O projeto do Museu da Música de Mariana



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Encontro18.08.2017
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Acervo da Música Brasileira - Restauração e Difusão de Partituras

Museu da Música de Mariana


Anônimo (século XVIII)

O manuscrito dessa obra não menciona o compositor e não há elementos suficientes para o seguro estabelecimento de sua autoria.


Existem, entretanto, algumas semelhanças estilísticas entre o Gradual e Ofertório do Espírito Santo (1818), de Miguel Teodoro Ferreira e o Vidi aquam, que podem situar a atuação do autor dessa obra em Minas Gerais, entre fins do século XVIII e inícios do século XIX.

Vidi aquam
Quatro vozes, violinos I e II, baixo

Edição: Vítor Gabriel
O Vidi aquam é uma Antífona cantada no início das Missas dos domingos do Tempo Pascal (incluindo, portanto, o Domingo de Pentecostes), durante a aspersão da água benta. Como foi usual no rito tridentino, a frase inicial Vidi aquam era entoada pelo celebrante em cantochão (no oitavo modo) e, por tal motivo, o compositor desta peça aplicou música (em Ré maior) somente a partir da frase egredientem de templo.
Como o manuscrito não apresenta o cantochão, foi aqui utilizada a melodia que figura no Teatro eclesiástico, de Domingos do Rosário. Essa frase, entretanto, deve ser cantada quarta justa abaixo ou quinta justa acima das alturas impressas, para se adequar à tonalidade da composição polifônica.
Alternam-se, na obra, passagens a duas, a três e a quatro vozes, destacando-se, pela maestria com que foi composto, o duo de soprano e baixo seguido de um processo imitativo a quatro vozes para o texto Confitemini Domino quoniam bonus: quoniam in sæculum misericordia ejus.




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