Jovair Arantes (ptb-go)



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O Deputado Jovair Arantes (PTB-GO) faz o seguinte pronunciamento na sessão de 26 de agosto de 2009:

Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados.


Mais uma vez, as forças e os interesses contra o povo coordenaram-se novamente e se desencadeiam sobre mim. Não me acusam, insultam: não me combatem, caluniam e não me dão o direito de defesa. Precisam sufocar a minha voz e impedir a minha ação, para que eu não continue a defender, como sempre defendi, o povo e principalmente os humildes. Sigo o destino que me é imposto.

Assim, saindo voluntariamente da vida para entrar na história, despedia-se Getúlio Vargas, o presidente que por mais tempo governou o Brasil.

Nascido em São Borja, no Rio Grande do Sul, foi o supremo mandatário do Brasil entre 1930 e 1945 e de 1951 a 1954. Entre 1937 e 1945 instalou a fase de ditadura, o chamado Estado Novo.

Assumiu o poder em 1930, após comandar o golpe que derrubou o governo de Washington Luís. Seus quinze anos de governo seguintes, caracterizaram-se pelo nacionalismo e populismo. Sob seu governo foi promulgada a Constituição de 1934.

Em 1937, fechou o Congresso Nacional e iniciou o período chamado de Estado Novo, em que passou a governar com poderes ditatoriais, de maneira centralizadora e controladora.

O Departamento de Imprensa e Propaganda foi então criado para controlar e censurar manifestações contrárias ao seu governo.

Vargas criou a Justiça do Trabalho, instituiu o salário mínimo, a Consolidação das Leis do Trabalho e inúmeros direitos trabalhistas entre os quais, por suas consequências, posso citar a instituição da carteira profissional, a semana de trabalho de 48 horas e a remuneração dos períodos de férias.

Sua demora em definir a posição brasileira frente ao conflito mundial que se estendeu de 1939 a 1945, muitas vezes vista como tendência pró-nazista, acabou por favorecer o Brasil, na medida em que a aproximação às forças aliadas, em especial aos Estados Unidos da América, produziu frutos no aporte de recursos valiosos para a área de infra-estrutura.

Foi de responsabilidade de Getúlio Vargas a criação da Companhia Siderúrgica Nacional (1940), da Companhia Vale do Rio Doce (1942), e da Companhia Hidrelétrica do Vale do São Francisco (1945).

O término de sua primeira fase de governo se deu em 1945, após um golpe militar.

Cinco anos depois, entretanto, em 1950, Getúlio Vargas voltou ao poder, eleito em eleições livres e democráticas. “Botaram o retrato do velho de novo no mesmo lugar”, parafraseando a musiquinha da campanha. Sua política continuou nacionalista e é dessa época a campanha o Petróleo é Nosso que resultaria na criação da Petrobrás.

Em agosto de 1954, culminando um período de ferrenha oposição, da imprensa e dos militares, com acusações contra seus irmãos e contra membros de seu staff imediato — como Gregório Fortunato, chefe de sua guarda pessoal, indicado como mandante do atentado da Rua Toneleros, contra Carlos Lacerda, em que morreu assassinado o Major Rubens Vaz — Vargas suicidou-se no Palácio do Catete, com um tiro no peito.

Deixou a frase que ficou famosa: "Saio da vida para entrar na história."

Sejamos favoráveis ou contrários a Getúlio Vargas, a verdade é que, não fosse a sua participação, muito diferente teria sido a história do Brasil. Muito diversa a corrente de acontecimentos que viriam a marcar a trajetória de nosso país. Provavelmente não teria despontado a estrela de João Goulart e o trabalhismo não teria tido a força que teve e ainda ostenta. Jânio Quadros provavelmente teria ficado restrito à política paulista, eventualmente nem mesmo o golpe de 64 teria ocorrido.

Mas tudo isso são conjecturas, sobre as quais é muito incerto discorrer.

Importa, isto sim, registrarmos os 55 anos da morte de um dos maiores presidentes que o Brasil já teve: Getúlio Vargas.



Muito obrigado.





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