Minha Nova York



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Minha Nova York

Didi Wagner


Ao meu Fred e às brasileirinhas Laura, Luiza e Julia, grandes companheiros de aventuras urbanas em Nova York.
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-- Minha história com Nova York


Na primeira vez que eu vim a Nova York tinha 12 anos e estava fazendo uma viagem sozinha com minha mãe. Cheguei em janeiro, tinha nevado muito, ou seja, era impossível andar na rua (e não derrapar), fazia um frio congelante e mesmo assim eu pirei. Minha mãe me Levou a todos os programas ”obrigatórios” de uma caloura em Nova York. Eram outros tempos: a cidade não tinha a segurança (e vigilância) que tem hoje, mas também era bem menos careta.

Alguns anos depois, me casei com um cara que é absolutamente ”New York-devoted” e, sempre que aparecia uma brechinha, a gente baixava na Big Apple — normalmente em viagens de cinco dias, em que sempre tentávamos curtir tudo: museus, restaurantes, compras e o principal, gastar tempo simplesmente andando na rua. Em uma delas, fomos para Manhattan dois meses depois dos atentados de 11 de setembro para o Fred correr a New York Marathon. Ele foi muito bem recebido, assim como todos os maratonistas, por nova-iorquinos desesperados para levantar o moral da cidade. Foi um momento único.


Pág 13

E daí, por motivos profissionais, em agosto de 2006 nos mudamos para cá. Cheguei com duas filhas, algumas roupas, um apartamento absolutamente vazio — e, mesmo conhecendo a cidade tão bem, tive que encarar viver em Nova York ”do zero”, o que é muito diferente de vir a passeio. Além da minha rotina pessoal, entre 2006 e 2008, graças ao programa Lugar Incomum, que apresento no Multishow, rodei a cidade como ninguém em busca dos lugares e personagens mais inusitados que esta cidade reserva. Foram mais de 250 pautas em três anos de programa Big Apple.

Hoje, quatro anos depois e três filhas na bagagem, posso dizer que Nova York virou uma maçã menor, mas cheia de dentadas minhas. Cada metro (ou melhor, milha, hehehe!) percorrido, cada restaurante lotado, cada caminhada infindável pelas ruas, cada balada desconhecida, tudo isso compõe, para mim, o mapa desta cidade que, não a toa, tanto encanta o mundo inteiro. Bem, eu também me maravilhei com ela e hoje entrego esta maçã de bandeja, para você dar suas dentadas também. Enjoy!
Pág 15 e 16

O ABC de Nova York

Entender Nova York requer muito mais do que simplesmente conhecer seus limites geográficos. Cada cantinho tem suas peculiaridades. E, no cruzar de alguns quarteirões, você percebe claramente que mudou de um bairro para outro. Outra coisa em que você tem que se ligar é que aqui eles usam muita sigla. Vários dos nomes dos bairros, na verdade, são abreviações que indicam a localização da área. Mas pode deixar que eu explico tudo direitinho.

pág 17


-- CHELSEA
Destino “tem-que-ir” para os meninos que curtem meninos — é ali que a população gay mora em peso e, consequentemente, também compra, sai para comer, beber e ferver. O Chelsea é o novo queridinho das galerias de arte, que tomaram a porção mais a oeste do bairro, onde antes tinha (e ainda tem) muitos galpões e espaços industriais abandonados pelo crescimento de Manhattan. E, como os meninos são exigentes, já abriu um monte de lojas de grife — Barneys Coop, Balenciaga e Comme des Garçons, por exemplo. Boa opção também para fazer comprinhas e fugir dos lugares mais manjados — e Lotados —, tipo Soho e Quinta Avenida.

Da West 14th St a West 34th St, entre a 7th av e Rio Hudson

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-- CHINATOWN

Duh! O bairro chinês, né? Mas, gente, passeando nele é que você percebe como aquilo tudo é realmente... chinês! Todo mundo falando mandarim (ou algum dos trocentos dialetos de lá), tudo escrito em ideogramas, lojas e mais lojas de produtos exóticos (inclusive algumas que vendem sapos vivos em baldes, no meio da calçada – argh!!!). Nos restaurantes, tem de ser cauteloso , porque muitos deles são meio que “hum, não sei”... mas tem outros ótimos. Vale a pena não só pelos produtos exóticos chineses, mas pelas barraquinhas na Canal St, aquelas em que você acha bolsas e relógios “imitados”. Não sou nada a favor da pirataria, mas você também encontra óculos escuros, camisetas, pashminas e várias outras bobagenzinhas que podem ser ótimos souvenires. E, bem, seja eu a favor ou contra, é tradição do bairro, então passe lá e julgue por você mesmo.

Ao sul da Canal St, entre e Lafayette e St e Manhattan Bridge.
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-- East Village
Reduto da boemia nova-iorquina, mistura uma galera de artes, um povo hippie, mais uns descolados, uma modelada... que mix estranho, né?

Mas no East Village todos convivem muito bem, obrigada – e não querem nem saber de nenhuma grande empresa abrindo suas portas por lá. É um dos poucos lugares em Nova York onde você ainda encontra lojinhas, vendinhas, artesanato local e nenhuma das grandes marcas. Também tem uns bares bem fervidos. Os restaurantes seguem a linha mais “lá em casa”, na maioria pequenos e na filosofia “não aceitamos cartão de crédito”. Nessa mistura, acrescente uns (mais que uns) mendigos e drogaditos que vagam pelas ruas do bairro, principalmente tarde da noite. Finja que não viu, passe do outro lado da rua que ta sossegado.


TEM QUE VER

Na sua visita ao East Village, não deixe de passar na Saint Mark´S Place, Alphabet City (as avenidas A, B, C e D – únicas em Nova York com nome de uma letra só), Cooper Square e Tompkins Square Park.


Da Bowery ao East River, entre E 14th St e Houston St.
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-- Rock and Roll all Night Long -- CBGB

ainda preserva uma ”rebelde”


O East Village ainda preserva uma cara de bairro mais e não é para menos. Na Bowery ficava o CBGB, casa noturna que para muitos

foi o berço do punk-rock (nos anos 1970). Os Ramones começaram ali. Blondie e Patti Smith também tocaram muito naqueles palcos. Hoje em dia, com a tal ”gentrificaçao” assolando toda Nova, a Bowery está 100% comportada, o CBGB fechou suas portas oficialmente em 2009 e virou uma loja de roupas da marca John Varvatos. A real é que o CBGB já estava bem decadente nos últimos anos. Mesmo assim, a mudança de rumos deixou muito fã de rock revoltado. Sinal dos novos tempos mesmo — por bem ou por mal.

No mundo virtual, o CBGB ainda existe: www.myspace.com/cbgb e no Facebook.
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-- Harlem
Fica bem no norte de Manhattan e é destino obrigatório para você entender a cultura negra da cidade. Ali estão ícones como o Apollo Theater, o restaurante Sylvia’s e o Studio Museum. Hoje, também está virando novo destino dos bacanas da Big Apple. Já abriu hotel-butique e aquele superchef, o Marcus Samuelsson, acabou de inaugurar seu restaurante Red Rooster. Um dos limites do bairro é a face norte do Central Park, ou seja, o metrô chega lá e é uma área fácil para explorar a pé. Só não aconselho você a ficar dando pinta de turistão perdido na rua, porque pode juntar um monte de malandro, ainda mais quando a noite cai. Fique esperto.
Do East River ao Rio Hudson, entre 110th St e 155th St.

www.apollotheater.org

www.sylviasrestaurant.com

www.studiomuseum.org

pág 22
-- LITTLE ITALY
O nome já diz tudo, né? Foi ali que os italianos se fixaram quando aportaram em Nova York no começo do século 20. Bem, sinto dizer que, apesar disso, não é lá que você vai encontrar os melhores restaurantes italianos. Tudo virou meio que uma versão Disney de si mesma e, ainda que tenha uma italianada de verdade por ali, isso não se traduz em pratos incríveis, caseiros. Sei lá, minha opinião pessoal... mas como o bairro conquistou esse status, tem eventos oficiais da colônia italiana que são imperdíveis, como a Festa de San Gennaro, em setembro. Outra coisa divertida de ver é qualquer jogo de futebol da Itália. Nessa hora eles ficam bem ”autênticos”, param de servir e veem a partida lance a lance. Se quiser ver a cena, é só checar a tabela de jogos quando vier para cá.
Da Broome St a Canal St, entre Lafayette St e Bowery.
Pág 23
-- LOWER EAST SIDE
O LES foi gueto dos imigrantes europeus no século 19 e começo do

20, depois virou point dos punks e foi sendo conquistado pelos descolados,

que atualmente inundam as ruas da região. Ou seja, espere muitos gatinhos e gatinhas cheios de estilo para dar e vender. O bairro é inteiro voltado para eles: brechós, bares, restaurantes, baladinhas. Tudo no LES tem essa pegada cool. Começou a abrir loja de grife lá, mas, sinceramente, acho que os hipsters (como são chamados os modernetz aqui) não vão deixar, afinal, eles querem preservar a todo custo a aura mais ”altê” do bairro. De um jeito ou de outro, é passagem obrigatória para você entender o que e quem é cool em Manhattan hoje em dia.
Da E Houston St a Manhattan Bridge e da Bowery ao East River.

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-- MEATPACKING DISTRICT


Originalmente, o MePa (apelidinho do bairro) era a região dos açougues que abasteciam toda a cidade. Nos anos 1990, saíram os açougueiros e chegaram as dondocas. E, com elas, as Lojas de grife, os hotéis e restaurantes cinco estrelas. Impressionante a transformação de toda aquela área. Essa é uma boa região para você, mauricinho, e você, patricinha, se esbaldarem, porque também tem um monte de baladinha (de pré-club a festão) dessa cena para quem curte dar uma dançada noite afora. Bem, em Nova York tem bastante desse pessoal, então espere tudo lotado — e uma pessoa na porta com um belo de um carão, que vai caber a você derreter. Boa sorte!
Entre o Rio Hudson e o Hudson St, do W 14th St a Gonsevoort St.
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-- MIDTOWN
Esta é a região dos arranha-céus das grandes corporações e coração dos negócios da cidade. Também atrai muita turistada por ter hotéis com pacotes mais voltados para essa cena. Ou seja, calçadas e mais calçadas entupidas de gente por todos os Lados. Balada? Nota zero. Bons restaurantes? Hum, 1 ou 2. Arte? Se não fosse o MoMA, seria bem escassa também. Mas nessa área ficam todos os musicais da Broadway, os neons da Times Square, o Empire State Building, a Grand Central, o Rockefeller Center e, consequentemente, gente do mundo todo. Mesmo que você não curta multidão, faz parte da experiência. Você consegue entender melhor o fator ”mega” que só Nova York tem.
Entre 14th St e 59th St, e do Rio Hudson ao East River.
Pág 26

-- NOHO


Hoje esta 6, sem dúvida, a área mais bombada de Downtown. É na região ao norte da Houston (North of Houston, daí o apelido) que fica a Bowery, outrora celeiro do movimento punk e hoje ressucitada por um neo-hype meio ”artsy”, meio new money”, com a chegada de galerias de arte como a Sperone Westwater, o Hew Museum e outros novos prédios (projetos arquitetônicos bizarros, tem que ver) que estão mudando a paisagem daquela região. Várias Lojas darling dos fashionistas nova-iorquinos se mudaram para o NoHo e assim também foram os restaurantes. Se você quer ver todo mundo que é alguém em Downtown Manhattan, é lá, com certeza.
Entre o Houston St e Astor Place, da Bowery a Broadway.
EU OUVI DIREITO?

Apesar das grafias serem absolutamente idênticas, a pronúncia da Rua Houston não é igual a Houston, cidade do Texas. O nome da cidade é falado com ênfase no ”u” (algo como ”Riuston). Mas a avenida de Nova York é pronunciada de forma diferente — fala-se “Ráuston”. Não me pergunte por que, mas é assim! Fica a dica.


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-- NOLITA

De novo as tais abreviações. NoLiTa, escrito assim mesmo, quer dizer North of Little Italy. É aquele pedacinho meio Soho, mas já colado com a região que os italianos tomaram conta. O hype do No Ho se estendeu a ela, ou seja, a cena Nova York cool também frequenta em peso a região. Várias lojas superlegais ficam ali, num perfil mais discreto que as “amigas” do Soho, essas bem mais espalhafatosas. Os restaurantes também são tudo, seguindo essa pegada bem cool.


Entre Houston St e Broome St, da Bowery a Lafayette St.
Pág 28
-- NOMAD
O Madison Sq Park é um dos mais charmosos dos pequenos parques de bairro espalhados por Manhattan. Agora está tudo abrindo ali ao norte (por isso o nome NoMad, North of Madison Sq Park) — restôs novos, hotéis novos, clubes etc., e a Localização é ótima: pertinho de Midtown, mas já distante da muvuca, e colado em Downtown. A área também tem prédios Lindos de bancos do começo do século passado e empresas que prosperavam naquela época. E, de quebra, a Quinta Avenida vira naquele pedaço um corredor de Lojas na linha fast-fashion (Gap, H&M etc.) mais vazias, algo que você não vai achar nas outras áreas de compras da cidade. Aliás, vai lá mas não espalha, tá?
Entre 25th St e 30th St, da Ave of the Americas (6th Ave) a Madison Ave.
Pág 29
-- SOHO
Sabe aqueles lofts nova-iorquinos de sonho, que a gente vê em filmes ou programas de tevê filmados aqui? É no Soho que eles ficam. Nos anos 1960, esses espaços eram ”o” Lugar para estar entre os artistas da cidade — a super performer Marina Abramovic, por exemplo, mora em uma de suas esquinas até hoje. Muito desse hype passou e o Soho foi sendo tomado pelo estilo de vida americano, pelo comércio e pelos turistas também, claro. Mas os tais lofts ainda estão claro que muuuuito mais caros do que eram há 50 anos. Se você andar pelas ruas do bairro, vai conseguir espiar vários. Nas calçadas, você vai encontrar de fashion victims a fashion Kaisers. Além de varias Lojas-conceito das grifes mais caras do planeta, tem muita agência de modelo por lá e, dia sim outro também, esse pessoal está nas ruas almoçando e resolvendo sua vida. E muita paciência para lojas lotadas e calçadas idem. Ah, claro, por que Soho? Quer dizer South of Houston, outro apelidinho naquele jeitão siglas daqui.
Entre Houston St e Canal St, do Lafayette St a W Broadway.
Pág 30
-- TRIBECA
Gente, este é complicado: Triangle Below Canal St. A sigla determina exatamente a área geográfica do bairro: “triângulo” (de ruas, avenidas e praças) que ficam ao sul da Canal St. É nesse pedacinho que muitos dos artistas que amavam o Soho foram se refugiar. Tem espaços absurdos ali muitos dos prédios são tombados e é uma área residencial muito legal. Não sei se vale muito a pena para o turista, mas tem restôs bons também. Se você der sorte, pode vir para cá em época de Tribeca Film Festival (na primavera), um dos melhores festivais de cinema do mundo. Quem dá pinta sempre é o Jay-Z, que se mudou para lá faz um tempo. Quem sabe você não cruza com ele ou alguém da turma?
Entre Canal St e a Chambers St, da West St a Broadway.

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Pág 31
-- UPPER EAST SIDE
Chanel, Chanel, Chanel. Hermès, Hermès, Hermès. Balenciaga, Balenciaga, Balenciaga. Essa (ou outra combinação dessas três e algumas outras) vai ser sua experiência visual andando pelas ruas do UES. É o bairro onde os superricos moram e onde todas as grandes maisons e grifes têm suas lojas-conceito, as tais flagship stores. Ali também estão as principais Lojas de departamentos — a emblemática Bloomingdales e as chiques Bergdorf Goodman e Barneys. Ou seja, a turistada do mundo todo ama andar por ali e ”esquentar’ o cartão de crédito! O bairro tem uma cena mais ”old-money, mas nem por isso perde seu charme — afinal, o Central Park está logo ali, assim como a Park Ave em seu pedaço mais bonito (com seus canteiros centrais sempre impecáveis — tulipas no outono, pinheiros iluminados no inverno e por aí vai). Ladeando o Central Park, essa é a parte da Quinta Avenida onde ficam os apartamentos mais caros da cidade. Os grandes museus estão quase todos la também, além de boas galerias de arte. já os restaurantes, vários bons e mais para o caro que para o barato. Prepare o bolso quando passar por lá.
Entre 5th Ave e o East River, do E 59’ St a E 96th St.
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-- UPPER WESR SIDE

Existe uma espécie de ”rixa” (boba!) entre o Upper East Side e o Upper West Side. Os moradores do lado leste acham UWS meio ”alternativo” demais. Já os Upper West Siders consideram o UES careta e esnobe. Nenhum dos dois está 100% certo ou 100% errado, claro. Mas é fato que os bairros apresentam algumas diferenças de estilo, sendo que UWS tem sim uma aura mais sussa”. As ruas são bonitas e arborizadas. É uma área essencialmente residencial (repleta de brownstones e prédios tombados) bem família (em geral, mais jovens) - aliás, foi ali que morei por uns anos logo que me mudei para cá. A Central Park West é a avenida que ladeia o parque -- então, estar ali é ter o Central Park West à sua disposição. Apesar de uma vida cultural agitada (o Museu de História Natural e o Lincoln Center), acho que falta um bom museu de arte. Tem restôs bons, mas uma vida noturna pacata. Ou seja, bom para curtir o dia; anoiteceu, pode se mandar.


Entre o Central Park e o Rio Hudson, da W 59th St a W 110th St.
Película

Na minha singela opinião, um dos melhores cinemas para blockbusters hollywoodianos é o AMC Loews Sq 13, com muitas salas inclusive uma IMAX enorme. Pipoca na mãe e bom divertimento!


1998 Broadway, entre E 67th St e E 68th ST (212-336-5020). www.amctheatres.com/LincolnSquare
Tem que ver

Entrando no Central Park pela Central Park W@est com a 72th st, você pode ver no chão uma homenagem a John Lennon – o famoso círuclo “Imagine”, de ladrilhos presto e brancos sempre tem gente ali, oferecendo flores e velas para o querido Beatle.


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-- WEST VILLAGE
Também conhecido como Greenwich Village, hoje é uma das áreas mais chiques da cidade. Para mim, sinceramente, a mais chique. É uma das poucas regiões que mantêm em bom estado as suas townhouses (aquelas casas que parecem um predinho, em geral de quatro andares, da arquitetura inglesa) — tem cada uma tão linda, de babar. Todas com janelões dando para as ruas, todas cheias de árvores. Não é à toa que Juliane Moore mora lá, Sarah Jessica Parker também — e a lista de celebs é infindável. Os restaurantes são todos na linha bistrô/café, superaconchegantes. Interessante pensar que essas ruas, em especial a Christopher St, foram berço do movimento gay nos anos 1960. Essa comunidade ainda é forte no bairro, mas o movimento chique tomou conta. Uma mistura curiosa que vale a pena conferir.
Entre Broadway e o Rio Hudson, da Houston St a W 14th St.

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-- BROOKLYN


Hoje o hype em torno do Brooklyn é inegável, e o distrito, apesar de meio fora de mão para quem está em Manhattan, é destino certo (e moradia) de toda uma cena modernetz daqui. Então aqui vai um ”best of”.
-- Williamsburg

Pertinho de Manhattan, é o destino preferido da galera descolada mais nova que tem bode dos preços carésimos de Manhattan. Cheio de restôs, bares e clubes. Melhor conferir esse agito mais para o fim da semana, a partir de quinta-feira — antes disso, a coisa por ali é mais pacata. Para chegar, a melhor forma é pegar a Linha L do metrô na Union FS Square e parar logo na primeira estação do Brooklyn — chamada Bedford, a avenida principal do bairro.

-- Dumbo

Área considerada chiquezinha que fica bem colada á Brooklyn Bridge. É onde a ponte desemboca quando você chega no Brooklyn. Bons bares e restaurantes e uma das vistas mais lindas de Manhattan.

-- Greenpoint

Pedaço do Brooklyn que foi colonizado pelos poloneses. Atualmente tem um monte de restaurantes e brechós abrindo por lá. Eu sinceramente acho longe, mas se você tiver tempo e disposição, vale a pena explorar.

-- Park Slope

Bairro supergracinha, cheio de townhouses, especialmente na bela Eastern Parkway. A área tem vários atrativos: Prospect Park (vem dai o nome do bairro), Brooklyn Botanic Garden e o Brooklyn Museum, entre outros. Uma grande população judaica mora ali.


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BOAS MANEIRAS

Antes de você sair pagando mico por Nova York, ouça a voz da experiência. A Big Apple tem todo um código de regras de etiqueta a ser respeitado que, se você seguir, vai no mínimo facilitar a sua viagem. E, no máximo, você vai poder pagar de gatinho(a) fingindo ser um(a) “real New Yorker”, hehehehehe.


RESERVAS

Sempre! Nem adianta ir a um lugar badalado ou destino turístico em Manhattan sem reservar antes — a não ser que seu intuito seja ficar horas esperando. Então, nunca se esqueça de se informar melhor, seja via site, telefone, Twitter ou Facebook, e marcar a mesa que você precisa. Vai evitar muitas dores de cabeça.


GORJETA

Não adianta chorar porque aqui é obrigatório dar 15% de gorjeta. Não 10% ou o que deve. Sorry, mas é assim e eles ficam ofendidos, acham que rolou algum problema, se você dá menos — e vêm até tirar satisfação para saber por que você não pagou o que devia (ai! Papelão!). Eu sei que na hora é difícil calcular porcentagem, mas um bom atalho é você dobrar o imposto Local de 8,25% cobrado na conta. A taxa vem especificado na notinha. É só multiplicar por dois.


METRÔ

Coisas para você se ligar de cara e não fazer feio: quase toda estação tem duas entradas: uma para Uptown, outra para Downtown (as Linhas ”horizontais” — leste-oeste — também têm entradas opostas, normalmente). Outra: nunca espere bom humor e hospitalidade no guichê de atendimento. O pessoal, em geral, é bem ríspido! Tente se virar com o mapa ou perguntar para algum passageiro. Para comprar o Metrocard (passagem), o melhor esquema são os caixas automatizados na entrada de cada estação, que aceitam notas de dólar e cartão de crédito. Ah, e uma coisa que você NUNCA deve fazer: ficar parado na escada rolante do lado reservado para quem tem pressa e quer subir andando. Não vá ficar sossegadão lá, hein?


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TAXI


Pegar taxi em Manhattan (o amarelinho, tá? Os outros são ilegais) exige todo um traquejo. Primeiro, nunca se sente na frente, a não ser que esteja num grupo de quatro pessoas. Segundo, não estranhe se o taxista sair tagarelando no celular logo depois que você passar o endereço. Terceiro, espere pelas nacionalidades mais exóticas na direção — e sotaques para lá de carregados. E, por fim, saiba que você pode sim desligar a telinha de TV chatééérrima na frente do assento. E de enlouquecer! Mas a tela tem uma função muito útil: permite pagar a corrida com cartão de crédito. Ah, importantíssimo: lembre-se de sempre dar uma gorjetinha para o taxista — por mais mal-humorado ou deseducado que ele seja. Senão, prepare-se para uma enxurrada de xingamentos nada agradável!
TEMPERATURA

Prepare-se para encarar do Alasca ao Saara na mesma cidade. Digo isso porque quando é verão, o ar-condicionado bomba a temperaturas glaciais; quando é inverno, eles põem o aquecedor no talo também. Ou seja, sempre traga na mala pelo menos um look completo para a estação oposta á da época em que você está vindo. Vai poupar um bom sufoco.


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O SENTIDO DAS RUAS E AVENIDAS
Manhattan é uma cidade planejada — por isso, quando você olha o mapa, ela parece toda ”quadriculadinha” (o plano original de divisão de ruas e avenidas data de 1811, acredita?!). Uma das coisas mais práticas da ilha é que, na maior parte dela, as ruas e avenidas têm números e não nomes. E tem uma lógica fácil de entender: as ruas ímpares têm o fluxo para o sentido oeste; as ruas pares, para o leste, já as avenidas, todas as ímpares ao lado oeste da Broadway descem, e as pares sobem. No lado leste da Broadway, é o contrario. A Quinta Avenida divide a ilha ao meio no sentido Leste-oeste. A Broadway é uma avenida diagonal, que praticamente cruza a ilha toda (e, assim, cria alguns focos de ”confusão”, por causa da confluência de ruas, como em Times Square). Algumas das principais ruas de mão-dupla que cruzam a ilha de leste a oeste e vice-versa (as chamadas ”crosstown”) são 14th, 23th, 34th, 42nd, 57th, 72nd, 79th 86th e 96th Sts. Tá bom, não é assim fácil, mas já ajuda. Pior em Downtown, abaixo da 14th St, onde as ruas começam a ter nome e ”fazem curvas”! Aí, baby, meu conselho é: um bom mapa e se vire! kkkkkk.

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BATISMOS DE FOGO


Aqui vai a minha lista de ”batismos de fogo”. Depois que você passar por essas experiências, estará pronto para ser aceito em Nova York.
BARQUINHO NO CENTRAL PARK

Nada mais romântico e novaiorquino que uma volta de barquinho no Central Park. Os pedalinhos são mais fáceis — e mais love is in the air” — que os caiaques, mas dá para alugar os dois na Loeb Boathouse, na altura da 74th St.



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