O que é a luz negra?



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A Luz Negra e os Objetos Fosforescentes

O que é a luz negra?


Todo mundo já viu aquela iluminação especial em pistas de dança, que dá um fantasmagórico brilho roxo a qualquer objeto de cores claras ou fluorescentes especialmente roupas brancas. A receita de fabricação é muito simples: basta pegar uma lâmpada fluorescente, dessas usadas em escritórios, e remover a camada de pó branco, formada por sais de fósforo. O vidro tem de ser trocado, então, por outro mais escuro, para barrar radiações claras. Na lâmpada fluorescente normal, a luz branca vem da incidência da radiação ultravioleta na tal camada de fósforo. Com a luz negra, esse fenômeno de fosforescência muda de lugar: quando estamos num ambiente escuro, as roupas claras fazem o papel do fósforo e reemitem a luz que recebem, dando a impressão de que estão brilhando, diz o físico Mikiya Muramatsu, da USP.

Criada durante a Segunda Guerra pelo inventor americano Philo Farnsworth (1906-1971) considerado o pai da televisão , a luz negra tinha a intenção original de melhorar a visão noturna e também costuma ser utilizada para identificar falsificações em documentos ou cédulas de dinheiro. Atualmente, a Universidade Federal de Lavras, em Minas Gerais, pesquisa seu uso na detecção de fungos em sementes.


Texto retirado da revista Super Interessante de Outubro de 2002



Os marca textos comuns funcionam bem como "canetas de luz negra". Sob a luz negra, a tinta fluorescente brilha.
Como funcionam os produtos fosforescentes?
Você encontra coisas fosforescentes em todo lugar, mas o comum mesmo é vê-las em brinquedos. Existem ioiôs fosforescentes, bolas fosforescentes, móbiles fosforescentes e até (dá para acreditar?) pijamas fosforescentes.

Se você já viu qualquer desses produtos, sabe que todos eles precisam ser "carregados". Você os coloca debaixo ou contra uma luz e depois os leva para um local escuro. Lá eles brilharão por 10 minutos. Alguns dos novos produtos fosforescentes conseguem brilhar por várias horas seguidas. Em geral, trata-se de uma tênue luz verde, não muito brilhante. Para conseguir percebê-la você precisa estar quase na mais completa escuridão.

Todos os produtos fosforescentes contêm fosforosos. Um fosforoso é uma substância que irradia luz visível depois de ter sido energizada. Os dois locais onde é mais comum encontrarmos fosforosos são as telas de TV ou monitores de computador e as lâmpadas fluorescentes. Na tela de uma TV, um feixe de elétrons atinge o fósforo e o energiza. Na luz fluorescente, uma luz ultravioleta é que energiza o fósforo. Em ambos os casos o que nós enxergamos é luz visível. A tela colorida de uma TV contém milhares de pequenos elementos de imagem com fósforo que emitem três cores diferentes (vermelho, verde e azul). No caso da luz fluorescente, o que normalmente existe é uma mistura de compostos contendo fósforo que juntos criam uma luz que parece branca aos nossos olhos.

Os químicos criaram milhares de substâncias que comportam-se como um fosforoso. Os fosforosos apresentam três características:



  • o tipo de energia necessária para energizá-los

  • a cor da luz visível que produzem

  • a duração do brilho depois de terem sido energizados (conhecida como a

persistência do fosforoso)
Para fazer um brinquedo fosforescente é preciso um fosforoso que se deixe energizar com luz normal e que tenha uma persistência bem longa. Há dois fosforosos que apresentam essas propriedades, são eles o sulfeto de zinco e o aluminato de estrôncio. Mais recente, o aluminato de estrôncio é aquilo que você vê nos brinquedos "super" fosforescentes. Sua persistência é muito mais duradoura do que a do sulfeto de zinco. A maioria dos produtos fosforescentes são feitos de plástico moldado ao qual foi acrescentado algum composto contendo fósforo.

Às vezes é comum encontrar algum produto que brilha mas que não precisa de nenhuma carga. Isso acontece com freqüência nos ponteiros de relógios de luxo. Nesses produtos o composto de fósforo é misturado a um elemento radioativo, cujas emissões radioativas energizam incessantemente o fósforo. Antigamente o elemento radioativo era o rádio, o qual possui uma meia vida de 1.600 anos. Hoje a maioria dos relógios luminescentes utiliza um isótopo radioativo do hidrogênio chamado trítio (cuja meia vida é de 12 anos) ou promécio, um elemento radioativo criado pelo homem com uma meia vida em torno de três anos.



Fonte: http://hsw.uol.com.br/








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