Modelo de Trabalho de Conclusão cico



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PERFIS DE USUÁRIOS


Este capítulo tem como objetivo caracterizar as principais noções a respeito de modelagem e casamento de perfis de usuários, bem como apresentar o método adotado na proposta deste trabalho para a representação e casamento entre perfis de usuários.
    1. Contextualização


Esta seção contextualiza os conceitos relacionados à modelagem e casamento de perfis de usuários.
      1. Modelagem de perfis


A área de modelagem de perfis visa atender as necessidades de compreender os interesses de um usuário. Do ponto de vista histórico, este tipo de abordagem surgiu em meados da década de 1970, sendo aplicado no desenvolvimento de sistemas onde a ênfase estava na sua adaptação de acordo com o contexto e com o perfil do usuário. Entretanto, a partir de 1996, constatou-se a imprescindível necessidade em adotar a modelagem de perfis de usuários para estruturar as informações de acordo com o ambiente em que o indivíduo esteja inserido, solucionando assim, questões relativas às adaptações realizadas nas aplicações. Dessa forma, tornou-se possível estabelecer uma coesa relação entre as informações oriundas da interação do usuário com o ambiente em que o mesmo interage (BRUSILOVSKY, 2001 apud ZAINA, 2008). Assim, a diretriz da área de modelagem de perfis de usuários constitui-se na percepção de conhecimento sobre usuários e na forma como representar tal conhecimento (TRAJKOVA; GAUCH, 2003 apud CERVI, 2013).

Segundo Cervi (2013), existem diferentes formas de modelagem de informações relativas à usuários, sendo que tais abordagens podem ser de natureza explícita, implícita ou híbrida. A modelagem explícita utiliza-se da direta interação do usuário com a aplicação, dessa forma, a geração de conhecimento a respeito do indivíduo está totalmente atrelada às informações submetidas pelo próprio usuário na aplicação, o que pode ser realizado, por exemplo, através de respostas dadas à um questionário aplicado. Esta estratégia de modelagem de perfis é classificada como baseada em conhecimento onde, geralmente, os usuários são associados à perfis estáticos. Por outro lado, a modelagem implícita está baseada em questões comportamentais das pessoas, assim, suas informações são obtidas através das ações tomadas durante o processo de utilização da aplicação, o que pode ser exemplificado na navegação realizada entre páginas web e compras on-line. Tal estratégia de modelagem de perfis é denominada como baseada em comportamento, pois o perfil não é definido através de ações explícitas, mas sim, através de técnicas de mineração de dados que possam descobrir padrões de comportamento a respeito do usuário. Em contrapartida, a modelagem híbrida, que utiliza as abordagens anteriores em conjunto, visa definir o perfil de um usuário conforme o domínio de aplicação e do próprio usuário, diante do pressuposto de que o sistema deva se adaptar de acordo com o contexto de sua utilização.

Algumas informações são extremamente relevantes para a concepção de um modelo de usuário: (i) obter dados do usuário relevantes ao contexto em que o mesmo esteja inserido, bem como o seu nível de conhecimento sobre a área de interesse; (ii) identificar padrões comportamentais dos indivíduos no sistema; (iii) considerar características das interações dos usuários, como momento e local onde ocorreram possibilitando assim, o processo de mapeamento das interações do indivíduo (ROSATELLI; TEDESCO, 2003 apud ZAINA 2008).

Para que a construção de um modelo de perfil de usuário represente, de forma fidedigna, os interesses do mesmo, este deve apresentar três objetivos cruciais: (i) identificar a área de interesse de um indivíduo; (ii) representar e armazenar tal área de interesse em um sistema; (iii) gerir possíveis modificações com relação à área de interesse do usuário (TRAJKOVA; GAUCH, 2003 apud CERVI, 2013). Considerando que os interesses pessoais tendem a se modificar constantemente com o passar do tempo, é extremamente desejável que a modelagem de perfis se adeque à tais mudanças, afim de representar os interesses do usuário com a máxima exatidão possível (CERVI, 2013).


      1. Casamento de perfis


O casamento de perfis baseia-se no processo de combinação social, o qual visa aproximar pessoas através da utilização de tecnologias. Diante disso, fundamenta-se em nas áreas de psicologia e ciência social para compreender o ambiente instaurado na formalização das relações pessoais (VRABL, 2011). Para tal, considera elementos como interesses, relações sociais, padrões geotemporais, necessidades e personalidade (MAYER et al., 2010 apud VRABL, 2011). A principal vantagem da utilização de técnicas de combinação social é possibilitar a filtragem de resultados e, posteriormente, combinar pares de indivíduos (SILVA, F., 2009 apud VRABL, 2011). De uma forma geral, o processo de combinação social se divide em quatro etapas, conforme apresentado na Figura 6 .10: (i) modelagem do conjunto de indivíduos os quais seus perfis se assemelham ao perfil do usuário alvo; (ii) combinação dos usuários em função dos interesses, implícitos e explícitos, do usuário alvo; (iii) introdução, ou seja, realização da apresentação entre os usuários; (iv) interação entre os usuários. Tal sequência de atividades ocorre de forma cíclica com o intuito de aprimorar os resultados obtidos (TERVEEN; MCDONALD, 2005 apud SILVA, F., 2009).

Figura 6.10 - Metodologia de combinação social



Fonte: SILVA, F. (2009)

Existem três diferentes abordagens adotadas no processo de combinação de perfis de usuários: oportunista, implícita e por necessidade de informação. A combinação social oportunista consiste na utilização dos dados coletados a partir das atividades realizadas pelo usuário alvo em aplicações. Tal ação não depende da direta solicitação do usuário alvo para ser realizada. A combinação social implícita concentra-se na informação que o usuário alvo deseja obter. Dessa forma, o processo de combinação de perfis de usuários atua nos dados de navegação de pesquisa do indivíduo, identificando perfis a serem combinados. Na combinação social por necessidade de informação, o processo baseia-se na rede de relacionamentos do indivíduo, para que seja possível identificar pessoas que detenham as informações desejadas pelo usuário alvo (CRUZ, 2008 apud SILVA, F., 2009).

Para o estabelecimento de um efetivo processo de combinação social, é extremamente importante considerar as avaliações do usuário alvo sobre a sua utilização. Para tal, se faz necessário obter informações referentes à díade formada entre o usuário alvo e o usuário recomendado (TERVEEN; MCDONALD, 2005 apud VRABL, 2011).




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