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orientalistas no que diz respeito à exatidão de palavras e do seu sentido,

basta ver o que disseram três pretensas autoridades nesta matéria. Assim,

os quatro nomes que citamos são dados por R. Spence Hardy como sendo: 1.

Sowan; 2. Sakradagami; 3. Anagami; e 4. Arya. Pelo Rev. J. Edkins são dados

como: 1. Srotapanna; 2. Sagardagam; 3. Anaganim; e 4. Arhan. Schlagintweit

escreve-os de maneira diversa, e cada um desses orientalistas dá a essas

palavras sentidos diferentes.)


102. Conhecimento, sabedoria, ciência.
103. "Chegar à margem" é, para os budistas do Norte, sinônimo de atingir o

Nirvana pelo exercício das seis e dez Paramitas (virtudes). Voltar .


104. Um homem sem pecado, um santo. (Upadhya é um preceptor espiritual, um

Guru. Os budistas do Norte escolhem-no em geral entre os Naljor, homens

santos, eruditos na Gotrabhujnana e no Jnana-darshana-shuddi, professores

da sabedoria secreta).


105. A Alma-Mestra é Alaya, a Alma Universal ou Atman de que cada homem tem

um raio em si, e com que se supõe que é capaz de se identificar e se

fundir.
106. Antahkarana é o Manas inferior, o caminho de comunicação ou comunhão

entre a personalidade e o Manas superior ou Alma Humana. Na morte se

destrói como caminho ou meio de comunicação, e os seus restos sobrevivem

sob uma forma, como o Kamarupa - a casca.


107. Os budistas do Norte, e, de resto, todos os chineses, sentem no rugido

fundo de alguns rios grandes e sagrados a nota mestra da natureza. Daí o

símile. É um fato bem conhecido, tanto na ciência física quanto no

ocultismo, que o som agregado da natureza como no rugido dos grandes rios,

ou no ruído produzido pela oscilação dos cimos das árvores numa grande

floresta, ou no som de uma cidade ouvido à distância - é um tom único e

definido de alcance perfeitamente apreciável. Mostram-no físicos e músicos.

Assim, o prof. Rice (A Música Chinesa) diz que os chineses reconheceram o

fato há milhares de anos, dizendo que as águas do Hoang-ho, ao correr,

davam o Kung , chamado "o grande tom" na música da China; e mostra que este

tom corresponde ao lá, "considerado pelos físicos modernos o tom essencial

da natureza". O Prof. B. Silliman cita-o, também, no seu Princípio da

Física, dizendo que "este tom é dado como sendo o lá médio do piano, que

pode, portanto, ser considerado a nota mestra da natureza". Voltar .


108. Os Bhöns e Dugpas e as várias seitas dos "barretes­vermelhos", são

considerados como os mais hábeis feiticeiros. Vivem no Tibete Ocidental, no

Tibete Menor e no Butham. São todos Tantrikas. É absolutamente ridículo

encontrar orientalistas que visitaram as fronteiras do Tibete, como

Schlagintweit e outros, a confundir os ritos e nojentas práticas desta

gente com as crenças religiosas dos Lamas orientais, os

"barretes-­amarelos" e os seus Naljors ou homens santos. Voltar .
109. Amitabha. o Imortal Iluminado, nome de Gautama Buda (Na simbologia do

budismo setentrional diz-se que Amitabha ou o espaço ilimitado

(Parabrahman) tem no seu paraíso dois Bodhisattvas - Kuan-shi-yin e

Tashishi - que não cessam de irradiar luz sobre os três mundos onde

viveram, incluindo o nosso, para, com esta luz (do conhecimento), auxiliar

a instrução dos iogues, os quais, por sua vez, salvarão os homens. A sua

alta posição no reino de Amitabha é - diz a alegoria - devida a atos de

misericórdia por ambos praticados, como tais iogues, quando na terra).


110. Dorje é o sânscrito Vajra, arma ou instrumento nas mãos de alguns

Deuses (os Dragshed tibetanos, os Devas que protegem os homens) e é

considerado como tendo o mesmo poder oculto de repelir más influências -

purificando o ar - que o ozone tem na química. É também um Mudra, gesto e

posição usados ao sentar para a meditação. É, em resumo, símbolo de poder

sobre más inf1uências invisíveis, quer como posição, quer como talismã. Os

Bhöns e Dugpas, porém, tendo apropriado o símbolo, aproveitam-se dele

sinistramente para os fins da magia negra. Para os barretes-amarelos, ou

Gelugpas, é símbolo de poder, como a cruz para os cristãos, e é tam­pouco

superstição como esta. Para os Bhöns é, como o duplo triângulo invertido, o

sinal da bruxaria.


111. Vairagya é o sentimento de absoluta indiferença para com o universo

objetivo, ao prazer e à dor. "Nojo" (como o nojo da sociedade) não dá bem a

idéia, mas é o mais próximo que há. ("Despaixão" seria, talvez o termo mais

apropriado.)


112. Ahamkara - o sentimento da sua própria personalidade, a noção do "eu

sou".
113. "Um que segue as passadas dos seus predecessores" é o verdadeiro

sentido do nome Tathagata.
114. Samvritti é aquela das duas verdades que demonstra o caráter ilusório

ou o vácuo de todas as coisas. Neste caso significa a verdade relativa. A

escola Mahayana ensina a diferença entre estas duas verdades -

Paramarthsatya e Samvrittisatya (Satya-verdade). É este o pomo de discórdia

entre os Madhyamikas e os Yogacharyas, os primeiros dos quais negam, e os

segundos afirmam, que todo o objetivo existe devido a uma causa anterior ou

por concatenação. Os Madhyamikas são os grandes niilistas e negadores, para

quem tudo é Parikal­pita, uma ilusão e um erro no mundo do pensamento

subjetivo tanto como no universo objetivo. Os Yogacharyas são os gran­des

espiritualistas. Samvritti, portanto, por ser apenas a verdade relativa, é

a origem de toda a ilusão.
115. Os Lhamayin são elementais e maus espíritos adversos aos homens, e

seus inimigos.


116. O Eu superior, ou personalidade pensante.
117. Jnana-Marga é, literalmente, o caminho de Jnana, ou o Caminho do

Conhecimento Puro, de Paramartha ou (em sânscrito) Svasamvedana, a reflexão

evidente por si mesma, ou autoanalítica.
118. É esta uma alusão a uma crença bem conhecida no Oriente (como, de

resto, também no Ocidente) de que cada Buda ou santo a mais é um novo

soldado no exército daqueles que trabalham pela libertação ou salvação da

humanidade. Nas regiões do budismo do Norte, onde é ensinada a doutrina dos

Nirmanakayas - aqueles Bohisattvas que renunciam à justa­mente merecida

veste do Nirvana ou do Dharmakaya (qualquer dos quais os isolam para sempre

do mundo dos homens) para invisivelmente auxiliar a humanidade e conduzi-la

finalmente ao Paranirvana - cada novo Bodhisattva, ou Grande Adepto

Iniciado, é denominado o libertador da humanidade. A afirmação, feita por

Schlagintweit no livro O Budismo no Tibete , de que Prulpai ku ou

Nirmanakaya é "o corpo em que os Budas ou Bodhisattvas aparecem na terra

para ensinar os homens" é absurdamente errônea e nada explica.


119. Uma referência às paixões e pecados humanos que são chacinados durante

as provações do noviciado, e servem de terreno bem adubado onde podem

nascer os germes ou sementes das virtudes transcendentais. As virtudes,

talentos ou dons preexistentes têm-se por adquiridos numa nascença

anterior, O gênio é sem exceção um talento ou aptidão trazido de uma vida

anterior.


120. Titiksha é o quinto estado da Raja Ioga - um estado de suprema

indiferença; a submissão, se for preciso, ao que se chama "o prazer e a dor

para todos", mas não tirando nem prazer nem dor de tal submissão - em suma,

o tornar-se física, mental, e moralmente indiferente e insensível quer ao

prazer, quer à dor.
121. Sowani é aquele que pratica o Sowan, o primeiro caminho em Dhyana, um

Srotapatti.


122. Dia aqui significa todo um Manvantara, um período de incalculável

duração.


123. Meru, a montanha sagrada dos Deuses.
124. Na simbologia do budismo setentrional diz-se que Amitabha ou o espaço

ilimitado (Parabrahman) tem no seu paraíso dois Bodhisattvas - Kuan-shi-yin

e Tashishi - que não cessam de irradiar luz sobre os três mundos onde

viveram, incluindo o nosso, para, com esta luz (do conhecimento), auxiliar

a instrução dos iogues, os quais, por sua vez, salvarão os homens. A sua

alta posição no reino de Amitabha é - diz a alegoria - devida a atos de

misericórdia por ambos praticados, como tais iogues, quando na terra.

125. Estes três mundos são os três planos do ser - o terreno, o astral e o

espiritual.
126. O "Muro da Guarda", ou "Muro da Proteção". É-nos ensinado que os

esforços acumulados de longas gerações de Iogues, Santos e Adeptos,

especialmente dos Nirmanakayas, criaram, por assim dizer, um muro de

proteção em torno da humanidade, que a guarda invisivelmente contra males

ainda maiores.
127. Do sânscrito Arhat ou Arham.
128. Klesha é o amor ao prazer ou à alegria terrena, quer seja boa ou má.

129. Tanha, a vontade de viver, aquilo que causa o renascer.


130. Esta compaixão não deve ser tida por análoga ao "Deus, o divino amor"

dos teístas. A compaixão significa aqui lei abstrata, impessoal, cuja

natureza, sendo a harmonia absoluta, se torna confusa pela discórdia, pelo

sofrimento, e pelo pecado.


131. Na fraseologia do budismo do Norte todos os grandes Arhats, Adeptos e

Santos são denominados Budas. As citações atuais são feitas do Thegpa

Chenpoido, o Mahayana Sutra, "in­vocações aos Budas da Confissão", Parte I.

IV.
132. Um Bodhisattva é, hierarquicamente, menos do que um Buda perfeito. Na

linguagem exotérica os dois são muito confundidos. Mas a percepção popular,

correta e inata, colocou um Bodhisattva, devido ao seu grande sacrifício,

mais alto no seu respeito do que um Buda.
133. Esta mesma reverência popular chama "Budas da Compaixão" àqueles

Bodhisattvas que, tendo chegado ao grau de Arbat (isto é, tendo completado

o quarto ou sétimo Caminho), recusam-se a passar para o estado nirvânico ou

"vestir a veste do Dharmakaya e passar para a outra margem", visto que

então já não poderiam auxiliar os homens mesmo o pouco que o Carma permite.

Preferem continuar invisivelmente (no espírito, por assim dizer) no mundo,

e contribuir para a salvação humana, influenciando os homens a seguir a boa

Lei, isto é, levando-os para o Caminho da Virtude. É costume entre os

exotéricos do budismo do Norte venerar estes grandes seres como santos e

mesmo rezar a eles, como fazem os gregos e os católicos aos seus santos e

padroeiros; mas os ensinamentos esotéricos não permitem essas orações. Há

grande diferença entre as duas doutrinas. O exotérico laico mal sabe o

verdadeiro sentido da palavra Nirmanakaya - daí a confusão e as explicações

insuficientes dos orientalistas. Por exemplo: Schlagintweit crê que

Nirmanakaya significa forma física assumida pelos Budas quando encarnam na

terra - "o menos sublime dos seus invólucros terrenos" (ver O Budismo no

Tibete ) - e passa a dar opinião inteiramente falsa sobre o assunto. A

verdadeira doutrina é, porém, esta:


Os três corpos ou formas búdicas são denominados:
I. Nirmanakaya.
II. Sambhogakaya.
III. Dharmakaya.
O primeiro é aquela forma etérea que ele assumiria quando, abandonando o

corpo físico, aparecesse no corpo astral -tendo a mais todos os

conhecimentos de um Adepto. O Bodhisattva desenvolveu-o em si mesmo à

medida que avança no caminho. Tendo chegado à meta e recusado a fruição da

recompensa, permanece na terra como um Adepto; quando morre, em vez de

entrar para o Nirvana, fica no corpo glorioso que para si teceu, invisível

à humanidade não-iniciada, para velar por ela e protegê-la.
Sambhogakaya (literalmente "Corpo de Compensação") é o mesmo Nirmanakaya,

mas com o brilho adicional de três perfeições, uma das quais é a

obliteração de todas as preocupações terrenas.
O corpo Dharmakaya é o de um Buda completo, isto é, não é corpo nenhum, mas

o sopro ideal; a consciência imersa na consciência universal, ou a alma

despida de todos os atributos.
Uma vez tornado um Dharmakaya, um Adepto ou Buda abandona toda a possível

relação com, ou pensamento ligado a esta terra. Assim, para poder auxiliar

a humanidade, um Adepto que adquiriu o direito ao Nirvana, "renuncia ao

corpo Dharmakaya", falando misticamente; guarda, do Sambhogakaya, apenas os

grandes e completos conhecimentos, e fica no seu Nirmanakaya. A escola

esotérica ensina que Gautama Buda, com vários dos seus Arhts, é um

Nirmanakaya deste gênero, acima do qual, pela grande renúncia e sacrifício

pela humanidade, não existe ninguém.


134. Myalba é a nossa terra - propriamente chamada de Inferno - que a

escola esotérica chama o maior de todos os infernos. A doutrina esotérica

não conhece inferno, ou lugar de castigo, a não ser um planeta habitado ou

terra. Avichi é um estado e não um lugar.


135. Isto significa que nasceu um novo salvador da humanidade, que

conduzirá os homens ao Nirvana final, isto é, de­pois do fim do ciclo de

vidas.
136. Esta é uma das variantes da fórmula que invariavelmente fecha todo o

tratado, invocação ou instrução. "Paz a todos os seres", "Bênçãos sobre



tudo quanto vive", etc.


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