Ociedade brasileira de terapia intensiva sobrati instituto brasileiro de terapia intensiva ibrati mestrado profissionalizante em terapia intensiva



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OCIEDADE BRASILEIRA DE TERAPIA INTENSIVA - SOBRATI



INSTITUTO BRASILEIRO DE TERAPIA INTENSIVA - IBRATI

MESTRADO PROFISSIONALIZANTE EM TERAPIA INTENSIVA
EDEILSON VICENTE FERREIRA

DESAFIO GERENCIAL: O ABSENTEÍSMO COMO UM PROBLEMA DENTRO DA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA

JOÃO PESSOA

(2013)

E

DEILSON VICENTE FERREIRA



DESAFIO GERENCIAL: O ABSENTEÍSMO COMO UM PROBLEMA DENTRO DA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA


Dissertação apresentada à Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Terapia Intensiva.

Orientadora: Maria Helena Rodrigues de Barros Wanderley

Co-orientador: Flávio de Oliveira Silva.



JOÃO PESSOA

(2013)

F

OLHA DE APROVAÇÃO



EDEILSON VICENTE FERREIRA

DESAFIO GERENCIAL: O ABSENTEÍSMO COMO UM PROBLEMA DENTRO DA UNIDADE DE TERAPIA INTENSIVA


Dissertação apresentada à Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva como requisito parcial para a obtenção do título de Mestre em Terapia Intensiva.

Aprovado em: ___ de ______________ de 2013

BANCA EXAMINADORA

_________________________________________

Sociedade Brasileira de Terapia Intensiva - SOBRATI

R

esumo

O absenteísmo é um problema que para os trabalhadores de enfermagem da área hospitalar gera graves conseqüências, como a queda na qualidade da assistência prestada e aumento do estresse e ansiedade nos membros da equipe de trabalho.Este estudo teve por objetivo analisar o absenteísmo entre os profissionais de enfermagem em uma unidade de terapia intensiva em um hospital universitário. Os dados referentes às ausências não previstas foram coletados nas escalas mensais do ano de 2011 dos funcionários da equipe de enfermagem da unidade de terapia intensiva. Verificou-se que 82% dos afastamentos foram dos técnicos e auxiliares de enfermagem, sendo 74% das ausências observadas causadas por doenças. Em relação a duração dos afastamentos, 65% ocorreram de 1 a 3 dias. Os índices de absenteísmo mais altos diferiram entre as duas categorias analisadas, os técnicos e auxiliares apresentaram os maiores índices nos meses de junho e outubro enquanto os enfermeiros tiveram suas maiores ausências nos meses de abril e maio. Apesar dos índices na unidade estudada estarem abaixo dos preconizados, o acompanhamento da saúde dos trabalhadores é importante para a adoção de medidas que visem à redução das doenças entre a equipe de enfermagem da instituição.

Descritores: absenteísmo, ausências não previstas, unidade de terapia intensiva.



A

bstract

Absenteeism is a problem for hospital nursing staff generates serious consequences, such as decreased quality of care and increased stress and anxiety among team members trabalho.Este study aimed to analyze absenteeism among professionals nursing in an intensive care unit in a university hospital. Data regarding unplanned absences were collected monthly on the scales of the year 2011 the employees of the nursing staff of the intensive care unit. It was found that 82% of departures were technicians and nursing assistants, 74% of observed absences caused by illness. Concerning the Leave duration, 65% occurred 1-3 days. The highest absenteeism rates differed between the two categories analyzed, technicians and assistants have higher rates in the months of June and October while the nurses had their biggest absences during the months of April and May. Although the indices studied in the unit are below those recommended, monitoring the health of workers is important for the adoption of measures aimed at reducing disease among the nursing staff of the institution.

Keywords: absenteeism; intensive care unit; unplanned absences.



L

ISTA DE FIGURAS

Gráfico 1 – Percentual de profissionais da equipe de enfermagem da instituição estudada.

Gráfico 2 – Percentual de profissionais que apresentaram ausências durante o ano de 2011.

Gráfico 3 – Distribuição dos profissionais da equipe por sexo de enfermagem que apresentaram ausências no ano de 2011.

Gráfico 4 – Tipos de afastamentos da equipe de enfermagem durante o ano de 2011.

Gráfico 5 – Duração das ausências não previstas da equipe de enfermagem.

Gráfico 6 – Tempo de exercício dos profissionais que apresentaram ausências durante o periodo de 2011.

Gráfico 7 – Índice de absenteísmo mensal dos auxiliares/técnicos de enfermagem da unidade de terapia intensiva

Gráfico 8 – Índice de absenteísmo mensal dos enfermeiros da unidade de terapia intensiva



S

UMÁRIO



1 INTRODUÇÃO 7

1.2 OBJETIVOS 9

1.2.1 Objetivo Geral 9

1.2.2 Objetivos específicos 9

1.3 JUSTIFICATIVA 10

2 REFERENCIAL TEÓRICO 11

2.1 Absenteísmo na equipe de enfermagem 14

2.2 O ambiente de trabalho como fator predisponente ao absenteísmo 17

2.3 O Gerenciamento da Assistência de Enfermagem 21

3 METODOLOGIA 24

3.1 Tipo de Estudo 24

3.2 Área de Estudo 25

3.3 População e amostra 25

3.4 Procedimentos para coleta de dados 25

3.5 Critérios de inclusão 26

3.6 Critérios de exclusão 26

3.7 Procedimento para análise de dados 27

3.8 Procedimentos Éticos 27

4 RESULTADOS e DISCUSSÃO 27

5 CONCLUSÕES 35

REFERÊNCIAS 36



1 INTRODUÇÃO


Analisam-se nesta dissertação as ausências da equipe de enfermagem da unidade de terapia intensiva e da unidade de recuperação em cirugia cardiológica em um Hospital Universitário da Cidade do Recife, Estado de Pernambuco. Interessa nos explicitar que esta dissertação foi idealizada porque esse tipo de pesquisa demonstra ou não a necessidade da adoção de estudos sobre o tema para que sejam adotadas medidas de controle promovendo um melhor ambiente de trabalho para os funcionários e conseqüentemente, a prestação de uma assistência de melhor qualidade para os pacientes.

O absenteísmo dos profissionais de enfermagem, sobretudo nas organizações públicas de saúde, é fato que merece atenção, pois, tanto resultados de pesquisas, como relato de gerentes de serviços aponta para altos índices de ocorrência dos mesmos (SANCINETTI ,et al., 2009), sendo a soma do período em que o funcionário não comparece ao trabalho, ele tem sido um problema nas organizações modernas que dependem do comprometimento dos seus funcionários. Embora alguns dirigentes não dispensem a devida atenção a este fator, as ausências dos funcionários muitas vezes surpreendem os gestores que são obrigados a reestruturar processos, cargos e atividades nas instituições (AGUIAR e OLIVEIRA, 2009).

O absenteísmo é um problema complexo que extrapola os limites das organizações e atinge a comunidade externa com suas disfunções, como interrupção de serviços públicos, demissões, conflitos familiares e alcoolismo. Suas causas têm relação com fatores organizacionais e com características individuais do trabalhador. As organizações, públicas ou privadas, precisam conhecer a sua dimensão, detectar suas causas, definir políticas e investir em soluções que visem à melhoria da produtividade e da qualidade de vida de seus funcionários. O impacto do absenteísmo nos aspectos econômicos e sociais das organizações, e da sociedade em geral, desperta a consciência da essencialidade do estudo desse fenômeno em qualquer organização, sobretudo as públicas, que, de maneira geral, se situam em âmbito mais complexo do que as empresas privadas (OLIVEIRA et al., 2007).

As causas do absenteísmo podem estar relacionadas ao próprio trabalho, como à falta de organização, à supervisão deficiente, ao empobrecimento de tarefas, à falta de motivação, às más condições de trabalho e à política organizacional inadequada. Entre outras causas, também estão as doenças comprovadas, os motivos familiares, os atrasos involuntários e as faltas voluntárias (FAKIH et al., 2012).

Como conseqüências, as ausências não previstas causam dificuldades para o trabalho em equipe por gerar sobrecarga nos presentes e prejuízo para os usuários do serviço hospitalar. Conhecer os aspectos e causas dos do absenteísmo sob diferentes perspectivas permite explorar o problema na tentativa de planejar e adotar medidas preventivas que favoreçam o trabalhador (COLOMBO, 2012).

Nas instituições de saúde, a organização do trabalho da equipe de enfermagem é essencial para o atendimento adequado e de qualidade ao cliente/paciente. Na unidade de terapia intensiva, setor onde predominam as atividades complexas, as quais requerem habilidades e conhecimentos específicos para prestar uma assistência de enfermagem intensiva e eficaz, existe a necessidade de garantir um número adequado de trabalhadores a fim de assegurar o cumprimento de uma escala de serviço durante as 24 horas do dia (INOUE et al., 2008b).

No Brasil, o Conselho Federal de Enfermagem (COFEN) utiliza-se do cálculo do Índice de Segurança Técnica (IST), para a cobertura das ausências no trabalho. Mesmo assim, muitas instituições atuam com número limítrofe de funcionários e outras tantas com déficits elevados de trabalhadores de enfermagem, potencializando as conseqüências ocasionadas pelo absenteísmo tais como sobrecarga de trabalho, insatisfação do trabalhador e qualidade de assistência prejudicada. Dentre as unidades de internamento dos hospitais, o maior índice de absenteísmo ocorre em Unidades de Terapia Intensiva (UTI), pois a UTI tem características peculiares, com maior carga de trabalho que outros setores por causa predomínio de atividades complexas pela concentração de capital humano e tecnológico sofisticado (INOUE et al., 2008a).

1.2 OBJETIVOS



1.2.1 Objetivo Geral




  • Analisar o absenteísmo entre os profissionais de enfermagem em uma unidade de terapia intensiva.


1.2.2 Objetivos específicos




  • Caracterizar o perfil dos profissionais de enfermagem que trabalham na unidade de terapia intensiva;



  • Verificar o índice de absenteísmo entre os profissionais de enfermagem.



  • Identificar e analisar a principal categoria de absenteísmo entre os profissionais de enfermagem.


1.3 JUSTIFICATIVA


Na assistência a indivíduos críticos ou não, o papel desempenhado por cada membro da equipe de enfermagem é fundamental para a qualidade da prestação de serviço aos pacientes. A ausência de um profissional de saúde no dia-a-dia de uma unidade de cuidados intensivos, gera desconforto na qualidade dos resultados e na própria equipe favorecendo a ansiedade, tensão, aguçando a animosidade entre os membros e a desqualificação do atendimento dispensado ao cliente. O estudo das ausências contribui para a adoção de medidas que possam minimizar as ausências não previstas, evitando-se, assim, as conseqüências que o absenteísmo possa causar entre os profissionais.






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