Modelo de Trabalho de Conclusão cico



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Conforme observado, a aplicação back-end foi desenvolvida utilizando o framework Grails, bem como o banco de dados PostgreSQL. Esta aplicação foi hospedada no servidor de aplicação Apache Tomcat e disponibilizada para a internet através do serviço de DNS NO-IP. Por outro lado, o desenvolvimento da aplicação móvel utilizou-se apenas da tecnologia Intel XDK que, por sua vez, contém as tecnologias HTML5, CSS3 e Javascript embarcadas, bem como o framework Apache Cordova, que possibilita acesso aos recursos dos dispositivos móveis.
      1. Grails


Grails é um framework de código aberto, que utiliza a linguagem de programação dinâmica Groovy para a construção de aplicações web. Seu principal objetivo é aumentar consideravelmente a produtividade de desenvolvimento dos projetos, através da utilização do conceito de programação por convenção ao invés de configuração, dirimindo o tempo necessário para o desenvolvimento efetivo das aplicações (BECKWITH, 2013). Para o desenvolvimento deste protótipo, utilizou-se a versão 2.5.0 do framework.
      1. Intel XDK


Segundo INTEL (2015), Intel XDK, ou kit de desenvolvimento em plataforma cruzada, é uma ferramenta que permite o desenvolvimento multiplataforma de aplicativos móveis híbridos, utilizando recursos de HTML5, CSS3 e Javascript para a construção de tais aplicações. Nesta ferramenta, são incorporadas as funcionalidades das APIs contidas no framework Apache Cordova, que realiza acesso às funcionalidades nativas dos dispositivos. A ferramenta Intel XDK, cuja versão utilizada para o desenvolvimento do aplicativo móvel foi a 1995, abrange todas as etapas de desenvolvimento de um aplicativo, dividindo-as em abas, as quais são:

  • Project: realiza a configuração dos projetos, onde são definidos os dados necessários para publicação do aplicativo para cada plataforma, as imagens dos ícones das telas de abertura de acordo com a resolução do dispositivo e as funcionalidades do framework Apache Cordova, que serão utilizados no desenvolvimento do aplicativo, chamados de plug-ins.

  • Develop: dentre as principais funcionalidades, este processo define o layout e a codificação do aplicativo, sendo tais processos separados em visões diferentes. Para a definição do layout são disponibilizados componentes que podem ser incluídos nas páginas do aplicativo através da função drag and drop. Para a codificação do aplicativo, é disponibilizado um editor de texto para o seu desenvolvimento.

  • Emulate: disponibiliza um ambiente para emular o aplicativo desenvolvido com o auxílio da própria ferramenta. Para tal, possibilita a simulação de funcionalidades tais como: aparelho a ser utilizado, recursos de acelerômetro, de geolocalização e de conexão com a internet.

  • Test: permite submeter o aplicativo desenvolvido à utilização em dispositivos reais para fins de teste.

  • Debug: possibilita sujeitar o aplicativo ao processo de depuração do código, utilizando o Google Chrome Developer Tools13 para esta operação.

  • Profile: permite visualizar a utilização de recursos, como memória e CPU, por parte do aplicativo.

  • Build: possibilita a construção da aplicação final para que seja possível disponibilizá-la aos seus usuários. Nesse momento, é definida a plataforma que será gerado o arquivo de instalação do aplicativo móvel, contemplando as plataformas Android, iOS e Windows 8.
      1. API de Geolocalização do HTML5


A API de Geolocalização do HTML5 fornece um conjunto de códigos para acesso a informações sobre a localização geográfica de um dispositivo. Para tal, é necessário apenas que haja um navegador web com acesso à internet no aparelho. Diferentemente do encontrado no desenvolvimento nativo, a utilização dos recursos provenientes desta API possibilita a criação de uma única aplicação que atenda à maioria dos dispositivos, tornando o processo de desenvolvimento isento de questões de plataformas e versões. Tal API define o objeto geolocation no objeto navigator dos navegadores, o qual possui três funcionalidades principais para a obtenção e manipulação dos dados oriundos da apuração da localização do dispositivo, conforme apresentado (AIRES; HAHN, 2014):

  • getCurrentPosition: método utilizado para retornar propriedades dos dados capturados referentes à posição geográfica do dispositivo. Este método recebe, em sua assinatura, três parâmetros, os quais representam:

    • Função de sucesso: executada no momento em que a captura da localização do dispositivo tenha sido executada com sucesso. Tal função recebe, em sua assinatura, um parâmetro que representa um objeto que, por sua vez, possui informações relativas ao processo de captura da localização.

    • Função de falha: executada quando uma falha tenha ocorrido na captura da localização do dispositivo.

    • Objeto com opções: representa os parâmetros de definição da precisão da captura da localização, atribuição dos dados na memória cache do navegador e tempo limite de reposta passado para a função de sucesso.

  • watchPosition: funcionalidade semelhante ao método getCurrentPosition, no entanto, este método também retorna a posição geográfica no momento em que o dispositivo se encontrar em uma nova posição. Este método possui a mesma assinatura do método getCurrentPosition, contudo, um identificador do processo é retornado ao finalizar a execução.

  • clearPosition: método responsável por finalizar a apuração realizada pelo método wathPosition.

A API de Geolocalização do HTML5 é suportada por diversos navegadores, dentre os quais, os principais são listados na Tabela 9 .10 (AIRES; HAHN, 2014).

Tabela 9.10 - Navegadores que suportam API de Geolocalização do HTML5



Navegador

Versão

Google Chrome

5.0 +

Firefox

3.5 +

Safari

5.0 +

Opera

16.0 +

Internet Explorer

9.0 +

Fonte: Obtido através de: http://www.w3schools.com/html/html5_geolocation.asp, em: set. 2015
    1. Modelagem


Diante do fato de haver duas aplicações compondo a proposta desenvolvida, consequentemente dois modelos entidade-relacionamento compõem a análise do projeto. Com isso, a estrutura de tabelas utilizadas na construção do projeto da aplicação servidor pode ser verificada conforme a Figura 9 .14, que descreve o seu modelo entidade-relacionamento.

Figura 9.14 - Aplicação servidor



A partir da apresentação do modelo citado acima, algumas considerações se fazem necessárias para o esclarecimento do modelo, conforme apresentado na Tabela 9 .11, que descreve as funcionalidades das tabelas envolvidas no modelo entidade-relacionamento da aplicação servidor.



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