Mota Amaral defende "diversificação de relações externas"



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29-10-2004 17:39:00. 




Turquia/Portugal: Mota Amaral defende "diversificação de relações externas"




Pedro Figueiredo, da Agência Lusa Istambul, 29 Out (Lusa) - Mota Amaral defendeu hoje que Portugal deve "diversificar as suas relações externas" e "avançar em força" para o estreitamento de relações com os novos e futuros Estados-membros da União.

Para o presidente da Assembleia da República, que hoje termina em Istambul a sua visita oficial à Turquia, que descreveu como "aliado natural" de Portugal, Lisboa não deve confinar-se às "vizinhanças próximas", mas alargar o campo da sua acção externa a países, como a Turquia, que representam uma janela de oportunidade" e com os quais pode ser estabelecida uma "solidariedade vantajosa para ambas as partes".

"Faz sentido Portugal ter a preocupação de diversificar as suas relações externas, incluindo no seio da União Europeia. Não nos podemos ficar pelas vizinhanças próximas e avançar com toda a força no sentido de estreitar relações com os novos estados- membros e com os candidatos à adesão, como a Turquia", disse, num balanço da sua visita.

Após três dias de contactos com responsáveis políticos e com diversas organizações da sociedade civil turcas, o presidente do Parlamento afirmou a sua convicção de que Ancara e Lisboa "têm visões que podem ser convergentes".

"Percebi que a nossa visão pode ser convergente, desde logo porque somos dois países nas extremidades da Europa, dois países periféricos. A Turquia exerce, além disso, um papel análogo ao nosso numa série de países da Ásia Central, pela afinidade linguística e cultural", referiu.

O facto de a Turquia poder "passar a ser um dos maiores países da União" caso conclua com sucesso o processo de adesão é também, no entender do presidente do Parlamento, um aspecto "a ter em conta no âmbito da promoção dos interesses próprios de Portugal".

Relativamente ao processo com vista a uma eventual adesão da Turquia à União Europeia - que dominou todos os contactos que manteve em Istambul e Ancara -, o presidente da Assembleia da República realçou a necessidade de os 25 serem consequentes com o estatuto que conferem há décadas a este país euro-asiático.

"A Turquia foi sempre tratada desde a II Guerra Mundial como um parceiro privilegiado do interesse europeu, quer no seio da NATO, quer no seio das Nações Unidas ou no Conselho da Europa.

Se a Turquia era boa na fase difícil, agora não podemos dizer que fica de fora", salientou.

Manifestando "confiança" na adesão da Turquia à União, Mota Amaral chamou depois a atenção para os "inconvenientes de bater com a porta na cara" a este país de população maioritariamente muçulmana, sobretudo "numa altura em que se fala da democratização dos países islâmicos, do fundamentalismo islâmico e do terrorismo".

No dia em que foi assinado em Roma o tratado constitucional da União, o presidente do Parlamento defendeu a necessidade de ser "varrido o ambiente catastrofista" que rodeia a adopção deste documento, sublinhando que "ninguém está com a corda na garganta" neste processo.

Relativamente ao referendo que no próximo ano se realizará em Portugal, o presidente do Parlamento manifestou o desejo de que "as forças políticas comprometidas com o processo europeu façam tudo" para que a consulta popular "corra bem".

No último dia da sua visita à Turquia, o presidente da Assembleia da República esteve nos principais símbolos culturais da cidade, entre os quais a Mesquita Azul, o Museu de Santa Sofia (antigo centro religioso do império bizantino, construído no ano de 404, depois transformado em mesquita) e o palácio de Topkapi (residência dos sultões otomanos de 1459 a 1839).

PGF.








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