Karate kid



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Informações de Produção
Em Karate Kid (The Karate Kid), da Columbia Pictures, Dre Parker (Jaden Smith), de 12 anos, poderia ser o garoto mais popular de Detroit, mas o trabalho da sua mãe (Taraji P. Henson) leva ambos para a China. Dre tem dificuldade de fazer amigos, a princípio, mas acaba se aproximando de sua colega de sala, Mei Ying – e o sentimento é recíproco – até que diferenças culturais tornem essa amizade impossível. Ainda pior, Dre acaba se tornando adversário do bully da escola, Cheng. Dre conhece apenas os fundamentos básicos do caratê e, na terra do kung fu, Cheng derruba o “karate kid” no chão com facilidade. Sentindo-se sozinho num país estrangeiro, Dre não tem amigos a quem recorrer exceto o zelador, sr. Han (Jackie Chan), que, secretamente, é um mestre do kung fu. O sr. Han e Dre começam a treinar juntos, construindo uma amizade até o combate final com Cheng em um torneio de kung fu. Enquanto aprende com Han que, no kung fu, mais do que golpes e defesas, importam a maturidade e a calma, Dre percebe que enfrentar os bullies será a maior luta da sua vida.

Columbia Pictures apresenta uma produção Overbrook Entertainment / Jerry Weintraub Production, em associação com a China Film Group Corporation, Karate Kid (The Karate Kid). O filme é estrelado por Jaden Smith, Jackie Chan e Taraji P. Henson. Dirigido por Harald Zwart. Produzido por Jerry Weintraub, Will Smith, Jada Pinkett Smith, James Lassiter e Ken Stovitz. Roteiro de Christopher Murphey, argumento de Robert Mark Kamen. Os produtores executivos são Dany Wolf, Susan Ekins e Han San Ping. O diretor de fotografia é Roger Pratt, BSC, o desenhista de produção é François Séguin, o montador é Joel Negron, a figurinista é Han Feng e o coprodutor é Solon So. A trilha é de James Horner e a supervisão musical é de Pilar McCurry.



SOBRE O FILME
“Dre Parker é um garoto norte-americano descolado de Detroit tentando se adaptar à sua nova vida na China”, conta Jaden Smith, que coestrelou anteriormente com seu pai no sucesso internacional, À Procura da Felicidade (The Pursuit of Happyness), e que agora é o astro e protagonista de Karate Kid. “Ele está, é claro, enfrentando dificuldades – ele não consegue se adaptar. E sem querer, acaba provocando uma turma de lutadores covardes. Ele não tem amigos e acaba encurralado, mas então descobre que o zelador do seu prédio, o sr. Han, é um mestre do kung fu. O sr. Han o ensina a lutar kung fu, e eles acabam desenvolvendo uma relação especial.”
É um tema que sempre atrai o público – e foi explorado no filme homônimo de grande sucesso, estrelado por Ralph Macchio e Noriyuki “Pat” Morita. Com seu desempenho como o severo sensei, o sr. Miyagi, Morita foi indicado ao Oscar® e se tornou um ídolo.
O Jerry Weintraub, o produtor da primeira série de filmes, bem como deste novo lançamento, afirma que a história se tornou um clássico por ter uma trama subjacente universal. “Basicamente, é uma história de pai e filho”, afirma ele. “Não é tanto sobre o caratê. O que fica, o que desperta o interesse dos jovens, é a história de um garoto à procura de um pai e mentor.”
Coube aos produtores Will e Jada Pinkett Smith, James Lassiter e Ken Stovitz, e ao diretor, Harald Zwart, criar uma nova versão atualizada deste clássico para as novas gerações. “Os adolescentes que transformaram o Karate Kid original em um sucesso hoje já são pais de adolescentes”, explica Lassiter. “Nós queríamos relembrá-los do filme que eles adoravam tanto – que todos nós adoramos tanto – mas também fazer um filme moderno que os filhos deles também curtam.”
O novo filme não poderia ser uma mera refilmagem – ele teria de resgatar os mesmos temas, porém com uma vida própria. “O segredo para qualquer um que trabalhe com materiais delicados como esse é homenagear e respeitar o original, mas encontrando um jeito de expandi-lo e trazê-lo para 2010”, diz Zwart.
Talvez o maior desafio tenha sido a escalação do personagem do mentor. Os cineastas precisavam de um ídolo — e foi o que encontraram em Jackie Chan. “Pense bem, quem mais poderia interpretá-lo?”, argumenta Stovitz. “Jackie é o único homem que se encaixa no papel. Quando eu pensava comigo mesmo, ‘Estamos filmando Karate Kid com Jackie Chan no papel do sr. Miyagi’, bom, sinceramente, esse era um filme que eu gostaria de ver.”
Chan sentiu uma afinidade particular pela história, pois ele admite que se identifica com o personagem do adolescente norte-americano. “Eu entendo o que é se sentir um peixe fora d’água”, comenta ele. “Cerca de 30 anos atrás, eu fui sozinho para os EUA pela primeira vez. Quando você se vê numa cultura completamente diferente, é bem assustador.”
Com Chan empolgado e confirmado a bordo, era natural que os cineastas expandissem a história. O karate kid agora se mudaria de Detroit para Pequim, na China – aumentando consideravelmente a sensação do peixe fora d’água. E uma vez que o cenário é transferido para a China, ficou claro que muita coisa precisaria ser diferente – incluindo o estilo de luta. “A gente está num outro país, e eu aprendo kung fu”, conta Jaden Smith.
“O título do filme é Karate Kid (The Karate Kid), pois, no começo, Dre acha que pode enfrentar os bullies com seus parcos conhecimentos de caratê”, observa Stovitz. “Mas na China, até as crianças sabem kung fu, e são feras. Então, se o Dre quiser sobreviver, ele precisa aprender kung fu.”
Sem dúvida, chamar o filme de Karate Kid (The Karate Kid) também parecia um bom modo de homenagear o filme que o antecedeu. “O primeiro filme tem a famosa fala ‘Põe a cera, tira a cera’”, comenta Zwart. “No nosso filme, o sr. Han pede a Dre para vestir, tirar e pendurar a jaqueta um milhão de vezes. Então, quem assistiu ao primeiro filme entende a referência.”
Obviamente, o papel exigiu que Smith aprendesse kung fu. E ele aprendeu com o melhor: Wu Gang, o coordenador de cenas de ação da equipe da Jackie Chan Stunt Team. Como o próprio Chan faz a maioria das cenas de ação dos seus filmes, ele fundou a sua equipe de dublês, em 1983, como um modo de facilitar as coreografias de luta.
“Quando conheci o Jaden, eu gostei dele de cara, mas você nunca sabe. Eu não tinha certeza de que ele estaria à altura do desafio”, afirma Wu. “E ele provou o seu valor: ele tem talento e se empenhou muito. E não foi fácil. Eu adorei treinar o Jaden.”
Além do treinamento valioso com o mestre Wu, Smith usou outro recurso pedagógico para aprender kung fu. “Eu assisti a um monte de filmes do Jackie e até copiei algumas das coreografias dele”, ri Smith. Na verdade, uma sequência inteira – na qual o sr. Han e Dre treinam com as duas barras – faz uma espécie de referência a uma das lutas mais famosas e antigas de Chan.
A relação de Smith com Chan realmente espelha a relação estabelecida entre os seus personagens no filme. “Ele foi simplesmente o máximo e me ensinou muita coisa”, diz Smith. “Como me alongar direito e vivia me dizendo para ter foco. Ele foi ótimo e ficou o tempo todo do meu lado.”
Harald Zwart afirma que o astro adolescente deslumbrou os cineastas com seu desempenho. “Jaden é carismático e sedutor, mas também é um ator fantástico”, elogia o diretor. “Ele se dedica integralmente a todos os aspectos do papel. Não apenas ao kung fu – que ele treinou muito para aprender – mas também à história emocional do menino que se torna homem.”
O diretor também só tem os maiores elogios para o coastro veterano de Smith. “É simplesmente fantástico trabalhar com o Jackie”, observa Zwart. “Ele não para nunca e adora o processo de filmagem, então, ele ajuda em todos os aspectos práticos. Por exemplo, se algum figurante não entendia alguma direção específica por conta da barreira do idioma, ele ia até ele e, com todo respeito, sussurrava as instruções. Ele é simplesmente maravilhoso e muito prestativo.”
A história retrata não apenas um mestre e seu pupilo, mas o elo que se forma entre um homem solitário que perdeu o filho e um garoto sem pai. Segundo Chan, “de início, o sr. Han acha que está apenas ajudando um garoto perseguido, mas ao final, a vida dele também sai transformada”.
“Dre é como qualquer garoto – eles querem sair dando chutes, querem vingança”, afirma Chan. “Mas o kung fu não deve ser usado para machucar as pessoas, e sim para ajudá-las.”
Acerca de seu coastro adolescente, Chan observa: “Eu nunca vi nenhuma criança tão inteligente quanto o Jaden. Ele aprende tudo o que eu ensino. Quero dizer, eu lhe ensinava qualquer coisa e pronto, ele aprendia no ato. Ele é impressionante!”
Zwart relembra um momento profundo durante as filmagens: “Eu vi Jackie e Jaden relaxando entre as tomadas, sentados numa praia, atirando pedrinhas na superfície da água, e pensei que se eu tivesse 11 anos e estivesse curtindo a companhia do Jackie Chan estaria realizando um sonho”.
O papel da mãe de Dre, Sherry, coube a Taraji P. Henson, indicada ao Oscar® com seu desempenho extraordinário em O Curioso Caso de Benjamin Button (The Curious Case of Benjamin Button). Henson afirma que se sentiu atraída pela personagem, porque ela a lembrava da relação entre ela seu próprio filho. “Nós somos grandes amigos, porque vivemos sozinhos os dois, e isso me chamou a atenção quando eu li o roteiro”, afirma. “O novo filme também deu a Sherry um maior papel ‘materno’. A gente conhece muito sobre o Dre observando o modo como ele interage com a mãe”, prossegue Henson. “Ela é uma mulher rígida, porém é companheira.”

 

Henson ficou impressionado com a abertura dada pelo casal Smith para que ela pudesse estabelecer uma relação convincente com o filho deles. “Nós dispúnhamos apenas de três semanas de ensaios antes de irmos à China.  Will e Jada criaram um ambiente confortável para que Jaden e eu pudéssemos nos conhecer”, afirma ela.



O “KARATE KID” APRENDE KUNG FU
Quando os cineastas decidiram expandir a produção filmando na China, uma mudança se que se fez necessária foi o estilo de luta que Dre aprenderia. Ele iria aprender um estilo de luta chinesa, não o caratê, que veio de Okinawa, no Japão.
Então, o “karate kid” aprenderia kung fu. Numa determinada cena, os valentões da escola perseguem Dre, chamando-o de “karate kid” por tentar usar o caratê na terra do kung fu. Então, se quiser sobreviver, Dre precisará aprender a lutar kung fu.

 

O termo kung fu possui inúmeros significados diferentes, mas não é um termo específico das artes marciais. A palavra poderia ser traduzida literalmente como “empenho” e “habilidade”, ou “tempo e esforço” – um escritor pode ter um bom kung fu na sua técnica narrativa. Ao mesmo tempo, o termo tem um significado especial quando aplicado às artes marciais e, fora da China, kung fu pode ser usado para descrever uma grande variedade de artes marciais chinesas e técnicas diversas.



 

Em KARATE KID (THE KARATE KID), Dre aprende a arte marcial do wushu, um kung fu fisicamente desafiador e ativo que é ensinado e praticado na China. Ele treinou com Wu Gang, o coordenador de cenas de ação da equipe de Jackie Chan, responsável pelas cenas de ação dos filmes que Chan costuma dirigir.

 

O mestre Wu, como Jaden Smith o chamava, treinou Smith durante três meses em Los Angeles antes do início da produção em Pequim, e continuou a treiná-lo ao longo dos quatro meses de filmagem. “Quando eu conheci o Jaden, ele era só um menino”, conta Wu. “Poucos meses depois, ele estava no mesmo nível de crianças que treinam há 5 ou 6 anos. Ele era muito focado, muito talentoso e nunca reclamava. Eu estou muito orgulhoso dele.”



 

E eles começaram do zero. “Sempre que eu ensino kung fu a alguém, mas, sobretudo, a uma criança, a primeira coisa que eu ensino é respeito pelas outras pessoas. O kung fu não deve ser usado para brigar, e sim para ajudar as pessoas”, afirma Wu.

 

Depois disso, Wu começou a treinar wushu com Smith. Mesmo rodando um filme, Wu afirma que os cineastas nunca ficaram tentados a confiar em truques cenográficos para que Jaden Smith parecesse estar fazendo algo que ele não seria capaz de fazer. “Independentemente de qualquer coisa, ele teria de aprender a se movimentar, a lutar e passar pelo treinamento básico. Havia a necessidade real de um treinamento sério de kung fu e wushu”.



 

Obviamente, Smith e todos os outros lutadores de kung fu aprenderam a lutar para as câmeras em lutas coreografadas de modo a fazer bonito nas telonas. “Todas as crianças do filme são alunos regulares de wushu, mas nenhum deles tinha experiência lutando em filmes”, observa Wu. “Não é fácil pegar o tempo, o ritmo e a reação quando você é atingido. Além disso, a dramaticidade e a interpretação durante a luta são tão importantes quanto a ação – o jovem precisa contar a história dramática da luta com sua expressão facial e corporal. É um desafio, mas a grande diferença neste filme é que os movimentos são reais.”



 

Jaden comenta que lutar em filmagens não é fácil. “Você precisa acertar a pessoa – você bate de leve, mas precisa parecer que foi com força”, afirma. “E você também precisa se defender. Se você não defender um ataque, vai tomar na cara.”


E será que Jaden gostou do treinamento? “Ele me pediu para continuarmos com o treinamento depois do final das filmagens”, diz Wu. “Eu fiquei honrado.”
“É, eu quero ficar musculoso”, afirma Smith. “Se o Taylor Lautner precisar de um dublê, vou estar pronto pra ação.”

FILMANDO NA CHINA
Na adaptação de The Karate Kid para o público moderno, os cineastas procuraram uma locação que interpusesse o maior número de obstáculos possível no caminho de Dre. “Nós pensamos: seria possível encontrar uma locação que fosse como se Dre tivesse ido parar em outro mundo?”, afirma Will Smith. “Quando escalamos Jackie Chan como mentor de Dre, nossa ficha caiu – China. Nós sabíamos que seria um desafio, mas, ao final, o cenário não só fortaleceu o tema, mas tornou o filme ainda mais épico. Eu não poderia estar mais orgulhoso do que produzimos na China. Quando vemos Jaden e Jackie treinando juntos na Grande Muralha, você se dá conta – em hipótese alguma nós teríamos conseguido fazer este filme em LA.”
A decisão de levar toda a equipe de produção à China não foi tomada levianamente, porque muitas das locações que desejávamos para a história têm o acesso proibido ou um acesso tão difícil que os produtores precisaram recorrer ao China Film Group, a maior e mais importante produtora de cinema estatal do país para assisti-los na contratação das locações.
“Uma tomada curta consumia meses de planejamento”, afirma Zwart. “A título de exemplo, nós fomos o primeiro filme a ter permissão para rodar dentro do Tiananmen, o Portão da Paz Celestial, e da Cidade Proibida, desde O Último Imperador (The Last Emperor), de Bertolucci, há mais de 20 anos.”
O filme foi uma volta para casa e a realização de um sonho para Chan. “Eu agradeço muito à produção por filmar na China. Nós temos 5.000 anos de história, mas o nosso governo tem apenas 60 anos, é um governo jovem. O filme dará aos espectadores uma chance de aprender sobre a cultura chinesa, bem como sobre as artes marciais chinesas. Não poderia haver promoção mais fantástica”, exclama.
A produtora Jada Pinkett Smith observa que filmar nas verdadeiras locações históricas só enriquece o desempenho dos atores. “É imbatível a energia de um lugar assim, é algo que não dá para se recriar. É uma coisa muito especial que dá ao filme uma textura autêntica”, observa ela.
“A China é incomparável, e tem sido uma experiência muito impactante para todos nós, para a família, trabalharmos juntos em um lugar assim”, continua ela. “É uma daquelas oportunidades únicas na vida, da qual vamos nos lembrar para sempre. E para nos ajudar a lembrar disso, nós teremos, é claro, um filme maravilhoso.”
A produção ficou baseada no antigo Beijing Film Studios. O “backlot” do estúdio está tomado por hutongs ou passagens entre fileiras de siheyuan, as casas quadrangulares chinesas. Siheyuan é o estilo tradicional – e já quase extinto – de moradia dos pequineses, cada uma consistindo de um pátio retangular cercado por casas de um pavimento cobertas de telhas, em geral 1 a 6m de largura.
No estúdio, também está o prédio vazio de sete andares que se passou pela fachada do edifício residencial de Dre, “The Beverly Hills Apartments”, e um telhado sobre o qual Dre e o sr. Han treinam. A casa do sr. Han e a garagem também foram construídas combinando estruturas antigas e recursos cenográficos.
Uma das locações de Pequim – o prédio do alojamento de funcionários nº 3 da Beijing Forest University – foi usada para ambientar a rua de Detroit onde Dre e sua mãe vivem.
Uma cena visualmente deslumbrante do filme foi rodada na prestigiosa Beijing Shaolin Wushu School, com 400 lutadores vestidos com o tradicional quimono vermelho fazendo seu treino matinal no gramado. Fundada em 1991, a academia adota um currículo educacional – do primário ao colegial – seguindo os preceitos da filosofia wushu.
Smith gostou de contracenar com seus coastros chineses. “Eu aprendi muito kung fu com eles e lhes ensinei as primeiras palavras em inglês: ‘Yo’ e ‘Qual é?’”

A Cidade Proibida
Filmar no Portão da Paz Celestial e dentro da Cidade Proibida foi uma experiência emocionante, mas ao mesmo tempo intimidante para o elenco e a equipe técnica. Poucas produções cinematográficas têm acesso a esses locais e esta é a primeira produção de cinema a rodar aqui em mais de 20 anos.
“Nós tivemos que acelerar tudo”, Zwart afirma, “porque só dispúnhamos de duas horas para rodar a cena inteira. Felizmente, tínhamos uma equipe muito bem preparada e ter acesso ao local para as filmagens foi incrível”.
A Cidade Proibida foi a residência do Imperador da China e a sede do poder de 1420 a 1912, quando o último imperador chinês abdicou. Ela recebeu seu nome porque ninguém poderia entrar ou sair do palácio sem a permissão expressa do imperador. Hoje, a Cidade Proibida, com cerca de 720.000 metros quadrados e 960 edificações, abriga o Museu do Palácio; foi declarada Patrimônio Mundial da Humanidade pela UNESCO, em 1987. O Portão da Paz Celestial costuma ser citado como a entrada principal da cidade.
A companhia também filmou no Buda Dourado, com vista panorâmica para toda a Cidade Proibida. Esse santuário sagrado, localizado no ponto mais alto de Pequim, oferece uma vista livre de 360 graus de toda a cidade.

A Grande Muralha da China
Outro grande trunfo da produção foi o acesso franqueado às filmagens na Grande Muralha da China. “O sr. Han leva Dre para treinar na Grande Muralha”, explica Jada Pinkett Smith. “É onde ele treina suas séries e eles correm pela muralha. É meio que o seu momento Rocky.”
Como é proibida a circulação de veículos na Grande Muralha, a equipe se viu forçada a carregar, manualmente, equipamentos pesados. “Foi bem exaustivo para a equipe. Quando você vê a Muralha, não parece tão íngreme, mas ela é, em vários pontos”, afirma Zwart.
Zwart ficou impressionado com o envolvimento de Chan no processo de produção. “A gente via o Jackie carregando equipamentos e ajudando a molhar o piso. Ele sempre ajudava a produção em tudo o que podia”, diz ele.
O trecho da muralha usado no filme foi o de Mutianyu, localizado na Província de Huairou, a cerca de 72km de Pequim. A muralha começou a ser erigida na Dinastia Qi (550 – 557). Na Dinastia Ming (1368 – 1644), dois famosos generais patriotas a reconstruíram para reforçar seu potencial defensivo na guarda de desfiladeiros estratégicos. Ela serviu como uma barreira, ao norte, guardando a capital e os mausoléus imperiais ao longo de gerações.
A Grande Muralha é uma das maiores estruturas de arquitetura milenar do mundo. Ela atravessa as montanhas do norte da China e serpenteia a norte e noroeste de Pequim. A muralha tem 8.850km de extensão, incluindo fossos e barreiras naturais.
Em Pequim e arredores
Locações adicionais únicas em Pequim e arredores incluíram o Aeroporto Internacional Pequim Capital, o maior e de maior tráfego na China e base operacional da maior companhia aérea de bandeira chinesa, a Air China; a Foton Auto Factory, uma fábrica de tratores de alta tecnologia que se passou pelo novo local de trabalho de Sherry; e a Wang Fu Jing Snack Street, uma área famosa de Pequim conhecida por seus petiscos exóticos como espetos de escorpião frito, que Dre e Mei Ying comem durante um passeio. “Nenhum escorpião sofreu maus tratos durante a produção deste filme”, observa Zwart, rindo, “pois o departamento de adereços do filme produziu os escorpiões cenográficos feitos de farinha e depois fritos que Jaden e Wen Wen comeram.”
O China Film Group Film Base, localizado em Huairou, a cerca de 90 minutos do centro de Pequim, é um estúdio de cinema moderno, com um backlot de hutongs, chamado Fei Teng. Foi lá que a produção construiu os cenários do interior do apartamento de Sherry e Dre, o auditório do recital de violino de Mei Ying e o magnífico Templo da Montanha.

Montanha Wudang
Uma das cenas mais emocionantes e de maior impacto no filme ocorre quando o sr. Han leva Dre numa peregrinação espiritual às Montanhas Wudang atrás das origens do kung fu. Somente depois de escalar até o topo da montanha Dre irá beber e se revitalizar no Poço do Kung Fu.
A companhia viajou rumo a essas montanhas místicas, localizadas na China central, para quatro dias de filmagem. Para rodar na locação mais ambiciosa do filme, o elenco, a equipe e os equipamentos tiveram de ser transportados por teleférico e depois, subiram a pé uma escadaria de pedra até o topo do templo.
Zwart descobriu o local enquanto surfava na Internet. “Eu procurava por templos bonitos, me deparei com uma fotografia do Golden Summit e pensei: ‘Esse é o templo mais magnífico que eu já vi’. Aí descobri que Wudang Shan e toda aquela região são o coração do kung fu. Eu sabia que tínhamos que filmar lá. Nada substitui a aura e a energia nesses templos.”
Zwart contou que, pouco a pouco, foi ficando aparente o número de obstáculos que eles enfrentariam no decorrer das filmagens. “Eu estava me sentindo meio culpado em pedir à equipe para levar equipamentos pesados a locais impossíveis”, comenta ele. “Não havia como transportarmos veículos até lá. Nós tínhamos de subir a escadaria a pé e atravessar uma mata. Nós tentamos manter o peso o mais leve possível.”
Apesar dos obstáculos, Will Smith afirma que a inclusão de Wudang no cronograma foi fundamental para a produção. “Tudo o que você faz na vida deveria ser para adquirir experiência e desenvolver seu caráter. Então, se você tem a oportunidade de filmar num lugar como Wudang, você precisa aproveitá-la! E aqui estamos, aprendendo história chinesa e conhecendo um lugar lindo como esse. Marcamos um golaço filmando lá”, exclama.
Varias cenas da história cruciais ao desenvolvimento de Dre foram filmadas na montanha. “A sequência do treinamento com bastão é uma dentre muitas inspiradas nos filmes anteriores de Jackie. É onde ele reproduz os movimentos do teatro de marionetes. Ela voltará mais tarde na história”, observa Zwart. “Outro ponto da trama filmado aqui foi aquele em que Dre fica hipnotizado por uma mulher encantando uma serpente com movimentos controlados. É um espetáculo impressionante.”
Para criar a viagem de trem do sr. Han e de Dre a Wudang, a companhia filmou as externas e os interiores num vagão de trem parado no Art Center de Pequim.

Romance e o Festival Qi Xi
Algumas vezes chamado de o Dia dos Namorados chinês, a celebração anual do Festival Qi Xi é comemorada no sétimo dia do sétimo mês do calendário chinês. Ele reconta a história de dois amantes infelizes, a deusa Zhinu e Niulang, o rapaz que ela ama, que são separados pelas circunstâncias tristes. Segundo a lenda, numa única noite, todas as aves do céu, com pena dos amantes, formam uma ponte para que eles possam se encontrar.
As festividades foram filmadas à noite no backlot Fei Teng do China Film Group Film Base, ambientado como se fosse uma aldeia iluminada por belas lanternas reluzentes de todos os tamanhos e formas. O set também contou com carrocinhas oferecendo bolos tradicionais, incensos e lanternas. É lá que Dre topa com a menina de quem ele gosta, Mei Ying, e eles circulam juntos pelo local, onde trocam seu primeiro beijo.
“Eu estava bem nervosa com o nosso beijo em cena e as minhas pernas estavam tremendo”, relembra Wenwen Han, que interpreta Mei Ying. “Mas o Jaden foi corajoso e me disse para não ter medo, porque ele também estava nervoso.”
“Foi o meu primeiro beijo no cinema também”, conta Jaden Smith. “Foi meio bizarro quando nós começamos a rodar a cena e a Wen Wen começou a ficar nervosa. Aí eu disse, ‘relaxa, relaxa… eu beijo bem, então vai ficar tudo numa boa!’ E no final saiu tudo certo quando fizemos a cena.”
No backlot Fei Teng, também foi construído o Teatro de Sombras, onde as marionetes encenam a história dos amantes separados de Qi Xi.


O Torneio
O treinamento do sr. Han visa o torneio, o confronto final entre Dre e o covarde Cheng. O interior do ginásio Feng Tai Sports Arena de Pequim se passou pelo People’s Auditorium, palco da enorme competição.
Para que Jaden Smith e seus colegas de elenco tivessem todo o tempo possível para o treinamento, a equipe marcou esta cena ao longo de oito dias de produção, no final das filmagens. A equipe da Jackie Chan Stunt Team coreografou o grande final, combinando técnicas cinematográficas com movimentos marciais autênticos. “Tudo o que você vê é a interpretação do Jackie”, afirma Wu Gang.
Além disso, a Stunt Team foi a responsável pelas audições de centenas de crianças que atuam em cenas-chave. Eles entrevistaram milhares de crianças de várias academias wushu de toda a China. “Muitos desses jovens eram ótimos lutadores, mas não tinham nenhum conhecimento de cinema. Eu tive de treinar as crianças de 5 a 8 horas diárias em coisas como timing, ritmo e reações quando eram atingidos por um golpe”, conta Wu.
Mais de 800 figurantes foram trazidos diariamente para simular os espectadores do torneio e a atmosfera vibrante. Além disso, dezenas de figurantes posando de fotógrafos ou cinegrafistas também estavam à disposição da cena.

SOBRE O ELENCO
Não é surpresa para ninguém o amor precoce pelas artes cênicas de JADEN SMITH (Dre Parker). E ele surgiu naturalmente. Jaden é o filho de 11 anos de Will e Jada Smith. Mas Jaden não precisa repousar nos louros da família. O filho caçula dos Smith vem despertando atenção em Hollywood com seu próprio talento.
Smith já recebeu o prêmio ShoWest 2010 de Astro Revelação do Ano com seu papel em Karate Kid (The Karate Kid).
Foi visto nas telonas pela última vez em 2008, coestrelando com Keanu Reeves e Jennifer Connelly na aguardada refilmagem de científica de O Dia em Que a Terra Parou (The Day the Earth Stood Still). Dirigido por Scott Derrickson, o blockbuster da 20th Century Fox deu ao ator a oportunidade de explorar seu amor pela ficção científica enquanto, ao mesmo tempo, também se aperfeiçoava no seu ofício. Jaden venceu o Saturn Award de 2009 de Melhor Ator Infantil com seu papel no filme.
Em 2006, Jaden encantou os espectadores com sua interpretação comovente como o pequeno Chris Gardner Jr. no filme da Columbia Pictures, À Procura da Felicidade (The Pursuit of Happyness). Oprah Winfrey descreveu a sua estreia cinematográfica como “hipnotizante”. Seu desempenho dinâmico lhe valeu um MTV Movie Award de Desempenho Revelação, um prêmio Phoenix Film Critics Society Award de Melhor Ator Infantil, um Black Reel Award, e indicações aos prêmios Broadcast Film Critics Association, NAACP Image Awards e Teen Choice Awards.
Entre um filme e outro, atuou no seriado Disney de enorme sucesso, The Suite Life of Zach and Cody. Jaden fez sua estreia na televisão na série produzida pela família Smith, All of Us, aos cinco anos.
Smith é não só um jovem ator talentoso, mas também um filantropo que serve de embaixador infantil, juntamente com a irmã, Willow Smith, na organização Project Zambi, em parceria com a Hasbro, Inc. e o Hasbro Children’s Fund. O projeto Zambi ajuda crianças órfãs pela AIDS na África.



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