Modelo de Trabalho de Conclusão cico



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redes sociais


Este capítulo contextualiza redes sociais, enfatizando suas características, apresentando, posteriormente, os elementos que compõem a estrutura de uma rede, juntamente com uma breve explicação de algumas das principais redes sociais existentes. Por fim, realiza uma breve explanação sobre a análise de redes sociais.
    1. Contextualização


Rede social é um conceito presente em várias áreas do conhecimento, tendo sua origem na área das Ciências Sociais (COLONOMOS, 1995 apud ACIOLI, 2007). Estudos nessa área iniciaram há muito tempo, constatando-se isto a partir dos estudos da Teoria dos Grafos de Leonhard Euler3, a qual é considerada uma representação da topologia de rede. Dentre os modelos de estudo da sociedade a partir da ideia de rede, pode-se considerar como um dos mais conceituados, o modelo de Talcott Parsons4, de 1969, que defendia que o sistema social deveria atender à quatro critérios: adaptação, integração, conquista dos objetivos e manutenção dos padrões motivacionais e culturais (RECUERO, 2005).

O advento da Internet, no início da década de 1990, possibilitou o surgimento de novos tipos de redes sociais, denominadas comunidades virtuais. Entretanto, apesar da distância geográfica ter deixado de ser um empecilho para a formação de novos vínculos de amizade, o foco das comunidades virtuais não era direcionado para os indivíduos, mas sim na interação deles com a comunidade, fazendo com que se tornassem apenas um modo com que os usuários poderiam interagir com outras pessoas de modo virtual, através de ferramentas, tais como e-mail e programa de troca de mensagens (CHURCHILL; HALVERSON, 2005 apud SANTOS, 2011). Tais sistemas de comunicação pessoal compõem a primeira geração de redes sociais (PIMENTEL; FUKS, 2011, p. 54).

Ao final da década de 1990, as primeiras redes sociais on-line foram criadas, onde o foco estava na expansão dos relacionamentos de seus usuários, ou seja, o intuito não era apenas o estabelecimento de novos vínculos, mas também reforçar aqueles já existentes, como amizades, relações de trabalho, familiares (SANTOS, 2011). O objetivo desse tipo de rede social, pertencente à segunda geração de redes sociais, era representar fielmente as relações existentes na vida real em um mundo virtual, contudo não possuíam um objetivo específico, servindo apenas para entretenimento de seus integrantes. A partir de sua evolução, estes sistemas passaram a considerar a criação e troca de experiências entre seus usuários, possibilitando assim, que um indivíduo pudesse repassar suas experiências a outro sobre situações pelas quais ambos tivessem interesse, além da possibilidade de colaborar com a difusão de conhecimento através de ambientes que propiciem a aprendizagem dos participantes. Dessa forma, pode-se afirmar que as redes sociais estão auxiliando a resolver problemas existentes no “mundo real”. Esses recursos fazem com que esses tipos de sistemas estejam qualificados como a terceira geração de redes sociais (PIMENTEL; FUKS, 2011, p. 54-55). Tais características evidenciam as diferenças entre redes sociais e as comunidades virtuais.

    1. Estrutura


Redes sociais são compostas por dois elementos principais: (i) grupo de atores; (ii) relacionamentos que conectam esses atores, os quais podem ter sua motivação pelos mais variados motivos, sendo que tais vínculos passam a construir e reconstruir a estrutura social, a qual pode ser observada na Figura 2 .1 (TOMAÉL; MARTELETO, 2005). Conforme Recuero (2005), esses vínculos representam laços e relações sociais que interligam pessoas através da interação social com outros membros da rede. “Tais relações são sempre relações em processo, isto é: elas se fazem e desfazem, se constroem, se destroem, se reconstroem, são e deixam de ser, podem se refazer ou não, se rearticular ou não” (NEIBURG et al., 1999, p.92).

Figura 2.1 - Estrutura de redes sociais



Fonte: Adaptado de TELES et al. (2013)

Para o pleno entendimento das redes sociais na Internet, é desejável compreender suas diferentes topologias que se dividem em três tipos básicos, conforme pode ser observado na Figura 2 .2: (i) centralizada, aquela onde um nó central possui a maior parte das conexões; (ii) descentralizada, onde as conexões estão divididas em pequenos grupos, os quais conectados formam a rede; (iii) distribuída, onde todos os nós possuem em torno do mesmo número de conexões, estando todos interligados (FRANCO, 2008 apud RECUERO, 2009, p. 56-57).

Figura 2.2 - Topologias de redes sociais



Fonte: RECUERO (2009, p. 56)

O estabelecimento de conexões ou relacionamentos sociais com outros indivíduos, seja através da formação de grupos ou comunidades, é uma característica intrínseca dos seres humanos. Desde a antiguidade até os dias atuais, as relações de amizade [...], parentesco, profissional, crença, dentre outras, têm determinado as estruturas sociais e o papel das pessoas nessas estruturas. A essa rede de relações sociais, que constituem uma estrutura social composta por indivíduos e relacionamentos entre esses indivíduos, denomina-se Redes Sociais (CHURCHILL; HALVERSON, 2005 apud SANTOS, 2011, p. 13).

      1. Atores


Atores, considerados o primeiro elemento de uma rede social, são as pessoas, geralmente representadas por nós (nodos), contidas na rede que se analisa. Entretanto, no que se refere a redes sociais on-line, os atores passam a ser representações de pessoas reais através de formas diferenciadas, como por exemplo, um perfil no Facebook5. A interação dos atores na rede cria um processo constante de construção de identidade, mantendo assim a presença do “eu” no ciberespaço. Através dessas interações, é possível que as redes sociais sejam retratadas na Internet, ou seja, é preciso ter visibilidade e fazer parte da sociedade, construindo seu espaço na rede, compreendendo assim como as conexões são estabelecidas (RECUERO, 2009, p. 25-27).
      1. Conexões


Geralmente, as conexões em uma rede social são representadas através de laços sociais, os quais são definidos a partir da interação social dos atores da rede. Tais laços são considerados o principal foco de estudos de redes sociais, uma vez que alterações nesses elementos podem mudar a estrutura da rede (RECUERO, 2009, p. 30). Os laços sociais são qualificados dependendo da qualidade da interação entre os atores. Laços fortes são caracterizados pela intimidade e pela proximidade entre os atores, enquanto os laços fracos são definidos através de relações esparsas dentro da rede. Consequentemente, os laços fortes tornam as redes mais estáveis (WELLMAN, 1997; GRANOVETTER, 2000 apud BARCELOS; PASSERINO; BEHAR, 2008). Quanto à qualidade das conexões das redes sociais na Internet, o capital social é defendido por estudiosos como sendo um valor gerado a partir das interações entre os atores em uma rede social (RECUERO, 2009, p. 45).

Embora tenha gerado muita controvérsia, os primeiros sistemas de redes sociais on-line eram baseados na teoria dos “seis graus de separação”, defendida por Stanley Milgran6, a qual define que no mundo, são necessários no máximo seis laços de amizade para que duas pessoas quaisquer estejam conectadas (MILGRAN, 1967 apud PIMENTEL; FUKS, 2011, p. 54).




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