Oms faz apelo em cabinda para o combate a malaria



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ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DA SAÚDE





NOTA DE IMPRENSA


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ANGOLA: MALÁRIA MATA ANUALMENTE 100,000 CRIANÇAS E 1,500 MULHERES GRÁVIDAS



25 TH Abril 2003

Benguela - “100,000 crianças menores de cinco anos e 1,500 mulheres grávidas morrem anualmente em Angola devido à malária”, anunciou em Benguela o Representante da OMS, Dr. Paolo Balladelli, por ocasião do 25 de Abril, Dia Africano de combate a Malária.
Os custos globais da Iniciativa Fazer Recuar a Malária (RBM), que visa reduzir esta doença à metade, em África, estão avaliados em um bilião de dólares por ano. Contudo, até a presente data, apenas 200 milhões de dólares/ano foram disponibilizados para o tratamento e a prevenção da malária.
Mencionando os objectivos da Declaração de Abuja, o Dr. José Van Dúnem, Vice Ministro da Saúde, explicou que Angola determinou curar 60% dos casos de malária até 2010. “60% das mulheres grávidas devem ter acesso a mosquiteiros impregnados com insecticida; 60% das mulheres devem ter acesso ao tratamento durante a gravidez e 60% dos casos de malária devem ser tratados de forma atempada”, reiterou o Dr. José Van Dúnem.
“Em Angola, a estratégia para controlar a mortalidade por malária registou progressos. A cifra de crianças mortas anualmente por malária poderá ser de 165,000, se as actuais estratégias para prevenção e tratamento da doença não forem implementadas pelas autoridades nacionais e respectivos parceiros”, admite o Representante da OMS. A “Caravana pela Vida”, realizada pelo Ministério da Saúde, em colaboração com a OMS e outros parceiros, visou proteger contra a malária 300,000 pessoas em situação de risco nas províncias de Malanje, Huambo, Kwanza Norte, Moxico, Bié e Benguela. Seis viaturas foram doadas nessa altura às autoridades de saúde e seis técnicos de saúde foram colocados naquelas províncias.
A OMS e alguns dos seus parceiros, como o UNICEF e a USAID, continuam a implementar com sucesso a Iniciativa Fazer Recuar a Malária a nível provincial. Nas províncias de Luanda, Malanje e Huambo está a ser desenvolvido um projecto de cinco anos contra a malária pela OMS e o MINSA, com a cooperação da USAID.

Uma prioridade está a ser concedida à prevenção e ao tratamento da malária, especialmente neste momento em que o país vive uma fase de transição para o desenvolvimento. Ênfase especial será dada à redução da mortalidade infantil.


O Representante da OMS comentou que estudos aleatórios demonstraram que o uso de mosquiteiros impregnados pode reduzir a mortalidade infantil em 17%.
Em geral, Angola tem estado a incluir a luta contra a malária na sua estratégia de combate à pobreza na tentativa de quebrar o ciclo vicioso existente entre a doença e a pobreza. Actualmente, 30% dos casos de morte e doença são provocados por malária.
Governo e parceiros; Agências especializadas das Nações Unidas e ONGs sentem a necessidade de incrementar a assistência técnica e financeira no combate a malária, considerando que um tal investimento terá como benefícios maiores na produtividade e no aumento da esperança de vida da população. Segundo a OMS, está cientificamente provado que os estratos sociais mais desfavorecidos registam índices mais elevados de mortalidade, na ordem dos 39%, comparativamente à pessoas com melhores condições socio-económicas.
Recorde-se que uma delegação do MINSA dirigida pelo Vice-Ministro da Saúde esteve na passada sexta-feira, 25 de Abril, em Benguela por ocasião do Dia Africano da Malária. A delegacao incluiu ainda os Representantes da OMS, UNICEF, União Europeia e da ESSO.
Depois de visitar o Hospital Provincial, a delegação visitou um orfanato com 88 crianças assistidas por uma congregação religiosa, e a Antena Epidemiológica instalada pela OMS naquela província.
Para assinalar o acto, o Governo Provincial de Benguela organizou uma Feira, para venda de mosquiteiros impregnados com insecticida à população, como contribuição para reduzir a mortalidade causada pela malária.



Elaborado pela Representação da OMS/Angola, Rua Major Kahangulo 197, 7 andar, em Luanda, ou os telef: (2442) 332398, (091) 201808 Fax: (2442) 332314 e (1 407) 9563882 - E-Mail: whoang@ebonet.net








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