Mistérios Gloriosos a ressurreição de Jesus «Disse-lhe Jesus: “Maria!” Ela, voltando-se, disse-Lhe: “Rabboni!” – que quer dizer “Mestre”»



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Mistérios Gloriosos




  1. A Ressurreição de Jesus

«Disse-lhe Jesus: “Maria!” Ela, voltando-se, disse-Lhe: “Rabboni!” – que quer dizer “Mestre”» (Jo 20, 16).


Porque foi interpelada por Alguém que a conhece pelo nome, Maria de Magdala reconhece-se como um ser único e irrepetível, como pura receptividade capaz de acolher e abertura radical. Confirma-se, deste modo, que só o amor recebido dos outros dá sentido à nossa vida. Só ele nos faz descobrir a nossa verdadeira identidade.

Ajudai-nos, mãe do Amor, a ultrapassar a auto-suficiência de quem não precisa de ninguém e a deixarmo-nos amar na pobreza sem ser «protagonista» do amor. Fazei com que nas nossas famílias cada membro seja tratado pelo nome, que cada um seja reconhecido e aceite na sua singularidade e na sua maneira muito própria de ser.




  1. A Ascensão de Jesus ao céu

«E Eu, quando for erguido da terra, atrarei todos a mim» (Jo 12, 32)
Com a Ascensão de Jesus ao céu abriu-se uma ponte entre o céu e a terra, entre o humano e o divino, constituindo, deste modo, o «Tu» divino em «objecto» de todos os nossos desejos, inquietações e buscas. Assume-se, assim, a subida de Jesus ao céu como a origem da abertura constitutiva do ser humano à transcendência, instituindo o «tu» imediato do outro em sinal do amor infinito de Deus.

Ajudai-nos, Senhora do céu e da terra, a não fechar as nossas relações humanas no âmbito da horizontalidade, mas a fazer dos encontros humanos momentos de abertura ao divino. Auxiliai os nossos jovens a não se fecharem na mera dimensão horizontal da existência e a abrir o coração ao âmbito transcendente da vida.




  1. A descida do Espírito Santo

«Atónitos e maravilhados, diziam: “Mas quê! Essa gente que está a falar não é da Galileia? Que se passa, então, para que cada um de nós os oiça falar na própria língua materna?» (Act 2, 7-8)


É o Espírito de Deus que permite que se passe da Babel ao Pentecostes, da dispersão à comunhão e do caos à ordem e harmonia. É Ele que nos comunica o dialecto em que todos os povos se entendem: a linguagem do amor.

Ajudai-nos, mulher da comunhão, a afastar dos nossos lares a discórdia, a desunião e a dispersão e a construir laços de comunhão e de amizade fraterna entre todos. Permiti que nas nossas famílias as diferenças de mentalidade entre gerações não sejam motivos de conflito, mas de enriquecimento recíproco. Fazei das nossas famílias escolas de diálogo, de respeito e de aceitação dos outros como diferentes de nós.




  1. A Assunção de Nossa Senhora ao Céu

«Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes» (Lc 1, 52)
Porque passou pelo caminho da humildade e do serviço desinteressado aos irmãos, Nossa Senhora foi elevada ao céu. De facto, só aquele que se auto-destitui do seu ser patronal e imperialista e se coloca ao serviço dos outros é capaz de fazer passar os seus semelhantes da tristeza à alegria, da solidão à comunhão, do desespero à esperança.

Concedei-nos, Senhora do serviço e da gratuidade, um coração humilde, capaz de se esquecer de si para dar a vida aos irmãos. Libertai o nosso coração do egoísmo e da auto-suficiência, que não nos permitem estar atentos aos sofrimentos dos irmãos. Ajudai-nos a levantar os nossos irmãos que vivem sob o peso do pecado e do mal.




  1. A coroação de Nossa Senhora como rainha do Céu e de Terra

«Apareceu no céu um grande sinal: uma mulher vestida de sol, com a lua debaixo dos pés e com uma coroa de doze estrelas» (Ap 12, 1).


Nossa Senhora, ao ser proclamada como a rainha do céu, ensina-nos que o nosso destino final é o céu, permitindo que, apesar das trevas do presente, surja a esperança e o optimismo. Efectivamente, só aquele que olha com esperança para o futuro é capaz de suportar as dificuldades do presente, só quem têm um «porquê» e «para quê» na vida é capaz de suportar qualquer como.

Fazei, Rainha do Céu e da Terra, com que as nossas famílias sejam uma imagem da casa divina, onde Deus nos espera depois da nossa viagem terrena. Não permitais que as novas gerações caiam no desânimo e no medo de assumir compromissos definitivos. Fazei com que as nossas famílias se tornem uma escola de oração, de honestidade e de esperança.



Porto / Abril 2012 – Pe. Emanuel Brandão







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