O golpe de 28 de Maio e o Estado Novo



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Encontro11.09.2017
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O golpe de 28 de Maio e o Estado Novo
Durante a 1ª República, entre 1910 e 1926, Portugal viveu um período de grande instabilidade política e de dificuldades económicas, associada à subida de preços dos géneros alimentares, à baixa dos salários depois da I Guerra Mundial, às revoltas e a greves constantes que provocaram o descontentamento de grande parte da população que desejava um governo forte capaz de restabelecer a ordem e a tranquilidade. Estes factores criaram um clima próprio para uma conspiração.

Assim, em 28 de Maio de 1926, as tropas comandadas pelo general Gomes da Costa saíram de Braga, marcharam sobre Lisboa a 6 de Junho e derrubaram o Governo. Ao dissolverem o Parlamento e suspenderem as liberdades individuais, previstas na Constituição (1911), os militares substituíram a 1ª República por uma Ditadura Militar e o poder passou a ser assumido por militares.

Perante isto, o Presidente Bernardino Machado, renuncia ao cargo na presidência da República e o governo foi entregue ao oficial da Marinha, José Mendes Cabeçadas, que mais tarde também viria a demitir-se.

O general Óscar Carmona tornou-se Presidente da República a 1928 e nesse mesmo ano, convidou para Ministro das Finanças, António de Oliveira Salazar, que conseguiu um equilíbrio financeiro através do aumento dos impostos e da diminuição das despesas com a saúde, educação e a assistência social. Por essa razão, a sua influência política cresceu muito e foi considerado o “Salvador da Pátria”.

Em 1932, devido ao seu prestígio, foi nomeado Chefe do Governo (Presidente do Conselho de Ministros) e a partir desse ano passou a controlar o governo do país e a tomar todas as decisões importantes.

Em 1933 foi aprovada uma nova Constituição que pôs fim ao período da Ditadura Militar. Iniciou-se, assim, um novo período ditatorial que o próprio Salazar intitulou de “Estado Novo”, para mostrar que a organização do Estado seria diferente da que existira durante a 1ª República. A Constituição de 1933 continuava a reconhecer os direitos e liberdades dos cidadãos, mas esses direitos e liberdades devem submeter-se aos interesses do Estado, dando cobertura às medidas repressivas tomadas pelo regime salazarista.

Eis algumas das características e orientações fundamentais do Estado Novo: a censura prévia aos media que procurou sempre não deixar avançar qualquer tipo de rebelião contra o regime e velando sempre pela moral e os bons costumes que Salazar defendia; a União Nacional ou partido único, que não autorizava a formação de partidos políticos; a polícia política (PIDE), que perseguia todo e qualquer opositor do regime; a Legião Portuguesa que consistia numa milícia de defesa e combate ao comunismo; a fundação da Mocidade Portuguesa, destinada a inculcar nos jovens os valores do regime; a utilização dos livros “obrigatórios” no ensino, nos quais se defendiam os ideais salazaristas; os cartazes e a imprensa inculcavam na população as vantagens do Estado Novo, escondendo a má imagem do regime.

Apesar de toda a propaganda e repressão que sobre eles era exercida, muitos portugueses opuseram-se corajosamente ao regime, através de protestos públicos.



Qualquer dia…

Ficha de Trabalho
História e Geografia de Portugal


  1. Quem comandou o golpe militar de 28 de Maio?

  2. Em que cidade se deu o golpe militar?

  3. Que regime se instaurou com o golpe militar de 28 de Maio de 1926?

  4. Com a demissão do Presidente Bernardino Machado, quem ocupa a Presidência da República?

  5. Que Presidente da República foi eleito em 1928?

  6. Óscar Carmona convidou António de Oliveira Salazar para que cargo?

  7. Qual o cargo que Salazar passou a desempenhar a partir de 1932?

  8. Por que razão se passou a considera, Salazar como o “Salvador da Pátria?”.

  9. Por que nome ficou conhecido o regime político que vigorou entre 1933-1974?

  10. Como é que Salazar conseguiu o dinheiro necessário para fazer obras públicas?

  11. Por que razão existia a PIDE e a Censura?



Língua Portuguesa
Funcionamento da língua


  1. Identifica as subclasses dos seguintes nomes:

    1. Gomes;

    2. general;

    3. prestígio.




  1. Coloca o adjectivo constante nos seguintes graus:

    1. Comparativo de igualdade;

    2. Superlativo absoluto analítico.




  1. Retira do texto uma:

    1. frase simples;

    2. frase complexa.




  1. Conjuga o verbo viver nos seguintes tempos:

    1. Presente do indicativo;

    2. pretérito imperfeito do indicativo;

    3. Futuro do indicativo.




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