Nosso editorial



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ANIVERSARIANTES DE OUTUBRO


07 - JOÃO PAULO DOS REIS NETO – profj.paulo@ig.com.br e fone 86.3232-4768.

08 - EDVARD FARIA – e-mail desativado; fone 51.3592-9631 .

08 - IDA MORITZ CAVALCANTI - 8 – CAVALCANTI – fones 21.2495-7529 e 21.2494-3561. E-mail: jb-cav@uol.com.br .

10 - ANA TERESA PIETTI SOUTO - 67 – HUMBERTO: soutoteresa@terra.com.br; fone 21.2742-7329..

10 - VERA LÚCIA GOMES PINTO – 199 – PINTO: sdcic@niteroi.rj.gov.br e fones 21. 2622-9681 e funcional 21.2727-2249; 21.9976-4851. (novos)

13 - EDISON PINTO SOBRINHO- vejam as informações acima.

14 - MARIA DO CARMO PAIM DE ALMEIDA - 298 – SAMPAIO – newsamp@uol.com.br e fone (novo) 82. 3337-4377.

15 - WANDERLEY GOMES SARDINHA – E-mail ex_myrmidon@hotmail.com e fone 12.3152-1423.

16 - ANA MARIA PINTO SAMPAIO - 159 – ADYR E-mail: anaadyr@yahoo.com.br

; fone: 85.3361-5190, na Prainha – Aquiraz – CE.



24 - ALTIMÉLIO SILVA PINHEIRO HOMEM – renatapinheiro@uol.com.br ; 21.2254-4588 .

27 - ODISSÉIA SILVA DE VASCONCELOS - 153 – VASCONCELOS; e-mail hvascon@secrel.com.br ; fone 85.3261-2491.

30 - NATÉRCIA JESÚS SIMÃO DA ROCHA - 260 – WILLIAM DA ROCHA – 61.3326-8685 e E-mail: williamdarocha@uol.com.br

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ANIVERSARIANTES DE NOVEMBRO - EPF

01 - GILSENO NUNES RIBEIRO NETO – residindo no Rio de Janeiro.

02 - RUBIÃO GOMES TORRES – rubigtor66@gmail.com e fone 82.3293-2539.(novo)

05 - MARIA HYLA LIMA GUILHERME- 38 – NILO – fone 85.3262.1290. guilherme.luciana@gmail.com (novo)

08 - Mª NAZARETH GONÇALVES PINHEIRO - 81- ALTIMÉLIO – pinheirohomem@click21.com.br .

10 - ROBERTO ALENCASTRO GUIMARÃES – 51.3772-0734 (Cachoeira do Sul – RS).

11 - LÚCIA REGINA SÓRIO DA MOTTA-207 – HÉLIO MOTTA – heliomotta@uol.com.br e fone 21.2275-5084.

22 - AUREDITH ÁLVARES FERREIRA-320 – SYLVIO FERREIRA – fone 21.2719-9436 (Nictheroy).

27 - ANA CAROLINA DE CASTRO PEREIRA - RÔMULO BINI – Fone 61.3223-5053.

27 - CELINA MONTELLA PIMENTA-ROBERTO PIMENTA – secretaria@cmcamp.com.br e fone 19.3255-1473.

(atualizado em 22 out 2007).

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ANIVERSARIANTES DE DEZEMBRO

05 - Tereza Albuquerque de Macedo - 76 – Roque – roque76@gmail.com.br e fone 85.3231-0217.

05 - Paulo de Araújo Rêgo – par@terra.com.br - Fone 21.2542-0823 (só no Rio);

06 - José Cleiton Pinheiro Monteiro – Fone 61.3327-1739 e-mail jcleitonmonteiro@hotmail.com .

08 - Rubens Soares Costa – sc@secrel.com.br; fone 85.3244-4435;

09 - Cyro Mendes Aguiar - fone 11.3495-7786.

11 – Diógenes de Oliveira Lobo - diogenesolobo@hotmail.com ; fone 85.3261-8640.

11 - Élio Vanderlei - Fone 61.3577-1280; eliovanderlei@terra.com.br.

17 - Rubson Barreto Ramos - virginia.ramos@ecrel.com.br - fone 3279-3957. Fale com a Maria Nair, a esposa.

18 - Maria Nair Barreto Ramos - 72 – Barreto – veja informações acima;

18 - Otília Mª Baptista de Macedo - 27 – Ivar – ivarellery@bol.com.br; fone 85.3261-2694.

19 – Kalliopi Leontsinis Locarno – Viúva do 206 – Locarno. Fone 85.3248-7412. kalliopilocarno@hotmail.com .

19 - Osvaldo Arthur Mascarenhas Brandão – obrandao@atarde.com.br; fone 71.3353-7901;

20 - Mª de Nazareth Araújo dos Santos - 30 – Belisário – fone 61.3361-3263 e e-mail: wb.santos@brturbo.com.br (novo)

22 - Mª Ercília Santos de Mello e Freitas - 9 – Freitas – melloefreitas@varandars.com.br (novo) - Fone: 51.3334-8211

24 - Estevão Paulo Russak - stemaru@bluewin.ch

24 – Iolanda de Barros - 214 – Mauro Barros – maurobarros@cd.microlink.com.br ; fone 21.2511-2816.

24 - Tereza de Jesús Saraiva Câmara - 94 – Rubens – informações acima.

27 - Maria da Penha de Almeida Lobo - Diógenes Lobo – informações acima.

30 - Maria Denny - 321 – Lauro Lúcio – fone 31.3361-2423 em Contagem – MG e e-mail: maria_denny@isbt.com.br

Aos Amigos e Amigas, nas datas de seus aniversários, peço que Deus lhes abençoe e que Nª Srª das Graças cubra cada um com o seu amor e graças. Feliz aniversário!

NOTA DO REDATOR

O noticioso Jornaleco da EPF sofreu muitos atrasos decorrentes de minha ida a Maceió e Porto de Galinhas, e posteriormente, meu retorno a Maceió, onde fiquei onze dias no Paraíso da Vovó Alari. Quando cheguei em casa a 4 nov, logo em seguida começou o CCC-58. É por isso que o Redator quase mergulha numa estafa oficial e incidental. Não foi molhe: descansei de mais e me atrapalhei bastante nestes dias.



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ENTREVISTA COM O 35 – ABREU
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REPÓRTER: Nos anais da EPF, não vi o seu nome entre os aprovados no Exame de Admissão realizado nos dias 9, 10, 11 e 12 de janeiro de 1956. Como foi o seu ingresso na EPF?
ABREU: È que prestei exame em 1955 e não houve vagas suficientes, então fui chamado em 1956.
REPÓRTER: Mais adiante, o Gabinete de Identificação assinalou para você os seguintes dados: 10G-50437 - Antônio Coelho de Abreu filho de Luiz Honório de Abreu e Alba Coelho de Abreu, nascido em 13-VI-1937, natural do Estado do Ceará - Baturité, estudante, solteiro, cútis morena, cabelos castanhos escuros lisos, barba e bigode raspados, olhos castanhos escuros, com 1m68 de altura, sem sinais particulares. Pergunto se você realmente não tinha sinais particulares?
ABREU: Não, era apenas muito magro.

REPÓRTER: Você tomou o número 35, o nome de guerra Abreu e foi para a 1a Companhia de Alunos, a Altaneira. Primeiro ou Segundo Alojamento? Quem eram os seus vizinhos de cama ou beliche?
ABREU: Primeiro alojamento. Estimado Russak-33, Barros-29, Ivar-27, Rebouças-39 e Humberto-67.
REPÓRTER: A 1a Companhia era um zoológico de trotistas famintos. Podia citar alguns dos mais cáusticos, neuróticos, zangados, terríveis, aloprados?
ABREU: Cada qual queria levar a melhor, Irron, Mouzinho, 11, 13 e 17 terríveis!
REPÓRTER: Como surgiu o seu apelido e o prefixo?
ABREU: Os terríveis me achavam parecido com uma “muriçoca”. O prefixo para diferenciar, pois não tinha nenhum Abreu na escola.
REPÓRTER: O trote na EPF tinha uma data limite: a Noite de São Bartolomeu, véspera do Juramento à Bandeira, 24 para 25 de agosto de cada ano. Como foi aquela noite treme-treme na Primeira Companhia?
ABREU: Terrível! A disputa pelos galhos na copa das arvores nas alamedas era grande. Naquela noite ao retornar para o alojamento deparei-me com apenas 30 pares de sapatos para engraxar e deixá-los nos trinques.
REPÓRTER: Quem eram os oficiais da 1a Companhia? Os sargentos monitores e os cabos? Lembra?
ABREU: Alguns: Cap. Nunes, Ten. Rui, um Ten. que a turma apelidou de vaselina, SGTOS. Benê e Lima e outros não lembro.
REPÓRTER: No meio da Bicharada, quem eram os colegas mais notáveis, não só pelos apelidos, como pelo grau de camaradagem, nas salas de aulas e estudos, nas saidinhas após o jantar, nos sábados e domingo? Nas marchas e Instrução de Tiro no Papicu?
ABREU: Todos foram sempre muito camaradas em todos os momentos. Saia muito com o 39-Rebouças e 67-Humberto.
REPÓRTER: Licenciamento Sustado - LS. Perder um licenciamento, não sair após o Paradão aos sábados, não ir à Praça do Ferreira, sessões no Diogo e São Luiz, banhos de mar na Praia de Iracema, festinha nas casas das buchadas ou menininhas em flor? Doía?
ABREU: E como doía! Logo na primeira semana fui contemplado, estava tomando banho nos lavatórios (parte do plantão do dia).
REPÓRTER: Qual foi o seu período mais marcante na EPF? Na vida social intensa, no gagá ou no esporte? Você usava aqueles "Permanentes" para acesso aos Clubes sociais? Você foi atleta de bola militar, calistênica, voleibol, basquete, natação, atletismo?
ABREU: Vida social, os demais eram rotina. “Permanentes”, sempre. Atletismo era praticado quando fazia parte da educação física.
REPÓRTER: Um dia, roubaram o carro do Comandante (Cel Ventura). Você foi chamado para aquela farra? Pode contar, se souber?
ABREU: Realmente, foi só farra. Participei junto com HugoVentura, Alexandre Reis e Jair. Cel. Borba falava, “são sempre os mesmos”, com aquela vozinha na garganta.
REPÓRTER: Nos licenciamentos, você era Laranjeira ou Arataca? Fale mais sobre esta condição.
ABREU: Era arataca. Quando ficava em Fortaleza arranchava na casa do 319-França ou então íamos para minha casa em Baturité, pois lá, tínhamos umas namoradinhas.
REPÓRTER: Quando foi a sua saída da EPF? Qual foi o seu rumo na Estrada da Vida?
ABREU: Foi logo após a segunda época de física, deixei que os que ai estão seguissem e eu como não queria, fiquei. Fiz veterinária, mas foi muito sacrificado, então preferi voltar a administrar logística em grandes empresas em São Paulo.
REPÓRTER: Professores nós tivemos muitos ao longo dos três anos. Faça uma lista de pelo menos três que mais impressionaram a você e por qual ou quais motivos?
ABREU: Cel. Carvalhedo (Paqui) enfiava álgebra em nossas cabeças. Cel. Guedes, gente de coração bom, pai de quem ? do 29-Barros e finalmente Cel. Ellery, sangue bom também.
REPÓRTER: Escrevi uma vez esta frase "As amizades escolares são para sempre". Quem foi o seu melhor amigo na EPF?
ABREU: E haja visto que elas se perduraram até hoje. Sem demagogia, todos sempre foram camaradas, falavam aos meus ouvidos: Muri estuda, temos que irmos para a AMAN.
REPÓRTER: Em domingo recente, você ligou para mim e foram só quarenta minutos de papos e muitas gargalhadas. Sou-lhe grato pela deferência. Você desfilou uma série quase infinita de casos hilariantes em que você esteve metido, no bom sentido. Podia lembrar um ou mais de um dos mais notáveis?
ABREU: Tive que ingerir uma lata de goiabada e um litro de leite lá no cassino dos oficiais para passar no peso, instruções do Cap. Climério ao Cap. Breno.

REPÓRTER: Em São José dos Campos - SP onde você se fixou para trabalhar e morar, você conheceu sua digníssima esposa dona Catarina, que exercia a função de telefonista na mesma empresa. Você ganhou uma disputa para ela aquiescer ao convite para um jantar. Como foi este fato notável em suas vidas?
ABREU: Foi hilariante, disputa entre colegas parentes, ganhei a parada e consolidaram-se somente 47 anos de muita paz e harmonia, mas foi em São Paulo.
REPÓRTER: Uma árvore genealógica não é assunto tão complicado. Mas, que tal discorrer sobre a sua descendência: filhos, filhas, genros e noras, netos e netas? Já tem bisneto?
ABREU: Descendência: conforme gabinete de identificação , duas filhas e dois genros, ótimos, dois netos e duas netas, valem ouro! Apenas sete bisnetos, lindos pimpolhos.
REPÓRTER: Estamos chegando ao final desta entrevista. Peço que se dirija aos Colegas de Turma da EPF uma mensagem pessoal sobre esses mais de cinqüenta anos de hiato entre a sua saída da EPF e o evento CCC-58,
ABREU: Sou um peixe fora d’água, mas apesar desta separação de mais de cinqüenta anos os tenho presente em meu coração como também os que já se foram para melhor. A todos o meu forte abraço e estima.

Abreu-35 (Muriçoca)

(*) Observe o final da assinatura do Cel Aluísio Brígido Borba, nosso Sub-Comandante sobre o retrato do Abreu.




Mensagem do casal Marianne e Russak enviada neste mês de dezembro de 2008.
Queridos amigos e amigas
Como havíamos comentado em nosso relatório passado, comemoramos a última passagem de ano na Antártida, entre icebergues e pingüins; uma vivência muito especial. A próxima passagem de ano será provavelmente no calor estafante do Pantanal. Que contraste! Para nós 2008 foi, sob todos os pontos de vista, um ano de extremos. Na primavera passamos dois meses muito felizes com a nossa filha Deborah, genro Peter e os netinhos. No Outono então, fomos sacudidos pelo inacreditável noticiário sobre o nosso filho Helg, que excede de maneira chocante os nossos piores temores anteriores. Aos 32 anos de idade, o nosso até então correto e excelente filho abandonou a esposa, os amigos e a família para dedicar sua vida à seita na Itália. Durante os últimos quase doze anos de dor e frustração aguardamos em vão o seu retorno. Fica a esperança de que o afastamento do guru e uma terapia por parte de especialistas o levem de volta à normalidade.
Retornemos ao início do ano. O cruzeiro pela Antártida começou e terminou em Ushuaia, a cidade mais ao sul do mundo. Os nossos companheiros de viagem continuaram de avião, nós partimos com o Fuchur por estradas de barro, atravessando a Terra do Fogo chilena em direção a Porvenir. Sem reserva de passagem, apenas com um jeitinho brasileiro, conseguimos logo após a chegada um lugar na barca. A travessia do Estreito de Magalhães, que neste trecho tem uma largura de 50 km, foi tão agitada que as ondas cobriam os motorhomes amarrados no convés. Logo em seguida ao desembarque noturno em Punta Arenas, saímos à procura de um posto de gasolina aberto, a fim de tirar o sal com uma boa lavada. De lá, viajamos via Puerto Natales para Torres del Paine. A mais bela reserva natural da América do Sul, segundo o guia de viagem, correspondeu a todas as expectativas. Uma semana nos pareceu muito pouco para percorrer, com admiração, as majestosas, bizarras formações das montanhas andinas. Entretanto, na Argentina nos esperava mais um espetáculo da natureza. Mas para lá chegar, seria necessário atravessar ainda muitos quilômetros de “ripio” (estrada ruim de terra). Dois dias de sacolejo depois, nos encontramos diante dela: uma gigantesca muralha de gelo, a Geleira Perito Moreno. Que esta geleira seja citada como a mais bela do mundo nos parece muito viável. As torres de gelo azul-cobalto cobrem uma superfície com uma largura de muitos quilômetros e um comprimento sem fim, estendendo-se até ao horizonte, onde escalam os picos nevados dos quais provém o eterno suprimento de gelo. Freqüentemente inteiras colunas de gelo se desprendem estrondosamente e caem com grande ruído no lago glacial abaixo. O “Parque Nacional de los Glaciares” contem, além da Perito Moreno, aprox. 150 geleiras. Realizamos várias excursões de barco para ver algumas delas,
Há já algum tempo vínhamos notando vazamentos no teto do motorhome, quando chovia forte. Assim resolvemos retornar à costa oriental, esperando encontrar em alguma das cidades maiores uma oficina especializada. No entanto devido às férias de verão, as oficinas se encontravam fechadas ou sobrecarregadas de trabalho. Depois de quase 4.000 km, de novo em Buenos Aires, um colega alemão nos recomendou a oficina de Johann Gresser, em Blumenau. A nossa sondagem por e-mail recebeu uma resposta positiva. Como o Uruguai, a “Suíça da América do Sul”, já estava no nosso programa, percorremos este belo e organizado país até sua fronteira no norte. De Santana do Livramento foram apenas dois dias de viagem até Blumenau, a maior parte pela BR 101, lamentavelmente com o pavimento em estado catastrófico e um trânsito caótico. Como o tempo estava apertado, foram feitos apenas os reparos urgentes, ficando o resto para Outubro. Na volta saímos pelo posto fronteiriço de Chui, percorrendo desta vez a costa do Uruguai, ao longo de praias solitárias e através do famoso balneário de Punta del Este. De Colônia del Sacramento atravessamos o Rio da Prata, de barca, para Buenos Aires, onde estacionamos o Fuchur no Clube Alemão em Lomas de Zamora, antes de tomar o avião para os Estados Unidos.
A ótima visita à jovem guarda foi, como sempre, enriquecida com apresentações musicais e teatrais dos netinhos. É impressionante como o desenvolvimento artístico das crianças é incentivado pelos pais! Desta vez conseguimos realizar o sonho do “Easy Rider” e rodamos por Oregon, Nevada e pelos centros de esqui de Idaho com o nosso maxiscooter “JJ” (Jolly Jumper), parcialmente em estradas com gelo e neve.
Também Arosa nos recebeu em Junho com neve. Realizamos uma maratona de visitas a fim de rever nossa família e os amigos espalhados pela Suíça inteira. Fora disso o nosso tempo foi ocupado com papelada, controles médicos e a operação de catarata do Russak. Em Julho tivemos a visita da prima Christa com filhos e netos, bem como, sempre em Setembro, de Karl-Heinz, o irmão da Marianne.
Meados de Outubro pousamos de novo em Buenos Aires e nos dirigimos ao Clube. Lá recebemos do casal Pocho e Laura, os administradores, o nosso Fuchur no mesmo estado em que o havíamos deixado. Utilizamos o bilhete de retorno da barca, válido por um ano, para ir novamente a Blumenau via Uruguai. Aqui deixamos o Fuchur para que Johann pudesse concluir os reparos. No ínterim voamos para as cidades históricas de Belém e São Luiz, para visitas curtas, mas intensivas. Vimos muita coisa bonita e interessante. Depois veio o encontro da Turma da EsPF em Fortaleza, como sempre bem organizado e pleno de emoções. Seguiu-se uma semana com os nossos velhos amigos Castro Alves, que com a sua grande hospitalidade nos fizeram esquecer os últimos 36 anos e retornar aos tempos felizes de nossa residência em Fortaleza. Com os amigos Solange e Tarcisio o Russak reviveu uma parte importante de sua infância e reviu velhos amigos, que Marianne agora ficou também conhecendo.
De volta a Blumenau recebemos um Fuchur totalmente desenferrujado e atravessamos o belo Estado de Santa Catarina, colonizado principalmente por alemães. Em Dionísio Cerqueira cruzamos a fronteira para a Província argentina de Misiones, assim denominada devido às muitas missões aqui instaladas pelos Jesuítas. Entre 1608 e 1767 nelas residiram milhares de famílias guaranis convertidas ao cristianismo que, bem orientadas, se estabeleceram como agricultores e hábeis artesãos. Esta colônia tornou-se maior que a espanhola e a portuguesa, razão suficiente para que o rei da Espanha a dissolvesse. Os Jesuítas tiveram que deixar a América do Sul e os índios foram quase totalmente aniquilados. Em San Ignacio visitamos as ruínas de uma enorme “Reduccion” (10’000 habitantes) recuperada da selva.
O nosso seguro obrigatório para veículos no Mercosul, que não podia ser prolongado nem por antecedência, nem por telefone e nem pelo internet, expirava em fins de Novembro e tornava necessário um novo retorno a Buenos Aires. Durante esta estadia nos encontramos várias vezes com os primos do Russak, Mario, Maria Inês e sua filha Mariana, residentes em Buenos Aires, um agradabilíssimo reforço dos laços familiares.
Mais uma vez rodamos rumo ao norte, ao Parque Nacional de Iberá, muito recomendável por suas incríveis flora e fauna. Após cruzar o Rio Paraná ocorreu atrás de nós um acidente de tráfego, com consideráveis danos materiais. Para surpresa nossa, tentaram nos culpar. Após longas discussões e depois de havermos assinado um protocolo na chefatura de polícia nos deixaram, de má vontade, seguir viagem. À tardinha do mesmo dia, durante um controle policial, nos confrontaram com supostas infrações no nosso veículo. Conseguimos evitar uma pesada “multa” graças a um formulário do Ministério das Relações Exteriores da Argentina, que um argentino muito prestativo nos havia dado em Buenos Aires, após ouvir que iríamos a regiões onde a corrupção policial é bem conhecida. Ouvimos falar de estrangeiros que em controles similares chegaram a pagar até USD 800 de “multas” fictícias, no meio da estrada. Este dia realmente não foi monótono!
Normalmente pernoitamos em postos de gasolina que ficam abertos 24 horas e são bem vigiados. Recentemente, à noitinha, o encarregado de um posto, extremamente prestativo, estava nos ajudando a estacionar num local coberto. No processo não notou um canto de metal muito afiado, que prontamente cortou de forma irreparável um dos nossos pneus traseiros internos. Uma confirmação do ditado “o caminho do inferno é pavimentado com boas intenções”... No dia seguinte, depois de um toró violento, estacionamos ao lado da estrada e imediatamente afundamos num lamaçal barrento, que visto do carro aparentava ser seco. Somente com a ajuda de uma pá e das nossas chapas de alumínio perfuradas, num trabalho conjunto duríssimo, a 40°C, conseguimos retornar ao asfalto.

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