espanha, Isabel — tão religiosa que foi cha­mada "a Católica" — ordenou que fosse elaborada uma Custódia (objeto para expor a hóstia consagrada) para a Catedral de To­ledo, depositária, então, da tradicional hierarquia católica espa­nhola. Assim, hoje, um visitante que entrar na Catedral de Toledo para admirar seu tesouro — objetos preciosos doados à Igreja através dos séculos e conservados numa sala protegida por gra­des grossas — pode ver, embora sem tocar, o primeiro ouro levado por Colombo da América.

Atualmente, os historiadores admitem que havia muito mais naquela viagem, além da mera busca de uma nova rota para as índias. Há fortes evidências de que Colombo era um judeu que fora forçado a se converter, enquanto seus financiadores, apesar de convertidos, estariam interessados, na verdade, em novas terras mais livres. Fernando e Isabel, por seu lado, haviam tido visões da descoberta dos rios do Paraíso e das fontes da eterna juventude. O próprio Colombo alimentava ambições secretas, al­gumas das quais chegou a exprimir em seus diários pessoais. Via a si mesmo como o realizador de antigas profecias, que fa­lavam em uma nova era a se iniciar com a descoberta de novos mundos "na extremidade da Terra".

Porém, ele era suficientemente realista para perceber que de todas as informações de sua primeira viagem, a que mais chamara a atenção fora a referente ao ouro. Dizendo que o "Senhor iria mostrar" o enigmático lugar "de onde vinha o ouro", ele persuadiu Fernando e Isabel a lhe fornecer uma frota muito maior para a sua segunda viagem e, depois, mais uma para a terceira. A essa altura, no entanto, os monarcas espanhóis enviaram, por sua conta, para as novas terras, vários administradores, conhecidos não como ho­mens de visão, mas como homens de ação, que passaram a super­visionar e a interferir nas operações e decisões de Colombo. Os conflitos inevitáveis culminaram com o retorno do navegador à Espanha, acorrentado, sob o pretexto de que maltratara alguns de seus homens. Embora o rei e a rainha o libertassem de imediato, oferecendo-lhe dinheiro como compensação, concordavam com a opinião de que ele era um bom navegador, mas um mau governador — e claramente do tipo que não conseguiria forçar os indígenas a mostrar a verdadeira localização da cidade do ouro.

Colombo rebateu a todos, expressando maior confiança nas antigas profecias e citações bíblicas. Reuniu todos os textos num livro — O Livro das Profecias — que ofereceu de presente ao rei e à rainha. Pretendia, assim, convencê-los de que a Espanha es­tava predestinada a reinar sobre Jerusalém e que ele, Colombo, era o escolhido para executar essa tarefa, sendo o primeiro a encontrar o lugar de onde o ouro provinha.

Fernando e Isabel concordaram em deixar Colombo navegar mais uma vez, convencidos especialmente pelo argumento de que a foz do rio por ele descoberto — conhecido agora por Orenoco — era um dos quatro rios do Paraíso e, como as Escri­turas afirmavam, um desses rios englobava a terra de Havilah, "de onde veio o ouro". Essa última viagem, no entanto, foi fonte de maiores vicissitudes e desavenças do que as outras três.

Deformado pela artrite e transformado num espectro do ho­mem que fora, Colombo voltou à Espanha a 7 de novembro de 1504, poucos dias antes do falecimento da rainha Isabel. O rei Fernando, embora apreciasse Colombo, decidiu entregar a outros a tarefa de estudar o manuscrito por ele preparado sobre as evi­dências da presença de ouro nas terras recém-descobertas.

"Hispaniola suprirá vossas invencíveis majestades com todo o ouro necessário", assegurou Colombo aos financiadores reais, referindo-se à ilha hoje partilhada pelo Haiti e a República Domi­nicana. Lá, colonos espanhóis, utilizando indígenas como mão-de-obra escrava, foram bem sucedidos na mineração de fabulosas quantidades de ouro. Em menos de duas décadas o Tesouro da Espanha recebeu ouro de Hispaniola equivalente a 500.000 ducados.

A experiência dos conquistadores em Hispaniola iria se repetir muitas vezes ao longo do imenso continente. As jazidas recém-descobertas, porém, no curto espaço de duas décadas, haviam sido exauridas. Os nativos tinham morrido ou fugido e a euforia dos espanhóis tinha se transformado em desapontamento e de­sespero. Por isso, foram ficando cada vez mais audaciosos, aven­turando-se por costas novas e desconhecidas em busca de rique­zas. Um desses pontos de desembarque foi a península do Yucatán, no México. Os primeiros espanhóis a conhecer o local foram os sobreviventes de um naufrágio, em 1511. Em 1517 um comboio de três navios sob o comando de Francisco Hernandez de Córdoba já partia de Cuba para o Yucatán, com o propósito de encontrar mão-de-obra escrava. Para seu espanto, os espanhóis depararam com edifícios de pedra, templos e ídolos de deuses; para desgraça dos habitantes (que os espanhóis entenderam chamar-se "Maia") encontraram também "certos objetos de ouro, que tomaram."

O registro da chegada espanhola e da conquista do Yucatán está baseado principalmente no relato de frei Diego de Landa, de 1566, Relación de Ias cosas de Yucatán (traduzido por William Gates para o inglês com o título de Yucatán, Before and After the Concjuest -"Yucatán, Antes e Depois da Conquista"). Hernandez e seus homens, afirma Diego de Landa, descobriram nessa ex­pedição uma grande pirâmide em degraus, ídolos, estátuas de animais e uma enorme cidade no interior. Entretanto, os índios que eles tentaram capturar reagiram de forma violeta, não se detendo nem mesmo diante dos canhões dos navios. As grandes baixas — o próprio Hernandez foi gravemente ferido — força­ram-no a retirar-se. Apesar disso, em sua volta para Cuba, Her­nandez recomendou a realização de novas expedições, pois "aquela terra era boa e rica em virtude do seu ouro".

Um ano mais tarde, outra expedição partiu de Cuba com destino à península do Yucatán. Os espanhóis aportaram na ilha de Cozumel e descobriram territórios a que deram o nome de Nova Espanha, Pánuco, Tabasco. Armados com uma grande variedade de bens para negociar e não apenas com armas, eles encontraram não só índios hostis, mas também amigáveis. Examinaram alguns monumentos e edifícios, sentiram a picada das flechas e lanças, cuja ponta ostentava afiadas lascas de obsidiaria, e manusearam objetos artísticos. Muitos eram feitos de pedra comum ou semi-pre­ciosa; outros brilhavam como ouro, mas num exame mais apurado descobriram tratar-se de cobre. Havia, contrariamente à expectativa geral, poucos objetos de ouro e nenhuma mina, ou outra fonte de ouro ou de outros metais, na região. Nesse caso, onde conseguiam o ouro? No comércio, afirmaram os maias. O metal vinha do No­roeste: na terra dos astecas, era comum e abundante.

A descoberta e conquista do reino dos astecas, no planalto central do México, está ligada historicamente ao nome de Hernando Cortez. Em 1519 ele zarpou de Cuba, comandando uma verdadeira armada de onze navios, seiscentos homens, e um grande número dos raros e valiosos cavalos. Parando, desem­barcando e embarcando, ele progrediu lentamente pela costa do Yucatán. Na área onde a influência dos maias terminava e co­meçava a dos astecas, estabeleceu uma base de operações, batizando-a de Veracruz (até hoje a cidade leva este nome). Foi lá que os espanhóis, com grande espanto, receberam a visita dos emissários do governante asteca, oferecendo saudações e pre­sentes exóticos. Segundo uma testemunha ocular, Bernal Díaz dei Castillo (Historia verdadera de Ia conquista de Ia Nueva Espana - "A Verdadeira História da Conquista da Nova Espanha", traduzido para o inglês por A.P. Maudslay), os presentes incluíam "uma roda como o sol, tão grande como a roda de um carro, com muitas gravuras, todas em ouro, uma coisa magnífica de se contemplar e muito valiosa"; outra roda, ainda maior, "feita de prata muito brilhante, numa imitação da lua"; um chapéu cheio até a borda com grãos de ouro; um cocar feito com as plumas de um pássaro raro, o quetzal (relíquia que está no museu Völkerkunde de Viena).

Eram presentes, explicaram os emissários, de seu soberano Montezuma para o divino Quetzalcoatl (a "Serpente Emplumada", deus dos astecas), um grande benfeitor que fora forçado há muitos anos, pelo Deus da Guerra, a deixar a terra dos astecas; com um bando de seguidores rumara para o Yucatán e navegara para o leste, prometendo voltar no ano "l Junco". No calendário asteca, o ciclo de anos se completa a cada 52 anos. No calendário cristão corresponderia aos anos 1363, 1415, 1467, 1519, precisa­mente o ano em que Cortez apareceu nas águas do leste, às portas do domínio asteca. Barbado e usando capacete como Quetzalcoatl (alguns sustentavam que o deus tinha pele clara), Cortez parecia encaixar-se nas profecias.

Os presentes oferecidos pelo soberano asteca não tinham sido escolhidos ao acaso. Ao contrário, estavam repletos de simbolismos. A quantidade de ouro em grão fora oferecida porque o ouro era considerado um metal divino, pertencente aos deuses. O disco de prata, representando a lua, fora incluído porque a lenda rezava que Quetzalcoatl velejara em direção aos céus, fazendo da lua a sua casa. O capacete emplumado e as vestimentas ricamente ador­nadas eram para o "deus" colocar. O disco dourado era um calen­dário sagrado, representando o ciclo de 52 anos e indicando o ano do retorno. Sabemos disso porque descobrimos muitos iguais, feitos de pedra, em vez de ouro puro (fig. 1).



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