Métodos na ciência econômica



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MÉTODOS NA CIÊNCIA ECONÔMICA
Os mesmos das demais ciências sociais.
DEDUTIVO – analítico – abstrato – análise – parte de certas hipóteses, gerais ou abstratas, ou demonstrações de ordem psicológica e subjetiva (necessidade, interesse pessoal, etc.). É a conclusão do caso particular, partindo das leis gerais anteriormente expostas. Dedução através de raciocínio lógico. Parte do geral para o particular, do todo para a parte.
Métodos Subsidiários:

- psicológico – assenta premissas sobre o desejo humano. Teoria do valor o centro da ciência econômica. Concepção subjetiva e individualista da vida econômica.

- matemático – considera as relações humanas como relações de equilíbrio, suscetíveis de serem colocadas em equações algébricas. Funda-se nas três leis econômicas: lei da oferta e da procura, lei do custo-de-produção, lei da distribuição do produto entre os fatores da produção.
INDUTIVO – observação – síntese – realista – verifica, observa, generaliza e supõe. Método experimental. Parte dos fatos particulares para os gerais.

Métodos Subsidiários:

- método histórico – relatividade e mobilidade dos fenômenos econômicos. Fundada por Roscher (1845).

- estatístico – exame de grande quantidade de fatos econômicos, reduzidos a números, que são posteriormente comparados e relacionados. É um método comparativo.
ORIENTAÇÃO METODOLOGICA: mesclar os dois métodos. Não utilizar separadamente um ou outro método. “observar, imaginar e verificar”


DESENVOLVIMENTO DA ECONOMIA
O homem é um “animal social” (Aristóteles), mas antes de tudo, um animal insatisfeito.

(ECONOMIA NATURAL) NATURAL E INDIVIDUAL - o homem vivia do que a natureza lhe oferecia. Caça, pesca, escambo ou troca. A necessidade definia o valor das coisas.


(ECONOMIA MONETÁRIA) DOMÉSTICA OU FECHADA – o valor não mais era definido pelas necessidades, mas sim pela moeda.
(ECONOMIA DE CRÉDITO) FASES DA ECONOMIA LOCAL, NACIONAL E MUNDIAL – a moeda é substituída pelos títulos de crédito, que exercem funções e poderes aquisitivos e de pagamento, constituindo antecipações de numerário, com base na confiança pessoal.
CLASSIFICAÇÃO DA EVOLUÇÃO DA ECONOMIA, segundo Raymond Barre:

  1. Fase pré-científica – antiguidade remota até o século XVIII

  2. Fase do nascimento da ciência econômica (1750-1870)

  3. Fase do descobrimento e elaboração dos princípios teóricos fundamentais (1870-1930)

  4. Fase contemporânea – aprofundamento e extensão.



CONCEITOS FUNDAMENTAIS DA ECONOMIA POLITICA
O homem é um sujeito de necessidades e a necessidade é a sensação de uma falta, aliada ao desejo de fazê-la desaparecer (José de Alvarez Cienfuegos Cobos)
- necessidade é sentimento de apetência por um objeto indeterminado correspondente a um sentimento de privação.
Luiz Sucupira (Programa de Economia Política) diferencia necessidade de desejo:

- Necessidade = sentimento de privação por um objeto indeterminado

- Desejo = objeto determinado, supõe-se relação de conhecimento entre esse objeto e a necessidade
Características das necessidades
- ilimitadas em número (multiplicidade) – é mola propulsora do progresso das civilizações;

- limitadas em capacidade - basta a porção de um objeto para a satisfação. Necessidade natural ou fisiológica possui limite definido de satisfação. Necessidades artificiais (luxo, riqueza, ostentação) limite elástico (caráter de sociabilidade);

- concorrentes – uma surge em detrimento da outra. “lei da substituição”;

- complementares – surgem em grupos ou em cadeia, exigindo satisfação comum ou simultânea.

- regularidade - as necessidades se reproduzem com regularidade, uma vez aplacada ou satisfeita, ressurge com a mesma intensidade.
Sucessão da satisfação de necessidade natural – hábito

Sucessão da satisfação de necessidade artificial – vicio

Desinteresse pela satisfação – ponto de saciedade – “lei da saturação” de Gossen

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Necessidades primárias – exigências vitais do organismo, alimentos, vestuário, sono.

Necessidades secundárias - (de aperfeiçoamento) segundo grau, supérfluas, comodidade, luxo.


Bens econômicos – objetos relativamente escassos, suscetíveis de posse. Servem direta ou indiretamente a satisfação das necessidades. São úteis.
Materiais –(riquezas) podem destinar-se ao consumo ou possuir maior duração, capital fixo. Livres (a abundância não estimula a atividade econômica), presentes, futuros, ativos e passivos.

Imateriais – (serviços) –
Bens de consumo – consumo direto

Bens de produção – consumo indireto


Bens de capital – produzidos pelo homem, para auxiliá-lo na produção de outros bens

Bens complementares – (bens passivos ou intermediários)


Cobos: “Bens econômicos são todos aqueles meios úteis para a satisfação das necessidades humanas, que se encontra em quantidades escassas e podem ser transmitidos.”
Valor – dá a idéia de raridade do bem. Relação entre as coisas. Juízo, estima, importância atribuída a um bem. Relação entre utilidade e quantidade do bem.
- valor de troca – teoria objetiva (valor social)

- valor de uso – teoria subjetiva do valor (valor individual)

Partindo desse Dualismo (subjetivismo e objetivismo), Contreiras Rodrigues apresenta a seguinte classificação das teorias do valor:


  1. teorias subjetivas




  1. valor estimativo

  2. valor-utilidade

  3. valor oferta e procura

  4. valor utilidade-final

- Teoria subjetiva do valor – (valor de uso ou valor-utilidade/teoria subjetiva do valor) parte das necessidades humanas para explicar o valor das coisas.

- Teoria da utilidade-limite ou teoria do valor de uso ou utilidade marginal ou valor marginal – satisfação gradativa das necessidades.


  1. teorias objetivas




  1. valor-trabalho – procura a razão determinante do valor em fenômenos objetivos

  2. valor custo de produção

  3. valor custo de reprodução

Teoria da mais-valia = plus-valia = Marx (fundador do socialismo científico) – o trabalho não é apenas medida do valor, mas a sua essência.



RIQUEZAS ECONÔMICAS
Coisas ou bens externos que encerram utilidades e apresentam dificuldades para a sua aquisição.

Limongi: “riqueza é o conjunto das coisas úteis, limitadas e materiais”.

Serviços imateriais como os decorrentes da inteligência do homem não são propriamente riquezas, mas sim causas de riquezas, segundo o autor.

Todavia, Gastaldi classifica riqueza como sinônimo de utilidades ou bens, gratuitos ou onerosos, materiais ou imateriais.


Riqueza efetiva ou absoluta – quantidade da utilidade usufruída pelo individuo ou pela nação

Riqueza relativa – soma ou quantidade dos valores materiais que possuem constitui a riqueza de um individuo. Valores possuídos.


Para Adam Smith a riqueza esta na utilidade.

UTILIDADE
É qualidade de um bem em corresponder as necessidades ou a um desejo humano. Pode ser gratuita ou onerosa, especifica ou concreta.
Gratuita – ar, água, luz.

Onerosa – resultado dos esforços humanos para remover obstáculos impeditivos à satisfação da necessidade.

Especifica – ou genérica – qualidade intrínseca do objeto

Concreta – ou quantitativa – quantidade necessária para o uso da pessoa





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