Maria, a virgem mãE. Vejamos que nos diz a mc



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Milícia da imaculada___________________________________________________________


MARIA, A VIRGEM MÃE.
3.1. Vejamos que nos diz a MC: “Maria é, depois, a Virgem Mãe, isto é, aquela que "pela sua fé e obediência, gerou na terra o próprio Filho de Deus Pai, sem ter conhecido varão, por obra e graça do Espírito Santo" (LG 63). Maternidade prodigiosa, constituída por Deus protótipo e modelo da fecundidade da Virgem-Igreja a, a qual, por sua vez, "se torna também mãe, dado que, com a pregação e com o batismo gera para vida nova e imortal "os alhos concebidos por ação do Espírito Santo e nascidos de Deus" (LG 64). Com justeza, portanto, os antigos Padres ensinavam que a Igreja prolonga no sacramento do Batismo a maternidade virginal de Maria. De entre os testemunhos destes Padres, apraz-nos recordar o do nosso predecessor, São Leão Magno, que, numa homilia natalícia, afirmava: "A origem que (Cristo) assumiu no seio da Virgem (Maria), coloca-a Ele na fonte do batismo: conferiu à água aquilo que deu à Mãe; com efeito, a virtude do Altíssimo e a sombra do Espírito Santo (cf. Lc 1,35), que fizeram com que Maria desse à luz o Salvador, são o mesmo que faz com que a ablução regenere aquele que crê".(38) E se quisermos referir ainda fontes litúrgicas, poderemos citar a bela illatio da Liturgia hispânica: "Aquela (Maria) trouxe no seu seio a Vida; esta (Igreja) a traz no lavacro batismal. Nos membros daquela Cristo foi plasmado; nas águas desta Cristo foi revestido".(39)”

3.2. Analise Bíblica.

A figura de Maria como Mãe de Jesus é mencionada em Mt 2,11:”O anjo do Senhor manifestou-se em sonho a José e lhe disse: levanta-te, toma o menino e sua mãe...” (Mt 2, 13s e 20s). Essa maternidade abrange antes de tudo o nível físico da gestação e do parto (cf. Mt1, 18-25), com tudo de ternura e cuidados que isso inclui: “Deu à luz o seu filho primogênito, envolveu-o com faixas e reclinou-o numa manjedoura, porque não havia para eles na sala” (Lc 2,7. 12. 16). Ela inclui também a solicitude materna com aquele que “crescia em sabedoria, em estatura e em graça, diante de Deus e diante dos homens” (Lc 2, 52 e 41-50). O aspecto físico se une assim estreitamente ao psicológico e espiritual: “Sua mãe lhe disse: ‘Meu Filho, por que agiste assim conosco? Olha que teu pai e eu, aflitos, te procurávamos’” (Lc 2, 48). Também durante a vida pública do Nazareno a presença materna deixa transparecer os traços tipicamente femininos da atenção, da concretude, da ternura (cf. Mc 3, 20-21 e 31-35); a intensidade da relação com o Filho era tão perceptível que Jesus é indicado simplesmente como “o filho de Maria” (Mc 6, 3). A fidelidade nua aos textos autoriza-nos a colhermos nesses acenos a profundidade da comunicação de vida e afetos que ligava o Nazareno à sua Mãe, como e mais que qualquer outro filho a uma mãe terna e solícita. Prova disso é a cena com a mãe aos pés da cruz (Jo 19, 25-27).


3. 3. A Voz do Magistério.

LG 63-64.
Aqui o Concilio faz um paralelismo entre Maria - Igreja em termos de Maternidade e Virgindade. Neste número, o Concílio explicita a idéia de Maria como “tipo” exemplar da Igreja em termos de mãe. Eis como apresenta este paralelo: como Maria, a Igreja também deve ser mãe e virgem: Mãe, porque a Igreja também deve gerar novos filhos; Virgem,porque a Igreja também deve guardar-se “integra” para seu Esposo.

Como a Mãe do Verbo, a Igreja, em primeiro lugar, concebe, “acolhendo” a Palavra pela fé; em seguida, ela gera filhos e filhas “através da pregação e do batismo”. A Igreja, também como Maria, concebe filhos “por obra do Espírito Santo”, o grande ativador da Palavra e dos Sacramentos.

O Concilio de Éfeso declara: “Porque não nasceu primeiramente um homem comum, da Virgem Santa, e depois desceu sobre ele o Verbo. Porém, unido desde o seio materno, diz-se que se submeteu a nascimento carnal como alguém que faz seu o nascimento da própria carne... Dessa maneira, (os Santos Padres) não acharam inconveniente chamar a Virgem Santa de Mãe de Deus”.

Poucos anos mais tarde, em 451, o Concilio de Calcedônia reafirma a mesma doutrina: “Todos ensinamos unicamente que se deve confessar a um só e mesmo Filho, nosso Senhor Jesus Cristo, ...gerado do Pai antes dos séculos quanto à divindade, e o mesmo, nos últimos dias, por nós e por nossa salvação, gerado da Virgem Maria, mãe de Deus quanto à humanidade”.


3.4. A Teologia.


A Virgem, com sua disponibilidade à ação do Espírito, que acolheu no seu seio e deu a luz ao Verbo. Convertendo-se em Mãe de Deus. Sua virgindade se converte em prodigiosa fecundidade.

Pode-se dizer que o “titulo de Mãe de Deus” dado era e é sensato, consentido e necessário enquanto afirmação auxiliar da cristologia. Ele veicula, de forma densa e incisiva, a verdade da humanidade de Deus na encarnação, a dupla verdade, a saber, que o Filho de Maria é o Filho de Deus, verdadeiramente Deus (vere Deus), e que o Filho de Deus é o Filho de Maria, verdadeiramente homem (vere homo). Ser mãe de Deus significa que a Virgem está totalmente dentro do movimento descendente da salvação, e, portanto, que o que é gerado por ela não é fruto de poder ou capacidade humana, mas só e unicamente da onipotência divina. Maria é a Mãe enquanto seu Filho foi gerado desde a eternidade no seio do Pai e, por livre e gratuita escolha de amor salvífico, é gerado no tempo pelo seu seio virginal na plena humanidade assumida por ele.

Maria é o lugar histórico no qual Deus se fez carne para habitar entre nós. Maria é sua verdadeira mãe, tanto no aspecto biológico como no psicológico. Cristo é gestado em seu seio, dado à luz, alimentado e cuidado. Como toda criatura, é dependência total de sua Mãe.

Maria é também mãe de todos os homens, e a este respeito podemos dizer aqui que “carregando Jesus em seu seio, Maria carregava também todos aqueles cuja vida se achava encerrada na do Salvador”.


3. 5. Padre Kolbe: o homem que se tornou “mãe”


“Maria - continua Paulo VI - é então a Virgem Mãe, ou seja, aquela que por sua fé e obediência gerou sobre a terra o próprio Filho do Pai, sem contato com homem, mas coberta pela sombra do Espírito Santo”(LG 63).

Padre Kolbe foi o homem que se tornou mãe amorosa para jovens aspirantes a sua Niepokalanów; a mãe que confortava, que consolava, que doava o pedacinho de pão mofado aos prisioneiros no campo de concentração; a mãe que apertava na sua a mão dos condenados à morte; a mãe que fechava os olhos, com o mais caloroso beijo sobre a testa e com as lágrimas que regavam o seu rosto.



Como aquele dia, em que um jovem “cidadão” bateu à porta de Niepokalanów, pedindo para ser frei. Encontrando-se em frente a algumas barracas de madeira, com voz trêmula murmurou: “Aquele é o convento?...”, ficando sem fôlego. “Vem, filhinho, estás cansado e tens fome”, lhe disse pouco depois Padre Maximiliano, lendo em seu rosto de jovem o desmaio.

“Se tu amas a Imaculada e fores todo dela, aqui serás feliz, meu pequeno, muito feliz...”.

“Eu creio - escreve um dos irmãos que fundaram Niepokalanów - que nunca um pai ou uma mãe deve ter amado os seus filhinhos com tal afeto e ternura como nos amou Padre Maximiliano”. “Junto dele me sentia como uma criança no colo da mãe”, diria um outro.

Padre Kolbe mesmo não teve medo de definir-se “mãe”:

“(...) São Paulo em uma carta aos Coríntios disse mais ou menos estas palavras: ‘ainda que tivésseis dez mil mestres em Cristo, não tendes muitos pais: porque fui eu que vos gerei pelo Evangelho (Conf. 1 Cor 4,15). Eu, simplesmente, por isso, aplico a mim mesmo com alegria estas palavras, alegrando-me pelo fato que a Imaculada se dignou, não obstante as minhas misérias, fraquezas e indignidade, infundir em vós, através de mim, a Sua vida, de tornar-me vossa mãe”.

Tornando-se totalmente propriedade de Maria, até “transformar-se nela”, ele modelou o seu coração sobre o da Imaculada, alimentando em si próprio um amor universal pela humanidade inteira e em cada pessoa em particular.



Pe. Júlio Caprani

Missionário da Imaculada Pe.Kolbe



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