Jean-jacques rousseau-vida e obra



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JEAN-JACQUES ROUSSEAU-VIDA E OBRA

Tereza Cristina Nóbrega Mendes Marques

Faculdade de Teologia Integrada-FATIN

INTRODUÇÃO

Todo o estudante de filosofia precisa ter em mente que o contexto histórico era o Iluminismo, portanto, Rousseau tem seu lugar por não considerar como única realidade humana a “razão”, reconhecendo tanto seu limite quanto a sua força, e o valor das necessidades, dos instintos e das paixões, contudo, via na razão a verdadeira natureza dos homens.

A partir desse pressuposto, vemos que Rousseau está em oposição ao idealismo iluminista, pois a natureza humana não é razão, mas instinto, sentimento, impulso, espontaneidade. A razão mesma “transvia-se e perde-se quando não tem por guia o instinto natural”.

Por essa razão, vemos que entre o Iluminismo e Rousseau há uma distinção quanto a pensamento, pois enquanto o primeiro quer “conformar a razão ao instinto, no entanto, o resultado é o mesmo”.

Rousseau tinha como objetivo de “conhecer a si próprio, ao escrever As Confissões, evocando o drama da existência humana”. Seu destino moral e emocional são os mais significativos valores da sucessão de eventos que o autor descreve de sua vida. Em um dos trechos do Livro VII, Rousseau enfatiza a importância do sentimento:

Só tenho um guia fiel com o qual posso contar: é a sucessão dos sentimentos que marcou as transformações de meu ser e, por eles, a dos acontecimentos que lhe foram à causa ou o efeito. Facilmente esqueço minhas infelicidades; porém não posso esquecer minhas faltas e menos ainda me esqueço de meus bons sentimentos. A recordação que me deixaram me é muito querida para que possa apagá-los de meu coração. Posso cometer omissões nos fatos, nas transposições, erros nas datas; porém não posso me enganar a respeito daquilo que senti, nem sobre o que meus sentimentos me obrigaram a fazer: eis do que se trata, antes de tudo. O objetivo exato de minhas confissões é dar a conhecer, com exatidão, o meu íntimo em todas as situações de minha vida. O que lhes prometo é a história de minha alma: e para escrevê-la fielmente não preciso de outras lembranças: basta-me, como até agora fiz, fazer uma introspecção.

1- VIDA E OBRA

Nasceu em Genebra em 28/06/1712, filho de um relojoeiro chamado Isaac Rousseau e Suzanne Bernard, que morreu, poucos dias após seu nascimento, em 7 de Julho. Foi criando por sua tia, irmã de sua de seu pai e por uma ama. Tinha um irmão mais velho

sete anos chamado François. Rousseau mesmo diz:

Nasci em Genebra, na Grand rue, n. 40(...) de Isaac Rousseau, cidadão, e de Suzanne Bernard, cidadã”. [...] meu nascimento custou a vida de minha mãe e foi a primeira das minhas infelicidades. Nunca soube como meu pai suportou semelhante perda [...] Quando me dizia: Jean-Jacques, falemos de tua mãe; eu respondia: pois bem meu pai, vamos então começar a chorar.

Rousseau não teve uma educação regular e não freqüentou a universidade. Freqüentou por períodos curtos a escola, mas gostava de ler para o pai, livros deixados por sua mãe e por seu avô que era um pastor.
Minha mãe tinha deixado alguns romances; após o jantar, meu pai e eu, pusémo-nos a lê-los [...] algumas vezes; meu pai, ouvindo de manhã as andorinhas, dizia, envergonhado: vamo-nos deitar; ainda sou mais criança do que tu. Plutarco [...] foi à primeira leitura da minha infância e será a última de minha velhice.

Durante o ano de 1722, seu pai ausentou-se de Genebra para não ser preso injustamente, por ter ferido no rosto um cidadão durante um desentendimento. Rousseau e seu irmão foram para a casa de um tio, irmão de sua mãe, chamado Gabriel Bernard, engenheiro militar que era casado com uma irmã de seu pai. Logo, ele o enviou juntamente com o filho para o campo, para serem educados por um pastor protestante. Lá aprendeu latim e outras disciplinas. Aos 12 anos, Rousseau retorna a Genebra. Vai trabalhar em um cartório, onde entra em contato com questões legais, visando à advocacia, mas não gostou do trabalho, e sendo demitido pelo tabelião, desgostoso com ele.

Meu pai teve uma altercação com tal M. Gautier, capitão de França aparentado no Conselho... Preferiu sair de Genebra e expatriar-se para o resto da sua vida, do que ceder num ponto em que a honra e a liberdade lhe pareciam comprometidas.

Masseron, homem novo, boçal e violento, que, em pouco tempo, conseguiu apagar o viço da minha infância, embrutecer-me o caráter afável e vivo.

Em 1725 vai trabalhar numa oficina como gravador, Abel du Commen, mas a forma rude como era tratado, desinteressou-se pela profissão. Para vingar-se roubava e cunhava pequenas medalhas e dava aos amigos e é pego fazendo isso. O que ganhava alugava livros de uma senhora.
Cheguei assim aos dezesseis anos, inquieto, descontente de tudo e de mim, sem gostar da minha profissão, sem os prazeres próprios da minha idade, devorado por desejos cujo objeto ignorava, chorando sem motivos para lágrimas, suspirando sem saber de quê; enfim, acariciando ternamente as minhas quimeras por nada ver, à minha volta, que as merecesse.

Aos 16 anos, perambulava com os amigos pelos arredores de Genebra, e por três vezes perdeu a hora do toque de recolher, e de entrar pelos portões da cidade, dormia do lado de fora. Dessa última vez, não quis enfrentar os castigos, e fugiu para Contignon na Sabóia (França) não muito longe de Genebra, cerca de 12 km, solicita ajuda de um padre que o encaminha a uma jovem senhora, cuja missão era ajudar peregrinos com a pensão que recebia do rei. Tratava-se de Louise-Élèonore de la Tou du Pil, ou seja, Madame de Warens, protestante pietista, separada do marido por motivo de sedução, sem filhos. Louise havia solicitado ajuda ao rei católico Victor-Amadeus II, duque de Sabóia, Rei da Sardenha, para receber sua pensão abjura da fé, tornando-se católica. Louise era muito bonita, era mais velha que Rousseau dez anos.

Madame Warens exerceu três funções em seu relacionamento com Rousseau, mãe, amiga e amante, como tal exerceu grande influencia em sua vida. Seu tratamento com ela era de “Madame Warens ou mãe”. Ela o envia a Turim, com dinheiro dado pelo Arcebispo e cartas de recomendação, uma delas para asilo de catecúmenos onde Rousseau deveria estudar o catecismo e abjurar do protestantismo. Rousseau viaja a pé. Seu pai que havia se estabelecido em Nyon, vai para Annecy esperando encontra-lo, mas chegando lá, soube de sua viagem para uma instituição em Turin, deu-se por satisfeito.

Suficientemente instruído e suficientemente preparado a contento dos meus mestres, levaram-me processionalmente à igreja metropolitana de S. João para que aí fizesse a abjuração solene (...) houve que ir em seguida à Inquisição receber a absolvição pelo crime de heresia.

Chegando a Turin recebe os ensinamentos do catecismo, e numa cerimônia na igreja de São João abjura da fé, recebe um donativo de 20 francos e inicia sua vida na cidade. Consegue um bom trabalho, mas encontra um amigo e retorna a Annecy. Volta para a casa de Louise em 1729, ajuda nos trabalhos a farmácia natural que ela possuía, lê muito e estuda música. È enviado para um seminário católico para continuar seus estudos, mas passa os finais de semana em casa. Dizia “como é triste a vida no seminário...”.

Rousseau lê algumas obras de Voltaire, com quem ia polemizar mais tarde e gosta muito. Em 1737 assistiu a guerra civil de Genebra, guardando depois dolorosas recordações. Continua a estudar Rameau em música. Conheceu Rameau mais tarde, como compositor. Aprende xadrez. Então adoeceu. Ele e Sra. de Warens retiram-se no campo para a convalescença- Sem suportar tomar leite, Rousseau estraga o estômago de tanto beber água. Começou a refletir sobre religião. Teve muita influência da Senhora de Warens nesse campo. Rousseau, com vinte e cinco anos dividiu a herança da mãe que passou a ter direito com Louise. Comprou livros e se dedicou ao estudo. Lê Leibniz, Locke, Malenbranche na filosofia. Estuda geometria, começando por Euclides. Formou um armazém de idéias dos autores, na esquematização do conhecimento adquirido. À tarde, estudava história e geografia.

Rousseau relata nesse trecho das Confissões que lamenta ter abandonado o velho maestro, ao viajar para Paris, e esse sendo epilético, durante uma crise na rua, socorrido por populares, voltando para Annecy e não encontrando Louise que havia viajado para Paris, para o novo rei que assumira o lugar de Amadeus II. Sem conhecer ninguém, perambula até Paris, ganhando a vida como professor de música. Retorna a pé e vai em 1732 para Chambéri para onde Louise havia se mudado. La encontra Louise que lhe fala dos amantes que teve, e que tinha como amante um botânico, seu empregado, Claude Anet, ao mesmo tempo o inicia na vida sexual. Viveram juntos até 1740.
Assim se estabeleceu entre nós três (J-J, Mme de Warens e Claude Anet) uma

sociedade sem exemplo na Terra (...) Apesar das nossas relações particulares, as práticas a sós eram para nós menos doces do que reunirmos-nos todos.


Ela o emprega no escritório fiscal de Chambéri e depois na pequena fazenda chamada Lês Charmettes. Rousseau lê muito e começa a escrever, mas sua situação financeira e de dependência não é boa, e adoece com o que hoje conhecemos ser “síndrome do pânico” e que ele mesmo descreve:
Começa aqui a breve felicidade da minha vida; os tranqüilos, mas rápidos momentos que me deram o direito de dizer que vivi momentos preciosos [...] Ah! recomeçai para mim o vosso agradável curso, deslizai se é possível mais lentamente ainda na minha memória! Que devo fazer para prolongar à minha vontade esta simples e tocante narrativa?Como direi o que não foi dito, nem feito, nem mesmo pensando, mas saboreado, sentido [...]? Levantava-me com o sol e era feliz; passeava, e era feliz, via “maman” e era feliz; [...] percorria os bosques, os outeiros, vagueava pelo vale, lia, (...) colhia frutos, ajudava nos trabalhos da casa, e a felicidade seguia-me por toda a parte. [...]. Posso dizer perfeitamente que só comecei a viver quando me considerei um homem morto, os únicos anos felizes de minha vida.

Sofria de taquicardia, sendo diagnosticado “pólipo no coração”, decide ir para Montpelier, para curar-se. Não chegou até lá. Teve um romance com uma companheira de viagem, em Valence e ficou curado. Retorna para casa e encontra um rival com quem dividiu os amores de Louise. Em 1740, decide ir para Lyon para tutorar por um ano, crianças de Jean-Bonnet de Mably, irmão mais velho de Étiene Bannot de Condillac e do Abade de Mabliy, sendo esse último conhecido escritor político. Retorna mais uma vez para Louise, mas resolve abandona-la definitivamente. Em 1741 vai para Paris com anotações musical e os rascunhos de uma comédia (Narcisse) e não retorna.

Para alguns dias em Lyon para rever amigos e conseguir algumas cartas de recomendação para Paris e para vender livros de geometria que trazia consigo. Monsieur e Madame de Mably o recebem alegremente e o convidam para jantar algumas vezes. Lá travou amizades com Abade de Mably que deu-lhe cartas de apresentação para Paris. Chegando a Paris no outono, valendo-se das cartas de apresentação, encontra alunos de musica, e assim consegue se sustentar.

A partir desses e de muitos outros bons contatos, Rousseau chega a Academia e expõe suas anotações. Os membros da Academia ouviram com grande atenção e cortesia sua Dissetation sur la musique moderne, mas não aprovam o sistema. Apresentou também a Jean-Philippe Rameau (1683-1764) autor de ópera, entre elas “Pigmalião” 1748, considerado o maior músico dramático da França de então. Rameau também considerada difícil o sistema de Rousseau, mas ele estava convencido da vantagem em desenvolvê-la por facilitar o aprendizado de música.

Nesse período conhece Denis Diderot, jovem filosofo, e influencia profundamente Rousseau. Apresentou seu sistema de notação musical a Diderot. Obstinado pelo seu método de ensino musical trabalhou e melhorou-o, e sendo publicado e apresentado na Academia.

Usou sempre as cartas de recomendações, mas sempre insatisfeito por não ter acesso ao circulo da nobreza parisiense; através da música e de declamar poesias vai conquistando o espaço. Desses contatos, em 1743 por indicação de um sacerdote amigo, procura duas senhoras, e uma delas, esposa de Claude Dupin, por quem se apaixona e sem sucesso procura seduzi-la. Começa a escrever uma opera Lês Muses Galantes. Outra senhora, o indicou ao recém nomeado embaixador em Veneza, para o cargo de secretario da embaixada francesa. Lutou para manter o cargo por 18 meses, durante os anos de 1744-1745. Procurou dar o melhor de si, na esperança de fazer carreira diplomática, mas o embaixador não reconheceu seus esforços, sabotado pelo camareiro. Assim, voltou para Paris, onde buscou ter um julgamento justo, e o pagamento dos seus salários, conseguindo com dificuldade. Voltou à música e concluiu sua opera, sendo cantada por Rameau, aplaudida por muitos críticos, mas criticada por ele.



2- OS ENCICLOPEDISTAS

Em 1746 recebeu uma pequena herança, com a morte do pai, e pode viver financeiramente mais folgado. Firmou sua amizade com Diderot, e ligou-se a outros intelectuais, um deles foi o filósofo e psicólogo abade Étiène Bonnot de Condillac (1715-1780), natural de Grenoble, e adepto a John Locke (1632-1704). Rousseau o conhece em Lyon, na casa de Jean Bonnet de Bably. Condillac tornou-se célebre metafísico, e quando quis publicar seu primeiro livro, Rousseau o apresentou a Diderot.

Nessa época conhece Jean Lê Rond D’Alembert, apresentado por Diderot, quando esses preparavam o “Dicionário Enciclopédico”. Diderot propôs a Rousseau escrever os verbetes de musica, e o fez em três meses, e nada recebeu por ele. Seu circulo de amizades foi sendo ampliado, e além desses, incluía um importante critico literário franco-germânico, o barão de Grimm e Paul Henri Dietrich 1723-1789), barão de Holbach até então, o mais importante do grupo; um rico alemão e ateu, que se estabeleceu em Paris, com intuito de “fazer guerra contra Deus”. Escreveu e publicou dezenas de livros, que difundisse sua “causa ateísta”. Sua contribuição para a “Enciclopédia” foi de 376 verbetes, traduções de textos alemães, sobre química e ciências correlatas. Publicou seu principal livro “Sistema da Natureza” com o pseudônimo de Mirabeau. Nele ataca a religião e coloca seus pontos de vista materialista, ateísta determinista. Apesar disso, ofereceu hospedagem a muitos jesuítas, quando sua ordem foi extinta. Rousseau diz nas Confissões que “nunca simpatizou com o Barão”.

No inicio de 1745 assumiu o relacionamento com Thèrese lê Vasseur, criada de quarto do hotel em que morava. No inverno de 1746 tem seu primeiro filho, e teve com ela mais quatro filhos e todos foram enviados para o orfanato. Só em 1768 casou-se oficialmente com ela numa cerimônia civil.


Enquanto eu engordava em Chenonceaux, a minha pobre “Thérèse” engordava em Paris de uma outra maneira [...] a criança [...] foi depositada pela parteira na roda. Decidi-me sem cerimônia e sem o menor escrúpulo, e o único que tive de vencer foi o de “Thérèse”, a quem foi extremamente difícil fazer aceitar aquele único processo de salvar a sua honra. No ano seguinte, o mesmo inconveniente e o mesmo expediente.

Em 1745 vai trabalhar novamente para a família Dupin, como secretário, fez pesquisa para a Sra. Dupin, que estava preparando um livro sobre a mulher, e ajudou o próprio Sr. Dupin a refutar a obra de Montesquieu chamado o “Espírito das Leis” (1748). Nessa época é convidado a refazer a ópera rascunhada por Voltaire e Rameau, Festas de Ramires. Outra vez, foi pura perda de trabalho, pois sequer seu nome foi citado no livreto.

Diderot foi preso por escrever “Carta sobre os cegos”, por ofender um nobre influente. Ficou preso durante quatro meses em Vincennes, sendo visitado por Rousseau com freqüência que andava cerca de 12 quilômetros. Foi visitá-lo e a caminho, viu um folheto que falava sobre um concurso da Academia de Dijon, cuja proposta. A data era 1749, havia escrito um ensaio, revisou-o e incentivado pelo amigo, enviou para o trabalho a Academia com o título abreviado de “Discurso das Ciências e das Artes” e ganhou o primeiro prêmio, sendo publicado no final de 1750, cujo tema fundamental que corre pela sua filosofia social,

Um dia, levei o Mercúrio de França, e enquanto caminhava e o percorria, vi aquela questão proposta pela Academia de Dijon para o prêmio do ano seguinte: ‘Se o progresso das ciências e das artes contribuiu para corromper ou apurar os costumes.

Logo que tal li, vi outro universo e transformei-me noutro homem. Se alguma vez alguma coisa se assemelhou a uma inspiração súbita, foi o movimento que se deu em mim a essa leitura [...] Oh! Meu Deus, se eu tivesse podido escrever a Quarta parte de tudo o que vi e senti [...] com que clareza teria revelado as contradições do sistema social, com que força teria exposto todos os abusos das nossas instituições, com que simplicidade teria demonstrado que o homem é naturalmente bom e que é por causa das instituições que os homens se tornam maus. Tudo o que pude reter dessa multidão de grandes verdades [...] encontra-se disperso [...] nos meus três principais escritos, a saber; o primeiro Discurso, o da Desigualdade e o Tratado de educação, os quais são inseparáveis e formam todos um único todo. Eis, portanto como me tornei autor quase sem dar por isso.

Nessa época fica doente, e é desenganado pelos médicos, um problema na bexiga, e, pensa em reestruturar sua vida, em relação a sua doença, afastando-se da agitação social. Saiu do Banco de Dupin, onde era caixa e passou a ganhar a vida copiando músicas. Rousseau chamou de “grande reforma”.


Resolvido a passar, com independência e pobreza, o pouco tempo que me restava de vida, empreguei todas as forças da minha alma a quebrar as algemas da opinião e a fazer corajosamente o que melhor me parecia [...] imaginei um meio muito simples: copiar música a tanto por página.

Vai para Paris, encontra um amigo e fica em sua casa, era o joalheiro M. Mussard, que ao aposentar-se, dedicou-se a cultivar o jardim, lá descobriu conchas e resolver pesquisar e criar um sistema. Nessa época, Rousseau, por volta de 1752, compôs a peça Le Devin du Village que foi apresentado primeiro para a família real em Fontainebleau, e cuja apresentação foi um grande sucesso. Deveria se apresentar ao Rei Luis XV, mas não compareceu por causa de sua doença, que o obrigava a urinar frequentemente, e teve medo de passar por um vexame diante do rei. Essa apresentação lhe beneficiaria com uma pensão. Resolveu partir e retornou a Paris. Sua partida causou escândalo e foi veementemente censurado por Diderot. Rousseau escreve:


A peça foi muito mal representada no que diz respeito aos atores, mas bem cantada e bem executada quanto à música. Logo na primeira cena, que era de uma ingenuidade verdadeiramente comovente, ouvi levantar-se nos camarotes um murmúrio de surpresa e de aplauso.

Essa peça deu-lhe notoriedade e não havia homem mais requisita em Paris; “Le Devin du Village acabou por me pôr na moda, e em breve não houve em Paris homem mais procurado do que eu”. Esse movimento acabou por promover a música italiana que na visão de Rousseau era mais natural e apaixonada que a música francesa o que lhe valeu a oposição Rameau e dos que faziam parte da música francesa.

Em novembro de 1753, o folheto de Dijon (Mercúrio de Dijon) era o nome do jornal promoveu outro concurso com o tema: "qual é a origem da desigualdade entre os homens, e se for autorizada pela lei natural"? Rousseau passa oito dias em Saint-Germain e publica “Carta sobre a música francesa”, e afirma que: “A carta foi tomada a sério e levantou contra mim toda a nação, que se julgou ofendida na sua música”. Em Dezembro, os músicos de Paris escreveram enforcam, em efígie, Rousseau e recusam-lhe a entrada na ópera. 1 Em defesa, Rousseau escreveu no prefácio do “Narciso” em 1752. Como resultado de sua música, foi colocado sob vigilância policial a partir de 1753. Ainda no mesmo ano de 1753 inicia seu livro o “Discurso sobre a origem da desigualdade entre os homens”, e inicia o texto dizendo:
O primeiro que, tendo murado um terreno, se lembrou de dizer: isto é meu e encontrou pessoas suficientemente simples para o acreditarem, foi o verdadeiro fundador da sociedade civil. Quantos crimes, quantas guerras, quantos assassínios, quantas misérias e horrores não teriam evitado ao gênero humano aquele que, arrancando as pedras ou tapando o fosso, gritasse aos seus semelhantes: Tende cuidado, não escuteis esse impostor; estais perdidos se esqueceis que os frutos são de todos e a terra não é de ninguém.

Em 1754, convidado por um amigo para visitar Genebra, Rousseau aproveita a oportunidade para visita a terra natal e leva Teorize, e em Lyon encontra Louise em situação financeira muito ruim, e presta-lhe auxilio. È recebido com louvor em Genebra e pensando em voltar a morar, retorna ao protestantismo numa cerimônia pública, e reintegrar-se nos direitos como cidadão da republica. Em Genebra, Rousseau trabalha sobre as instituições políticas, prepara a Esteire du Valais, a tragédia em prosa Lucrasse e traduz o primeiro livro da História de Tácito. Após quatro meses, retorna a Paris, para ultimar negócios, mas sua obra fora publicada na Holanda e em Genebra, sendo mal recebida, assim, desistiu de voltar a morar em Genebra.

Em 30 de Agosto de 1755, recebeu uma carta de Voltaire ao ler o livro de Rousseau, enviou-lhe a resposta em 10 de Setembro seguinte e publica na Enciclopédia o verbete sobre “Economia Política”.

Recebi, caro Senhor, o vosso Livro contra o gênero humano; agradeço-vos... Nunca se utilizou tanto espírito em querer torna-nos animais; tem-se vontade de caminhar a quatro patas quando se lê o vosso livro. Todavia, como perdi esse hábito há mais de sessentas anos, sinto, infelizmente, que me é impossível retomá-lo. VOLTAIRE.

Sou eu, caro senhor, que vos estou grato por tudo [...] vede que não desejo restabelecer-nos na nossa animalidade, ainda que, pela minha parte, tenha muita pena do pouco que dela perdi (...) Não tenteis, pois regressar às quatro patas; ninguém haveria no mundo menos capaz para isso do que Vós. ROUSSEAU.

Uma das causas de Rousseau permanecer na França foi por ocasião de uma peça apresentada na presença do Rei da Polônia num sarau em casa de Mme Geoffrin, em que Palissot faz uma caricatura de Rousseau dizendo que ele era “um homem que, de pena em punho, ousara medir-se com um rei”. O rei então, quer aplicar-lhe um castigo, mas Rousseau intercede por ele, e perdoado pelo rei.

Madame Épinay, sua amiga, oferece-lhe uma casinha nas proximidades do seu castelo, Rousseau e Thérèse Levasseur instalam-se no Hermitage distante da capital 24 km, e escreve nas Confissões: “Achava delicioso ser hóspede de uma amiga numa casa da minha escolha que ela tinha mandado construir propositadamente para mim”.

Outro motivo foi à mudança de Voltaire para Genebra. Rousseau compreendeu que ele ali faria uma revolução com suas idéias. Assim, em 1756 mudou-se para Montmorency, e Planejou escrever um tratado chamado Instituições políticas e outro chamado “Materialismo do sábio”, e uma carta a Voltaire dando-lhe conselhos contra sua visão negativa do mundo, e endereçou ao seu médico. Nas Confissões, Rousseau diz que o livro de Voltaire chamado Candide, foi uma resposta sarcástica a seus pontos otimistas que continham na carta. No entanto, o livro é mais uma sátira a filosofia de Leibniz e aos seus pontos otimistas citados ao fim do capitulo XXVIII.

Em Montmorency em 1757 começa a escrever um romance com o título de Julie, um romance ardente, e conhece acidentalmente a cunhada de Madame d’Épinay, e se apaixona pela Condessa d’Houdetot, mas o relacionamento não passa de uma declaração de amor, mas o suficiente para dar uma reviravolta na novela que levou o nome: Julie: Ou a Nova Heloise, com um contexto moral, filosófico e religioso e até econômico mais amplo do que havia concebido inicialmente, segundo comentarista de Rousseau, cuja história fala de duas mulheres com características diferentes. Uma morena, outra loira. Uma meiga, outra viva. Vai vivendo em Hérmitage e rompe com  Grimm. Os amigos o abandonam.

Ainda em 1757, rompe com Diderot, quando esse escreve “só o mau está só” na sua obra Le Fils naturel, e Rousseau escreve dizendo: “O mau pode meditar os seus crimes na solidão, mas não é na solidão que os executa”. Surgem muitas querelas entre eles, mas esse rompimento não dura muito e eles se reconciliam. Um marechal oferece-lhe moradia e ele aceita, começando Emílio e terminando Contrato Social. Desde Hérmitage começara a trabalhar nessa obra. Rousseau pensou durante vinte anos e escreveu em três.

Em 1761 surgiu A paz perpétua e logo depois,  Ensaio sobre a origem das línguas. O Emílio fala de um garoto que experimenta a simplicidade da vida do campo durante sua formação. Conhece a vida dura de trabalhos manuais. Rousseau julgava ser necessário uma infância solitária para que o menino conheça os deveres de ser cidadão apenas na hora certa e não se desvirtuasse na sociedade. Emílio só conhece o mestre, que busca incentivas as aptidões naturais do menino, e lhe dá uma educação sem frugalidades. Emílio só será encaminhado à sociedade na maturidade, quando conhecerá uma cidade grande.

A natureza quer que as crianças sejam crianças antes de serem homens. Se pervertermos esta ordem, produziremos frutos precoces sem maturidade e sem sabor que não tardarão a corromper-se. Teremos jovens doutores e crianças velhas. A infância tem modos próprios de ver, de pensar, de sentir. Nada há menos sensato do que querer substituí-los aos nossos.

É a ti que me dirijo, mãe terna e previdente que soubeste afastar-te dos caminhos públicos e proteger o arbusto nascente do choque das opiniões humanas. Cultiva, rega a jovem planta antes que ela pereça [...] Tudo está bem quando sai das mãos do autor das coisas, tudo degenera entre as mãos do homem que [...] mistura e confunde os climas, os elementos, as estações; mutila o cão, o cavalo, o escravo, tudo perverte, tudo desfigura.

O Contrato social foi publicado em 1762. Rousseau enfrenta opiniões contrárias e suspeita de complôs, de estar sendo perseguido. Antes que o prendam, foge. O livro causou problemas porque apontava o povo como origem legítima do governo.
Perguntar-me-ão se sou príncipe ou legislador para escrever sobre política. Respondo que não é por esse motivo que escrevo sobre política [...] Se fosse príncipe ou legislador não perderia o meu tempo a dizer o que é preciso fazer – agiria ou então calar-me-ia [...] Nunca o forte é bastante forte para se manter sempre como senhor, se não converter a força em direito e a obediência em dever [...] Haverá sempre uma grande diferença entre submeter uma multidão e governar uma sociedade.

Quando ia saindo de sua casa passa por quatro homens vestidos de preto, os oficiais de justiça, que iam prendê-lo. Vai para Yverdon, pretendo ir para Genebra. O parlamento de Paris condena Emílio e é rasgado e queimado. O mesmo acontece com O contrato social; é decretada a prisão de Rousseau se ele aparecer em Genebra.


Todas as gazetas, todos os jornais, todas as brochuras tocaram a rebate da maneira mais terrível [...] Eu era um ímpio, um ateu, um exaltado, um furioso, um animal feroz, um lobo.

A dificuldade era saber para onde ir, agora que Genebra e Paris me estavam interditas e que previa sem dificuldade que [...] cada qual se apressaria a imitar o vizinho.

Rousseau instala-se em Môtiers e, Frederico, rei da Prússia, deu-lhe dinheiro e madeira para o inverno. Rousseau abdica do título de cidadão de Genebra. Evita cerimônias públicas, pois o povo se inquieta contra ele e as autoridades fingem nada ver, não oferecendo proteção. Em 29 de Julho - Morte de Mme de Warens, em Chambéry.
Levei “maman” a viver no campo. Uma casa isolada no declive de um vale foi o nosso asilo, e foi aí que, no espaço de quatro ou cinco anos, eu vivi um século de vida e gozei de uma felicidade pura e plena que cobre ainda com o seu encanto tudo o que a minha sorte tem, no presente, de terrível”.
No Contrato social, havia falado da Córsega, dizendo que esta ainda surpreenderá a Europa. Passa da teoria à prática escrevendo um Projeto para a legislação da Córsega, a pedido dos corsos. Em 1765, volta a Paris. Pretende permanecer incógnito, mas fica assim por pouco tempo. Quando tinha ido para a Suíça, recebera uma carta lisonjeira de Hume. Em Estrasbugo, recebeu outra, que respondeu. Aceita o convite de Hume para ir para a Inglaterra. No início mora numa casa de um amigo de Hume. Depois, muda-se para a casa de um vendeiro. Permanece por pouco tempo e vai para a casa de um burguês. Hume foi durante um período, protetor de Rousseau, que havia passado por tantas injúrias.

Foi então que se sucedeu o incidente que os separou e fez Rousseau ficar paranóico de uma vez. Uma carta, pretensamente de Frederico, circulara em Paris em 1765. Quando a carta foi publicada num jornal, Rousseau a leu e ficou afetado profundamente. A carta foi escrita por Horace Nalpole, que assinou Frederico. Falava da perseguição de Rousseau e oferecia abrigo da Prússia. Tratava Rousseau como se fosse louco. Rousseau soube que Horace era amigo de Hume e ficou furioso. Renuncia a pensão secreta que fora oferecida, pois não queria aceitar favores de Hume.

Hume fica indignado e alega inocência. Rousseau escreve uma carta com mais de trinta páginas, afetado por imaginação e complexo de perseguição. Encontrando Hume pessoalmente, Rousseau se arrepende. Mas a relação estava comprometida. Por cartas, despedem-se para sempre. Hume escreve a Exposição sucinta da contenda surgida entre ele e Rousseau, em 1766. A partir de 1767, Rousseau é tomado por acesso de loucura e fica obcecado pela suspeita da maquinação de que fora vítima. Viaja muito pela Europa. Em 1766, no inicio do ano, muda-se para Londres e se instala em Chiswick. Em março começa a escrever As Confissões em Wootton. Um ano depois em maio de 1767 deixa o lugar. Queria dar sua visão a respeito dos acontecimentos que marcaram sua vida atribulada. Volta à profissão de copista. No final de 1770, termina Confissões. A partir de 1772 redige Diálogos. Vive uma vida reservada.
Acabei a leitura e todos se calaram. Mme d’Egmont foi a única pessoa que me pareceu comovida; estremeceu visivelmente mas depressa se refez e guardou silêncio, assim como toda a companhia. tal foi o fruto que retirei desta leitura e da minha declamação.

Quem quer que sejais, vós a quem o meu destino ou a minha confiança fizeram árbitro deste caderno, pelos meus infortúnios, pelas vossas entranhas, e em nome de toda a espécie humana, conjuro-vos a não destruir essa obra útil e única [...] e a não roubar à honra da minha memória o único documento seguro do meu caráter que não foi desfigurado pelos meus inimigos.

Vai para Ermonville, em 1778 onde morre pouco depois, em dois de Julho, após um passeio no parque, almoça com Thérese e a criada, e morre às 11 horas da manhã, deixando inacabada a sua 10ª Promenade, na qual evoca o seu primeiro encontro com Madame de Warens.    

Hoje, dia de Páscoa florida, há precisamente cinqüenta anos que conheci Mme de Warens. Ela tinha então vinte e oito anos, uma vez que nascera com o século. Eu não tinha ainda dezessete (...) Não há dia em que não recorde com alegria e ternura esse único e breve momento de minha vida no qual fui eu plenamente, sem mistura e sem obstáculo e, em relação ao qual posso dizer com verdade, ter vivido.


Nas costas de uma carta de jogar, pouco antes de morrer, Rousseau havia escrito: “Se há algum homem verdadeiramente feliz sobre a terra, ninguém o citará como exemplo, porque ninguém senão ele o saberá”. Em 3 de Julho - Houdon faz a máscara mortuária de Rousseau e em 4 de Julho, Rousseau é enterrado na ilha dos Peupliers às 11horas da noite.
Em 9-11 de outubro de 1794, foi trasladado seus restos mortais para o Panteão.


CONCLUSÃO

Podemos afirmar que as obras de Rousseau são resultantes de sua vida. Se analisarmos sua história, veremos um indivíduo carente, cuja família que teve não desenvolveu-lhe um referencial de lar, de aconchego. Viu-se desde muito cedo, lutando para sobreviver, sentia-se infeliz por não ter podido gozar da companhia da mãe, e talvez tivesse tomado para si, a culpa de sua morte. Seu melhor amigo desde a mais tenra idade foi à companhia de livros, principalmente quando os que primeiro leu, pertenceram a sua mãe.

Buscou em sua vida, viver conforme os padrões da verdade tanto que afirmou ser a verdade o bem mais precioso dos homens. Iniciou sua peregrinação logo cedo, dependendo dos favores ora de um, ora de outro, principalmente, de mulheres que se tornaram suas amantes.

Passou a vida fugindo e em perseguições, granjeia amigos e se desentende com eles. Tido como psicótico por uns, e doente por outros. Sua doença o teria levado a uma mania de perseguição, causa de delírios e pânicos que foram atribuídos aos desentendimentos com os amigos e que o perseguiram quase ao final de sua existência. Viveu fugindo, inclusive da responsabilidade de ser pai, tendo filhos para abandoná-los em seguida. Quando leio sobre o Emilio, fico pensar, como pode escrever um livro sobre educação, quando não soubera criar e educação os seus. Logo, escreveu a partir de sua própria experiência, não com pai, mas como filho e estudante. No Emilio, ele apresenta o cidadão ideal, e os meios de treinar a criança para o Estado de acordo com a natureza, inclusive para um sentido de Deus. Pestalozzi escreveu inspirado em Rousseau, os métodos universais pedagógicos.

No Preâmbulo original das Confissões Rousseau afirmou que, por seu conteúdo, a obra seria sempre “um livro precioso para os filósofos” e um instrumento único “para o estudo do coração humano”. As Confissões não apenas completam o conjunto das obras filosóficas de Rousseau, mas constituem, talvez, a maior de todas elas.

Sua teoria política no Contrato Social que estão sumarizados no Emilio. Rousseau considera a liberdade como um “direito inalienável, e um dever de todos, e necessário à própria natureza espiritual do homem”. O Estado é a unidade e como tal expressa a vontade geral, mas essa está em contraste com a vontade de todos. A vontade geral visa assegurar a liberdade, a igualdade e justiça dentro do estado.

Rousseau conclui o Contrato Social com um capitulo sobre a religião. Ele não era hostil, mas tinha restrições contra três tipos de religião: a religião do homem, a religião hierarquizada ou individual e a “religião do cidadão”. Para ele, a religião do homem não hierarquizada é o cristianismo do evangelho, centrada na moral e na adoração a Deus e, para Rousseau era o protestantismo calvinista.

A importância política dos escritos de Rousseau serviu de inspiração na França, quanto ao principio de liberdade e igualdade política, formuladas por ele e que constituíram como coordenadas teóricas dos setores mais radicais da Revolução Francesa. Na segunda fase do movimento, culminaram com a destruição da monarquia e o surgimento da republica, colocando-se lado a lado o liberalismo de Voltaire e Montesquieu.



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_____________________ Textos Filosóficos. São Paulo: Paz e Terra, 2002.


1 Um boneco de palha vestido como Rousseau e passearam pelas ruas de Paris.

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