Logo, a burguesia ascendente necessitava de uma religião que a redimisse dos pecados da acumulação de dinheiro. Junto a isso havia o fato de que o sistema feudalista



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Logo, a burguesia ascendente necessitava de uma religião que a redimisse dos pecados da acumulação de dinheiro.

Junto a isso havia o fato de que o sistema feudalista estava agora dando lugar às Monarquias nacionais que começam a despertar na população o sentimento de pertencimento e colocam a Nação e o rei acima dos poderes da Igreja.

Desta forma, Martinho Lutero, monge agostiniano da região da Saxônia, deflagrou a Reforma Protestante ao discordar publicamente da prática de venda de indulgências pelo Papa Leão X.

Leão X (1478-1521) com o intuito de terminar a construção da Basílica de São Pedro determinou a venda de indulgências (perdão dos pecados) a todos os cristãos. Lutero, que foi completamente contra, protestou com 95 proposições que afixou na porta da capela de Wittemberg Exatamente no dia 31 de outubro de 1517. Em suas proposições condenava a prática vergonhosa do pagamento de indulgências, o que fez com que Leão X exigisse dele uma retratação pelo ato. O que nunca foi conseguido. Leão X então, excomungou Lutero que, em mais uma manifestação de protesto, rasgou a Bula Papal (documento da excomunhão), queimando-a em público.

A Reforma Protestante foi um evento histórico quase tão importante como o Iluminismo e mais importante do que o Renascentismo. Ele alterou não somente o curso da igreja mas também o da própria sociedade. Neste ponto a reforma difere do reavivamento também: o último revitaliza grandemente uma igreja morna enquanto o primeiro reorienta a sociedade e as tendências sociais em geral. Seus profundos efeitos sociais são possíveis porque a reforma envolve a reordenação de pensamento, uma ocasião na qual, diferentemente da obra de reavivamento (não importa quão necessária e influente possa ser), é capaz de estruturar o estado dos assuntos além da esfera da igreja.

Diante da realidade da igreja de nossos dias a pergunta é: Precisamos de reforma ou de um reavivamento? Quanto a isso veja o que Andrew Sandlin me respondeu: “Um reavivamento despertará a dormente e mundana igreja de nosso tempo e lhe dará uma fresca devoção ao Deus do universo e a Seu Filho. Uma reforma, contudo, desmantelará o eixo secularista/materialista/humanista mortífero que presentemente domina o Ocidente. Não somente a religião, mas também a lei, as artes e a política serão reformadas”.

A.W. Tozer asseverava que a reforma deve preceder o reavivamento porque aqueles que não são de forma apropriada reformados não serão de forma digna reavivados; e se eles forem reavivados, simplesmente persistirão em suas ideias e práticas errôneas numa escala, até mesmo, mais perigosa. O reavivamento no Pentecostes foi precedido por três anos e meio de cuidadosa preparação. Seria tolice para Cristo reavivar espiritualmente os apóstolos, porque eles não tinham virtualmente nada digno em si mesmos de se reavivar. Quando, contudo, Ele os instruiu numa devoção apropriada ao Pai e a Si mesmo, eles foram preparados para um reavivamento da dureza anterior do Judaísmo de virtualmente todo o Israel na vinda de Cristo. O reavivamento do Judaísmo do Antigo Testamento nunca teria virado o mundo do século I “de cabeça para baixo”. Requereu-se uma reforma para fazer isso.

Paulo condenou com veemência qualquer teoria filosófica, a respeito de Deus, que professasse mostrar a causa da existência do mundo e oferecer orientação moral à parte da revelação divina. Em Colossenses 2.8-10, ele diz:

Cuidado que ninguém vos venha a enredar com sua filosofia e vãs sutilezas, conforme a tradição dos homens, conforme os rudimentos do mundo, e não segundo Cristo:



porquanto nele habita corporalmente toda a plenitude da Divindade. Também nele estais aperfeiçoados. Ele é o cabeça de todo principado e potestade.

A frase "venha a enredar" (v.8) vem da palavra gregasylagogeo, que se referia a levar os cativos ou outros despojos da guerra. Nesse sentido, ela transmitia a idéia de um rapto. Ela retrata o modo como a heresia "Cristo + filosofia" estava seqüestrando os colossenses para longe da verdade, levando-os à escravidão do erro. Assim o apóstolo retratou a filosofia como uma predadora que procura escravizar cristãos sem discernimento, por meio de "vãs sutilezas" (v.8).

"Vãs" fala de algo vazio, destituído da verdade, fútil, infrutífero e sem efeito. A filosofia declara ser verdadeira mas é totalmente enganosa, como um pescador que captura sua presa involuntária, ao esconder um anzol mortal dentro de um saboroso bocado de alimento. O peixe pensa que está sendo alimentado quando, em vez disso, torna-se alimento. Igualmente, aqueles que abraçam uma filosofia humana sobre Deus e o homem podem pensar que estão recebendo a verdade, mas, em vez disso, estão recebendo vão engano, que pode levar à condenação eterna.

A filosofia é inútil porque se fundamenta na "tradição dos homens" e nos "rudimentos do mundo" (v.8), e não em Cristo. A "tradição dos homens" se refere às especulações humanas




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