Lá onde existe o reIno



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Encontro26.07.2018
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ONDE EXISTE O ReIno


Subsídio para os encontros de grupo

O cargo de Anna Maria Cipriano (Presidente da Confederação CVS Internacional)


Colaboraram:

Al Nameh Samar,

Jelonek Eulalia,

Petitti Angela,

Manganiello Anna Maria e Paola,

Ruga Pe Luciano


Traduções:

Francês: Schirmer Adrienne

Inglês: Altobelli Barbara

Polaco: Jelonek Eulalia e Izabela Rutkowska

Português: Bastos Armando

Espanhol: Blanco Perez Aníbal

Húngaro: Lupsa Norbert

O “CVS Internacional” é uma Confederação Internacional aprovada pelo Pontifício Conselho para os Leigos, no ano 2004.


Tem como objectivo promover, favorecer e assegurar a realização da intuição carismática de Mons. Luís Novarese que vê no sofrimento, oferecido pela pessoa, uma participação no mistério pascal de Cristo que a converte em apóstolo. Assim a pessoa que sofre transforma-se em “primícia e profecia” para a valorização de toda a forma de sofrimento presente na vida do homem. Tudo isto com espírito de profunda adesão aos apelos de oração e penitência, próprios da espiritualidade mariana de Lourdes e Fátima.

A Confederação reconhece as duas aparições como momentos e lugares da sua origem espiritual.


A Confederação CVS está presente na Europa, Ásia, África, Estados Unidos da América e América Latina.
Índice
Apresentação ………………………………………………………………………………. pág. 4
Indicações práticas para a utilização das fichas ……………………………………...… pág. 5
Fichas de 1 a 12 …………………………………………………………………………… pág. 7

Em cada ficha:



  • Texto bíblico

  • Reflexão

  • Salmo

  • Compromisso no apostolado

Rito de Adesão ………………………………………………………………………..…. pág. 37


Pensamento mariano do Fundador, Mons. Luís Novarese ………………….....……. pág. 42
Reflexão sobre o Reino à luz do pensamento do Fundador Mons. L. Novarese...... pág. 43
Apresentação
Lá onde existe o Reino
O reino de Deus é a presença de Cristo no mundo, com as características próprias e as exigências que daí derivam para o cristão. No caminho de formação para os próximos três anos (2011-2014), o projecto da Confederação CVS Internacional orienta-nos de imediato para um tema que aponta com força para a responsabilidade e para o compromisso activo que caracterizam as nossa associações. 2011: O reino de Deus. Presença de Cristo, com as características próprias e as exigências que daí derivam para o cristão. A adesão à fé comporta o crescimento orientado para uma participação adulta e activamente responsável na obra de Cristo. 2012: A universalidade dos povos e da existência. Extensão universal do Reino de Deus e missão do Espírito “até aos confins da terra”. 2013: Os caminhos da missão. A necessidade de um testemunho credível. A coragem de diversificar nas dinâmicas de inculturação do Evangelho.

Encontramos nestas páginas breves indicações para animar o nosso caminho de formação no ano pastoral 2011-2012. São simples indicações que pretendem favorecer o nosso envolvimento: na pesquisa de textos bíblicos mais concernentes ao caminho das nossas igrejas locais; a atenção aos documentos do magistério universal e às cartas pastorais dos nossos bispos; sobretudo o aporte das nossas reflexões, da nossa capacidade de oração e de acção. O Reino, e nós nele, está mesmo “lá”: onde nos encontramos nós, onde habitam os nossos irmãos e irmãs que sofrem, onde existe paixão pela vida.


Padre Luciano Ruga

(Moderador-geral SOdC)


Indicações práticas para a utilização das fichas
Podemos utilizar o texto bíblico proposto ou, se for oportuno, podemos escolher um texto bíblico idóneo entre aqueles citados no plano pastoral da Conferência episcopal nacional do nosso país ou numa carta pastoral do nosso bispo. Nas leituras bíblicas procuremos sublinhar aquilo que se relaciona com a finalidade do nosso compromisso, como actuação da vitória pascal sobre o mal e sobre a morte.
O encontro de grupo ou o tempo de reflexão pessoal podem ser organizados segundo os momentos clássicos da lectio:

  • leitura

  • reflexão

  • oração

  • compromisso

- No encontro de grupo deixemos que cada um possa exprimir a reflexão que o texto bíblico suscitou. Se emergir um aspecto de interesse particular, façamos dele objecto de um breve debate, no qual todos os presentes possam exprimir o seu pensamento.

- Procuremos oferecer com simplicidade os nossos contributos de reflexão, de modo a favorecer o mais possível a compreensão do texto. Sobre o argumento que tenha suscitado maior interesse, procuremos qualquer indicação nos documentos oficiais da Igreja (catecismo, textos do Concílio Vaticano II, discursos do Papa, cartas do bispo, programas pastorais para o ano em curso, …).

- No fim deste breve caminho de reflexão, reservemos um momento para a oração. Escolhamos um salmo que julguemos pertinente ao tema, leiamo-lo lentamente, prestando atenção às palavras. Se estivermos em grupo decidamos como o recitar em conjunto (em coro alternado, ou com um solista e um refrão …).

As palavras do salmo sugerem-nos também algumas orações pessoais: com palavras nossas, considerando a vida nos seus aspectos, não só aqueles que necessitam de ajuda mas também os belos e alegres, que nos sugerem sentimentos de louvor e de gratidão.

- Quanto descobrimos na reflexão, torne-se conteúdo e estratégia do nosso apostolado, para compartilhar o nosso caminho com as pessoas que sofrem. Perguntemo-nos quem são aqueles que têm maior necessidade de ouvir este anúncio, de se confrontarem com a proposta de sentido da vida, em cada momento, incluindo a amargura do sofrimento. Procuremos juntos como apresentar os conteúdos da espiritualidade do CVS, como sensibilizar as nossas paróquias para uma maior atenção às pessoas doentes, deficientes, idosas. Sabemos que muitas vezes também a Igreja se limita a oferecer uma qualquer forma de assistência e não ajuda as pessoas a tornarem-se responsáveis pela sua dignidade de baptizados, sujeitos activos, protagonistas na acção pastoral e social. Tenhamos em conta também caminhos e propostas da nossa igreja local.

Definamos concretamente os compromissos que individualmente ou como grupo entendemos assumir. É importante que sejam coisas possíveis, verdadeiramente úteis e que possamos efectivamente realizar.

Lembremos a necessidade de vigiar para que sejam sempre acções capazes de envolver os destinatários de modo a torná-los protagonistas activos.




  1. Para que Deus seja tudo em todos

A nossa participação no Reino de Deus, no cumprimento da sua presença em nós e em todos, tem uma força totalizadora. A presença de Deus no mundo que caracteriza a nossa experiência humana, nasce da ressurreição de Cristo. Esta fonte de vida está abertamente em luta com toda a realidade de doença ou de morte. Trata-se de realidades inimigas a derrotar em cada dia, até à vitória definitiva, à submissão de tudo a Deus, até ao completo advento do Reino.


Texto bíblico: 1Cor 15, 20-28.
20Mas não! Cristo ressuscitou dos mortos, como primícias dos que morreram. 21Porque, assim como por um homem veio a morte, também por um homem vem a ressurreição dos mortos. 22E, como todos morrem em Adão, assim em Cristo todos voltarão a receber a vida. 23Mas cada um na sua própria ordem: primeiro, Cristo; depois, aqueles que pertencem a Cristo, por ocasião da sua vinda. 24Depois, será o fim: quando Ele entregar o reino a Deus e Pai, depois de ter destruído todo o principado, toda a dominação e poder. 25Pois é necessário que Ele reine até que tenha colocado todos os inimigos debaixo dos seus pés. 26O último inimigo a ser destruído será a morte, 27pois Deus tudo submeteu debaixo dos pés dele. Mas quando diz: «Tudo foi submetido», é claro que se exclui aquele que lhe submeteu tudo. 28E quando todas as coisas lhe tiverem sido submetidas, então o próprio Filho se submeterá àquele que tudo lhe submeteu, a fim de que Deus seja tudo em todos.
Reflexão
No texto da primeira epístola aos Coríntios, donde foi tirada a citação do título, colhemos a menção da morte como “último inimigo”. Poderemos dizer que se formos capazes de vencer a morte não existe nenhum outro mal que nos possa derrotar. Vencemos quando sabemos viver em comunhão com Cristo ressuscitado. Sigamos o seu exemplo, imitemos a sua vida: Cristo, de facto é a “primícia”. Estejamos pois certos de que também cada um de nós pode dar continuidade à “primícia”, até à realização, até que Deus seja tudo em todos.

Jesus é o primeiro dos ressuscitados, não o único. O facto de que haja um “primeiro” supõe necessariamente um séquito. Primeiro Cristo e depois os crentes. Tal participação não se refere só à vitória sobre a morte. Ressuscitamos com Cristo em cada dia, vencendo o mal e o não sentido da dor. Cooperemos tambem nós na realização plena do projecto de Deus na história e no mundo: que todos vivam a experiência do seu amor, comportando-se como filhos.



Salmo 24 (23)

Hino ao Rei Glorioso


1 Ao Senhor pertence a terra e o que nela existe,

o mundo inteiro e os que nele habitam;

2pois Ele a fundou sobre os mares

e a consolidou sobre os abismos.

3 Quem poderá subir à montanha do Senhor

e apresentar-se no seu santuário?

4O que tem as mãos inocentes e o coração limpo,

o que não ergue o espírito para as coisas vãs,

nem jura pelo que é falso.

5 Este há-de receber a bênção do Senhor

e a recompensa de Deus, seu salvador.

6Esta é a geração dos que o procuram,

dos que buscam a face do Deus de Jacob.

7 ó portas, levantai os vossos umbrais!

Alteai-vos, pórticos eternos,

que vai entrar o rei glorioso.

8 Quem é esse rei glorioso?

É o Senhor, poderoso herói,

o Senhor, herói na batalha.

9 Ó portas, levantai os vossos umbrais!

Alteai-vos, pórticos eternos,

que vai entrar o rei glorioso.

10Quem é Ele, esse rei glorioso?

É o Senhor do universo!

É Ele o rei glorioso.
Compromisso de apostolado
O tema tratado sugere-nos possiveis atenções a ter com aqueles que se encontram a viver a experiência do luto pela morte de uma pessoa querida. É uma situação muito frequente e envolve sempre pessoas que habitualmente não se põem questões sobre a fé, sobre a vida eterna, sobre o sentido da existência.


  1. Liberdade real

Um convite a mudar a atitude muitas vezes negativa e crítica em relação aos outros exortando-nos à procura da santidade, na compreensão e aceitação do outro.


Texto bíblico: Filémon 1, 8-20
8Por isso, embora tenha toda a autoridade em Cristo para te impor o que mais convém, 9levado pelo amor, prefiro pedir como aquele que sou: Paulo, um ancião e, agora, até prisioneiro por causa de Cristo Jesus. 10Peço-te pelo meu filho, que gerei na prisão: Onésimo, 11que outrora te era inútil, mas agora é, para ti e para mim, bem útil. 12É ele que eu te envio: ele, isto é, o meu próprio coração. 13Eu bem desejava mantê-lo junto de mim, para, em vez de ti, se colocar ao meu serviço nas prisões que sofro por causa do evangelho. 14Porém, nada quero fazer sem o teu consentimento, para que o bem que fazes não seja por obrigação, mas de livre vontade. 15É que, afinal, talvez tenha sido por isto que ele foi afastado por breve tempo: para que o recebas para sempre, 16não já como escravo, mas muito mais do que um escravo: como irmão querido; isto especialmente para mim, quanto mais para ti, que com ele estás relacionado tanto humanamente como no Senhor. 17Se, pois, me consideras em comunhão contigo, recebe-o como a mim próprio. 18E se ele te causou algum prejuízo ou alguma coisa te deve, põe isso na minha conta. 19Sou eu, Paulo, que o escrevo pela minha própria mão: serei eu a pagar. Isto, para não te dizer que me deves a tua própria pessoa. 20Sim, irmão, possa eu sentir-me satisfeito contigo no Senhor: reconforta o meu coração em Cristo.
Reflexão
A carta é enviada por Paulo ao amigo Filémon com a finalidade de lhe recomendar um seu escravo, Onésimo, que se tinha afastado da casa do patrão. Tendo encontrado o apóstolo e recebido o baptismo, o escravo volta para Filémon, acompanhado da exortação de Paulo que sublinha o caminho realizado. Uma nova ligação de fraternidade é, pois, presente na vida de ambos: escravo e patrão.

No ensinamento do apóstolo, a salvação realiza-se exclusivamente mediante uma verdadeira e profunda conversão a Cristo. Esta porém não pode permanecer em nós como um puro sentimento interior, mas deve dar orígem a atitudes concretas de fraternidade e de amor. O âmbito natural em que se realizam estas ligações fraternas é a comunidade dos cristãos. Tal pressuposto exige que aprendamos a superar todas as barreiras. Em Cristo se realiza uma verdadeira igualdade entre todos. Paulo todavia não tirou desta premissa uma tomada de posição contrária à escravidão, fenómeno comum no seu tempo e que se prolongou ainda por muito tempo na história.

O apóstolo certamente colhe a contradição entre escravidão e fraternidade, assinalando a exigência de que qualquer situação social deva, de qualquer modo, ser respeitosa da plena dignidade baptismal. Um olhar de liberdade que estendemos a toda a situação que nos possa tornar escravos. A dignidade baptismal vence também a nossa doença, a deficiência e o sofrimento.
Salmo 32 (31)

A alegria do homem perdoado


1Feliz aquele a quem é perdoada a culpa

e absolvido o pecado.

2 Feliz o homem a quem o Senhor não acusa de iniquidade

e em cujo espírito não há engano.

3Enquanto me calei, os meus ossos definhavam

no meu gemido de todos os dias,

4 pois a tua mão pesava sobre mim dia e noite;

o meu vigor consumia-se com o calor do Verão.

5Confessei-te o meu pecado e não escondi a minha culpa;

disse: «Confessarei ao Senhor a minha falta»;

e Tu me perdoaste a culpa do pecado.

6Por isso, todo o fiel te invoca

no tempo da angústia.

E, mesmo que transbordem águas caudalosas,

jamais o hão-de atingir.

7 Tu és o meu refúgio: livras-me da angústia

e me envolves em cânticos de libertação.

8«Vou ensinar-te e mostrar-te

o caminho que deves seguir;

de olhos postos em ti, serei o teu conselheiro.

9 Não sejas irracional

como um cavalo ou um jumento,

cujo ímpeto só é dominado com freio e cabresto,

para os aproximares de ti.»

10Muitos são os sofrimentos do ímpio;

mas, a quem confia no Senhor, o seu amor o envolve.

11 Alegrai-vos, justos, e regozijai-vos no Senhor;

exultai todos vós, que sois rectos de coração!



Compromisso de apostolado
Aquilo que temos de mais precioso está dentro de nós: é a nossa vida, que recebemos de Deus. Uma vida a canalizar sem medida, multiplicada pela alegria, para os nossos irmãos. Só assim poderemos dizer que a nossa vida é posta ao “serviço dos outros”. O cristianismo é viver a alegria mesmo na dor: já não somos escravos. Que o nosso apostolado seja um serviço à alegria verdadeira dos nossos irmãos. Empenhemo-nos em construir, na comum dignidade baptismal, as nossas relações com as pessoas que encontramos.


  1. Natureza da criação

O mundo material criado para o homem participa no seu destino. Como o corpo do homem é destinado à glória, assim também o mundo será objecto de redenção.


Texto biblico: Rm 8, 18-26
18Estou convencido de que os sofrimentos do tempo presente não têm comparação com a glória que há-de revelar-se em nós. 19Pois até a criação se encontra em expectativa ansiosa, aguardando a revelação dos filhos de Deus. 20De facto, a criação foi sujeita à destruição - não voluntariamente, mas por disposição daquele que a sujeitou - na esperança 21de que também ela será libertada da escravidão da corrupção, para alcançar a liberdade na glória dos filhos de Deus. 22Bem sabemos como toda a criação geme e sofre as dores de parto até ao presente. 23Não só ela. Também nós, que possuímos as primícias do Espírito, nós próprios gememos no nosso íntimo, aguardando a adopção filial, a libertação do nosso corpo. 24De facto, foi na esperança que fomos salvos. Ora uma esperança naquilo que se vê não é esperança. Quem é que vai esperar aquilo que já está a ver? 25Mas, se é o que não vemos que esperamos, então é com paciência que o temos de aguardar. 26É assim que também o Espírito vem em auxílio da nossa fraqueza, pois não sabemos o que havemos de pedir, para rezarmos como deve ser; mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inefáveis.
Reflexão
Paulo sublinha que os sofrimentos que os crentes experimentam na vida terrena não são nada diante da glória que Deus lhes reservou. Esta glória já lhes pertence, mas em modo ainda escondido aos olhos da gente.

A revelação futura dos filhos de Deus é também objecto de uma ardente espectativa por parte de toda a “criação”, entendida como o conjunto das realidades criadas. O universo material é portanto participante, em qualquer modo, no caminho que os crentes estão a percorrer em direcção à realização final. Da caducidade em que se encontra, por causa do uso egoista que o homem faz, a criação espera a realização da salvação, na liberdade dos filhos de Deus.

O apóstolo vislumbra pois, para todas as criaturas, não só a libertação do pecado, ao qual foram submetidas, mas uma verdadeira e própria transformação, que as colocará em sintonia com a nova condição de redimidos. A espera da criação é comparada por Paolo à de uma mulher grávida que geme e sofre as dores do parto. Trata-se por isso de uma espera prolongada e fecunda. O texto interpela-nos sobre a nossa capacidade de viver a experiência da dor, como momento que faz parte da nossa existência e que podemos tornar fecunda praticando o bem. Na solidariedade entre o crente e a criação, assume uma grande importância não só a defesa do ambiente, mas tambem a intervenção na vida social e politica em função da justiça, do desenvolvimento e do bem estar de todos.
Salmo 19 (18)

Hino à criação e à lei.


2Os céus proclamam a glória de Deus;o firmamento anuncia a obra das suas mãos.

3 Um dia passa ao outro esta mensagem

e uma noite dá conhecimento à outra noite.

4 Não são palavras nem discursos

cujo sentido se não perceba.

5O seu eco ressoou por toda a terra,

e a sua palavra, até aos confins do mundo.

Deus fez, lá no alto, uma tenda para o Sol,

6 donde ele sai, como um esposo do seu leito,

a percorrer alegremente o seu caminho, como um herói.

7 Sai de uma extremidade do céu

e, no seu percurso, alcança a outra extremidade.

Nada escapa ao seu calor.

8A lei do Senhor é perfeita, reconforta o espírito;

as ordens do Senhor são firmes,

dão sabedoria ao homem simples.

9 Os mandamentos do Senhor são rectos,

alegram o coração;

os preceitos do Senhor são claros,

iluminam os olhos.

10O temor do Senhor é puro, permanece para sempre.

As sentenças do Senhor são verdadeiras,

todas elas são justas.

11 São mais desejáveis que o ouro, o ouro mais fino;

são mais doces que o mel, o puro mel dos favos.

12 Também o teu servo foi instruído por elas

e há grande proveito em cumpri-las.

13 Mas, quem poderá discernir os próprios erros?

Perdoa-me os que me são desconhecidos.

14 Preserva-me também da soberba,

para que ela não me domine.

Então, serei perfeito

e imune de falta grave.

15 Aceita, com bondade, as palavras da minha boca

e estejam na tua presença os murmúrios do meu coração,

ó Senhor, meu refúgio e meu libertador.


Compromisso de apostolado
A glória à qual estamos destinados é um caminho íngreme. Provavelmente nos caminhos do apostolado raramente encontramos os caminhos aplanados; muito menos os atalhos. Como os discipulos de Cristo somos todavia animados pela esperança que alegra o caminho. Com esta certeza podemos abeirar as pessoas que, no sofrimento, se afastaram de Deus. Através da oração e da acção reavivamos a esperança de uma vida útil e oferecida.


  1. Luz que salva

Viver na insinceridade do pecado é caminhar nas trevas. O verdadeiro cristão que está em comunhão com Deus que é luz, segue Jesus que é verdade e vida.


Texto biblico: 1Jo 1, 5-10
5Eis a mensagem que ouvimos de Jesus e vos anunciamos: Deus é luz e nele não há nenhuma espécie de trevas. 6Se dizemos que temos comunhão com Ele, mas caminhamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade. 7Pelo contrário, se caminhamos na luz, como Ele, que está na luz, então temos comunhão uns com os outros e o sangue do seu Filho Jesus purifica-nos de todo o pecado.

8Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos e a verdade não está em nós. 9Se confessamos os nossos pecados, Deus é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a iniquidade. 10Se dizemos que não somos pecadores, fazemo-lo mentiroso, e a sua palavra não está em nós.
Reflexão
O texto fala da experiência sensível do encontro com Aquele que desde o início era único Filho de Deus e se torna no tempo visível e palpável. Podemos interrogar-nos sobre qual seja a mensagem transmitida pelo evento da encarnação. Através do mistério da humanidade de Cristo, até à morte de cruz e à gloriosa ressurreição, chega à criatura humana o esplendor da luz divina. Uma luz que ilumina os corações para que compreendam o conteúdo da revelação. Deus é luz e n’Ele não existem trevas. A luz de Deus é infinitamente superior a qualquer outra luz possível à experiência humana. Superior como o é, Deus criador em relação a uma criatura, como a Sapiência em relação àquilo que por seu intermédio foi feito.

Aproximemo-nos desta luz aprendendo a conhecê-la, deixando que seja ela a iluminar a nossa existência, sobretudo nos momentos de maior dificuldade e sofrimento. Todas as trevas das criaturas são vencidas por esta luz. Cada discípulo de Cristo é convidado a reconhecer-se pecador e a deixar que a luz misericordiosa do amor vença todas as trevas do mal.


Salmo 27 (26)

O teu rosto Senhor eu procuro


1O Senhor é minha luz e salvação:

de quem terei medo?

O Senhor é o baluarte da minha vida:

quem me assustará?

2 Quando os malvados avançam contra mim, para me devorar,

são eles, meus opressores e inimigos, que resvalam e caem.

3 Ainda que um exército me cerque,

o meu coração não temerá.

Mesmo que me declarem a guerra,

ainda assim terei confiança.

4Uma só coisa peço ao Senhor

e ardentemente a desejo:

é habitar na casa do Senhor todos os dias da minha vida,

para saborear o seu encanto

e ficar em vigília no seu templo.

5No dia da adversidade, Ele me abrigará na sua cabana;

há-de esconder-me no interior da sua tenda

e colocar-me no alto de um rochedo.

6 Agora, Ele ergue a minha cabeça

acima dos inimigos que me rodeiam.

Oferecerei sacrifícios de louvor no seu santuário,

cantarei e entoarei hinos ao Senhor.

7 Ouve, Senhor, a voz da minha súplica,

tem compaixão de mim e responde-me.

8 O meu coração murmura por ti,

os meus olhos te procuram;

é a tua face que eu procuro, Senhor.

9Não desvies de mim o teu rosto,

nem afastes, com ira, o teu servo.

Tu és o meu amparo: não me rejeites nem abandones,

ó Deus, meu salvador!

10 Ainda que meu pai e minha mãe me abandonem,

o Senhor há-de acolher-me.

11Ensina-me, Senhor, o teu caminho,

guia-me por sendas direitas,

por causa dos que me perseguem.

12 Não me entregues à mercê dos meus inimigos,

pois contra mim se levantaram testemunhas falsas,

que sussurram violência.

13 Creio, firmemente, vir a contemplar

a bondade do Senhor, na terra dos vivos.

14Confia no Senhor!

Sê forte e corajoso, e confia no Senhor!
Compromisso de apostolado
Com o Baptismo tornámo-nos “filhos da luz” e capazes de difundir no mundo a “Luz”, que é Jesus. Como baptizados, e por consequência como membros do CVS, temos a tarefa específica de sermos esta luz que ilumina as trevas do pecado, do sofrimento e da dor. Não podemos ficar indiferentes pessoalmente nem como grupo CVS perante todas as situações de sofrimento que encontramos.


  1. Igreja da porta la larga

Jesus é contemporaneamente a porta e o pastor das ovelhas. Somente em Jesus e com Jesus encontramos a verdadeira vida. O bom pastor está disposto a sacrificar-se, conhece intimamente as suas ovelhas e sacrifica-se por elas.


Texto biblico: Jo 10, 7-18
7Então, Jesus retomou a palavra: «Em verdade, em verdade vos digo: Eu sou a porta das ovelhas. 8Todos os que vieram antes de mim eram ladrões e salteadores, mas as ovelhas não lhes prestaram atenção. 9Eu sou a porta. Se alguém entrar por mim estará salvo; há-de entrar e sair e achará pastagem. 10O ladrão não vem senão para roubar, matar e destruir. Eu vim para que tenham vida e a tenham em abundância. 11Eu sou o bom pastor. O bom pastor dá a sua vida pelas ovelhas. 12O mercenário, e o que não é pastor, a quem não pertencem as ovelhas, vê vir o lobo e abandona as ovelhas e foge e o lobo arrebata-as e espanta-as, 13porque é mercenário e não lhe importam as ovelhas. 14Eu sou o bom pastor; conheço as minhas ovelhas e as minhas ovelhas conhecem-me, 15assim como o Pai me conhece e Eu conheço o Pai; e ofereço a minha vida pelas ovelhas. 16Tenho ainda outras ovelhas que não são deste redil. Também estas Eu preciso de as trazer e hão-de ouvir a minha voz; e haverá um só rebanho e um só pastor. 17É por isto que meu Pai me tem amor: por Eu oferecer a minha vida, para a retomar depois. 18Ninguém ma tira, mas sou Eu que a ofereço livremente. Tenho poder de a oferecer e poder de a retomar. Tal é o encargo que recebi de meu Pai.»
Reflexão
Há um modo positivo de entrar, e um modo igualmente positivo de sair através da porta autêntica, que é Cristo. Pode dizer-se que se entra pela porta com o recolhimento interior, para reflectir. Sai-se pela porta quando o pensamento é manifestado para o exterior, na acção. Entrar através de Cristo significa pensar à luz da fé, enquanto sair através de Cristo, significa traduzir a fé em acção, diante dos homens.

O Evangelho sugere imagens para entendermos em que sentido se fala de entrar, sair e encontrar pastagem. Também o ladrão entra no recinto das ovelhas, mas fá-lo para roubar, matar, destruir. No oposto, Jesus Bom Pastor vem para que o rebanho tenha a vida em abundância. Assim à imagem do Pastor num certo sentido se sobrepõe a da porta. Quem passa através da porta que é Cristo, tem a vida entrando e ainda mais saindo, no caminho para a eternidade. No tempo presente o rebanho é a imagem da própria Igreja, lugar da presença do Bom Pastor e da salvação no encontro com Ele.

Ter vida significa fazer experiência de fé que actua mediante a caridade. Podemos amar sempre, em qualquer situação da nossa existência. Podemos portanto encontrar sempre pastagem, ter sempre uma vida plena e realizada.
Salmo 23 (22)

A felicidade e a graça serão perenes


1O Senhor é meu pastor: nada me falta.

2 Em verdes prados me faz descansar

e conduz-me às águas refrescantes.

3 Reconforta a minha alma

e guia-me por caminhos rectos, por amor do seu nome.

4Ainda que atravesse vales tenebrosos,

de nenhum mal terei medo

porque Tu estás comigo.

A tua vara e o teu cajado dão-me confiança.

5Preparas a mesa para mim

à vista dos meus inimigos;

ungiste com óleo a minha cabeça;

a minha taça transbordou.

6 Na verdade, a tua bondade e o teu amor

hão-de acompanhar-me todos os dias da minha vida,

e habitarei na casa do Senhor

para todo o sempre.
Compromisso de apostolado
Eduquemo-nos, como grupo do CVS, a não nos fecharmos em nós mesmos, no nosso grupo, na nossa paróquia ou bairro. Alarguemos os nossos horizontes territoriais mas também os nossos horizontes humanos, nas relações com as outras pessoas. Procuremos encontrar novas situações e pessoas que têm necessidade de ser guiadas por Jesus Bom Pastor. Abramos a todos, aquela porta que permitiu também a nós o encontro com Deus.


  1. Economia da salvação

Jesus deixa livre a consciência do homem que, segundo o critério da justiça, deve estabelecer aquilo que deve a Deus e aquilo que deve à sociedade civil, numa serena e harmoniosa observância recíproca de direitos e deveres.


Texto bíblico: Lc 20, 20-26
20Então, puseram-se à espreita e mandaram-lhe espiões, que se fingiam justos com o fim de o surpreender em alguma palavra, para o entregarem ao poder e à jurisdição do governador. 21Fizeram-lhe a seguinte pergunta: «Mestre, sabemos que falas e ensinas com rectidão e não fazes acepção de pessoas, mas ensinas o caminho de Deus segundo a verdade. 22Devemos pagar tributo a César, ou não?» 23Conhecendo a sua astúcia, Ele respondeu-lhes: 24«Mostrai-me um denário. De quem é a efígie e a inscrição?» Eles disseram: «De César.» 25Disse-lhes, então: «Dai, pois, a César o que é de César e a Deus o que é de Deus.» 26Não conseguiram apanhar-lhe uma palavra em falso diante do povo; ao contrário, admirados com a sua resposta, ficaram calados.
Reflexão
No texto aqueles que interrogam Jesus (fariseus e herodianos, segundo os outros snópticos), são indicados por Lucas como “espiões”. Procuram conhecer o pensamento de Jesus sobre aquilo que é legítimo, de modo a poderem decidir o comportamento em relação a Ele, procurando apanhá-lo em erro, e encontrar acusações contra Ele. A resposta de Jesus às suas perguntas apanha-os de surpresa. A preocupação de Jesus é antes de tudo salvaguardar, em cada situação política, os direitos de Deus, porque a causa de Deus coincide com a causa do homem. A afirmação do primado de Deus é a raiz da dignidade do homem e da liberdade de consciência.

De qualquer modo, está claro que Jesus não entra directamente na questão da legitimidade ou não, da dominação romana. O problema que lhe interessa é mais amplo e mais profundo. Reconhece que o Estado não se pode elevar a valor absoluto: nenhum poder político, romano ou não, se pode arrogar os direitos que competem só a Deus. Nenhum poder pode absorver todo o homem, substituindo-se à consciência. O discípulo deve recusar-se a fazer coincidir a sua consciência com os interesses do Estado. Reconhecer o primado de Deus ajuda-nos a motivar e a orientar as nossas justas reivindicações para uma maior atenção, por parte da sociedade civil, aos legitimos interesses das pessoas deficientes.



Salmo 33 (32)

O plano do Senhor subsiste para sempre


1 Exultai, ó justos, no Senhor;louvai-o, rectos de coração.

2 Louvai o Senhor com a cítara;

cantai-lhe salmos com a harpa de dez cordas.

3Cantai-lhe um cântico novo,

tocai com arte por entre aclamações.

4 As palavras do Senhor são verdadeiras,

as suas obras nascem da fidelidade.

5 Ele ama a rectidão e a justiça;

a terra está cheia da sua bondade.

6A palavra do Senhor criou os céus,

e o sopro da sua boca, todos os astros.

7 Ele juntou as águas do mar como numa represa

e guardou as torrentes do Abismo nos seus depósitos.

8 A terra inteira tema o Senhor,

tremam diante dele os habitantes do mundo.

9Porque Ele disse e tudo foi feito,

Ele ordenou e tudo foi criado.

10 O Senhor desfez os planos das nações,

frustrou os projectos dos povos.

11Só o plano do Senhor permanece para sempre,

e os desígnios do seu coração, por todas as idades.

12Feliz a nação cujo Deus é o Senhor,

o povo que Ele escolheu para sua herança.

13 Do céu, o Senhor contempla

e vê toda a humanidade;

14 do trono em que está sentado,

observa todos os habitantes da terra.

15Ele formou o coração de cada homem

e discerne todas as suas obras.

16A vitória do rei não está num grande exército,

nem o guerreiro se salva pela sua força.

17 A garantia da vitória não está no cavalo;

não é ele que salva pela sua grande força.

18Os olhos do Senhor velam pelos seus fiéis,

por aqueles que esperam na sua bondade,

19 para os libertar da morte

e os manter vivos no tempo da fome.

20 A nossa alma espera no Senhor;

Ele é o nosso amparo e o nosso escudo.

21 Nele se alegra o nosso coração

e em seu nome santo confiamos.

22 Venha sobre nós, Senhor, o teu amor,

pois depositamos em ti a nossa confiança.
Compromisso de apostolado
Conheçamos as leis que nos governam e conheçamos também as “normas” do apostolado fundado por Mons. Novarese: Responder aos pedidos da Imaculada, valorizar o sofrimento, reconhecer a dignidade da pessoa que sofre, ajudá-la a ser activa e responsável, fazer-se doente com quem é doente, colocar ao serviço a própria saúde e as próprias forças, desenvolver o apostolado sem se render perante as dificuldades, fazer-se companheiro de viagem, viver a vida da graça, entregar-se totalmente a Maria …Experimentemos escrever outras “normas”, inspiradas no nosso carisma e atentas às novas e diferentes exigências do nosso ambiente de vida. Empenhemo-nos como Grupo a observar estas indicações, verificando a sua eficácia no apoio ao nosso apostolado.


  1. Igreja fecunda

Toda a vida de um pastor, de um educador, de um pai, deve distinguir-se pela dedicação generosa à Igreja, à sociedade, à família com o seu exemplo de vida.


Texto bíblico: 1Pe 5, 1-14
1Aos presbíteros que há entre vós, eu - presbítero como eles e que fui testemunha dos padecimentos de Cristo e também participante da glória que se há-de manifestar - dirijo-vos esta exortação: 2Apascentai o rebanho de Deus que vos foi confiado, governando-o não à força, mas de boa vontade, tal como Deus quer; não por um mesquinho espírito de lucro, mas com zelo; 3não com um poder autoritário sobre a herança do Senhor, mas como modelos do rebanho. 4E, quando o supremo Pastor se manifestar, então recebereis a coroa imperecível da glória.

5Igualmente, vós, jovens, sede submissos aos presbíteros; e revesti-vos todos de humildade no trato uns com os outros, porque Deus opõe-se aos soberbos, mas dá a sua graça aos humildes. 6Humilhai-vos, pois, debaixo da poderosa mão de Deus, para que Ele vos exalte no devido tempo. 7Confiai-lhe todas as vossas preocupações, porque Ele tem cuidado de vós. 8Sede sóbrios e vigiai, pois o vosso adversário, o diabo, como um leão a rugir, anda a rondar-vos, procurando a quem devorar. 9Resisti-lhe, firmes na fé, sabendo que a vossa comunidade de irmãos, espalhada pelo mundo, suporta os mesmos padecimentos. 10Depois de terdes padecido por um pouco de tempo, o Deus que é todo graça e vos chamou em Jesus Cristo à sua eterna glória, há-de restabelecer-vos e consolidar-vos, tornar-vos firmes e fortes. 11Para Ele o poder pelos séculos dos séculos. Ámen.

12Por Silvano, a quem considero um irmão fiel, escrevo-vos estas breves palavras, para vos exortar e para vos assegurar que esta é a verdadeira graça de Deus; perseverai nela! 13Manda-vos saudações a comunidade dos eleitos que está em Babilónia e, em particular, Marcos, meu filho. 14Saudai-vos uns aos outros com um ósculo de irmãos que se amam.

Paz a todos vós, que estais em Cristo.


Reflexão
O discurso de Pedro concentra-se particularmente na vida da comunidade cristã. Em - 5, 1-5 - podemos entrever um código de comportamento eclesial: Pedro exorta os presbíteros a cuidarem do rebanho que lhes está confiado, à maneira de Cristo sumo pastor. Considerando as relações que podem intercorrer no seio da comunidade, o apóstolo convida todos a cingirem-se com a roupagem da humildade, assumindo-a como condição que é favorecida por Deus com o dom da graça. Segue o convite à sobriedade e à vigilância. Para além de toda a fadiga e dificuldade, fica a verdade fundamental de uma chamada que conduz a criatura humana à salvação eterna. Deus confirma e torna firme o caminho do crente. Este é também o intento de Pedro na sua carta: confirma os irmãos, encoraja-os na esperança. Há uma corresponsabilidade que a todos abraça e chama a um papel activo. É uma possível força das pessoas débeis ou doentes, a de poder encorajar com eficácia os outros. Estar em Cristo exige esta capacidade de dom, expressão de uma fraternidade autêntica e construtiva.
Salmo 128 (127)

Seremos como rebentos de oliveira


1Felizes os que obedecem ao Senhor

e andam nos seus caminhos.

2Comerás do fruto do teu próprio trabalho:

assim serás feliz e viverás contente.

3A tua esposa será como videira fecunda

na intimidade do teu lar;

os teus filhos serão como rebentos de oliveira

ao redor da tua mesa.

4Assim vai ser abençoado

o homem que obedece ao Senhor.

5O Senhor te abençoe do monte Sião!

Possas contemplar a prosperidade de Jerusalém

todos os dias da tua vida,

6e chegues a ver os filhos dos teus filhos.

Paz a Israel!
Compromisso de apostolado
“Apascentai o rebanho de Deus”. Palavras simples mas difíceis de pôr em prática pois, põem em jogo a própria responsabilidade. Há infinitos modos para realizá-la, tantos quantos são os homens do mundo, já que para cada um existe uma tarefa, uma missão, um compromisso apostólico. O apostolado do CVS convida-nos a ser responsáveis pela vida, nossa e dos outros. Interroguemo-nos como podemos reforçar na Igreja, a nossa tarefa de serviço à pessoa que sofre, exprimindo-o em modos concretos e verificáveis.


  1. Amor difundido nos corações

Trabalhar para o Reino de Deus é um compromisso em que é necessário envolver concretamente: o acolhimento da semente não é questão de quantidade, mas sim de qualidade.


Texto bíblico: Lc 8, 4-15
4Como estivesse reunida uma grande multidão, e de todas as cidades viessem ter com Ele, disse esta parábola: 5«Saiu o semeador para semear a sua semente. Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, foi pisada e as aves do céu comeram-na. 6Outra caiu sobre a rocha e, depois de ter germinado, secou por falta de humidade. 7Outra caiu no meio de espinhos, e os espinhos, crescendo com ela, sufocaram-na. 8Uma outra caiu em boa terra e, uma vez nascida, deu fruto centuplicado.»Dizendo isto, clamava: «Quem tem ouvidos para ouvir, oiça!»

9Os discípulos perguntaram-lhe o significado desta parábola. 10Disse-lhes: «A vós foi dado conhecer os mistérios do Reino de Deus; mas aos outros fala-se-lhes em parábolas, a fim de que, vendo, não vejam e, ouvindo, não entendam.»

11«O significado da parábola é este: a semente é a Palavra de Deus. 12Os que estão à beira do caminho são aqueles que ouvem, mas em seguida vem o diabo e tira-lhes a palavra do coração, para não se salvarem, acreditando. 13Os que estão sobre a rocha são os que, ao ouvirem, recebem a palavra com alegria; mas, como não têm raiz, acreditam por algum tempo e afastam-se na hora da provação. 14A que caiu entre espinhos são aqueles que ouviram, mas, indo pelo seu caminho, são sufocados pelos cuidados, pela riqueza, pelos prazeres da vida e não chegam a dar fruto. 15E a que caiu em terra boa são aqueles que, tendo ouvido a palavra, com um coração bom e virtuoso, conservam-na e dão fruto com a sua perseverança.»
Reflexão
A parábola do semeador constitui o perno de um discurso de Jesus sobre o tema da Palavra. A parábola não pretende descrever a natureza de tal Palavra, mas o seu caminho no homem e na história. O protagonista não é todavia o semeador, mas a semente. É, de facto, narrado o acontecimento da semente, não o do semeador. Pode dizer-se que a narração é, pelo contrário, destinada próprio aos “semeadores”, àqueles que têm a tarefa de anunciar a Palavra. Dos “ouvintes” falar-se-á só em seguida durante a explicação que o próprio Jesus dará. O éxito da sementeira descreve uma situação de grande didficuldade (a maior parte da semente cai em terreno infértil). A fadiga do semeador parece destinada à falência quase total. Ao discípulo pregador, que pode sentir-se desanimado por causa dos muitos insucessos, a parábola dirige um encorajamento. Os insucessos estão evidentemente presentes e numerosos, mas há igualmente a certeza que uma parte da semente dará fruto. Uma exortação a relembrar nos momentos em que a nossa actividade apostólica nos parece estéril.
Salmo 119 (118), 89-112

Senhor, guardarei a tua Palavra


89Senhor, a tua palavra permanece para sempre,

mais estável do que os céus.

90A tua fidelidade atravessa as gerações;

formaste a terra e ela continua firme.

91Pelos teus decretos, tudo se mantém até hoje,

porque tudo está ao teu serviço.

92Se a tua lei não fizesse as minhas delícias,

já teria sucumbido na minha aflição.

93Jamais esquecerei os teus preceitos,

pois é por eles que me dás a vida.

94Eu sou teu: salva-me,

pois sempre tenho seguido os teus preceitos!

95Os ímpios procuram a minha perdição,

mas eu estou atento às tuas ordens.

96Descubro limites em tudo o que parece perfeito,

mas os teus mandamentos são infinitos.



97Quanto amo, Senhor, a tua lei!

Nela medito todos os dias.

98Fizeste-me mais sábio do que os meus inimigos,

porque os teus mandamentos estão sempre comigo.

99Tornei-me mais sábio do que todos os mestres,

porque medito sempre nos teus preceitos.

100Entendo mais do que os anciãos,

porque cumpro as tuas instruções.

101Desviei os meus pés de todo o mau caminho

para obedecer às tuas palavras.

102Não me tenho desviado das tuas sentenças,

pois és Tu quem me ensina.

103Como são doces, ao meu paladar, as tuas palavras!

Mais doces do que o mel para a minha boca.

104Dos teus preceitos recebi entendimento;

por isso detesto os caminhos da mentira.



105A tua palavra é farol para os meus passos

e luz para os meus caminhos.

106Jurei e vou cumprir:

hei-de guardar os teus justos decretos.

107Senhor, sinto-me angustiado;

dá-me a vida, segundo a tua promessa.

108Senhor, aceita os louvores da minha boca

e dá-me a conhecer os teus decretos.

109A minha vida está continuamente em perigo,

mas não me esqueço da tua lei.

110Os pecadores armaram-me ciladas,

mas nunca me afastei dos teus preceitos.

111As tuas ordens são a minha herança para sempre,

porque elas alegram o meu coração.

112O meu coração decidiu cumprir as tuas leis;

seja essa para sempre a minha recompensa.


Compromisso de apostolado
Perante cada palavra há a possibilidade de acolhimento ou de recusa. O importante é semear e não pretender que a semente cresça sempre e em toda a parte. Podemos ter a certeza que em qualquer parte, já agora, está a nascer um fruto. Como CVS levamos o anúncio do nosso carisma específico: não há razão para desanimar, tanto menos para duvidar da sua eficácia. A confiança do agricultor ensina a olhar para além dos falhanços, para se dar conta de que a Palavra está aqui, entre desmentidos e sucessos já agora eficaz. É inútil esperar a disponibilidade de um terreno ideal. Preocupemo-nos antes pelo bem daquele terreno que temos diante de nós e semeemos com generosidade.


  1. Dom da vida

O verdadeiro amor cristão manifesta-se na capacidade de saber sacrificar-se, obedecer com constância e fidelidade aos próprios compromissos.


Texto bíblico: Jo 15, 12-17
12É este o meu mandamento: que vos ameis uns aos outros como Eu vos amei. 13Ninguém tem mais amor do que quem dá a vida pelos seus amigos. 14Vós sois meus amigos, se fizerdes o que Eu vos mando. 15Já não vos chamo servos, visto que um servo não está ao corrente do que faz o seu senhor; mas a vós chamei-vos amigos, porque vos dei a conhecer tudo o que ouvi ao meu Pai. 16Não fostes vós que me escolhes-tes; fui Eu que vos escolhi a vós e vos destinei a ir e a dar fruto, e fruto que permaneça; e assim, tudo o que pedirdes ao Pai em meu nome Ele vo-lo concederá. 17É isto o que vos mando: que vos ameis uns aos outros.»
Reflexão
O Senhor definiu o vértice do amor afirmando: Ninguém tem mais amor do que quem dá a vida pelos seus amigos (Jo 15, 13). Do mesmo modo com que Cristo deu a sua vida por nós assim também nós devemos dar a vida pelos irmãos (1Jo 3, 16), precisamente amando-nos mutuamente, como nos amou Cristo que deu a sua vida por nós. O cristão é convidado a tomar consciência do dom que recebe, como aquele que é convidado para o banquete e está consciente que deve corresponder adequadamente a quanto lhe é oferecido. Podem recordar-se as palavras do apóstolo Pedro: Ora, foi para isto que fostes chamados; visto que Cristo também padeceu por vós, deixando-vos o exemplo, para que sigais os seus passos (1Pe 2, 21). Eis o que significa acolher adequadamente quanto é oferecido no banquete divino. É isto que fizeram os mártires com ardente amor. Eles de facto deram aos seus irmãos o mesmo testemunho de amor que eles próprios tinham recebido na mesa do Senhor. No banquete da eucaristia alimentemos toda a nossa capacidade de amar.
Salmo 40 (39)

Eis-me aqui Senhor!


2Invoquei o Senhor com toda a confiança

;Ele inclinou-se para mim e ouviu o meu clamor.



3Tirou-me dum poço fatal, dum charco de lodo;

assentou os meus pés sobre a rocha

e deu firmeza aos meus passos.

4Ele pôs nos meus lábios um cântico novo,

um hino de louvor ao nosso Deus.

Muitos, ao verem isto, hão-de comover-se,

hão-de pôr a sua confiança no Senhor.

5Feliz o homem que confia no Senhor

e não se volta para os idólatras,

para os que seguem a mentira.

6Grandes coisas fizeste por nós, Senhor, meu Deus;

não há ninguém igual a ti!

Quantas maravilhas e desígnios em nosso favor!

Quisera anunciá-los e proclamá-los,

mas são tantos que não se podem contar.

7Não quiseste sacrifícios nem oblações,

mas abriste-me os ouvidos para escutar;

não pediste holocaustos nem vítimas.

8Então eu disse: «Aqui estou!

No Livro da Lei está escrito

aquilo que devo fazer.»

9Esse é o meu desejo, ó meu Deus;

a tua lei está dentro do meu coração.

10Anunciei a tua justiça na grande assembleia;

Tu bem sabes, Senhor, que não fechei os meus lábios.

11Não escondi a tua justiça no fundo do coração;

proclamei a tua fidelidade e a tua salvação.

Não ocultei à grande assembleia

a tua bondade e a tua verdade.

12Senhor, não me recuses a tua ternura;

que a tua graça e a tua verdade me protejam sempre!

13Males sem conta me cercam;

as minhas iniquidades caem sobre mim, sem que as possa ver!

São mais numerosas que os cabelos da minha cabeça;

por isso, o meu ânimo desfalece.

14Senhor, vem em meu auxílio,

apressa-te em socorrer-me!

15Fiquem confundidos e envergonhados

os que procuram tirar-me a vida.

Retrocedam e corem de vergonha

os que desejam a minha desgraça.

16Fiquem atónitos e cheios de vergonha

os que troçam de mim.

17Alegrem-se e exultem em ti todos os que te procuram.

Digam sem cessar os que desejam a tua salvação:

«O Senhor é grande!»

18Eu, porém, sou pobre e desvalido:

Senhor, cuida de mim.

Tu és o meu auxílio e o meu libertador:

ó meu Deus, não tardes!


Compromisso de apostolado
O amor autêntico pelo Senhor demonstra-se observando os seus mandamentos. Quem não vive o amor pelos irmãos, não pode amar a Deus. O apostolado não contempla meias medidas, pois que a medida da entrega de si é a totalidade. Aquilo que dá sempre fruto é o dom da própria vida. Este dom é-nos sempre possível, na saúde e na doença, na alegria e no sofrimento. A comnunhão com Cristo ressuscitado faz de nós sempre dom para os outros. O apostolado CVS ensina-nos a viver esta capacidade de amar os outros e pede-nos que saibamos suscitá-la também nos outros, sobretudo naqueles que vivem o tempo difícil do sofrimento.


  1. Reino em nós

Que outra alegria pode ser maior que a de nos encontrarmos com o Salvador, que é Cristo Senhor. Como para os pastores em Belém, a luz da fé ilumina os caminhos silenciosos que conduzem ao encontro com a salvação.


Texto bíblico: Lc 2, 15-19
15Quando os anjos se afastaram deles em direcção ao Céu, os pastores disseram uns aos outros: «Vamos a Belém ver o que aconteceu e que o Senhor nos deu a conhecer.» 16Foram apressadamente e encontraram Maria, José e o menino deitado na manjedoura. 17Depois de terem visto, começaram a divulgar o que lhes tinham dito a respeito daquele menino. 18Todos os que ouviram se admiravam do que lhes diziam os pastores. 19Quanto a Maria, conservava todas estas coisas, ponderando-as no seu coração.
Reflexão
Deus manifesta-se e opera através da história. Para cumprir o seu plano de salavação usa pessoas anónimas, de todo comuns, como os pastores. Uma vez que estes viram o menino deitado numa manjedoura começaram a divulgar, a fazer conhecer, a difundir aquilo que o anjo lhes tinha dito a respeito de Jesus: é ele o Salvador, o Cristo, o Senhor. Estes pastores foram os primeiros evangelistas de Jesus. Aqueles que os ouviram ficaram maravilhados de como aquele menino, nascido num modo tão simples, pudesse ser o Salvador, o Messias, o Senhor.

Maria é descrita pela sua atitude de observar e meditar os acontecimentos relativos ao seu filho. Uma atitude que indica uma constante e profunda contemplação dos eventos. “Meditar” indica um tipo de contemplação que junta os pensamentos em formas compreensíveis, procurando perceber, interpretar. A estupefação da gente indica uma emoção de passagem, enquanto a meditação de Maria denota a constância de uma atitude adquirida, feita sua. Maria é um exemplo para todos os crentes de como é precioso saber reflectir constantemente sobre a revelação de Deus, sem nos limitarmos à emoção de um momento.


Salmo 93 (92)

O Senhor reina cobre-se de esplendor


1O Senhor é rei, vestido de majestade;revestido e cingido de poder está o Senhor.

Firmou o universo, que não vacilará.

2O teu trono, Senhor, está firme desde sempre;

e Tu existes desde a eternidade.

3Os mares fazem ouvir, ó Senhor,

os mares fazem ouvir o seu bramido,

os mares fazem ouvir o seu fragor.

4Mas, mais forte que o bramido das ondas caudalosas,

mais poderoso que o rebentar das vagas,

é o Senhor lá nas alturas.

5São dignos de fé os teus testemunhos,

a tua casa está adornada de santidade

por todo o sempre, ó Senhor!
Compromisso de apostolado
Do Senhor Jesus recebemos o melhor exemplo de como anunciar a presença do Reino: levando gratuita e generosamente salvação, dedicação e cura.

O anúncio específico do CVS é um anúncio de alegria: um testemunho da presença viva de Jesus ressuscitado junto de cada homem que sofre. Anunciemos a verdade da cruz: não só sinal de morte, mas árvore de vida, fonte de alegria e de esperança, manifestação gloriosa do Senhor ressuscitado.




  1. Nós no Reino

O baptísmo entrega a cada homem as chaves do Reino dos Céus. A Igreja é guia e mestra deste caminho que leva a reconhecer em nós e à nossa volta a presença do Reino em Cristo Jesus.


Texto bíblico: Mt 16, 13-20
13Ao chegar à região de Cesareia de Filipe, Jesus fez a seguinte pergunta aos seus discípulos: «Quem dizem os homens que é o Filho do Homem?» 14Eles responderam: «Uns dizem que é João Baptista; outros, que é Elias; e outros, que é Jeremias ou algum dos profetas.» 15Perguntou-lhes de novo: «E vós, quem dizeis que Eu sou?» 16Tomando a palavra, Simão Pedro respondeu: «Tu és o Messias, o Filho de Deus vivo.» 17Jesus disse-lhe em resposta: «És feliz, Simão, filho de Jonas, porque não foi a carne nem o sangue que to revelou, mas o meu Pai que está no Céu. 18Também Eu te digo: Tu és Pedro, e sobre esta Pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Abismo nada poderão contra ela. 19Dar-te-ei as chaves do Reino do Céu; tudo o que ligares na terra ficará ligado no Céu e tudo o que desligares na terra será desligado no Céu.» 20Depois, ordenou aos discípulos que a ninguém dissessem que Ele era o Messias.
Reflexão
Uma primeira observação a fazer é esta: a confissão de Pedro sobre a messianidade de Jesus não é o fruto de uma intuição pessoal: o texto apresenta-a como éxito de uma revelação divina. A razão pela qual Pedro é chamado “rocha” é a fé por ele demonstrada na sua confissão. Ele exprimiu verbalmente a fé dos discípulos, e é sobre a fé em Jesus que o grupo, formado por ele terá o seu sólido fundamento. Pedro é o porta-voz e o exemplo desta fé. Enquanto esta fé durar, “as portas do inferno” não terão qualquer poder sobre o grupo. A entrega das chaves é uma afirmação clara de uma posição de chefe e de autoridade. O significado do poder conferido é ulteriormente especificado pelo poder de ligar e desligar. A frase significa sem dúvida o exercício do poder, mas a natureza e o uso desta autoridade não são especificados. Certamente não pode ter sentido na Igreja qualquer exercício de poder que não se qualifique explicitamente com o carácter humilde do serviço.
Salmo 62 (61)

Fundar-se unicamente em Deus


2Só em Deus descansa a minha alma;

dele vem a minha salvação.

3Só Ele é o meu refúgio e a minha salvação,

a minha fortaleza: jamais serei abalado.

4Até quando atacareis um homem,

todos vós, com o intuito de o matar,

como se fosse uma parede a desmoronar-se,

ou um muro em ruínas?

5Planeiam derrubá-lo do seu posto,

comprazem-se na mentira.

Abençoam com a boca,

mas amaldiçoam com o coração.

6Só em Deus descansa a minha alma,

dele vem a minha esperança.

7Só Ele é o meu refúgio e salvação,

a minha fortaleza; jamais serei abalado.

8Em Deus está a minha salvação e a minha glória,

Ele é o meu rochedo seguro e o meu refúgio.

9Confiai nele, ó povos, em todo o tempo,

desafogai nele o vosso coração.

Deus é o nosso refúgio.

10Na verdade, os homens são como um sopro de vento,

e uma mentira, os seres humanos;

postos na balança, logo vêm acima;

todos juntos são mais leves do que um sopro.

11Não confieis na violência,

nem confieis no que roubais;

se as vossas riquezas crescerem,

não lhes entregueis o coração.

12Mais que uma vez eu ouvi

a palavra que Deus disse:

«A Deus pertence o poder.»

13A ti, Senhor, pertence a bondade,

pois Tu recompensas cada um segundo as suas obras.


Compromisso de Apostolado
No CVS cada pessoa é considerada sujeito activo e responsável. A dignidade baptismal coloca todos, activamente, num caminho de seguidores, na comunhão com Cristo. Como pessoa e como grupo CVS somos chamados a participar activamente nas actividades e propostas apostólicas das nossas paróquias e dioceses. Nas iniciativas eclesiais e sociais, estejamos atentos para evitar atitudes assistenciais, que deixem na passividade os destinatários de quanto deve ser realizado por eles pessoalmente.


  1. O Reino é lá

Pequenas sementes de uma grande árvore; uma Igreja, grande, acolhedora, aberta à acção dos seus filhos mais humildes, mais pobres, que mais sofrem: é lá o Reino de Deus.


Texto bíblico: Mt 13, 31-32
31Jesus propôs-lhes outra parábola: «O Reino do Céu é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. 32É a mais pequena de todas as sementes; mas, depois de crescer, torna-se a maior planta do horto e transforma-se numa árvore, a ponto de virem as aves do céu abrigar-se nos seus ramos.»
Reflexão
O Reino não é qualquer coisa de abstracto, não é uma ideia. É presença concreta e fecunda de vida. É como o grãozinho de mostarda: presença bem pequena, humilde, que quase não se vê. O Reino é a presença do próprio Jesus, o filho viandante de um pobre carpinteiro. A parábola evoca a imagem de uma profecia de Ezequiel, em que se diz que Deus tomará um pequeno ramo de cedro e o plantará nas montanhas de Israel, onde crescerá majestoso (cf. Ez 17, 22-23).

O grãozinho de mostarda, mesmo sendo pequeno, cresce e suscita esperança. Como tal pequena semente, também o Reino tem uma força interior e cresce. O Reino de Deus desenvolve-se através da pregação de Jesus, dos discípulos e das discípulas nas aldeias da Galileia. O Reino cresce, até hoje, mediante o testemunho das comunidades dos cristãos, torna-se uma boa nova de Deus que irradia luz e atrai as pessoas.


Salmo 4

A alegria da confiança em Deus


2Quando te invocar, escuta-me, ó Deus, minha justiça!

Já que na angústia me libertaste,

tem compaixão de mim e ouve a minha oração.

3Homens, até quando desprezareis a minha glória?

Porque amais a ilusão e buscais a mentira?

4Sabei que o Senhor faz maravilhas pelo seu amigo

e há-de escutar-me quando o invocar.

5Tremei de medo e não pequeis mais;

meditai nos vossos leitos, em silêncio.

6Oferecei sacrifícios de justiça

e confiai no Senhor.

7Muitos dizem: «Quem nos dará a felicidade?»

Resplandeça sobre nós, Senhor, a luz da tua face!

8Pois Tu dás uma alegria maior ao meu coração

do que a daqueles que têm trigo e vinho em abundância.

9Deito-me em paz e logo adormeço,



porque só Tu, Senhor, me fazes viver em segurança.
Compromisso de apostolado
O CVS orienta a sua acção para o bem autêntico da pessoa, na sua totalidade. Estruturado numa organização de pequenos grupos, dedicados à acção social e apostólica, o apostolado do CVS abraça a inteira experiência humana, a começar pelo desafio mais difícil, o da dor. No compromisso eclesial e social somos chamados a ser “sujeitos activos” na proposta e não só na participação. Façamos parte da grande árvore, imagem da Igreja, onde todos encontram o espaço acolhedor de um “ninho”.
RITO DE ADESÃO
LÁ ONDE EXISTE O REINO
A solenidade dada ao rito de adesão tem a finalidade de iniciar o ano apstoral responsavelmente, pondo o propósito de compromisso activo no caminho de crescimento pessoal e de apostolado nas mãos do senhor. Dando a sua adesão ao Centro Voluntários do Sofrimento tornamo-nos apóstolos, conscientes e solícitos daquela actividade de anúncio e de testemunho que sabemos ser necessariamente urgente.
A celebração da adesão é inserida no rito ordinário da missa. Depois da homilia segue-se o esquema seguinte:
C.: Com a consciência de que todos somos filhos de Deus, participantes no seu Reino, confessemos a noss fé:
Credo
REINO DE DEUS PRESENTE EM NÓS.
C.: Irmãs e irmãos caríssimos em Cristo, com o Baptismo passámos do domínio do mal e da morte ao domínio do amor e da vida. Deus escolheu-nos para fazermos parte da sua família e para saborearmos os frutos da paixão, morte e ressurreição de Jesus, nosso Senhor. Ele chamou-nos desde o início e estabeleceu em nós o seu Reino de amor, de fverdade e de paz, e nos indicou o caminho a seguir, isto é, o carisam confiado a mons. Luís Novarese. O magistério da Santa Igreja reconheceu-o e confirmou em vários documentos, dando também o título de Venerável ao Padre Fundador.
L.: «Não é sem importância – disse Sua Santidade, Paulo VI num discurso – que a figura de Marioa Imaculada domine o caminho dos que buscam, como nós, o Reino de Deus; Ela ilumina-o, apoia os nossos passos, ensina com a realidade do Seu exemplo também a nós, mediante a ajuda do Senhor, temos a capacidade de ser verdadeiros cristãos e santos. A Virgem conforta e convida-nos a ousar, a esperar. Não temos só o dever mas também a possibilidade.» (Paulo VI, 8 de Dezembro de 1968).
C.: Maria, foi a primeira a atravessar o caminho aberto por Cristo que conduz ao Reino de Deus (Bento XVI) e atrai aos cumes mais altos, “do limpo, da ordem, da harmonia dos conceitos” através do seu programa de oração e penitência demonstrado nas aparições de Lourdes e de Fátima para a reparação dos tantos pecados que ofendem o Coração de Jesus e o Imaculado Coração de Maria, pela conversão dos pecadores, pelo Papa e pelos sacerdotes e seus ministérios, para alcançar a paz. (do Estatuto CVS, artº 5).
Rito de acolhimento dos novos membros

Se há pessoas que se inscrevem pela primeira vez:
G.: Aqueles que querem dar resposta a este programa e fazer parte da Associação Centro Voluntários do Sofrimento aproximem-se do altar.
C.: Queres responder com generosidade aos pedidos de oração e de penitência expressos por Nossa Senhora em Lourdes e em Fátima?
NM.: Sim, quero.
C.: Queres comprometer-te a viver todos os dias o mistério pascal de Cristo tornando-te apóstolo, primícia e profecia pela valorização de toda a situação de sofrimento presente na vida do homem?
NM.: sim, quero.

C.: O Senhor vos abençoe nos vosso propósitos e os concretize e Maria Santíssima cuja presença não faltou junto à Cruz, vos acompanhe sempre.

T.: Amen.

O Celebrante entrega aos novos membros o estatuto diocesano do CVS, um terço do rosário e o cartão do CVS.

G.: Os novos membros da Associação receberão agora o estatuto do CVS da diocese de ………………… reconhecido pelo Bispo da diocese como um caminho segu8ro de santificação. Receberão também um terço do Rosário, instrumento de oração e de meditação, em união com Maria, os mistérios da vida, morte e ressurreição de nosso Senhor. Por fim os novos associados receberão o cartão que confirma a adesão ao CVS e recorda ao novo membro o seu compromisso pessoal.

Depois da entrega:

C.: Acolhamos com alegria estes irmãs/irmãos na Associação Cntro Voluntários do Sofrimento da diocese de ……………….
Os novos membros tornam aos seus lugares.
REINO DE DEUS PRESENTE NO MEIO DE NÓS
Rito de renovação de compromisso dos membros do CVS
C.: Caríssimos, a Santa Igreja alegra-se ao ver o vosso compromisso de seguir o Senhor Jesus que veio ao meio de nós para proclamar o Reino de Deus, Reino de justiça, paz e alegria no Espirito Santo (cf. Rm 14, 17). “Pois o Reino de Deus está entre vós” (Lc 17, 21) diz o Senhor. Ele consiste na transformação pessoal dia após dia das vossas relações interpessoais na medida em que aprendemos “a amarmo-nos, a perdoarmo-nos, a servirmo-nos uns aos outros” (João Paulo II).

Todos vós que fazeis parte do Centro Voluntários do Sofrimento: quereis confirmar a vossa adesão a Jesus e à Igreja por meio de Maria, aprofundá-la e renovar o vosso compromisso?


T.: Sim, queremos.
C.: Lembrai-vos que deveis “viver com alegria os deveres que nos ligam a esta incomparável Mãe. Deveres de pertença, de devoção, de escuta, de obediência, de imitação fiel, constante, sem cessar. Jesus chama-vos a ser construtores com Ele, convida-vos a ser alegres. Jesus quer que opereis, que deis frutos (Jo 15, 8). Ele deseja que estejais sempre na alegria, construtores com Deus, para fazer grandes coisa com Ele, laboriosos na alegria que ninguem nos poderá tirar” (escritos de mons. Luís Novarese)
T.: Consciente da minha vocação cristã,

renovo e deposito novamente hoje,

nas vossas mãos, ó Maria,

os compromissos do meu Baptismo.

Renuncio para sempre a Satanás,

às suas seduções e suas obras,

e consagro-me a Jesus Cristo para,

em união com Ele, carregar a minha cruz,

na fidelidade de cada dia,

à vontade do Pai.

Na presença de toda a Igreja,

proclamo-Vos, hoje, ó Maria,

como minha Mãe e Senhora;

ofereço e consagro-Vos

a minha pessoa, a minha vida

e o próprio valor das minhas boas obras

passadas, presentes e futuras,

podendo Vós dispor de mim

e de tudo o que me pertence

para maior glória de Deus,

no tempo e na eternidade.

Amen
C.: Deus omnipotente que conheces os desejos destes teus filhos, guia-os na verdade para que possam construir o Teu Reino dentro e em torno a si, Reino seguro, tranquilo, na paz, mesmo se em torno ou dentro deles se enfureça a tempestade, desencadeada pela fraqueza humana e pelo malque nos circunda. Faz que apoiados pela Tua graça cresçam juntos nos pequenos grupos, na meditação da Tua Palavra, e na partilha de quanto fizeste compreender para porem em prática o compromisso apostólico.


T.: Amen.
Segue-se a liturgia eucarística.

Durante o ofertório são levados ao altar: pão, vinho, os cartões de inscrição de pelo menos dos novos membros.
Enquanto as pessoas se vão aproximando em procissão segue-se o comentário:


G.: Apresentamos-te, ó Senhor este pão. Tu abençoas os nossos esforços pessoais e comuns e nos dás a chuva da tua graça para que dêm um verdadeiro fruto e, como os grãos de trigo moídos formam um só pão, assim também nós estamos todos unidos na santa Igreja, no mesmo carisma confiado ao Venerável Luís Novarese.

Apresentamos-te, ó Senhor este vinho para que a nossa fraqueza pessoal, uma gota misturada com a tua força divina, se torne expressão da redenção realizada no sanguen de Jesus por todos os homens.

Apresentyamos-te, ó Senhor este cartões de inscrição no Centro Voluntários do Sofrimentocomo sinal do compromisso de vida ao serviço do reino de Deus, no estilo do CVS, para ser os instrumentos úteis e responsáveis nas tuas mãos através de Maria.
REINO DE DEUS PRESENTE ATRAVÉS DE NÓS
Bênção e mandato apostólico aos inscritos.
L.: Cada pessoa de algum modo “sofredora torna-se artifice insubstutuível da construçao do Reino de Deus, porque Cristo transformou a dor em moeda de troca, em preço de resgate,em pemhor de ressurreição e de vida” (Paulo VI – Sexta-Feira Santa de 1972). “A pessoa que sofre, junto ao Divino Redentor e à Imaculada, torna-se um verdadeiro benfeitor da sociedade, unindo a sua paixão no acto mais social jamais efectuado neste terra: a paixão de Cristo” (Venerável L. Novarese)
C.: O Senhor chamou-vos a segui-lo com alegria em toda a circunstância da vida e a proclamar aos irmãos o valor do sofrimento humano inserido nomistério pascal. Sois convidados a construir o seu Reino juntamente com Ele. Conscientes de um compromisso tão importante ide e anunciai a todos as grandes coisas que Deus fez por vós. Apoiai cada homem no caminho do crescimento humano e cristão, em direcção à plenitude de vida e de alegria a que cada homem aspira.
T.: Amen.
Segue-se a bênção final. No fim da celebração o responsável diocesano entrega a cada inscrito o opúscolo de subsídio e o cartão.
Com Maria ao serviço do Reino
Se com o coração a transbordar de reconhecimento agradeçamos à Virgem Santa por nos ter chamado e conservado ao seu serviço, não podemos porém deixar de vir até vós, doentes caríssimos, para vos dizer, neste mês de Maio que dá início ao décimo ano de apsotolado, o nosso comovido “agradecimento”.

Vós seguistes o apostolado da valorização da dor nestes anos por atracção não de um programa pessoal, belo tanto quanto queiramos; mas por um desígnio de trabalho completamente orientado segundo os apelos lançados por Nossa Senhora em Lourdes e em Fátima… Por esta razão, formalmente vos convidamos, neste mês de Maio, a dirigir o vosso “obrigado” à Virgem Santa.


“Obrigado”:

  1. Porter aparecido em Lourdes e em Fátima e nos ter deixado as Suas palavras que são para nó guia e programa;

  2. Por nos ter querido à Sua disposição como instrumentos modestos na realização de quanto por Ela pedido….

A minha oração é estea: «Ut adveniat regnum tuum, adveniat regnum Mariae!» (Para que venha o teu reino, venha o reino de Maria).

E nós assim, nesta atitude de filhos ansiosos pelo Reino de Deus, exercido por meio de Maria, queremos permanecer hoje e sempre. Para que Nossa Senhora actue, nós nos colocamos completamente ao seu serviço com uma perfeita consagração, propondo-nos querer ser seus instrumentos, desejosos de uma coisa só, poder permanecer ao Seu serviço, seguros de que servindo-A e imitando ao máximo as Suas virtudes, nós servimos Jesus e recopiamos em nós por quanto possível as Suas virtudes.

(Luís Novarese – Maio de 1957)
Construir e tornar estável o Reino de Desus
«O Reino do Céu é semelhante ao fermento que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha, até que tudo fique fermentado.» (Mt 13, 33).

A reflexão sobre esta parábola de Jesus deve ter conduzido o nosso Fundador, o Venerável Servo de Deus Mons. Luís Novarese, a afirmar, dirigindo-se ao Centro Voluntários do Sofrimento: “A vossa vocação não é uma fuga do mundo, mas, como para Cristo, é inserção no mundo, como fermento para levedar o mundo com novas ideias, com nova vida que Jesus Cristo trouxe”. Há duas atitudes que o cristão pode viver: fugir ao mundo e às suas responsabilidades, ou inserir-se plenamente no mundo, como fez Cristo que, na terra da humanidade, se incarnou inteiramente.

É belo pensar na construção do Reino de Deus nos termos tão humildes e quase insignificantes do fermento. O fermento, de facto é coisa pequena, basta uma pequeníssima quantidade para fazer levedar muita farinha. Além disso atrai-nos o modo com que o fermento actua: de modo silencioso e escondido. Ninguém de facto ouve crescer a massa, ninguémpode ver o fermento que foi misturado nela. Ao actuar, o fermento dissolve-se completamente, transforma-se, muda a sua natureza para dar vida a uma outra coisa.

De outro modo, todas as imagens evangélicas e, por consequência, todas as formas de acção do cristão são assim; como o sal que se dissolve para dar sabor,; como o grão que morre para fazer nascer a espiga; como a candeia que se consome para dar luz; como a semente da mostarda da qual deriva uma grande árvore… nenhuma destas acções faz barulho e todas conduzem a um trabalho interior que é feito de dissolução – anulação mas tambem de potencialidade de crescimento desmedido se comparada com a quantidade inicial.

Que significa isto para nós? Sabemos que Mons. Novarese se dirigia aos associados do CVS. Fala assim a pessoas que tinha a ver e a fazer com experiências fortes de sofrimento e de deficiência. A esse pede para não se furtarem à construção do Reino de Deus, e de assumirem, pelo contrário, um eficaz, generoso e responsável compromisso de edificação realizado, porém, de modo discreto, silenciosos e sacrificante. Esta palavra poderia amedrontar porque lembra um sentido de mortificaçao e de renúncia. O aspecto mais belo da palavra, ao contrário, é o da abdicação da tentação de egocentrismo e das acções improdutivas e estéreis, contrárias à imagem do fermento edificante.

Por isso, Mons. Novarese, continua a sua meditação escrevendo:! Não fuga, mas construtores! O fim da minha vida é estar com Deus, com Cristo, um verdadeiro construtor do reino de Deus. Jesus Cristo disse de si: «Eis que venho para fazer a tua vontade, para construir o teu Reino, para fazer a tua vontade (cf. Hb 10, 7ss). Se queremo ser construtores do Reino de Deus é necessário seguir o mesmo caminho”. E qual foi o caminho de Cristo? No-lo diz de imediato o Fundador: “é preciso aprender o caminho para construir tornando-nos como ele se tornou: manso e humilde de coração. É a sua escola, na qual aprenderemos o real caminho da cruz vivido no silêncio. Além disso, é preciso ser credíveis: não anunciadores, mas realizadores. Não podemos limitar-nos a repetir os pedidos da Iamculada, não podemos limitar-nos a fazer uma consagração à Imaculada. Devemos viver os seus pedidos”.

Isto significa estar comprometidos antes de mais com uma vida interior verdadeiramente activa e construtiva: o Reino de Deus, de facto, inicia de dentro, como o fermento. Em termos concretos significa exercitar-se seriamente na vida com Deus através daquilo que Mons. Novarese definia como o caminho da graça: familiaridade com a Palavra de Deus, acolhida, meditada, conservada no coração e transforma a vida quotidiana; exame de consciência cuidadoso; frequência dos sacramentos; récita do santo Rosário através do qual, com Maria, vemos e crescemos nos mistérios de Cristo: “Constroi-se e torna-se estável dentro de si o Reino de Deus através do combate às próprias paixões. Falemos da graça, vivamos da graça, façamos compreender a operosidade para o mundo da graça.Depois, tudo o resto virá por acréscimo. Que devemos praticar para construir o Reino de Deus? Impelidos a retomar o trabalho pela nossa santificação pessoal, a primeira etapa deve ser realizada através de um atento trabalhode purificação, que consiste em evitar com sumo cuidado qualquer pecado.

Há necessidade de uma conversão interior pessoal e de um testemunho externo que compromete toda a personalidade; um testemunho firme, delicado, sem respeiros humanos, quer em família, quer no ambiente de trabalho, quer em todas as relações com os outros, mesmo com as pessoas mais queridas”.

A estabilidade interior dos valores do reino, de facto, é força motivante para toda a acção exterior que segue, sobretudo na acção do testemunho cristão e apostólico, que para nós, Voluntários do Sofrimento, é relativo sobretudo ao mundo do sofrimento humano.

A este ponto é belo pensar numa pessoa que sofre, que se insere nas dinâmicas do reino com uma força de transformação não indiferente, quase a dizer que se um pequeno sofrimento (pouco fermento) transforma muita massa (vida), o que não transformará muito sofrimento?

A comparação e a pergunta talvez sejam ousadas, mas experimentemos pensar então neste termos, apoiando o pensamento carismático do Fundador: “E para ti, irmão que sofres? A tarefa torna-se mais empenhativa. Tu, mesmo em virtude das tuas possibilidades construtivas, através da tua vida vivida com Cristo, és mais responsável que os outros. Tu podes o que os potentes da terra não podem. Na Cruz de Jesus está também a tua cruz, o teu sofrimento quotidiano, o qual, para que tenha a mesma força construtora do sofrimento de Cristo, deve ser oferecida com Jesus, com a sua carga de amor pelos outros”.

Assim, não o sofrimento e chega, mas o sofrimento oferecido pelos outros com uma grande carga de amor.



É o que reafirmou também Bento XVI: “Caros doentes, estai sempre conscientes que, oferecendo os vossos sofrimentos ao Pai celeste em união com os de Cristo, contribuis para a construção do Reino de Deus” (Audiência geral, 18 de Fevereiro de 2009).





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