O primeiro registro de campo elétrico no cérebro humano foi feito pelo psiquiatra alemão Hans Berger em 1924 na Jena. A este registro ele deu o nome de eletroencefalograma (eeg)



Baixar 390,22 Kb.
Página1/4
Encontro09.07.2018
Tamanho390,22 Kb.
  1   2   3   4

EEG

Eletroencefalografia


Introdução

O primeiro registro de campo elétrico no cérebro humano foi feito pelo psiquiatra alemão Hans Berger em 1924 na Jena. A este registro ele deu o nome de eletroencefalograma (EEG).

A Eletroencefalografia é o estudo do registro gráfico das correntes elétricas desenvolvidas no encéfalo, realizado através de eletrodos aplicados no couro cabeludo, na superfície encefálica, ou até mesmo dentro da substância encefálica. O registro pode ser feito por oscilógrafos com inscrições a tinta, nos aparelhos mais antigos, e por digitação dos sinais analógicos apresentados em monitores, nos aparelhos mais modernos (EEG digital).

A eletroencefalografia envolve três aspectos importantes: atividade espontânea, potenciais enviados e eventos de bioeletricidade produzidos por neurônios isolados.

A atividade espontânea é medida no couro cabeludo ou no cérebro. A amplitude do EEG é de aproximadamente 100µV quando medido no couro cabeludo, e aproximadamente 1-2mV quando medido na superfície do cérebro. A freqüência deste sinal é de 1Hz à aproximadamente 50 Hz.

Os potenciais enviados são componentes do EEG que surgem em resposta a um estímulo (elétrico, auditivo, visual, etc.) Tais sinais são normalmente abaixo do nível de ruído e, assim, não são prontamente distinguidos, por isso tem-se que usar uma sucessão de estímulos e calcular a média de sinais para melhorar a relação sinal-ruído.

O comportamento do neurônio isolado pode ser examinado pelo uso de microeletrodos que empalam as células de interesse. Por meio de estudos de células isoladas, cada um espera construir modelos de redes de células que refletirão propriedades de tecido reais.

Alterações da atividade elétrica cortical indicam tipos específicos de epilepsia, tumores, encefalopatia metabólica etc.

O Cérebro Como Um Gerador Bioelétrico

Sabe-se que o número de células nervosas no cérebro seja da ordem de 10^11.

Os neurônios corticais são fortemente interligados. A superfície de um único neurônio pode ser coberta com 1.000 à 100.000 sinapses. A voltagem do neurônio latente é de aproximadamente 70mV, e o pico do potencial de ação é positivo. A amplitude do impulso nervoso é aproximadamente 100 mV; esta amplitude dura aproximadamente 1ms.

Aplicações

O eletroencefalograma é usado em neurologia e psiquiatria, principalmente para auxiliar no diagnóstico de doenças do cérebro, tais como epilepsia (convulsões causadas pela atividade caótica dos neurônios, ou células cerebrais), desordens do sono e tumores cerebrais.

Um par de eletrodos constitui o que chamamos de um canal de EEG. Dependendo da aplicação clínica que se dá ao EEG, os aparelhos modernos permitem o registro simultâneo de 8 a 40 canais, em paralelo. Este é chamado de registro multicanal do EEG. Uma importante aplicação do EEG multicanais é tentar achar a localização exata de um foco epiléptico (um pequeno ponto no cérebro onde a atividade elétrica anormal se origina e depois se espalha para outras partes do cérebro) ou a de um tumor intracerebral, mesmo que ele não seja ainda visível em uma radiografia ou uma tomografia da cabeça.



Cada traço horizontal corresponde a um par de eletrodos colocado em uma área determinada do escalpo de um paciente, formando uma grade regular de eletrodos. Pela observação dos canais onde ocorre ondas anormais (como as que estão marcadas em vermelho), o neurologista é capaz de deduzir em que parte do cérebro a anormalidade está situada (figura 1). Isto é muito difícil de fazer de forma manual, quando o número de canais é grande ou a natureza da mudança é complexa. A localização precisa do foco ou tumor, em duas dimensões é praticamente impossível de ser feita. Para estes casos utilizam-se computadores com softwares especiais que são usados para exibir as ondas na tela de vídeo, imprimi-las, etc

Figura 1

Um outro tipo de aplicação do EEG é a topografia cerebral de EEG. Sua indicação principal é a de determinar a presença e localização de tumores e doenças focais do cérebro (incluindo epilepsia, malformações arteriovenosas e derrame). Também é apropriada quando determinados distúrbios da consciência e vigilância estão presentes, tais como narcolepsia (o aparecimento abrupto de sono), coma, etc. Além disso, a topografia cerebral de EEG está sendo usada cada vez mais para monitorar os efeitos da abstinência de drogas psicoativas aditivas, em infecções do cérebro, tais como a meningite, assim como para fazer o acompanhamento pós-operatório de pacientes que foram submetidos à cirurgia cerebral. Em psiquiatria, a topografia cerebral do EEG tem sido de utilidade para o diagnóstico diferencial de diversas enfermidades, tais como esquizofrenia, demências, hiperatividade, depressão, atrofia cerebral e distúrbios da atenção em crianças.

Exercícios

1º ) O que é Eletroencefalografia?

2º) Cite algumas aplicações da Eletroencefalografia?

3º) Cite os aspectos importantes da Eletroencefalografia e comente sobre eles?

A eletroencefalografia (EEG) é o registro de elétrica atividade ao longo do couro cabeludo, produzido pela queima de neurônios dentro do cérebro. Em contextos clínicos, EEG refere-se à gravação de espontânea dos eléctricos do cérebro a atividade em um curto período de tempo, geralmente 20-40 minutos, como registrado a partir de vários eletrodos colocados no couro cabeludo. Na neurologia, o principal diagnóstico aplicação do EEG é o caso da epilepsia, como atividade epiléptica pode criar anormalidades clara sobre um estudo de EEG padrão. EEG costumava ser um método de primeira linha para o diagnóstico de tumores, acidente vascular cerebral e outros distúrbios cerebrais focais, mas esse uso tem diminuído com o advento das técnicas de imagens anatômicas, como ressonância magnética e tomografia computadorizada .

Derivados da técnica de EEG incluem potenciais evocados (PE), que envolve a média da atividade de EEG em tempo bloqueado para a apresentação de um estímulo de algum tipo (visual, somatosensorial , ou auditiva). relacionados com potenciais eventos (ERPs) referem-se a média de EEG respostas que são bloqueados em tempo de processamento mais complexo de estímulos, esta técnica é utilizada em ciência cognitiva , a psicologia cognitiva , e psicofisiológica de pesquisa.




  1   2   3   4


©livred.info 2019
enviar mensagem

    Página principal