Lição 8 23 de fevereiro de 2008 Devoção Real



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Lição 8


23 de fevereiro de 2008


Devoção Real



HISTÓRIA BÍBLICA: 2 Crônicas 14-16; 1 Reis 15:8-16:34.

COMENTÁRIO: Profetas e Reis, capítulo 8.
PREPARANDO-SE PARA ENSINAR
I. SINOPSE

Por várias vezes, encontramos na Bíblia tristes descrições de reis que governaram Israel, como por exemplo: “Ele pecou contra Deus, seguindo o mau exemplo do seu pai” (1 Reis 22:53; 2 Reis 8:18; 15:18, etc.). Por outro lado, é maravilhoso encontrar as raras exceções, como o rei Asa, que foi lembrado como o rei que “fez o que era bom e direito e assim agradou ao Senhor, seu Deus”. 2 Crônicas 14:2. Antigamente, a devoção total a Deus era uma rara virtude em Israel.

Mesmo em nossos dias, a devoção total e completa raramente é encontrada. Em muitos aspectos, nossa cultura hoje exige comprometimento. Portanto, Jesus nos chama para sermos Seus, exclusivos, dedicados e totalmente comprometidos em fazer parte do reino de Deus na Terra. Ellen White escreveu a respeito da necessidade de homens plenamente devotados (homens e mulheres são igualmente chamados a cumprir este elevado ideal): “A maior necessidade do mundo é a de homens – homens que se não comprem nem se vendam; homens que no íntimo da alma sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus.” –Educação, pág. 57.

De muitas maneiras, Asa foi um dedicado seguidor de Deus. Ele obedeceu ao Senhor durante os primeiros dez anos de seu reinado. Aboliu praticamente toda a idolatria em Judá. Ele depôs Maacá, sua avó, que adorava ídolos. Depois, por confiar a batalha totalmente a Deus, obteve uma importante e esmagadora vitória contra os exércitos de Cuche. Ao compararmos com os terríveis propósitos de Acabe e Jezabel, Asa se destaca pelos nobres traços de caráter que serão discutidos nesta lição.

Apesar de todas as suas qualidades, nem toda a vida do rei Asa esteve livre de erro. Fez alianças não aprovadas por Deus com outras nações e povos pagãos. Quando Hanani revelou o pecado do rei, reagiu com ira e impetuosidade. Mas, apesar de alguns altos e baixos, ele ainda é lembrado por ter deixado um exemplo positivo. O livro de 2 Crônicas, capítulo 15, verso 17, resume a história do rei Asa assim: “Ele não destruiu todos os lugares pagãos de adoração, porém foi fiel a Deus toda a sua vida.”

II. OBJETIVOS

Os alunos deverão:

• Aprender mais a respeito de personagens não tão conhecidos da história de Israel. (Saber)

• Descobrir as maravilhosas lições da história do povo de Deus no passado. (Sentir)

• Ser desafiados a se dedicarem completamente a Jesus. (Responder)


III. PARA EXPLORAR

• Secularismo/mundanismo

• Violência

• Reverência


ENSINANDO
I. INICIANDO
Atividade
Encaminhe os alunos à seção da lição intitulada O Que Você Acha? O exercício poderá ser desenvolvido através da seguinte atividade:

Peça para os alunos escreverem as tentações que enfrentam no dia-a-dia. Recolha os papéis logo que terminarem de escrever.

Peça para fazerem uma rápida representação das situações que abrem portas para as tentações que mencionaram. Para cada situação, peça três voluntários – um anjo mau, um anjo bom e a pessoa que irá enfrentar a tentação. O que será tentado deverá se sentar em uma cadeira, com o anjo mau de um lado e o anjo bom do outro. Escolha alternadamente cada tentação e leia em voz alta. Oriente o anjo mau e o anjo bom para tentar influenciar a decisão de quem será tentado. Mude os participantes com as diferentes situações para que todos possam participar. Encerre pedindo aos alunos para que falem do que sentiram enquanto faziam os diferentes papéis.
Ilustração

Leve um bolo de aniversário com velas que voltam a acender depois que apagaram e conte esta ilustração com suas próprias palavras:

Muitas pessoas vêem a vida espiritual como se fosse o compromisso de soprar velas de aniversário que voltam a acender, mesmo quando apagam. Há aqueles que pensam que se conseguirem soprar o orgulho, a vaidade, a glutonaria e assim por diante, poderão até se parecer com cristãos. Essa idéia só pode levar ao fracasso. Não irá demorar até que a pessoa se sinta derrotada e exausta.

Afinal, qual é a solução? O segredo não é soprar mais forte. Ao contrário, o único caminho é estar na presença de Jesus. O pecado e nosso Senhor Jesus não podem coexistir no mesmo coração. A batalha a ser vencida é a de sempre permanecer na presença de Deus, para que nossa vontade seja transformada de acordo com a dEle.

Parece um pai contando a experiência de ver sua filha de três anos lutar contra a tentação de atacar o pote de biscoitos. A menina não percebe que o pai a observa de longe. Assim, sobe as gavetas do armário e estica o bracinho até conseguir tirar um biscoito. Então, percebe que pode tirar quantos biscoitos quiser. Seu coração quer resistir à tentação, mas a carne suplica pelo doce. Assim que segura nas mãos aquele biscoito, o pai limpa a garganta. Instantaneamente, ela joga o biscoito no chão e mostra que não irá comer fora de hora.

Pense nisso: num momento a menina não conseguia resistir à tentação, mas no instante seguinte ela toma a postura correta. O que fez a diferença? Simples – foi a presença do pai.
II. ENSINANDO A HISTÓRIA
Uma Ponte Para a História

Em suas próprias palavras, compartilhe o seguinte:

Nossas lutas contra as tentações ocorrem da mesma maneira. Se depender do esforço pessoal, a carne sempre vence. Mas quando vivemos na presença do nosso Pai celestial, permitimos que Ele lute em nosso lugar e vença a batalha para nós.

Para Thomas Kelly, a vitória vem assim: “Não adianta ranger os dentes, cerrar os punhos e dizer: ‘Vou conseguir, vou conseguir.’ Relaxe. Solte-se. Entregue-se a Deus. Aprenda a viver na voz passiva... E deixe que a vida seja dirigida para você.” – “Holy Obedience”, citado em http://www.quaker.org/panphlets/wp11939p.html

O rei Asa descobriu esse princípio espiritual quando venceu a épica batalha contra os formidáveis cuchitas Ao invés de lutar com suas próprias forças, ele “pediu socorro ao Senhor, seu Deus, dizendo: ‘– Ó Deus, Tu podes socorrer tanto os fortes como os fracos. Ajuda-nos, ó Senhor, nosso Deus, pois confiamos em Ti e em Teu nome estamos aqui para lutar contra este grande exército. Tu, ó Senhor, és o nosso Deus. Ninguém pode resistir ao Teu poder”. 2 Crônicas 14:11. Ao tomar essa atitude, Asa descobriu que a batalha não é nossa, mas do Senhor (2 Crônicas 20:15).


Aplicando a História (Para Professores)

Após ler com seus alunos a seção Estudando a História, use as perguntas a seguir, em suas próprias palavras, para discutir com eles.

Quais são os personagens principais da história?

• Sublinhe cada parte da história que seja importante para a compreensão.

• O que você aprendeu de novo a respeito do caráter de Deus através da história de Asa? De Acabe? De Jezabel?

• Faça um gráfico mostrando os altos e baixos da vida de Asa. Por que você acha que Asa se afastou de Deus depois de um início de reinado tão promissor? Quais salvaguardas podemos colocar em nossa vida para não repetirmos os mesmos erros de Asa?

• Compare as histórias de Asa, Acabe e Jezabel. Que lições podemos aprender com cada um?

• Qual dos discípulos mais lembra a história de Asa? Por quê? Qual deles lembra a história de Acabe?

• De que maneira a história de Asa nos ajuda a enxergar nossas atitudes diante da cultura secular de nossos dias?

• Como podemos comparar ou diferenciar as guerras tão violentas da história de Israel com as “guerras santas” de nossos dias?

• O que esta lição nos ensina sobre a reverência?

• Como a vida de Asa ilustra os princípios espirituais relacionados abaixo?

1. Deus não apenas reafirma o que é bom, mas confronta o mal.

2. O comprometimento total com Deus trará os resultados mais favoráveis.

3. Um plano bem-sucedido não é necessariamente um indicativo da aprovação de Deus.



Utilize as passagens a seguir como fontes alternativas relacionadas à lição desta semana: Josué 24:15; 1 Coríntios 16:13; 2 Timóteo 1:8; Mateus 16:24-26; Marcos 8:34-38; 1 Pedro 1:6 e 7.
Apresentando o Contexto e o Cenário

Use as informações a seguir para elucidar a história para seus alunos. Explique em suas próprias palavras.

1. Durante o reinado de Asa em Judá, não havia paz entre Judá e Israel. Em 2 Crônicas 14:1 está registrado que “seu filho Asa ficou no lugar dele [Abias] como rei. Durante o reinado de Asa houve dez anos de paz na terra de Judá”. Essa década de paz não foi mencionada em 1 Reis 15:16. Ao contrário, está escrito que “houve guerra entre Asa e Baasa, rei de Israel, todos os seus dias” (VARA). Logicamente, o texto não indica que houve combates contínuos durante os quarenta e um anos do reinado de Asa (veja 2 Crônicas 16:13 e 1 Reis 15:10); o que havia era uma tensão incessante entre as dez tribos de Israel, ao norte, e as duas tribos do reino de Asa, ao sul.

2. Quem foram os cuchitas que Deus derrotou através de Asa? Cuche (proveniente da palavra hebraica que quer dizer “desconhecido") foi filho de Cam e o ancestral de povos: Sebá, Havil, Sabtá, Raamá e Sabteca (Gênesis 10:6-8; 1 Crônicas 1:8). A terra dos cuchitas era conhecida como Etiópia e ficava na região ao sul do Egito. Mais tarde, foi chamada de Núbia, onde hoje está localizado o Sudão.

3. Os capítulos 14 e 15 de 2 Crônicas devem ser lidos juntos, por mostrarem os dois aspectos das reformas que Asa realizou em Judá. No começo, no capítulo 14, vemos a prosperidade resultante das reformas de Asa. No capítulo 15 estão registrados os detalhes interiores e espirituais das reformas realizadas. Como resultado dessa dupla reforma, o capítulo 15 conclui afirmando: “Ele não destruiu todos os lugares pagãos de adoração, porém foi fiel a Deus toda a sua vida. Ele colocou no Templo todos os objetos que o seu pai havia separado para o Senhor Deus e também os objetos de prata e de ouro que ele mesmo havia separado. E não houve mais guerra até o ano trinta e cinco do seu reinado.” 2 Crônicas 15:17-19.

4. Segundo Crônicas 15:16 relata que Asa tirou sua avó da posição de rainha mãe, “porque ela havia mandado fazer uma figura imoral para servir como Poste-ídolo”. O site Wikipedia.com dá uma idéia do que eram as imagens ou os postes-ídolos de Aserá:

“Um poste-ídolo de Aserá era um poste ou possivelmente uma árvore plantada para adorar a deusa-mãe ugarítica Aserá.

Os postes de Aserá são mencionados na Bíblia Hebraica nos livros de Êxodo, Deuteronômio, Juízes, Livro dos Reis, segundo livro das Crônicas, nos livros de Isaías, Jeremias e Miquéias.

A Bíblia Hebraica sugere que os postes eram feitos de madeira. No sexto capítulo do Livro de Juízes, Deus ordenou que Gideão derrubasse um poste-ídolo que ficava ao lado do altar a Baal e usar a madeira do poste para queimar um sacrifício.

A Bíblia Hebraica também relata que Deus não tolerava os postes de Aserá. Deuteronômio 16:21 (VARA) diz que “não estabelecerás poste-ídolo, plantando qualquer árvore junto ao altar do Senhor, teu Deus, que fizeres para ti”. Observa-se que essa passagem contrasta com a evidência arqueológica, que sugere que até o século sexto a.C., o povo judeu mantinha em suas casa imagens ou pinturas de Aserá, o que é muito comum se ser encontrado nos sítios arqueológicos “(http://en.wikipedia.org/wiki/Asherah_pole).

Dicas Para um Ensino de Primeira Linha

A história da História

Para alguns alunos, estudar História pode parecer a verdadeira cura para insônia.

Se perceber que os alunos estão ficando sonolentos enquanto apresenta as histórias dos reis de Israel, não entre em desespero. Embora História seja um tanto difícil de ensinar, um método prático é ensinar como se estivesse contando uma história. Por exemplo, você ou um voluntário poderia ir vestido de rei Asa e contaria a história na primeira pessoa. Se houver uma sinagoga em sua cidade, convide um rabino para contar a história do povo judeu. Outra opção é procurar um filme que mostre a vida na época dos reis de Israel. Os alunos serão muito mais receptivos às lições se tiverem o interesse despertado e puderem vivenciar o período que estão estudando, ao invés de simplesmente memorizarem fatos e datas históricas.
III. ENCERRAMENTO

Atividade

Encerre com uma atividade e explique em suas próprias palavras.

Numa lousa ou quadro, faça uma lista com o que os alunos consideram suas prioridades. Peça para dizerem tudo o que lhes vier à mente. Podem dizer qualquer coisa, como escola, dinheiro, amigos, igreja, comida, e assim por diante. Escreva cada item. Depois, discuta com eles a maneira como a fé deve se encaixar em cada prioridade relacionada. Se a maior prioridade de uma pessoa é ser um seguidor de Cristo, como as prioridades listadas serão afetadas? Se o desejo de uma pessoa fosse deixar um legado como o de Asa (“Foi fiel a Deus toda a sua vida.” II Crônicas 15:17) como seria a vida dela em nossos dias, tomando como base todas as atividades e responsabilidades que temos hoje? De que maneira esse desejo teria impacto sobre suas prioridades?

Lembre os alunos que a fé é um comprometimento pessoal com Jesus Cristo. Fé não é fazer de tudo para ser bom. É viver na presença de Jesus constantemente. Nessa amizade pessoal com Jesus, o comprometimento total flui naturalmente. Encerre com uma oração, permitindo que os alunos passem alguns minutos com Deus em oração silenciosa.
Resumo

Em suas próprias palavras, compartilhe os seguintes pensamentos:

Asa foi um homem de Deus. Um comentário o descreveu assim: “O coração de Asa esteve com o Senhor em todos os seus dias. Os primeiros dez anos de seu reinado foram ocupados em abolir a idolatria e nas reformas religiosas. Reconhecendo Deus em todos os seus caminhos, Asa foi divinamente dirigido.” – Herbert Lockyer, All the Kings and Queens of the Bible, pág. 118.

Asa não era perfeito. Cometeu uma série de erros. Mas ele foi “divinamente guiado” e sua jornada espiritual foi significativamente diferente da vida de Acabe, Jezabel e muitos outros reis e rainhas de Israel, principalmente devido à sua dependência incondicional de Deus. Ele clamou ao Senhor pedindo ajuda e Deus veio em seu socorro. Conseqüentemente, como Davi, Asa é lembrado como um grande rei que teve o coração guiado por Deus.

Nós também podemos fazer coisas extraordinárias através do poder de Deus. Tudo o que é necessário é um relacionamento com Jesus e a coragem para confiar em Sua providência.


[Box Especial]

Lembre os alunos sobre o plano de leitura, em que eles estudarão, na série O Grande Conflito, o comentário inspirado da Bíblia. A leitura correspondente a esta lição é Profetas e Reis, capítulo 8.



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