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POSIÇÃO DO CAÇADOR ALVO FIXO


a) De pé

- será, normalmente, como se encontrará o combatente para executar o Tiro de Ação Reflexa.

b) Boa base

- para o tiro de pé a melhor base é UM PÉ À FRENTE DO OUTRO, PERNAS ESTICADAS, de modo a usar ao máximo os apoios ósseos.

c) Bochecha colada à coronha

- desse modo as linhas OLHO DIRETOR - PONTO VISADO e CANO DA ARMA - PONTO VISADO ficam mais próximas e facilitam ao atirador, a obtenção INSTINTIVA de seu paralelismo.

d) Posição das mãos

- em combate, o homem sempre levará a arma em guarda alta ou baixa. As posições das mãos, como prescrevemos coincidem exatamente com as previstas nas posições de guarda.

e) Posição do cotovelo

- ao levantar o cotovelo o homem forma o cavado do ombro, onde se encaixará a soleira da coronha de seu Fuzil.


5) Aspectos Técnicos

A técnica aconselhada para a execução do Tiro de Ação Reflexa pode ser resumida nos seguintes aspectos:

- jamais olhar para o cano da arma, sempre para o alvo;

- atirar com os dois olhos abertos;

- o ponto a ser visado no alvo é o seu topo, tendo em vista a tendência geral do tiro baixo, sendo o motivo principal deste erro à “gatilhada”;

- ao levar a arma ao ombro, o atirador já deve estar com a tecla do gatilho a “meia pressão”, sendo comuns, os disparos prematuros e a gatilhada;

-empunhar o fuzil firmemente, evitando, contudo, as contrações musculares desnecessárias.

- os fatores balísticos não chegam a influir nos resultados, tendo em vista as pequenas distâncias em que os tiros são executados.


1. 3 PROGRAMA DE TIRO

Um programa de tiro de ação reflexa poderá ser bastante variável, dependendo, principalmente, do tempo e meios disponíveis, efetivo a instruir e objetivo a serem atingidos.

Aconselhamos uma instrução preliminar, de pelo menos uma hora, onde se fará, repetidas vezes à tomada de posição, tendo em vista que a rapidez e a correção só se conseguem após um grande número de execuções.

O homem deverá praticar parado e em movimento, atirando em seco para a esquerda, direita, frente e retaguarda, até que seus movimentos sejam perfeitamente coordenados.

Deve ser dada especial atenção à troca dos pés na procura de uma boa base. Os passos seguintes ao treinamento em seco serão a execução dos tiros com a carabina de ar comprimido e com o fuzil.

A título de exemplo, podem ser seguidas as seguintes tabelas:





CONCEITUAÇÃO DO TIRO COM O FUZIL DE GUERRA ( TABELA II )


Utilizar escantilhão de 20 cm de diâmetro e atribuir os conceitos conforme a tabela abaixo:



ALVOS
No tocante ao seu acionamento, os alvos poderão ser dos mais diversos tipos. A colocação da silhueta em armações as mais variadas dependem apenas da criatividade de quem monta a pista. Podem ser utilizados materiais diversos como por exemplo: arames, armações de madeira, armações e dispositivos móveis feitos com vegetação viva plantada no local da pista de tiro e outras, que como dissemos, dependem da criatividade de quem constrói a pista.
Quanto às silhuetas, deve-se observar a progressão no tocante à dificuldade da pista. Para atiradores iniciantes, deve-se utilizar silhuetas brancas e pretas, a fim de que seja feita a distinção entre amigo e inimigo. Com o desenvolvimento deste atirador, passamos a misturar silhuetas de cores diferentes como por exemplo: marron para o amigo e preto para o inimigo, chegando por fim a apresentar silhuetas rajadas em verde e marrom para o alvo amigo e verde e preto para o alvo inimigo ( poderiam ser também, padrões de camuflagem diferentes e com cores semelhantes ), de modo a procurar imitar as condições de combate de encontro em situações reais, onde um inimigo real estaria utilizando de recursos de camuflagem para dissimular-se no terreno.
1.4 TIRO DE AÇÃO REFLEXA DIURNO
Um programa de Tiro de Ação Reflexa poderá ser bastante variável, dependendo, principalmente, do tempo e dos meios disponíveis, efetivo a instruir e objetivos a serem atingidos.
1) Execução da oficina:
          1. Obs: ver croqui


Na área nº 1 é dado aos instruendos a palestra sobre o tiro de ação reflexa e onde é recolhido todos os carregadores para serem municiados na pré-partida pelos instrutores. Ainda na área nº 1 é feita a manutenção do fuzil, em seguida área nº 2 (tiro em seco), área nº 3 (tiro com FAC) e área nº 4 (área de espera) onde o instruendo aguardará ordem para deslocar-se até a pré-partida.


Na pré-partida o instruendo irá ler as normas de segurança que estará exposto em um mural e a comando do instrutor deslocará para a partida.
Na partida o instruendo recebe o carregador com 05 munições e segue os comandos do instrutor que estará sempre a sua retaguarda, na distância de um passo, durante todo o percurso.

Comandos:

- alimentar a arma;

- carregar a arma;

- destravar a arma;

- iniciar a pista.


Obs: Em caso de Incidente de tiro o instruendo irá travar a arma e gritar “Incidente de tiro”, em hipótese nenhuma voltará o cano da arma para a retaguarda. O instrutor dará à ordem para o instruendo sanar o incidente e em seguida prosseguir na pista.

Durante o percurso o instruendo terá que acertar 01 tiro em cada alvo inimigo, total de 03 alvos inimigos (o alvo após ser alvejado deitará com o impacto da munição).

No final da pista (área nº 7), se o atirador não cometeu nenhum erro de acertar os alvos amigos (total de dois), restará um tiro na câmara e um tiro no carregador, onde o instrutor comandará:

- travar a arma;

- retirar o carregador (recolhe a munição do carregador);

- executar dois golpes de segurança (recolhe a munição da câmara);

- destravar a arma;

- desengatilhar a arma;

- travar a arma;

- recolocar o carregador.


Na área nº 8, haverá um soldado com um telefone informando para a pré-partida que o instrutor e instruendo já passaram por ele e que a pista está livre.

O instruendo retornará para a área nº 1 pela estrada, onde fará a manutenção do fuzil e aguardará o término da oficina.

2) Material necessário:

- 01 toldo completo (pré-partida)

- 01 mesa de campanha

- placas com os dizeres:




Tiro de Ação Reflexa Diurna

Manutenção

Tiro em seco

Tiro com FAC

Área de espera (02)

Pré-partida

Partida

Cuidado tiro real (15)



10 alvos A-2

FDT (de acordo com o terreno)

Telefone (02)

Lâmpada de 40w com bocal, para a extensão que ficará com o monitor durante a execução do tiro (01).

Lâmpada verde de 25w com bocais, para a zona de reunião e a barraca de duas praças (02).

Caixa de comando com 06 interruptores (01):

- 02 interruptores de pressão para alvos

- 01 interruptor para a cobertura de comando dos alvos da demonstração

- 01 interruptor para a plataforma de demonstração

- 01 interruptor para luzes vermelhas da posição do atirador

- 01 interruptor para luz da arquibancada
Caixa de comando com 19 interruptores

- 12 interruptores de pressão para os alvos

- 01 interruptor de pressão para a placa ALIMENTE, CARREGUE e TRAVE A ARMA.

- 01 interruptor de pressão para a placa ATIRADOR PRONTO

- 01 interruptor de pressão para a placa DESTRAVE A ARMA, NOS ÁLVOS À FRENTE FOGO À VONTADE.

- 01 interruptor para a extensão da luz do monitor

- 01 interruptor para cobertura de comando dos alvos, do estande de execução.

- 01 interruptor de pressão para a placa POSIÇÃO DE TIRO

- 01 interruptor de pressão para a placa MANUTENÇÃO

A quantidade de fio será determinada pelo terreno, levando-se em consideração a fonte de energia e a quantidade de alvo. Em alguns locais poderá ser usado o fio telefônico.

14 latas de 01 litro, protegidas com plástico, para as lâmpadas dos alvos.

Obs: Todas as lâmpadas que estiverem fora de qualquer cobertura devem possuir alguma proteção para que não estourem em caso de chuva


1.5 TIRO DE AÇÃO REFLEXA NOTURNO
Um programa de tiro de Ação Reflexa poderá ser bastante variável dependendo, principalmente, do tempo e dos meios disponíveis, efetivo a instruir e objetivos a serem atingidos.

O Tiro de Ação Reflexa Noturno não é nada mais que o Tiro de Ação Reflexa realizado à noite.

Portanto o combatente não pode realizar o tiro de Ação Reflexa Noturno sem ter executado o Diurno, que é conhecimento básico obrigatório para que o tiro tenha um rendimento satisfatório. Citamos como exemplo disto o TIB previsto na IGTAEx, no qual o Soldado só parte para o tiro noturno, após ter realizado o tiro diurno.

O que se segue são apenas idéias para a escolha do local da pista e para a construção dos alvos e seus mecanismos de acionamento. Idéia esta que é fruto de experiências na condução de instruções deste tipo.


1) Material Necessário

- 03 toldos completos (ou construção permanente)

- 02 mesas de campanha

- 04 bancos de campanha

- 01 barraca de Duas Praças

- 12 placas, cada uma com os dizeres:

a) Tiro de Ação Reflexa

b) Zona de Reunião

c) Manutenção

d) Posição de Tiro

e) Espera

f) Alimente, Carregue e Trave a Arma.

g) Atirador pronto?

h) Destrave a arma nos alvos em frente fogo à vontade

i ) Cuidado! Tiro Real (04placas)

Obs: todas as placas podem ser confeccionadas com cunhetes ou qualquer caixote bem vedado, tampando-o com cartolina escura impermeabilizada, que tenha os dizeres recortados; no interior do cunhete se fixa o bocal, de tal modo que ao se atarraxar a lâmpada, a mesma não toque na cartolina. É conveniente que na parte da cartolina que contenha os dizeres, se cole um pedaço de pano vermelho (cetim), para facilitar a leitura e evitar que haja muito reflexo de luz. A lâmpada adequada para iluminar o interior do sistema é a 25W - 220V (adequada a qualquer voltagem).

- 07 bonecos de pano(alvos)

- 07 alvos A-2

- 14 lâmpadas 40W - 220V com bocais (para os alvos)

- 05 lâmpadas de 100W com bocais, para os toldos e locais de instrução.

- 06 lâmpadas vermelhas de 15W - 220V com bocais, (para as caixas de comando e posição do atirador / monitor).

- 01 lâmpada de 60W com bocal, para o tablado de demonstração ·.




Legenda:


  • barraca de duas praças

- alvo A-2




  • alvo boneco




  • Sd que entrega o carregador municiado




  • Sd de segurança




  • posição de tiro




  • placas de sinalização




  • lâmpada-vermelha

1 - arquibancada para instrução

2 - tablado para demonstração de tiro

3 - zona de reunião

4 - cobertura dos alvos - demonstração - local de municiar os carregadores

5 - alvos para a demonstração

6 - cobertura de comando dos alvos

7 - local de tiro

8 - alvos para a realização do tiro

9 - área de manutenção

10 - letreiros de comando do tiro e posição de tiro

11 - letreiro POSIÇÃO DE TIRO e local do Sd que entrega os carregadores municiados aos atiradores


3) Circuitos Elétricos

Os circuitos de comando devem ficar em caixas de madeira, previamente preparadas para tal fim. As caixas serão iluminadas por uma lâmpada vermelha em cada.

As lâmpadas dos alvos deverão estar enterradas aos pés dos mesmos e protegidas por um anteparo à prova de balas (toco de madeira, por exemplo), e com seus focos dirigidos para cima. Utilizar as latas de 01 litro para dirigir melhor os focos das lâmpadas.

A fiação, na região dos alvos, deve ser colocada dentro de valetas de aproximadamente meio metro de profundidade. Essas valetas devem ficar perpendiculares à direção de tiro e não se deve cobrir a fiação com terra, para facilitar os eventuais reparos que devam ser efetuados. A fiação, na área dos alvos, deve ser fixada com estacas, bem junto ao fundo da valeta.


4) Desenvolvimento do Tiro

a) pessoal necessário



- 01 Oficial

- 01 Cabo municiador

- 02 Soldados auxiliares

- 02 Soldados de segurança





b) instalação

- preparar as trilhas e locais para o tiro;

- preparar a Z Reu, área de manutenção, montar os toldos, montar os alvos e preparar as instalações elétricas da área e dos alvos;

- Sinalizar a pista, interditar a área e lançar os Soldados de segurança.

- Distribuir o pessoal restante por seus respectivos postos. Um Sargento será o Monitor da execução do tiro e os outros dois coordenarão o pessoal na Z Reu e na área de manutenção. O Cabo e um Soldado na cobertura de distribuição da munição e o outro Soldado na entrada do estande de execução para fornecer o carregador municiado ao atirador.
c) operação

(1) O Instrutor comandará os alvos e as demais luzes por meio das caixas de comando. Tanto na demonstração como na execução do tiro ele estará nas coberturas de comando.

(2) Na demonstração, com o Monitor no tablado, o Instrutor ministrará sua instrução e ditará as normas que deverão ser seguidas.

Acionará os alvos e acenderá o tablado para mostrar a rapidez do tiro e suas posições, respectivamente.

(3) O Instrutor acionará os alvos a rápidos intervalos, até que o atirador termine sua série de tiro.

(4) Durante a realização do tiro, com o Monitor próximo ao atirador, no estande de execução, o Instrutor observará o mesmo levando em consideração os itens abaixo:

- Tomada de posição

- Controle

- Rapidez

- Precisão


d) Execução

(1) Após a demonstração de toda a conduta que o atirador deve manter no transcorrer da instrução, o atirador entregará seu carregador na cobertura de municiamento e dirigir-se-á para a Z Reu, onde procederá a limpeza do Armt para o tiro.

(2) Nessa cobertura, o Cb municiador e o Sd auxiliar municiam os carregadores e os levam para a posição à entrada do estande de execução, deixando-os com um dos Sd auxiliares.

(3) O atirador, em ordem determinada, no instante em que se acende a luz verde, individualmente, desloca-se para a barraca de Oficial e aguarda, no interior da mesma, que luz verde novamente se acenda para se dirigir para a Pos de Tiro. A arma do atirador, ao deixar a Z Reu deve estar em TASSO (deverão haver pelo menos 04 Elm na espera).

(4) Acendendo a luz verde o atirador deixará a barraca, receberá na entrada do estande o carregador municiado com os cartuchos traçantes e dirigir-se-á para a posição de tiro que estará delimitada por duas luzes vermelhas.

(5) Na posição de tiro receberá as ordens, por escrito, através dos letreiros iluminados, para executar os disparos, dois em cada alvo que observar.

(6) Terminada a série dirá em voz alta:

- Atirador Nr .......

- Série de tiro terminada

Dito isto colocará a arma em TASSO

(7) O Monitor inspecionará a arma (estará em TASSO), e dirá para o atirador deslocar-se para a área de manutenção, que deverá estar balizado com fio telefônico.

(8) Na área de manutenção o atirador fará a limpeza de seu Armt.

(9) Se houver incidente de tiro na execução da série, o próprio atirador deverá saná-lo, e dirá:

- Atirador Nr.......

- Incidente de tiro

(10) Durante a instrução somente as luzes vermelhas e letreiros indicativos permanecem acesos.

(11) O Nr de acertos do Atirador é avaliado pelo Instrutor com o uso da munição traçante.

(12) A avaliação do desempenho do Instruendo pode ser dada pela seguinte tabela:




Atirador Nr

Manejo

Posição

Controle

Rapidez

Precisão

Grau Final




















































































- Os itens Manejo, Posição, Controle e Rapidez são avaliados pelo Instrutor através da observação sendo conceituados da seguinte maneira:

E - grau 10,0

MB - grau 8,0

B - grau 6,0

R - grau 4,0

I - grau zero
- O item Precisão será avaliado pelo Nr de impactos nos alvos, dependendo do Nr de tiros da série. O resultado deverá ser transformado em graus de zero a dez.

- O Grau Final será a média entre os cinco itens.

(13) Quanto ao Tiro em cada alvo, deverá ser no Nr de dois, podendo ser dois Traçantes ou um M1 e um Traçante.

(14) Deverá haver treinamento constante, principalmente da Pos Tir.


1.6 CONCLUSÃO
a. O Tiro de Ação Reflexa exige.

- Preparação do Atirador

- Conhecimentos técnicos em um nível mínimo compatível com a sua realização

b. Na montagem e preparação da área de instrução, a disponibilidade de material é muito importante para seu bom funcionamento.

c. Deve haver preocupação do Instrutor não só com a precisão, mas também com outros aspectos como manejo, rapidez, etc.

d. A máxima eficiência deve ser buscada, através do correto emprego da técnica, evitando com isso o desperdício de munição.

e. Deverá haver alvos à frente, esquerdos e direitos.

f. Para o manejo da arma serão dados os mesmos comandos do tiro de estande.

g. A segurança deve ser uma constante preocupação, principalmente em instruções com uso de munição real.

2. Explosivos


2.1 Explosivos

Emprego:


construção

destruição


Definição:

Substância que mediante uma reação química, transforma/se violentamente em gases, com produção de elevada pressão e grande calor.


Classificação quanto à velocidade:

-Baixos explosivos ou Lentos ( deflagração )

-Altos explosivos ou de ruptura ( detonação )
Baixos Explosivos

-Pólvora Negra

-emprego: carga de projeção, rastilhos de estopins e carga para trabalho de movimento de Terra em grande escavação.
Altos Explosivos


-TNT;

-Tetritol;

-Dinamite;

-Compostos C3 e C4;

-emprego: destruições

2.2 Explosivos Militares


Definição:

Possuem alto poder explosivo, grande estabilidade e tamanho relativamente pequeno.


Características:

-velocidade de detonação

-relativa insensibilidade ao choque e à fricção

-grande velocidade de detonação

-grande densidade

-estabilidade Química





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