O patrimônio entre a memória e a história



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O patrimônio entre a memória e a história:

identidade e tradição na preservação do patrimônio na cidade de São Paulo


Luís Gustavo Pereira Ferreira1
Resumo

Procuramos estabelecer um diálogo entre a historiografia sobre a cidade de São Paulo produzida, de um lado, por pesquisadores ligados aos meios acadêmicos, e, de outro lado, por cronistas e memorialistas que buscavam construir uma exaltação da figura do bandeirante, e, partir deste diálogo, entender a construção de uma memória paulistana que se materializa em seus processos de preservação.


Palavras-chave: São Paulo – História - Memória
A historiografia sobre São Paulo: entre a ciência e a tradição

A cidade de São Paulo foi e é tema de diversos estudos historiográficos, ainda que, ironicamente, sobre ela não tenham se debruçado muitos historiadores. Cientistas sociais, geógrafos, arquitetos, engenheiros, economistas, vários foram os autores que fizeram da capital paulista tema de estudo, isso sem contar aqueles letrados de diversas áreas, mas principalmente médicos e advogados, que se propuseram a por no papel episódios e lembranças de uma São Paulo antiga.

Lá nos primórdios da formação do povoado (1554), depois cidade (1560), já Manoel da Nóbrega e José de Anchieta nos legaram registros sobre a aldeia ainda em formação. Desde então não faltaram cronistas, memorialistas, jornalistas a registrarem ângulos da história paulistana.

Entre os historiadores que escreveram podemos citar Richard Morse, Joseph L. Love, Warren Dean, além de outros acadêmicos como os geógrafos Aroldo de Azevedo e Pierre Monbaig, e o sociólogo Roger Bastide.

Havia, em meados do século XX, grosso modo, dois centros com produção de saber historiográfico sobre São Paulo. Um, acadêmico, era a Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras (FFCL, atual FFLCH) da Universidade de São Paulo. A produção da FFCL buscava basicamente uma interpretação mais sistematizada da história e da sociedade paulista e paulistana, com suas condicionantes psicológicas, econômicas, geográficas, históricas. Seus fundadores foram exatamente os franceses que vieram em missão com o objetivo exatamente de criar cursos de ciências humanas. Além de Pierre Monbaig e Roger Bastide vieram, entre outros, Claude Levi-Strauss, antropólogo, Fernand Braudel, historiador.

A outra instituição era o Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo, com grande atividade e produção, estava voltada a inscrever na história brasileira a nobre participação dos paulistas, desde as bandeiras até a indústria, em um nexo causal em que os industriais modernos seriam os bandeirantes do Brasil industrializado do século XX2. Para Le Goff (1984: 163),

[...] o historiador parte do presente para por questões ao passado. [...] O passado é uma construção e uma reinterpretação constante e tem um futuro que é parte integrante e significativa da história.
A memória á se certa forma a permanência no presente da experiência vivida no passado. No caso da produção do IHG essa memória foi construída em torno de uma tradição, também construída, voltada a valorizar aspectos da história paulista e seu papel na história nacional.

A memória paulista, alimentada pela tradição, tendeu a reconstruir um passado romântico, em que bandeirantes paulistas desbravaram o sertão, alargaram as fronteiras e construíram a nação. Essa mesma memória nada registra sobre o genocídio indígena pelos mesmos bandeirantes, ou sobre o papel e a importância do negro na história paulista.

Segundo levantamento de Ferreira (2002: 126), os três temas mais abordados na Revista do IHGSP foram Perfis biográficos, Cidades e dioceses e Povoamento e expansão bandeirante. Escravidão e abolição aparece em 19º lugar, o último da lista.

Ainda segundo Le Goff (1984: 165),

[...] a historiografia surge como sequência de novas leituras do passado, plena de perdas e ressurreições, falhas de memórias e revisões.
É esse o papel que cumpre a história como ciência, em diálogo com a memória como experiência. Com método e critério, “visitamos”, a partir das fontes, as vivências dos homens em seu tempo e buscamos entender suas experiências em várias dimensões, mas, diferentemente da memória, levamos em consideração diferentes leituras e interpretações dos mesmos fenômenos, a partir de diferentes olhares.

Por outro lado, é interessante que mesmo um historiador, e estrangeiro, portanto livre das influencias da tradição regionalista, e que pesquisou já no final do século XX, foi afetado por essa tradição. Joseph Love (1982: 17, 18), em A locomotiva, utiliza subtítulos como “O homem e a terra”, ou “A marcha para o Oeste”. O mesmo historiador (1982: 21, grifos no original), jogando água na fervura da memória construída, afirmou que

São Paulo de Piratininga, a missão jesuítica destinada a transformar-se numa das grandes metrópoles mundiais, representava, nos séculos XVI e XVII, uma verdadeira boca do sertão.

Essa citação reproduz o discurso, muito comum, do destino manifesto paulista, pelo qual a São Paulo fundada pelos jesuítas em 1554 já estava predestinada a ser uma grande metrópole e locomotiva do Brasil.

Importante notar aqui que está amalgamada no imaginário social a data de 25 de janeiro de 1554 como a fundação da cidade. nesta data o Pe. Manoel da Nóbrega, jesuíta, teria, com o auxílio dos indígenas, erguido um colégio para a educação cristã dos “gentios”.

Erguido o colégio e rezada a “primeira missa”, adotou-se o nome São Paulo por ser 25 de janeiro a data deste santo, sendo que nesse dia teria ocorrido a conversão de Saulo ao cristianismo, adotando o nome de Paulo. Jesus teria então incumbido este apóstolo de levar sua palavra ao mundo, tarefa alias a que se propunha a Companhia de Jesus.

Porém, no Brasil se considera como data de fundação da cidade a elevação à condição de vila, o que aconteceu em 1560. Isso leva à pergunta: porque a tradição reivindica a fundação em 1554? Uma resposta possível é exatamente a predestinação, pois já na fundação do colégio dos jesuítas a São Paulo moderna estava posta e deveria servir como guia a educadora de outros povos.
A ideia da São Paulo do século XX

Ao longo do século XX a cidade de São Paulo se construiu como moderna, progressista e dinâmica, industrial, com todos os elementos de modernidade que caracterizavam as metrópoles estadunidenses.

Essa construção de uma ideia de cidade, que tomamos aqui como uma identidade, tem como sujeitos a elite econômica paulistana, aliada aos meios de comunicação e ao poder público.

Essa modernização estava ancorada basicamente em três elementos: o arranha-ceu, o bonde e o automóvel. Elabora-se slogans como "a cidade que não pode parar" ou "a Chicago da América Latina".

Esse aspecto é interessante porque, segundo Renato Ortiz (1990: 3), apesar de esse slogan estar estampado nos bondes paulistanos, segundo se afirmava,

quando Richard Morse chegou para pesquisar a formação histórica da cidade estranhou a comparação, pois existiam somente 'três ou quatro prédios com cem anos de idade'”


Podemos, então, pensar que a alçada da cidade à condição de cidade moderna nos moldes do norte era muito mais uma tentativa de se cunhar uma ideia coletiva do que uma ideia com base real.

A assimilação de ideias e valores estrangeiros, de resto tão estudadas por nossa historiografia, permitiu que o ideal de modernização de São Paulo fosse colocar-se no nível das metrópoles dos irmãos do norte. Segundo Schwarz (s/d, s/p),

Brasileiros e latino-americanos fazemos constantemente a experiência do caráter postiço, inautêntico, imitado da vida cultural que levamos.
O vale do Anhangabaú como locus da memória tradicional

O local que foi transformado em símbolo dessa São Paulo foi o Vale do Anhangabaú, localizado no centro da capital paulista.

Esta região, que até a passagem para o século XX era semi-rural, foi transformada em locus privilegiado dessa modernização, não tanto pelas indústrias, inexistentes no local, mas pelas questões relacionadas à arquitetura e ao urbanismo conforme os elementos que citamos acima, e também por ser área de confluências de algumas das principais vias de transporte automobilístico da cidade e que permitiam atravessá-la.

Ernani da Silva Bruno, em História e tradições da cidade de São Paulo (1953, 3 vl), divide a história da cidade em três períodos: o primeiro, da fundação da cidade até a instituição do curso de direito, em 1828, período este em que São Paulo é cognominada pelo autor como “Arraial dos sertanistas”, apesar de o número de negros superar em muito os de outras etnias na cidade. O período seguinte vai de 1828 a 1872 e é chamado de “Burgo dos estudantes”. O terceiro período vai de 1872 a 1918 e foi denominado por Bruno como “Metrópole do café”. Como apêndice há o período de 1918 a 1953, que o autor denomina como “A cidade de agora”.

Ainda que toda periodização seja em alguma medida aleatória e imprecisa, pois os processos históricos não são exatos e não se encerram por inteiro, dito de outra forma, tem mudanças e continuidades, é desejável que os períodos estabelecidos sejam propostos com base em fenômenos estruturais que levem em consideração o todo da sociedade. Por mais importante que sejam os sertanistas e os estudantes nos períodos citados, por certo não eram nem a maioria da população nem estavam relacionados diretamente à produção econômica da cidade.

Segundo Maurice Halbwachs, (2006: 170) “(...) não há memória coletiva que não aconteça em um contexto espacial.” Nesse sentido, acreditamos que o Vale do Anhangabaú é um espaço privilegiado de materialização de memórias, ou de uma memória em especial.

Segundo Love (1982: 64), “Tudo começou com o cultivo do café.” Essa afirmação deve ser matizada exatamente pelo papel que a tradição regionalista cumpriu na construção do “passado” paulista, tanto quanto o passado possa ser construído pelo presente. A afirmação é, de certa forma, contrária a tradição que afirma que o inicio de tudo foram as bandeiras.

Devemos, porém, ter em mente que a tradição bandeirante foi construída basicamente em função das necessidades e conveniências da “aristocracia” cafeeira do final do século XIX. Essa tradição desconsidera, por exemplo, a importância do açúcar para São Paulo no século XVIII, quando, embora não orientando os rumos da economia, da sociedade e da cultura paulista como o café, exerceu grande influência na feição da capital, por exemplo. Então é necessário relativizar a ideia de que tudo começou com o café.

Até a virada para o século XX o fundo do vale era uma região praticamente rural, habitada por gente humilde, com pomares, criação de animais e outras atividades desta natureza. Em algumas regiões do vale se fazia descarte de animais e resíduos domésticos. Segundo Francisco de Assis Vieira Bueno (BUENO, in. BRUNO: 1954, v. 2: 541),

Miríades (de sapos) povoavam o Anhangabaú e do outro lado o Tamanduateí e os charcos de suas várzeas, e quem nas noites de calor estacionasse nas pontes do Lorena, do Acu e do Carmo, ouvia a sua tristonha e variegada orquestra, não sem encano para quem é propenso à melancolia.


Segundo Bruno, "O (...) Anhangabaú recebia os restos dos bois abatidos e atravessava com eles ruas e bairros inteiros.". Isso acontecia pois

(...) O Anhangabaú, atravessando (...) matadouro público, recebia o sangue dos bois abatidos. E os moradores do Piques, do Acu e da zona da ponte da Constituição, por onde ele passava, assistiam a partir das duas horas da tarde ao deslizar da vermelha torrente fedorenta. (BRUNO, v. 2: 724)


Assim era o vale do Anhangabaú até boa parte do século XIX. Não à toa, no início do século XX, com a construção do Viaduto do Chá, inaugurado em 1892, e do Teatro Municipal, com obras iniciadas em 1906 e que já inspiravam ideias de mudanças, já se começa a pensar em adequação do vale aos novos tempos. Afinal o vale de então não era digno da São Paulo que se avizinhava. Segundo o vereador Silva Teles, “O Teatro, construção de que São Paulo em breve se orgulhará, deve ser como um solitário a ser encastoado dignamente3. (RICCI et al: s/d, s/l)

A partir de então, de 1906, começou um debate sobre qual plano de melhoramentos seria implementado na região do vale. Três propostas passaram a pautar esse debate: a proposta de Silva Teles, a proposta da Diretoria de obras da Prefeitura, chefiada por Silva Freire; e a proposta do governo do estado, coordenada por Samuel das Neves.

O debate seguiu e em 1911, por sugestão do vereador Alcântara Machado aprovada na Câmara, foi convidado como uma espécie de árbitro o arquiteto e urbanista francês Joseph-Antoine Bouvard, que em 15 de maio entregou ao prefeito Raimundo Duprat um memorial acompanhado de seis plantas, com suas propostas de intervenção, sendo uma das principais a abertura de uma rua de traçado artístico no fundo do vale, que seria transformado em parque, o Parque Anhangabaú, agora sim em consonância com a paisagem, ou seja, com o Teatro Municipal e o Viaduto do Chá.

Agora essa paisagem será completada com a reconfiguração do entorno do vale, que terá como elemento principal a alteração das construções que margeiam o Anhangabaú, como as da rua Líbero Badaró e ladeira Dr. Falcão. Segundo o prof. Benedito Lima de Toledo (2007: 135), o Parque Anhangabaú ficou conhecido como a "sala de visitas de São Paulo". Ainda segundo Toledo (idem, ibdem) o parque

contava com edifícios bem integrados no que se refere a implantação e escala. Seus jardins e palacetes marcaram, então, a fisionomia da cidade. O conjunto apresentava admirável harmonia

As transformações da região atenderam aos interesses de uma elite desejosa em emular um padrão cultural importado da Europa, principalmente da França, e assim buscar inserir aqui o padrão de vida visto além-mar, apagando do panorama da região os resquícios dos modos de vida anteriores, em especial aquele Anhangabaú com "fundos de casas". Uma nova elite desejava direcionar para si os novos espaços urbanizados. Segundo Pereira (2010: 26),

O conjunto de intervenções efetuadas até aquele momento (administração Washington Luís) vinculava-se a uma proposta de elitização do espaço público, privilegiando menos os aspectos utilitários e pragmáticos do que a estética, o ambiente e a higiene, voltados à conformação de uma urbe - civilizada materializada (sic) na expressão "capital do café".
São Paulo seria, então,

atraente para os fazendeiros, cômoda para os comerciantes, imponente para seus governantes, vitrine exemplar para imigrantes e visitantes estrangeiros - expressão do avanço material, moral e cultural trazido pelo sucesso da atividade agroexportadora. (CAMPOS, in. PEREIRA: 2002: 26)


Mas não era apenas isso. Havia interesses econômicos mais concretos envolvidos. Além dos investidores que criaram a Cia. City, loteadora do Anhangabaú, proprietários4 de imóveis na região estavam interessados na realização de melhoramentos na região visando a valorização dos seus imóveis e oportunidades de negócios bastante lucrativos que estavam por vir, mas a especulação da futura valorização já no projeto não era novidade.

Os alemães Frederico Glette e Vitor Nothmann, que haviam aberto o bairro de Campos Elíseos, voltado para a elite, financiaram o projeto do Viaduto do Chá elaborado por Jules Martin, pois este viaduto solucionaria o problema da transposição (agora em nível) do Vale do Anhangabaú, que então havia se transformado em uma espécie de barreira para a expansão da cidade. Vitor Nothmann, anos depois, criaria o bairro de Higienópolis, com Martinho Buchard. Este bairro, assim como o outro, teve seu acesso bastante facilitado com a construção do viaduto. (HEREÑÚ: 2007, 37.)

Havia também os profissionais, como arquitetos e engenheiros, buscando elaborar e executar projetos nesses imóveis que estavam por ser construídos, bem como por implantar sua marca na região que era o centro das atenções. Podemos citar Samuel das Neves, que além de coordenar a proposta de melhoramentos do governo do estado elaborou os projetos dos palacetes Prates e do edifício Sampaio Moreira5.

Além da reconfiguração do vale, algumas edificações, decorrentes dessa reconfiguração, ajudaram a tornar o Anhangabaú em cartão postal. Entre essas edificações podemos citar, além do teatro municipal, que precede os melhoramentos no vale, o hotel esplanada, os edifícios Prates; o Sampaio Moreira; a sede do antigo Banco do Estado de São Paulo (BANESPA), conhecido como Banespão; o Martinelli.

Além do vale em sentido estrito, algumas áreas que hoje compõem o que se conhece como Vale do Anhangabaú sofreram transformações que culminaram em sua absorção pelo vale, seja no sentido físico seja no espacial. Entre eles podemos citar a região do Piques, atual Praça da Bandeira; e o Largo do Rosário, hoje Praça Antônio Prado.

Essas construções materializaram uma memória, memória esta cuja preservação era um dos objetivos do tombamento do vale, segundo o próprio documento que baliza a preservação.

Em trecho acerca das transformações ocorridas na região - citando exemplos como o prédio do antigo Unibanco na Praça do Patriarca, do Banco do Brasil e do Banco do Estado de São Paulo – BANESPA - na Praça Antônio Prado – o texto afirma, desvelando questões centrais no processo, que estas edificações

formam o cartão postal através do qual se conhece São Paulo [...] Que não tenham esses grandes edifícios o mesmo fim daqueles saudosos palacetes, destruídos pela falta de visão e de interesse de toda uma época. [SÃO PAULO, 1991: 58, grifo nosso]


Esse cartão postal é a herança material e simbólica deixada pela aristocracia cafeeira, construtora da tradição bandeirante, cujos herdeiros ainda estão por aí a sentir saudade e a buscar a preservação da herança e da tradição. Esse processo todo é, também, uma escrita da história.

Referências bibliográficas
BRUNO, Ernani da Silva. História e tradições da cidade de São Paulo. Rio de Janeiro: José Olympio, 1954. 3 vol.

BUENO, Francisco de Assis Vieira. "A cidade de São Paulo", Revista do Centro de Ciências, Letras e Artes, Campinas, ano II, nos. 1, 2, 3. In.: BRUNO, Ernani da Silva. Historia e tradições da cidade de São Paulo: o burgo dos estudantes. 4 ed, São Paulo: Hucitec, 1991. v 2.

FERREIRA, Antônio Celso. A epopeia bandeirante: letrados, instituições, invenção histórica (1870-1940). São Paulo: Editora Unesp, 2002.

HALBWACHS, Maurice. A memória coletiva. (trad.: Beatriz Sidou) São Paulo: Centauro, 2006.

HEREÑÚ, Pablo Emílio Robert. Sentidos do Anhangabaú. Dissertação (Mestrado). Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Universidade de São Paulo. São Paulo. 2007.

LE GOFF, Jacques. “História”. In: Enciclopédia Einaudi. Lisboa: Imprensa Nacional/ Casa da Moeda, 1984. v.1

ORTIZ, Renato. “Notas sobre as Ciências Sociais no Brasil”. Novos estudos. CEBRAP. n. 27. Julho de 1990. Pp. 163-175.

PEREIRA, Robson Mendonça. Washington Luís na administração de São Paulo (1914-1919). São Paulo: Unesp, 2010.

RICCI, Cláudia Sapag. Adequação da ordem: o Escritório Técnico Ramos de Azevedo e o processo de modernização da cidade de São Paulo, mimeo., s/l, s/d, s/d.

SÃO PAULO (Cidade). Secretaria Municipal de Cultura. Conselho Municipal de Preservação do Patrimônio Histórico, Cultural e Ambiental da Cidade de São Paulo. Processo CONPRESP 1991-0.005.079-2.

SCHWARZ, Roberto. Nacional por subtração. Mimeo., s/l, s/p, s/d.

TOLEDO, Benedito Lima de. São Paulo: três cidades em um século. 4 ed. Ver. São Paulo: Cosac Naify, Duas cidades, 2007.



1 Mestrando na Universidade Federal de São Paulo – Unifesp. Escola de Filosofia, Letras e Ciências Humanas – EFLCH. Departamento de História. Programa de Pós-Graduação Em História. Bolsista da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Orientador: Prof. Dr. Fernando Atique.

2 Essa visão pode ser encontrada de forma mais firme em RICARDO, Cassiano. Marcha para o Oeste: a influência da bandeira na formação social e política do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1940.

3 Pronunciamento e Indicação n° 147/1906, de Silva Teles, na Câmara Municipal, cf. ACMSP, 15 set.1906, pp. 127-128. In. RICCI, Cláudia Sapag. Adequação da ordem: o Escritório Técnico Ramos de Azevedo e o processo de modernização da cidade de São Paulo, mimeo., s/l, s/d, s/d

4 Toledo, op. cit., p. 121, cita Conde de Prates, Plínio da Silva Prado, José Paulino Nogueira, José Martiniano Rodrigues Alves, Francisco de Paula Ramos de Azevedo, Arnaldo Vieira de Carvalho, Nicolau de Souza Queiroz, Barão de Bocaina, Alexandre de Albuquerque, Horácio Belfort Sabino e Sylvio de Campos como os cidadãos que requeria ao legislativo estadual "licença para construir na cidade três amplas avenidas com todos os melhoramentos da época." O Conde de Prates era o maior proprietário na rua Líbero Badaró, com cerca de dezessete imóveis. Segundo Ricca Junior, no lado ímpar da Líbero Prates possuía 26 lotes, e na Formosa, mais 16. RICCA Junior, Jorge. Anhangabaú: construção e memória. 2003. 312fls. Dissertação (Mestrado). Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. Universidade de São Paulo. São Paulo.

5 De acordo com Hereñú, op. cit., p. 119, entre 1911 e 1925 o escritório de Samuel das Neves e de Cristiano Stockler das Neves foi responsável por cerca de 25 projetos na rua Líbero Badaró e adjacências.


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