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Observações:

# Aluno que pediu desligamento.

* Aluna voluntária
b) Em caso de declínio no rendimento acadêmico do grupo e/ou de um bolsista ou não-bolsista em particular, justifique.
3.1. Ensino

Informar as cinco atividades de ensino consideradas mais relevantes




Natureza da Atividade Realizada:

Especificar o tipo da atividade desenvolvida: seminário, palestra, curso, oficina...

Foram realizados seminários, apresentação de artigos e cursos


Tema: Conhecimentos Gerais

Cronograma de Execução da Atividade:

Marque com X os meses de execução da atividade até a elaboração deste relatório .



2008

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez







x

x

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2009

Jan

Fev

Mar

Abr

Mai

Jun

Jul

Ago

Set

Out

Nov

Dez

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x































Público Alvo:

Informe se a atividade foi destinada à comunidade acadêmica ou à comunidade externa.

Alunos de graduação dos diferentes cursos do Instituto de Biociências



  • Ciências Biológicas Modalidade Bacharelado;

  • Ciências Biológicas Modalidade Licenciatura;

  • Ciências Biológicas Modalidade Médica, atual Ciências Biomédicas;

  • Nutrição;

  • Física Médica.



Descrição da Atividade:

Descreva de forma sucinta em que consistiu/consiste a atividade, citando o tipo de participação dos alunos/grupo: assistindo ou realizando pessoalmente a atividade.

.

As atividades de ensino são direcionadas para o aprendizado, questionamento, motivação, divulgação científica e informação de todos os membros do grupo, bem como os membros do Instituto de Biociências.



Os temas são escolhidos de forma a manter atualizados os indivíduos sobre os mais diversos assuntos, e assim, é feita uma ampla pesquisa sobre o tema, preparação do material para exposição de maneira didática e procura de métodos didáticos com o fim de promover a motivação do público alvo.

Após a apresentação dos seminários, os alunos elaboram um texto explicativo sobre o tema para disponibilizá-lo na internet para pesquisa de todos os interessados.

Tanto os seminários, quanto artigos científicos e/ ou debates, foram apresentados pelos alunos do grupo PETCBB, sendo o comparecimento de todos uma obrigatoriedade e todas as apresentações abertas à comunidade.

As reuniões destinadas para a troca de conhecimento e de atualização de temas eram as segundas-feiras das 18h00min-19h00min, na Central de Aulas do Instituto de Biociências.

Elaboração de revista comemorativa dos 20 anos do grupo PETCBB. A intenção pretendida com esse trabalho foi divulgar algumas reflexões dos membros do grupo, em relação a temas como: Cotas das Universidades, Movimento estudantil, Hábito alimentar dos estudantes universitários, Pós-Graduação, Lutas de classes e Economia. São fatores intrínsecos ao cotidiano universitário e por várias vezes deixam de ser discutidos.

Assim esperamos fomentar a reflexão nos mais variados âmbitos da academia e a partir disso, contribuir para a construção de um ambiente universitário mais crítico.


Temas e resumos das apresentações em forma de seminário:

Todos as atividades encontram-se disponíveis no sítio: http://www.ibb.unesp.br/graduacao/pet/pet.php

Tema: Microbiologia ambiental – Responsável: Mariane Parra G. Coutinho – bolsista MEC/SESu - PET

No dia 12 de Março de 2008, o grupo PET - CBB apresentou o seminário “Microbiologia Ambiental”. Este se destinou ao entendimento de alguns processos biológicos de degradação utilizando microorganismos.

Alguns microorganismos promovem um processo natural chamado biodegradação, onde compostos químicos são degradados por via biológica. Quando o homem os utiliza na degradação de poluentes ou xenobióticos, chamamos de biorremediação.

Ela é utilizada para solucionar acidentes com derramamento de petróleo, tratar resíduos, remover e recuperar metais pesados do ambiente e degradar compostos químicos. Existem dois tipos de biorremediação, a in situ e a ex situ.

Na biorremediação in situ, o tratamento é realizado no local onde ocorreu a contaminação. Pode ser feita por bioestimulação, que consiste na introdução de nutrientes adicionais na forma de fertilizantes orgânicos, estimulando assim o aumento de microorganismos no local, ou então, por bioaumentação, que consiste na adição de microorganismos cultivados.

Já na biorremediação ex situ, o composto a ser tratado é retirado do local de origem e levado até o local do tratamento. Temos alguns exemplos a seguir.

A composteira é utilizada para converter a parte orgânica dos resíduos em material estável do tipo húmus. É montada na forma de pilha, em camadas, e a umidade e temperatura devem ser sempre mantidas. Atualmente vem sendo muito utilizada para a biodegradação de compostos nitrogenados explosivos.

O landfarming é uma técnica utilizada para degradar resíduos oleosos (borra) resultantes das operações de refino de petróleo. Os resíduos são misturados diretamente ao solo numa camada de 15 a 20 centímetros e submetidos a bioestimulação, o solo sofre aração constantemente para oxigenação. Esse processo é lento e incompleto, além de acumular gradualmente metais pesados no solo, impedindo seu uso posterior como fertilizante.

Ele vem sendo substituído pelo sistema de biopilhas. Este novo processo tem uma implantação simples e é construído sobre uma base impermeável. Na sua montagem, o solo é escavado, preparado, colocado em pilhas e aerado para promover a biodegradação, deve haver manutenção da umidade, pH, quantidade de oxigênio, temperatura e fração carbono/nitrogênio.

Microorganismos também podem ser utilizados no tratamento de efluentes, promovendo a remoção de matéria orgânica e inorgânica, sólidos em suspensão, nutrientes e organismos patogênicos. Os processos de tratamento convertem matéria orgânica em CO2, água e biomassa (lodo), e podem ser aeróbicos ou anaeróbicos.

Os processos aeróbicos ocorrem em lagoas de aeração, a quantidade de energia consumida para promover a oxigenação é muito grande, a biomassa produzida contém metais pesados e outros contaminantes e a produção de CO2 é muito alta. Uma alternativa viável são as lagoas de lodo ativado, que consistem na formação de cultura microbiológica em forma de flocos (lodo ativado) num tanque de aeração. A concentração ideal de microorganismos é mantida pela recirculação do lodo, e o excesso deste é extraído sempre que necessário, além de poder ser espessado e desidratado para utilização como fertilizante na agricultura, já que a quantidade de nutrientes é alta. É vantajoso porque trata efluentes com elevada carga orgânica, não necessita de limpeza do fundo do lago, não tem produção de maus odores e ocupa menores áreas que as outras lagoas aeradas. Contudo, apresenta maior consumo energético, custos de instalação e manutenção mais elevados, e exige maior controle operacional.

Os processos anaeróbicos ocorrem em biodigestores. A produção de biomassa é menor quando comparada aos processos aeróbios, além de produzir o gás metano (biogás), que pode ser utilizado como fonte energética em outros processos.

As inúmeras possibilidades de utilização de microorganismos para solucionar problemas ambientais, mostram quão importantes são para o Homem, na tentativa de minimizar os efeitos destruidores de suas intervenções.

Tema: O Número Áureo – Responsável: Karen Silva Luko – aluna bolsista MEC/SESu-PET

Este seminário teve presente 17 pessoas.

Número áureo, número de ouro, número da beleza, número da perfeição e assim segue a lista. A proporção áurea vem, desde muito tempo, inspirando e intrigando todos aqueles que com ela se depararam. Seu nome foi dado graças a Phidias, arquiteto responsável por Parthenon, uma imponente construção grega que talvez seja seu maior símbolo e que melhor represente toda a magia envolvendo este número de ouro. Magia esta explicada por ser uma constante irracional que aparece recorrentemente na natureza.

Por seu notável apelo estético, a proporção áurea é também chamada de número da beleza, sendo empregada nas artes, como um importante elemento, principalmente na pintura Renascentista. Na natureza, são tantos os exemplos encontrados, que não há dúvida de que não se trata apenas de uma coincidência. Ele está intrinsecamente relacionado com o crescimento, podendo ser visualizado nas espirais de uma galáxia, espirais de conchas, crescimento das plantas, ondas, furacões e oceanos. Chama nossa atenção, também, pelas inúmeras partes de nosso corpo em que aparece.

A busca do homem pela perfeição tem feito deste número alvo de pesquisadores, pintores, escritores, arquitetos e até sociedades secretas. O grande matemático, Pitágoras, o classificava como o número da natureza e já conhecia os padrões matemáticos que este seguia. E como falar do número áureo sem citar o grande gênio Leonardo da Vinci? Este gênio deixou claro sua admiração por este número por todas as vezes em que o usou em suas obras, principalmente nas proporções corporais do Homem Vitruviano.

Nem na literatura o número áureo deixou de aparecer. Em Os Lusíadas, Luís de Camões colocou a chegada as Índias no ponto em que a obra era dividida pela proporção áurea. Até mesmo nas pirâmides do Egito ele está presente. Cada bloco usado na sua construção era 1,618 vezes maior que o bloco do nível acima.

Após todas essas exposições não fica difícil entender todo o encanto envolvendo o número de ouro. Ele abre discussões, cria idéias, possibilita verdadeiras obras primas, evidencia gênios e, com certeza, vem sendo um elemento importante de nossas vidas em todos os aspectos. Desta forma, só temos a nos surpreender com todo o conhecimento que acumulamos sobre ele e o conhecimento que, certamente, ainda está por vir.
Tema: História dos Jogos Olímpicos – Responsável: Juliana Ravelli B. Martins - aluna bolsista MEC/SESu-PET

Este seminário contou com a presença de 18 pessoas.

Os primeiros registros oficiais dos Jogos Olímpicos datam de 776 a.C. Eram celebrados em Olímpia, na Grécia, em homenagem a Zeus. Os Jogos aconteciam de quatro em quatro anos e apenas cidadãos livres e natos podiam participar. As competições eram realizadas pelos atletas nus, já que na época acreditava-se que a nudez facilitava os movimentos e também devido ao culto ao corpo, bastante valorizado pelos gregos. Mulheres não tinham o direito de participar. Conta a história que, certa vez, uma mãe queria assistir seu filho, mas como não podia, se disfarçou de treinador e conseguiu ver a competição. Com a euforia da vitória do rapaz, o disfarce caiu e tudo foi descoberto. A partir de então, os treinadores passaram a participar dos Jogos nus também.

Os Jogos Olímpicos da Antigüidade exerciam um grande poder na época, já que durante os mesmos, as guerras eram interrompidas.

Os vencedores recebiam coroas de oliveiras e eram homenageados em suas cidades. A celebração dos Jogos durou até 394 d.C., pois o cristianismo estava crescendo cada vez mais no Império Romano, e não aprovava o culto ao fogo sagrado e aos “deuses pagãos” que eram realizados. Apenas 1500 anos depois, na Era Moderna, os Jogos Olímpicos retornaram, graças ao esforço do Barão Pierre de Coubertin (pedagogo francês). Assim, em 1896, na Grécia, foram realizados os I Jogos Olímpicos da Era Moderna, que contou com a participação de 311 atletas e 13 países.

O Brasil e os Jogos

A primeira participação do Brasil nos Jogos Olímpicos foi em 1920, realizados na Antuérpia, na Bélgica. A única vez em que não participou foi em 1928, devido a uma crise econômica no país. O esporte que mais trouxe medalhas foi a vela, sendo o recordista brasileiro o velejador Torben Grael.

Jogos Paraolímpicos

Os primeiros Jogos realizados aconteceram na Inglaterra e Estado Unidos, após a segunda Guerra Mundial, e eram disputados em grande parte por ex-combatentes da guerra, que perderam membros ou a audição. O neurologista Ludwig Guttmann teve importante papel ao criar o Centro Nacional de Lesionados Medulares, em 1948, onde eram realizados os jogos. O esporte era utilizado para a reabilitação de pacientes.

Em 1960 foram realizados os Jogos Paraolímpicos de Roma, considerados como o primeiro grande evento reuniu, o qual reuniu cadeirantes de 23 países, contando com a presença de 400 atletas. A partir de então, os Jogos Paraolímpicos passaram a ser realizados nas mesmas cidades dos Jogos Olímpicos, exceto em quatro ocasiões.

Jogos Paraolímpicos e o Brasil

Robson Sampaio de Almeida (paraplégico) e Sérgio Serafim Del Grande (tetraplégico) voltaram de seus tratamentos nos Estados Unidos em 1958 e, com as experiências adquiridas, criaram clubes no Brasil, com o objetivo de desenvolver trabalhos esportivos com pessoas especiais.

O Brasil iniciou sua participação nos Jogos Paraolímpicos da Alemanha, em 1972. O basquete em cadeiras de rodas foi o primeiro esporte paraolímpico disputado em nosso país.

Jogos Olímpicos de Inverno

Tiveram início em 1924, em Chamonix, na França. Eram realizados nos mesmos anos dos Jogos de Verão, até 1992. A partir de 1994, passaram a ser realizados sempre dois anos após os Jogos de Verão. As competições acontecem no gelo ou na neve. A primeira participação do Brasil foi em 1992, em Albertville, na França. Mesmo sendo um país de clima tropical, os brasileiros ficaram entre os dez primeiros colocados em um esporte de neve, nos Jogos de Turim, na Itália, em 2006.

Mascotes dos Jogos

Em 1860, surgiu a palavra “masco”, que vem do provençal e significa mágico. As mascotes foram criadas para criar uma empatia maior das pessoas para com o evento esportivo, mas acabou virando alvo fácil de lucro. A primeira mascote chamava-se Schuss, e era um esquiador de cabeça vermelha e roupa azul. Surgiu nos Jogos Olímpicos de Inverno de Grenoble, em 1968.

Os Jogos Olímpicos têm um fundo político e também as mascotes participam deste fato, como por exemplo, o urso Misha, que marcou os Jogos de Moscou, em 1980. Neste período o mundo passava pela Guerra Fria e os EUA boicotaram os Jogos, não participando dos mesmos.

Já em 1984, os russos boicotaram os Jogos de Los Angeles, que tinha como mascote a águia Sam.

Nos Jogos Olímpicos de Pequim, são cinco mascotes: Beibei, Huanhuan, Jingjing, Yingying e Nini, que foram apresentadas a exatos 1000 dias do início dos Jogos Ao se pronunciar as sílabas de cada nome de uma vez: BEI JING HUAN NI, diz-se: Bem vindo a Pequim, em mandarim (língua dos chineses). Outro exemplo da forte superstição chinesa é a data e o horário da abertura dos Jogos: 08/08/2008 às oito horas e oito minutos da noite.



Curiosidade: Olimpíadas é denominação dada ao período de tempo entre os jogos, ou seja, quatro anos, e não aos jogos em si.
Ravel

Tema: A ciência do Amor – Responsável: Thalita de Almeida Tavares - Bolsista MEC/SESu – PET

Este seminário contou com a presença de 22 pessoas.

Durante muito tempo, o assunto “amor” esteve entre as preocupações humanas. Desde que se tem registro, o homem elaborou centenas de explicações sobre o que seria esse sentimento.

Para os antigos, o amor estava no coração, por ser o órgão pulsante e quente do corpo humano. Os egípcios descobriram uma veia que sai do dedo anelar e vai diretamente para o coração, e é nesse dedo, até hoje, que se coloca uma aliança de ouro como forma de unir dois corações; simbologia que significa unir os amores.

Mas ao contrário do que se afirmou por tanto tempo, os cientistas descobriram que o órgão do amor é na verdade o cérebro, que não é pulsante tampouco quente. O chamado órgão do amor (melhor dizendo, o órgão da emoção) é ainda menor: o sistema límbico, uma pequena estrutura que é formada pela amígdala, hipocampo, tálamo, hipotálamo, giro cingulado, entre outras estruturas que têm menor relação com as emoções.

Estimulados pelos avanços na tecnologia, os pesquisadores vêm cada vez mais tentando decifrar as principais funções dessas estruturas e a relação que cada uma tem com os sentimentos.

Muitas das substâncias produzidas por essa região têm sido estudadas e descobriu-se relação entre sua presença ou ausência durante o “estado de estar amando”. Por exemplo, sabe-se que a serotonina é encontrada em menor quantidade em um indivíduo apaixonado em comparação a outro que não está. Essa substância também está em falta nos indivíduos depressivos, o que talvez explique o estado “pra baixo” e desinteressado que pessoas relatam ter.

Já a norepinefrina e a dopamina encontram-se em maior quantidade no organismo, o que geraria a taquicardia, mãos suadas e tremores relatados pelos indivíduos ao verem seus amados.

Os hormônios sexuais também estão aumentados, principalmente durante a chamada “fase de atração”, ou primeira fase do amor, onde o desejo sexual está se sobressaindo em relação aos outros sentimentos.

Sabe-se que todas as substâncias descritas possuem um papel essencial no organismo humano e estão ligadas a respostas do sistema nervoso autônomo, o que sugere uma ligação entre as respostas controladoras da homeostase e os sentimentos. Por exemplo, sabe-se que o sistema límbico é responsável pelas respostas de luta ou fuga, essenciais para preservação da espécie, e há ainda aqueles que afirmam que os sentimentos também o são. O sentimento de medo, por exemplo, é o que garantiu que o homem pré-histórico não se arriscasse demais a ponto de comprometer sua segurança.

No entanto, há também, quem defenda que sentimentos, digamos, mais humanos, como amor, ódio, paixão e saudade também foram importantes para a estruturação da sociedade humana. Isso porque foram tais sentimentos que proporcionaram a vida em comunidade como é conhecida nossa sociedade hoje em dia. Para o homem antigo, era muito importante manter-se unido à sua parceira, para garantir sustento e proteção aos seus filhotes (uma vez que esses eram completamente dependentes durante grande parte do seu desenvolvimento). Portanto, seria muito “útil” à espécie humana (e aí entramos com um conceito darwiniano) que essa característica fosse preservada.

Ainda há muito que se descobrir nesse campo. Por exemplo, existe amor à primeira vista? Se existe, como ocorre fisiologicamente? Existe um critério de escolha por quem se apaixonar ou não? Estariam os chamados feromônios relacionados com essa escolha? Mesmo alguns afirmando que sim, há quem duvide, pois ainda não foi encontrado no ser humano nenhum órgão supostamente produtor desses feromônios, muito menos um responsável pela capitação dessa substância. Esse é um tema muito complexo e que requer união de vários campos da ciência, como a química, fisiologia, sociologia, psicologia, evolução e patologia.

Mas mesmo tendo a ciência lutado cada vez mais para decifrar esse enigma, o amor continua sendo pauta de muita discussão. E mesmo que um dia, os pesquisadores consigam desvendar todo o amor, esse ainda continuará no imaginário do homem como sempre foi: romântico.

Tema: A hipnose e suas aplicações – Responsável:Gustavo Francisco R. Saraiva - Bolsista MEC/SESu – PET

Este seminário contou com a presença de 16 pessoas.



O que é a Hipnose?  Hipnose é um estado da mente que todos nós experimentamos, naturalmente, ao longo do dia. Por exemplo, ao dirigir o carro, você pode não se lembrar que está dirigindo, como se estivesse no piloto automático. O estado hipnótico natural também acontece quando você lê um bom livro, envolve-se com um filme interessante ou em qualquer outra atividade, onde todas as outras coisas parecem ter sido "bloqueadas". Alguém pode conversar com você e você pode não escutá-lo. Em qualquer circunstância onde seja necessária uma grande concentração, automaticamente você se transfere para um estado hipnótico natural.

A hipnose moderna tem sido usada, com sucesso, para construir a auto-estima, mudar hábitos, perder peso, parar de fumar, melhorar a memória, modificar problemas comportamentais em adultos e crianças, tratar a ansiedade, medos, fobias, depressão, estresse, preparar o sujeito para cirurgias, entrevistas de emprego, provas, testes de atores, provas escolares e outros. De acordo com a Organização Mundial de Saúde, 90% da população mundial pode ser hipnotizada.

Hipnose é um estado psicológico especial induzido por meio de um pêndulo, do movimento do dedo ou da voz; sendo cada vez mais utilizada como instrumento no tratamento de diferentes diagnósticos.

A reunião de alguns textos produzidos no Egito a 1550 a.C. está entre as evidências que os povos mais antigos já utilizavam práticas da hipnose.

A hipnose é o conjunto de fenômenos específicos e naturais da mente, que podem produzir diferentes impactos. O seu uso deve ser feito por profissionais especializados, sua prática por qualquer pessoa que não possuem conhecimentos técnicos da utilização da hipnose podem causar grandes malefícios, isso porque a prática não se restringe apenas à volta ao tempo e sim o tratamento de certos problemas psicológicos, os quais podem ser agravados se não tratados por um profissional especializado.

Em uma seção de hipnose, o paciente poderá fazer o regresso até certa idade, por exemplo, aos 7 anos, idade na qual sofreu algum tipo de trauma.

O paciente ao estar em uma sala hipnotizado, e o médico tocar no braço desse e avisá-lo que está passando algum tipo de pomada, o primeiro terá a sensação de que realmente isso está acontecendo, podendo até mesmo sentir o cheiro da pomada (alucinação olfativa positiva). Isso todo deve ao principal ponto da hipnose: o paciente (o hipnotizado) acredita realmente nas palavras do médico (o hipnotizador).

Um outro exemplo, ao sentir um cheiro de pólvora e este estiver marcado seus 10 anos, então o paciente poderá regredir até os 10 anos de idade, mesmo sem a indicação do profissional.



Utilização da Hipnose

A hipnose é muito utilizada hoje para combater fobias, depressão, diminuir sofrimentos de pacientes terminais, problemas de amnésia, correção de vícios, preparação mental para os vestibulandos, tratamento de obesidade, práticas esportivas (ajudar jogadores a terem práticas positivas nos esportes, ou seja, não praticar atos anti-esportivos como violência e xingamentos), procedimentos cirúrgicos, insônia, envolvimentos pessoais e várias outras utilizações.

Para alguém ser hipnotizado não basta apenas alguém chegar e hipnotizá-lo, o paciente deverá acreditar neste processo de hipnose e querer ser hipnotizado, lembrando que apenas profissionais especializados são recomendados para atuar neste processo.

Tema: Métodos de Avaliação: seletivos ou orientadores? – Responsável: Jaqueline Amanda S. C. de Camargo Bolsista MEC/SESu – PET

Este seminário contou com a presença de 13 pessoas.

O processo pedagógico tal como o conhecemos é composto por três etapas fundamentais (planejamento, execução e avaliação), que devem ser encaradas como igualmente importantes dentro do processo de ensino-aprendizagem. Porém nas últimas décadas a “avaliação” tem obtido grande destaque não só diante de estudiosos da área educacional, mas perante toda a sociedade brasileira. Isso graças a definição tortuosa que professores, alunos e pais lançam sobre o processo de avaliação; caracterizando-o como finalista e com o mero objetivo de aprovar e/ou reprovar os alunos, não se importando com a aprendizagem efetiva dos mesmos.

         Ao longo de toda a história do processo pedagógico, inúmeras dúvidas surgem quando se tenta conceituar o termo avaliação. Profissionais da educação devem permanecer atentos a diferença existente entre avaliar e verificar; pois o objetivo maior da escola é a avaliação (“atribuição de um valor a alguma coisa, ato ou curso de ação”) e não somente a verificação (“investigação da verdade sobre algo, sem atribuição de valor”), conceito esse que se torna cada vez mais presente nas instituições educacionais brasileiras. A escola atual está pautada na “pedagogia do exame”, cuja atenção maior é a promoção, erros por parte dos alunos e elaboração de provas, causando o detrimento da relação professor-aluno, além de implantar o medo nos discentes perante o processo de aprendizagem.

O erro como fonte de “tortura” está presente desde a época da implantação da escola em nosso país. Porém ao longo de todo o processo de construção da mesma, e graças ao advento de algumas leis que asseguram a integridade de crianças e adolescentes, os castigos físicos transformaram-se em psicológicos, não menos culpado em promover transtornos e diversos tipos de humilhação aos alunos. Diante de tal situação surge um questionamento: mas afinal, o que é o erro se não uma breve pausa para avaliarmos o caminho tomado?

         Embora a visão de avaliação como seletiva ainda permaneça em nossa sociedade, a idéia de avaliar sendo sinônimo de orientar, cada vez mais se solidifica no meio educacional. A avaliação orientadora é aquela que se caracteriza por ser um processo contínuo e sistemático, integral (contendo princípios básicos como o cognitivo, afetivo e psicomotor) e estar em função de objetivos. Logo, auxiliar os alunos a repensar sobre suas dificuldades e assim promover uma efetiva práxis.

         Dentro do processo de avaliação, educadores e outros profissionais da área podem lançar mão de diversos instrumentos de avaliação, que oscilam de acordo com o objetivo que se queira alcançar, com a faixa etária dos alunos, com o grau de alfabetização e outros. Segundo Susana Cols e Maria Martí as técnicas são divididas em aplicação de provas (podendo ser oral ou escrita, sendo essa última separada em dissertativa ou objetiva), observação (registro anedótico, lista de controle e escalas de classificação), auto-avaliação (inventário) ou ainda técnica sociométrica.

         Com tantas alternativas as quais os educadores se deparam, quase sempre surge a dúvida de qual instrumento escolher. Para que se tenha certeza que está diante de um bom instrumento de avaliação, deve-se atentar a algumas características como validade, fidedignidade (precisão), objetividade e praticidade. E como relatam os estudiosos da área, uma boa avaliação é aquela que orienta os educandos ao longo de seu caminho e não aquela que interrompe sua jornada rumo a aprendizagem efetiva. Se assim encará-la, não mais causará pavor nos alunos, mas servirá de escada para formar cidadãos conscientes e vitoriosos; que é o que toda nação deseja.



Tema: A história dos quadrinhos – Responsável: Evandro Katsui Utsunomia - Bolsista MEC/SESu – PET

Este seminário contou com a presença de 13 pessoas.

Os quadrinhos começaram em 1882, na França, com as Canções de Cego e as Imagens de Epinal, que já relatavam histórias com heróis de capa e espada, onde o propósito maior era dar ao povo uma chance de escapar da realidade e embarcar em um mundo romanceado.

No começo do século XX, George Harriman lançou pela primeira vez histórias em quadrinhos onde os principais personagens eram animais falantes em um mundo surreal e cômico, porém voltado para um público mais adulto, a partir dele que personagens clássicos como Mickey Mouse e Gato Félix surgiram.

Na segunda guerra mundial o mundo dos quadrinhos deu uma grande reviravolta, surgem nessa época tramas envolvendo a guerra e a violência, o que deu a oportunidade de aparecerem heróis americanos que lutavam a favor da justiça e do bem americano, justamente essa temática que fez com que surgisse a partir dessa época uma grande revolta contra os quadrinhos. Pais, educadores e legisladores de muitos países começaram a acusar os quadrinhos de influenciar negativamente seus filhos com as suas guerras e violências espalhadas nas páginas das revistas. A partir dessa revolta surge a Comics Magazine Association of America nos Estados Unidos, que impôs a todas distribuidoras que somente seriam veiculadas as revistas que possuíssem o selo do código na capa, onde estaria garantido aos consumidores um limite na violência contida na revista.

Enquanto o mercado de heróis desmoronava, as tirinhas de jornais voltavam aos dias de glória com personagens hoje ilustres como Asterix e os Smurfs. A década de 60 marcou um novo crescimento para os heróis já que a perseguição havia diminuído com o passar dos tempos, foi com isso que as editoras começaram a lançar personagens mais humanos e com maiores problemas psicológicos e sociais, como o Homem-Aranha, o Quarteto Fantástico e o Surfista Prateado.

O Brasil teve um momento diferenciado nos quadrinhos, o italiano Angelo Agostini desenhou e publicou em 1869 na revista Vida Fluminense “As aventuras do Nhô Quim”. Mas foi somente em 1905 que foi publicado a primeira revista de histórias em quadrinhos com o título O Tico-tico.

Roberto Marinho entrou no ramo em 1937 com a revista O Globo Infantil e introduziu no Brasil o termo “Gibi”. Foi com a revista Sesinho que surgiram desenhistas hoje consagrados como Ziraldo, que veio a publicar “A turma do Pererê” e se tornou o primeiro a desenhar sozinho uma revista inteiramente colorida.

Assim como os pais e educadores reprimiram as revistas em quadrinhos, no Brasil a ditadura de 60 veio a censurar muitas editoras. Surge nessa época uma revista em quadrinhos diferente e muito irreverente, “O Pasquim”, que veio para criticar qualquer forma de repressão de forma irônica e cômica.

Na década de 80 muitos artistas do estilo “underground” surgiram e fizeram desse estilo um grande sucesso nas tirinhas de diversos jornais. Dentre estes autores podemos citar Angeli (Bob Cuspe), Glauco (Geraldão), Laerte (Rê Bordosa) e Fernando Gonsales (Níquel Náusea).

Maurício de Souza, hoje o mais consagrado dentre a indústria dos quadrinhos surgiu em 1959 quando desenhava as histórias de Bidu e sua turma, mas foi somente em 1963 que Maurício cria seu personagem mais famoso, a Mônica.

Atualmente o Brasil foi invadido pela onda dos quadrinhos japoneses, os chamados “Mangá”, que tem feito grande sucesso derivado de desenhos famosos como os Cavaleiros do Zodíaco e Dragon Ball Z, de grandes desenhistas do quadrinho japonês.



Tema: Linguagem Corporal – Responsável: Gisele Schiavo - Bolsista MEC/SESu – PET

Este seminário contou com a presença de 16 pessoas.

A linguagem corporal é uma ferramenta de comunicação muito importante, uma vez que, se você consegue entender o que o corpo tem a dizer, conseguirá entender melhor o que os outros estão dizendo, e também transmitir melhor a sua mensagem.

Ela começou a ser estudada por Charles Darwin em 1872 com seu estudo: "A expressão das emoções no homem e nos animais". Porém, foi só a partir de 1960, que estes estudos foram valorizados e confirmados através de pesquisas.

Os trabalhos mostram que o impacto total de uma mensagem é:


  • 7% Verbal (apenas palavras escritas);

  • 38% Vocal (incluindo tom de voz, inflexões e outros sons);

  • 55% Não-Verbal (gestos e movimentos).

Além disso, em uma conversa frente a frente, o impacto é:



  • 35% Verbal (palavras);

  • 65% Não-Verbal (gestos e movimentos).

Através da simbologia é possível estudar o homem e suas expressões corporais; as mais utilizadas são as que associam o homem a animais, como o boi, o leão e a águia. Por essa simbologia percebemos o boi, que se expressa através do abdômen, o leão pelo centro do “eu”, ou seja, o tórax e a águia através da cabeça mostrando o controle da mente. Além dessa simbologia, percebemos que em todos os gestos humanos podemos encontrar um sinal da linguagem corporal.

Os braços, por exemplo, revelam insegurança, atitudes hostis ou até mesmo resistência.

Através dos olhos, mais especificamente da pupila, notamos os sinais da linguagem da atração, que é acentuada proporcionalmente ao tamanho dessa. Os olhos através de sua direção são capazes de revelar também sinais de mentiras, lembranças e tristezas.

A linguagem corporal da mentira é a que atrai maior curiosidade por parte das pessoas. Movimentos de tapar a boca, pegar a orelha, tocar no nariz e coçar o pescoço podem revelar certa “mentirinha” do outro.

Outro gesto que pode revelar o que realmente uma pessoa sente é a baforada de cigarro. Pesquisas mostram que pessoas que dão baforadas para cima são mais confiantes e positivas, enquanto que, baforadas para baixo revelam um comportamento negativo e desconfiado.

Óculos e maquiagens são importantes aliados das mulheres na linguagem corporal. Eles podem passar para o outro um ar de inteligência, confiança e maior sociabilização.

Apesar de parecer fácil, a análise da linguagem corporal é uma prática minuciosa que exige muita atenção e conhecimento, uma vez que funde os gestos e sinais ao contexto em que estão representados, de maneira conjunta e não isolada.

Mas como não aprendemos nada apenas na teoria, vamos para a prática.

Tema: Seminário Bolsa de Valores – Responsável: Fábio Rafael Corte Glanso – Bolsista MEC/SESu – PET

Este seminário contou com a presença de 28 pessoas.

O seminário teve como objetivo contextualizar os padrões de produção e os mecanismos financeiros que orientam e servem de base para a movimentação do mercado mundial financeiro. Para isto, um dos mecanismos mais influentes é o mercado de ações, através das Bolsas de Valores.

No início, foi apresentando uma breve retrospectiva histórica da criação das Bolsas de Valores, que segundo alguns historiadores teve seu início na Roma Antiga. Já para outros teve início na Grécia Antiga, através de comerciantes que se reuniam nas maiores praças para tratar de negócios como o comércio de óleos, vinhos e tecidos. No Brasil, teve início com os corretores que se deslocavam de praça em praça a procura de vendedores e compradores de moedas, mercadorias, metais nobres e similares. Em 21/10/1843 é criada a Lei nº 317 que instituia a primeira Bolsa de Valores do Rio de Janeiro, quando o Imperador do Brasil, Dom Pedro II, regulamentou a profissão de CORRETOR.

Em seguida foram apresentadas algumas definições atuais, bem como, conceitos relacionados à Bolsa de Valores que são locais onde são negociados os títulos emitidos por empresas, sejam elas com capitais públicos, mistos ou privados. Apresentado as principais bolsas existentes no mundo, como: Dow Jones, Nasdaq, Chicago, Frankfurt e no Brasil a Bovespa e a BM&F (Bolsa de Mercadorias & Futuras).

Também foram abordados alguns conceitos como: Ações Ordinárias Nominativas (ON) e as ações Preferenciais Nominativas (PN), as Blue Chips ou ações de 1ª Linha, e os demais tipos de ações. Posteriormente, foram relatados os mecanismos de atuação na Bolsa de Valores, o papel dos especuladores, os tipos de investidores (Fundos de Investimentos, Clubes de Investimentos e os investidores individuais através do Home Broquer).

Para finalizar foram discutidos os riscos existentes dessa prática, retornos esperados, noções de planejamento financeiro e perspectivas do Mercado em relação à crise mundial e os impactos esperados na economia do Brasil e do mundo.

Tema: Sete mil anos de vinho – Responsável: Estela Maria Rodrigues Alves Ribeiro – Bolsista MEC/SESu – PET

Este seminário contou com a presença de 18 pessoas.

A história do vinho está intimamente ligada à história do homem. Há indícios de que a bebida tenha mais de 7.000 anos, com origem mais provável no Oriente Médio, entre os mares Negro e Cáspio, ao sul do Cáucaso. No antigo Egito (3.000 a.C.) também fora encontrado registros do processo de fabricação de vinho em rituais de mumificação, mostrando que esta bebida era exclusiva dos ricos.

A difusão do vinho na Europa se deu com os povos egípcios, gregos e romanos. Na Grécia, com os povos indo-europeus, vieram também, a história mitológica de Dionísio e os famosos “rituais bacanais”, festas de liberação e bebida de vinho durante a noite toda. Somente 1.000 a.C. é que a produção de vinho foi consolidada, na Roma antiga, e meio milênio depois, no Império Romano, é que o vinho ficou mais popularizado e difundido em toda a Europa. Assim, a região da Gália começa a produzir seus próprios vinhos, com mais sabor e qualidade, que competem com os vinhos romanos. Além da sua autêntica inovação: o vinho espumante.

A partir do século XX a elaboração dos vinhos tomou novos rumos com o desenvolvimento tecnológico na viticultura e da enologia, propiciando conquistas tais como o cruzamento genético de diferentes cepas de uvas e o desenvolvimento de cepas de leveduras selecionadas geneticamente, a colheita mecanizada, a fermentação "a frio" na elaboração dos vinhos brancos, etc.

Independente da região ou do tipo, ou classificação do vinho, o fato é que esta bebida milenar já esta muito incorporada pela sociedade atual e acompanha a humanidade fazendo história desde tempos remotos.



Tema: Arte ContemporâneaResponsável: Vivian Gasparetti Abdoullah – Bolsista MEC/SESu – PET

Este seminário contou com a presença de 17 pessoas.

É importante diferenciar Arte Contemporânea de arte do Período Contemporâneo. Essa consiste da arte realizada durante todo o século XX, o que inclui tanto a Moderna como a Contemporânea.

A Arte Moderna (final do século XIX) surge em oposição às formas clássicas anteriores, dotadas de subjetivismo, sonho, fé, religião, perfeição estética, subconsciente e inconsciente. Ela possui identidade própria e liberdade de expressão e busca constantemente por novas formas de expressão, como por exemplo, a fotografia. Utiliza-se de cores vivas, figuras deformadas, cubos e cenas sem lógica e é reflexo da fragmentação da sociedade da época. São importantes artistas desse estilo: Di Cavalcanti, Tarsila do Amaral, Ismael Nery, Vicente do Rêgo, Anita Malfatti e Lasar Segall.

Após a 2ª Guerra Mundial, o mundo muda o seu foco da Europa para os EUA, inicia-se a terceira fase do capitalismo, a sociedade passa a ser marcada pelo individualismo, pelo consumismo, pela ética hedonista, acontecendo fragmentação do tempo e do espaço. Ocorrem mudanças na filosofia, as tecnologias têm aceleração avassaladora, aumenta-se a desigualdade social, surge o advento da globalização que transforma a cultura em nível global, além da comunicação e da indústria cultural ganharem papéis fundamentais na sociedade.

É importante ressaltar que a arte e a sociedade estão intrinsecamente ligadas, uma refletindo na outra. Assim, a arte passa a modificar-se, surgindo o que chamamos de Arte Contemporânea, caracterizada por empréstimos de estilos de outros períodos, pelo pluralismo, pela representação do mundo, da natureza, da realidade urbana e da tecnologia. Onde o belo e o novo causam estranhamento ou questionamento e as novas tecnologias passam a ser utilizadas como meio de expressão. A arte torna-se espaço de invenção e crítica de si mesma, gerando a discussão até mesmo do que é a arte. Há o uso de imagens comuns e descartáveis e de figuras emblemáticas; a comunicação com o público é direta e visa gerar no espectador um olhar que pensa; as fronteiras entre a arte erudita e popular são eliminadas. Ela é marcada pela intertextualidade e pela preocupação com o presente, sem projeção com o futuro.

É composta por vários movimentos que ocorrem em paralelo, sendo os principais Pop art, Op art, New Dada, Minimalismo, Neoconcretismo, Arte conceptual, Happening, Performance, Instalações, Land art e Hiper-realismo, que possuem características diferentes, mas com a essência em comum. São exemplos de artistas dessa época Bridget Riley, Andy Warhol, Sol LeWitt, Franz Weissmann, Lawrence Weiner, Allan Kaprow, Otto Müehl, Ione Saldanha, Robert Morris, entre outros.

Tema: Sexo tântrico – Responsável: Tiago Bodê – Bolsista MEC/SESU – PET

Este seminário contou com a presença de 15 pessoas.

Este seminário teve como objetivo a discussão e explanação sobre a prática do sexo tântrico.O tantra é uma filosofia de caráter matriarcal, sensorial e desrepressora. Sua prática tem como objetivo um alcance da suprema compreensão, bem como um novo estado de consciência e percepção que não podem ser alcançados pelas vias lógicas da razão.Para esta filosofia, Shiva representa o elemento masculino e Shaktí representa o elemento feminino relacionado a energia e, para um praticante, um não pode viver sem o outro. Foram abordados, durante o seminário, tópicos como História, o tantra e o hiperorgasmo, o tantra como amplificador sexual, explicação biológica, pecados tântricos, como ser um tântrico e depoimentos. O evento mostrou-se muito efetivo, uma vez que a maioria das pessoas não tinha a menor idéia do que se tratava o tema. Muitos aspectos de diversas culturas, principalmente místicos e religiosos, foram expostos e chegamos à conclusão de que é um tema muito interessante e que deveríamos ler e pesquisar mais sobre o tema.

Tema: XXVI CONGRESSO BRASILEIRO DE ZOOLOGIA – Responsável: Tiago Bodê – Bolsista MEC/SESu – PET

Este seminário contou com a presença de 12 pessoas.

Este evento foi realizado em Curitiba –PR, entre 17 e 21 de fevereiro de 2008 e apresentava como temática a zoologia nos próximos 30 anos’’, a qual foi desenvolvida através de simpósios e palestras simultâneas, bem como apresentações de painéis e exposição de fotos.

Dentre as palestras - que apresentaram grande diversidade no que diz respeito aos temas - as escolhidas foram:



  • The Fossil contribution for the understanding of metazoan (Prof. Bruce Lieberman – University of Kansas);

  • A zoologia dos vertebrados nos dias de hoje (João Marcelo deliberador Miranda – UFPr –PR); Manejo e conservação de fauna (Guadalupe Vivekanada –IBAMA - PR).

Cabe ressaltar que a última palestra citada acima apresentou um grande público, o que mostra uma grande preocupação de muitos profissionais com esta área, que precisa cada vez mais de apoios e iniciativas.

Os simpósios tiveram também um grande destaque durante o evento.Proporcionaram uma grande variedade de temas, indo desde ‘’Códigos de Barra de DNA (DNA barcodes) e sua aplicação em estudos zoológicos ‘’ até ‘’Fauna ameaçada de extinção’’.

Com relação a amostra de painéis, foram expostos dois trabalhos científicos desenvolvidos por um dos petianos, Tiago Bodê, durante sua graduação. O títulos dos trabalhos foram:


  • Um novo gênero de grilo com 3 novas espécies no estado de São Paulo (Ensifera: Phalangopsidae);

  • Um novo gênero da Mata Atlântica proximamente relacionado a Strinatia Chopard, 1970 (Orthoptera: Gryloidea: Phalangopsidae).

Com relação aos painéis, ouve um grande espaço para as pessoas que trabalhavam com entomologia. A fiscalização, por sua vez, apresentou-se ineficaz por parte da organização, principalmente no último dia. Várias pessoas inscreveram seus trabalhos, não apresentaram e ganharam certificado.

Finalizando, pode-se dizer que foi oportunidade de conhecer pessoas de todos os lugares do país, discutir idéias e conhecer um pouco do Brasil, tanto fisicamente quanto socialmente.


Temas e resumos de artigos científicos
Tema: O Deus de Albert Einstein – Responsável: Fábio Rafael Corte Glanso - Bolsista MEC/SESu - PET

Quando indagado sobre suas verdades, o já renomado Albert Einstein relatou: “Sim, você pode dizer isso. Tente penetrar, com os nossos meios limitados, os segredos da natureza. Você vai descobrir que, por trás de todas as concatenações discerníveis, há algo sutil, intangível e inexplicável. A veneração a essa força que está além de tudo o que podemos compreender é a minha religião. Até certo ponto, de fato, eu sou religioso".

Apesar de um tanto escorregadia, a resposta - e outras declarações ao longo da sua vida - não dá muita margem a dúvidas: Einstein acreditava em um Deus. Embora seja bem menos complicada de entender do que a Teoria da Relatividade, a idéia que o cientista desenvolveu do Todo-poderoso é cheia de sutilezas e meios-tons. Albert Einstein acreditava em um Deus totalmente destoante do conceito pregado pela maioria das igrejas ocidentais e monoteístas. Acreditava em um Deus que se manifestava nas formas da natureza e na complexidade da vida. Desta forma, sua manifestação divina em nenhum momento estava contida em um deus maniqueísta que possuía fraquezas humanas como a ira e a vingança; não acreditava em um Deus que fica a fazer juízo de valores sobre as ações humanas, um Deus que julgava as ações humanas no sentido de condená-las ao não, assim sendo, a concepção de céu e inferno não estava contida dentro da concepção religiosa de Einstein.

Apesar de seus pais serem judeus, o ensino religioso nunca foi muito acentuado em sua infância, foi influenciado por um estudante de medicina chamado Max Talmud que lhe emprestou alguns livros de filosofia e ciências, especialmente, obras de Immanuel Kant (filosofo alemão 1724-1804) e foi quando se distanciou da fé e passou a aceitar a ciência como razão de vida. Einstein se interessava por assuntos ligados a natureza, música (em especial violino) e física, percebendo grande maestria entre estes agentes, pois havia sincronia entre estas três vertentes.

Contudo, quanto mais se aprofundava no estudo da física e da Teoria da relatividade, mais percebia que a maestria com que a natureza se comportava somente podia provir de uma manifestação divina. Porém, esta forma de crer em um deus diferente do pregado pelas igrejas conservadoras provocava certa repulsão, sendo por inúmeras vezes interpretado como ateu. Sendo inclusive hostilizado nos Estados Unidos onde passou grande parte de sua vida.

Certa vez relatou ao rabino Herbert Goldstein que acreditava no Deus de Baruch Espinosa (pensador holandês 1632-1677) que se revela na harmonia de tudo que existe, mas não em um deus que se preocupa com o destino e os afazeres de toda humanidade, “Não posso conceber um Deus pessoal que influencie diretamente as ações dos indivíduos ou julgue as criaturas que ele mesmo criou”.

Quando questionado se acreditava em alma ou em vida após a morte, Einstein foi sucinto e brilhante, pois afirmava categoricamente que para ele estas questões não faziam sentido pois “Uma vida somente já bastava” e assim deveria agir conforme seus princípios e anseios nesta vida e que pudesse contribuir da melhor forma e não esperar aspirações futuras e se esquecer de seu papel no hoje.

Para mais informações, pesquise:

Galileu, Novembro de 2007, nº 196.

O Deus de Albert Einstein, Pág. 46 – 51.

Marcel Damato
Tema: Aniquilação da dor - Responsável: Juliana Ravelli Baldassarre Martins - Bolsista MEC/SESu - PET

O artigo trata do histórico das descobertas medicinais ao longo dos anos e o surgimento da anestesia e mostra a importância destas para a medicina moderna. Antes, as cirurgias eram vistas como aventuras, dado o risco que corriam os pacientes que se submetiam a elas. Em meados do século XIX o uso de anestésicos permitiu cirurgias invasivas.

O sofrimento ocasionado pela dor teve, como consequência, a busca por soluções: os assírios comprimiam a artéria carótida para aliviar a dor; os índios peruanos mastigavam folhas de coca e utilizavam a saliva como anestésico. Uma técnica muito utilizada na Europa Medieval era a de concussão cerebral em que uma tigela de madeira era colocada na cabeça do paciente e uma pancada era dada na mesma para que a pessoa perdesse a consciência.

Na Idade Média a dor era vista como causa sobrenatural e significava um “castigo de Deus”. A medicina era muito praticada pelos monges árabes neste período e a dor do parto era considerada como necessária para purificação segundo os religiosos.

Com a Renascença, houve um grande desenvolvimento da medicina. Os profissionais se dividiam em duas áreas: prática, vivida pelos cirurgiões barbeiros, que realizavam cirurgias e cujo trabalho era desvalorizado; e teórica, relacionada aos letrados, bastante valorizados, que estudavam a teoria da medicina, não realizando estudos práticos.

Em 1772, o óxido nitroso foi usado como anestésico e este ficou conhecido como substância do riso, já que as pessoas submetidas a ele tinham surtos de riso incontrolável. No ano de 1846 ocorreu o primeiro ato cirúrgico com a utilização de anestesia por éter.

O uso de clorofórmio como anestésico foi utilizado no procedimento de parto da Rainha Vitória e como seus filhos nasceram com hemofilia o caso foi interpretado, na época, como conseqüência da anestesia. Muitos estudos cirúrgicos nos Estados Unidos eram realizados com escravos, que eram submetidos desumanamente a cirurgias que muitas vezes eram realizadas sem anestésicos.

Descobertas medicinais também ocorreram na época da Guerra da Criméia e Primeira Guerra Mundial, período em que se morria mais por falta de higiene do que nas batalhas. Este período foi particularmente importante porque permitiu a descoberta de procedimentos que possibilitaram conter esta causa de morte.

Para mais informações, acesse:

Scientific American Brasil, edição: 05, História da Ciência.

Raphaella de Campos Mello



Tema: Perspectivas para a regeneração de membros - Responsável Juliana Ravelli Baldassarre Martins - Bolsista MEC/SESu - PET

Os autores falam sobre os estudos de regeneração de membros que estão sendo realizados principalmente em salamandras, já que este vertebrado é o único capaz de reproduzir substitutos perfeitos para partes do corpo que foram perdidas ao longo da vida o número de vezes que for necessário. Em contrapartida, os seres humanos apenas substituem seus membros na fase de desenvolvimento do embrião, capacidade esta perdida com o nascimento. O objetivo é entender o processo regenerativo para que se possa reconstruir membros amputados em humanos e recuperar outras feridas graves.

As respostas celulares frente a uma amputação são similares em mamíferos e salamandras. Estas ao selarem a ferida, não formam cicatriz. Ocorre repidermização, a qual se transforma em uma camada de células sinalizadoras (capa epitelial apical) e os fibroblastos chegam até o interior da ferida e se proliferam formando um blastema (conjunto de células semelhantes às células tronco).

A reconstrução de um membro pelo blastema é semelhante à formação de membros que ocorre durante o desenvolvimento inicial do animal, sendo que a programação genética é a mesma.

Tornou-se necessário, portanto, descobrir como induzir a formação de blastemas. Estudos foram realizados na Universidade da Califórnia, onde se tentou fazer com que novos membros fossem produzidos em locais de ferimentos leves nos quais se esperaria apenas uma cicatrização. Porém, os blastemas induzidos não progrediram. Realizou-se um enxerto do lado oposto do membro no local da ferida e os fibroblastos das regiões opostas dos membros participaram da resposta de cura. Assim, apesar de uma localização anormal, o membro era anatomicamente perfeito. Desta forma, comprovou-se que a localização dos fibroblastos é importante, devendo estar do lado oposto do membro.

E como controlar a regeneração? As células do limite da ferida reconhecem o local em que estão relação ao membro como um todo. Esta informação de local deve estar “guardada” na atividade de vários genes, sendo que a determinação destes podem facilitar a descoberta dos mecanismos que controlam a regeneração. O código orientador formado por um subgrupo de genes (Hox) é utilizado por membros em desenvolvimento na maioria dos animais, mas após a diferenciação dos tecidos, as células do broto “esquecem” esta informação Já os fibroblastos, carregam esta informação ao migrar pela ferida e se tornam capazes de se diferenciar em tecidos e também de voltar ao estado de fibroblasto.

A grande esperança é que as extremidades dos dedos da mão podem regenerar-se. Durante a recuperação, importantes genes ativos em uma população de células não diferenciadas estão em proliferação no ferimento, o que indica se tratar de células blastemais.

Os tecidos de um membro amputado em seres humanos são capazes de se regenerar, com exceção da derme, composta por muitos fibroblastos. Estas células sofrem fibrose, cicatrizando feridas. A quantidade de matriz produzida é excessiva e passa a ter ligações cruzadas conforme o tecido cicatricial aumenta. Nas salamandras, os fibroblastos param a produção de matriz logo que a organização inicial esteja pronta.

Em suma, nos locais de amputação no homem e nas salamandras, o processo de resposta inicial nos tecidos é semelhante, entretanto, o processo cicatricial não é o mesmo. Para se chegar à recuperação de membros, é necessário controlar a cicatrização e estudos nesta área estão sendo realizados.

Para mais informações, acesse:



Scientific American Brasil, ano 6, n° 72, maio de 2008.

Perspectivas para a regeneração de membros. Pág 48-55

Muneoka, K.; Han.; Gardiner, D.M.,

Tema: As defesas das borboletas – Responsável: Jaqueline Amanda S. C. de Camargo - Bolsista MEC/SESu - PET

A ordem Lepidoptera (do grego: lepido (escama) e ptera (asa)) possui em torno de 180 mil espécies em todo o mundo, sendo que dessas cerca de 50 mil são encontradas somente no Brasil. Esses pequenos invertebrados dividem-se em dois grupos: as borboletas, caracterizadas por apresentarem cores bastante vivas e serem ativas durante o dia; e as mariposas, que por sua vez são conhecidas por terem atividade noturna e cores mais escuras. O padrão de cores diferente encontrado nos grupos deve-se ao fato de seus diferentes hábitos de forrageamento. As borboletas por se reproduzirem durante o dia apresentam cores mais vistosas, com o “intuito” de chamar a atenção do parceiro; já as mariposas apresentam cores mais escuras com o “objetivo” maior de se esconderem de predadores durante a noite.

Algumas famílias de borboletas são bastante admiradas e valorizadas pelo espetacular padrão de cores e formas que apresentam, porém muitas dessas são consideradas, no campo, como pragas agrícolas. Por apresentarem desenvolvimento completo, os lepidópteros passam pelo estágio de larva (lagarta), e são justamente essas que causam prejuízos às plantações. Para se desenvolverem e posteriormente entrarem em fase de pupa, as lagartas alimentam-se “ferozmente” de folhas, flores e néctar, resultando em grandes perdas para o agricultor.

As borboletas apresentam uma imensidão de predadores, isso porque em qualquer fase de desenvolvimento são potenciais presas; seja por invertebrados ou vertebrados. Assim ao longo de toda a evolução, diversas estratégias foram desenvolvidas pelo grupo, variando desde simples mudanças de comportamento até complexos padrões de percepção de predadores. Todas as estratégias podem ser classificadas em dois padrões, as defesas primárias ou secundárias. A primeira compreende aquelas defesas que visam prevenir a detecção do inseto pelo predador, e a segunda envolve estratégias após serem percebidos pelo mesmo.

O tipo de defesa varia muito de acordo com o estágio de desenvolvimento da borboleta. Lagartas por exemplo podem apresentar defesas como barreiras físicas (enrolamento de folhas para construir um tipo de túnel; pontes de fezes que servem de refúgio), mudanças comportamentais (ao se alimentarem danificam somente as bordas das folhas, não provocando uma mudança brusca na forma dessas; logo, dificulta-se uma possível detecção, pois predadores procuram suas presas principalmente em folhas danificadas, com furos, rasgadas e modificadas) e por fim podem apresentar associações do tipo mutualismo, na qual formigas atraídas por secreções açucaradas protegem as lagartas em troca da manutenção dessa fonte. Já nos adultos as defesas típicas compreendem comportamentos que os confundem com objetos do meio em que se encontram – espécies crípticas, ou com animais de outras ordens – camuflagem. Outro tipo de comportamento refere-se ao aposematismo, que consiste em exibir um padrão de coloração bem visível e facilmente reconhecido por possíveis inimigos, porém é mais freqüentemente encontrado em borboletas que possuem gosto ruim ou produzem toxinas prejudiciais.

Dentro de estratégias pertencentes a qualquer fase de desenvolvimento encontra-se a produção de componentes químicos. Esses podem ser adquiridos tanto das folhas, do néctar quanto do pólen. Fêmeas que “seqüestram” essas substâncias podem transferi-las para os ovos, conferindo proteção a esses; porém não são transferidas de um estádio para outro de desenvolvimento.

Muito mais que uma importância econômica e de beleza cênica, as borboletas são importantíssimas também no aspecto ecológico, pois além de serem espécies-chave para a manutenção do equilíbrio ecológico nos ecossistemas e polinizadores de inúmeras espécies vegetais, são bioindicadores dos ambientes que habitam.

Para mais informação, consulte:

Ciência Hoje, Maio de 2008, Edição 42.

As defesas das Borboletas, Pág. 71-73.

Neto, H. F. P.
Tema: A filha de Lucy-Responsável: Jaqueline Amanda S. C. de Camargo e Karen Silva Luko - Bolsistas MEC/SESU - PET

A árida e remota região de Afar, Etiópia, famosa por revelar diversos fósseis; surpreendeu novamente ao revelar o esqueleto de um bebê com aproximadamente 3,3 milhões de anos. O local obteve grande destaque mundial ao revelar, poucos anos atrás, um fóssil apelidado de Lucy, representante da espécie Australopithecus afarensis e com idade aproximada de 3,2 milhões de anos. Como a criança encontrada pertence à mesma espécie, ficou conhecida então como “a filha de Lucy”. O ponto curioso está no fato de que o bebê é quase 100 mil anos mais velho do que sua suposta mãe. A descoberta é de grande importância para ciência, pois reacende a discussão sobre o andar ereto e contribui muito para nosso entendimento sobre a evolução do homem.

O fóssil encontrado foi batizado pelos paleontólogos de Selam e corresponde a uma criança que morreu com aproximadamente 3 anos de idade. Selam é considerada por muitos, o maior achado do século XXI, podendo ser a chave para o esclarecimento de muitas dúvidas devido ao seu alto grau de conservação.  O esqueleto conta com crânio e tronco completos, partes dos membros, torso, além das frágeis rótulas. A excepcional conservação de seus ossos sugere que a criança deve ter sido enterrada logo após sua morte. Mais surpresas vieram quando, após 5 anos de trabalho cuidadoso para se extrair o fóssil do bloco de arenito no qual foi encontrado, os cientistas descobriram que vários de seus ossos ainda apresentavam articulações.

Na verdade, Selam está longe de trazer respostas absolutas para questões antigas que perduram até hoje. Pelo contrário, diversas controvérsias têm dividido os cientistas, principalmente quanto ao que se refere ao modo de locomoção dos A. afarensis.

O alto grau de desenvolvimento dos membros inferiores de Selam sugerem certa capacidade para a vida bípede, contrastando com suas adaptações para a vida arborícola, como dedos curvos e longos. Outro ponto considerado pelos paleontólogos nesta questão é a articulação da escápula voltada para cima. Esta difere da articulação lateral do homem moderno e representa uma adaptação evolutiva para a escalada em árvores. Além disso, estudos realizados com o aparelho semicircular do ouvido de Selam levam a crer que este não lhe proporcionava grande destreza para dissociar movimentos da cabeça e do pescoço, não lhe conferindo, portanto, grande agilidade e equilíbrio.

A evolução de um quadrúpede para um bípede é um processo gradual, com a seleção natural atuando primeiramente nos membros inferiores e, então, os membros superiores adquirem características típicas de bípede. A filha de Lucy, uma vez que não foi totalmente desenterrada, representa uma porta para a resolução de muitas questões sobre nossos antepassados e sobre nossa evolução como espécie.

Acesse:

Scientific American Brasil, ano 5, Edição 56, Janeiro de 2007.

A filha de Lucy

Wong, K.

Tema: A origem do nosso entendimento – Responsável: Estela Maria Rodrigues Alves Ribeiro - Bolsista MEC/SESu - PET

A habilidade manual do ser humano ultrapassa em muito os outros primatas e é uma qualidade da espécie que, muitas vezes, não é levada em conta pelos pesquisadores como a posse da linguagem. No entanto ambas as habilidades estão estritamente ligadas neurobiologicamente.

Uma característica da fala é o perfeito controle da musculatura do aparelho fonador. A nossa habilidade manual também se apóia numa motricidade refinada, apesar de que o controle motor já começa a se manifestar nos primatas. Ainda assim, só o homem tem o dom da fala e só ele é capaz de realizar atividades manuais complexas.

É essa extraordinária inteligência motora, segundo o pesquisador Gerhard Neuweiler, que forneceu a base de nossa evolução cultural. Ela provém de um complexo aparato neuronal que emite instruções de movimento e ajusta seus comandos à circunstância, presente também em outros animais.

O controle de movimentos dos mamíferos percorre três instâncias neuronais articuladas hierarquicamente, mas neles começa a aparecer algo completamente novo: uma “via expressa” (via piramidal) que liga a parte anterior do cérebro (intenções de realizar ações voluntárias) à medula espinhal, provocando um curto circuito nos centros motores do mielencéfalo, desse modo o córtex cerebral pode controlar com mais facilidade as ações.

Nos primatas ocorre um outro curto circuito, o córtex cerebral se liga diretamente aos neurônios musculares que controlam as mãos e os dedos, por isso nós, humanos, e os símios temos a capacidade de mover os dedos individualmente, de acordo com nossa vontade.

Esse fenômeno dos filamentos da via piramidal se acentua mais nos humanos, acomodando também mais nervos para musculatura da face, lábios, língua, e palato, bem como para a laringe, fornecendo um controle fino da musculatura facial, o que nos permite produzir sons da fala.

Para falar e fazer habilidades manuais que exigem bastante, como tocar piano, não depende só do cérebro, só após um longo exercício e treinamento é que chegamos a dominar movimentos como estes. Para isso o aprendiz recorre em grande medida à imitação.

Nos símios há uma região denominada F5 que participa de certas ações particulares das mãos e boca (porém não participa da emissão de sons). Ela coincide, em boa parte, com a área da Broca, nos humanos, e apresenta uma classe de células responsáveis pela imitação – os neurônios-espelho, ativados não somente quando se executa uma ação, mas também quando se observa alguém a fazendo.

A região do cérebro responsável pela emissão de sons inatos (choro, riso...) é o giro cingulado, presente e todos os primatas, mas não se relaciona em nada com a fala, relacionada mais com as regiões pré-motoras nos humanos.

A verdadeira área envolvida com a fala, chama-se AMS e junta com a área da Broca desempenham no homem um duplo papel – controle dos - movimentos manuais e do aparelho fonador, o que faz alguns pesquisadores acreditarem que a linguagem se desenvolveu a partir da crescente habilidade manual dos primatas.

Para resumir, do ponto de vista de sua história evolutiva, a fala parece estar estritamente ligada às nossas habilidades manuais. Ainda não sabemos, porém, qual é a origem das estruturas gramaticais que ordenam as palavras em sentenças sintaticamente bem construídas. Essas competências devem ter se desenvolvido em conjunto com as capacidades motoras, mas ainda não é possível, hoje, responder como isso se deu.

Para mais informações, acesse:

Scientific American Brasil, Junho de 2005, ano 4, Edição 37.

A origem do nosso entendimento

Gerhard Neuweiler
Tema: Cozinhando Cérebros Maiores - Responsável Estela Maria Rodrigues Alves Ribeiro - Bolsista MEC/SESu - PET

Neste artigo, Richard Wrangham, antropólogo biólogo, defende que os macacos já possuíam domínio do fogo, e que foi esse domínio do fogo, e que foi esse domínio que transformou o ancestral comum em um humano.

O fogo usado para cozinhar teria levado ao desenvolvimento de cérebro e corpo maiores, estômago e dentes menores, pois o alimento se torna muito mais digerível oferecendo maior demanda de nutrientes para um corpo que necessita também de mais energia.

Caso nossos ancestrais não tivessem esse contato e domínio do fogo, segundo Wrangham, o Homo erectus teria de comer 6 quilos de plantas cruas e 3 quilos de frutas e carnes para atingir as calorias necessárias. Além disso, foram encontradas madeiras queimadas com mistura de carbono de 1,6 milhões de anos atrás.

Outro biólogo, Lourin Brace, contradiz Richard afirmando que sinais consistentes da utilização de fogo para cozinhar aparecem somente há 200.000 anos atrás. Foi a introdução de alimentos de origem animal e mais macios que levou o H. erectus a ter dentes menores e cérebro maior (tutano ósseo e matéria cerebral).

Wrangham espera que algum dia a genética possa contribuir, com a comparação de dados de DNA e o aparecimento de defesas contra os produtos da reação de Maillard (substancias químicas que surgiram com o cozimento e que podem se tornar carcinógenos), além de que o aquecimento ocorre paralelamente ao aumento da umidade relativa.

Acesse:

Scientific American Brasil, ano 6, n°69.

A Origem do nosso entendimento

Richard Wrangham,
Tema: Refúgios Abalados – Responsável: Karen Silva Luko - Bolsista MEC/SESu - PET

A tão aceita Teoria dos Refúgios sobre o isolamento de plantas e animais tem sido posta em cheque. Por mais de três décadas considerada o caminho para o entendimento da biodiversidade da região amazônica, esta teoria propõe o redução das imponentes florestas tropicais à pequenas áreas de refúgios durante a última glaciação. Estes refúgios, ficariam isolados por regiões de vegetação mais aberta, como a savana.

Atualmente, muitas evidências têm sido apontadas para questionar essa teoria, sendo, para isso, muito importante o estudo de pólens. Através da análise desta característica estrutura do sistema reprodutivo das plantas, é possível identificar a família a qual pertence, permitindo a construção de um mapa aproximado da vegetação no período da última glaciação.

Outro argumento bastante usado para refutar esta teoria está relacionado ao tectonismo da região amazônica. Este seria responsável pela mudança das trajetórias dos rios, fazendo com que as espécies de peixes que os habitam se espalhem ou se isolem. Essa seria uma explicação mais coerente para a biodiversidade dos rios da região ao invés do isolamento das espécies em refúgios nos períodos em que nosso planeta permaneceu congelado.

A Teoria dos Refúgios é embasada em evidências indiretas e, na verdade, para a época em que foi formulada, apresentou-se como uma explicação bastante plausível. Com o avanço da ciência e o advento de técnicas que permitem a análise da estrutura genética de fósseis encontrados, temos que estar atentos e rever alguns paradigmas para, assim, nos aproximarmos do entendimento do que nosso planeta pode ter sido um dia.

Mais informações em:

Pesquisa Fapesp, n° 129, novembro 2006.

Refúgios abalados, pág. 50-53.

Bicudo, F.

Tema: Neurônios espelho - Responsável: Thalita de Almeida Tavares e Tiago Bodê - Bolsistas MEC/SESu - PET

Nessa edição da Scientific American Brasil, é tratado o tema sobre os chamados neurônios espelho. Na reportagem “Espelhos da Mente” é descrito todo o histórico de descoberta dos neurônios espelho, bem como são apresentadas as evidências da existência desses neurônios no ser humano.

Esses neurônios foram detectados primeiramente em macacos. Certa região do cérebro desses macacos se mostrava metabolicamente ativa quando esse macaco realizava a ação de pegar um objeto e também quando ele observava outro fazendo a mesma coisa, o que sugere que os chamados neurônios espelho seriam os responsáveis pela compreensão da ação e da intenção de outros animais.

Esses neurônios seriam ainda, responsáveis pelo aprendizado pela observação. Já que as mesmas áreas se ativam tanto quando observam uma ação pela primeira vez, quanto quando a realizam.

Essas duas funções são muito importantes para o relacionamento da espécie humana (tanto compreensão do outro, como aprendizagem), bem como dos outros primatas.

Na reportagem “Espelhos Quebrados”, o tema é retomado para explicar a recente teoria do autismo, visto que uma das principais características do autista é que este não tem compreensão dos que o cercam, tendo reações exageradas e violentas com uma mera tentativa de alguém lhes fazer carinho. Não demonstram empatia ou capacidade de aprender sinais não-verbais que também são relacionados com os neurônios espelho.

Segundo a revista, os pesquisadores estão tentando encontrar e mapear padrões de neurônios-espelho em pessoas normais para tentar reconstruí-los em indivíduos com autismo. Todas as possíveis funções dos neurônios espelho são inexistentes no autista, sugerindo uma falha no sistema desses neurônios no autismo.

Mais informações em:



Scientific American Brasil, ano 5, n°55 dezembro 2006.

Espelhos da Mente pág. 44-51

Espelhos Quebrados pág. 53-59

Vilayanur S. Ramachandran e Lindsay M. Oberman



Tema: Química do Desejo – Responsável: Thalita de Almeida Tavares – Bolsista MEC/SESu – PET

O artigo trata sobre as reações químicas que são realizadas durante a fase de atração entre seres humanos. Contrariando a tese de que os estímulos visuais são os únicos que desencadeiam o sentimento de “estar atraído” por alguém, o autor afirma que outros aspectos, que não visuais, são também muito importantes na escolha de um parceiro. Claro que características secundárias, que podem ser observadas pela visão, são essenciais na escolha de bons genes (que é o princípio da escolha de parceiro, tanto no ser humano, quanto nos demais animais). Tais características como, altura, peso, cabelos, aparência de saúde, entre outras.

No entanto, o autor traz de novidade o fato de que outros meios poderiam ser utilizados para identificar bons genes. Um deles, seria o MHC (Complexo de Histocompatibilidade Principal), uma substância que define a resistência imune. Segundo o artigo, quanto mais diferentes os MHCs entre os indivíduos, maior a diversidade genética entre eles, o que seria muito interessante do ponto de vista evolucionista, pois conferiria ao filho, maior resistência imunológica. Essa substância seria passada por meio da saliva, durante um, beijo, por exemplo. Seria o famoso “os opostos se atraem”.

Além de MHC, o artigo trata sobre os polêmicos feromômonios, que os cientistas sabem que existem, pois trazem grande influência sobre as mulheres, durante o período de ovulação, por exemplo, mas que ainda trazem muitas discussões sobre como funcionariam em relação ao desejo e à atração.

Mais informações em:

Galileu, Junho de 2008, n° 203

Química do Desejo

Tema: A Medicina revela a mulher de verdade – Responsável: Evandro Katsui Utsunomia - Bolsista MEC/SESu - PET

“O homem era um ser humano ligado a um par de testículos e a mulher, por sua vez, um par de ovários ligados a um ser humano”, definição segundo o pai da patologia moderna, o alemão Rudolf Virchow, que norteou praticamente todos os estudos científicos da fisiologia humana. Porém, nos últimos 20 anos essa teoria vem sendo derrubada, pois pesquisas recentes vêm comprovando cada vez mais que homens e mulheres pensam, agem e sentem de modos completamente diferentes.

O cérebro do homem é, em média, 15%maior e 10% mais pesado. Mas, no cérebro das mulheres, as conexões entre os neurônios são mais numerosos. Nos homens, a visão central e de longa distância é mais aguçada do que das mulheres, o que no tempo das cavernas facilitavam a caça. A visão periférica das mulheres, no entanto, é melhor, o que era essencial para proteção da cria, já que ela precisava ficar atenta a todos os movimentos ao redor do seu abrigo. Quanto à audição, as mulheres ouvem melhor, especialmente sons agudos, como o choro dos bebês. O paladar masculino é mais aguçado para distinguir sabores amargos e salgados. As mulheres se saem melhor na identificação dos doces. O coração masculino é 30%, em média, maior do que o feminino. O coração feminino bate 10% mais rápido do que o masculino, inclusive durante o sono. As mulheres são mais sensíveis a dor: Elas a sentem por mais tempo e em maior intensidade do que os homens.

Os homens são maçã, isto é, a gordura tende a depositar no abdômen e nas costas. Já as mulheres são pêra, ou seja, a gordura se concentra nos quadris, glúteos, coxas e braços.

Essas novas pesquisas são de uma enorme importância, pois sabemos hoje que essas diferenças fisiológicas são essencialmente um conjunto de fatores envolvendo a ação de hormônios e genes, e não apenas um fator social discriminativo entre as capacidades e as incapacidades de cada gênero. Muito mais que isso, a diferenciação fisiológica tem sido de extrema importância médica, principalmente na cardiologia. Até os anos 70 as doenças cardiovasculares eram um mal tipicamente masculino, tanto que estatisticamente tínhamos sete homens afetados por essa doença para cada mulher. Hoje com a entrada da mulher no mercado de trabalho, o estresse, o tabagismo e dietas gordurosas fizeram com que esse quadro mudasse muito, hoje elas se igualam aos homens quando a incidência diz respeito a doenças cardiovasculares, mas devido as suas características fisiológicas, 75% das mulheres que apresentam esse quadro são consideradas de baixo risco. Mesmo possuindo essa vantagem hormonal, as mulheres ainda precisam se preocupar, porque o diagnóstico não é tão preciso para as mulheres quanto para os homens. Por sua característica, o depósito gorduroso acaba se alojando em vasos de pequeno calibre, por conta disso o exame muitas vezes não detecta nenhuma anormalidade. Da mesma maneira que as mulheres, hoje o homem vem sofrendo cada dia mais com o aumento da osteoporose, que antes era tipicamente um mal que atingia a grande maioria das mulheres.

Para que seja eficiente o tratamento em casos que antes não era comuns, a medicina estuda todos os protocolos utilizados em casos de osteoporose feminina, para que seja eficiente o tratamento, essa preocupação tem muita relevância, já que estima-se um aumento significativo de fraturas entre homens idosos.

Nunca foi tão importante o conhecimento mais aprofundado de ambos os sexos, pois é com ele que aperfeiçoamos práticas médicas importantíssimas, aumentando não só a qualidade de vida mas principalmente a expectativa de vida.

Para mais informações, acesse:

VEJA, 1998, Ano 40, nº 9

A Medicina revela a mulher de verdade, pág. 78-88.

Karina Pastore e Paula Neiva

Tema: Suspensão da vida – Responsável: Vivian Gasparetti Abdoullah – Bolsista MEC/SESu – PET

Alguns seres vivos naturalmente diminuem ou suspendem seus processos vitais a fim de resistirem a alguma situação de estresse, como, por exemplo, falta de oxigênio, temperaturas extremas, entre outras. Mas e os outros seres-vivos? Será possível induzi-los a um estado reversível de animação suspensa? Estudos recentes vêm demonstrando resultados muito positivos. Um deles expôs embriões do nematódeo Caenorhabditis elegans a três tipos de situação: hipóxia (0,01% a 0,1% de oxigênio), anoxia (0,001% ou menos de oxigênio) e a uma atmosfera com 0,5% de oxigênio (abaixo dos 21% de oxigênio num ambiente normal). Como resultado, obteve-se que na atmosfera de 0,5% os embriões se desenvolveram normalmente, em hipoxia os embriões continuaram a embriogênese gerando muitos erros celulares seguidos de morte após 24h. Já os embriões em anoxia que continham dois genes descobertos entraram em estado de animação suspensa e voltaram a realizar suas divisões ao serem reanimados, sem demonstrar qualquer dano. Os embriões que não continham estes dois genes continuaram a divisão com danos celulares. Os resultados obtidos nessas e outras pesquisas levam a crer que é possível induzir animais ao estado de animação reversível e que isso depende da presença de determinados genes. Somando-se a isso, descobriu-se que em situações de hipoxia, a preservação da vida pode se dar tanto através do aumento de oxigênio, como através da diminuição do mesmo. Acredita-se também que o estado de suspensão facilita a recuperação de ferimentos.

Novas pesquisas estão sendo feitas em animais maiores e com maior semelhança com o homem, a fim de descobrir se o ser humano tem a capacidade de entrar em estado de animação suspensa. Além disso, pesquisadores estão estudando como diminuir, de uma forma segura, a concentração de oxigênio no corpo. Para isso, eles tentam utilizar substâncias miméticas do oxigênio, que impeçam o uso deste pelas células, uma delas é o sulfeto de hidrogênio, substância que no início da vida na Terra foi fonte de energia para os organismos e que hoje deve ter assumido outro papel ainda desconhecido no nosso organismo, já que o corpo humano produz tal substância.

Se todas as respostas forem positivas, a ciência trará mais um avanço para a medicina, já que o estado de animação suspensa poderá aumentar o tempo de vida de órgãos para doação, evitando perdas, e, além disso, será possível aumentar o tempo e as chances de vida de pacientes em estado de ferimentos graves.

Para maiores informações consulte:

Revista Scientific American Brasil, Ano 4, n. 38, Julho de 2005

Suspensão da vida.

Mark B. Roth e Todd G. Nystul


Discussões de livros, documentários e filmes
O grupo PET CBB elenca em seu planejamento uma lista de livros com o objetivo de discutir o ponto de vista de um autor. Assim como discutir sobre a vida e a obra do autor.

No ano de 2008 discutimos o documentário alemão “Zeitgeist” de Peter Joseph, 2007; e o filme espanhol “Mar a dentro” de Alejandro Amenábar. Além desses o grupo selecionou dois livros: “Deus, um delírio” de Richard Dawkins e “O mito da monogamia” de David P. Barash e Judith E. Lipton. Os resumos foram elaborados após a discussão do grupo e publicados no site:

Fora os livros acima, cada petiano apresentou uma obra literária de livre escolha. Nesse ano o grupo optou pela leitura de obras de autores brasileiros. Após a apresentação houve discussão com todo o grupo, atentando-se também a escola literária a qual a obra pertence. Os livros discutidos são os seguintes: Mar Morto e Farda Fardão, Camisola de Dormir de Jorge Amado; Caetés de Graciliano Ramos; O Lagarto de João Ubaldo Ribeiro; O Cortiço de Aluísio Azevedo; Música ao Longe e Clarissa de Érico Veríssimo; O Grande Sertão Veredas de Guimarães Rosa; A Escrava Isaura de Bernardo Guimarães; O Quinze de Rachel de Queiróz; Fogo Morto de José Lins do Rego; O Ateneu de Raul Pompéia; O Alienista de Machado de Assis; Sala de Armas de Nélida Piñon e Diário de um Magro de Mário Prata.
Tema: Zeitgeist, de Peter Joseph

Zeitgeist é um termo alemão, que se traduz como “espírito do tempo”,mas é possivel também utilizar-se do termo em português para denominá-lo. O termo Zeitgeist significa, em suma, o nível de avanço intelectual e cultural do mundo, em uma determinada época. A pronúncia alemã da palavra é tsaItgaIst (AFI). (wikipedia).

Zeitgeist é um filme produzido no ano de 2007 e é composto por 3 partes principais, que são as seguintes:

Parte 1: The greatest story ever told.

Parte 2: All the world’s a stage.

Parte 3: Don’t mind the men behind the curtain.

A primeira parte tenta explicar porque Jesus Cristo e o Cristianismo são uma farsa, e que toda a idéia dele e de sua vida na terra é na verdade uma amálgama de crenças muito anteriores ao Cristianismo, todo o relato é meio impreciso e um pouco “superficial”, mas é de certa forma compreensível, já que o filme pretende ser bem didático para assim atingir o maior número possível de pessoas. Além disso, o filme sugere que Jesus, a figura histórica, nunca existiu, mesmo sendo um tema ainda muito controverso. Mas com essa sua tese inicial, o autor se propõem a provar a força do mito na manipulação das massas.

Nas partes dois e três do documentário, é mostrada a suposta farsa dos atentados ao World Trade Center no dia 11 de Setembro e como a Guerra no Iraque e outras tantas guerras americanas são partes de um audacioso plano minuciosamente arquitetado pelos norte-americanos, cujo único objetivo é controlar o mundo e exercer um domínio tão grande sobre o mundo que seria como se fossem catalogadas e marcadas com um chip todas as pessoas.

Contudo antes de assistir o documentário é necessário termos um bom senso crítico, pois não se pode acreditar em tudo que é relatado, embora todas as fontes possam ser encontradas nos créditos do filme e no site oficial do mesmo. Mesmo assim, se você não acreditar em nada, pelo menos deve gerar alguns questionamentos, e questionar-se nunca é ruim, pois incentiva o pensamento critico.
Tema: Mar Adentro, direção de Alejandro Amenábar

“Mar adentro” é um filme espanhol dirigido por Alejandro Amenábar que conta a história de um ex-marinheiro que há 26 anos ficou tetraplégico e desde então luta para morrer, luta pela legalização da eutanásia.

O Sentido da Vida de Ramón Sampedro era a liberdade, aos 20 anos já dava a volta ao mundo, com 26 anos sofreu um acidente mergulhando em águas rasas e desde então se instalou numa cama e assiste o mundo pela janela do seu quarto.

A grande contradição é que nosso suicida é um homem extremamente vital, lúcido, inteligente e sedutor, que corre sempre ao humor (geralmente negro) e faz o mundo ao redor girar e a vida de todos fazer sentido. Além também, de ser o dono do sorriso mais doce da Espanha. Não é a toa que duas mulheres se apaixonam por ele (advogada e operária) e dentre esses romances surge a ilusória esperança de que o amor pode fazê-lo mudar de idéia.

Este é um drama em que morte e vida digladiam-se o tempo todo, nos faz questionar o sentido de uma vida em que o sentido se perdeu e o que resta, para Ramón, são migalhas. Nessas quase três décadas de clausura, houve tempo suficiente para pensar em tudo e decidir-se pela morte, e o filme nos torna partidários dessa idéia, quase cúmplices do personagem.

Ao final do filme o grupo fez um debate e uma discussão sobre o tema base.


Tema: “Deus, um delírio”, Richard Dawkins, Companhia das Letras.

O livro “Deus, um delírio” foi publicado em 2007, em meio a uma atmosfera de guerras religiosas e terrorismo, impulsionando o crescimento do movimento pró-ateísmo. Richard Dawkins, biólogo e autor do livro, defende sua crença, ou melhor, descrença, que se deve ao fomento dado pela Igreja ao fanatismo e guerras, com argumentos bem fundamentados transpassando muita força no que ele acredita.

Seu intuito não é convencer religiosos da inexistência de Deus, mas sim orientar aqueles que, mesmo criados em culturas cristãs e monoteístas, não se identificaram com seus preceitos. Desta forma, estas pessoas encontrariam força para, como nas próprias palavras do autor, “sair do armário”.

Exemplos e situações não faltam ao autor para o embasamento de suas teorias. Ele faz uso, ainda, de estatísticas comparando o nível de escolaridade com religiosidade ao longo do tempo e em diferentes regiões. No decorrer do livro é feita a caracterização da religião como não sendo natural, e sim, cultural, apenas uma criação humana que serviu ao seu próprio interesse.

O autor deixa claro que o que ele contradiz não é apenas a religião, mas a figura de um ser superior criador de tudo o que existe. À medida que a ciência toma importância, ela avança em direção a essa idéia, que vai ficando espremida e, cada vez mais, não há espaço para ela.

Além disso, o autor destaca que não há sentido em dizer que crianças pertencem a uma determinada religião, já que esta é imposta pelos pais e sociedade. Ele compara esta situação com a afirmação de que uma criança é neoliberal, sendo que da mesma forma que elas não têm crença política, não deveriam ter crença religiosa até que tivessem idade para fazer suas próprias escolhas.

Quanto mais estudamos e mais descobrimos sobre nós mesmos e nosso mundo, menos sentido vemos em acreditar em uma criação divina e quanto mais aprendemos sobre nosso papel no meio em que estamos inseridos, menos é necessária a existência de uma vida extra-física para compreendermos e aceitarmos que somos importantes, simplesmente por termos chegado aqui.
Tema: “O Mito da Monogamia”, David P. Barash e Judith Eve Lipton, Record.

O livro “O Mito da Monogamia” ironicamente foi escrito pelo casal Barash - doutor em zoologia e professor de psicologia na Universidade de Washington, Seattle – e Lipton – psiquiatra especializada em questões femininas - em 2002, depois de vinte e cinco anos de casados. Mas ao contrário do título sugestivo e provocativo, os autores descrevem com bases científicas as relações dos seres sociáveis, mas não têm a intenção de abalar os pilares da sociedade monogâmica (segundo suas próprias declarações).

Apenas demonstram que, contrariamente ao que se pensava, a maioria dos animais, apesar de socialmente monogâmicos, não o são naturalmente.

Os autores abordam conceitos evolucionistas para provar que tanto machos quanto fêmeas desenvolveram características de poligamia sexual para melhor desenvolvimento da espécie. E contrariam o pensamento de que os machos são mais propensos evolutivamente à infidelidade, ao dedicar mais capítulos à discussão sobre a poligamia das fêmeas.

O maior argumento para o macho praticar CEPs (Cópulas Extra-Par), seria a ampla distribuição de seu esperma para garantir que mais fêmeas sejam fecundadas e a perpetuação de seus genes.

Já à fêmea, seria vantajoso que mais machos depositassem seus espermas para que o melhor espermatozóide pudesse fecundar o óvulo, a chamada “competição espermática”, caso as características secundárias, que normalmente são utilizadas pelas fêmeas como métodos de seleção na hora do acasalamento. Seria por isso, então, que para a fêmea, é interessante manter o maior número de CEPs possível.

Por outro lado, o macho seria menos cuidadoso com seus espermatozóides, já que são produzidos em grande quantidade e demandam pequeno gasto de energia. Já as fêmeas, em geral, gastam muito mais energia para produzir uma pequena quantidade de célula germinativa, por isso, a fêmea seria mais cuidadosa na escolha do parceiro.

Outro argumento utilizado é que se a infidelidade não fosse comum, os parceiros sexuais não despenderiam tanta energia na guarda de seu companheiro, pois um gasto de energia assim, seria inútil. Ou seja, não existiria o “ciúme sexual”.

Além da guarda das parceiras (que constitui em deixar seu companheiro o menos tempo possível sozinho), muitos machos possuem mecanismos para evitar a Fecundação Extra-par (ou seja, sabendo que a fêmea pratica CEPs, ele cria mecanismos para que não acabe por criar filhotes que não sejam seus), como por exemplo, os pássaros machos que, ao ejacular, formam uma espécie de tampão impedindo que, mesmo que a parceira saia em busca de uma CEP, ela não consiga obter sucesso.

Mas a pergunta que pode surgir nos leitores é a seguinte: com tantos prós em ser poligâmico, por que o ser humano procura tanto a monogamia?

A monogamia social é facilmente explicada, o ser humano é um animal que necessita de cuidados por muito tempo depois de seu nascimento. E no caso, é vantajoso para nossa espécie, que haja uma ligação entre os pais para que o filho tenha maiores chances de um bom desenvolvimento. Já em relação à variabilidade genética, a monogamia não é vantajosa.

Como o ser humano não é somente um animal que age segundo seus instintos, mas cuja sociedade exerce um poder muito grande, ele é capaz de controlar seus instintos de acordo com costumes e características sociais.

O que nota-se com a leitura desse livro é que o ser humano, mais uma vez, mostrou-se complexo demais para ser entendido com uma única teoria.

"Se o cérebro fosse tão simples que pudéssemos compreendê-lo, nós seríamos tão simples que não o conseguiríamos" (Lyall Watson, biólogo)


EMEI Vila São Lúcio:

As atividades de ensino realizadas pelo grupo na EMEI Vila São Lúcio tiveram como base a educação alimentar e educação ambiental integradas, de modo a formar cidadãos conscientes do impacto que causam ao mundo e como se relacionar com este, sem se prejudicar ou prejudicar futuras gerações, e conscientes de que uma vida saudável engloba, não somente alimentação, exercícios e higiene, mas também um ambiente saudável.

As atividades foram escolhidas levando em consideração o ambiente social em que as crianças estão inseridas e verificando quais são suas deficiências nas diversas áreas.

Cada coordenador das atividades elaborou uma aula expositiva, com métodos didáticos de acordo com a faixa etária das crianças, para que assim o aprendizado fosse mais efetivo.

Após cada aula, os coordenadores, juntamente com os outros membros do grupo, realizavam atividades lúdicas com a finalidade de reforçar o aprendizado e fixar os conceitos apresentados.

A cada quinze dias, um grupo realizava a atividade com os dois turnos da EMEI, de acordo com suas respectivas funções. O grupo PET CBB foi dividido em duas equipes, sendo uma responsável pela educação alimentar a outra pela educação ambiental.

Consta em anexo, os relatórios com as observações de cada as atividades realizadas na EMEI Vila São Lúcio. ( Anexo II e VIII)
Atividades Individuais
Gustavo Francisco Rosalin Saraiva


  • Professor voluntário no Cursinho pré-vestibular SINAPSE do Centro Acadêmico V de Julho(CAVJ). Objetivos: Aulas com os temas do vestibular para alunos de baixa renda da região de Botucatu. Visando a entrada na universidade

  • Coordenador da disciplina de Geografia do Cursinho pré-vestibular SINAPSE do Centro Acadêmico V de Julho(CAVJ)


Jaqueline Amanda Souza Carvalho de Camargo

Monitora do Projeto Venha Conhecer O IB, destinado a escolas públicas e privadas de toda a região de Botucatu Objetivos: apresentar as atividades e pesquisas desenvolvidas por professores e alunos dentro da instituição a qual estão vinculados; bem como elucidar qualquer dúvida que possa surgir a partir dos alunos.



Mariane Parra Grazina Coutinho

  • Professor voluntário da disciplina de Geografia no Cursinho do Centro Acadêmico V de Julho(CAVJ). Objetivos: Aulas com os temas do vestibular para alunos de baixa renda da região de Botucatu. Visando a entrada na universidade.


Tiago Bodê

  • Professor e coordenador da disciplina de Redação e professor de biologia no Cursinho do Centro Acadêmico V de Julho(CAVJ). Objetivos: Aulas com os temas do vestibular para alunos de baixa renda da região de Botucatu. Visando a entrada na universidade.




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