Metropolitana em digressão na China



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Digressão

à China

29 Dezembro 2009 | 7 Janeiro 2010



Alexandre da Costa violino

Cesário Costa direcção musical 

Orquestra Metropolitana de Lisboa

Dia 29 –Shanghai Portman Theatre

Dia 30 – Jiaxing Grand Theatre

Dia 31 – Xiaoshan Grand Theatre

Dia 1 – Huaian Theatre

Dia 2 – Suzhou People’s Meeting Hall

Dia 3 – Wuzhong Sports Center

Dia 5 – Suqian Culture Art Center

Dia 6 –Nanjnig Zijin Grand Theatre

Dia 7 - Suzhou Science & Cultural Center



PATROCÍNIOS Fundação Oriente /CICA | Instituto Camões | Air France

APOIOS À DIVULGAÇÃO Antena 2 Sapo

Programa

Orquestra Metropolitana de Lisboa 

Alexandre da Costa, violino

Cesário Costa, director musical

Eurico Carrapatoso – Suite "Aver-o-mar"

I. lento – rápido

II. lento

III. rápido – lento – rápido – lento

Béla Bartók – Danças Romenas

I. Dança do bastão: Molto moderato

II. Dança do xaile: Allegro

III. Dança sapateada: Moderato

IV. Dança da trompa: Andante

V. Polca romena: Allegro

VI. Dança rápida: L’istesso tempo – Allegro vivace

Camille Saint-Saëns – Introdução e Rondó Caprichoso, Op. 28

Allegro ma non troppo – Più allegro

Pablo de Sarasate – Zigeunerweisen (Árias Ciganas), Op. 20

I. Moderato

II. Lento

III. Allegro molto vivace

Intervalo

Zheng Lu & Ma Hongye

Good News from Beijing

Liu Tian Hua – Nice Evening

Joly Braga Santos – Divertimento no.1

I. Prelude

II. Intermezzo

III. Finale

Sergei Prokofiev – Sinfonia Clássica, Op. 25

I. Allegro

II. Larghetto

III. Gavotte: Non troppo allegro

IV. Finale: Molto vivace


Digressão à China 2009/10
É já este mês de Dezembro que a Metropolitana enfrenta mais um desafio, o de levar a música portuguesa até à China, numa intensa digressão que vai passar por nove cidades deste país e por nove grandes auditórios, alguns dos quais com mais de dois mil lugares de lotação.

Para este programa foi escolhido um conjunto de seis obras que percorre todo o século XX até à contemporaneidade. Reportório ocidental onde os desafios sonoros interpretativos se aliam ao encanto melódico de Saint-Saëns, às referências das danças de Bartók, ao mais puro classissismo russo. E avultam duas obras de compositores nacionais, uma de Joly Braga Santos e outra de Eurico Carrapatoso, um dos mais tocados autores portugueses vivos dos nossos dias.

Esta é portanto uma abertura de portas para a música portuguesa à escola global, até porque a acompanhar a Orquestra Metropolitana de Lisboa estará Alexandre da Costa, solista internacional de origem luso-canadiana que vem acumulando prémios e presenças nos maiores palcos, e o maestro Cesário Costa, na direcção musical dos diversos concertos.

Programa e intérpretes que carregam a responsabilidade de conquistar o público chinês, visivelmente atento e curioso. A China tornou-se uma das principais potências mundiais também no que se refere à música erudita, sendo hoje em dia ponto de passagem obrigatório para os mais reputados instrumentistas e, naturalmente, das melhores orquestras mundiais.



Uma complexa

operação cultural

Organizada em conjunto com diversas instituições, entre as quais se destacam a Fundação Oriente, a CICA – China International Cultural Association e o Instituto Camões, este complexa operação cultural envolve 45 pessoas, instrumentos, deslocações, estadias, enfim, todo o normal dispositivo de funcionamento de uma orquestra que atravessa o mundo. Levar a efeito este projecto representa efectivamente um enorme desafio, pela logística implicada e pelos custos financeiros associados. Ao presente projecto acrescem as dificuldades inerentes a uma distância superior a 11.000 Km, com sucessivas viagens entre cada uma das cidades visitadas, o ritmo intenso de apresentações, ensaios em cada um dos pontos de concerto. Tudo isto num universo cultural radicalmente diferente do nosso e que demonstra uma enorme curiosidade pela música erudita ocidental, com cada vez mais adeptos, atentos aos programas apresentados.

A OML já realizou ao longo dos seus 18 anos de existência quatro digressões ao Oriente. Apresentou-se na Índia, na Coreia do Sul, na Tailândia, em Macau e no Japão. Propõe-se desta vez regressar ao Extremo Oriente para interpretar um programa que integra, entre outras, duas obras de compositores portugueses: A-ver-o-mar de Eurico Carrapatoso, e o Divertimento n.º 1 de Joly Braga Santos. Consigo estarão o maestro Cesário Costa, um dos maestros portugueses mais prestigiados da sua geração, e o extraordinário violinista canadiano de ascendência lusa Alexandre da Costa.

Um desafio fundamental, designadamente no que se refere à promoção da cultura portuguesa no país mais populoso do mundo e nos claros benefícios que tal experiência significa para o desenvolvimento da OML e para a sua divulgação nos meios internacionais. Queremos acreditar que esta é uma oportunidade que decorre do exponencial crescimento que se tem vindo a registar na qualidade técnica e artística dos músicos e agrupamentos musicais portugueses, que tem vindo a ser particularmente sentido no trajecto da OML nas últimas temporadas, com um crescente aplauso da crítica e do público. É essa realidade que permite hoje garantir a confiança e o prestigioso convite dirigido à Metropolitana por parte de um promotor sediado na República Popular da China e profundo conhecedor da realidade concertística daquele país, o Maegis Group.

Metropolitana

leva a música portuguesa

em digressão pela China

A China é actualmente um dos pontos do globo para o qual todos os olhos se voltam. O seu crescimento económico, que atrai muitos operadores do mundo inteiro, o seu peso cultural e a sua história ancestral têm neste momento uma importância crescente. Por isso, ganha ainda mais relevo a digressão que a Orquestra Metropolitana de Lisboa vai fazer a este país, numa das primeiras deslocações de uma formação portuguesa desta área musical ao maior país do Oriente. De 29 de Dezembro de 2009 até 7 de Janeiro de 2010, esta deslocação passará por nove cidades chinesas, levando os músicos da Metropolitana até importantes palcos locais, que nunca antes terão ouvido uma orquestra portuguesa.

A música erudita tem vindo a conquistar cada vez mais adeptos na China, estando mais associada à modernidade do que à tradição. Hoje, já não é somente o país exportador de instrumentos que domina o mercado mundial do sector. Estão também nele radicadas algumas das escolas de formação de músicos mais competitivas do mundo, sendo da ordem das dezenas de milhões o número de estudantes de música. Têm vindo a ser edificadas salas de espectáculos dotadas de condições equiparáveis aos melhores auditórios mundiais e, mais significativo ainda, as suas plateias estão sempre cheias.


A China tornou-se numa das principais potências mundiais também no que se refere à música erudita. É um ponto de passagem obrigatório para os mais reputados instrumentistas e, naturalmente, das melhores orquestras mundiais.

Alexandre da Costa (n. 1979), nascido em Montreal, cedo demonstrou um interesse incomum pelo violino e pelo piano. Aos 9 anos já demonstrava uma habilidade e domínio extremos em ambos os instrumentos. A sua virtuosidade singular e peculiar deu-lhe logo reconhecimento de prodígio musical. Após a escolha pelo violino, começou a ser solista regular em concertos com orquestra, assim como em recitais.

Em 1998, com apenas 18 anos, completou o Mestrado em violino e recebeu o primeiro prémio do Conservatório de Música do Québec. Paralelamente, fez o Bacharelato em Interpretação de Piano da Faculdade de Música da Universidade de Montreal. Entre 1998 a 2001, estudou na Escola Superior de Música Rainha Sofia, em Madrid, com o mestre Zakhar Bron, professor de violinistas como Maxim Vengerov e Vadim Repin. Em 2002, conquistou o “Sylva Gelber Foundation Award”, distinguido-se como o melhor músico canadiano com menos de 30 anos. Entre 2003 e 2006, após ter conquistado o primeiro prémio no “Musical Instrument Bank Competition of the Canada Council for the Arts,”, começou a tocar um Stradivarius (1689 Baumgartner), continuando a ser distinguido com prestigiados prémios nacionais e internacionais

Já foi solista em cerca de 1000 concertos em países por todo o mundo - América do Norte, América Central, Europa e Ásia, actuando em inúmeras salas mundialmente reconhecidas. Durante o seu percurso profissional, tocou com prestigiadas orquestras, como a “The London Royal Philharmonic”, “The Bergen Philharmonic”, “The Berlin Symphony”, “The Vienna Symphony”, “the Montreal Symphony”, “The Toronto Symphony”. Também teve o privilégio de ser dirigido maestros internacionalmente aclamados, tais como Rafael Frühbeck de Burgos, Leonard Slatkin, Matthias Bamert, Günter Herbig, Pedro Halffter, Robert Bernhardt, Gintara Rinkevicius, Jesus Amigo, Jean-François Rivest, Jean-Philippe Tremblay.

O seu repertório foi registado em concertos ao vivo para várias rádios e televisões, como, por exemplo, a “British Broadcasting Corporation (BBC)”. Entre 1998 e 2006, gravou 9 CDs, entre eles a primeira gravação mundial do Concerto para Violino do compositor português Luís de Freitas Branco. Este cd foi recebido com grande aclamação tanto pelos críticos como pelos amantes da música em todo o mundo, o que o levou a ser nomeado nos prémios “JUNO Awards 2006”.

Para além do seu intenso calendário de concertos, Alexandre da Costa dá workshops e Masterclasses em várias Universidades e Conservatórios pelo mundo, tendo ainda sido nomeado “Musical Development Director of the Canimex Foundation”.

Cesário Costa direcção musical (nascido em 1970) tem vindo a distinguir-se como um dos mais activos maestros portugueses da sua geração.

Tendo concluído o Curso Superior de Piano em Paris, prosseguiu os seus estudos musicais na Alemanha, completando com nota máxima o Mestrado em Direcção de Orquestra na Escola Superior de Música de Würzburg, sob a orientação do Prof. Hans-Rainer Foerster. Em 1997, foi o vencedor do III Concurso Internacional Fundação Oriente para Jovens Chefes de Orquestra, sendo nesse mesmo ano bolseiro do Festival de Bayreuth.

Desde então, como maestro convidado, dirigiu inúmeras orquestras, nomeadamente a Royal Philharmonic Orchestra, Orquestra Sinfónica de Nuremberga, Orquestra Sinfónica Portuguesa, Orquestra Gulbenkian, Orquestra Nacional do Porto, Orquestra Metropolitana de Lisboa, Remix Orquestra, Ensemble für Neue Musik (Würzburg), Arhus Sinfonietta (Dinamarca), Orquestra Filarmónica da Macedónia, Orquestra Filarmónica de Roma, Filarmonia Sudecka (Polónia), Filarmonia Rzeszów (Polónia), Orquestra de Extremadura (Espanha), Orquestra Sinfónica de Liepaja (Letónia), Plural Ensemble (Madrid), Orquestra de Câmara da Rádio Romena, Orquestra do Norte e Filarmonia das Beiras. Apresentou-se deste modo por todo o país e em Espanha, França, Andorra, Alemanha, Escócia, Bélgica, Inglaterra, Itália, Dinamarca, Macedónia, Polónia, Roménia, Malásia, Brasil e Letónia.

Participou em inúmeros festivais nacionais e internacionais, como, por exemplo, o Atlantic Waves (Londres), Aberdeen (Escócia), Arhus (Dinamarca), Neerpelt (Bélgica), Dresden (Alemanha), Murcia (Espanha), Estoril, Sintra, Póvoa do Varzim, Espinho, Leiria e Mafra. Colabora regularmente com o Teatro Nacional de S. Carlos, Casa da Música, Teatro da Trindade, Teatro S. João, Teatro São Luiz, Centro Cultural de Belém e Fundação de Serralves, entre outras instituições.

O seu repertório estende-se do barroco ao contemporâneo, incluindo mais de 60 obras em estreia absoluta. Colaborou assim com a grande maioria dos compositores portugueses da actualidade. Já dirigiu concertos com António Rosado, Branford Marsalis, Boris Berezovky, David Russel, Elisabete Matos, Gerardo Ribeiro, Mário Laginha, Ute Lemper, entre outros solistas, e trabalhou com encenadores como Luís Miguel Cintra e Terry Jones. Foi Director Artístico e Maestro Titular da Orquestra Clássica de Espinho e da Orquestra do Algarve. Foi agraciado com a Medalha de Mérito Cultural pelo município de Vila Nova de Gaia. Foi vice-presidente do Júri do Prémio Jovens Músicos. Actualmente é Presidente da Metropolitana (Associação Música – Educação e Cultura) e Director Artístico da Orquestra Metropolitana de Lisboa. Director Artístico dos Concertos Promenade do Coliseu do Porto e Maestro Titular da OrchestrUtopica.

Orquestra Metropolitana de Lisboa

Cesário Costa, Direcção Artística

A Orquestra Metropolitana de Lisboa (OML) estreou-se no dia 10 de Junho de 1992. Desde então, os seus músicos asseguram uma extensa actividade que compreende os repertórios barroco, clássico, e sinfónico – integrando, neste último caso, os jovens intérpretes da Orquestra Académica Metropolitana. Esta versatilidade, com que também abrange a Música de Câmara, o Jazz e o Fado, a Ópera e a Música Contemporânea, tem-lhe permitido contribuir para a criação de novos públicos e consolidar o carácter inovador do projecto da Metropolitana, entidade que tutela esta orquestra, interligando a dimensão artística e a prática pedagógica das suas escolas – a Academia Nacional Superior de Orquestra, a Escola Profissional Metropolitana e o Conservatório Metropolitano de Música de Lisboa. Cabe-lhe, ainda, a responsabilidade de assegurar uma programação regular em várias autarquias da região centro e sul, para além de promover uma efectiva descentralização cultural do norte ao sul do país.

Desde o seu início, a OML afirmou-se como uma referência incontornável do panorama orquestral nacional. Além-fronteiras, apresentou-se em Estrasburgo e Bruxelas somente um ano após a sua criação, tendo desde então tocado em Itália, Índia, Coreia do Sul, Macau, Tailândia e Áustria.

Ao longo dos anos foi dirigida pelos mais importantes nomes da direcção orquestral portuguesa e por inúmeros maestros estrangeiros de elevada reputação, onde se incluem Arild Remmereit, Nicholas Kraemer, Lucas Paff, Joana Carneiro, Olivier Cuendet, Jean-Sébastien Béreau, Álvaro Cassuto, Marc Tardue, Cesário Costa, Brian Schembri, Manuel Ivo Cruz, Michael Zilm, Victor Yampolsky e, mais recentemente, Christopher Hogwood. Colaborou com grandes solistas como Maria João Pires, Augustin Dumay, José Cura, Monserrat Caballé, José Carreras, Artur Pizarro, Tatiana Nikolayeva, Elisabete Matos, Anabela Chaves, Pedro Burmester, Anne Queffélec, Irene Lima, Paulo Gaio Lima, Eric Stern, Gerardo Ribeiro e António Rosado. Mais recentemente, juntaram-se a este rol os nomes de Leon Fleisher, Natalia Gutman, Kiri Te Kanawa, Oleg Marshev, Pascal Rogé e Felicity Lott. Na nova temporada de 2009/10, a OML terá como principal solista convidado o violinista Augustin Dumay.



A OML já gravou dez CDs – um dos quais disco de platina – para diferentes editoras, incluindo a EMI Classics, a Naxos e a RCA Classics. O mais recente registo da orquestra apresenta árias de ópera célebres, com o maestro João Paulo Santos e as vozes de Dora Rodrigues, Luís Rodrigues e Mário Alves.

Desde a sua constituição, a Metropolitana foi presidida por Miguel Graça Moura, tendo esse lugar sido ocupado desde Novembro de 2003 até Novembro de 2008 por Gabriela Canavilhas. A actual direcção é constituída por Cesário Costa (Presidente), João Villa-Lobos e Paulo Pacheco (Vogais).



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