Justiniano José da Rocha, nasceu na cidade do Rio de Janeiro em 8 de novembro de 1812



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Encontro19.08.2017
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Justiniano José da Rocha nasceu na cidade do Rio de Janeiro em oito de novembro de 1812. Filho de uma escrava, em 1823 seguiu para a França em companhia de José Joaquim da Rocha, um dos patriotas exilados por D.Pedro I, em que se acredita ter sido seu pai.

Educou-se em Paris e de volta ao Brasil, completou em 1833 o curso de Direito em São Paulo. Mesmo sendo formado em Direito, Justiniano foi também: jornalista, contista, cronista, crítico, professor, ficcionista, tradutor, político.

Fundou e dirigiu vários jornais entre eles: O Atlante (1836), O Cronista (1836), O Brasil (1840), O Constitucional e O Regenerador (1860) o último que ele redigiu.

O jornalista brasileiro alimentou inúmeras polêmicas durante o império. Foi alvo da primeira charge política publicada no país: uma caricatura que mostrava o jornalista no momento em que recebia dinheiro do Partido Conservador.



A charge fazia alusão ao fato em que Justiniano, tinha deixado a re-dação de O Cronista em favor de um emprego no Correio Oficial no qual receberia anualmente 3600 contos de réis. A charge revela o pagamento de propina no Correio Oficial. A legenda da charge dizia:



Campainha
Quem quer; quem quer redigir
O Correio Oficial!
Paga-se bem. Todos fogem?
Nunca se viu coisa igual

O Cujo
Com três contos e seiscentos
Eu aqui´stou, meu senhor
Honra tenho e probidade
Que mais quer d´um redator?

Justiniano_José_da_Rocha'>Justiniano José da Rocha é apresentado na historiografia como “o maior jornalista de seu tempo”, mas esta afirmação está longe de ser unânime. Apesar de hábil e competente ele tinha um desfavor, a condição de haver sido quase sempre, um jornalista governamental, desempenhando a tarefa ingrata de intérprete do pensamento conservador.

Em outras palavras, uma pena de aluguel.

Foi deputado geral, por Minas Gerais em duas legislaturas nas décadas de 1840 e 1850. Nessa época que foi deputado, aconteceu outro caso “pouco edificante” na vida de Justiniano.

Em 1855, ele confessaria na tribuna da câmara ter participado de um esquema clandestino de distribuição de negros entre os “Figurões do Império”. Pois nesta época o tráfico negreiro no atlântico estava proibido, assim os navios que eram apreendidos trazendo escravos, eram confiscados pelas autoridades que depois distribuíam ilegalmente os escravos entre eles, inclusive com Justiniano.

Nesse mesmo ano Justiniano José da Rocha, publica anonimamente o panfleto Ação, Reação e Transação que acabou se tornando uma obra muito importante, como um ensaio histórico da política no império.

Nesse panfleto, segundo Justiniano a construção do Estado Brasileiro se dividiu em três fases. A primeira batizada de Ação (1822-1836) que se caracterizou pela luta entre os partidários da centralização e os do federalismo, sendo que a vitória foi do federalismo mediante as reformas que foram promulgadas com a abdicação de D.Pedro I.

Na segunda fase batizada de Reação (1836-1852) distinguiu-se pela pressão conservadora que conseguiu esmagar as conquistas liberais, abrindo caminho para a centralização política.

A síntese dessas duas fases daria origem ao terceiro momento, da Transação caracterizada pelo surgimento da Política da Conciliação.



Justiniano José da Rocha morreu no Rio de Janeiro em 10 de Julho de 1862. Apesar de ter redigido obras muito importantes, a imagem de Justiniano ficou marcada como a de um “Bajulador Profissional’”.

Mesmo ainda não existindo, naquela época CPIs, quebras de sigilo bancário e telefônico nem denúncia de secretária, a caricatura já cumpria muito bem o seu papel, nesse caso o de imortalizar reputações.



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