O retrato de um homem



Baixar 46,8 Kb.
Encontro13.07.2018
Tamanho46,8 Kb.

Familia D

Relato escrito por Ricardo Duailibi


O RETRATO DE UM HOMEM

Naquele dia Salim chorou. Abraçado aos irmãos menores soluçavam juntos no pequeno quarto onde todos dormiam.

Os soldados estavam por todos os lados, as tropas germânicas do Kaiser Guilherme II já dominavam todo o país.

Justamente naquele instante, seu pai, um velho viticultor chamado Abdallah, levava sua irmã mais velha Salma para escondê-la no convento da cidade.

Célere corria o ano de 1915. A guerra alastrava-se pelo mundo; faltavam os gêneros alimentícios, o trigo somente era vendido no mercado negro e a fome instalara-se em todos os lares.

Neste ambiente o menino Salim tomou a firma decisão que mudaria o traçado de sua vida: abandonaria seu torrão natal, as parreiras de uva onde trabalhava com o seu pai, sua querida mãe Rosa e seus irmãos menores. Iria para a América ganhar fortuna e logo voltaria para ajudar seus pais.

Sonhos e devaneios povoaram suas horas mesmo durante a faina diária: planejava seu longo “vôo” para o desconhecido.

Compartilhando suas idéias com os irmãos e primos, logo formou pequeno grupo que reunia-se às margens do límpido Bardauni, e as asas da imaginação os levavam para a magia da nova terra e ao jardim da felicidade.

Finalmente chegou o esperado dia da paz. A triplice aliança se rende, a guerra acaba e a paz é hasteada para todos.

Saem os alemães e chagem os cordiais franceses. Restabelece-se a navegação comercial no Mediterrâneo e o porto de Beirute se movimenta.

Imediatamente foi colocado em prática o acalentado, pois a situação familiar já se definira - Salma resolveu permanecer no convento, os irmãos menores já ajudavam na pequena propriedade da família – e assim salim decidiu partir.

Incentivado por notícias alvissareiras sobre o sucesso alcançado por parentes na América, os pais de Salim concordam com sua partida; sua mãe arruma algumas roupas, seu pai lhe lhe entrega as minguadas economias da família e um alforje com pão e azeite. Repleto de esperança o jovem inexperiente partiu.

Em direção a Marselha na França embarcou em antigo cargueiro de bandeira grega para a America do Sul amargou escuro porão, atenuado pela materialização do Éden. Sentia-se extremamente alegre, pois tudo caminhava conforme o planejado.

Na manhã de Natal 1918 Salim desembarcou felizno porto de Santos, América.

Com o firme objetivo de encontrar um tio que já amealhara vasta fortuna, andava altaneiro, roupa surrada, algumas moedas e incontida alegria; iniciou então a procura pelo tio.

Sem expressar-se em nosso idioma, tentava em vão obter informações mostrando papel amassado, que tão carinhosamente guardara durante a travessia.



SALOMÃO DUAILIBI

Coxim – Mato Grosso

Com estrutura mediana, cabelos meios ruivos, olhos esverdeados e muito forte, Salim diferenciava do árabe comum, podendo facilmente passar por imigrante europeu. Levado pelo destino, um mês após sua chegada lá estava Salim descarregando os carroções que chegavam do interior no mercado municipal de São Paulo, reduto de imigrantes, localizado no final da rua 25 de março e há muito demolido.

Orientado pelos patrícios e com o primeiro pagamento no bolso. Salim embarca no trem que em longa viagem o levaria até a pequena cidade de Santo Antônio de Campo Grande, Matto Grosso.
Imaginava-se trabalhando com o abastado tio, seria certamente o seu braço direito.

Na boléia de uma carroça pertencente a uma comitiva que dirigia-se à Cuiabá, chega finalmente a pequena vila de Coxim o jovem imigrante, sua busca terminava.

Coxim era um pequeno vilarejo perdido em imenso território inóspito, semelhante a Macondo, extraído dos contos de Gabriel Garcia Marques.

Possuía talvez grande futuro, pois como ponto estratégico estava situado ao lado da única ponte sobre caudaloso rio do mesmo nome, passagem obrigatória para todos que deslocavam-se para o Norte.

Salomão, seu tio, um homem forte e destemido, tipo sanguineo, possuía cabelos claros, entre louros e ruivos, emigrara em 1913 trazendo do Lìbano sua mulher Zaquia, em gestação adiantada, e quatro filhos menores – Elias, Julieta, Jorge e Jamil.

Durante a quarentena que foi submetido ao desembarcar na ilha das flores em Niterói, nasceu o quinto filho, Michel.

Após um ano de sofrida permanência no Rio de Janeiro, Zaquia resolve retornar a sua pátria, abandonando o marido e os filhos pequenos.

Desolado, Salomão recebe a notícia que seu primo Cherbel estava em um garimpo denominado Jaurú, em Mato Grosso, empreende então longa viagem com as crianças para encontrá-lo, procurando trabalho para sua subsistência.

Cherbel surpreende-se com a chegada do primo e as crianças ao garimpo, imediatamente os leva para a pequena vila próxima, Coxim, colocando-o como sócio em minúsculo armazém que lá já possuia.

Com apenas 18 anos, Chebel Kalil Duailibi, rapaz moreno de cabelos e olhos negros, trabalhava no Egito com o tio em famoso lapidário, onde tomou gosto pelas pedras preciosas, imigrou, chegando ao Brasil em 1912 para residir com um parente próximo, na cidade de São Luís do Maranhão, também chamado Salim Duailibi e que imigrara no ano de 1910.

Com espírito aventureiro, herdado dos ancestrais fenícios, Chebel ao invés de dirigir-se a São Luís prefere arriscar a vida nos garimpos de Mato Grosso, tão decantados na época.

Quatro anos após a chegada de Salomão a Coxim, o armazém em sociedade com Chebel progredira, mas a despesa para manter a numerosa prole o mantinha empobrecido.

Nesta situação chegou o jovem Salim. Era o início do ano de 1919. Sua presença fazia a pequena colônia árabe reunir-se ávida pelas notícias de parentes e informações sobre o fim da grande guerra.

Pouco tempo após, chega mais parente a Coxim, companheiro de infância de Chebel e Salim no longinguo Líbano e participante do grupinho que se reunia à beira do Bardauni: Rezek Duailibi – rapaz alto e forte, com olhos azuis e bem apessoado.

A convivência com os parentes era agradável. No entanto, os sonhos juvenis de Salim começavam a ruir; vendo o tio pobre, lembrava dos pais e da fome que passou nos anos de guerra. Com desejo ardente de abraçar a fortuna, resolveu que partiria novamente rumo ao desconhecido, procurando pelos acontecimentos que o destino certamente lhe reservara.

Salomão azeitou o eixo da sua carroça, mandou trazer o seu cavalo – que atendia pelo nome de Sanhaço – e presenteou-os ao sobrinho no dia de sua despedida. O jovem Salia queria estabelecer-se em cidade grande, a maior de todas, por isso lhe foi indicada Aquidauana, belo e progressista local, situado à beira da nova estrada de ferro. Assim partiu, levando consigo uma carta de apresentação para forte atacadista da região chamado Aziz Macksoud, velho amigo da família.

Aquidauana fervilhava, os muitos negócios e a grande colônia libanesa faziam o jovem imigrante sentir-se em sua terra natal. Macksoud, Damus Scaff e Gelelaite eram na época as famílias ricas do local. Seus sonhos de riqueza voltaram trazendo indelével prazer. Corria o segundo semestre do ano do senhor de 1919.

Por um ano inteiro Salim trabalhou na carroça com o seu incansável cavalo Sanhaço, desempenhando sem esmorecer a vida de carroceiro e carregador, esvaziando os vagões de cereais e transportando a pesada sacaria para os armazéns da cidade.


1920 – Salim se estabelece comercialmente na cidade de Nioaque, próxima a Aquidauana, aproveitando o crédito concedido pelos seus conterrâneos.

1921 - Com grande freguesia seu comércio se expande, tornando-se o único fornecedor da guarnição militar da cidade.


1922 - Desembarca no porto de Santos do navio Princesa Mafalda, o seu irmão Miguel. Alguns anos depois esse navio naufragaria com todos os passageiros.

Miguel segue para Nioaque e começa a trabalhar com Salim no armazém de secos e molhados.


1924 - Salim casa-se com Joana Zattar apelidada carinhosamente de Nenê, cuja família residia na cidade de Caceres, Mt e cunhada de Nagib Scaff, rico comerciante da época.
1926 - Após a revolução paulista contra Artur Bernardes, intensificou-se a procura por gado de corte. Salim percebendo a oportunidade compra fazendas, cria gado, negocia rebanhos para enviá-los a grande frigorífico situado na cidade paulista de Presidente Prudente.
1928 - Miguel Damus, tradicional comerciante libanês de Campo Grande, proprietário da loja “A Capital”, situada na esquina das ruas Dom Aquino e 14 de julho, quando retornou de São Paulo, onde permanecera por trinta dias, encontrou seus familiares em situação desesperadora: sua propriedade fora leiloada por ordem judicial, atendendo a uma ação executiva de cobrança e arrematada no pregão pela família Haddad, até hoje proprietária do imóvel.

Cego pela raiva, Miguel Damus resolve vingar-se , e na madrugada seguinte espalha querosene em seu próprio negócio e percorre loja por loja do centro da cidade, despejando combustível por baixo das portas.

Neste exato momento Nenê Duailibi que visitava a irmã na cidade, estava na janela da casa amamentando seu pequeno filho de colo e ao ver o primeiro incêndio correu gritando e batendo nas casas vizinhas, acordando inúmeras pessoas que em mutirão tentavam apagar o fogo.

Várias casas comerciais arderam em chamas, no entanto algumas foram salvas e NenêDuailibi foi reconhecida publicamente como heroína da cidade.

Miguel Damus desapareceu com sua família naquela madrugada de 1928 e nunca mais tiveram notícias suas.
1930 - Com a finalidade de descansar a boiada que era levada a pé para Presidente Prudente, Salim compra diversas fazendas nesse trajeto, chegando a possuir um formidável latifúndio de 150.000 hectares.

Suas fazendas denominadas “Forquilha” no município de Maracajú e “Caramba” em Rio Brilhante, eram consideradas as melhores do Estado, possuindo cada uma a enorme área de 40 mil hectares.


1931 - Campo Grande cresce destacando-se como cidade. Comerciantes e fazendeiros transferem residência para lá. Com clima ameno, água boa e movimentado centro comercial, em pouco tempo ultrapassa as cidades próximas.

Salim compra ali uma casa comercial no ramo de tecidos denominada “Casa Violeta”, que era propriedade do seu concunhado Nagib Scaff e ficava situada à rua João Pessoa, atual rua 14 de Julho. Adquire também um belo carro Ford, um dos primeiros a chegar ao Estado. Sem perceber estava realizando o sonho de garoto pobre, pois com menos de quarenta anos de idade já possuía uma das maiores fortunas do sul do Estado.


1932 - Um fotógrafo itinerante tirou em Nioaque uma foto do cavalo Sanhaço, naquela época já aposentado. Tal cavalo foi o primeiro degrau para alcançar o seu sonho.
Salim e Miguel fecharam o armazém de secos e molhados em Nioaque e mudaram-se definitivamente para Campo Grande. Enquanto Miguel gerenciava a “Casa Violeta”, Salim percorria as esburacadas estradas vicinais, comprando e enviando os rebanhos para São Paulo.

O ASSALTO ANUNCIADO
Como na época ainda não existiam bancos, a compra de gado era realizada em moeda sonante, portanto Salim carregava em seu carro uma mala repleta de dinheiro para efetuar os diversos pagamentos a fazendeiros da região.

Esse fato despertou imediato interesse de João Paca, renomado bandoleiro de estrada, cujas lendas e estórias de homem mau perduraram até nossos dias.

Chefiando numeroso bando armado, João Paca perguntava a todos o paradeiro do turco Salim ou se tinham visto oFordinho preto em algum lugar. Não foi por falta de aviso pois os conhecidos avisaram: “cuidado Salim! O João Paca está atrás de você. Pergunta sempre como é sua aparência e onde poderá encontrá-lo. Tome cuidado pois todos do bando são assassinos!”

Mesmo com medo Salim não abandonou as constantes viagens, sempre carregando a mala cheia de dinheiro.

Certa tarde, hospedado em pensão de frente para a estrada, deixara como sempre o carro escondido no fundo do prédio, em meio às folhagens: já havia tomado banho na bica e de pijama veio prosear com os outros hóspedes na ampla varanda.

Conversa vai, conversa vem, achou-os muito educados, gente da mais fina qualidade. Quando a proprietária veio avisar que o jantar estava servido, Salim perguntou discretamente quem era aquele pessoal tão simpático – é o João Paca e sua turma, respondeu solícita a dona da hospedaria.

Transtornado Salim pegou a mala de dinheiro e de pijama embrenhou-se no matagal, só voltando três dias depois, ileso mas coberto de lama.


A GRANDE REUNIÃO
Como que atraídos por um imenso imâ, e por obra caprichosa do destino, a maior parte de toda uma geração da família Duailibi, foi se reunindo na cidade de Campo Grande, entre os anos 30 e começo dos anos 40:

- Salim e seu irmão Miguel vieram de Nioaque

- Os irmãos Jorge, Julieta e Michel, filhos de Salomão, vieram de Coxim.

- Chebel e seus dois irmãos – José e Jorge, chegaram e estabeleceram-se no comércio.

- Os irmãos Philipe e Ngib chegaram juntos e abriram um açougue na rua 7 de setembro.

- Wadi chegou de São Paulo com a família e instalou-se no centro da cidade.

- Rezek mudou-se para Campo Grande e inicialmente abriu uma loja de tecidos, e posteriormente uma padaria.

- José, apelidado pelos parentes de José Grosso, por ser gordo e muito loiro chegou à cidade para trabalhar com Jorge Kalil Duailibi no comércio de tecidos.

- Jorge Duailibi, rapaz muito novo, chegou a Campo Grande com a mãe e trabalhou alguns anos como barbeiro: desapareceu como chegou – sem deixar pistas. Era muito ligaro a Philipe.

- As irmãs Mani e Raquel, filhas de Afife Duailibi, vieram do Líbano trazidas por Chaadi Scaff, marido de Mani. Já no Brasil Raquel casa-se com seu primo Chebel e todos vieram residir em Campo Grande.

A imigração maciça deste geração de pioneiros interrompeu a expansão da família no Líbano, transferindo o seu núcleo para o Brasil e tornando seus descendentes brasileiros mais numerosos do que em todo o Oriente Médio.

A DISPERSÃO
Atendendo a um sinal dos tempos durante os anos quarenta e cinquenta, grande parte da família Duailibi dispersou, levando esposa e filhos. Muitos jamais retornaram a Campo Grande.
- No final dos anos quarenta Salim adquire bela mansão na capital paulista situada à rua Artur Prado nº 331, esquina com a rua Santa Madalena no Paraíso, levando a esposa e os quatro filhos para lá residirem.

Nenhum dos filhos desejou continuar o seu trabalho, a exceção de Alberto, seu genro, que mais tarde tornou-se grande fazendeiro.

- Jorge Duailibi, filho de Salomão, separa a sociedade com o seu irmão Michel e resolve trabalhar na pequena cidade de Camapuã, gerando lá grande descendência.

- Philipe e Nagib mudam-se para São Paulo e compram um hotel denominado Palermo, situado à rua Florêncio de Abreu. Posteriormente inauguram o hotel Bardauni, localizado à rua 25 de Março, que Philipe e sua esposa Saad Duailibi administraram por muitos anos.

- José “Grosso” imigra ainda solteiro para Sidney – Austrália, e inicia o trabalho no ramo de produções cinematográficas.

- Julieta vai terminar os estudos em São Paulo e resolve lá permanecer. Após o seu matrimônio adquire uma residência no bairro de Ipiranga, onde permaneceu por muitos anos.

- Wadi Duailibi já aposentado retorna à São Paulo, com sua esposa Cecília e seis filhos. Vai residir na Vila Mariana, à rua Eça de Queiroz nº 120, para dar continuidade aos estudos dos filhos Victor, Roberto, Carlos, Lorice, Thereza e Sônia.

- Rezek Duailibi encerra a padaria central, localizada à rua Dom Aquino em Campo Grande, e vai residir em São Paulo com a esposa Angela Scaf Duailibi e os filhos Luis, Luci, Nicolau e Alberto.

- Chebel Kalil Duailibi percorre os mais distantes garimpos, chegando a fronteira da venezuela à procura de diamantes, voltando de tempos em tempos a Campo Grande onde permanecia sua esposa Raquel e seis filhos: Tobias, Willian, Olga, Pedro, Ivone e Afife.

- Jorge Kalil Duailibi adquire com outros sócios a siderúrgica Santa Olímpia, da família Jafet, situada no bairro Ipiranga em São Paulo, capital, transfere então sua residência para lá, levando sua esposa Berta e os filhos.

- Esses pioneiros mantiveram acesa a chama da esperança e o maior legado deixado aos seus descendentes foi a América – o sonho que embalou todos eles.

DESCE A CORTINA
Residindo em São Paulo, Salim encerrou suas atividades no ano de 1950. Grisalho e adoentado, tornou-se homem caseiro, recebendo visitas da vastidão de amigos que conquistou.

Em meados dos anos 50, cercado pelos familiares Salim falece ao completar 60 anos de idade, vitimado pelos diabetes. Nunca voltou a sua cidade natal no Líbano.

- O casal Nenê e Salim deixou quatro filhos: Fuad, Nelson, Rosa, Jamil e muitos netos.

- A filha Rosa que herdou o mesmo nome da avó em matrimônio com o médico paulista Alberto Chap Chap, adotou o sobrenome do marido.

- Seu irmão e sócio Miguel Duailibi permaneceu em Campo Grande. Faleceu quando se tratava em São Paulo, no ano de 1958, aos 50 anos de idade.

Miguel deixou quatro filhos: Abdalla, Ricardo, Walter, Gladis e dez netos, todos residentes em Campo Grande, MS.

- Salma, sua irmã mais velha tornou-se freira.

- Nagib Duailibi, seu irmão caçula, permaneceu no Líbano, na cidade de Zahle, deixando descendentes.

- Salomão Duailibi viveu sempre na cidade de Coxim, em companhia do filho Elias. Em novo casamento aumentou o número de filhos.

Prolífico, sua descendência espalhou-se pelas cidades de Rio Verde, Camapuã, Baurú, Bonito, Campo Grande, São Paulo e até em Assunção, Paraguai.

Em compensação o filho mais velho de Elias, deu-llhe somente um neto, Delví – que reside em Vila Velha – ES, e o caçula Michel deixou apenas uma herdeira – Tânia que reside em Campo Grande, MS.

José Kalil Duailibi, irmão de Chebel e Jorge, permaneceu em Campo Grande com um estabelecimento comercial denominado “Casa Camponesa”. Faleceu solteiro aos 63 anos de idade, no ano de 1960.

- Michel Duailibi, filho mais novo do primeiro casamento de Salomão, permaneceu em Campo Grande com um ponto comercial chamado “Casa América”. Casou-se com Chacha Duailibi e faleceu aos 52 anos de idade no ano de 1965.

- Jamil Duailibi, filho de Salomão, residiu longo tempo na cidade de Jaurú, MS, deixando descendentes.


1972 – Em declaração a um periódico, Totó Rondon, proeminente pecuarista de Aquidauana, MS, declarou:

“A pessoa mais ilibada e de melhor caráter que conhecera na vida foi sem dúvida Salim Duailibi.”


Escreveu

Ricardo Duailibi


Com a gentil colaboração de:

José Mansour – 88 anos

Willian Chebel Duailibi

Abdalla Miguel Duailibi

Jamil Felix Naglis

Chacha Duailibi

Youssef Baracat

Berta Duailibi

Olga Duailibi Farah

Olga de Souza



Ivone Scaff

Helena Salamene



©livred.info 2017
enviar mensagem

    Página principal