Manual de Redação e Estilo



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Manual de Redação e Estilo

Introdução

O Manual de Redação e Estilo do site da FEB tem por objetivo auxiliar trabalhadores e voluntários a alimentar suas páginas, notícias e agenda, mantendo uma unidade geral sem perder as características individuais. A idéia é oferecer um padrão geral de orientação que resulte em textos leves, informativos, fluentes e que respeitem as regras da língua portuguesa, mas que igualmente preservem o bom conteúdo e o tom coloquial que facilitam o entendimento da linguagem escrita por parte de todos os internautas, independentemente de sua escolaridade ou especialização.

Lembramos que a leitura na tela do computador é extremamente rápida. Ou seja, não é feita da mesma forma que a leitura de um livro, jornal ou revista. Por isso, quanto mais clara, objetiva e bem escrita for a informação, melhor para o internauta, que a registrará prontamente, e também para quem a divulga, pois terá a garantia de que o recado está sendo entendido por todos.

O Manual tem três capítulos. O primeiro dá ênfase à linguagem jornalística/informativa, que é essencialmente simples, porém muito correta. Nos anexos 1 e 2 (que podem ser destacados do texto principal), o documento apresenta as principais regras da língua portuguesa e os equívocos mais comuns. O objetivo é evitar que a página seja comprometida por vícios da linguagem oral ou pela não intimidade do autor com a escrita, uma vez que o conhecimento das regras costuma corrigir – ou no mínimo minorar – essas deficiências.



Capítulo I – Normas gerais

  1. Texto direto, linguagem clara e objetiva:

O texto deve ser claro, preciso, direto e objetivo. As frases devem ser curtas. Evite intercalações excessivas ou ordens inversas desnecessárias. Não é necessário exigir que o leitor faça complicados exercícios mentais para compreender o texto.

Ao pôr uma notícia ou texto informativo na página, observe se o documento traz, no primeiro parágrafo, as informações essenciais para o leitor: o quê, quem, quando, onde, como e por quê. O texto deve oferecer o máximo de informações possível, para que o leitor não precise telefonar ou escrever apenas para conseguir uma informação básica. Se a informação for um aviso de evento, acrescente endereço, telefone e e-mail para contato.

As respostas que não puderem ser esclarecidas no parágrafo inicial deverão figurar, no máximo, no segundo parágrafo, para que, dessa rápida leitura, o leitor já possa ter uma idéia sumária do assunto.

Adote como norma a ordem direta, pois esta é a que conduz mais facilmente o leitor à essência da informação. Dispense os detalhes irrelevantes e vá direto ao assunto, sem rodeios.



Exemplo: A Federação Espírita Brasileira abre, no dia 5 de fevereiro de 2005, em Brasília, as inscrições para o Curso de Monitores do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita. As aulas serão aos sábados, das 18h30 às 20 horas, na sede da FEB em Brasília (avenida L-2 Norte, quadra 603, Asa Norte, Brasília-DF) e os interessados nas 120 vagas cumprirão uma carga horária total de 240h. Matrículas devem ser feitas pessoalmente na sede da FEB, Prédio Colméia, sala 2, aos sábados e domingos, das 15 às 19h, com Silvia ou Maria. Mais informações pelo telefone 321-1767 (ramal 15) ou pelo E-mail esde@febnet.org.br .

  1. Textos curtos, concisos:

Construa períodos com no máximo duas ou três linhas de 70 caracteres. Os parágrafos, para facilitar a leitura, deverão ter entre cinco e oito linhas. Quando redigir uma notícia, convém abrir um intertítulo entre 12 e 20 linhas.

Exemplo: O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, fez ontem (09/02/2005) um pedido público de desculpas aos familiares de 11 pessoas inocentes que foram condenadas e presas por atentados cometidos pelo grupo terrorista IRA (Exército Republicano Irlandês) há 30 anos.

Na época, membros de cinco famílias da Inglaterra – entre eles Conlon e Maguire, cuja história foi contada no filme "Em Nome do Pai" (1993), dirigido por Jim Sheridan – foram presos, acusados de ligação com os bombardeios ocorridos em Guildford e Woolwich, em 1974. Os ataques mataram sete pessoas e feriram mais de cem.

As 11 pessoas condenadas foram posteriormente absolvidas. O caso é um dos maiores erros judiciais já cometidos na Inglaterra.

"É lamentável que alguém sofra devido a erros da Justiça", afirmou Blair. "Eu reconheço o trauma que a condenação causou às famílias Conlon e Maguire. Eu sinto muito que eles tenham sido submetidos a tamanho sofrimento e injustiça. É por isso que peço desculpas hoje".



Filme

No filme "Em Nome do Pai", o ator Daniel Day-Lewis representou Gerry Conlon, que ficou preso por 15 anos, e Pete Postlethwaite fez o papel de seu pai, Giuseppe, que morreu na prisão em 1980. O filme foi aclamado pela crítica internacional e ganhou sete indicações ao Oscar.



  1. Textos simples:

A simplicidade é característica essencial do texto informativo. Lembre-se: você escreve para todas as pessoas: espíritas, não espíritas, cultas, de baixa escolaridade, de renda alta e de baixa renda. Todas elas, sem exceção, têm o direito de entender qualquer texto que seja colocado na página da FEB.

Em qualquer ocasião, prefira a palavra mais simples (Exemplos: votar em vez de sufragar; pretender é sempre melhor que objetivar, intentar ou tencionar; voltar é sempre melhor que regressar ou retornar; tribunal é sempre melhor que corte; passageiro é sempre melhor que usuário; eleição é sempre melhor que pleito; entrar é preferível a ingressar).

Se for escrever um texto que contenha uma palavra específica do vocabulário espírita (passe, perispírito, agênere, etc.) ou uma palavra que na Doutrina Espírita tenha uma conotação particular (obsessão, fascinação, etc.), procure, na medida do possível, abrir um hiperlink ou um parêntesis para explicar ao leitor a definição exata da palavra. Isso porque pode estar lendo o texto uma pessoa não espírita (pesquisador, jornalista, neófito) que poderá não entender adequadamente o contexto. Você pode ter familiaridade com determinados termos, siglas ou situações, mas o leitor, não. Por isso, seja explícito e não deixe nada subentendido.

Exemplo: “O Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE) foi criado em...”, em vez de “O ESDE foi criado em”

Atenção: simplicidade do texto não implica repetição de formas e frases desgastadas.

4. Voz passiva:

O uso exagerado de voz passiva (Ex: será iniciado, será realizado) pode indicar pobreza vocabular. Tente escrever de maneira original e elabore frases elegantes, variadas e fluentes.



5. Pseudo-erudição:

Fuja dos excessos de erudição: rebuscamentos, pedantismos vocabulares, preciosismos e termos técnicos. Tudo isso é evitável e pode causar má impressão. Além de não comunicar adequadamente a mensagem a todos os leitores, o texto fica pesado e corre o risco de tornar-se ininteligível, pedante e dirigido apenas a “iniciados”. Assim, dispense as expressões que pretendem substituir termos comuns, como: causídico, soldado do fogo, elenco de medidas, data natalícia, primeiro mandatário, chefe do Executivo, precioso líquido, aeronave, campo-santo, necrópole, casa de leis, petardo, fisicultor, Câmara Alta, tecnologizado, agudização, consubstanciação, operacionalização, rentabilizar, programático, emblematizar, congressual, instrucional, embasamento, ressociabilização, dialogal, transacionar, parabenizar e outros do gênero.



6. Repetições:

Não inicie períodos ou parágrafos seguidos com a mesma palavra, nem use repetidamente a mesma estrutura de frase. Vale a pena procurar sinônimos quando tiver de usar a mesma palavra em um parágrafo. Mas atenção com uma armadilha: o uso de muitos sinônimos pode levar à imprecisão.



7. Gírias, modismos e coloquialismos:

O texto jornalístico-informativo é um meio-termo entre a linguagem literária e a falada. Por isso, evite gírias, jargões, modismos, coloquialismos e lugares-comuns. Você pode encontrar uma forma elegante e criativa de dizer a mesma coisa sem incorrer nas fórmulas desgastadas pelo uso excessivo. Termos coloquiais, regionalismos ou gírias deverão ser usados com máxima parcimônia e apenas em casos muito especiais (nos diálogos e citações, por exemplo), para não darem ao leitor a idéia de banalização ou vulgaridade e, principalmente, para que não se tornem novos lugares-comuns. Veja algumas expressões evitáveis: deixar a desejar, chegar a um denominador comum, transparência, instigante, pano de fundo, estourar como uma bomba, encerrar com chave de ouro, segredo guardado a sete chaves, dar o último adeus, galera, aborrescente, jurássico, a mil, barato, detonar, deitar e rolar, flagrar, com a corda (ou a bola) toda, legal, grana, bacana, etc.



8. Economia de palavras:

O tempo é precioso nos dias de hoje; o tempo do internauta é ainda mais reduzido. Por isso, evite longas descrições e dê a informação com o menor número possível de palavras. Nunca escreva o que você não diria. Selecione com o máximo critério as informações disponíveis, para incluir as essenciais e abrir mão das supérfluas.



Exemplo: em vez de “opor veto a” escreva “vetar”; prefira rejeita (e não declina de) um convite; protela ou adia (e não procrastina) uma decisão; aproveita (e não usufrui) uma situação. Da mesma forma, prefira demora ou adiamento a delonga; antipatia a idiossincrasia; discórdia ou intriga a cizânia; crítica violenta a diatribe; obscurecer a obnubilar, etc.

9. A opinião é da FEB, não sua:

Lembre-se de que a FEB expõe suas opiniões nas manifestações de seu Conselho Diretor ou da Presidência. Por isso, são dispensáveis comentários e opiniões pessoais no material informativo. A exceção: textos especiais assinados, em que se permite ao autor manifestar seus pontos de vista. Não use formas pessoais nos textos, como: Disse-nos o palestrante... / Em conversa particular comigo... / Chegou à nossa capital... / Temos hoje no Movimento Espírita uma situação peculiar. / Não podemos silenciar diante de tal fato. Algumas dessas construções cabem em comentários, crônicas e editoriais; jamais em textos puramente informativos.

Faça textos imparciais e objetivos. Não exponha opiniões, mas fatos, para que o leitor tire deles as próprias conclusões. Veja o exemplo do que não queremos: Demonstrando mais uma vez seu caráter volúvel, o deputado Fulano de tal mudou novamente de idéia sobre a legislação referente ao aborto.

Em vez disso, seja direto: O deputado Fulano de tal apresentou ontem um projeto de lei favorável à legalização do aborto. É a terceira vez em um ano que ele muda de idéia sobre o assunto.

Como você notou, o caráter volúvel do deputado ficou claro pela simples menção do que ocorreu.

Ironia, sarcasmos, expressões chulas ou descorteses não devem ser usadas em hipótese alguma.

10. Seqüência lógica:

Encadeie os parágrafos. Um texto completo é uma série de elos (como os de uma corrente) de parágrafos que se ligam.

Nada pior do que um texto em que os parágrafos se sucedem uns aos outros como compartimentos estanques, sem nenhuma fluência: ele não apenas se torna difícil de acompanhar, como faz a atenção do leitor se dispersar no meio. Por encadeamento de parágrafos não entenda o uso de vícios lingüísticos, como: por outro lado, enquanto isso, ao mesmo tempo, não obstante, etc. Busque expressões não tão óbvias ou simplesmente não as use: se a seqüência do texto estiver correta, esses recursos se tornarão desnecessários.

Uma boa dica para que o texto flua de forma agradável, num encadeamento lógico de idéias, facilitando a ligação dos elos que formam a informação, é a utilização de títulos, subtítulos, além de bullets e indentações, no caso de home pages. Vide o item 2, no qual

o subtítulo “Filme”, além de completar a matéria sobre as desculpas dadas pelo governo Tony Blair, permite que o leitor descanse da leitura antes de concluí-la.

11. Referências, remissões:

Quando um mesmo assunto aparecer em mais de um local da página da FEB, deverá haver remissão, em itálico, de uma para outra.



Exemplo: Mais informações sobre o assunto no link... / Clique no link “Estudo” para saber mais sobre o programa completo do ESDE / Na página... você poderá ler o estatuto da FEB / Sobre este assunto, leia na home page... a palestra do presidente da FEB, proferida na abertura do Conselho Federativo Nacional - 2005.

12. Confira tudo antes de publicar o texto na página:

Nunca deixe de ler até o fim o seu texto. Confira a linguagem, a gramática, os nomes das pessoas, seus cargos, os números incluídos numa notícia, somas, datas, horários, enumerações. Com isso você estará garantindo outra condição essencial do texto informativo: a confiabilidade.



13. Cuidado ao registrar reações e emoções:

Quando redigir um texto noticioso, registre as atitudes ou reações apenas quando forem significativas: mostre se as pessoas estão nervosas, agitadas, ou calmas em excesso. Em matéria de ambiente, essas indicações permitem que o leitor saiba como os personagens se comportavam no momento da entrevista, evento ou do acontecimento.



Exemplo: A conferência de Divaldo Franco emocionou a platéia que lotava o ginásio Nilson Nelson, em Brasília. O conferencista baiano foi aplaudido de pé por mais de 10 minutos.

14. Mencione a fonte:

Sempre que possível, mencione no texto a fonte da informação. Ela poderá ser omitida se gozar de absoluta confiança do autor do texto e, por alguma razão, convier que não apareça no noticiário.



Exemplo: “O novo programa do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE) estará disponível para utilização em março de 2005. A informação foi dada ontem (19/03/2005) pela vice-presidente da FEB, Cecília Rocha”.

15. Nada de generalizações:

A FEB não admite generalizações que possam atingir toda uma classe ou categoria, raças, credos, profissões, instituições, etc.



16. Siglas:

Geralmente, as siglas criam dificuldades para o leitor. Portanto, a não ser que seja uma sigla consagrada (PMDB, por exemplo), deve-se colocá-la logo adiante do nome completo: Secretaria Municipal de Esportes (Semesp). Sigla em título, somente se for consagrada. Além disso, quando se tratar de termos não pronunciáveis como palavras, todas as letras devem vir em caixa alta. Se formar uma palavra, alto e baixo. Esta regra tem uma única exceção: ONU. É que a sigla foi assim registrada pela organização.



Exemplo: A Federação Espírita do Paraná (FEP) lançou em março de 2005 a coleção completa do programa de rádio Momento Espírita.

Atenção: tome cuidado com o excesso de siglas na mesma frase.

Exemplo do que não fazer: A diretora do Departamento de Infância e Juventude (DIJ) da Federação Espírita Brasileira (FEB), Rute Ribeiro, informou ontem (14/05/2004) que a FEB já imprimiu as apostilas do DIJ e do novo programa do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE).

Em vez disso, prefira: A diretora do Departamento de Infância e Juventude (DIJ) da Federação Espírita Brasileira, Rute Ribeiro, informou ontem (14/05/2004) que já estão impressas as apostilas da evangelização infanto-juvenil e do novo programa do Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE).

A única exceção possível: como estamos escrevendo para o site da FEB, não é necessário escrever o nome da nossa instituição por extenso e a sigla em seguida. Use “Federação Espírita Brasileira” ou FEB, simplesmente. Inclusive em títulos. Mas atenção: isso é válido somente para a página eletrônica da FEB e suas publicações (Reformador, Brasil Espírita) e programas de rádio e TV. Em textos dirigidos ao público externo e fora desses veículos de comunicação, use sempre “Federação espírita Brasileira (FEB)”.

17. Evite excesso de adjetivos, advérbios e superlativos:

O uso exagerado de adjetivos e de advérbios deve ser evitado, pois torna pesado o texto. Prefira verbos e substantivos. Dificilmente os textos noticiosos justificam a inclusão de palavras ou expressões de valor absoluto ou muito enfático, como certos adjetivos (magnífico, maravilhoso, sensacional, espetacular, admirável, esplêndido, genial), os superlativos (engraçadíssimo, deliciosíssimo, competentíssimo, celebérrimo) e verbos fortes como infernizar, enfurecer, maravilhar, assombrar, deslumbrar, etc.



18. Fuja das ambigüidades:

Tente não usar palavras ou formas que possam ter mais de um sentido. É um defeito grave e que induz o leitor ao erro. As ambigüidades também podem ser decorrentes de má pontuação; do adjunto adverbial ter sido colocado no lugar errado; da escolha inadequada de expressões; e de abusos na utilização da preposição 'de'. Além de expor a instituição a piadas, o texto ambíguo é de gosto duvidoso. Veja alguns exemplos de quem tentou ser engraçadinho e acabou ridicularizado:

"Cachorro faz mal a milhares de pessoas". (a notícia era sobre cachorro-quente estragado, mas estava com o título incompleto);

"Vendem-se lençóis para casal de algodão”. (ambigüidade provocada por troca da ordem das palavras);

"Estamos acabando com os pobres". (má escolha. Em vez de pobre deveria ter sido usada a palavra pobreza);

"Subindo a serra, avistei vários animais". (ambigüidade provocada pelo gerúndio. Quem subia a serra: a pessoa que falava ou os animais?);

"Eu noivaria com você, Verinha, se tivesse um pouco de dinheiro". (ambigüidade ocasionada por omissão de termos. Quem deveria ter dinheiro: o autor da frase ou Verinha? ).

19.Aspas:

As aspas têm empregos específicos. 1 - assinalam as transcrições textuais: Caxias disse: "Sigam-me os que forem brasileiros!" 2 - caracterizam nomes, títulos honoríficos, apelidos (que só devem ser usados quando não ofensivos e quando já incorporados ao nome do personagem) e outros: “Eles passaram as férias no navio de turismo "Princesa Isabel"). 3 - marcam as expressões, palavras, vocábulos, letras, etc., exemplificadas no contexto de uma frase: Encerrou as despedidas com um "até breve" cheio de esperança.



20. Itálico:

Deve ser usado para realçar os nomes das obras de arte ou de publicações, sejam elas livros, revistas, jornais: A notícia foi publicada pela revista Reformador, em janeiro de 2004. O itálico também separa os estrangeirismos, neologismos ou quaisquer palavras que soem estranhas ao contexto: “O ideal é substituir a palavra petit pois por ervilha”.



21. Cargos:

Coloque sempre em primeiro lugar a designação do cargo ocupado pelas pessoas e não o seu nome: O presidente da FEB, Nestor Masotti, disse ontem... É em função do cargo ou atividade que, em geral, as pessoas se tornam notícia. A única exceção é para cargos com nomes (de instituições) muito longos. Exemplo: A professora Dalva Silva Souza, presidente da Federação Espírita do Estado do Espírito Santo (FEEES), garantiu ontem que...

Escreva o cargo sempre em letras minúsculas: presidente, secretário, ministro, diretor, prefeito, professor, vereador, etc. Mas tome cuidado com isso, pois às vezes as regras da língua portuguesa consagram algumas formas como nomes próprios.

Por outro lado, a função (Presidência, Ministério, Diretoria, etc.) é sempre grafada com letras maiúsculas.



22. Datas, horas, numerais e endereços:

Usamos sempre os dois recursos em nossos textos. Tanto datas quanto endereços corretos e completos têm que ser citados obrigatoriamente, pois somos prestadores de serviços. Se citar o dia da semana, ponha também o dia, o mês e o ano.



Exemplo: “Na próxima terça-feira (19/10/2005) a FEB vai fazer uma grande distribuição de alimentos...”

Quanto aos endereços, ponha o CEP apenas se for necessário.

No que se refere a numerais, escreva por extenso números inteiros de zero a dez, além de cem e mil, sejam cardinais ou ordinais. Depois do dez, escrevemos os algarismos. Evite, quando não for obrigatório, o uso de algarismos romanos.

Quanto aos horários: o dia começa à 0 hora e termina às 24 horas. A madrugada vai de 0 hora às 6 horas; a manhã, das 6 horas às 12 horas (ou meio-dia); a tarde, das 12 horas às 18 horas; a noite, das 18 horas às 24 horas. Em horas quebradas, use 12h45min ou então 15h24min, e daí por diante. Tempos marcados são escritos assim: 2h10min36s356. Quando houver diferença de fuso horário, diga "às 21 horas de Paris (16 horas de Brasília)".

Atenção: existe uma convenção internacional, da qual o Brasil é signatário, que estipula o seguinte: o símbolo de hora é “h”, o de minuto é “min”. Não se deve usar 7:00, 10:00h, 21hs ou 14,00. Exemplos: a aula começa às 19h / A reunião começa às 14h30min.

23. Declaração textual:

Há um conhecido princípio jornalístico que determina: quanto menos se usa esse tipo de recurso, mais valor ele tem. Portanto, declarações textuais (que devem vir SEMPRE entre aspas) devem ser usadas quando o que a pessoa diz tem muito impacto.



Exemplo: O presidente da FEB, Nestor Masotti, foi enfático ao declarar que a instituição estará engajada nas iniciativas voltadas para impedir a legalização do aborto no Brasil: “A FEB vai atuar nas áreas jurídica e de comunicação social, a fim de impedir que esse crime se torne legal em nosso País”.

24. Identificação do personagem mencionado em uma notícia:

Usa-se sempre a profissão da pessoa ou seu cargo/ função em uma instituição. Sempre que possível, o cargo deve anteceder o nome, até porque as pessoas costumam ser notícia em função de suas atividades.



Exemplos: "A vice-presidente da FEB, Cecília Rocha, anunciou ontem (19/02/2005) que, em março deste ano, a FEB vai apresentar o novo módulo da evangelização infantil”. Ou “O médico Evandro Noleto foi eleito ontem (13/07/2004) secretário-geral da Federação Espírita Brasileira”.

Chama-se de Doutor apenas se a pessoa fez doutorado.

Em jornalismo, usam-se, de preferência, apenas dois nomes: o principal e o sobrenome mais usado.

Exemplos: Marta Antunes, Evandro Noleto, Nestor Masotti.

Trate de forma impessoal o personagem da notícia, por mais popular que ele seja: a apresentadora Xuxa ou Xuxa, apenas (e nunca a Xuxa), Nestor Masotti (e não o Nestor), o Sr. Nestor Masotti (e não o “seu” Nestor).

Na primeira citação, use o nome e o sobrenome da pessoa. A partir da segunda citação, prefira o sobrenome ou nome pelo qual é mais conhecido.

Exemplos: O diretor da FEB, Geraldo Campetti, informou na sexta-feira (14/05/2004) que vai coordenar a digitalização da revista Reformador.Campetti afirmou que o trabalho se estenderá até meados de 2006.

O estudante de Desenho Industrial Tarcisio Ferreira é o autor do selo comemorativo do Bicentenário de Nascimento de Allan Kardec. Aos 21 anos, Tarcisio tem um portifólio que inclui dezenas de trabalhos.



  1. Estrangeirismos:

O uso excessivo de expressões em língua estrangeira pode dar a idéia de um autor presunçoso ou que deseja mostrar grande conhecimento. Quando houver correspondentes em português, prefira a palavra em língua portuguesa. Fica mais simples, fácil e direto.


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