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`PLANO PLURIANUAL DE DESENVOLVIMENTO RURAL

1 – Introdução


A fundação da cidade de Torrinha data de um período em que coincide com a passagem do Império à República, quando se registravam intensos debates políticos na história do país. No ano de 1888, o proprietário de terras José Antunes de Oliveira, residente em Brotas, doou ao Bispado de São Paulo, uma área de terras, onde começou a ser erguida a capela dedicada a São José. Neste importante período político nacional e ao redor daquela capela, nos sertões de Brotas, nascia uma comunidade. Homens agrupavam-se em humildes casas de pau-a-pique, muitas delas cobertas de sapé, atestando que de fato ali havia um crescente arraial.

Esse crescimento ficou evidente quando em 1890 aparecia os primeiros sinais de progresso. Neste ano era inaugurada a Estação de Santa Maria ( nome da serra ali existente ), da Companhia Paulista de Estradas de Ferro, para atender ao transporte daquele arraial, bem como de uma outra vila localizada abaixo da serra denominada também de Santa Maria, a qual por motivos geográficos não podia ser servida por transporte ferroviário. Com a fixação da Estação Ferroviária no arraial, muitas pessoas eram atraídas, o que aos poucos, o arraial tomava maiores proporções, fazendo com que em 1892, fosse elevado a categoria de Distrito Policial, sendo nomeado André Mendes para o cargo de Sub-Delegado de Polícia.

Com o advento da Estrada de Ferro e já tendo o povoado um grande número de moradores, começou a haver dualidade de núcleos de Estação de Santa Maria. O arraial onde estava a Estação de Santa Maria e a vila abaixo da serra, também de nome Santa Maria, veio facilitar uma série de adversidades político-administrativas e mais particularmente, no tocante a distribuição de correspondências vindas através da ferrovia. Desta forma passou-se a cogitar a idéia de identificação mais clara dos núcleos da povoação e finalmente foi aprovada a proposta de denominar a Estação de Santa Maria por Torrinha. Esta nova denominação foi decidida no ano de 1894 e o nome de Torrinha foi escolhido por haver nas proximidades da Estação uma grande pedra, elemento natural de referência da região, cujo formato lembra uma torre.

No dia 14 de dezembro de 1896, através da Lei nº 468, é elevada a categoria de Distrito de Paz, sendo instalado no dia 26 de maio de 1897. Com a instalação do Distrito de Paz ficam estabelecidas as divisas de Torrinha.

Com a Lei Estadual nº 1883, de 30 de novembro de 1922, criou-se o Município de Torrinha, instalado oficialmente no dia 07 de abril de 1923.

Já com uma estrutura de município montada, Torrinha passou a desenvolver-se mais rapidamente. Na oportunidade as fazendas de café faziam-se presentes, angariando divisas para o município e conseguindo transformar a cidade, dotando-a de infra-estrutura.

Na atualidade o município, com sua área total de 30.326 ha, tem a sua economia baseada na agropecuária, tendo como principal cultura, em termos de área, a cana de açúcar com 7.080 ha, produzindo 554.800 t/ano. A citricultura também se faz presente com 1178 ha, mas é o café com 1285 ha o destaque do município, por se fazer presente na maioria das propriedades, principalmente pequenas, utilizando toda a mão de obra familiar. O eucalipto, com 2.102 ha e tendência de expansão, além da produção de madeira, lenha e celulose, canaliza folhas para as destilarias de óleos essenciais existentes no município.

Quanto a pecuária, ocupando 12.150 ha de pastagens, o efetivo é de um rebanho de corte com 9.000 reses, rebanho misto de 7.000 reses e rebanho leiteiro de 2.500 reses. Esse plantel gera anualmente 32.300 @ de carne e 1.100.000 litros de leite.

Na suinocultura o plantel é de 5.000 cabeças em todas as idades, produzindo 16.000 @ de carne/ano. A avicultura de corte, no sistema integrado, com mão de obra familiar, tem capacidade de alojamento para 10.175.000 cabeças/ano e produção anual de 23.125.000 kg. A sericicultura conta com 18 produtores e produção de 7.600 kg de casulos/ano.
2 – DADOS GERAIS
2.1 – DISTÂNCIAS: Capital 270 km

Campinas 170 km

Piracicaba 90 km

Jaú 60 km

Bauru 100 km
2.2 – MUNICÍPIOS Brotas

LIMÍTROFES: Dois Córregos

São Pedro

Santa Maria da Serra


2.3 – COORDENADAS Latitude 22º 25 S

GEOGRÁFICAS: Longitude 48º 10 O

Altitude média 820 m
2.4 – CLIMA: Precipitação pluviométrica média 1.300 mm

Temperatura média anual 20.00º C

Temperatura média mínima 14.85º C

Temperatura média máxima 24.62º C


2.5 – TIPOS DE SOLOS: 95% Latossolo

04% Argissolo

01% Litosssolo
2.6 – HIDROGRAFIA: Todos os ribeirões nascem dentro do município e seguem para a Bacia do Piracicaba e do Jacaré-Pepira.
2.7 – POPULAÇÃO: Urbana 5.400

Rural 1.800

Total 7.200
3 – OCUPAÇÃO TERRITORIAL
3.1 – ÁREA: Rural 29.826 ha

Urbana 500 ha

Total 30.326 ha

3.2 – ESTRUTURA FUNDIÁRIA




Estratificação

Nº de Propriedades

Área ( ha )

Até 5.0 ha

60

220

5.1 a 20.0 ha

229

2710

20.1 a 50.0 ha

185

5610

50.1 a 100.0 ha

82

5900

100.1 a 500.0 ha

44

9320

500.1 a 1000.0 ha

7

4850

Total

607

28610

3.3 – PRINCIPAIS CULTURAS





Exploração

Área ( ha )

Produtividade

Café

1285

30 sc 40 kg em coco/ha *

Citrus

1178

600 cx. 40.8 kg/ha

Cana de açúcar

7080

80 t/ha

Milho

350

50 sc 60 kg/ha

Arroz

50

30 sc 60 kg/ha

Mandioca

160

35 t/ha

Pastagem

12150

1,5 U A/ha

Eucalipto

2102

6 t folhas/ha

Amora

64




  • Café: ano de safra baixa

4 – RENDIMENTOS FÍSICOS E ECONÔMICOS DO SETOR AGROPECUÁRIO





Cultura/Criação

Produção anual

Preços Médios

Valor da Produção

Café

12.650 sc benef. 60 kg

300.00

3.795.000,00

Citrus

706.800 cx. 40.8 kg

8.00

5.654.400,00

Cana de açúcar

554.880 t

29.19

16.196.947,00

Milho

17.500 sc 60 kg

20.00

350.000,00

Mandioca

5.600 t

120.00

672.000,00

Arroz

1.500 sc 60 kg

32.00

48.000,00

Eucalipto

11.580 t folhas

50.00

579.000,00




58.000 m3 de lenha

30.00

1.740.000,00




5.000 m3 de madeira

90.00

450.000,00

Aves de Corte

23.125.000 kg de carne

1.25

28.906.250,00




23.125 t cama de aviário

70.00

1.618.750,00

Bovinos

32.300 @ de carne

55.00

1.776.500,00




1.100.000 l de leite

0.55

605.000,00

Suínos

16.000 @ de carne

52.00

832.000,00

Bicho da Seda

7.600 kg de casulo

6.00

45.600,00

Total







63.269.447,00

  • Aves de Corte: o valor da produção é de R$ 28.906.250,00; entretanto, a parte que fica com os produtores ( no município ) é em torno de R$ 2.035.000,00

  • Cana de Açúcar: O valor da produção é de R$ 16.196.947,00; e o valor que fica com o produtor, pelo arrendamento das terras é de R$ 2.509.857,00.

5 – CARACTERÍSTICAS DA INFRA ESTRUTURA DA COMERCIALIZAÇÃO E ARMAZENAMENTO DOS PRODUTOS DA AGROPECUÁRIA.

5.1 – COMERCIALIZAÇÃO


  • Cana de açúcar – produzida em áreas arrendadas pela Usina da Barra ( Grupo Cosan – Unidade da Barra Bonita ) e Paraíso Bioenergia ( Brotas ), que industrializam a produção.

  • Café – a safra é comercializada com as máquinas de benefício do município e da região.

  • Citrus – produção direcionada principalmente para as indústrias de suco ( contrato ) e empresas que atuam na classificação de frutas para o mercado.

  • Milho e arroz – Produção para consumo próprio, com venda do excedente no município e região.

  • Mandioca – produção direcionada para a indústria e comercializada com as fábricas de farinha de Santa Maria da Serra.

  • Eucalipto – A madeira é comercializada nas serrarias do município e região.

As folhas são vendidas para as destilarias de óleos essenciais existentes no município.

A lenha é comercializada nas olarias, cerâmicas e padarias da região.

As áreas novas, são formadas com mudas clonadas e visam as fábricas de papel.

* Aves de Corte – atividade no Sistema de Integração, sendo a remuneração do produtor baseada na conversão; apenas um avicultor investe na atividade por conta e abate aves para comercialização, com venda do excedente para abatedouros da região. A cama de aviário tanto é consumida dentro da propriedade, em lavouras de café, como comercializada com outros produtores.



  • Bovinos – Frigoríficos e Leilões da região. Leite – Laticínios da região.

  • Suínos – Abatedouros da região.

  • Casulos – contratos com a Fiação de Seda Bratac – Gália – SP

5.2 – ARMAZENAMENTO


A produção, principalmente café, é armazenada em tulhas nas propriedades e poucos que não possuem esta estrutura, depositam o produto nas máquinas de benefício, para posterior comercialização.

5.3 – MEIO DE TRANSPORTE


A malha viária do município compõe-se de aproximadamente 310 km de estradas, sendo 250 km de chão batido, apresentando problemas, principalmente na época das águas, carecendo de manutenção adequada, bem como, reparos ou substituição de pontes, mata-burros e passagens de gado. Conta com uma estrada vicinal asfaltada, em torno de 20 km, que liga Torrinha ao município de São Pedro e serve ao setor de maior população rural do município; todavia, esta estrada necessita de reparos ( buracos ). O município conta também com mais ou menos 40 km de Rodovias Estaduais ( SP 197 e SP 304 ) que ligam Torrinha a Dois Córregos, Santa Maria da Serra e Brotas.

6 – NÍVEL DE ORGANIZAÇÃO RURAL

6.1 – SINDICATOS: Sindicato Patronal Rural

Sindicato dos Trabalhadores Rurais


6.2 – ASSOCIAÇÃO: Associação Comercial, Industrial e Agropecuária de Torrinha.

CAFENATO – Associação dos Produtores de Café Natural do Bairro Paraíso do Alto de Torrinha.


6.3 – AGENTES Banco Nossa Caixa S/A

FINANCEIROS: Banco Bradesco S/A

7 – ESCOLAS RURAIS:
O município contava com 9 Escolas Rurais de 1º grau, que hoje estão desativadas e atualmente os alunos da zona rural são transportados para a escola na zona urbana, em veículos alocados pela Prefeitura Municipal.

Em contrapartida, foi implantada no município uma Escola Agrotécnica, de 1º grau, em regime de semi internato, em propriedade rural pertencente a Prefeitura Municipal, que atende alunos do município e municípios vizinhos.

8 – MEIOS DE COMUNICAÇÃO DO MUNICÍPIO.


  • Jornal Folha de Torrinha

  • Rádio Comunitária de Torrinha

9 – INFRA ESTRUTURA DE ASSISTÊNCIA TÉCNICA E PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS OFICIAIS E PRIVADOS


A Casa da Agricultura está instalada em prédio próprio e conta com dois Engenheiros Agrônomos.

Posto de venda de sementes da Secretaria da Agricultura: milho, arroz e feijão.

Posto de atendimento de Defesa Sanitária Animal, em colaboração com a Coordenadoria de Defesa Agropecuária, com o objetivo de facilitar o atendimento aos produtores do município.

Sede do Conselho Municipal de Desenvolvimento Rural – CMDR

10 – DIAGNÓSTICO


  • Cana de Açúcar: ocupa 29% da área rural e é explorada por usinas, que arrendam as terras e detêm a tecnologia.

  • Citricultura: praticamente nas mãos de citricultores tradicionais, da região de Limeira.

  • Cereais: sofreram diminuição na área cultivada e a produção está mais voltada para o consumo próprio.

  • Eucalipto: se faz presente em quase todas as propriedades e a produção se destina as destilarias de óleos essenciais, lenhadoras, serrarias, fabricas de papel, além de suprir as necessidades do imóvel.

  • Café: é a cultura mais significativo do município, não só em termos econômicos, como também no aspecto social, pelo engajamento tanto da mão de obra familiar, como de terceiros. Apesar de novos plantios, nas pequenas propriedades, a cultura sofreu redução na área em prol da expansão da cana de açúcar.

  • Sericicultura: parceria dos produtores com a Fiação de Seda Bratac, que contrata toda a produção e se incumbe da assistência técnica.

  • Avicultura de Corte: os produtores desenvolvem a atividade com empresas que atuam no sistema de integração, fornecem assistência técnica.

  • Pecuária: houve redução da produção de leite, em torno de 70%, em favor da expansão da cultura de cana de açúcar, nas propriedades maiores. Restaram os pequenos produtores, que necessitam de melhoria no nível tecnológico, para elevar a produtividade e o retorno econômico.

  • Defensivos Agrícolas: Conscientização dos agricultores em relação ao descarte adequado de embalagens vazias de defensivos agrícolas ( Lei Federal nº 9.974 de 06/06/00 e Decreto nº 3.550 de 27/0/00 ), bem como o uso correto de Equipamentos de Proteção Individual ( EPI )

  • Meio Ambiente: Os agricultores estão se conscientizando da necessidade de preservação do meio ambiente, sendo necessário assistência técnica e apoio público para que se desencadeie um processo de recuperação ambiental, com conservação adequada do solo, implantação de matas ciliares, descarte correto do lixo tóxico e doméstico, além de um Programa de Educação Ambiental.

  • Estradas: A malha viária existente atende a todos os imóveis do município, mas necessita de melhor conservação, principalmente no tocante às águas pluviais e obras viárias ( pontes, mata-burros ).

  • Sócio economia: Com o passar do tempo vão ocorrendo mudanças significativas no perfil do município, em todos os aspectos, havendo necessidade de levantamentos periódicos para melhor acompanhar a evolução do município e tomar decisões mais adequadas e oportunas.

11 – DEFINIÇÃO DOS OBJETIVOS GERAIS DO PLANO




  • Agropecuária: Elevar a produtividade e rentabilidade das propriedades rurais, atuando na melhoria do plantel, manejo e alimentação do gado de leite e na cultura do café, na melhoria da qualidade do produto e redução nos custos de produção. Paralelamente buscar alternativas para diversificação de atividades na propriedade.

  • Malha viária: Recuperação e manutenção adequada de estradas e obras viárias, facilitando o transporte de alunos e escoamento da produção.

  • Horta Municipal: incremento e diversificação na produção visando, além do aprendizado prático dos alunos, suprir as necessidades das entidades assistenciais e merenda escolar.

  • Sócio economia: Manter atualizados os cadastros das propriedades rurais, para melhor acompanhamento da evolução rural do município, dando subsídios para um direcionamento estratégico e seguro dos programas municipais de apoio.

  • Meio Ambiente: conscientização e motivação dos produtores para a conservação do solo e recuperação das matas ciliares, bem como, o descarte correto de materiais poluentes, principalmente embalagens vazias de defensivos agrícolas, visando melhoria na qualidade de vida. Na área urbana, implementação da arborização de praças e ruas, principalmente nos bairros populares, aliada à educação ambiental.

12 – OBJETIVOS:




  • Melhoria do plantel, manejo e alimentação do gado de leite, melhorando a qualidade e a produtividade.

  • Melhoria da qualidade do café, agregando valor ao produto.

  • Incremento da horta municipal.

  • Alternativas para diversificação das atividades.

  • Recuperação e manutenção das estradas rurais e obras viárias.

  • Recuperação e conservação de solos.

  • Recuperação e/ou implantação de matas ciliares.

  • Arborização de praças e ruas, de forma e com espécies adequadas.

  • Manter atualizado o levantamento das propriedades rurais ( LUPA ).

  • Programa de Educação Ambiental, para alunos e população.

13 – JUSTIFICATIVA:




  • Café: cultura de maior peso econômico social do município, demanda assistência no sentido de agregar valor ao produto e racionalizar os insumos, com vistas na redução do custo de produção.

  • Pecuária: principalmente a de leite, nas mãos de pequenos produtores, com baixa capacidade de suporte das pastagens, baixa qualidade das capineiras e deficiências na alimentação e manejo do rebanho.

  • Diversificação de atividades: testar a aptidão e o desempenho de culturas de clima temperado, aproveitando a altitude do município, que torna o clima ameno, criando alternativas para que o produtor não dependa unicamente do café. Quanto à pecuária, já se nota o interesse de produtores por caprinos e ovinos.

  • Malha viária: falta manutenção adequada, principalmente no tocante às águas pluviais e obras viárias.

  • Horta municipal: aprendizado prático dos alunos e produção de alimentos para as entidades assistenciais e merenda escolar.

  • Cadastramento de propriedades: visão sócio econômica precisa da zona rural.

  • Meio ambiente: necessidade da conscientização dos produtores e população em geral, sobre a preservação do meio ambiente, como a conservação do solo e reposição da vegetação das áreas ribeirinhas, evitando o assoreamento das nascentes e ribeirões, melhorando a qualidade da água utilizada no abastecimento da população.

  • Educação ambiental: necessidade de despertar na criança e no jovem a consciência preservacionista, bem como os seus princípios básicos.

  • Arborização urbana: deixa a desejar quanto ao número de plantas, principalmente nos bairros populares e algumas espécies utilizadas são inadequadas para determinados locais, dando origem a problemas nas calçadas, muros, rede elétrica e telefônica, trânsito, etc.

14 – PROJETOS




  • Micro Bacias Hidrográficas

  • Alimentação e Manejo Sanitário do Rebanho Bovino Misto

  • Adequação e Conservação de Estradas Rurais

  • Horta Municipal

  • LUPA




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