Luta entre o bem e o mal



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Encontro06.03.2018
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LUTA ENTRE O BEM E O MAL

Pastor Montano de Barros

Quero estudar com você Efésios capítulo seis, versículo 12: “Porque a nossa luta não é contra o sangue e a carne, e, sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes”.

Perceba que nesse verso o apóstolo Paulo menciona forças espirituais com as quais o cristão tem de lutar. São forças do mal empenhadas numa cósmica luta contra as forças do bem. No que respeita a nós homens, elas trabalham para nos enganar, para nos arruinar espiritual e fisicamente, para nos levar à perdição eterna.

Mas onde e como se originaram tais forças? Por estranho que pareça, a Bíblia revela que se originaram no céu, entre os anjos de Deus. E foi o mais ilustre e destacado deles que primeiro aninhou o mal no coração. O seu nome: Lúcifer, que significa “portador de luz”. Descrevendo-o, sob o símbolo do rei de Tiro, a Bíblia registra: “Estavas no Éden, jardim de Deus; de todas as pedras preciosas te cobrias” (Ezequiel 28:13 e 14). Lúcifer era o anjo assistente de Deus. Mas se orgulhava de sua beleza e da elevada posição que ocupava. O profeta escreveu ainda mais: “Elevou-se o teu coração por causa da tua formosura, corrompeste a tua sabedoria por causa do teu resplendor” (versículo 17).

Noutra parte encontramos: “Tu dizias no teu coração: subirei acima das mais altas nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo” (Isaías 14:13 e 14).

Movido pelo desejo de exaltação, Lúcifer semeou entre os anjos acusações contra o Rei do Universo. Muitos – a terça parte – aceitaram suas idéias e aderiram à sua causa (Apocalipse 12:3 e 4). Houve guerra no céu e de lá foi expulso Lúcifer e seus seguidores (Apocalipse 12:7 e 9).

E como foi a raça humana envolvida nessa luta? Ocultando a sua identidade, Satanás induziu Eva, nossa primeira mãe, a desobedecer uma ordem de Deus. Havia no Jardim do Éden uma árvore cujo fruto eles não deviam comer. Se comessem dela ficariam sujeitos à morte. Disfarçando-se de serpente, Satanás se colocou na árvore e induziu Eva a comer o fruto proibido, afirmando que ela não morreria. Eva comeu do fruto e Adão também. Assim, entrou o pecado no mundo, separando o homem de Deus e ficando o primeiro casal, bem como seus descendentes, sujeitos à ação do inimigo do bem e seus anjos.

Deus, porém, não abandonou o homem porque este Lhe desobedeceu. Em Gênesis três, versículo 15, temos a promessa do descendente da mulher – Jesus – que viria e esmagaria a cabeça da serpente – o diabo.

O pivô da controvérsia entre as forças do bem e as forças do mal é a Lei de Deus. Segundo o diabo, a lei divina é arbitrária, restringe a liberdade individual, é impossível de ser obedecida.

Quando Jesus esteve na Terra ele tentou o Salvador especialmente no que respeita à obediência. Após um jejum de 40 dias e 40 noites, o Senhor teve fome, e Satanás se aproveitou da tentação para lhe tentar. Não teve êxito.

E a cósmica controvérsia entre as forças do bem e as do mal atingiu seu clímax no Calvário. Pela ação de Satanás os líderes religiosos da nação escolhida rejeitaram e perseguiram o Enviado do Céu. Jesus foi entregue ao poder dominante dos romanos. Um dos discípulos traiu a Cristo. Em conexão com Seu julgamento foi Ele açoitado, cuspido. E, em meio a zombarias, foi por fim crucificado. Mas o amor e fiel obediência que Cristo demonstrou, diante da crueldade de Satanás, desmascararam o arqui-rebelde e asseguraram, a sua destruição.

Hoje a grande controvérsia se desenrolada furiosamente em torno da autoridade de Cristo, a Lei de Deus e a Palavra do Senhor – a Bíblia. Foram desenvolvidos modos de encarar a interpretação das Escrituras que deixam pouco ou nenhum espaço para revelação divina. A Bíblia é tratada como se não fosse diferente de outros livros antigos, e analisada com a mesma metodologia. Grande número de cristãos, incluindo teólogos, não encaram a Bíblia como a Palavra de Deus, a infalível revelação de Sua vontade. Colocam em dúvida o ensino bíblico sobre Jesus, questionando a Sua natureza, o Seu nascimento virginal, os Seus milagres e Sua ressurreição.

Como seres humanos enfrentamos, pois uma luta mortal contra os poderes das trevas. Repetindo as palavras de Paulo: “... a nossa luta não é contra sangue e a carne, e, sim, contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal...” (Efésios 6:12). Os anjos caídos nos tentam ao pecado. Tudo fazem para enganar, para fazer crer na mentira. Apresentam-se como espíritos dos mortos, operam milagres, curas. Fazem adivinhações. Tudo para desviar a humanidade de Deus, de Jesus.

Para vencermos nesta luta nós necessitamos de Deus. O apóstolo afirma: “Portanto, tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau” (Efésios 6:13 a 18). Nesses versos a armadura é descrita com detalhes. Devemos estar cobertos com a verdade; vestidos da couraça da justiça, a justiça de Cristo; segurar o escudo da fé – a fé em Jesus e usar a espada do Espírito, que é a Bíblia Sagrada.

Gostaria de destacar, nessa armadura, a fé em Cristo, que venceu Satanás. A fé nos une ao Salvador, que nos estende todo o poder para a vitória sobre o mal. É ainda o apóstolo Paulo que diz em Filipenses 4:13: “Posso enfrentar todas as situações pelo poder que Cristo me dá”.

Prezado ouvinte, diante dessa grande guerra entre o bem e o mal, diante da ação de tão perigosos inimigos, vá ao Salvador Jesus agora. Confie nEle e receba o poder e a vitória sobre o pecado e tenha paz com Deus.




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Pr. Marcelo Augusto de Carvalho




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