Os profetas – características básicas (libronix)



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OS PROFETAS – CARACTERÍSTICAS BÁSICAS (LIBRONIX)

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Por: Helio Clemente
Este livreto é baseado nas notas iniciais da Biblioteca Libronix e da Bíblia Online, ambas da SBB, e também nos comentários bíblicos de João Calvino.

1 – ISAÍAS
Isaías, filho de Amoz (não é o profeta Amós), exerceu a sua atividade profética na Judéia a partir do ano 738 a.C., provavelmente até o ano 687 a.C. durante os reinados de Jotão, Acaz e Ezequias. Sabe-se que teve pelo menos dois filhos, que receberam nomes simbólicos: Sear-Jasube, que significa “Um-Resto-Volverá” e Maer-Salal-Has-Baz, “Rápido-Despojo-Presa-Segura”. Isaías era um homem influente, talvez membro da classe aristocrática da Jerusalém e dotado de autoridade. A sua alta posição social se revela através da liberdade com a qual transitava na corte, intervinha em assuntos de Estado ou se relacionava com sacerdotes.
Isaías desempenhou o seu ministério numa época marcada pela hostilidade de Israel e da Síria. Também aconteceu que Senaqueribe, rei da Assíria, subiu contra Judá. Além disso, em 721 a.C., Sargão II, sucessor do rei Salmanezer, conquistou e arrasou a cidade de Samaria.
Os 66 caps. do livro de Isaías podem ser agrupados em três grandes seções, formadas, respectivamente, pelos caps: 1—39, 40—55 e 56—66.
Na primeira seção, Isaías condena com dureza os pecados e a infidelidade do seu povo, que, com a sua conduta, ofende a Deus, o Santo de Israel, a causa do males, proclama o profeta, está no pecado. Mas, junto aos prognósticos de juízo contra Jerusalém e contra Judá, o profeta também prevê o glorioso tempo da vinda do Messias.
Os caps. 40 a 55 constituem a segunda seção. Constituem um discurso de consolo, dirigido aos israelitas exilados nas terras da Babilônia. Passagens importantes desta seção são os conhecidos como “Cânticos do Servo do Senhor”:
A terceira seção do livro é formada de uma série variada de mensagens, dirigidas, sem dúvida, aos judeus repatriados da Babilônia. Esta parte da profecia de Isaías se refere a uma época posterior às que fazem referência às duas seções anteriores.
1 - Primeira seção:
a - Mensagens sobre Jerusalém e Judá:
1,3: “O boi conhece o seu possuidor, e o jumento, o dono da sua manjedoura; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende”.
O remanescente: 1,8: “A filha de Sião é deixada como choça na vinha, como palhoça no pepinal, como cidade sitiada”.
A reinado do Messias: 2,4: “Ele julgará entre os povos e corrigirá muitas nações; estas converterão as suas espadas em relhas de arados e suas lanças, em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra”.
A parábola da vinha: 5,4: “Que mais se podia fazer ainda à minha vinha, que eu lhe não tenha feito? E como, esperando eu que desse uvas boas, veio a produzir uvas bravas?”
b - Vocação de Isaías:
6,1-3: “No ano da morte do rei Uzias, eu vi o Senhor assentado sobre um alto e sublime trono, e as abas de suas vestes enchiam o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas: com duas cobria o rosto, com duas cobria os seus pés e com duas voava. E clamavam uns para os outros, dizendo: Santo, santo, santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória”.
c - O “Livro do Emanuel”:
7,14: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel”.
A vinda do Messias:
9,1-2: “Mas para a terra que estava aflita não continuará a obscuridade. Deus, nos primeiros tempos, tornou desprezível a terra de Zebulom e a terra de Naftali; mas, nos últimos, tornará glorioso o caminho do mar, além do Jordão, Galiléia dos gentios. O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz”.
9,6: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”.
11,1-2: “Do tronco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo. Repousará sobre ele o Espírito do SENHOR, o Espírito de sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento e de temor do SENHOR”.

d - Mensagens sobre as nações estrangeiras:


13,11: “Castigarei o mundo por causa da sua maldade e os perversos, por causa da sua iniqüidade; farei cessar a arrogância dos atrevidos e abaterei a soberba dos violentos”.
A queda de Lúcifer: 14,12-15: “Como caíste do céu, ó estrela da manhã, filho da alva! Como foste lançado por terra, tu que debilitavas as nações! Tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu; acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono e no monte da congregação me assentarei, nas extremidades do Norte; subirei acima das mais altas nuvens e serei semelhante ao Altíssimo. Contudo, serás precipitado para o reino dos mortos, no mais profundo do abismo”.
19,4: “Entregarei os egípcios nas mãos de um senhor duro, e um rei feroz os dominará, diz o Senhor, o SENHOR dos Exércitos”.
Isaías desnudo: 20,3: “Então, disse o SENHOR: Assim como Isaías, meu servo, andou três anos despido e descalço, por sinal e prodígio contra o Egito e contra a Etiópia”.
e - Apocalipse de Isaías:
24,21: “Naquele dia, o SENHOR castigará, no céu, as hostes celestes, e os reis da terra, na terra”.
O castigo de Satanás: 27,1: “Naquele dia, o SENHOR castigará com a sua dura espada, grande e forte, o dragão, serpente veloz, e o dragão, serpente sinuosa, e matará o monstro que está no mar”.
O remanescente: 27,12: “Naquele dia, em que o SENHOR debulhará o seu cereal desde o Eufrates até ao ribeiro do Egito; e vós, ó filhos de Israel, sereis colhidos um a um”.
f - Juízos diversos sobre Judá e Israel:
g - Episódios da história de Ezequias:
Os assírios afrontam Ezequias: 36,20: “Quais são, dentre todos os deuses destes países, os que livraram a sua terra das minhas mãos, para que o SENHOR livre a Jerusalém das minhas mãos?

A derrota de Senaqueribe: 37,36: “Então, saiu o Anjo do SENHOR e feriu no arraial dos assírios a cento e oitenta e cinco mil; e, quando se levantaram os restantes pela manhã, eis que todos estes eram cadáveres”.


A cura milagrosa de Ezequias: 38,5: “Vai e dize a Ezequias: Assim diz o SENHOR, o Deus de Davi, teu pai: Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas; acrescentarei, pois, aos teus dias quinze anos”.
O retrocesso do relógio de sol: 38,8: “Eis que farei retroceder dez graus a sombra lançada pelo sol declinante no relógio de Acaz. Assim, retrocedeu o sol os dez graus que já havia declinado”.
Os babilônios visitam Exéquias: 39,6: “Eis que virão dias em que tudo quanto houver em tua casa, com o que entesouraram teus pais até ao dia de hoje, será levado para a Babilônia; não ficará coisa alguma, disse o SENHOR”.
A missão de João Batista: 40,3: “Voz do que clama no deserto: Preparai o caminho do SENHOR; endireitai no ermo vereda a nosso Deus”.
2 - Segunda seção: mensagem de consolo para Israel:
O remanescente é pequeno: 41,14: “Não temas, ó vermezinho de Jacó, povozinho de Israel; eu te ajudo, diz o SENHOR, e o teu Redentor é o Santo de Israel”.

Cânticos do servo do Senhor:


42,1-4: “Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em quem a minha alma se compraz; pus sobre ele o meu Espírito, e ele promulgará o direito para os gentios. Não clamará, nem gritará, nem fará ouvir a sua voz na praça. Não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega; em verdade, promulgará o direito. Não desanimará, nem se quebrará até que ponha na terra o direito; e as terras do mar aguardarão a sua doutrina”.

49,6: “Sim, diz ele: Pouco é o seres meu servo, para restaurares as tribos de Jacó e tornares a trazer os remanescentes de Israel; também te dei como luz para os gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra”.

50,6: “Ofereci as costas aos que me feriam e as faces, aos que me arrancavam os cabelos; não escondi o rosto aos que me afrontavam e me cuspiam”.
52,13: “Eis que o meu Servo procederá com prudência; será exaltado e elevado e será mui sublime”.
53,5: “Mas ele foi traspassado pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniqüidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados”.

53,11: “Ele verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito; o meu Servo, o Justo, com o seu conhecimento, justificará a muitos, porque as iniqüidades deles levará sobre si”.


61,1-2: “O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados; a apregoar o ano aceitável do SENHOR e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os que choram”.
A amor de Deus pelos eleitos:
43,3: “Porque eu sou o SENHOR, teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador; dei o Egito por teu resgate e a Etiópia e Sebá, por ti. Visto que foste precioso aos meus olhos, digno de honra, e eu te amei, darei homens por ti e os povos, pela tua vida”.
44,2: “Assim diz o SENHOR, que te criou, e te formou desde o ventre, e que te ajuda: Não temas, ó Jacó, servo meu, ó amado, a quem escolhi”.

44,22: “Desfaço as tuas transgressões como a névoa e os teus pecados, como a nuvem; torna-te para mim, porque eu te remi”.


A soberania de Deus:
43,11: “Eu, eu sou o SENHOR, e fora de mim não há salvador”.
45,7: “Eu formo a luz e crio as trevas; faço a paz e crio o mal; eu, o SENHOR, faço todas estas coisas”.
45,23: “Por mim mesmo tenho jurado; da minha boca saiu o que é justo, e a minha palavra não tornará atrás. Diante de mim se dobrará todo joelho, e jurará toda língua”.
46,9-10: “Lembrai-vos das coisas passadas da antiguidade: que eu sou Deus, e não há outro, eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que desde o princípio anuncio o que há de acontecer e desde a antiguidade, as coisas que ainda não sucederam; que digo: o meu conselho permanecerá de pé, farei toda a minha vontade”.
63,17: “Ó SENHOR, por que nos fazes desviar dos teus caminhos? Por que endureces o nosso coração, para que te não temamos? Volta, por amor dos teus servos e das tribos da tua herança”.
3 - Terceira seção: mensagem da salvação provida por Deus:
A eleição: 65,1: “Fui buscado pelos que não perguntavam por mim; fui achado por aqueles que não me buscavam; a um povo que não se chamava do meu nome, eu disse: Eis-me aqui, eis-me aqui”.
A misericórdia de Deus: 65,2: “Estendi as mãos todo dia a um povo rebelde, que anda por caminho que não é bom, seguindo os seus próprios pensamentos”.
A incapacidade humana: 64,8: “Mas agora, ó SENHOR, tu és nosso Pai, nós somos o barro, e tu, o nosso oleiro; e todos nós, obra das tuas mãos”.
O chamado eficaz: 55,6: “Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto”.
A preservação pelo Espírito: 57,14: “Dir-se-á: Aterrai, aterrai, preparai o caminho, tirai os tropeços do caminho do meu povo”.
A negação de si mesmo: 64,6: “Mas todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; todos nós murchamos como a folha, e as nossas iniqüidades, como um vento, nos arrebatam”.
O pacto da graça: 65,17: “Pois eis que eu crio novos céus e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas”.
A glória final dos filhos de Deus: 66,22: “Porque, como os novos céus e a nova terra, que hei de fazer, estarão diante de mim, diz o SENHOR, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome”.

2 – JEREMIAS
Jeremias nasceu de uma família sacerdotal de Anatote, próximo a Jerusalém, ainda muito jovem, o Senhor o chamou para o seu serviço; corria o ano 626, o décimo terceiro do reinado de Josias. O domínio da Assíria estava chegando ao seu fim, no seu lugar, entre 610 e 605 a.C., se levantou a Babilônia, poderosa e renovada. Jeremias iniciou o seu ministério no tempo de Josias e continuou desenvolvendo a sua atividade profética durante o tempo dos últimos reis de Judá: Jeoacaz (Salum), Jeoaquim (Eliaquim), Joaquim (Jeconias) e Zedequias (Matanias). Os tempos eram difíceis para o povo, cujos dirigentes mantinham posições políticas conflitantes: uns eram partidários de se submeterem com serenidade ao governo da Babilônia como mal menor; outros defendiam a posição de uma aliança com o Egito contra ela. Jeremias, que se viu obrigado a tomar posição no conflito, tratou de convencer Zedequias de que uma aliança com os egípcios acabaria em desastre, mas os esforços do profeta foram totalmente inúteis, pois o rei, inclinando-se a favor do conselho oposto, decidiu solicitar o apoio do Faraó-Neco. O resultado foi catastrófico para Judá, porque as forças egípcias se encontravam em inferioridade diante das babilônicas e foram derrotadas.
A primeira seção corresponde aos dois primeiros decênios do ministério de Jeremias, que dirige a sua pregação especialmente a Judá e à cidade de Jerusalém, a fim de que os seus habitantes tomem consciência dos seus próprios pecados.
Na segunda seção predomina o gênero narrativo; o autor centra a sua atenção no relato de certos incidentes da sua própria vida, entre os quais introduz as suas mensagens.
A terceira parte do livro de Jeremias é formada por um conjunto de mensagens contra as nações pagãs palestinas, mas também anúncios de salvação são incluídos para algumas dessas nações.
Vocação de Jeremias:
1,4-7: “A mim me veio, pois, a palavra do SENHOR, dizendo: antes que eu te formasse no ventre materno, eu te conheci, e, antes que saísses da madre, te consagrei, e te constituí profeta às nações. Então, lhe disse eu: ah! SENHOR Deus! Eis que não sei falar, porque não passo de uma criança. Mas o SENHOR me disse: Não digas: Não passo de uma criança; porque a todos a quem eu te enviar irás; e tudo quanto eu te mandar falarás”.
16.2: “Não tomarás mulher, não terás filhos nem filhas neste lugar”.
Jeremias no tronco: 20,2: “Então, feriu Pasur ao profeta Jeremias e o meteu no tronco que estava na porta superior de Benjamim, na Casa do SENHOR. No dia seguinte, Pasur tirou a Jeremias do tronco”.

1 - Mensagens contra Judá e Jerusalém:


2,2: “Vai e clama aos ouvidos de Jerusalém: Assim diz o SENHOR: Lembro-me de ti, da tua afeição quando eras jovem, e do teu amor quando noiva, e de como me seguias no deserto, numa terra em que se não semeia”.
3,8-9: “Quando, por causa de tudo isto, por ter cometido adultério, eu despedi a pérfida Israel e lhe dei carta de divórcio, vi que a falsa Judá, sua irmã, não temeu; mas ela mesma se foi e se deu à prostituição. Sucedeu que, pelo ruidoso da sua prostituição, poluiu ela a terra; porque adulterou, adorando pedras e árvores”.
5,15: “Eis que trago sobre ti uma nação de longe, ó casa de Israel, diz o SENHOR; nação robusta, nação antiga, nação cuja língua ignoras; e não entendes o que ela fala”.
O cinto apodrecido (como Israel e Judá): 13,4: “Toma o cinto que compraste e que tens sobre os lombos; dispõe-te, vai ao Eufrates e esconde-o ali na fenda de uma rocha”.
A opção dos judeus: 21,9: “O que ficar nesta cidade há de morrer à espada, ou à fome, ou de peste; mas o que sair e render-se aos caldeus, que vos cercam, viverá, e a vida lhe será como despojo”.
A ira de Deus: 15,1: “Disse-me, porém, o SENHOR: Ainda que Moisés e Samuel se pusessem diante de mim, meu coração não se inclinaria para este povo; lança-os de diante de mim, e saiam”.
O cálice do vinho da ira do Senhor: 25,15: “Porque assim me disse o SENHOR, o Deus de Israel: Toma da minha mão este cálice do vinho do meu furor e darás a beber dele a todas as nações às quais eu te enviar”.
O remanescente será salvo:
3,14: “Convertei-vos, ó filhos rebeldes, diz o SENHOR; porque eu sou o vosso esposo e vos tomarei, um de cada cidade e dois de cada família, e vos levarei a Sião”.
23,3: “Eu mesmo recolherei o restante das minhas ovelhas, de todas as terras para onde as tiver afugentado, e as farei voltar aos seus apriscos; serão fecundas e se multiplicarão”.
O tempo do cativeiro: 25,12: “Acontecerá, porém, que, quando se cumprirem os setenta anos, castigarei a iniqüidade do rei da Babilônia e a desta nação, diz o SENHOR, como também a da terra dos caldeus; farei deles ruínas perpétuas”.
2 – Os falsos sacerdotes e profetas:
8,10-11: “Portanto, darei suas mulheres a outros, e os seus campos, a novos possuidores; porque, desde o menor deles até ao maior, cada um se dá à ganância, e tanto o profeta como o sacerdote usam de falsidade. Curam superficialmente a ferida do meu povo, dizendo: Paz, paz; quando não há paz”.
23,29: “Não é a minha palavra fogo, diz o SENHOR, e martelo que esmiúça a penha?”
3 - A tristeza de Jeremias:
9,1: “Prouvera a Deus a minha cabeça se tornasse em águas, e os meus olhos, em fonte de lágrimas! Então, choraria de dia e de noite os mortos da filha do meu povo”.
4 – O conhecimento do Senhor é o maior bem;
9,23-24: “Assim diz o SENHOR: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte, na sua força, nem o rico, nas suas riquezas; mas o que se gloriar, glorie-se nisto: em me conhecer e saber que eu sou o SENHOR e faço misericórdia, juízo e justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o SENHOR”.
A incapacidade do homem:
10,23: “Eu sei, ó SENHOR, que não cabe ao homem determinar o seu caminho, nem ao que caminha o dirigir os seus passos”.
13,23: “Pode, acaso, o etíope mudar a sua pele ou o leopardo, as suas manchas? Então, poderíeis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal”.
17,9: “Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e desesperadamente corrupto; quem o conhecerá?”
O oleiro e o barro: 18,6: “Não poderei eu fazer de vós como fez este oleiro, ó casa de Israel? —diz o SENHOR; eis que, como o barro na mão do oleiro, assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel”.
O cesto de figos: 24,2: “Tinha um cesto figos muito bons, como os figos temporãos; mas o outro, ruins, que, de ruins que eram, não se podiam comer”.
Deus é quem redime: 32,39-40: “Dar-lhes-ei um só coração e um só caminho, para que me temam todos os dias, para seu bem e bem de seus filhos. Farei com eles aliança eterna, segundo a qual não deixarei de lhes fazer o bem; e porei o meu temor no seu coração, para que nunca se apartem de mim”.
A soberania de Deus: 32,42: “Porque assim diz o SENHOR: Assim como fiz vir sobre este povo todo este grande mal, assim lhes trarei todo o bem que lhes estou prometendo”.
4 – A promessa do Messias:
23,5-6: “Eis que vêm dias, diz o SENHOR, em que levantarei a Davi um Renovo justo; e, rei que é, reinará, e agirá sabiamente, e executará o juízo e a justiça na terra. Nos seus dias, Judá será salvo, e Israel habitará seguro; será este o seu nome, com que será chamado: SENHOR, Justiça Nossa”.
33,15-16: “Naqueles dias e naquele tempo, farei brotar a Davi um Renovo de justiça; ele executará juízo e justiça na terra. Naqueles dias, Judá será salvo e Jerusalém habitará seguramente; ela será chamada SENHOR, Justiça Nossa”.
5- Relatos autobiográficos e anúncios de salvação:
Os canzis de Jeremias: 27,2: “Assim me disse o SENHOR: Faze correias e canzis e põe-nos ao pescoço”.
Jeremias compra um campo em pleno tempo de guerra: 32,7: “Eis que Hananel, filho de teu tio Salum, virá a ti, dizendo: Compra o meu campo que está em Anatote, pois a ti, a quem pertence o direito de resgate, compete comprá-lo”.
A promessa dos recabitas: 35,6: “Mas eles disseram: Não beberemos vinho, porque Jonadabe, filho de Recabe, nosso pai, nos ordenou: Nunca jamais bebereis vinho, nem vós nem vossos filhos”.
O rolo das profecias: 36,4: “Então, Jeremias chamou a Baruque, filho de Nerias; escreveu Baruque no rolo, segundo o que ditou Jeremias, todas as palavras que a este o SENHOR havia revelado”.
Jeremias no poço: 38,6: “Tomaram, então, a Jeremias e o lançaram na cisterna de Malquias, filho do rei, que estava no átrio da guarda; desceram a Jeremias com cordas. Na cisterna não havia água, senão lama; e Jeremias se atolou na lama”.
A queda de Jerusalém: 39,7: “Vazou os olhos a Zedequias e o atou com duas cadeias de bronze, para o levar à Babilônia”.
Gedalias nomeado governador por Nabucodonosor: 40,9: “Gedalias, filho de Aicão, filho de Safã, jurou a eles e aos seus homens e lhes disse: Nada temais da parte dos caldeus; ficai na terra, servi ao rei da Babilônia, e bem vos irá”.
A fuga para o Egito: 42,17: “Assim será com todos os homens que tiverem o propósito de entrar no Egito para morar: morrerão à espada, à fome e de peste; não restará deles nem um, nem escapará do mal que farei vir sobre eles”.
3 - Mensagens contra as nações pagãs:
Os capítulos 42 a 51 constituem profecias contra as nações pagãs, começando com o Egito e finalizando com a Babilônia:
42,17: “Assim será com todos os homens que tiverem o propósito de entrar no Egito para morar: morrerão à espada, à fome e de peste; não restará deles nem um, nem escapará do mal que farei vir sobre eles.
50,2: “Anunciai entre as nações; fazei ouvir e arvorai estandarte; proclamai, não encubrais; dizei: Tomada é a Babilônia, Bel está confundido, e abatido, Merodaque; cobertas de vergonha estão as suas imagens, e seus ídolos tremem de terror.
Apêndice: a queda de Jerusalém:
52,13-14: “E queimou a Casa do SENHOR e a casa do rei, como também todas as casas de Jerusalém; também entregou às chamas todos os edifícios importantes. Todo o exército dos caldeus que estava com o chefe da guarda derribou todos os muros em redor de Jerusalém”.
3 – EZEQUIEL
Em 597 a.C. Nabucodonosor deportou para a Babilônia boa parte dos habitantes de Jerusalém, é provável que entre os componentes daquela primeira deportação, estivesse também o sacerdote Ezequiel, filho de Buzi. Este foi residir às margens do rio Quebar, entre os seus compatriotas cativos, e ali mesmo o Senhor o chamou para exercer o ministério da profecia. Ezequiel se converteu no porta-voz de Deus junto aos exilados, atividade que desempenhou pelo menos até o ano 571 a.C., ano ao qual corresponde o último dos dados cronológicos contidos no livro.
1,1-2: “Aconteceu no trigésimo ano, no quinto dia do quarto mês, que, estando eu no meio dos exilados, junto ao rio Quebar, se abriram os céus, e eu tive visões de Deus. No quinto dia do referido mês, no quinto ano de cativeiro do rei Joaquim”.
Na primeira etapa do seu ministério, antes que Jerusalém fosse destruída, o profeta já havia anunciado que a ruína da cidade se aproximava irremediavelmente. A missão do profeta consistiu em fazer as pessoas compreenderem as verdadeiras causas do desastre sofrido, bem como em prepará-las para a obra de reedificação à qual os repatriados haveriam de dedicar-se. Ezequiel estava persuadido de haver sido chamado a estar como atalaia sobre Israel em um dos períodos mais críticos da sua história nacional, ao mesmo tempo, na sua condição de sacerdote, anela pelo retorno da glória do Senhor ao templo de Jerusalém. Ao final Ezequiel anuncia a graça de Deus junto ao remanescente, Ele mesmo irá pastorear, em Cristo, seus escolhidos e a eles dará um novo coração e colocará em cada um o seu Espírito.
1 - Vocação de Ezequiel:
A visão - 1,26: “Por cima do firmamento que estava sobre a sua cabeça, havia algo semelhante a um trono, como uma safira; sobre esta espécie de trono, estava sentada uma figura semelhante a um homem”.
O chamado: 3,11: “Eia, pois, vai aos do cativeiro, aos filhos do teu povo, e, quer ouçam quer deixem de ouvir, fala com eles, e dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus”.

O atalaia: 3,17-18: “Filho do homem, eu te dei por atalaia sobre a casa de Israel; da minha boca ouvirás a palavra e os avisarás da minha parte. Quando eu disser ao perverso: Certamente, morrerás, e tu não o avisares e nada disseres para o advertir do seu mau caminho, para lhe salvar a vida, esse perverso morrerá na sua iniqüidade, mas o seu sangue da tua mão o requererei”.


2 - Profecias sobre a queda de Jerusalém:
4,4: “Deita-te também sobre o teu lado esquerdo e põe a iniqüidade da casa de Israel sobre ele; conforme o número dos dias que te deitares sobre ele, levarás sobre ti a iniqüidade dela”.

a – As abominações no templo: 8, 10: “Entrei e vi; eis toda forma de répteis e de animais abomináveis e de todos os ídolos da casa de Israel, pintados na parede em todo o redor”.


b – Os falsos profetas: 13,4: “Os teus profetas, ó Israel, são como raposas entre as ruínas”.
c – O amor de Deus por Israel: 16,6-7: “Passando eu por junto de ti, vi-te a revolver-te no teu sangue e te disse: Ainda que estás no teu sangue, vive; sim, ainda que estás no teu sangue, vive. Eu te fiz multiplicar como o renovo do campo; cresceste, e te engrandeceste, e chegaste a grande formosura; formaram-se os teus seios, e te cresceram cabelos; no entanto, estavas nua e descoberta”.
d – As duas irmãs: 23,4: “Os seus nomes eram: Oolá, a mais velha, e Oolibá, sua irmã; e foram minhas e tiveram filhos e filhas; e, quanto ao seu nome, Samaria é Oolá, e Jerusalém é Oolibá”.
3 - Profecias contra as nações pagãs (Capítulos 25 a 32):
25,2: “Filho do homem, volve o rosto contra os filhos de Amom e profetiza contra eles”.
4 - A restauração de Israel:
a – Conversão dos eleitos (o remanescente): 33,11: “Dize-lhes: Tão certo como eu vivo, diz o SENHOR Deus, não tenho prazer na morte do perverso, mas em que o perverso se converta do seu caminho e viva. Convertei-vos, convertei-vos dos vossos maus caminhos; pois por que haveis de morrer, ó casa de Israel?”
b – Endurecimento dos réprobos: 33,13: “Quando eu disser ao justo que, certamente, viverá, e ele, confiando na sua justiça, praticar iniqüidade, não me virão à memória todas as suas justiças, mas na sua iniqüidade, que pratica, ele morrerá”.
c – Falsos pastores: 34,2: “Filho do homem, profetiza contra os pastores de Israel; profetiza e dize-lhes: Assim diz o SENHOR Deus: Ai dos pastores de Israel que se apascentam a si mesmos! Não apascentarão os pastores as ovelhas?”
5– A salvação provém somente da graça de Deus:
34,11: “Porque assim diz o SENHOR Deus: Eis que eu mesmo procurarei as minhas ovelhas e as buscarei”.
A promessa do Messias: 34,13: “Suscitarei para elas um só pastor, e ele as apascentará; o meu servo Davi é que as apascentará; ele lhes servirá de pastor”.
36,26: “Dar-vos-ei coração novo e porei dentro de vós espírito novo; tirarei de vós o coração de pedra e vos darei coração de carne. Porei dentro de vós o meu Espírito e farei que andeis nos meus estatutos, guardeis os meus juízos e os observeis”.
6 – O vale dos ossos:
37,5: “Assim diz o SENHOR Deus a estes ossos: Eis que farei entrar o espírito em vós, e vivereis”.
A batalha do Armagedon:
38,15-16: “Virás, pois, do teu lugar, dos lados do Norte, tu e muitos povos contigo, montados todos a cavalo, grande multidão e poderoso exército; e subirás contra o meu povo de Israel, como nuvem, para cobrir a terra. Nos últimos dias, hei de trazer-te contra a minha terra, para que as nações me conheçam a mim, quando eu tiver vindicado a minha santidade em ti, ó Gogue, perante elas”.
8- O novo templo na Jerusalém futura:
Do capítulo quarenta em diante, Ezequiel tem visões que estabelecem exatamente as medidas e especificações do templo a ser reconstruído. Estas instruções foram seguidas rigorosamente na reconstrução do templo por Zorobabel.
9 – Os quatro rios (Estes quatro rios simbolizam os estágios da igreja de Deus, ou ainda segundo outros intérpretes os estágios da pregação do evangelho):
47,5: “Mediu ainda outros mil, e era já um rio que eu não podia atravessar, porque as águas tinham crescido, águas que se deviam passar a nado, rio pelo qual não se podia passar”.


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