Jornal eletrônico da associaçÃo dos ex-alunos do instituto benjamin constant



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Desde 1955 Hélio vinha padecendo de um mal cujas causas não foram bem esclarecidas e que o fazia definhar lentamente. Contra ele lutou até o desespero visando recuperar a saúde, lamentando-se sempre ante a imperiosa contingência de licenciar-se, com prejuízo dos alunos: "Estão atrasados — dizia — não posso dar-me ao luxo de adoecer". E quando menos esperávamos, ele reassumia o posto, e piorava gradativamente.

Por fim, a 28 de outubro último, a implacável morte arrebata-nos inesperada e traiçoeiramente aquele que tão bem nos compreendia, estimulava e aconselhava nas ocasiões difíceis. Aquele cuja alegria era a alegria de seus discípulos, cujo ideal, o ideal do saber, do ensinar.

Por esta página, querido professor, marcante por sua singeleza, porém que representa vivamente a nossa sinceridade, expressamos o nosso dolorido adeus, comprometendo-nos a honrar-lhe a memória, recordando-lhe os sábios ensinamentos, perpetuando-o através da saudade que nos punge e aniquila, em nossos corações eternamente gratos.


Fonte: REVISTA BRASILEIRA PARA CEGOS

Janeiro de 1959

#9. ETIQUETA
Colunista: RITA OLIVEIRA (rita.oliveira@br.unisys.com)
Cultive um ambiente de trabalho saudável
Alguns mandamentos facilitam a convivência diária com os colegas.
Passamos a maior parte de nosso dia no trabalho e acabamos, por muitas vezes, convivendo mais com os colegas do que com a própria família. Esse período proporciona certa intimidade e, em alguns momentos, corre-se o risco de ultrapassar a linha tênue que separa a descontração, aceita e recomendável, dos excessos. Veja a seguir algumas das situações e dicas para sair-se bem, tanto no ambiente corporativo, como no social.
Atrasos - Se houvesse um ranking das atitudes mais desagradáveis no ambiente de trabalho, os atrasos estariam concorrendo seriamente ao título de campeão. A não ser que haja um motivo realmente sério ou um imprevisto, é completamente injustificável atrasar-se em reuniões ou encontros de negócios. A velha mania brasileira de nunca começar nada na hora não deve ser tomada como desculpa. Chegue sempre na hora marcada e, caso não consiga evitar o atraso, ligue avisando e desculpando-se.
Celular - outro recordista em gafes. Seu uso indiscriminado demonstra a mais elementar falta de educação. Deve-se desligar o celular em cinemas, teatros e restaurantes. Em encontros e reuniões, ele também deve permanecer mudo. Caso você esteja esperando uma ligação importante, avise o seu interlocutor e peça licença antes de atender. Fale baixo e não demore.
Exageros - no ambiente de trabalho, bom senso é a palavra-chave. Evite os exageros, seja no modo de vestir-se ou perfumar-se, na forma de se relacionar com os colegas, na maneira de cobrar, criticar ou até mesmo elogiar um integrante da equipe.
Cigarro - mesmo que você esteja em um local para fumantes, sempre pergunte aos seus acompanhantes se há algum problema em acender o seu cigarro. Se, no almoço, a maioria das pessoas no grupo não fuma, tente segurar a vontade um pouco e deixar para mais tarde. Não saia espalhando cinza pela mesa ou pelo chão. Use sempre o cinzeiro.
Bebidas - parece um conselho óbvio, mas nunca beba no escritório. Poucas coisas podem ser tão destrutivas para a imagem do profissional quanto o hábito de misturar bebida e trabalho. Em coquetéis e reuniões, pare assim que sentir que a bebida está fazendo você perder o controle das palavras ou dos atos.
RITA OLIVEIRA

#10. PERSONA


Colunista: IVONETE SANTOS (ivonete@jfrj.gov.br)
Entrevista com Professor de informática José Antônio Borges
1. - Por que a área de informática em sua vida? O que o levou a escolher este curso?
José Antonio dos Santos Borges - Na verdade, eu não pensava em fazer processamento de dados, que era o nome que se dava à Informática de hoje. Era tudo muito diferente no início dos anos 70, eram computadores enormes, que se conhecia como "cérebros eletrônicos". Minha mãe, um pouco antes do vestibular que fiz para Engenharia, me levou para conhecer o Centro de Processamento de Dados do Hospital dos Servidores do Estado, onde ela trabalhava, e eu achei aquele trabalho um saco. Entrei na Escola de Engenharia da UFRJ, e já no primeiro ano, apareceu a oportunidade de fazer um estágio no Núcleo de Computação Eletrônica da UFRJ, na área de operação de computadores. Eu entrei lá, fiz um curso, e me apaixonei. Não era o mais brilhante de meus colegas não. Eu era até um pouco medíocre, mas gostava de perder muito tempo estudando aquelas máquinas. Em pouco tempo eu era um dos que mais conhecia do computador IBM 1130, sendo até capaz de criar pequenos programas em assembler.

O resultado, entretanto não foi bom. Minha performance na escola de Engenharia caiu assustadoramente, pois eu só me dedicava à computação.

Algum tempo depois, acabei largando a Engenharia e mudando para Informática, que era um curso novo, e meu pai quase tendo um troço vendo o filho mudar para uma carreira completamente desconhecida.

Bem, acho que dei sorte: a área cresceu e eu cresci junto com ela. Acho que posso ser chamado um dinossauro da informática hoje, com quase 35 anos de trabalho em quase todas as áreas de informática. Tive muitas oportunidades e aproveitei quase todas elas. Posso dizer, com orgulho, que sou realmente um profissional com muita vivência.


2. Como você vê a área da informática no Brasil hoje? Há quem diga que ainda dependemos muito de tecnologia exterior.
Antonio Borges - Sempre dependemos. Na verdade houve um período mágico, o da reserva de mercado da informática, durante os anos 80, em que a computação brasileira deu um salto incrível. Infelizmente, ela sucumbiu graças ao mar de corrupção e maracutaia que se estabeleceu, pois os empresários brasileiros têm uma visão extremamente imediatista: não querem esperar por um lucro duradouro.

Mas se o Brasil ocupa uma certa liderança em informática é fruto desta época em que a proibição de compra de certo tipo de computadores importados nos obrigou a aprender a fazer, e a criar soluções inovadoras. Nossas universidades formaram muitos cérebros e esses criaram novas gerações de estudantes que até hoje brilham imensamente.


3. O que o conduziu a desenvolver projetos de informática de suma importância para deficientes visuais e físicos?
Antonio Borges - Um mero acaso. Eu era professor de computação gráfica no curso de informática e havia um estudante cego, que não tinha condição de fazer um bom curso por não ter acesso ao computador de forma razoável. Para ele, Marcelo Pimentel, tudo tinha que ser mediado pelo pai ou pelos colegas. Como meu aluno, acabamos por decidir que o curso de computação gráfica para ele deveria ter um outro sentido: deveríamos usar meu conhecimento prévio para criar uma solução mínima em cima da qual ele pudesse crescer, criar sua própria infra-estrutura. E foi o que fizemos, gerando uma solução mínima para síntese de voz, em cima da qual ele criou um editor de textos, hoje chamado de Edivox que na época permitiu que ele digitasse e lesse (soletrando, pois não havia sintetizador da língua portuguesa na época), adquirindo uma independência inimaginável. Eu diria que o desenvolvimento para cegos se estabeleceu como algo represado e que tinha forçosamente que crescer.

Eu só fui um instrumento disto, conseguindo unir pessoas em prol deste sonho e perseverando durante estes 14 anos sem esmorecer.

Quanto aos deficientes motores, foi mais ou menos o mesmo. Eu primeiro me sensibilizei com diversas pessoas que via sem poder usar o computador, até que

um dia uma certa pessoa, Lenira Luna, me procurou, e como ela era muito insistente, acabei fazendo uma solução para ela, o Motrix. Outra pessoa foi a Luciana Novaes, com a qual me sensibilizei por sua situação de imobilidade, para a qual criei o que hoje chamamos de Microfênix. Mas foi tudo meio inexplicável, foi acontecendo sem grande planejamento.

Acho que a causa de tudo é que existe a necessidade e eu tenho uma bagagem muito grande que me permite criar em áreas em que pouca gente consegue atuar.

Até mesmo meu conhecimento de música (sou também formado em Piano, que é minha primeira graduação), permite um nível de criação mais diversificado do que a maior parte de meus colegas.


4.Você foi o pioneiro a criar sistemas de informática no Brasil para deficientes. Hoje milhares de deficientes utilizam os sistemas criados por você. Porém sabemos que ainda há muito o que fazer nesta área, deficientes tem pouco acesso à aquisição de computadores, etc. Você acha que o governo poderia criar sistemas públicos para melhorar esta inclusão digital? O que falta no governo para tal atitude?
Antonio Borges - O governo federal já começa a executar este tipo de ação, fornecendo, por exemplo, laptops para estudantes cegos de segundo grau para que consigam passar pela barreira do vestibular com sucesso. Há programas também de apoio a formação de professores e outras coisas deste tipo. Há também a distribuição de laboratórios de informática para uso por deficientes, e a inclusão de softwares de acessibilidade nos Telecentros.

O problema é o tamanho do Brasil e a imensa carência em todas as áreas. Isso impede a realização de ações muito efetivas que atendam a grandes áreas. A verdade é que o desenvolvimento de computação para deficientes hoje está muito centralizado nas grandes cidades, e mesmo nessas há inúmeros problemas quando se pensa no acesso à maior parte da população deficiente pobre. Sinto, entretanto, que a cada dia que passa se vê novas coisas boas.

A realização do ParaPan, por exemplo, mostrou claramente que há uma mudança enorme nas oportunizações.
5. Concomitantemente a criar sistemas de informática o senhor acabou abrindo todo um potencial de mercado que outrora foi inexistente. Existem hoje milhares de deficientes estudando e trabalhando graças aos sistemas criados por você. Todavia boa parte da sociedade ainda não acordou para o fato que este mercado ligado aos deficientes é enorme, com mais de 14 milhões de pessoas. O que falta a sociedade para perceber a existência deste potencial?
Antonio Borges - O maior problema é o de educação e de profissionalização.

O mercado hoje exige uma pessoa qualificada minimamente. Um percentual baixíssimo de pessoas deficientes hoje, consegue completar o primeiro grau. Então não vai encontrar postos de trabalho, em nenhum lugar, pois nenhuma empresa hoje contrata com menos do que o primeiro grau completo. O que ainda salva é a lei de cotas, que obriga as firmas a aceitar pessoas que não aceitaria normalmente devido à baixa preparação.

Para posições de maior complexidade, ainda é mais difícil: por exemplo, o número de pessoas treinadas, com bom conhecimento da língua portuguesa e com conhecimento

de informática é irrisório. Há vagas em abundância, mas poucos deficientes preparados para assumi-las.

Isso não quer dizer que não existam restrições nem preconceito. Certamente há, mas a raiz de todas as dificuldades tem um nome: escolaridade precária.
6. Hoje em dia é moda discutir inclusão de deficientes na sociedade. Especialmente na educação. Porém boa parte de nossa sociedade tem apenas o discurso e não a metodologia necessária para que tal inclusão ocorra. Como educador como você observa esta dicotomia entre o discurso e a prática?
Antonio Borges - O processo de inclusão é exatamente isso, um processo. Não é algo que se resolva com uma canetada. O desenvolvimento de soluções demora muitos anos, e neste processo, muitos erros são cometidos. Acho que passado o momento inicial do "oba oba" de inclusão a qualquer preço, os educadores estão achando os caminhos, que envolvem a utilização coordenada de ensino especializado junto com a escola convencional, a utilização de tecnologia e muitas outras coisas, inclusive de ordem administrativa e política.

Os educadores começaram há pouco tempo a ser treinados, e até atingirem um grau aceitável, demora um tempo. Há também carência na aquisição de artefatos tecnológicos, de adaptação nas escolas e de material didático adaptado.

O caminho da inclusão é bastante longo, e apenas começa a ser trilhado.
7. Na área da informática você também atuou criando sistemas CAD para eletrônica, microeletrônica, computação gráfica tridimensional, multimídia e síntese de voz.

O que você ainda não fez na área e que gostaria de desenvolver?


Antonio Borges - Gosto muito de novidades, e tenho amigos que também gostam. Quando alguma maluquice nova me aparece gosto de me embrenhar um pouco a estudando. Aí, geralmente alguma coisa sai, nem que seja de brincadeira.

Às vezes sai coisa séria que acaba permeando a vida de muita gente, sem que eu tenha feito realmente grande planejamento.


8. Você se sente uma pessoa realizada na vida?
Antonio Borges - Realização é uma palavra difícil. Pode querer dizer que "acabou, chegou ao fim". Não é isso comigo. Um neologismo que melhor definiria este status é a expressão "realizante". Eu sou um realizante, alguém que realiza a cada dia.

Realizar implica em paixão e também freqüentemente em angústia e felicidade.

Desta tríade, paixão, angústia e felicidade, sai uma pessoa que dá graças a cada dia por ter tido as oportunidades que me permitem ser um realizante.
9. Como é para você encostar a cabeça no travesseiro e pensar: “tanta gente está por ai se desenvolvendo com meus projetos...”.
Antonio Borges - Penso pouco nisso. Às vezes penso quando me falam nisso e fico feliz, é claro. Mas geralmente estou ocupado demais para ficar dormindo em cima destes louros.
10. Você foi premiado pelo projeto de multimídia para crianças "Conhecendo as Letrinhas com o Menino Curioso" como a melhor multimídia educacional no Festival Internacional de Multimídia, em Paris, 1995. Como surgiu este projeto?
Antonio Borges - De brincadeira em casa. Desafiei minha ex-mulher a criar um programa para educação de crianças e ela criou o design do Letravox, o programa

de letrinhas do Dosvox, numa criação coletiva em que rimos muito em família, junto com os dois filhos (Liane e Tiago) que eram pequenos na época e com minha ex-cunhada.

Depois apareceu a idéia de colocar computação gráfica, e uma empresa de um amigo se interessou. Ficou bonitinho, e usava uma tecnologia inovadora naquela época.

Uma amiga que organizava o Festival aqui no Brasil me disse para me inscrever, e eu acabei ganhando aqui. Fui a Paris, e dei muita sorte, porque o Brasil estava na mídia por causa do massacre das crianças, então em meu discurso durante a apresentação realizada no auditório do CNRS, em inglês macarrônico, eu fiz uma ligação da brutalidade brasileira com a leveza da multimídia, que emocionou o júri, e nos fez ganhar (na verdade foi um empate com os japoneses, que levaram uma bruta equipe e chegaram a alugar um andar de um hotel para comemorar a vitória por antecipação). Nós não tínhamos nada disso e nosso diploma, ganhado no auditório do primeiro andar da Torre Eiffel, foi comemorar jantando no Quartier Latin uma boa macarronada. Mas foi muito divertido, e Paris é uma linda cidade.


11. Você é um homem muito antenado com a função social de seu trabalho. Você sempre foi assim? Sempre te preocupou a criação de projetos relevantes e de utilização prática?
Antonio Borges - Acho que tenho bom coração e procuro ser coerente com certas premissas e atencioso com as pessoas. Não sou um grande realizador social.

Sou apenas um programador que tem amigos que sabem fazer as coisas, e em equipe mandamos brasa.


12. Existe um temor coletivo em que se discute filosoficamente a sobreposição da máquina ao ser humano. A história do cientista maluco tentando inventar um aparelho para decodificar e ou condicionar percepções, afetos, que possa instalar ao fim do dia conhecimento programando um indivíduo. O que você acha disto tudo? A bio informática do futuro vai resolver tudo instantaneamente?
Antonio Borges - O homem tem o dom de destruir e de construir como nenhum outro ser na terra.

Acho que as máquinas em pouco tempo vão emular emoções com facilidade, que os cyborgs e robôs vão ser extremamente comuns e que a maior parte das doenças

e deficiências vai estar equacionada.

Nós não enxergamos de noite, e existe a lâmpada para mudar isso. Nós temos velocidade limitada e os motores me dão este poder. Os homens não podem voar,

mas existem aviões. Os homens não suportam viver sem ar, mas podem mergulhar com equipamentos. Minha esposa é tetraplégica e eu convivo maravilhosamente com ela, pois nossa vida é pontilhada de tecnologia em todos os momentos. A tecnologia transforma as nossas deficiências em eficiências, e esse é o caminho irreversível para toda a humanidade. Mas acredito também numa grande destruição no planeta, provocada pela ambição desenfreada dos governos do mundo, seguida pelo estabelecimento de um novo tempo em que a humanidade vai finalmente perceber que o bom é alcançar seu ponto de equilíbrio ecológico e de paz duradoura, com a evolução espiritual associada.
13. O que José Antonio Borges gosta de fazer em suas horas de folga?
Antonio Borges - Conviver com meus filhos o mais que possa, ainda mais agora em que estou separado deles por meu segundo casamento. Gosto muito de namorar e transar com minha esposa. Eu e ela também gostamos muito de comer em um bom restaurante com uma bebida leve (um Martini ou uma caipirinha), mas só uma dose.

Quando há possibilidade, fazer uma viagem de total lazer me encanta, pois eu viajo muito, mas sempre a trabalho.


Fonte: Instituto Olhos da Alma Sã

07/11/2007


IVONETE SANTOS

#11. DV-INFO


Colunista: CLEVERSON CASARIN ULIANA (clever92000@yahoo.com.br)
* Fugindo dos bugs do horário de verão
Caríssimos,

Seguem dicas da consultora em soluções móveis Bia Kunze para problemas comuns em sistemas diversos por conta do horário de verão que se avizinha.

Cumprimentos e até a próxima.
***
Dicas: fugindo dos bugs do horário de verão

Por Bia Kunze, publicada em:

www.garotasemfio.com.br/blog/2010/10/08/dicas-fugindo-dos-bugs-do-horario-de-verao/
No próximo dia 17 de outubro entrará em vigor o horário brasileiro de verão, com duração até o dia 20 de fevereiro de 2011, válido nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. No Brasil o horário segue um calendário diferente dos demais países que também

adotam o horário de verão. Portanto, uma semana antes (ou seja, esta semana) bugs estranhos começam a acontecer em computadores. Pior que, mudando os relógios, alguns dispositivos móveis que efetuam sincronia também mudam automaticamente.

O efeito colateral mais comum, além do relógio adiantado, é a bagunça no calendário. O que tem de gente que todo ano se perde nos compromissos nessa época... E minha caixa de entrada invariavelmente entope. Pois bem, é hora de intervir já.
Quem usa PC com Windows: mantenha seu computador atualizado com a versão mais recente do Windows Update (setembro de 2010), ou instale manualmente a correção aqui:

http://support.microsoft.com/kb/2158563

Para mais informações, com o passo-a-passo em todas as versões do sistema operacional da Microsoft, leia este tutorial:

http://windowsteamblog.com/international/b/brasil/archive/2010/10/08/acerte-o-rel-243-gio-do-seu-windows-o-hor-225-rio-de-ver-227-o-est-225-chegando.aspx


Em relação a dispositivos móveis, alguns mudam o horário sozinho, sem você notar, na data e hora certa, pois a mudança é feita pela operadora, e não pelo software do aparelho. Procure nas opções de data e hora do dispositivo se há a opção de manter

atualizações automáticas, e selecione-a. Em certos aparelhos Symbian e Windows Mobile, altera-se relógio e calendário após a sincronia com o Windows. Portanto, instale a correção no PC o quanto antes, para que o problema não se transfira para seu celular ou smartphone depois.


Tentar corrigir manualmente mais tarde pode ser uma enorme dor-de-cabeça. O sistema adianta o horário de todos os seus compromissos do calendário.

No último dia 3, donos de iPhone tiveram a "oportunidade" de ter um bug descoberto no relógio. Com o início do horário de verão em diversos países, os alarmes programados para tocar em todos os dias da semana se desligavam ou tocavam fora do horário marcado. A Apple está trabalhando numa correção.


E no Mac ? Donos de Mac sofrem com um problema crônico no iCal (aplicativo de calendário padrão do sistema) todo mês de outubro. Por causa do horário de verão, dias desaparecem e compromissos são marcados em datas erradas.

Isso acontece porque o horário de verão brasileiro não é padronizado, graças ao carnaval e às eleições, que não possuem data fixa. Nos EUA ele começa todo segundo domingo de maio e vai até o primeiro domingo de novembro, às 2h da manhã do horário local.

Assim, o bug do iCal já se tornou praticamente um evento tupiniquim histórico entre os usuários de Mac em outubro. É o nosso dia das bruxas digital.
Há muitos anos eu uso um pequeno truque para evitar problemas de qualquer espécie em computadores e smartphones por causa do maldito horário de verão: me transformo em cidadã argentina. :D
No mais..., bom feriadão a todos, inclusive os que vão trabalhar.
CLEVERSON CASARIN ULIANA

#12. O DV E A MÍDIA


Colunista: VALDENITO DE SOUZA (vpsouza@terra.com.br)
* Educação : Quando a aula chega à Rede

As escolas precisam aprender a aliar a tecnologia ao ensino. Há um bom exemplo no Rio de Janeiro

Roberta de Abreu Lima
Com crianças e jovens tão fascinados pelo mundo que se descortina na internet, cabe às escolas do século XXI um novo e duríssimo desafio: fazer da tecnologia algo verdadeiramente útil para o ensino — tarefa em que a maioria tem falhado.

Nesse cenário, merece atenção uma iniciativa que, já em fase de testes em algumas dezenas de escolas, se estenderá nos próximos meses a toda a rede municipal do Rio de Janeiro. O programa foi concebido para amparar, com jogos, vídeos e exercícios na rede, as aulas do ensino fundamental. No ambiente virtual, as crianças serão apresentadas a clássicos da literatura brasileira em versão animada e poderão reforçar o conceito de fração, por exemplo, com variados games jogados em grupo. O projeto sobressai pelo principio básico — simples, mas acertado: está-se falando de um roteiro muito bem amarrado, que conecta, enfim, a tecnologia ao currículo convencional. Algo raríssimo. Não só se abre aí a perspectiva de tornar a lição mais atraente, como também se tende a ampliar o tempo dedicado aos estudos, uma vez que todos os alunos terão acesso ao tal software em casa. Resume José Armando Valente, especialista da Universidade Estadual de Campinas: “O computador só é capaz de transformar uma sala de aula assim: quando o professor sabe exatamente o que fazer com ele”.

Iniciativas como essa são flagrante minoria nos diversos países que vêm se empenhando em aplicar tecnologia à sala de aula — sobretudo o Brasil. Uma pesquisa recente, conduzida pelo Ibope a pedido da Fundação Victor Civita, ajuda a dimensionar tal

problema. Para se ter uma ideia, de um conjunto de 400 escolas em treze capitais brasileiras, o número das que dispõem de computadores é elevado: 98%. Só que 72% dos professores admitem não estar preparados para fazer uso do equipamento, o que o torna inócuo. Ele acaba se prestando às burocráticas aulas de informática, quando não acumula pó nos laboratórios, na ausência de alguém que, pasme-se, consiga manuseá-lo na escola. Falta, sem dúvida, treinamento aos docentes, algo que já se vê em outros países, como o Canadá — um caso exemplar. As universidades ali oferecem até especialização para ensinar estratégias de como incorporar os computadores às aulas (bastante concorrida, diga-se). Todas as escolas públicas canadenses contam com pelo menos um desses profissionais. Eles estão lá para orientar os demais professores e organizar grandes bibliotecas de softwares.

Embora recentes e ainda pontuais, as experiências com o uso de tecnologia em salas de aula do mundo inteiro lançam luz sobre o que tem funcionado bem. Um dos maiores saltos promovidos pelo computador até então, sem dúvida, diz respeito à possibilidade que ele abre para o aprendizado das crianças em rede. Isso se dá em países como o Japão, onde alunos de diferentes escolas compartilham na internet ambiciosos projetos científicos, replicando, em pequena escala, a lógica dos grandes centros acadêmicos. Está provado que, dessa forma, elas exercitam a capacidade de construir conhecimento em equipe assim como a rapidez de raciocínio — em virtude da necessidade de dar respostas muito rápidas no universo on-line. No Brasil, há sinais de que alguns colégios começam a atentar para esses ganhos. No Pedro II, escola da rede federal no Rio de Janeiro, o professor Sérgio Lima, 41 anos, passou a ensinar física aos estudantes numa rede social, como já fazem alguns de seus pares. Além de exibir filmes sobre experimentos e divulgar listas de exercícios e datas de provas, o professor tira ali dúvidas dos alunos em animadas sessões virtuais que atraem a classe inteira. “Estou conseguindo quebrar a monotonia”, ele festeja.



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