O projeto do Museu da Música de Mariana



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Encontro12.08.2017
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Acervo da Música Brasileira - Restauração e Difusão de Partituras

Museu da Música de Mariana


Anônimo


Novena de Nossa Senhora da Conceição
Quatro vozes, violinos I e II, baixo

Edição: Marcelo Campos Hazan e Paulo Castagna
Trata-se de uma Novena setecentista com características típicas do gênero, como o caráter singelo da Jaculatória e o canto abreviado do Veni Sancte Spiritus (somente as sete primeiras estrofes da tradicional Seqüência, sem o Alleluia conclusivo, pois trata-se do Tempo do Advento), não faltando também a Antífona Tota pulchra es, Maria, durante a qual o celebrante incensa as imagens do Crucificado e de Nossa Senhora, e depois o altar. Por outro lado, a inesperada presença de um Conceptio tua Dei Genitrix após o Hino Lux ecce consurgit, sublinhando o fato de que, pela Imaculada Conceição de Maria, Cristo nasceu e trouxe a salvação ao mundo, denuncia a flexibilidade estrutural desta paraliturgia, que muda de época para época, de lugar para lugar e depende da festa em questão.
À exceção da entoação tridentina para a frase Deus in adjutorium meum intende, optou-se, nesta edição, por registrar apenas a música expressa nos originais. Na estrutura das novenas, existem elementos musicais importantes cuja inclusão aqui, embora pudesse oferecer subsídio valioso para futuras interpretações, resultaria em uma edição longa e complexa. É o caso das orações em recto tono, respondidas pelo coro e às vezes pela congregação, além da repetição da Jaculatória pelos fiéis.
O Hino foi concebido em duas seções, a primeira para as estrofes 1 a 3 e a segunda para as estrofes 4 a 6. A textura da segunda seção, pouco usual nesse repertório, foi baseada em um duo vocal de caráter imitativo, com rítmica e acompanhamento fortemente contrastantes em relação às demais seções da obra. O texto desse Hino, utilizado somente em fase anterior à proclamação do dogma da Imaculada Conceição, em 1854, não foi localizado em livros litúrgicos. Por esse motivo, a edição tomou como base unicamente a versão manuscrita.
Falta, ao conjunto que serviu de base para esta edição, o violino I, cuja reconstituição foi realizada conjecturalmente. No final de cada parte (à exceção do baixo vocal), constam um Invitatório e uma Jaculatória para a mesma festa da Conceição, acrescentados com a caligrafia do proprietário do manuscrito, Miguel Teodoro Ferreira (fl.1788-1818), membro de uma família de músicos que atuou na Vila de Caeté (Comarca de Sabará - MG). Para esta edição decidiu-se isolar essas duas unidades musicais das anteriores, apresentando-as adiante.



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