Mapeamento da produçÃo acadêmica sobre livro didático no brasil



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LIVROS DIDÁTICOS COMO FONTES PARA A HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO: UM MAPEAMENTO DA PRODUÇÃO ACADÊMICA
Kênia Hilda Moreira

UNESP


keniahilda@usal.es

Palavras-Chave: Livro didático. História da educação. Mapeamento.


O presente trabalho apresenta um mapeamento da produção acadêmica sobre o livro didático no Brasil. Trata-se de um levantamento de livros, artigos, periódicos e comunicações em congressos acadêmicos que tenham como tema livros didáticos. Objetivamos expor um panorama desse campo de pesquisa no país desde a década de 1950, onde aparece o primeiro registro, até 2010. No entanto, o foco desse mapeamento será as investigações que tiveram o livro didático como fonte para a história da educação.

Procedimentos de localização e seleção

Consideramos como descritores de busca os termos “livro didático”, “manual”, “livro de texto”, “compêndio”, “livro escolar”, “livro de classe” e similares, nos títulos das obras. Não consideramos os paradidáticos nesse levantamento por tratarem-se de outro tipo de objeto1.

Utilizamos como fonte de busca a bibliografia apresentada pelo projeto Livros Escolares (LIVRES) 2, a bibliografia do projeto Manuais Escolares (MANES)3 e o levantamento bibliográfico efetuado por Moreira e Silva (2010)4.

Banco de dados

Antes de analisar os resultados do levantamento, precisamos discorrer sobre o único banco de dados específico sobre livro didático no Brasil, uma vez que objetivamos mostrar um mapeamento da produção em torno do livro didático realizada no Brasil. Trata-se do Banco de Dados Livros Escolares (LIVRES), vinculado à Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FE-USP). Outros dois bancos que apresentam livros didáticos como parte de seu acervo são o Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (CEALE)5, da Universidade Federal de Minas Gerais, e o Centro de Referência para Pesquisa Histórica em Educação (CRPHE)6, vinculado ao grupo de pesquisa: “História da Educação no Brasil”, coordenado pelo Prof. Dr. Carlos Monarcha.

A organização do Banco de Dados LIVRES insere-se no projeto temático "Educação e Memória: organização de acervos de livros didáticos", financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP), no Centro de Memória da Educação Escolar (CME), da FE-USP. Trata-se de projeto de pesquisa desenvolvido no CME com apoio da Biblioteca da FE-USP e convênios internacionais, visando intercâmbios para estudos comparados e acompanhamento das pesquisas em outras instituições.

O Banco de Dados LIVRES disponibiliza pela Internet a relação de seu acervo composto de obras didáticas de diversas disciplinas escolares entre 1810 a 2005. A consulta, simples ou avançada, ao Banco de Dados LIVRES pode ser feita buscando por: Disciplina; Autor; Editora; Título; ou Período. O sistema de busca permite a consulta ao acervo da Biblioteca de Livros Didáticos da FE-USP (LIVRES) bem como de outras bibliotecas.

Além da pesquisa ao acervo, o LIVRES apresenta links que dão acesso ao La Banque de Données Emmanuelle, ligado ao Institut National de Recherche Pédagogique (INRP), na França, ao Centro de Investigación – Manuais Escolares (MANES), na Espanha, e ainda ao Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (CEALE), da Universidade Federal de Minas Gerais. Além dos links, o LIVRES disponibiliza vasta bibliografia de investigações sobre livros didáticos.

Exposição e análise do levantamento
Localizamos 43 livros, dos quais dois se referem a mapeamento de livros didáticos, um referente ao século XIX (TAMBARA, 2003) e outro ao século XX (UNICAMP, 1989); 23 capítulos de livros; três periódicos dedicados ao tema, totalizando 21 artigos, além dos 25 artigos em periódicos variados (dos quais sete estão na Revista Brasileira de História da Educação); 65 produções entre teses e dissertações, e várias comunicações em anais de eventos acadêmicos, específicos e não específicos sobre livro didático.

Apresentamos a seguir a análise dos resultados separada por livros e capítulos, teses e dissertações, periódicos e artigos, eventos acadêmicos e comunicações.



Livros

Quanto à periodização dos 43 livros localizados, a obra mais antiga que encontramos foi Um quarto de século de programas e compêndios de História para o ensino secundário brasileiro (1931-1956), de Guy de Hollanda, 1957. A obra seguinte, de 1978, intitula-se As belas mentiras: a ideologia subjacente aos textos didáticos, de Maria de Lourdes Chagas Deiró Nosella. A década de 1980 apresenta uma crescente produção, com 11 livros, seguido de oito livros na década de 1990 e 21 na primeira década do século XX. Esses dados demonstram que, apesar da diminuição na década de 1990, se trata de uma produção crescente a partir dos anos 1980 e bastante atual.

No entanto, no que diz respeito à periodização, devemos considerar a dificuldade em localizar todas as edições de uma obra largamente editada, o que pode ocasionar uma imprecisão. A esse aspecto, destacamos os títulos As belas mentiras (sendo a 1ª edição de 1978 e a 13ª, de 2005), de Deiró Nosella; Ideologia no Livro Didático, de Ana Lúcia G. de Faria, que parece ter tido sua primeira edição em 1984 e a 12ª, em 1996; e O Estado da Arte do Livro Didático no Brasil, de Bárbara Freitag, Wanderly F. da Costa e Valeria R. Mota, cuja primeira versão publicada pelo INEP é de 1987, e as demais edições, com título modificado O Livro Didático em Questão, foram publicadas pela editora Cortez entre 1989 e 1993.

Esses exemplos permitem observar que as edições desses livros ultrapassam a década em que foram publicadas pela primeira vez, o que evidencia a dificuldade de precisar a periodização das obras.

Sobre as temáticas mais abordadas nos livros localizados, em primeiro lugar, com nove obras, estão os que abordam os livros didáticos de língua portuguesa, publicadas no século XXI, com exceção de Francisco Gomes de Matos e Nelly Carvalho (1984), Maria José R. F. Coracini (1999) e Tânia Maria de Azevedo (2000). Em seguida, com oito obras, estão os que tratam dos livros didáticos da disciplina História. As obras com esse tema se dividem entre aquelas produzidas a partir de 1950 do século XX e as produzidas nos primeiros anos do século XXI. Didáticos de língua portuguesa e de história são os temas mais abordados nos livros e, ao que parece, são muitas as publicações no século XXI.

No que tange às matérias disciplinares, encontramos ainda duas referências sobre os livros didáticos de física, uma de livros didáticos de língua inglesa, uma de livros didáticos de geografia, uma de livros de história e geografia analisados em conjunto.

Quanto aos temas mais gerais, não relacionados a uma disciplina em especial, localizamos seis obras que tratam de ideologia nos livros didáticos. Três obras de síntese, em busca de um panorama das investigações em torno da temática, duas referências relacionadas às políticas destinadas aos livros didáticos, duas sobre os usos dos livros didáticos, uma sobre o negro no livro didático e uma sobre livros de literatura infantil, das práticas de leitura e dos processos de produção dos livros didáticos, intitulada O texto escolar: uma história, de autoria de Antônio Augusto Gomes Batista.

Foram localizados 23 capítulos de livros. Todavia, precisamos considerar que, entre os 43 livros levantados, dez deles, ao que sabemos, foram elaborados em forma de coletânea, com capítulos de vários autores: Ligia Chiappini (1998), com seis capítulos; Maria José R. F. Coracini (1999), com 12; Maria Auxiliadora Bezerra e Ângela Paiva Dionísio (2002), com 11; Antonio Augusto Gomes Batista e Roxane Rojo (2003), com 12; Elomar Tambara e Eliane Peres (2003), com seis; Antonio A. G. Batista e Maria da Graça Costa Val (2004), com sete; Batista e Maria da Graça Costa Val e Beth Marcuschi (2005), com 12; Maria Encarnação Beltrão Sposito (2006), com 10; e Margarida Maria Dias de Oliveira e Maria Inês Sucupira Stamatto (2007), com 20, somando, ao todo, 96 capítulos em livros dedicados ao tema. Em síntese, somando os 23 capítulos localizados com os 96 capítulos dos livros de coletânea sobre o tema, totaliza-se 119 capítulos. No entanto, os capítulos que compõem os livros dedicados ao tema foram mencionados na categoria livro.

Entre os 23 capítulos de livros, a análise dos livros didáticos para a disciplina História representa a maioria, com 14 referências. Em seguida, três capítulos referem-se aos livros didáticos de português, dois à ideologia nos livros didáticos e dois às políticas em torno dos livros didáticos. Um capítulo trata da história do livro didático no Brasil, escrito por Décio Gatti Jr. (2005) de título “Entre políticas de Estado e práticas escolares: uma história do livro didático no Brasil”. No que diz respeito à periodização dos capítulos de livros levantados, quatro são da década de 1980; dez, da década de 1990; e nove, da primeira década do século XXI.



Teses e dissertações

Quanto ao levantamento de teses e dissertações, tendo em vista as fontes utilizadas, em especial Moreira e Silva (2010), apresentamos com certo rigor as obras referentes aos livros didáticos de história, embora esse rigor não tenha se mantido em relação a outras disciplinas escolares, dado que teríamos que adotar o mesmo critério utilizado em Moreira e Silva (2010). Desse modo, a grande quantidade de obras referentes ao livro didático de história, nessa modalidade de produção, pode não corresponder necessariamente à realidade da produção.

Do total de 65 trabalhos localizados, 56 são dissertações de mestrado e nove teses de doutorado, sendo nove apresentadas na década de 1980, 23 na década de 1990 e 33 na primeira década do século XXI. Mais uma vez evidencia-se a atualidade da temática.

Definimos como investigações de caráter histórico, entre as teses e dissertações, todos os trabalhos que apresentaram um determinado período de investigação anterior ao da publicação e localizamos 18 autores: Luis Resnik (1992), Circe M. F. Bittencourt (1993), Décio Gatti Jr. (1998), Maria das Graças A. Bandeira (1996), Ciro Flavio de Castro Bandeira Melo (1997), Kazumi Munakata (1997), Maria Auxiliadora Gadelha da Cruz (2000), Mauricio Demori (2000), Stella Maris Scatena Franco Vilardaga (2001), Arlete Gasparello (2002), Eduardo Antonio Bonzatto (2004), Renilson Rosa Ribeiro (2004), Dagmar Maria Gomes da Silva (2004), Carina Caldas (2005), Julio Maria Neres (2005), Rosimeri da Silva Pereira (2005) e Maria Aparecida Leopoldino Tursi Toledo (2005).

Além dos trabalhos localizados, precisamos observar ainda que algumas pesquisas utilizam o livro didático como fonte, mas não apresentam essa fonte no título da obra, dificultando a precisão do levantamento.

Periódicos

Entre os periódicos, localizamos uma edição do Caderno CEDES dedicado ao Cotidiano do livro didático (1987, n. 18), coordenada por Nilda Alves, com seis artigos. A publicação Em Aberto, veiculada pelo INEP, apresentou em 1996, na edição número 69, o número temático intitulado Livro didático e qualidade de ensino, coordenado por Marisa Lajolo, com dez artigos. A seção “Em Foco” da Revista Educação e Pesquisa (2004, vol. 30, n. 3) foi denominada “História, produção e memória do livro didático”, coordenada por Circe Bittencourt, com cinco artigos. Essa seção foi dedicada à história do livro didático e apresentou artigos de Alain Choppin, Antonia Fernandez, Carlota Boto, Kazumi Munakata e Circe Bittencourt.

A propósito da análise histórica do livro didático, a Revista Brasileira de História da Educação apresentou, em seus dez anos de existência (o primeiro número data de 1999), sete trabalhos sobre o tema. O primeiro foi uma tradução do autor francês Hébrard feita por Laura Hansen e Maria Rita de Almeida Toledo (2002), que versava sobre arcaísmo e modernidade nos livros escolares. Em 2003, uma publicação com os autores argentinos Pablo Scharagrodsky, Laura Manolakis e Rosana Barroso a respeito da educação física nos manuais; e uma publicação de Vivian Batista Silva (2003) sobre manuais pedagógicos. No ano seguinte, uma publicação sobre cartilhas, escrita por Iole Maria Faviero Trindade (2004); quatro anos depois, dois artigos, um de Vera Teresa Valdemarin (2008), analisando as práticas pedagógicas pelos manuais didáticos, e outro de Laura M. Gomes (2008), investigando a história da matemática no livro didático. Em 2009, um artigo da professora argentina María López Garcia (2009), tratando da seleção e controle de manuais escolares.

Entre os periódicos com temas variados, localizamos mais 19 artigos publicados entre 1983 e 2009. Cinco analisam livros didáticos de disciplinas escolares, sendo quatro de história e um de geografia. Dois artigos tratam da questão de gênero nos livros didáticos, e os demais abordam aspectos econômicos: João Batista Oliveira (1983); político-econômico: Décio Gatti Jr. (2005); de formação do aluno: Alain Choppin (1998) e Circe Bittencourt (1996); históricos: Alain Choppin (2009); e aspectos mais abrangentes: Luiz Fellipe Perret Serpal (1987), Magda Becker Soares (1996) e Kênia Hilda Moreira (2006; 2009).



Eventos académicos

Há uma significativa quantidade de artigos sobre o tema em anais de eventos acadêmicos. Todavia, torna-se difícil precisá-los tendo em vista que todos os eventos na área de educação e os eventos relacionados a uma das ciências que compõem o currículo escolar podem apresentar publicações de pesquisas apresentando o livro didático como objeto.

Ressaltamos, entre os eventos, o Simpósio Internacional de Livro Didático7, realizado na Universidade de São Paulo em 2007, com 211 artigos publicados em seu Anais.

Apontamos ainda como evento nacional o Simpósio sobre o livro didático – Memória, publicado pela Fundação Brasileira para o Desenvolvimento do Ensino de Ciências em 1983, com artigos de autores de referência no assunto nesse período: Maria Laura P. B Franco, Silvia Lustig, Sônia Maria Bibe Luyten, Olga Molina, José Teixeira Coelho Netto, Maria de Lourdes Deiró Nosella, João Batista Oliveira e Maria de Fátima G. M Tálamo.

Apesar de este mapeamento referir-se ao Brasil, merece menção alguns eventos internacionais sobre livro didático em Portugal e Espanha, para se ter dimensão da temática em nível mais geral: “Encontro Internacional sobre Manuais Escolares”, realizado em Braga-Portugal, na Universidade do Minho em 1998 e publicado em forma de livro organizado por Rui Vieira Castro et al. (1999), com textos de três conferências e 41 comunicações; o Seminário Internacional “Los manuales escolares en la enseñanza secundaria”, realizado em Sevilha em 1997; o Primeiro Seminário Internacional “Los manuales escolares como fuente para la Historia de la Educación en América Latina - Un análisis comparativo”, sediado em Madri-Espanha no ano de 1996, e o Segundo Seminário Internacional sobre “Textos Escolares en Iberoamérica: Avatares del pasado y tendencias actuales”, situado em Quilmes-Argentina em 1997.

Entre os eventos realizados na área de história da educação, ressaltamos: os congressos Iberoamericanos de História da Educação Latinoamericana, realizados em Colômbia (1992), Brasil (1994), Venezuela (1996), Chile (1998), Costa Rica (2001), México (2003), Equador (2005), Argentina (2006) e Brasil (2009); os congressos Luso-Brasileiros de História da Educação, organizados em parceria entre o Grupo de Trabalho em História da Educação, da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (GT-HE/ANPEd), do Brasil, e a Secção de História da Educação da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação (SHE/SPCE), de Portugal, com encontros realizados em Lisboa (1996), São Paulo (1998), Coimbra (2000), Porto Alegre (2002), Évora (2004), Uberlândia (2006) e Porto (2008); e os congressos brasileiros de história da educação.

Do conjunto de eventos em história da educação citados, trataremos dos cinco congressos brasileiros de história da educação realizados até o momento (2010) e do último Congresso Iberoamericano de História da Educação Latinoamericana – IX CIHELA, realizado em novembro de 2009 no Rio de Janeiro. A escolha se justifica, no primeiro caso, por se tratar de uma renomada organização nacional sobre a História da Educação, e, no segundo, por ser um evento recente, permitindo um panorama atual da questão e, ainda, por ter sido realizado no Brasil.

Localizamos nos cinco congressos brasileiros de História da Educação, realizado de dois em dois anos a partir de 2000 até 2008, 66 artigos. Como procedimento para essa localização, percorremos os anais dos congressos disponíveis na íntegra na página da Sociedade Brasileira de História da Educação8 e buscamos pelos itens: “Livro”, “Manual” e “Compêndio”. Separados por congresso, obtivemos como resposta: em 2000, sete artigos; em 2002, dez; em 2004, 15; em 2006, 13; e em 2008, 32. O que significa uma produção contemporânea significativa.

Considerando que 1) a análise foi feita com base nos títulos dos trabalhos, 2) a seleção das temáticas é o resultado de uma dentre outras opções e 3) um mesmo texto pode envolver mais de um bloco temático, encontramos os seguintes dados em relação às temáticas abordadas nesses artigos.

Um número significativo de trabalhos abordam a formação de professores relacionando-os com os livros didáticos, seja tratando de livros didáticos dedicados a alunos, seja analisando manuais pedagógicos, manuais de didática ou livros didáticos de História da Educação destinados a ensinar professores a ensinar. Esses trabalhos, inseridos, muitas vezes, na perspectiva da história da profissão docente e/ou na história das práticas pedagógicas, foram desenvolvidos por estes autores: Lívia Regina Klein (2000), Selma Rinaldi de Mattos (2000), Vivian Batista da Silva (2000), Laura Girão (2002), Gladys Mary Teive Auras (2004), Monica Yumi Jinzenji (2004), Vivian Batista Silva e Antonio C. Correia (2004), Leilah Santiago Bufrem e Mikie Alexandra Okumur Magnere (2006), Marta Maria Chagas Carvalho (2006), Vera Teresa Valdemarin (2006), Giselle Baptista Teixeira (2008), Ester Fraga Vilas-Bôas Carvalho do Nascimento (2008), Vivian B. da Silva (2008), Heloísa de Oliveira Santos Villela (2008). Os trabalhos dedicados a analisar o livro didático de História da Educação são de Maria Helena Câmara Bastos (2008), Maria Juraci Mais Cavalcante (2008) e Carlos Monarcha (2008).

Os trabalhos atentos à questão étnica nos livros didáticos, em especial os que tratam do negro e da escravidão, são abordados por Ivaine Maria Tonini (2000), Selma Rinaldi de Mattos (2002), Adlene Silva Arantes (2008) e Maria Cristina Dantas Pina (2004). Já a questão de gênero, no que se refere ao tema da mulher e do feminino nos livros didáticos, e trabalhado em Sílvia Helena de Sá Leitão Morais (2008), Julianna de Souza Lacerda Silva (2008) e Marineide de Oliveira Silva (2008).

Quanto às investigações sobre uma disciplina escolar específica, obtivemos em maior número os que analisam livros didáticos de história: Selma Rinaldi de Mattos (2002), Arlete Gasparello (2002), Cláudia Regina Kawka Martins (2004), Andre Coura Rodrigues (2004), Anamaria Gonçalves Bueno de Freitas e Jorge Carvalho do Nascimento (2006), Olivia Morais de Medeiros Neta (2006), Giselle Baptista Teixeira (2006), Eliane Mimesse (2008) e Olivia Morais de Medeiros Neta (2008); três que analisam livros didáticos de geografia: Ivaine Maria Tonini (2000), Maria Adailza Martins de Albuquerque (2008) e Vera Maria dos Santos (2008); um que analisa livros didáticos de português, Suzete de Paula Bornatto (2004); e outro que analisa livros didáticos de comunicações, Maria do Carmo Martins (2008). Dois dedicaram-se a livros didáticos de língua estrangeira, sendo um para língua espanhola: Deise Cristina de Lima Picanço (2002), e outro para língua inglesa: Simone Silveira Amorim (2008). Emery Marques Gusmão (2006) analisa um autor de livros de português e de história.

Um gênero de livro didático muito abordado na perspectiva da investigação histórica são os denominados livros de leitura, destinados ao ensino elementar. Abordam esse gênero literário, dando ênfase à obra ou ao autor da obra: Antonio A. G. Batista (2002), Cátia Regina Guidio Alves de Oliveira e Rosa Fátima de Souza (2002), Lázara Nanci de Barros Amâncio & Cancionila Janzkovski Cardoso (2006), Edna Maria Rangel de Sá Gomes e Maria Arisnete Câmara de Morais (2008), Claudia Panizzolo (2008) e Elomar Tambara (2008).

A produção e indústria dos livros didáticos são tratadas por Maria Rita de Almeida Toledo (2004) e Márcia Razzini (2006). Já a história das edições escolares, enfatizando história de editoras, é discutida por Claudia Panizzolo Batista da Silva (2002), José Cássio Másculo (2006), Ilzani Valeira dos Santos e Aline Danielle Batista Borges (2008).

As ilustrações nos livros didáticos são tema dos trabalhos de Maria Lindaci Gomes de Souza e Marlúcia Paiva (2002) e Priscila Maria de Lana (2004).

Uma abordagem nova, ainda pouco trabalhada em análises de livros didáticos, que diz respeito a diferentes tipos de anotações deixadas por seus usuários, é proposta por Maria Teresa Santos Cunha (2006).

As relações entre políticas educacionais e livros didáticos são investigadas por Andre Coura Rodrigues (2006), Célia C. de Figueiredo Cassiano (2008) e Berenice Corsetti (2008). Temas de saúde e higiene nos livros didáticos são pesquisados por Aparecida de Lourdes Paes Barreto (2008) e Maria Stephanou (2004).

A análise do livro didático como fonte para a pesquisa em História da Educação encontra-se nos trabalhos de Kênia Hilda Moreira (2008), André Luiz Bis Pirola (2008) e Célia A. Rocha (2008).

Há, além disso, uma análise dos livros didáticos situados em um período histórico, analisados em determinado contexto histórico. Como exemplo, citamos: Aracy Rodrigues Coelho (2002), Maria de Lourdes Barreto de Oliveira (2004), Dagmar Maria Gomes da Silva (2004), Giselle Baptista Teixeira (2008) e Francisca Izabel Pereira Maciel (2004).

Quanto ao Congresso Iberoamericano de História da Educação Latinoamericana, realizado em 2009, levantamos que, entre as 900 comunicações individuais aprovadas, 41 estão relacionadas a livro didático. Em porcentagem, isso significa 4,5% dos trabalhos, assim distribuídos nos sete eixos temáticos: dez em “Culturas escolares e sujeitos da educação”; oito em “Educação, leitura e escrita”; oito em “Historiografia, acervos e educação”; sete em “Educação e República”; cinco em “Identidade, gênero e etnia”; dois em “Ensino de História da Educação”; e um em “Independências, Estado-Nação e educação”.

Como procedimentos de localização, buscamos na página do evento9 pelos termos: “Livro”, considerando livros didáticos, livros de leitura e livros escolares e localizamos 25 trabalhos; “Manual” considerando manuais, manuais didáticos, manuais escolares e manuais de leitura e localizamos 14 trabalhos; e “Compêndio” e localizamos dois trabalhos. Esses dados nos permitem observar a maior ocorrência para a denominação “livro didático”, que aparece em 19 títulos das 41 obras localizadas.

Do total de trabalhos, quatro resultam de investigações originárias em outros países, sendo: dois da Colômbia: Cristhian James Diaz (2009) e Ruth Amanda Cortes Salcedo (2009); um da Argentina: Cinthia Wanschelbaum (2009); e um da Espanha: Luciana Oliveira Correia (2009). A grande maioria dessa produção, portanto, origina-se de pesquisas vinculadas as universidades brasileiras.

No tocante às temáticas abordadas nas comunicações selecionadas, temos: entre os trabalhos que abordam livros de uma disciplina escolar: nove que abarcam os livros de história, considerando os manuais de civismo; cinco sobre livros de matemática; dois sobre livros de português; dois de geografia; um de ciências; e um de sociologia. Cinco que investigam manuais sobre e para a infância e livros de civilidade; quatro que investigam questões em torno da produção e circulação de livros escolares; dois sobre negros nos livros didáticos; e dois sobre livros didáticos de História da Educação. Os demais temas, dentre eles a questão das políticas para o livro didático, não tiveram mais de uma ocorrência. Destacamos apenas a ocorrência de uma obra que diz respeito à influência do momento da Escola Nova nos livros didáticos, mais especificamente, sobre a reação católica frente ao escolanovismo.

Além desses eventos, cabe ressaltar a existência dos Congressos Luso-brasileiros sobre Questões Curriculares a partir de 2002 (Universidade do Minho, 2002, Universidade do Estado do Rio de Janeiro, 2004, Universidade do Minho, 2006, Universidade Federal de Santa Catarina, 2008), em especial o eixo temático voltado a história do currículo. E ainda, os dois recentes Seminários Brasileiros sobre Livro e História Editorial realizados na Universidade Federal Fluminense, Rio de Janeiro, em 2004 e 2009.



Considerações gerais

No que diz respeito à periodização, com exceção de Guy de Holanda (1957) e Deiró Nosella (1978), os demais trabalhos localizados, nos diferentes formatos, foram realizados a partir da década de 1980, concentrando-se uma maior quantidade nos últimos dez anos, conforme Tabela 1:

Tabela 1: Abrangência temporal da produção acadêmica sobre livro didático de História10


Ano

N.

%

1950 a 1980

2

1,1%

1981 a 1990

35

14,9%

1991 a 2000

50

21,3%

2001 a 2009

147

62,7%

Como observamos, mais da metade da produção concentra-se no século XXI, o que demonstra a atualidade da temática.

Entre as investigações com caráter histórico, 15 trabalhos situam-se entre 1992 e 2000, sendo oito deste último ano; e 93 na primeira década do século XXI, representando mais de 86% do total da produção. Essa recente concentração se deve, acreditamos, ao surgimento da Sociedade Brasileira de História da Educação em 2000, mas, parece-nos que a quantidade de trabalhos que apresentam o livro didático como fonte de pesquisa ainda é pequena. Relembremos, todavia, que muitos desses trabalhos podem não apresentar no título sua fonte.

Quanto aos temas abordados pelas pesquisas com caráter histórico, entre as teses e dissertações, provavelmente devido a nossa fonte principal, a maior parte das referências destinam-se a investigar a história do livro didático de história. Entre as comunicações de congressos analisados, localizamos 18 trabalhos que analisam livros para a disciplina história. Outras disciplinas escolares investigadas na perspectiva histórica por meio dos livros didáticos foram a geografia, a matemática e o português, em quantidades semelhantes, e, em menor proporção, língua estrangeira, ciência e sociologia. Os livros de leitura utilizados nas séries iniciais são significativamente investigados.

Nos congressos brasileiros de história da educação, destacam-se as investigações que relacionam livros didáticos/manuais pedagógicos e formação de professores, com 17 ocorrências. As investigações sobre a questão de gênero e de etnia nos livros didáticos são consideráveis entre as comunicações detalhadas. Um tema que também garante seu espaço nessas investigações relaciona-se às políticas públicas em torno do livro didático.

Entre os temas mais recentes, estão os que tratam da produção, indústria e circulação do livro didático. A história das edições escolares, seja em torno de uma editora ou de forma generalizada, também é uma vertente que vem ganhando espaço. A ilustração nos livros didáticos é outro tema que permeia as investigações históricas atuais. Para finalizar, vale considerar as pesquisas que analisam o livro didático como fonte para a História da Educação.

Podemos considerar, de acordo com Choppin (2000, p.17), ao afirmar que os estudos dedicados ao livro didático se polarizam dentro de uma perspectiva global ideológica ou sociológica, naquelas questões relacionadas à constituição da memória coletiva (o nacionalismo, o patriotismo, a moral), a quantidade de trabalhos que investigam livros didáticos de história, geografia e português, uma vez que estes se vinculam diretamente à questão da língua, do espaço e da história do território. Essa perspectiva de estudos sobre o livro didático apontada pelo autor também contribui para as investigações que buscam questões atuais, tais como a colonização, a questão de gênero ou o racismo.

Essa recorrência investigativa se deve, conforme Choppin (2000), a dois fatores: 1. Os livros didáticos usados há tempos propiciam, “tanto aos partidários da igualdade de sexos ou do respeito às culturas minoritárias como aos defensores dos direitos humanos, uma provisão de referências familiares e uma centena de exemplos claramente compreensíveis” (Idem, p. 17); 2. Os livros didáticos permitem constituir um corpus limitado e claramente definido, bem como tratar de forma conjunta uma multidão de temas, e ainda “proporcionam aos universitários um campo de trabalho cômodo para seus estudantes” (Idem, ibidem).

No entanto, o presente mapeamento bibliográfico evidencia, cientes das inúmeras possibilidades de pesquisa histórica em torno do livro didático, que investigações recentes vão além dessa perspectiva apontada por Choppin. Um exemplo pode ser visto nas investigações em torno da produção e circulação do livro didático e das pesquisas que analisam o livro didático como fonte para a história da educação.

Entretanto, esse mesmo mapeamento nos permite evidenciar a carência de grupos de trabalhos dedicados a escrever uma história geral da literatura escolar no Brasil. Ainda não dispomos de um censo dos livros didáticos produzidos no país, de inventários das obras disponíveis, da evolução dos marcos legislativo e regulamentário, das edições escolares, da sociologia dos autores, da evolução da estrutura produtiva, da análise de sua difusão e de sua recepção, etc.



Referência bibliográfica11

Geral

CHOPPIN, A. Los manuales escolares de ayer a hoy: el ejemplo de Francia. Historia de la



Educación. Revista Interuniversitaria, Salamanca, n. 19, p. 13-37, 2000.

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Livros

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1 Os livros paradidáticos, em geral, abordam assuntos paralelos às matérias do currículo regular, de forma a complementar aos livros didáticos. Muitas vezes utilizados para discutir temas transversais. Sobre paradidáticos, conferir Ramos (1987), Zamboni (1991) e Munakata (1997).

2 Disponível em: . Acesso em: 12 nov. 2009.

3 Disponível em: <http://www.uned.es/manesvirtual/ProyectoManes/Bibliografia/BiblioBrasil.doc>. Acesso em: 18 nov. 2009.

4 O trabalho é resultado da investigação de mestrado apresentada em forma de dissertação por Moreira (2006), e publicada em formato de livro por Moreira e Silva (2010)

5 Disponível em: . Acesso em: 20 de fev. de 2008.

6 Disponível em: <www.educacaobrasileira.pro.br>. Acesso em: 16 de mar. de 2009.

7 Disponível em: <http://www2.fe.usp.br/estrutura/eventos/livres>. Acesso em: 16 abr. 2008.

8 Disponível em: <http://www.sbhe.org.br>. Acesso em: 17 dez. 2009.

9 Disponível em: http://www.sbhe.org.br/ixcihela/ Acesso em 29 jan. 2010.

10 Não consideramos as 41 comunicações apresentadas no IX CIHELA. Acreditamos que, para ser coerente, teríamos que levantar todos os congressos anteriores para considerar a periodização, ou seja, entre 1992 e 2009, fato que demandaria mais tempo e estaria, de certo modo, além dos objetivos traçados para este trabalho.

11 Não foi possível apresentar todo o levantamento em forma de bibliografia pela limitação de espaço desse artigo.

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