Jesus Cristo Chico Xavier Allan Kardec Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da Terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos. Jesus ‑ Mateus 11: 25



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Noções do

Espiritismo




Jesus Cristo



Chico Xavier Allan Kardec


Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da Terra, que ocultaste estas coisas aos sábios e entendidos e as revelaste aos pequeninos.
Jesus ‑ Mateus 11:25.


PRECE DE CÁRITAS

(Lerem voz alta diariamente, no mesmo horário)


Deus, nosso Pai, que tendes poder e bondade, daí força àquele que passa pela provação, dai luz àquele que procura a verdade, ponde no coração do homem a compaixão e a caridade.
Deus! dai ao viajor a estrela guia, ao aflito a consolação, ao doente o repouso.
Pai! dai ao culpado o arrependimento, ao espírito a verdade, à criança o guia, ao órfão o pai.
Senhor! que a vossa vontade se estenda sobre tudo que criaste.
Piedade, Senhor, para àquele que Vos não conhece, esperança para àquele que sofre. Que vossa bondade permita aos Espíritos consoladores derramarem por toda a parte a paz, a esperança e a fé.
Deus! um raio, uma faísca do Vosso amor pode abrasar a Terra; deixai-­nos beber nas fontes dessa bondade fecunda e infinita e todas as lágrimas secarão, todas as dores acalmar‑se‑ão, um só coração, um só pensamento subirá até Vós, como um grito de reconhecimento e de amor.
Como Moisés sobre a montanha, nós Vos esperamos com os braços abertos, oh! poder, oh! bondade, oh! beleza, oh! perfeição e queremos de algum modo alcançar a Vossa Misericórdia.
Deus! dai‑nos a força de ajudar o progresso a fim de subirmos até Vós; dai‑nos a caridade pura, dai‑nos a fé e a razão, dai‑nos a simplicidade que fará das nossas almas o espelho onde se refletirá a Vossa imagem.
CÁRITAS
Esta prece fora recebida numa sessão em 25 de dezembro de 1863. O Espírito chamado CÁRITAS fora martirizado na cidade de Lion, França, quando de sua vida na Terra. " CENTRO ESPIRITA HERCULANO PIRES ‑(Rua Josimar Melo s/n° BOM JARDIM ‑ PE ‑ CEP: 55730‑000). Informações pelo Fone: (0.21.81)3638‑1219. www.avelos.com.br
Disse‑lhe JESUS: Porque me viste, Tomé, creste;
bem‑aventurados os que não viram e creram.
João 20:29.

Apresentação

Mesmo entre as pessoas que se dizem espíritas, poucas conhecem realmente o Espiritismo. A grande parte prefere ouvir dos outros, que ler as informações em fontes seguras. E, em se tratando de Doutrina Espírita, a fonte conhecidamente segura são as obras de Allan Kardec, conforme relacionamos no final deste livreto.

Talvez para muitos, a leitura de Kardec, logo de início, ofereça dificuldade, razão pela qual elaboramos este livreto auxiliar para aqueles que estiverem decididos a estudar o Espiritismo. No, entanto as orientações aqui contidas NÃO DISPENSAM A LEITURA E O ESTUDO DAS OBRAS BÁSICAS DE ALLAN KARDEC, e se o leitor quiser realmente conhecer a Doutrina, terá que lê‑Ias.
Por que conhecer o Espiritismo?
A maioria das pessoas, vivendo a vida atribulada de hoje, não estão interessadas nos problemas fundamentais da existência. Antes se preocupam com seus negócios, com seus prazeres, com seus problemas particulares. Acham que questões, como "a existência de Deus" e "a imortalidade da alma" são da competência de sacerdotes, de ministros religiosos, de filósofos e teólogos. Quando tudo vai bem em sua vida, elas nem se lembram de Deus e, quando lembram, é apenas para fazer uma oração, ir à igreja, como se tais atitudes fossem simples obrigações das quais todos têm que se desincumbir de uma maneira ou de outra. A religião para eles é mera formalidade social, alguma coisa que as pessoas devem ter, e nada mais; no máximo, será um desencargo da consciência, para estar bem com Deus. Tanto assim, que muitos nem se quer alimentam firme convicção naquilo que professam, carregando sérias dúvidas a respeito de Deus e da continuidade da vida após a morte. Quando, porém, tais pessoas são surpreendidas por um grande problema, uma queda financeira desastrosa, a perda de um ente querido, uma doença incurável ‑ fatos que acontecem na vida de todo mundo ‑ não encontram em si mesmas a fé necessária, nem compreensão para enfrentar o problema com coragem e resignação, caindo, invariavelmente, no desespero.

O conhecimento espírita abre‑nos uma visão ampla e racional da vida, explicando‑a de maneira convincente e permitindo‑nos iniciar uma transformação íntima, aproximando‑nos de Deus.


De que trata o Espiritismo?
O Espiritismo responde às questões fundamentais de nossa vida, como estas:
‑ Quem é você?
‑Antes de nascer, o que você era?
‑ Depois da morte, o que você será?
‑ Por que você está neste mundo?
‑ Por que umas pessoas sofrem mais que outras?
‑ Porque alguns nascem ricos e outros pobres?
‑ Por que alguns cegos, aleijados, débeis mentais, etc., enquanto outros nascem inteligentes e saudáveis?
‑ Por que Deus permitiria tamanha desigualdade entre seus filhos? Por que há tanta desgraça no mundo e a tristeza supera a alegria?
‑ De três pessoas que viajam num veículo ‑ por exemplo ‑ após pavoroso desastre, uma perde a vida, outra fica gravemente ferida e a terceira escapa sem ferimentos. Por que sortes tão diferentes? Onde está nisso a Justiça de Deus?
‑ Por que uns, que são maus, sofrem menos que outros, que são bons?
Perguntas como estas a Doutrina Espírita responde, porque tais são as perguntas que todos fazemos para nós mesmos, ao contemplarmos tanta desigualdade e tantos destinos diferentes na vida atribulada de nosso planeta.
O que é o Espiritismo?
Espiritismo é uma doutrina revelada pelos Espíritos Superiores, através de médiuns, e organizada (codificada) por um educador francês, conhecido por Allan Kardec, em 1857. Surgiu, pois, na França, há mais de um século.

O Espiritismo é ciência

Dizemos que o Espiritismo é ciência, porque estuda, à luz da razão e dentro de critérios científicos, os fenômenos mediúnicos, isto é, fenômenos provocados pelos espíritos e que não passam de fatos naturais. Não existe o sobrenatural no Espiritismo: todos os fenômenos, mesmo os mais estranhos, têm explicação científica. São, portanto, de ordem natural.



O Espiritismo é filosofia

O Espiritismo é uma filosofia porque, a partir dos fenômenos espíritas, dá uma interpretação da vida, respondendo questões como "de onde você veio", "o que faz no mundo", "para onde vai, após a morte". Toda doutrina que dá uma interpretação da vida, uma concepção própria do mundo, é uma filosofia.



O Espiritismo é religião

Dizemos, também, que o Espiritismo é religião,

porque ele tem por fim a transformação moral

do homem, retomando os ensinamentos de Jesus Cristo, para que sejam aplicados na vida diária de cada pessoa. Revive o Cristianismo na sua verdadeira expressão de amor e caridade.

O Sentido da religião espírita

O Espiritismo não é uma religião organizada dentro de uma estrutura clerical. Neste sentido, ele é profundamente diferente das religiões tradicionais. Não tem sacerdotes, nem chefes religiosos. Não tem templos suntuosos. Não adota cerimônias de espécie alguma, como batismo, crisma, "casamentos", etc. Não tem rituais, nem velas, nem vestes especiais, nem qualquer simbologia. Não adota ornamentação para cultos, nem gestos de reverência, nem sinais cabalísticos, nem benzimentos, nem talismãs, nem defumadores, nem cânticos cerimoniosos (ladainhas, danças ritualísticas, etc.), nem bebida, nem oferendas, etc.

O culto espírita é feito no próprio coração. É o culto do sentimento puro, do amor ao semelhante, do trabalho constante em favor do próximo. Somente o pensamento equilibrado no bem nos liga a Deus e somente a prática das boas ações nos fazem seus verdadeiros adoradores. Assim, o Espiritismo procura reviver os ensinamentos de Jesus, na sua simplicidade e sinceridade, sem luxo, sem convencìonalismos sociais, sem pompas, sem grandezas, pois, como nos recomendou o Mestre de Nazaré, Deus deve ser adorado "em espírito e verdade".
O Espiritismo é o Consolador prometido por Jesus.
"Se vós me amais, guardai meus mandamentos; e eu pedirei ao meu Pai, e ele vos enviará um outro Consolador, a fim de que permaneça eternamente convosco: o Espírito de Verdade que o mundo não pode receber, porque não O vê e não O conhece. Mas, quanto a vós, vós o conhecereis, porque permanecerá convosco e estará em vós. Mas, o Consolador, que é o Santo Espírito, que meu Pai enviará, em meu nome, vos ensinará todas as coisas e vos fará relembrar de tudo aquilo que eu vos tenho dito." (Jesus) João, cap. 14:15,16,26.
Princípios Básicos do Espiritismo
Existência de Deus
Deus existe. É a origem e o fim de tudo. É o criador, causa de todas as coisas. Deus é a Suprema Perfeição, com todos os atributos que a nossa imaginação possa imaginar, e muito mais. Não podemos conhecer sua natureza, porque somos imperfeitos. Como que uma inteligência limitada e imperfeita como a nossa poderia abranger o conhecimento ilimitado e perfeito, que é Deus?
Imortalidade da Alma
Antes de sermos seres humanos filhos de nossos pais, somos, na verdade, espíritos, filhos de Deus. O Espírito é o princípio inteligente do Universo, criado por Deus, simples e ignorante, para evoluir e realizar‑se individualmente pêlos seus próprios esforços.

Como espíritos, já existíamos antes de nascermos e continuaremos a existir, depois da morte física.

Quando o Espírito está na vida do corpo, dizemos que é uma alma ou espírito encarnado. Quando nasce, dizemos que reencarnou; quando morre, que desencarnou. Desencarnado, volta para o Plano Espiritual. Disse Jesus: Ora ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu. JOAO Cap. 3:13.

Os espíritos são, portanto, pessoas desencarnadas que, presentemente, estão na Espiritualidade.


Reencarnação
Criado simples e ignorante, o espírito é quem decide e cria o seu próprio destino. Para isso, ele é dotado de livre-arbítrio, ou seja, capacidade de escolher entre o bem e o mal. Desse modo, ele tem possibilidade de se desenvolver, evolucionar, aperfeiçoar‑se, de tornar‑se cada vez melhor, mais perfeito, como um aluno na escola, passando de uma série para outra, através dos diversos cursos. Essa evolução requer aprendizado, e o espírito só pode alcançá‑Ia encarnando no mundo e reencarnando, quantas vezes necessárias, para adquirir mais conhecimentos, através das múltiplas experiências de vida.

Jesus respondeu, e disse‑lhe: Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. JOÃO Cap. 3:3. O progresso adquirido pelo espírito é moral e intelectual que vai aproximá‑lo de Deus.

Mas, assim como o aluno pode repetir o ano escolar uma, duas ou mais vezes ‑o espírito que não aproveita bem a sua experiência na Terra pode permanecer estacionário por muito tempo, conhecendo maiores sofrimentos, e atrasando, assim, sua evolução.

Não sabemos quantas encarnações já tivemos, e muito menos quantas temos pela frente. Sabemos, no entanto, que, como espíritos atrasados, teremos muitas e muitas encarnações, até alcançarmos o desenvolvimento moral necessário para nos tornarmos espíritos puros.

Todavia, nem todas as encarnações se verificam na Terra. Existem mundos superiores e inferiores ao nosso. Quando evoluirmos muito, poderemos renascer num planeta de ordem elevada. O Universo é infinito e "na casa de meu Pai há muitas moradas", já dizia Jesus. A Terra é um mundo de categoria moral inferior, haja visto o panorama lamentável em que se encontra a humanidade. Contudo, ela está sujeita a se transformar numa esfera de regeneração, quando os bons decidirem a praticar o bem e a fraternidade reinar entre eles.

Esquecimento do passado

Não lembramos das vidas passadas e nisso está a sabedoria de Deus. Se lembrássemos do mal que fizemos ou de sofrimento que passamos, dos inimigos que nos prejudicaram ou daqueles a quem prejudicamos, não teríamos condições de viver entre eles atualmente. Pois, muitas vezes, os inimigos do passados hoje são nossos filhos, nossos irmãos, nossos pais, nossos amigos, que presentemente se encontram junto de nós para a reconciliação. Por isso, existe a reencarnação.

Certamente, hoje estamos corrigindo erros praticados contra alguém, sofrendo as conseqüências de crimes perpetrados, ou mesmo sendo amparados, auxiliados por aqueles que, no pretérito, nos prejudicaram. Daí a importância da família, onde se costumam reatar os laços cortados em existências anteriores.

A reencarnação, desta forma, é a oportunidade de reparação, como é também, oportunidade de devotarmos nossos esforços pelo bem dos outros, apressando nossa evolução espiritual. Quando reencarnamos, trazemos um "plano de vida", compromissos assumidos perante a Espiritualidade e perante nós mesmos, e que dizem respeito à reparação do mal e à prática de todo o bem possível. Dependendo de nossas condições espirituais, podemos ou não ter escolhido as provas, os sofrimentos, as dificuldades que provarão nosso desenvolvimento espiritual.

A reencarnação, portanto, como mecanismo perfeito da Justiça Divina, explica‑nos porque existe tanta desigualdade de destino das criaturas da Terra.

A finalidade da vida na Terra é, portanto: ‑

1a) para expiar o mal praticado, pagando com sofrimento nossos erros;

2a) para provarmos ou medirmos nosso grau de evolução, ante as dificuldades da vida;

3a) para ajudarmos a humanidade e exemplificarmos o bem diante dos outros;

4a) para desempenharmos missão especial, no caso de espíritos elevados que prestam grandes serviços à humanidade.


Pelo mecanismo da Reencarnação, verificamos que Deus não castiga. Somos nós os causadores dos próprios sofrimentos, pela lei de "ação e reação".
Comunicabilidade dos Espíritos
Os Espíritos são seres humanos desencarnados. Eles são o que eram quando vivos: bons ou maus, sérios ou brincalhões, trabalhadores ou preguiçosos, cultos ou medíocres, verdadeiros ou mentirosos.

Eles estão por toda parte. Não estão ociosos. Pelo contrário, eles têm suas ocupações, como nós, os encarnados, temos as nossas.

Não há lugar determinado para os Espíritos. Geralmente os mais imperfeitos estão junto de nós, por causa de nossas imperfeições. Não os vemos, pois se encontram numa dimensão diferente da nossa, mas eles podem ver‑nos e até conhecer nossos pensamentos.

Os espíritos agem sobre nós, mas essa ação é quase sempre restrita ao pensamento, porque eles não conseguem agir diretamente sobre a matéria. Para isso, eles precisam de pessoas que lhes ofereçam recursos especiais: essas pessoas são chamadas médiuns.

Pelo médium, o espírito desencarnado pode comunicar‑se, se puder e se quiser. Essa comunicação depende do tipo de mediunidade ou de faculdade do médium: pode ser pela fala (psicofonia), pela escrita (psicografia), por batidas (tiptologia), etc. Mas, toda e qualquer comunicação não deve ser aceita cegamente; precisa ser encarada com reserva, examinada com o devido cuidado, para não sermos vítimas de espíritos enganadores. A comunicação depende da conduta moral do médium. Se for uma pessoa idónea, de bons princípios morais, oferece campo para a aproximação e manifestação de bons espíritos. Chico Xavier, por exemplo, era um bom médium pelas qualidades morais de que era portador.

A Doutrina Espírita alerta as pessoas muito crédulas contra as mistificações e contra os falsos médiuns, que tentam iludir o público menos avisado em troca de vantagens materiais. Por isso, _é importante que antes de ouvir uma comunicação a pessoa se esclareça a respeito do Espiritismo



Fé Raciocinada

Para podermos crer de verdade, antes de mais nada, precisamos compreender aquilo em que devemos crer. A crença sem raciocínio não passa de uma crença cega, de uma crendice ou mesmo de uma superstição. Antes de aceitarmos algo como verdade, devemos analisá‑lo bem. O mal de muita gente é acreditar facilmente em tudo que lhe dizem, sem cuidadoso exame.

"Fé inabalável é aquela que pode encarar a razão, face a face, em todas as épocas da humanidade". ‑ Allan Kardec.

Lei de Evolução

Cada um de nós é um espírito encarnado a caminho de Deus. A vida na Terra é sempre uma oportunidade de reajustamento no caminho do bem. A escolha nos pertence. Logo, as conseqüências boas ou más são resultados de nossas próprias decisões. É a lei da "ação e reação", das causas e conseqüências. Se, agora, estamos sofrendo, podemos concluir que a causa do sofrimento advém de erros anteriores. Se, portanto, fizermos o mal, cedo ou tarde, sofreremos a sua conseqüência. "A cada um segundo as suas obras"‑ disse Jesus. Isso explica a razão de tanto sofrimento no mundo.

Por isso, um caminha mais depressa que outros, como os diferentes alunos de uma classe escolar. Quanto melhor nossa conduta, mais depressa nos libertaremos dos sofrimentos, encurtando o caminho da evolução.

Não há céu nem inferno, conforme pintam as religiões tradicionais. Existem, sim, estados de alma que podem ser descritos como celestiais ou infernais. Não existem também anjos ou demônios, mas apenas espíritos superiores e espíritos inferiores, que também estão a caminho da perfeição ‑ os bons se tornando melhores e os maus se regenerando. Deus não quer que nenhum de seus filhos se perca, e a Vontade de Deus, a Suprema Vontade, é a Lei.

Se a sorte do ser humano fosse inapelavelmente selada após a morte, todos estaríamos perdidos, visto termos sido muito mais maus do que bons e quase ninguém, hoje em dia, mereceria ir para o céu de bem-aventuranças, onde só caberiam os puros.

Por outro lado, uma vida, por mais longa que seja, não é suficiente para nos esclarecer a respeito dos planos de Deus. Muitos não têm sequer como garantir a própria sobrevivência e muitos menos ainda oportunidade de uma boa educação. Muitos nunca foram orientados para o bem. Outros, morrem cedo demais, antes mesmo de se esclarecerem sobre o melhor caminho a seguir.

Para medirmos o quanto de absurdo existe na ideia do céu e o inferno, como penas eternas, basta que formulemos as seguintes perguntas:
‑ "Como é que Deus, sendo o Supremo saber, sabendo inclusive o nosso futuro, criaria um filho, sabendo que ele iria para o inferno para toda eternidade? Que Deus seria esse? Onde a sua bondade e a sua misericórdia?"
‑ "E, como ficaria no céu uma mãe amorosa, sabendo que seu filho querido está ardendo no fogo do inferno?"
A Lei Moral
Portanto, ninguém está perdido. Cada qual tem a oportunidade que merece. Se um pai humano, que é imperfeito e mau, não é capaz de condenar eternamente um filho, por pior que seja, quanto mais Deus, que é o Pai Misericordioso e Perfeito, que faz chover sobre os bons e os maus, que faz com que a luz do sol ilumine os justos e os injustos, indistintamente.

Disse o Cristo: "Ninguém poderá ver o Reino dos Céus se não nascer de novo". Referia‑se ao nascimento do corpo e ao renascimento moral das criaturas, isto é, ao nascimento pela "água e pelo espírito". Daí sabermos que a vida é sempre uma nova oportunidade de reconciliação com os ideais superiores do bem e da verdade.

Seguir o exemplo vivo de Jesus deve ser o ideal de todo cristão sincero.

Não adianta você dizer que pertence a esta ou àquela religião. Não adianta permanecer orando o tempo todo. O importante é a prática é a vida de todos os dias, porque, como disse Tiago: "A FÉ SEM OBRAS É MORTA". E por falarem fé, veja como está sua vida!


Como você vem tratando seus familiares: seu pai, sua mãe, seus irmãos, seu esposo ou sua esposa, seus filhos?
Como você trata as pessoas estranhas?
Como você se conduz no trabalho, na escola, no clube, na via pública em relação à outras pessoas com quem convive?
Como você reage a um ofensa? a um gesto de agressão? a uma calúnia? a uma ingratidão? a uma decepção na vida?
Como você reage a um problema familiar? a perda de um ente querido? a uma doença incurável?
E o que você vem fazendo em favor dos outros?
"Amai‑vos uns aos outros"‑ recomendou Jesus.
E não há outra maneira de amar, se não formos caridosos. Caridade é ser benevolente, paciente, tolerante, humilde. É fazer para os outros o que desejamos que nos façam. Como não queremos que nos façam mal, mas todo o bem possível, assim também devemos agir para com eles: familiares, parentes, amigos, estranhos e até inimigos.
A obrigação do cristão é ser um trabalhador do bem, dando sua parte, por pequena que seja, na luta por um mundo melhor.
Podemos fazer tudo isso, cuidando melhor de nossas atitudes, vigiando nosso comportamento diário, sendo mais atenciosos e gentis, vendo nos outros mais suas qualidades e, finalmente, sendo mais exigentes para conosco mesmos.
Ajudar o pobre, socorrer o desesperado, assistir ao doente, orientar o desajustado, levar palavras de conforto e esperança ao aflito, divulgar e viver os ensinamentos de Jesus, tudo isto constitui as bases do verdadeiro amor por ele ensinado e exemplificado, há mais de 2.000 anos.
Seguindo as pegadas de Jesus, pelo amor vivo que manifestou ao mundo, Allan Kardec proclama:
"FORA DA CARIDADE NÃO HÁ SALVAÇÃO"
Obras de Allan Kardec
1a) O LIVRO DOS ESPÍRITOS

2a) O LIVRO DOS MÉDIUNS

3a) O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

4a) O CÉU E O INFERNO

5a) A GÉNESE

6a) O QUE É O ESPIRITISMO

7a) OBRAS PÓSTUMAS
LIVRARIAS ESPÍRITAS:
FEDERAÇÃO ESPÍRITA BRASILEIRA
Rua Sousa Valente, 17‑ São Cristóvão ‑ Rio de Janeiro ‑ RJ Cep.20941­040 Fone:(0.21.21)2589.6020
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Av. João de Barros, 1629‑ Espinheiro ‑ Recife ‑ PE CEP. 52021‑180 Fone: (0.21.8 3241.2157
o CASA EDITORA O CLARIM Cxa. Postal, 09 ‑ Centro ‑ MATÃO ‑ SP ‑Cep.15990‑903 Fone (0.21.16) 282.1066
Em meu nome expulsarão os demônios; falarão novas línguas: pegarão nas serpentes; e, se beberem alguma coisa mortífera, não lhes fará mal algum; e porão as mãos sobre os enfermos, e os curarão. JESUS. Marcos Cap. 16:17
Fonte: copiado de folhetim distribuído pelo Centro Espírita Herculano Pires, Bom Jardim - PE, maio de 1987



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