Mensagem original



Baixar 382,12 Kb.
Página4/5
Encontro12.07.2018
Tamanho382,12 Kb.
1   2   3   4   5

universal.
10 . Kala Hamsa, a ave ou cisne. Diz o Nadavindupanishat (Rig Veda)

traduzido pela Sociedade Teosófica de Kumbakonam - "Considera-se a sílaba A

como a asa direita da ave Amsa, U a asa esquerda, M a cauda, e o Ardhamatra

(meio­metro) diz-se ser a sua cabeça".


11. A eternidade tem para os orientais um sentido diverso do que tem para

nós. Representa em geral os 96 anos ou idade de Brama, a duração de um

Mahakalpa, ou seja, um período de 311.040.000.000.000 anos. Voltar .
12. Diz o citado Nadavindu, "Um iogue que cavalga o Hamsa (assim contempla

sobre o AUM) não é afetado por influências cármicas ou efeitos de pecados".


13. Abandona a vida da personalidade física se queres viver em Espírito.


14. Os três estados de consciência, que são: Jagrat, o de vigília; Svapna,

o de sonho; e Sushupti, o estado de sono pro­fundo. Estas três condições

iogues conduzem ao quarto, que é -


15. O Turiya, o que está além do estado do sono sem sonhos, um estado de

alta consciência espiritual.


16. Alguns místicos orientais indicam sete planos do ser, os sete Lokas ou

mundos espirituais dentro do corpo de Kala Hamsa, o cisne fora do tempo e

do espaço, conversível em o cisne dentro do tempo, quando se torna Brama em

vez de Braman.


17. O mundo fenomênico só dos sentidos e da consciência terrena.
18. A sala da aprendizagem da época da provação.
19. A região astral, o mundo psíquico das percepções super-sensuais e das

visões ilusórias - o mundo dos médiuns. É a grande "serpente astral" de

Éliphas Lévi. Nenhuma flor colhida nesse mundo foi alguma vez trazida para

a terra sem que trouxesse a sua serpente enroscada na haste. É o mundo da

grande ilusão.
20. A região da plena consciência espiritual, para além da qual já não há

perigo para quem lá chegou.


21. Ao Iniciado, que conduz o discípulo, pelos conhecimentos que lhe

ministra, à sua segunda nascença, ou nascença espiritual, chama-se o pai,

Guru ou Mestre.
22. Ajnana é a ignorância ou não-sabedoria, o contrário do conhecimento,

Jnana.
23. Mara é, nas religiões exotéricas, um demônio, um Asura, mas na

filosofia exotérica é a personificação da tentação pelos vícios humanos;

traduzido literalmente, quer dizer "aquilo que mata" a alma. É representado

como um rei (dos Maras) com uma coroa onde brilha uma jóia de tal fulgor

que cega aqueles que para ela olham, e esse fulgor representa, é claro, a

fascinação que o vício exerce sobre certas naturezas.
24. Ilusão.
25. O "poder de fogo" é Kundalini.
26. A câmara interior do coração, chamada em sânscrito Brahma-Pura.
27. O "Poder" e a "Mãe do Mundo" são nomes dados a Kundalini - um dos

poderes místicos iogues. É o Budi considerado como princípio ativo e não

passivo (o que ele em geral é quando o consideramos como simples veículo ou

cofre do espírito supremo, Atman). É força eletro-espiritual, o poder

criador que, quando chamado à agir, pode tão facilmente matar como criar.

28. Kechara, "o que passeia", ou "anda", nos céus. Conforme se explica no

sexto Adhyaya dessa rainha das obras místicas, os Jnaneshvari - o corpo do

iogue se torna como que feito de vento; como "uma nuvem de onde nasceram

membros" depois do que - "ele (o iogue) contempla as cousas para além dos

mares e das estrelas; ouve e compreende a linguagem dos Devas (deuses) e

percebe o que se está passando no espírito da formiga". Voltar .
29. A individualidade superior.
30. Vina é um instrumento de corda índio parecido com o alaúde.
31 . Os seis princípios que constituem o homem; isto acontece quando a

personalidade inferior é destruída e a individualidade íntima se funde e

perde no sétimo espírito (Atman).
32 . O discípulo torna-se uno com Braman ou Atman. Voltar .
33. A forma astral produzida pelo princípio cármico, o Kama Rupa, ou corpo

de desejo.


34. Manasa Rupa. Assim como o Kama Rupa se refere ao ser astral ou pessoal.

Manasa Rupa se relaciona com a individualidade, ou Eu reencarnante, cuja

consciência no nosso plano, ou Manas inferior, tem de ser paralisada.

35. Kundalini, o poder serpentino ou fogo místico; chama-se­lhe o poder

serpentino ou anelar por causa do seu progresso ou caminho espiraliforme no

corpo do asceta que está desenvolvendo em si esse poder. É um poder oculto

ou foático elétrico e ígneo, a grande força primitiva que está por dentro

de toda a matéria orgânica e inorgânica.


36. Este Caminho é mencionado em todas as obras místicas. Como diz Krishna

no Jnaneshvari: "Quando se contempla este caminho... quer sigamos para o

Oriente em flor, quer para as câmaras do Ocidente, Sem movimento, é

portador do arco, é a viagem nesta estrada. Neste caminho, qualquer que

seja o lugar para onde queiramos ir, esse lugar nos tornamos". "Tu és o

caminho". - diz-se ao Adepto Guru, e diz este ao discípulo, depois da

Iniciação. "Eu sou a estrada e o Caminho" - diz um outro Mestre.
37. O grau de Adepto - a flor de Boddhisattva.
38. Tanha - a vontade de viver, o medo da morte e amor à vida, aquela força

ou energia que causa o renascer.


39 . Os sons místicos, ou a melodia mística, ouvidos pelo asceta no

princípio do seu ciclo de meditação, chamado Anahatashabda pelos iogues. O

Anahaha é o quarto dos Chakras.
40 . Isto quer dizer que no sexto estágio de desenvolvimento, que, no

sistema oculto, é Dharana, cada sentido, como faculdade individual tem de

ser "morto" (ou paralisado) neste plano passando a ser, e fundindo-se com o

sétimo sentido, o mais espiritual.


41. Dharana é a concentração intensa e perfeita do espírito sobre qualquer

objeto interior, acompanhada da abstração completa de tudo quanto pertença

ao universo exterior, ou mundo dos sentidos.
42 . Cada estágio de desenvolvimento na Raja Ioga é simbolizado por uma

figura geométrica. Esta é o triângulo sagrado e precede o Dharana. O D é o

sinal dos altos chelas, ao passo que outra espécie de triângulo é o dos

altos Iniciados. O "1" é o símbolo de que Buda falou e que empregou como

símbolo da forma incorporada de Tathagata quando liberta dos três métodos

de Prajna. Os estágios preliminar e inferiores uma vez passados, o

discípulo já não vê o D mas sim o -, a abreviatura do -, o setenário

completo. A sua verdadeira forma não é aqui dada porque é quase certo que

seria aproveitada por qualquer charlatão e profanada no seu uso para fins

fraudulentos.


43. A estrela que brilha nas alturas é a Estrela da Iniciação. O sinal dos

Shaivas, ou devotos da seita de Shiva, patrono de todos os iogues, é um

ponto circular negro, agora, talvez, símbolo do sol, mas o da Estrela da

Iniciação no ocultismo de outros tempos.


44. A base (Upadhi) da chama sempre inatingível, enquanto o asceta está

nesta vida.


45. Dhyana é o último estágio antes do final, nesta terra, a não ser que

nos tornemos pleno Mahatma. Como já se disse, neste estado o Raja Ioga é

ainda espiritualmente consciente da sua personalidade e da operação dos

seus princípios superiores. Mais um passo, e estará no plano para além do

Sétimo, o quarto, segundo certas escolas. Estas, depois da prática de

Pratyahara - uma educação preliminar, para dominar o espírito e os

pensamentos - contam Dharana, Dhyana e Samadhi, e envolvem os três sob o

nome genérico de Sannyama.


46 . Samadhi é o estado em que o asceta perde a consciência de toda a

individualidade, incluindo a sua. Torna-se o Todo. Voltar .


47. Os quatro modos da verdade são, no budismo do norte: Ku, o sofrimento

ou miséria; Tu, a reunião das tentações; Mu, a destruição delas; e Tau, o

Caminho. Os "cinco impedimentos" são o conhecimento da angústia, a verdade

a respeito da fraqueza humana, restrições opressivas, e a absoluta

necessidade de separação de todas as peias da paixão, e mesmo dos desejos.

O "Caminho da salvação" é o último.


48. No portal da reunião está o rei dos Maras, o Maha-Mara, tentando cegar

o candidato com o brilho da sua jóia.


49. Este é o quarto dos cinco caminhos do renascer, que conduzem e arrastam

todos os seres humanos para um perpétuo estado de tristeza e de alegria.

Esses caminhos não passam de subdivisões do caminho único, o caminho

seguido pelo Carma.


50 . Às duas escolas da doutrina do Buda, a esotérica e a exotérica,

chama-se respectivamente a doutrina do "coração" e a doutrina dos "olhos".

A Budhidharma, a religião da sabedoria da China - donde os nomes passaram

para o Tibete - chamou-lhes os homens do Tsung (escola esotérica) e os Kiau

(escola exotérica). A primeira é assim chamada porque é o ensinamento que

emanou do coração do Gautama Buda, ao passo que a doutrina dos olhos foi

produto da sua cabeça ou cérebro. A doutrina do coração também se chama o

selo da verdade, ou o verdadeiro selo, símbolo esse que se encontra

encimando quase todas as obras esotéricas.
51. A árvore da sabedoria é o título dado pelos aderentes da Religião da

Sabedoria (Bodhidharma) àqueles que atingi­ram a altura do conhecimento

místico - aos Adeptos. A Nagarjuna, o fundador da Escola Madhyrnika,

chamavam a "Árvore-Dragão", sendo o dragão o símbolo da sabedoria e do

conhecimento. A árvore é respeitada porque foi sob a árvore Bodhi (da

sabedoria) que Buda recebeu a sua nascença e esclarecimento, pregou o seu

primeiro sermão, e morreu.
52. O Coração Secreto é a doutrina esotérica.
53. A Alma de Diamante, Vajrasattva, um título do Buda supremo, Senhor de

todos os mistérios, chamado Vajradhara e Adi-Buda. Voltar .


54. Sat, a única realidade e verdade eterna e absoluta, sendo tudo mais

ilusão.
55. Da doutrina de Shin-Sien, que ensina que a mente humana é como um

espelho que atrai e reflete todos os átomos de pó, e, como esse espelho,

tem de ser cuidada e limpa todos os dias. Shin-Sien foi o sexto patriarca

da China Setentrional, que ensinou a doutrina esotérica do Bodhidharma.

56. Os Budistas do Norte chamam ao Eu reencarnante o Homem Eterno, que se

torna, em união com o seu ser superior, um Buda.
57. Buda significa "Iluminado".
58. A fórmula costumeira que precede as escrituras budistas, e significa

que o que segue foi notado de direta tradição oral do Buda e dos Arhats.


59. A imortalidade.


60. Rathapala, o grande Arhat, assim se dirige a seu pai na lenda chamada

Rathapala Sutrasanne. Mas como todas essas lendas são alegóricas (por

exemplo: o pai de Rathapala tem uma casa com sete portas), compreende-se a

reprimenda àqueles que as aceitam literalmente.


61. Brâmanes ascéticos, visitadores de sacrários, sobretudo lugares de

banhos sagrados.


62. Os Eus reencarnantes.
63. Doutrina, lei, dever.
64. A sabedoria verdadeira e divina.
65. A Personalidade Superior, o sétimo princípio. Voltar .
66. Nossos corpos físicos são chamados sombras, nas escolas místicas.

67. Buda.


68. Um eremita que se retira para as selvas, vivendo numa floresta ao

tornar-se iogue.


69. Julai é o nome chinês para Thatagata, título dado ao Buda.
70. Todas as tradições do Norte e do Sul concordam em mostrar que Buda saiu

da sua solidão logo que resolveu o problema da vida - isto é, recebeu o

esclarecimento interior - e ensinou publicamente aos homens. Voltar .
71. Segundo o ensinamento esotérico, cada Eu espiritual é um raio de um

espírito planetário.


72. Às personalidades, ou corpos físicos, chamam-se sombras, por serem

evanescentes.


73. Esta mesma reverência popular chama "Budas da Compaixão" àqueles

Bodhisattvas que, tendo chegado ao grau de Arbat (isto é, tendo completado

o quarto ou sétimo Caminho), recusam-se a passar para o estado nirvânico ou

"vestir a veste do Dharmakaya e passar para a outra margem", visto que

então já não poderiam auxiliar os homens mesmo o pouco que o Carma permite.

Preferem continuar invisivelmente (no espírito, por assim dizer) no mundo,

e contribuir para a salvação humana, influenciando os homens a seguir a boa

Lei, isto é, levando-os para o Caminho da Virtude. É costume entre os

exotéricos do budismo do Norte venerar estes grandes seres como santos e

mesmo rezar a eles, como fazem os gregos e os católicos aos seus santos e

padroeiros; mas os ensinamentos esotéricos não permitem essas orações. Há

grande diferença entre as duas doutrinas. O exotérico laico mal sabe o

verdadeiro sentido da palavra Nirmanakaya - daí a confusão e as explicações

insuficientes dos orientalistas. Por exemplo: Schlagintweit crê que

Nirmanakaya significa forma física assumida pelos Budas quando encarnam na

terra - "o menos sublime dos seus invólucros terrenos" (ver O Budismo no

Tibete ) - e passa a dar opinião inteiramente falsa sobre o assunto. A

verdadeira doutrina é, porém, esta:


Os três corpos ou formas búdicas são denominados:
I. Nirmanakaya.
II. Sambhogakaya.
III. Dharmakaya.
O primeiro é aquela forma etérea que ele assumiria quando, abandonando o

corpo físico, aparecesse no corpo astral -tendo a mais todos os

conhecimentos de um Adepto. O Bodhisattva desenvolveu-o em si mesmo à

medida que avança no caminho. Tendo chegado à meta e recusado a fruição da

recompensa, permanece na terra como um Adepto; quando morre, em vez de

entrar para o Nirvana, fica no corpo glorioso que para si teceu, invisível

à humanidade não-iniciada, para velar por ela e protegê-la.
Sambhogakaya (literalmente "Corpo de Compensação") é o mesmo Nirmanakaya,

mas com o brilho adicional de três perfeições, uma das quais é a

obliteração de todas as preocupações terrenas.
O corpo Dharmakaya é o de um Buda completo, isto é, não é corpo nenhum, mas

o sopro ideal; a consciência imersa na consciência universal, ou a alma

despida de todos os atributos.
Uma vez tornado um Dharmakaya, um Adepto ou Buda abandona toda a possível

relação com, ou pensamento ligado a esta terra. Assim, para poder auxiliar

a humanidade, um Adepto que adquiriu o direito ao Nirvana, "renuncia ao

corpo Dharmakaya", falando misticamente; guarda, do Sambhogakaya, apenas os

grandes e completos conhecimentos, e fica no seu Nirmanakaya. A escola

esotérica ensina que Gautama Buda, com vários dos seus Arhts, é um

Nirmanakaya deste gênero, acima do qual, pela grande renúncia e sacrifício

pela humanidade, não existe ninguém.


74. A veste Shangna, do Shangnavesu de Rajagriha, o terceiro grande Arhat,

ou patriarca, segundo a terminologia que os orientalistas adaptam para a

hierarquia dos trinta e três Arhats que espalharam o budismo. "A veste

Shangna" significa metaforicamente a aquisição de sabedoria com que se

entra para o Nirvana da destruição (da personalidade). Literalmente, quer

dizer a veste da Iniciação dos neófitos. Edkins afirma que este tecido de

ervas foi trazido para a China do Tibete na dinastia do Tong. "Quando nasce

um Arhan, esta planta encontra-se crescendo num lugar limpo" - diz a lenda

chinesa, assim como a tibetana.
75. "Praticar o caminho Paramita" quer dizer tornar-se iogue com o fim de

se tornar asceta.


76. "Amanhã" quer dizer a renascença ou reencarnação seguinte.
77. Dos preceitos da escola Prasanga.
78. A grande jornada é o ciclo completo de existências em uma volta.

79. Siddhis são as faculdades psíquicas, os poderes anormais do homem.


80. Migmar ou Marte, na astrologia tibetana, é simbolizado por um olho.


81. Lhagpa ou Mercúrio é simbolizado por uma mão. Voltar .


82. Nyima é o sol na astrologia tibetana.
83. Buda.
84. Srotapatti ou "aquele que entra na corrente do rio" do Nirvana, a não

ser que atinja a meta devido a razões excepcionais, raras vezes poderá

atingir o Nirvana em uma só vida. Em geral diz-se que um chela começa o

esforço ascensional em uma vida e o acaba ou chega à meta apenas na sua

sétima nascença depois dessa.
85. Isto é, o ser inferior pessoal.
86. Os Tirthikas, sectários bramânicos de além dos Himalaias, são chamados

infiéis pelos budistas na terra sagrada, o Tibete, e vice-versa.


87. O Tibete.
88. A visão ilimitada, ou seja, a visão psíquica, sobre-humana. Diz-se que

um Arhan vê e sabe tudo, perto ou longe que esteja. Voltar .


89. A veste Shangna, do Shangnavesu de Rajagriha, o terceiro grande Arhat,

ou patriarca, segundo a terminologia que os orientalistas adaptam para a

hierarquia dos trinta e três Arhats que espalharam o budismo. "A veste

Shangna" significa metaforicamente a aquisição de sabedoria com que se

entra para o Nirvana da destruição (da personalidade). Literalmente, quer

dizer a veste da Iniciação dos neófitos. Edkins afirma que este tecido de

ervas foi trazido para a China do Tibete na dinastia do Tong. "Quando nasce

um Arhan, esta planta encontra-se crescendo num lugar limpo" - diz a lenda

chinesa, assim como a tibetana.
90. O vivo é o Eu superior e imortal e o morto o Eu inferior e pessoal.

91. Esta mesma reverência popular chama "Budas da Compaixão" àqueles

Bodhisattvas que, tendo chegado ao grau de Arbat (isto é, tendo completado

o quarto ou sétimo Caminho), recusam-se a passar para o estado nirvânico ou

"vestir a veste do Dharmakaya e passar para a outra margem", visto que

então já não poderiam auxiliar os homens mesmo o pouco que o Carma permite.

Preferem continuar invisivelmente (no espírito, por assim dizer) no mundo,

e contribuir para a salvação humana, influenciando os homens a seguir a boa

Lei, isto é, levando-os para o Caminho da Virtude. É costume entre os

exotéricos do budismo do Norte venerar estes grandes seres como santos e

mesmo rezar a eles, como fazem os gregos e os católicos aos seus santos e

padroeiros; mas os ensinamentos esotéricos não permitem essas orações. Há

grande diferença entre as duas doutrinas. O exotérico laico mal sabe o

verdadeiro sentido da palavra Nirmanakaya - daí a confusão e as explicações

insuficientes dos orientalistas. Por exemplo: Schlagintweit crê que

Nirmanakaya significa forma física assumida pelos Budas quando encarnam na

terra - "o menos sublime dos seus invólucros terrenos" (ver O Budismo no

Tibete ) - e passa a dar opinião inteiramente falsa sobre o assunto. A

verdadeira doutrina é, porém, esta:
Os três corpos ou formas búdicas são denominados:
I. Nirmanakaya.
II. Sambhogakaya.
III. Dharmakaya.
O primeiro é aquela forma etérea que ele assumiria quando, abandonando o

corpo físico, aparecesse no corpo astral -tendo a mais todos os

conhecimentos de um Adepto. O Bodhisattva desenvolveu-o em si mesmo à

medida que avança no caminho. Tendo chegado à meta e recusado a fruição da

recompensa, permanece na terra como um Adepto; quando morre, em vez de

entrar para o Nirvana, fica no corpo glorioso que para si teceu, invisível

à humanidade não-iniciada, para velar por ela e protegê-la.
Sambhogakaya (literalmente "Corpo de Compensação") é o mesmo Nirmanakaya,

mas com o brilho adicional de três perfeições, uma das quais é a

obliteração de todas as preocupações terrenas.
O corpo Dharmakaya é o de um Buda completo, isto é, não é corpo nenhum, mas

o sopro ideal; a consciência imersa na consciência universal, ou a alma

despida de todos os atributos.
Uma vez tornado um Dharmakaya, um Adepto ou Buda abandona toda a possível

relação com, ou pensamento ligado a esta terra. Assim, para poder auxiliar

a humanidade, um Adepto que adquiriu o direito ao Nirvana, "renuncia ao

corpo Dharmakaya", falando misticamente; guarda, do Sambhogakaya, apenas os

grandes e completos conhecimentos, e fica no seu Nirmanakaya. A escola

esotérica ensina que Gautama Buda, com vários dos seus Arhts, é um

Nirmanakaya deste gênero, acima do qual, pela grande renúncia e sacrifício

pela humanidade, não existe ninguém.


92. A vida secreta é a vida como Nirmanakaya.
93. O Caminho Aberto é o que é ensinado ao lado, é o exotérico e geralmente

aceito, ao passo que o Caminho Secreto é um cuja natureza é explicada na

Iniciação.
94. Os homens ignorantes das verdades e sabedoria esotéricas, são chamados

de os mortos que vivem.


95. O corpo Dharmakaya é o de um Buda completo, isto é, não é corpo nenhum,

mas o sopro ideal; a consciência imersa na consciência universal, ou a alma

despida de todos os atributos.
Uma vez tornado um Dharmakaya, um Adepto ou Buda abandona toda a possível

relação com, ou pensamento ligado a esta terra. Assim, para poder auxiliar

a humanidade, um Adepto que adquiriu o direito ao Nirvana, "renuncia ao

corpo Dharmakaya", falando misticamente; guarda, do Sambhogakaya, apenas os

grandes e completos conhecimentos, e fica no seu Nirmanakaya. A escola

esotérica ensina que Gautama Buda, com vários dos seus Arhts, é um

Nirmanakaya deste gênero, acima do qual, pela grande renúncia e sacrifício

pela humanidade, não existe ninguém.


96. Upadhya é um preceptor espiritual, um Guru. Os budistas do Norte

escolhem-no em geral entre os Naljor, homens santos, eruditos na

Gotrabhujnana e no Jnana-darshana-shuddi, professores da sabedoria secreta.

97. Yana significa veículo: assim, Mahayana é o Grande Veículo e Hinayana o

Veículo Menor, nomes estes de duas es­colas de ciência religiosa e

filosófica no budismo do Norte.


98. Shravaka - um ouvinte, ou estudante que segue as instruções religiosas.

Do radical Shru. Quando da teoria passa à prática ou realização do

ascetismo. torna-se um Shramana, exercedor de Shrama, ação. Como mostra

Hardy, as duas for­mas correspondem às palavras gregas akoustikoi e

asketai.
99. O Samtan tibetano é o mesmo que o sânscrito Dyana, ou estado de

meditação, do qual há quatro graus.


100. Paramitas, as seis virtudes transcendentais: caridade, moralidade,

paciência, energia, contemplação e sabedoria. Para os sacerdotes há dez, as

seis apontadas, e, além delas, o emprego dos meios justos, a ciência, votos

religiosos e força de propósito (O Budismo Chinês, da Eitel).


101. Srotapatti - literalmente, "aquele que entrou para o rio", que conduz

ao oceano nirvânico. Este nome indica o primeiro Caminho. O nome do segundo

é o Caminho do Sakridagamin, "aquele que receberá a nascença (só) uma vez

mais". Ao terceiro chama-se aquele do Anagamin, "aquele que não tornará a

ser reencarnado", a não ser que assim deseje para auxiliar a humanidade. O

quarto Caminho é conhecido como o do Rahat ou Arhat. É este o mais alto. Um

Arhat vê o Nirvana durante a sua vida. Para ele não é um estado para

de­pois da morte: é o seu Samadhi, durante o qual experimenta toda a

felicidade do Nirvana. (Para se ver quão pouca confiança se pode ter nos



1   2   3   4   5


©livred.info 2017
enviar mensagem

    Página principal